Estas férias, deixe o tédio tomar conta dos seus filhos. Só lhes faz bem, garantem estes psicólogos

Agosto 9, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://visao.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Chega o verão e com ele a preocupação de encontrar atividades capazes de preencher o tempo livre das crianças. Para os pais, é bom. Para os filhos, segundo psicólogos e especialistas, nem tanto.

No verão, muitas as crianças têm cerca de três meses de férias , o que representa, normalmente, para os pais, demasiado tempo livre que precisa de ser ocupado. Por isso, são várias as escolas que, apesar de as aulas já terem acabado, oferecem planos de férias para as crianças, a que se juntam semanas de atividades abundantes ou mesmo acampamentos de verão. Mas segundo alguns psicólogos, este excesso de programação do tempo das crianças durante o verão não lhes permite alcançar um ponto importante do desenvolvimento: descobrir o realmente lhes interessa, o que gostam de fazer no seu tempo livre.

À BBC, Lyn Fry, psicóloga infantil, defendeu que o papel dos pais é preparar as crianças para ocupar o seu lugar na sociedade: “Ser um adulto significa ocupar-se e preencher o seu tempo de lazer de uma forma que o faça feliz. Se os pais passam todo o tempo a preencher o tempo livre dos seus filhos, então a criança nunca vai aprender a fazer isso sozinha.” Fry sugere que, no início do verão, os pais se sentem com os seus filhos (pelo menos aqueles que têm uma idade superior a 4 anos) para discutirem em conjuntos as atividades que a criança gostaria de fazer durante o período de férias. A lista pode ir de atividades muito simples como jogar às cartas a atividades mais complexas como aprender a cozinhar. A elaboração desta lista vai permitir que sempre que a criança se queixe de estar aborrecida, os pais possam dizer-lhes para rever a lista. É provável que as crianças voltem a ficar aborrecidas após algum tempo de fazer a atividade mas, segundo Fry, “as crianças precisam de aprender a ficar aborrecidas para serem motivadas a fazer as coisas. Estar entediado é uma maneira de tornar as crianças autoconfiantes.”

Há décadas que os especialistas discutem a importância do tédio nas crianças. Em 1930, o filósofo Bertrand Russell, no seu livro “A Conquista da Felicidade” dedicou um capítulo à importância do tédio. Segundo Russell “uma criança desenvolve-se melhor quando, como uma planta jovem, é deixada sem perturbação no mesmo solo. Muitas viagens, muita variedade de impressões, não são boas para os jovens e fazem com que, à medida que crescem, se tornem incapazes de suportar uma monotonia produtiva.”

Anos mais tarde, em 1993, no livro “On Kissing, Tickling and Being Bored”, o psicanalista Adam Phillips apresentou o tédio como uma hipótese para contemplar a vida, considerando que “é uma das exigências mais opressivas” que os adultos fazem às crianças é a de que se interessem, “em vez de arranjarem tempo para descobrir o que realmente lhes interessa”.

 

 

 

 

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Julho 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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http://www.seguranet.pt/

“As crianças têm de ter liberdade para não fazer nada”

Janeiro 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do http://expresso.sapo.pt/ a Álvaro Bilbao no dia 8 de outubro de 2016.

expresso

Álvaro Bilbao é neuropsicólogo e pai de três filhos. Em Portugal para falar do seu livro, explica como conhecer melhor o cérebro pode ajudar-nos a educar melhor

Katya Delimbeuf

Álvaro Bilbao, 40 anos, é doutorado em Psicologia da Saúde pela Universidade de Deusto, em Bilbau. Já colaborou com a Organização Mundial de Saúde e trabalha no Centro Estatal de Referência de Atenção ao Dano Cerebral – mas costuma dizer que o seu maior currículo são os três filhos, de 6, 4 e 3 anos. O seu livro, “O Cérebro das crianças explicado aos Pais” (editora Planeta), já chegou às livrarias do nosso país.

Porque é importante conhecer o cérebro para educar melhor?

Porque este oferece-nos muitas estratégias e ferramentas que nos ajudam. Explica-nos como aprende o cérebro da criança, as suas necessidades de desenvolvimento e que ferramentas devem usar os pais na ordem que os filhos precisam. O cérebro do adulto aprende através da linguagem e da razão. O das crianças aprende essencialmente através do jogo e do carinho.

E através do exemplo, não?

Também. As crianças aprendem muito através da observação dos adultos. Se queres ter um filho feliz mas passas o dia aborrecido e frustrado, ele vai imitar essa forma de lidar com os problemas. O nosso exemplo é muito importante. Acontece o mesmo com os smartphones e iPads. Podemos pôr-lhes regras, mas se nós próprios andarmos com o telemóvel atrás o dia todo, eles vão fazer o mesmo.

O que lhe ensinaram os seus filhos?

Ensinaram-me que uma coisa é a teoria e outra é a prática. A teoria ajuda-nos muito a melhorar a prática, mas a prática não sai sempre como queremos. Ensinaram-me também uma coisa muito importante, que não vem nos manuais: a importância do carinho, de lhes dar beijos. A minha mulher ajudou-me muito, porque vem de uma família muito afetuosa, com poucos limites, muito hippie, e eu venho de uma família muito conservadora e tradicional. Juntos, encontrámos uma forma equilibrada de educar. Mas uma das coisas fundamentais para educar é errar – para os teus filhos verem que também te enganas e que é normal não fazer tudo bem. Também é muito importante estarmos em contacto com a nossa criança interior. Estar com crianças põe-nos em contacto com aquela parte de nós que esquecemos em adultos – a capacidade de brincar, de sonhar, de sentir afeto.

Brincar é fundamental?

Sim. O jogo livre é fulcral. O momento em que se apaga a televisão é mágico. É incrível o que os miúdos inventam quando os pais não lhes dizem o que fazer. Isso ajuda imenso a desenvolver a imaginação.

Defende que, até aos 6 anos, as crianças não devem ter contacto com a tecnologia. Isso é possível nos dias que correm?

Até aos 3 anos não devem contactar com tecnologia, absolutamente. Em minha casa não há tablets e os miúdos não usam os telemóveis. Este verão, perguntei ao mais velho o que achava de lhe comprarmos um tablet. Respondeu: ‘Talvez seja melhor esperar mais um pouco. Gosto muito de brincar com legos, de desenhar e não quero deixar de gostar’. Não comprámos.

Mas os limites são igualmente essenciais, não?

Absolutamente. Os limites ajudam as crianças a saber o que não devem fazer. A não bater nos irmãos, a respeitar os mais velhos, a não desobedecer, a não gritar… Há pais que, sabendo da importância dos afetos, não dão limites. Não está certo.

O “não” é a palavra mais importante na educação de uma criança?

Enquanto palavra, talvez seja. Mas o mais importante não está nas palavras – são os abraços, os beijos, o carinho. Afetos e limites são igualmente importantes. Ao dizermos ‘não’, estamos a ensinar-lhes o autocontrolo, a disciplina, a capacidade de controlar a frustração.

O que podemos fazer para lidar com as terríveis birras?

Entre os 2 e os 3 anos, não há nada que se possa fazer. Têm que fazê-las e pronto. Mas há três coisas que podem ajudar e três outras que podem piorar a situação – e a maioria dos pais costuma fazer estas últimas. A primeira que não devemos fazer é zangarmo-nos com as crianças ou ficarmos nervosos. A segunda é envergonhá-las, comparando-as; e a terceira é tentar agarrá-las pela força. Pelo contrário, aquilo que pode ajudar é empatizar com elas, mostrar-lhes que percebemos o que sentem; dar afeto, abraçá-las; e ajudá-las a serem flexíveis, oferecendo-lhes uma alternativa (por exemplo: adiar aquele ato para outro dia).

Alguma vez bateu num filho?

Nunca. Castiguei-os duas vezes, mas nunca através do castigo físico. Está demonstradíssimo que o castigo físico não é bom. Ensina à criança a perda de controlo, a agressividade. Humilha-a, põe-na triste. O castigo físico não pode ser uma forma de educar. Educamos melhor quando não batemos. Já me aconteceu pedir ajuda aos meus filhos, para não gritar com eles.

Há rotinas imprescindíveis em vossa casa?

Somos mais flexíveis em termos de horários e mais ritualistas em relação a certas coisas. Jantamos sempre em família – e se eu não tiver fome, sento-me com eles. Lê-se sempre uma história antes de dormir. Dormem pelas 21h30. Somos bastante flexíveis. Para nós, os afetos são mais importantes do que a ordem.

Não estaremos a passar demasiado stress às crianças, com horários para tudo?

O cérebro não percebe as horas, percebe as sequências. É importante que as crianças e os pais aprendam a ter flexibilidade. As regras são importantes, mas não é preciso ter síndromas de perfecionismo. Para a criança, também é duro ter de fazer tudo perfeito. Atualmente, sabemos que o maiores problemas das crianças se devem ao stress. O déficit de atenção, a obesidade infantil, problemas de comportamento, derivam daí. Isso deriva de querermos que as crianças tenham muitas atividades, façam muitas coisas, que cheguem a horas a todo o lado… E nós também queremos fazer tudo de forma perfeita. A exigência e o perfecionismo da nossa sociedade são tremendos. Em minha casa, tentamos ter manhãs sem stress. Tentamos fazer tudo com antecedência, levo os meus filhos à escola mais perto de casa.

A avaliação, a preocupação excessiva com as notas, não são também um sintoma de obsessão da nossa sociedade?

Sim. O mais importante é que as crianças se apaixonem pela aprendizagem, mais do que por terem boas notas. A maior prenda que podemos dar aos nossos filhos é incutir-lhes o gosto por aprender. Os melhores alunos são miúdos que gostam de aprender.

Fazer depressa não é fazer bem

Como se pode tentar passar o gosto por saborear em vez de consumir?

A primeira coisa que podemos tentar é não consumirmos nós próprios, no dia-a-dia. Não consumir tecnologia, ócio. Não temos que fazer 25 coisas ao fim de semana, podemos simplesmente passar o fim de semana sem fazer NADA. Estar em casa, brincar, dar um passeio. Quando consumimos muito, damos impressão à criança de que tudo acontece muito depressa, de que tem de estar sempre ocupada, sempre feliz. Das primeiras coisas a fazer é dar à criança a liberdade e a confiança para não ter de fazer nada. Depois, é importante não dar demasiada importância ao resultado. Podemos jogar a passar a bola, sem ser a marcar golos.

A nossa sociedade vive cheia de pressa?

Sim. Vivemos num modelo que diz que fazer depressa é fazer melhor. Não é verdade. Um tomate biológico é melhor que um tomate de estufa. Se se for maduro aos 7 anos, em que idade se vai ser imaturo? É muito importante respeitar os ritmos das crianças.

O que mais o fascina no cruzamento da neurologia com a pedagogia?

facto de tudo encaixar. Tudo faz sentido quando juntas a neurologia (que explica como aprende o cérebro), a pedagogia (que explica como aprendemos) e a psicologia (que nos explica o que fazemos e sentimos). As memórias afetivas, por exemplo, são as mais antigas. Situam-se na parte do “cérebro emocional”. Podemos esquecer quem é uma pessoa, mas não esquecemos que nos sentimos bem ao pé dela. Um filho nunca vai esquecer uma bofetada. Mesmo que isso não seja consciente.

 

 

 

 

Investigador defende mais tempo em família do que na escola

Março 4, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt/ de 19 de fevereiro de 2016.

José Coelho LUSA

O investigador Carlos Neto defendeu esta sexta-feira que as crianças já passam muito tempo na escola e que o importante é discutir um novo modelo de trabalho dos pais.

“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

 

 

Excesso de peso influencia negativamente rendimento escolar

Janeiro 1, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt

Nunca é demais recordar que o excesso de peso e a má alimentação das crianças também contribui de forma negativa para o seu desempenho escolar. O bem estar no dia a dia é essencial para viver de forma plena e ter a mente descansada para absorver a imensidão de coisas novas que aprendemos.

Os resultados de um estudo desenvolvido pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, revelou, em março deste ano, que a aptidão cardiorrespiratória e o peso corporal têm um efeito independente e sinérgico no rendimento escolar nas disciplinas de Português, Matemática, Ciências da Natureza e Inglês em alunos do sétimo ano de escolaridade.

Paralelamente, alerta para a necessidade de criar mais atividades de exercício físico durante o horário escolar, por forma a aumentar a aptidão cardiorrespiratória e prevenir o excesso de peso dos alunos.

São dados que realçam aquilo que há muito se sabe sobre a necessidade de manter uma alimentação e hidratação adequadas.

Cabe aos pais tentar manter esse controlo através da educação e sensibilização dos seus filhos sobre a necessidade de estarem atentos aos sinais. As atividades físicas, em especial ao ar livre, são cruciais para um crescimento saudável. A sensação de felicidade que estas atividades transmitem são, também elas, um catalisador para uma vida mais equilibrada.

Atualmente, as crianças em idade escolar estão cada vez mais ocupadas com atividades de estudo, no interior das salas de aula e, em casa, com uma carga de trabalhos em excesso, que acabam por produzir resultados negativos. Quer ao nível da aprendizagem, quer físico.

Especialistas têm vindo a público exigir mais tempo livre para as crianças e este estudo, desenvolvido pela FMH, reforça estes alertas.

Com a aproximação do período natalício, convém fazer um balanço da forma como as coisas estão a evoluir em relação aos seus filhos e traçar um plano que os ajude a estar mais ativos e saudáveis no ano que vai entrar.

 

Por que brincar livremente é a melhor escola de verão

Julho 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto da revista http://www.theatlantic.com de 20 de junho de 2014.

Jessica Lahey

Why Free Play Is the Best Summer School

Jessica Lahey

The more time children spend in structured, parent-guided activities, the worse their ability to work productively towards self-directed goals.

Most schools across the nation have marked the end of another academic year, and it’s time for summer. Time for kids to bolt for the schoolhouse doors for two long months of play, to explore their neighborhoods and discover the mysteries, treasures, and dramas they have to offer. This childhood idyll will hold true for some children, but for many kids, the coming of summer signals little more than a seasonal shift from one set of scheduled, adult-supervised lessons and activities to another.

Unscheduled, unsupervised, playtime is one of the most valuable educational opportunities we give our children. It is fertile ground; the place where children strengthen social bonds, build emotional maturity, develop cognitive skills, and shore up their physical health. The value of free play,  daydreaming, risk-taking, and independent discovery have been much in the news this year, and a new study by psychologists at the University of Colorado reveals just how important these activities are in the development of children’s executive functioning.

Executive function is a broad term for cognitive skills such as organization, long-term planning, self-regulation, task initiation, and the ability to switch between activities. It is a vital part of school preparedness and has long been accepted as a powerful predictor of academic performance and other positive life outcomes such as health and wealth. The focus of this study is “self-directed executive function,” or the ability to generate personal goals and determine how to achieve them on a practical level. The power of self-direction is an underrated and invaluable skill that allows students to act productively in order to achieve their own goals.

The authors studied the schedules and play habits of 70 six-year-old children, measuring how much time each of them spent in “less structured,” spontaneous activities such as imaginative play and self-selected reading and “structured” activities organized and supervised by adults, such as lessons, sports practice, community service and homework. They found that children who engage in more free play have more highly developed self-directed executive function. The opposite was also true: The more time kids spent in structured activities, the worse their sense of self-directed control. It’s worth noting that when classifying activities as “less structured” or “structured,” the authors deemed all child-initiated activities as “less-structured,” while all adult-led activities were “structured.”

All of this is in keeping with the findings of Boston College psychology professor Peter Gray, who studies the benefits of play in human development. In his book Free to Learn: Why Unleashing the Instinct to Play Will Make Our Children Happier, More Self-Reliant, and Better Students for Life, he elaborates on how play supports the development of executive function, and particularly self-directed control:

Free play is nature’s means of teaching children that they are not helpless. In play, away from adults, children really do have control and can practice asserting it. In free play, children learn to make their own decisions, solve their own problems, create and abide by rules, and get along with others as equals rather than as obedient or rebellious subordinates.

When we reduce the amount of free playtime in American preschools and kindergartens, our children stand to lose more than an opportunity to play house and cops and robbers. Some elementary programs recognize the importance of play and protect its role in preschool and kindergarten. Montessori schools and Tools of the Mind curricula are designed to capitalize on the benefits of self-directed free play and student-initiated activities. Tools of the Mind programs, for example, place even more importance on developing executive function than on academic skills. In their terminology, “self-regulation” is the key to success both in school and in life:

Kindergarten teachers rank self-regulation as the most important competency for school readiness; at the same time, these teachers report that many of their students come to school with low levels of self-regulation. There is evidence that early self-regulation levels have a stronger association with school readiness than do IQ or entry-level reading or math skills, and they are closely associated with later academic achievement.

This is not news to most teachers, who, when tasked with educating increasingly crowded classrooms, hope and pray for students with well-developed executive function. The ability to self-direct can spell the difference between an independent student, who can be relied upon to get her work done while chaos reigns around her, and a dependent, aimless student, who is distracted by his classmates and must be guided from one task to the next.

Parents, if you really want to give your kid a head start on coming school year, relinquish some of that time you have earmarked for lessons or sports camp and let your children play. That’s it. Just play. Grant them time free from your ulterior motives and carefully planned educational outcomes. Let them have dominion over their imaginary kingdoms while their evil dragons, white wizards, marauding armies, and grand battles for supremacy unfurl according to their whims and wills.

 

 

V Feira de Educação de Belém e 2ª Feira da Saúde

Abril 27, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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belem

Encontram-se a decorrer as inscrições para a participação na V Feira de Educação de Belém.

A participação é gratuita para as entidades sem fins lucrativos.

V FEIRA DE EDUCAÇÃO DE BELÉM – Jardins Vasco da Gama em Belém, 29/05/2015 das 10h às 18h.

Inscreva-se em:
https://docs.google.com/forms/d/1p_MYw2VlBxcUdDv8Ca_PfYm1WCTKLWzXN6zqWi25ZE4/viewform

https://www.facebook.com/FeiraDeEducacaoDeBelem

Capturar

Inscreva-se em:
https://docs.google.com/forms/d/1p_MYw2VlBxcUdDv8Ca_PfYm1WCTKLWzXN6zqWi25ZE4/viewform

educação.inclusiva@csfbelem.org

voluntariado@jf-belem.pt

 

 

 

A melhor escola de verão para as crianças? Brincar

Julho 5, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do observador de 24 de junho de 2014.

fabien bimmer

Estudos recentes provam as vantagens educativas de as crianças brincarem sem limites, isto é, sem horas marcadas e sem uma supervisão rígida. É a melhor escola de verão, garantem.

As aulas acabaram e as escolas e jardins de infância preparam-se para fechar. O pesadelo de muitos pais: onde deixar as crianças? Ou, mais do que isso, o que fazer com elas durante dois longos meses para não descuidar na sua educação e ao mesmo tempo as manter entretidas e ocupadas? As possibilidades são muitas, ainda que variem consoante os orçamentos, e normalmente passam por campos ou colónias de férias, aulas de música, grupos de estudo ou até mesmo o ATL da própria escola. Mas o conselho dos especialistas é outro: não planear muito e deixar os miúdos brincar. Só isso.

O verão tem tudo para ser (e é) a época preferida das crianças e jovens: representa o fim dos horários – para acordar, estudar, brincar, deitar-, o fim das aulas e o fim das atividades supervisionadas por adultos, ora pais ora professores. E não há problema nenhum que o seja, garante um grupo de psicólogos norte-americano da Universidade do Colorado, que tem vindo a fazer importantes avanços nesta matéria e que este mês acaba de publicar um novo estudo.

Brincar sem limites é um dos melhores valores educacionais que os adultos podem proporcionar às crianças, defendem estes psicólogos do Colorado. Quanto mais tempo as crianças passarem, durante o seu tempo livro, em atividades estruturadas e supervisionadas (como aulas de qualquer instrumento musical ou treino desportivo), pior será a sua capacidade de trabalhar de forma produtiva e autónoma. Ou seja, brincar de forma livre, assumir riscos, sonhar acordado e descobrir coisas novas é um terreno fértil que permite aos mais novos fortalecer relações sociais, desenvolver maturidade emocional e, acima de tudo, desenvolver capacidades cognitivas. O termo técnico é desenvolver o “funcionamento executivo” das crianças, escreve a revista The Atlantic e, surpreendentemente, só se consegue a brincar.

Segundo a publicação norte-americana, o funcionamento executivo é um termo bastante amplo que diz respeito a capacidades cognitivas como a organização, o planeamento de longo prazo, a capacidade de iniciativa ou a capacidade para alternar entre tarefas, e é uma parte vital da preparação escolar. A longo prazo, o funcionamento executivo das crianças é mesmo visto como um indicador importante para o desempenho académico e, mais tarde, para uma vida pessoal e profissional de sucesso.

Para chegarem a estas conclusões, os autores do estudo testaram os hábitos e os horários de brincar de 70 crianças com seis anos de idade, medindo o tempo que cada uma dedicava a atividades espontâneas, auto-recreativas e menos estruturadas, e, por outro lado, o tempo que dedicavam a atividades estruturadas, isto é, organizadas por adultos. O resultado foi que aquelas que passavam mais horas em brincadeiras espontâneas tinham a tal função executiva mais desenvolvida e, por isso, tinham mais autonomia e eram mais organizadas. Por outro lado, quanto mais tempo passavam em atividades convencionais, estruturadas por adultos, pior era o seu sentido de responsabilidade e auto-controlo.

Por isso, pais, se querem realmente aproveitar os longos meses de interrupção lectiva para preparar as crianças para o novo ano, esqueçam a maioria das atividades e aulas extra-curriculares que planearam para eles e deixem-nos brincar. Façam do tempo livre, precisamente o que ele é, tempo livre, e deixem-nos ter domínio sobre a sua própria imaginação em vez de serem dominados pela vontade excessiva de os educar.

 

 

Tertúlia Os Tempos Livres são sempre livres?

Julho 19, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens tem o prazer de o/a convidar para a Tertúlia “ Os Tempos Livres são sempre livres?”, evento de um ciclo de Tertúlias com a tema “Infância (s) e Pobreza (s): a situação da criança em Portugal”, a decorrer no próximo dia 24 de julho às 18h00 no Teatro Rápido sito na R. Serpa Pinto. 14 – Lisboa.

Esta tertúlia conta com a presença de Ana Marta Levy Aires – Fundação Maria Ulrich, Nuno Lobo Antunes, PIN-progresso infantil, Paulo Quaresma, Junta de Freguesia de Carnide , Vanessa Pereira, psicóloga e Fernanda Freitas enquanto moderadora.

Tendo em conta o número limitado de lugares, solicita-se confirmação para forumdireitoscriancas@gmail.com

teertulia

ESCOLA DE PAIS

Novembro 1, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Todos nós, pais, sentimos a urgência, o desafio e a responsabilidade de acompanhar o crescimento dos nossos filhos. Esta situação torna-se ainda mais relevante hoje, quando o ambiente e a cultura se tornaram fragmentados e um enorme conjunto de solicitações e propostas torna difícil um juízo sereno e claro sobre a realidade.

É neste enquadramento, por vezes extremamente difícil, que somos chamados à tarefa da educação. Com a mesma exigência com que abordamos os aspectos profissionais e sociais da nossa vida, não podemos deixar de nos questionar em que medida nos temos preparado para o desafio educativo.

A partir do dia 30 de Novembro, a Fundação Maria Ulrich, realiza uma Escola de Pais, que consiste num conjunto de três encontros, a realizar até ao dia 13 de Novembro, sobre temas específicos relacionados com a educação e a formação dos filhos.”

1ª sessão – 6 de Novembro (10h30)

A importância de educar: a resposta aos porquês

Isabel Almeida Brito

2ª sessão – 13 de Novembro (10h30)

O perigo de não propor: a televisão e a internet

Henrique Leitão

3ª sessão – 20 de Novembro (10h30)

A autoridade: uma questão de prémios e castigos?

A verificação: as amizades e os tempos livres

Joana Castelo Branco

INSCRIÇÕES (no local)

Individual 8€ /Casal 15€

 

Rua Silva Carvalho, 240 (junto às Amoreiras)

1250-259 LISBOA

21.3882110; 966969620

fundacaomariaulrich.blogspot.com


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