Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

Inquérito a 58% dos estudantes mostra que quanto mais habilitações têm as famílias melhor é o desempenho

Março 16, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 9 de Março de 2011.

A publicação mencionada na notícia é a seguinte:

“Estudantes à Saída do Secundário – 2009/2010”  Descarregar o documento Aqui

por Kátia Catulo

Três em cada dez alunos chumbaram pelo menos uma vez antes de chegar ao 12.o ano. São sobretudo os rapazes que acumulam repetências ao longo do percurso escolar. Ser um bom aluno, aliás, depende mais do nível de escolaridade dos pais que da dedicação dos filhos aos estudos. Esta verdade aplica-se pelo menos à maioria dos adolescentes que estavam a frequentar o último ano do secundário em 2009/10.

“Estudantes à Saída do Secundário” é o resultado do inquérito a 57,9% dos alunos matriculados (45 472) em 691 escolas com ensino secundário. O estudo do Observatório dos Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) e do Gabinete de Estatísticas e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, conclui que quanto mais elevadas são as habilitações dos pais melhor é o desempenho dos filhos.

Pouco mais de um terço dos alunos cujos pais só frequentaram entre o 1.o e o 3.o ciclo tem médias acima dos 15 valores enquanto mais de metade dos estudantes oriundos de famílias com ensino superior ou secundário obtiveram igual classificação. Entre os que atingiram notas de mérito, a relação entre escolaridade da família e desempenho dos alunos é também quase linear. Mais de 18 valores é um patamar que só 2,2% dos estudantes de famílias com o 1.o ciclo atingem, enquanto, entre os adolescentes com pais licenciados, a percentagem das mais altas classificações ultrapassa os 12%.

Chumbos O insucesso escolar, por outro lado, atinge principalmente os rapazes. Quase um terço dos estudantes chumbou antes de chegar ao último ano do secundário, mas enquanto a taxa de repetência entre elas é de 30% entre eles chega aos 37%. A maioria das reprovações acontece porém no ensino básico, já que quase dois terços dos estudantes inquiridos chegaram ao 12.o ano sem nenhuma repetência (65,3%) e um quinto chegou com uma reprovação (21%).

Os chumbos no 12.o ano não estão contabilizados neste estudo, uma vez que o inquérito foi aplicado entre Março e Junho de 2010, antes de o ano lectivo terminar. No entanto, segundo os dados que o Ministério da Educação forneceu às escolas em Fevereiro, a taxa de repetência no secundário atingiu em 2009/10 os 18% e, só no 12.o ano, os chumbos atingem 33% dos alunos.

Sucesso escolar A maior taxa de sucesso escolar está entre os alunos dos cursos científico-humanísticos, em que a grande maioria (81,9%) está a concluir o 12.o ano na idade esperada: 17 anos. Logo a seguir surgem os alunos do ensino artístico especializado (63,6%) e dos cursos tecnológicos (50,1%) que chegaram ao último ano do secundário sem repetências ou interrupções no seu percurso escolar.

O mesmo não acontece nos cursos profissionalmente qualificantes, em que os adolescentes de 17 anos representam apenas 36,3% dos alunos. Significa isto que seis em cada dez alunos já chumbaram pelo menos uma vez – 28,1% dos alunos têm 18 anos, 19,5% têm 19 anos e 16,1% têm 20 ou mais.

Se há quem pense que o desempenho escolar dos adolescentes a estudar no ensino privado é melhor que o dos do público, o estudo do OTES e do GEPE vem mostrar que a distância é curta. Entre Março e Junho do ano passado, cerca de metade dos alunos tinha médias globais a variar entre os dez e os 14 valores – 56,6% no privado e 51,9% do público.

Mais fácil e mais difícil Língua Estrangeira parece ser a disciplina menos difícil para estes alunos, quando se comparam com os resultados a Português e a Matemática. Quase 30% dos alunos tinham nesta disciplina médias entre os 15 e os 17 valores e 16% entre 18 e 20 valores.

No caso da Matemática, as melhores notas representam 10% dos alunos e as médias acima dos 15 valores são mérito de 20,9% dos alunos. Um quarto dos adolescentes (25,7%) atingiu classificações até 17 valores a Língua Portuguesa e só 5% dos alunos ultrapassaram os 18 valores.

Entre os dez e os 14 valores fica o desempenho mais comum tanto a Português (63,1%) como a Língua Estrangeira (49%) ou a Matemática (53,2%), mas, quando se comparam as notas negativas entre estas três disciplinas, conclui-se que as classificações insuficientes a Matemática quase triplicam – 15,8% contra 6,2% a Português e 5,5% a Língua Estrangeira. Quase quatro em cada dez alunos inquiridos reconhecem ter dificuldades nas disciplinas que envolvem conhecimentos matemáticos. Essa dificuldade baixa para 34% no caso da Língua Portuguesa e para 15,2% a Física ou a Química.


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