A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Outubro 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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As tarefas adequadas à idade dos filhos: “Ó mãe, quero um copo de água!”

Agosto 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Filipe Raminhos

Texto da Sábado de 1 de janeiro de 2017.

“Tanto eu como a mãe sempre praticámos desporto e achámos importante ela ter estas actividades, mas se calhar metemo-la em demasiadas coisas e esquecemo-nos de lhe dar outras competências mais básicas”, diz à SÁBADO André (nome fictício), consultor, 38 anos.

Tempo e muita paciência
Pais convertidos numa espécie de mordomos dos filhos são um paradigma desta geração, em que alguns nem se levantam para ir buscar um copo de água. O problema são as consequências deste tipo de situação. “As crianças precisam de regras para crescerem com competências emocionais e comportamentais. Quanto mais se sentirem úteis, mais autónomos serão no futuro”, explica a psicóloga de adolescentes Bárbara Ramos Dias. A ideia é começar a ensiná-los o mais cedo possível e fazer o reforço pela positiva. “É normal que uma criança de 3 anos não faça a cama perfeita, mas já consegue puxar as orelhas e, se a incentivarmos (‘que orgulho, ajudas muito a mãe’), ela interioriza essas tarefas mais facilmente”, aconselha.

Ressalva: ensinar exige tempo e uma grande dose de paciência. Por isso, não desista logo à primeira, nem ceda à tentação de gritar. A próxima vez que o seu filho lhe pedir um copo de água, tente a seguinte solução: “Eu até ia, mas tu já és crescido e sabes onde estão os copos.”

Entrevista publicada originalmente na edição n.º 654 da revista SÁBADO de 10 de Novembro de 2016

visualizar as tarefas no link:

http://www.sabado.pt/vida/detalhe/as-tarefas-adequadas-a-idade-dos-filhos-o-mae-quero-um-copo-de-agua

 

Que sociedade queremos para os nossos filhos?

Agosto 27, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado na http://visao.sapo.pt/ de 14 de agosto de 2017.

Aqui ficam algumas dicas de como promover a responsabilidade e a consciência social no seu filho – dos 5 aos 10 anos – usando o exemplo japonês

heguei a um extremo. Ao Extremo Oriente. De facto quando mudamos de continente não mudamos só de língua. Mudamos de comida e de forma de comer – aqui come-se cru e não cozinhado e os talheres dão lugar a “pauzinhos” –, mudamos a forma como vivemos a estação do ano – aqui chove no verão e usam-se sombrinhas – e até mudamos de mentalidade – mais importante do que aprender a tabuada, as crianças devem aprender a ser cidadãos responsáveis e contribuintes para uma harmonia social. Cheguei ao Japão.

Se na última crónica falei da importância da espiritualidade na educação das crianças, com histórias de Serra Leoa e Portugal, hoje exploro a importância da consciência de responsabilidade para a harmonia social na educação das crianças, a sociedade dos nossos filhos. O Japão tem cerca de 127 milhões de pessoas. Em cada 100 japoneses, 64 têm entre 15 e 65 anos, 23 japoneses têm mais de 65 anos e apenas 13 têm entre os 0 e 14 anos. Talvez seja devido a número que está a ser tão difícil entrevistar crianças japonesas para recolher as suas dicas sobre responsabilidade.

Tenho a teoria que somos pouco tolerantes a mistérios e por isso criamos mitos para nos tranquilizar. Em relação ao Japão isto é gritante. Tratando-se de uma cultura tão diferente, especialmente na forma como (inter)agem uns com os outros e com o mundo, ouvi uma série de comentários estranhos quando anunciei que o Japão faria parte do “Kids” (saber mais em http://www.mariapalha.com).

Há medida que cá estou identifico algumas causas para estes mistérios sociais.

O primeiro talvez seja ao nível religioso, os japoneses nascem xintoístas e morrem budistas ( o que a meu ver pode estar na base de uma sociedade tolerante e pouco moralista), depois o facto de ser uma nação em uma ilha, sem fronteiras diretas com outros países. Em seguida o facto de, até à Segunda Guerra Mundial, o país não ter sofrido muitas influências exteriores ou até ao início do século passado a maioria dos japoneses viver em comunidades rurais. As questões geográficas também têm influência com certeza: a maioria do território do país é montanhoso, e por isto as poucas áreas planas são onde as muitas pessoas se juntam para viver, vivendo literalmente, em cima umas outras.

Uma enorme densidade populacional ou pequenas comunidades rurais, não deixam espaço para excentricidades ou caprichos individuais. A harmonia social e a identidade de grupo surgem como uma forma de sobrevivência. Sem a clara noção do impacto que se tem no outro, sem que todos contribuam responsavelmente para o bem-estar do próximo, a com(vivência) no território Japonês seria impossível.

Esta harmonia social e identidade de grupo sente-se de várias formas, mas no crossing de Shibuya em Tóquio (um cruzamento atravessado pelo maior número de pessoas do mundo) vê-se a olhos nus ou direi a sentidos nús? Vê-se por exemplo, no sentido de oportunidade do japonês, que é marcado em cada interação. Nos diversos aromas (nem demais, nem de menos). Através dos sons (o silêncio na correria ou as músicas harmoniosas enquanto o sinal está verde) nas aparências (indumentárias á base de preto e branco para não destoar e ninguém se sentir mal). Nas paisagens que mais parecem um suave patch work organizado pela mão humana.

Aqui cada um é peça fundamental para a conciliação de ideias e emoções verdadeiras que podem produzir sensações de bem-estar ao grupo. Um por todos e todos por Um “seria o mantra dos japoneses.Ao contrário do mantra revelado pelo inquérito feito à população portuguesa, da Universidade Católica, em 2014, que mostra que a sociedade portuguesa está cada vez mais “Cada um por si, e salve-se quem puder” ou as revelações feitas no livro escrito pela jornalista Marisa Moura que tenta responder à pergunta “O que é que os portugueses têm na cabeça?” e onde através de vários inquéritos, pensadores e histórias, revela um Portugal com uma enorme InConsciência coletiva, o que significa menos atos civicos, mais individualismo e maior preocupação em chegar mais além, por si e para si. Tal como veio reforçar o Expresso em 2014 através do artigo de Diogo Agostinho.

Como podemos reverter este ciclo?

Ganhando cada vez mais consciência da nossa responsabilidade e no impacto que podemos ter nos outros, nas ações que podemos escolher ter para contribuir para o bem-estar dos que nos rodeiam. E por isto, uma das perguntas que faço às crianças para introduzir a responsabilidade é qual seria a primeira lei que criavam se fossem eleitos o Rei/presidente do mundo.

Em Portugal, o Diogo de 8 anos disse-me “todos deviam andar de skate e apanhar ar”, a Inês de 6 anos, acrescentou “acho que todos deviam proteger a natureza e cuidar das florestas, é dela que vivemos”, e a Shi, japonesa de 9 anos, dizia que todos devíamos nascer especialistas de chopsticks (“pauzinhos”), pois assim não havia discriminação”. O isac de 8 anos defendia “que devíamos cuidar da nossa escola, da nossa comunidade e da nossa família”.

No Japão a responsabilidade e harmonia social são levadas muito a sério, e para isto as crianças, desde cedo, que as praticam. Quando digo cedo, falo do facto de desde os 3 anos que vão sozinhas para a escola, podendo assim ter um contacto direto com a comunidade. Por seu lado, os pais juntam-se a grupos de atividades comunitárias, os Kodomo Kai, e têm como objetivo desenvolver atividades que promovam o bem-estar comunitário, melhorem algumas condições do bairro e ainda ajudem a criança a aprender a ter atos cívicos.

Os kodomo kai (grupos de pais e filhos) têm atividades como recolha de lixo, reciclagem, distribuição de roupas ou até ensinar ao grupo das crianças a agradecer a um estranho que lhe faça uma boa ação. Aos 5 anos as crianças entram para a escola e as expetativas sobre estas, mudam. Eles vão agora, em contexto protegido, aprender a ser bons cidadãos, cidadãos cívicos. E por isto, ao longo do primeiro ciclo, não há matéria escolar nem testes, há sim, uma serie de práticas, cujo o objectivo é ensinar a esta criança, a ser um cidadão civicamente ativo. Alguém consciente de que é responsável por contribuir para a harmonia social da sua escola, na sua comunidade e na sua família. Apenas no 5º ano as crianças começam a sua vida de testes e matérias. “Afinal de que vale ser um ótimo aluno, se não apanha o seu próprio lixo, se não diz obrigado, se não ajuda um amigo triste?” Perguntava-me a Akiro enquanto me explicava algumas destas coisas.

E como o nosso currículo de primeiro ciclo ainda não segue as linhas japonesas, aqui ficam algumas dicas de como promover a responsabilidade e consciência social no seu filho – entre os 5 e os 10 anos:

Entre os 4 e 5 anos é esperado que as crianças consigam: arrumar a cama, por a roupa na máquina, guardar a roupa, ajudar a pôr a mesa, limpar o pó, regar as plantas, incentivar a pequenos atos generosos em casa, como agradecer, partilhar e ajudar nas tarefas que contribuem para o bem estar de todos.

Entre os 6 e 8 anos é esperado que as crianças consigam: Lavar a loiça, pôr e levantar a mesa, varrer, aspirar, guardar as compras, pendurar a roupa no estendal, voluntariar-se para ajudar na escola.

Entre os 9 e 11 anos: Preparar lanches rápidos, limpar os móveis, ajudar a fazer o jantar, guardar a loiça, fazer a lista de supermercado, ajudar um adulto que precise ajuda

Ao nível emocional:

Entre os 4 e 5 anos a criança vai imitar o que fizer e é importante demonstrar generosidade: Explicando as decisões generosas que vai tomando, por exemplo “comprei duas cópias do livro e vou dar um deles á tua tia, porque ela me disse que também gostava muito”. Agradecer, sorrir, dar passagem, ajudar alguém que esteja a precisar e até, promovendo comportamentos menos egoístas “hoje vamos fazer gelado, o teu amigo joão adora gelado, vamos convida-lo para vir cá comer a sobremesa?” Elogiar sempre que a criança tem uma demonstração generosa “foste muito generoso em partilhar o brinquedo com o teu irmão”

Ao nível de generosidade na comunidade: a melhor forma de a transmitir e viver, é sem dúvida através de voluntariado. Existem muitos grupos de voluntariado de famílias nas freguesias. Inscrevam-se, passem tempo de qualidade em família e contribuam para o bem-estar da sua comunidade.

Entre os 6 e 8 anos: Nesta fase a criança deve entender que generosidade é mais que partilhar os seus brinquedos.

É durante este período que as crianças começam a desenvolver empatia e a ter a capacidade de se colocar no lugar dos outros, por isto, a exigência em relação à forma como ajudam quem está a precisar de ajuda, como se preocupam como o amigo que está triste pode sem aumentada.

Entre os 9 e 11 anos: A dica para promover a generosidade nestas idades é uma regra de 3 simples:

1 – Faça você mesmo: a criança vai tender a imitar

2 – Fale sobre isso: importante falar sobre atos generosos e debatendo em diversos momentos

3 – Encoraje e dê reforço positivo sempre que haja um ato generoso.

Boas praticas, mas cuidado com extremismos, não deixemos que as nossas crianças se tornem adultos demasiado cedo.

No Japão o sentido de responsabilidade é tão elevado e intrínseco que as pessoas recorrem “ao melhor lugar do mundo para morrer” (uma floresta na base do Mt Fuji onde vão para cometer suicído e assim tomar responsabilidade sobre as suas vidas e deixar de ter impacto negativo na vida dos outros).

Mais amor por favor.

 

 

 

8 Dicas para criar um filho responsável

Novembro 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Como ensinar as crianças a ajudarem nas tarefas domésticas

Março 30, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://psicologiaacessivel.net  de 7 de março de 2015.

crianças

 

Por: Ane Caroline Janiro

Além de estimular a responsabilidade, ensinar as crianças a ajudar nas tarefas domésticas desde cedo transmite a elas outros valores fundamentais, como: o trabalho coletivo (cada um deve fazer a sua parte para que todos fiquem bem), a cooperação e a união na família. Quando a criança entende que a limpeza e organização da casa não é papel de apenas uma pessoa e sim de todos, percebe que ela também tem uma função importante no ambiente e, sobretudo, começa a notar a importância da autonomia e independência. Quanto mais tempo se espera para ensinar isso aos filhos, mais difícil será mudar seus hábitos. É importante que, por menos tempo livre que os pais tenham, façam o possível para integrar as crianças neste processo e ensinar tais atividades. Sempre, é claro, respeitando as habilidades de cada faixa etária. E é importantíssimo: meninos e meninas devem aprender, sem distinção.

Lembrando que é preciso se desapegar do perfeccionismo ao ensinar uma atividade nova a uma criança. E se desapegar também da pressa. Isso quer dizer que dificilmente uma criança muito nova vai realizar uma tarefa tão bem quanto um adulto o faz, especialmente nas primeiras vezes em que tentar. Então nada de broncas e cobrança para que tudo saia perfeito. Mesmo que não tenha ficado tão bom, elogie sempre e vá mostrando aos poucos como é a maneira correta de realizar a atividade. Isso irá estimular ainda mais a criança a querer fazer de novo. Outro ponto: supervisionar! Quem convive com crianças sabe que basta menos de um minuto de descuido para que possa ocorrer algum acidente, então, vamos prevenir! Algumas tarefas não oferecem risco, mas é bom ter cuidado. E se tiver mais de uma criança na casa, ensine a trabalharem em equipe.

O ideal é que você sempre observe quais as capacidades e habilidades que a criança demonstra, mas em geral, desde bem cedo já é possível destinar algumas tarefas aos pequenos:

2 a 3 anos:

  • Guardar os brinquedos;
  • Levar seu prato à mesa e retirá-lo após as refeições;
  • Ajudar a limpar restos de alimento espalhados após comer;
  • Ajudar a alimentar animais de estimação;
  • Ensinar a jogar o que é lixo na lixeira;
  • Levar sua roupa suja para o local correto;
  • Guardar seus calçados no local correto.

4 a 5 anos:

  • Sempre acumulando as atividades aprendidas anteriormente;
  • Ajudar a por e retirar mais itens da mesa nas refeições;
  • Limpar o pó dos móveis;
  • Ajudar a organizar itens da casa como livros e revistas;
  • Ajudar a arrumar a cama;
  • Arrumar o seu próprio quarto;
  • Guardar suas roupas nas gavetas (ainda que não fiquem bem dobradas);
  • Desligar aparelhos que não está usando, fechar a geladeira, apagar a luz (o adulto pode levantá-la até o interruptor);
  • Acompanhar a preparação de algumas refeições.

6 a 8 anos:

Uma boa ideia aqui é iniciar certa “educação financeira”, pois é uma fase em que os pequenos começam a buscar mais e mais autonomia e estas tarefas destinadas a eles começam a parecer muito entediantes. Estabelecer uma semanada ou mesada irá ensiná-lo o valor do dinheiro, que vem como resultado do trabalho e os pais ainda podem utilizar isso para ensinarem como devem controlar os gastos. Não precisa ser uma grande quantia, apenas um valor simbólico. É legal estabelecer uma rotina, dividindo as tarefas nos dias da semana.

  • Ajudar a estender e retirar roupas do varal;
  • Varrer e passar pano em certos cômodos da casa;
  • Ajudar a lavar, secar e guardar a louça (tomando cuidado com facas e outros objetos cortantes);
  • Passar aspirador em certas áreas da casa;
  • Ajudar a organizar armários;
  • Ajudar a preparar algumas refeições.

9 a 12 anos:

Aqui a criança já pode ajudar em praticamente todas as tarefas, claro que sempre sendo supervisionada conforme o nível de dificuldade do afazer. Mas já é possível incluir na rotina semanal responsabilidades como: ajudar a lavar o banheiro, levar o lixo, limpar as necessidades dos animais de estimação, ajudar a dar banho nos animais de estimação, ajudar nas compras no supermercado, passar a roupa (com supervisão), preparar refeições, colocar a roupa na máquina de lavar, entre outras.

Tão importante quanto seguir estas dicas e estabelecer uma rotina, é também lembrar: pais livrem-se do sentimento de culpa! Mesmo que você trabalhe fora e acredite que tenha pouco tempo com seu filho, não tente compensar isso com mimos e regalias em excesso. Quando você ensina seu filho a ter suas responsabilidades, está contribuindo para que ele seja um adulto melhor. Aproveite seu tempo disponível com ele, oferecendo momentos de qualidade no relacionamento familiar, mas não deixe de educar.

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.

Psicóloga: Ane Caroline G. Janiro

CRP: 06/119556

 

 

Seu filho pode ajudar em casa!

Novembro 13, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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imagem retirada do link  http://diiirce.com.br/fazer-seu-filho-ajudar-em-casa-auxilia-tambem-o-desenvolvimento-dele/

 


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