Mais de 9,2 mil crianças sofreram abusos graves no Sudão do Sul

Outubro 29, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 16 de outubro de 2018.

Relatório do secretário-geral ao Conselho de Segurança destaca mais de 5,7 mil crianças usadas como soldados; perto de 2 mil foram sequestradas e cerca de 980 foram mortas ou mutiladas.

Em menos de quatro anos, mais de 9,2 mil crianças do Sudão do Sul foram vítimas de graves violações. A informação consta do segundo relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o país.

Em nota, a representante especial para Crianças e Conflito Armado, Virginia Gamba, disse que o nível da violência e brutalidade sofrida pelas crianças do país é desanimador.

Ligação

Gamba explicou que estas violações estão muitas vezes relacionadas. Segundo ela, “os raptos acontecem para recrutamento e as meninas e os meninos recrutados são mortos, mutilados ou são vítimas de abusos sexuais.”

A representante especial afirmou que “muitas crianças também são usadas para cometer atrocidades contra civis e outras crianças, perpetuando o ciclo da violência.”

Violações

O relatório, que foi enviado para o Conselho de Segurança há duas semanas, cobre o período entre outubro de 2014 e junho deste ano.

Segundo a pesquisa, mais de 5,7 mil crianças foram recrutadas e usadas como crianças-soldado. Perto de 2 mil foram raptadas e cerca de 980 foram mortas ou mutiladas, por forças do governo ou grupos armados.

A violência sexual “foi usada como uma tática de guerra e como uma forma de punição coletiva”. Mais de 650 crianças foram vítimas de abuso sexual, com 75% dos casos envolvendo estupros em grupo.

Segundo o informe, é provável que os números sejam mais altos, porque muitos casos não são notificados.

Acesso

Os autores do documento notam que o acesso para recolha de informações e a resposta humanitária continua limitados. As Nações Unidas registraram cerca de 1,5 mil casos em que o acesso foi negado, tendo o número dobrado entre 2014 e 2017.

Quase 970 incidentes de graves violações, que devem ter afetado mais de 9,5 mil crianças, não puderam ser verificados.

Os casos de negação de acesso humanitário incluíram assédio, agressão, intimidação, sequestro e assassinato de pessoal humanitário, inclusive de crianças. Também foram registados “numerosos exemplos de roubo de ajuda humanitária”.

Crianças soldado

O Sudão do Sul é um dos países com o maior número de crianças libertadas de forças e grupos armados, com 2.740 meninos e meninas soltos entre janeiro de 2015 e junho de 2018.

Estas crianças recebem apoio de uma comissão do governo, do Fundo da ONU para Infância, Unicef, e outros parceiros. Virginia Gamba pede que se continuem a financiar estas atividades, dizendo que é crucial para evitar o recrutamento de crianças e a reconstrução do país.

Educação e saúde

Segundo o relatório, a educação e a saúde das crianças também foi prejudicada, com 76 ataques contra escolas e 96 contra hospitais.

Além da destruição de instalações, o uso militar das escolas e as ameaças contra funcionários e estudantes impediram que mais de 32,5 mil meninos e meninas tivessem acesso à educação.

Para terminar, a representante especial do secretário-geral afirmou que “abusos graves contra crianças só irão parar quando o Sudão do Sul alcançar uma paz duradoura”. Segundo ela, “a ONU está pronta para trabalhar com todas as partes” e tornar isso uma realidade.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Children and armed conflict in South Sudan Report of the Secretary General

 

 

Mais de 900 crianças-soldado já foram libertadas no Sudão do Sul este ano

Agosto 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 8 de agosto de 2018.

Novo grupo de meninos e meninas entregaram suas armas esta semana; cerca de 19 mil continuam em fileiras de grupos armados; Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, precisa de US$ 45 milhões para reintegrar estas crianças nos próximos três anos.

Mais de 100 crianças foram libertadas na terça-feira por grupos armados no Sudão do Sul elevando o total de crianças soldado que conseguiram liberdade para mais de 900 este ano.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, este foi o quarto grupo libertado este ano. Mais meninos e meninas devem ser libertados nos próximos meses.

Progresso

O representante do Unicef no país, Mahimbo Mdoe, disse que “o progresso feito este ano dá esperança de que, um dia, todas as 19 mil crianças que ainda servem nos grupos armados e forças armadas possam ser devolvidos às suas famílias.”

Segundo ele, “até esse objetivo ser atingido, o trabalho para acabar com o recrutamento e uso de crianças tem de continuar.”

O grupo libertado esta semana incluía 90 meninos e 38 meninas. As crianças estavam associadas ao Movimento Nacional de Libertação do Sudão do Sul, que em 2016 assinou um acordo de paz com o governo.

Reintegração

O Unicef organizou uma cerimônia na cidade de Yambio, no sul do país, para marcar o momento. As crianças entregaram as suas armas e receberam roupas de civis. Todas vão fazer exames médicos e receber apoio psicossocial, como parte de um plano de reintegração.

Quando as crianças voltarem a casa, as famílias vão receber três meses de ajuda alimentar do Programa Mundial de Alimentos, PMA. Também receberão treinamento vocacional, porque capacidade de se sustentar é um fator importante na associação a grupos armados.

Além dos serviços relacionados com os meios de subsistência, o Unicef e os parceiros vão assegurar serviços de educação específicos e centros de aprendizagem acelerada.

Parceria

Este esforço é uma parceria entre o Unicef, a Missão da ONU no país, Unmiss, e parceiros do governo. O representante da agência das Nações Unidas explica que “negociações com as partes em conflito exigem energia e compromissos consideráveis ​​de todos os envolvidos.”

O Unicef diz que são precisos US$ 45 milhões para apoiar a desmobilização e reintegração de 19 mil crianças nos próximos três anos.

 

 

Unicef: há 15 mil crianças sem pais ou desaparecidas no Sudão do Sul

Janeiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 13 de dezembro de 2018.

Agência e parceiros já conseguiram reunir cerca de 6 mil crianças famílias; crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, Unicef acredita que acordo de paz assinado recentemente ajudará a assistência humanitária.

Cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que 15 mil crianças tenham sido separadas das suas famílias ou estejam desaparecidas.

Segundo a agência, mais de 4 milhões de pessoas foram desalojadas pelos combates, a maioria são crianças. Desde que o conflito começou, o Unicef e os seus parceiros conseguiram reunir cerca de 6 mil com os seus pais ou cuidadores.

Riscos

A diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, Leila Pakkala, contatou que o reencontro de famílias “é o resultado de meses, e muitas vezes anos, de trabalho para encontrar familiares desaparecidos em um país do tamanho da França, mas sem qualquer infraestrutura básica.”

A representante diz que “o sofrimento que das crianças durante o conflito foi inimaginável, mas a alegria de ver uma família recuperada é sempre uma fonte de esperança.”

O Unicef alerta que as crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, o que torna o reencontro com os pais uma prioridade urgente.

Ainda assim, mesmo reunidas, muitas famílias continuam precisando de apoio.

Acordo

Um acordo de paz assinado recentemente entre as partes em conflito do Sudão do Sul poderá proporcionar uma oportunidade para intensificar esse trabalho e outras formas de assistência humanitária.

A responsável do Unicef acredita que tem havido “incentivos encorajadores desde que o acordo de paz foi assinado” e espera agora que a agência tenha acesso “a áreas anteriormente inacessíveis, permitindo oferecer assistência a mais pessoas no próximo ano.”

Desde o início do conflito, o Unicef e seus parceiros proporcionaram o acesso a educação a 1,5 milhão de crianças, forneceu água potável a 800 mil pessoas e tratou 630 mil crianças de desnutrição aguda grave

Apesar de todo o trabalho, cinco anos de violência e insegurança tiveram um impacto arrasador nas crianças do Sudão do Sul. O Unicef estima que 1,2 milhão de crianças estejam gravemente desnutridas.

Por outro lado, cerca de 2,2 milhões de crianças não estão a receber educação, fazendo do Sudão do Sul o país com a maior proporção de crianças fora da escola em todo o mundo.

Para 2019, o Unicef está a solicitar US$ 179 milhões para assistência humanitária a crianças.

 

 

Ir à escola ou fugir da guerra?

Outubro 4, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 19 de setembro de 2017.

“As zonas onde há escolas não devem ser zonas de guerra”. “Hoje, ter de se esconder não devia fazer parte dos trabalhos de casa”. “Evitar as minas terrestres não devia ser uma actividade extracurricular”. Foi com frases como estas estampadas em 27 autocarros escolares que a UNICEF guiou uma campanha pelas ruas de Manhattan, nos Estados Unidos, a 17 de Setembro. Os autocarros circularam vazios, em fila, uma metáfora para os “27 milhões de crianças que vivem em zonas de conflito e que não frequentam a escola”, disse o órgão das Nações Unidas, em comunicado. O objectivo era chamar a atenção para casos como o da menina do Sudão do Sul, neste vídeo, e da principal condutora da campanha — Muzoon Almellehan, de 19 anos, Embaixadora de Boa Vontade da UNICEF, que em plena semana de Assembleia Geral das Nações Unidas pede “aos líderes mundiais que priorizem a educação em situações de emergência”. “A educação nunca pode ser vista como opcional, especialmente em situações de crise. Sem aprender, como podemos esperar que as crianças venham a ser tudo aquilo que têm capacidade para ser? Não podemos desistir, há que continuar até termos um mundo onde todas as crianças vão à escola”, disse a activista que em 2013 foi obrigada a abandonar a escola para fugir da guerra que rebentava na Síria. O Fundo das Nações Unidas para a Infância diz que, no primeiro semestre deste ano, recebeu apenas “12 por cento do financiamento necessário para proporcionar educação às crianças que vivem em situações de crise”.

 

Mais de um milhão de crianças fugiram da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

Maio 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 8 de maio de 2017.

Mais de um milhão de crianças fugiram  da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

JUBA/GENEBRA/NAIROBI/NOVA IORQUE, 8 de Maio de 2017 – Mais de 1 milhão de crianças já fugiram do Sudão do Sul onde a escalada do conflito está a arrasar o país, anunciaram hoje a UNICEF e o ACNUR.

“O facto aterrador de que cerca de uma em cada cinco crianças no Sudão do Sul foram forçadas a abandonar as suas casas mostra o quão devastador este conflito está a ser para os mais vulneráveis,” afirmou Leila Pakkala, Directora Regional da UNICEF para a África Oriental e Austral. “Se a tudo isto juntarmos as mais de um milhão de crianças que estão também deslocadas no interior do país, é o futuro de toda uma geração que está verdadeiramente em causa.”

As crianças perfazem 66 por cento dos mais de 1.8 milhões de refugiados do Sudão do Sul, segundo os últimos dados da ONU. A maioria destes refugiados chegaram ao Uganda, ao Quénia, à Etiópia e ao Sudão.

“Nenhuma das actuais crises de refugiados nos preocupa mais do que a do Sudão do Sul,” afirmou Valentin Tapsoba, Director do Escritório do ACNUR para África. “O facto de as crianças refugiadas se estarem a tornar no rosto desta emergência é extremamente perturbador. Todos nós, membros da comunidade humanitária, precisamos de apoio urgente, empenhado e sustentado para podermos salvar as suas vidas.

No interior do Sudão do Sul, mais de mil crianças foram mortas ou feridas desde o início do conflito em 2013, e um total estimado de 1.14 milhões de crianças foram deslocadas internamente.

Perto de três quartos das crianças do país não estão na escola – a maior percentagem de crianças fora da escola no mundo.

O trauma, as perturbações físicas, o medo e o stress vividos por muitas destas crianças são apenas parte das pesadas consequências da crise. As crianças continuam em risco de recrutamento por forças e grupos armados e, devido à destruição das estruturas sociais tradicionais, estão também mais vulneráveis à violência, abusos sexuais e exploração.

Mais de 75.000 crianças refugiadas que estão agora no Uganda, no Quénia, na Etiópia, no Sudão e na República Democrática do Congo atravessaram as fronteiras do Sudão do Sul sozinhas ou separadas das suas famílias.

As famílias refugiadas que fogem para os países vizinhos em busca de abrigo e segurança enfrentam uma dupla catástrofe nesta estação das chuvas, estando as crianças particularmente em risco de saúde e protecção devido à falta de condições dos abrigos. É necessário um apoio muito maior para que as famílias refugiadas tenham um local seguro para viver, e também assistência humanitária urgente, incluindo alimentos, água, protecção, educação e cuidados de saúde.

O apelo da UNICEF para o Sudão do Sul e os refugiados desse país na região – num total de 181 milhões de USD para responder às necessidades mais prementes até ao final do ano – recebeu apenas 52 por cento do financiamento.

Os funcionários do ACNUR estão na linha da frente da crise, indo ao encontro de refugiados do Sudão do Sul quando atravessam as fronteiras para lhes prestar assistência, mas a escassez de financiamento em 2017 está a pôr em causa estes serviços vitais. O apelo do ACNUR para o Sudão do Sul é de 781 milhões de USD, mas está apenas financiado em 11 por cento.

 

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

Março 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 21 de fevereiro de 2017.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital. In late May 2015 in South Sudan, the lives of more than a quarter of a million children are at risk from a rapidly worsening nutrition situation. The environment for children has greatly deteriorated, based on the onset of an early lean season brought by ongoing conflict, diminished household food stocks and a declining economy. Children trapped by fighting, without access to basic medical services and food, will struggle to survive this lean season without an urgent resumption of humanitarian assistance in conflict-affected areas. Through the national Nutrition Scale Up programme and rapid response missions to remote, conflict-affected areas, UNICEF and partners have treated almost 50,000 children for severe acute malnutrition thus far in 2015. With a funding shortfall of 75 per cent this year, UNICEF is urgently appealing for US$25 million to continue its life-saving nutrition response in South Sudan.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital.

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido

à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

NOVA IORQUE/DAKAR/NAIROBI/AMÃ, 21 de Fevereiro de 2017 – Quase 1.4 milhões de crianças estão em risco iminente de morte devido à má nutrição aguda grave este ano, causada pela fome que paira sobre a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, afirmou a UNICEF hoje.

“O tempo está a esgotar-se para mais de um milhão de crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Ainda podemos salvar muitas vidas. A má nutrição aguda e a ameaça da fome são em grande medida causadas pelo homem. O nosso sentido de humanidade exige uma acção mais rápida. Não podemos deixar que se repita a tragédia da fome no Corno de África em 2011.”

Este ano no nordeste da Nigéria, o número de crianças que sofrem de má nutrição aguda grave deverá chegar aos 450.000 nos estados de Adamawa, Borno e Yobi afectados pelo conflito. Fews Net, o sistema de alerta precoce de fome que monitoriza a insegurança alimentar, disse no final do ano passado que é possível que a fome tenha ocorrido em algumas zonas do estado de Borno anteriormente inacessíveis, e que continuará a ocorrer noutras zonas que permanecem inacessíveis à assistência humanitária.

Na Somália, a seca está a ameaçar uma população já fragilizada por décadas de conflito. Quase metade da população, ou seja, 6.2 milhões de pessoas, enfrentam uma situação de insegurança alimentar grave e precisam de assistência humanitária. É expectável que cerca de 185.000 crianças venham a sofrer de subnutrição aguda grave este ano, mas este número poderá chegar aos 270.000 nos próximos meses.

No Sudão do Sul, um país debilitado pelo conflito e pela pobreza e insegurança, mais de 270.000 crianças estão gravemente malnutridas. A fome foi recentemente declarada em partes do estado de Unity na zona norte central do país, onde vivem 20.000 crianças. É previsível que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar no país aumente de 4.9 milhões para 5.5 milhões no pico da época de escassez de alimentos em Julho se nada for feito conter a gravidade e o alastramento da crise alimentar.

No Iémen, nos últimos dois anos profundamente afectado por um conflito violento, 462.000 crianças sofrem actualmente de má nutrição aguda grave – um aumento de quase 200 por cento desde 2014.

Este ano, a UNICEF está a trabalhar com vários parceiros a fim de providenciar tratamento a 220.000 crianças gravemente subnutridas na Nigéria; mais de 200.000 no Sudão do Sul; mais de 200.000 na Somália; e 320.000 no Iémen.

 

 

South Sudan: Children are dying now

Agosto 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.supportunicef.org/site/c.dvKUI9OWInJ6H/b.7549291/k.BDF0/Home.htm

Nearly 1 million children under age 5 in South Sudan will require treatment for acute malnutrition in 2014, and without immediate intervention, it is estimated that 50,000 children could die from malnutrition by the end of the year. Further, one in every three people in the country faces dangerous levels of food insecurity, with many not knowing when and how they will secure their next meal.

Resurgent conflict has raised pre-existent emergency levels of undernutrition among children to grave heights, and famine now looms. If more is not done, we are in danger of witnessing a repetition of the crises that emerged in Somalia and the Horn of Africa three years ago, when early warnings of extreme hunger and escalating malnutrition went largely unheeded until official famine levels were announced. South Sudan’s children are already dying. They cannot wait for such an announcement.

To learn more about the nutrition situation in South Sudan, read: http://www.unicef.org/media/media_74581.html

 

Sudão: 50 mil crianças podem morrer à fome este ano

Abril 24, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 22 de abril de 2014.

mais informações na notícia da ONU:

South Sudan: UN says surging violence claimed lives of children, worsened malnutrition among survivors

sol

A Unicef lançou o alerta à comunidade internacional: são cerca de 50 mil as crianças no Sudão do Sul com menos de cinco anos em risco de morrer por subnutrição só este ano.

O porta-voz da Unicef, Christophe Boulierac, disse em conferência de imprensa que são 740 mil as crianças em rico de sofrer carências alimentares e que, caso não chegue ajuda com urgência, podem mesmo perder a vida já este ano cerca de 50 mil.

Segundo a organização, são cerca de 250 mil os menores que vão passar por carências alimentares agudas e severas nos próximos meses.

Milhares de pessoas têm sido mortas desde Dezembro numa onda de violência extrema no país motivada por conflitos étnicos. As forças leais a Salva Kiir, que pretence à etnia Dinka, tenta pôr fim à revolta liderada por Riek Machar, antigo vice-presidente que pertence à etnia Nuer.

SOL

 

 

UNICEF alerta que 50 mil crianças do Sudão do Sul podem morrer à fome

Abril 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 11 de abril de 2014.

Mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Má nutrição infantil no Sudão do Sul poderá vir a duplicar, alerta a UNICEF

kate holt

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou

Cerca de 250 mil crianças estão em risco de sofrer de desnutrição grave e 50 mil poderão morrer até ao final do ano, no Sudão do Sul, se não foram tomadas medidas rapidamente, alertou hoje a UNICEF.

O atual conflito agravou a insegurança alimentar que o país já estava a sofrer desde a sua independência em 2011, refere em comunicado a UNICEF, advertindo que se não forem tomadas medidas rapidamente 50.000 crianças menores de cinco anos poderão morrer de fome.

A agência das Nações Unidas estima em 3,7 milhões, incluindo 740 mil crianças, o número de sul-sudaneses mais ameaçados pela insegurança alimentar.

“Mas o pior ainda está por vir”, disse o representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, alertando: “Se o conflito continua e os agricultores não podem semear, a desnutrição entre as crianças atingirá uma escala sem precedentes.”

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a socorrer no imediato mais de 150 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave, fornecendo suplementos alimentares, vitaminas, remédios e comprimidos para purificar a água e ajudar as mulheres grávidas ou lactantes.

Para resolver completamente a escassez de alimentos no país, a UNICEF estima que sejam necessários 27,4 milhões de euros, mas ainda reuniu apenas cerca de dois milhões.

O conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul, que já fez milhares de mortos e desalojou cerca de 900 mil pessoas, eclodiu a 15 de dezembro na capital Juba.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 


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