OMS: consequências da Covid-19 podem levar à morte de 10 mil crianças por mês

Agosto 7, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 30 de julho de 2020.

Informação consta de estudo científico e foi comentada pelo chefe da Organização Mundial da Saúde; Tedro Ghebreysus lembrou que quatro agências da ONU pediram US$ 2,4 bilhões para proteger as crianças; especialistas em nutrição afirmam que crise econômica, restrições comerciais e fechamento de escolas têm efeitos “arrasadores” para os menores.

A pandemia poderá causar a morte de mais de 10 mil crianças, por mês, em todo o mundo, ainda este ano. A conclusão é de um novo estudo publicado na revista cientifica The Lancet.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disseque o estudo foi realizado pelos maiores especialistas mundiais em nutrição.

Crianças

Tedros contou que “alimentos, serviços sociais e sistemas econômicos foram prejudicados pela pandemia.” Além disso, fechamento de escolas, restrições comerciais e bloqueios de países estão sendo arrasadores para comunidades que já enfrentavam dificuldades.

O chefe da agência afirmou, no entanto, que essa “é uma tragédia que pode ser evitada.”

A OMS está fazendo um apelo junto com o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentos, PMA. As quatro agências estão pedindo US$ 2,4 bilhões para proteger essas crianças.

Para Tedros, a comunidade global “deve agir agora para evitar as consequências arrasadoras da fome e da desnutrição a longo prazo.”

Iniciativas

O diretor-geral da OMS também fez uma atualização sobre os esforços para acelerar o desenvolvimento e a distribuição de vacinas, diagnósticos e tratamentos, usando a ferramenta Acelerador ACT, que lançada em abril.

Desde o lançamento, a OMS focou em três áreas principais: áreas técnicas para desenvolver produtos de saúde, financiamento inicial e garantia de um acesso equitativo e distribuição eficaz.

Até esta quinta-feira, mais de 16,8 milhões de casos de Covid-19 foram relatados à OMS em todo o mundo. Mais de 662 mil pessoas perderam a vida.

Grandes epidemias

Metade de todos os casos está nos três principais países com o maior número de casos: Estados Unidos, Brasil e Índia. Metade de todas as mortes se concentra nos quatro países mais afetados pela Covid-19: Estados Unidos, Brasil, Índia e Rússia.

Tedros disse que “embora esta seja uma pandemia global, nem todas as nações estão enfrentando grandes surtos não controlados.”

Ele lembrou que as medidas para salvar vidas permanecem as mesmas. Onde elas são praticadas, os casos diminuem.

O chefe da agência também deixou uma mensagem para os Estados-membros que enfrentam grandes epidemias, dizendo que “nunca é tarde demais.” Segundo ele, “até grandes epidemias podem ser revertidas.”

Neste 30 de julho, a OMS marca seis meses da declaração da Covid-19 como uma “emergência de saúde pública internacional.”

Para Tedros, a crise “está mostrando que a saúde não é uma recompensa pelo desenvolvimento, mas sim a base da estabilidade social, econômica e política.”

mais informações na notícia The Lancet:

Child malnutrition and COVID-19: the time to act is now

Cerca de 370 milhões de alunos sob risco por falta de merenda escolar, alerta ONU

Junho 8, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 29 de abril de 2020.

Unicef e PMA dizem que fechamento de escolas devido à covid-19 cortou única refeição diária para milhões de crianças em todo o mundo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, alertaram hoje para “consequências arrasadoras na nutrição e saúde” de 370 milhões de crianças que ficaram sem acesso a merendas escolares.

Em nota, o diretor executivo do PMA, David Beasley, disse que “para milhões de crianças em todo o mundo, a merenda escolar é a única refeição que recebem em um dia.”

Riscos

Beasley afirmou que sem essas merendas, as crianças “passam fome, correm o risco de adoecer, abandonar a escola e perder a melhor chance de escapar da pobreza.” Para ele, “é preciso agir de imediato para impedir que a pandemia se transforme em uma catástrofe de fome.”

Essas refeições são especialmente importantes para meninas. Em países de baixa renda, muitos pais enviam as filhas para as escolas para que possam comer, permitindo que escapem de tarefas domésticas pesadas ou casamento infantil.

A diretora executiva do Unicef, Henrietta Fore, lembrou que “a escola é muito mais que um local para aprender.” Para muitas crianças, “é uma fonte de segurança, serviços de saúde e nutrição.”

Fore disse ainda que, se a comunidade internacional não atuar de imediato, “consequências arrasadoras serão sentidas nas próximas décadas.”

Serviços

Além dos programas de alimentação escolar, escolas em países de baia renda são centrais para serviços de saúde, como vacinas, desparasitação e suplementação.

O PMA e o Unicef estão trabalhando com os governos para apoiar essas crianças. O PMA está apoiando governos de 68 países na distribuição de refeições, cupons ou transferências em dinheiro.

As duas agências também estão ajudando os governos para garantir que, quando as escolas reabrirem, programas de saúde e nutrição continuem existindo. Isso deve incentivar os pais a enviar seus filhos de volta à escola. Também estão trabalhando para rastrear as crianças que precisam de refeições escolares através de um mapa on-line.

Nesse momento, o apoio está sendo prestado em 30 países de baixa renda e ajudando 10 milhões de crianças. Para continuar com estes serviços, as agências precisam de US$ 600 milhões.

Mais informações na Press Release:

Futures of 370 million children in jeopardy as school closures deprive them of school meals – UNICEF and WFP

Unicef: covid-19 “está se tornando rapidamente uma crise dos direitos da criança”

Junho 3, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de maio de 2020.

Agência da ONU cita piora nos efeitos socioeconômicos e necessidades das famílias com doença entrando no quinto mês; pedido de US$ 1,6 bilhão pretende apoiar resposta e proteção aos menores afetados no mundo.

A diretora executiva do Fundo da ONU para a Infância, Unicef,  Henrietta Fore aponta que a pandemia da covid-19 é “uma crise de saúde que está rapidamente se tornando uma crise dos direitos da criança”.

Em apelo global lançado esta terça-feira, a agência pediu US$ 1,6 bilhão, mais do dobro dos US$  651,1 milhões solicitados no final de março. A justificação é que as necessidades subiram devido aos efeitos socioeconômicos da doença e às crescentes necessidades das famílias com o surto que entra no quinto mês.

Recuperação

Até esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, notificou pelo menos 4.088.848 casos confirmados e 283.153 mortes devido à doença.

No apelo, a chefe do Unicef menciona questões como encerramento de escolas, pais desempregados e famílias sob crescente tensão. Com foco em um mundo pós-pandemia, Fore ressalta que esses fundos apoiarão a resposta à crise, recuperação dos seus efeitos e proteção das crianças de consequências indiretas.

A agência ressalta que desde o início da crise, as consequências socioeconômicas da doença e as crescentes necessidades das famílias aumentaram de forma dramática.

Cerca de 1,29 bilhão de crianças em 186 países foram afetadas pelo fechamento de escolas. Outros 370 milhões de menores não recebem refeições escolares e diversos serviços de saúde e nutrição.

Mortalidade

De acordo com o Unicef, “o acesso a serviços essenciais, como cuidados médicos e vacinas de rotina, já foi comprometido para centenas de milhões de crianças”. Essa situação poderá  levar a um aumento significativo na mortalidade infantil.

O apelo chama a atenção para as preocupações com as consequências da crise para a saúde mental. A agência cita “restrições à liberdade de movimento, fechamento de escolas e consequente isolamento que, provavelmente piorarão os já altos níveis de estresse, especialmente para crianças vulneráveis”.

Outro desafio é o aumento da violência, do abuso e da  negligência de crianças que já enfrentam restrições de liberdade de movimento e dificuldades socioeconômicas.

No apelo, o Unicef enfatiza que “meninas e mulheres correm maior risco de sofrer violência sexual e de gênero”.

Crises

De acordo com a agência,  “em muitos casos, crianças refugiadas, migrantes, deslocados internos e aqueles que retornam a suas casas têm acesso reduzido a serviços e à proteção estão mais expostos à xenofobia e discriminação”.

O foco do Unicef na resposta à pandemia será para os países que viveram crises humanitárias anteriores.
As metas da atuação  incluem impedir a transmissão do vírus e mitigar o impacto colateral em crianças, mulheres e populações vulneráveis, em particular em relação ao acesso a cuidados de saúde, nutrição, água, saneamento, educação e proteção”.

Mais informações na Press release da Unicef:

UNICEF appeals for $1.6 billion to meet growing needs of children impacted by COVID-19 pandemic

Quanto maior a fome, pior na escola. Em Portugal, mais de 7% das crianças sente fome todos os dias

Maio 19, 2020 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 24 de abril de 2020.

Catarina Reis

Um estudo internacional perguntou a uma amostra de alunos do 4.º ano de escolaridade, em 47 sistemas de ensino diferentes, com que frequência sentiam fome na escola. Em Portugal, 7,33% diz ser “todos os dias”. Os especialistas garantem que este é meio caminho para uma baixa taxa de alfabetização.

Uma refeição choruda na lancheira ou nada na mão. Os cenários podem variar do zero aos 100 entre as crianças que frequentam uma mesma escola. É assim na EB1/JI Sacadura Cabral, na Brandoa, por exemplo. Coberta por uma bata onde o verde e o branco se confundem em xadrez, de pé estendido e cansado sobre um cilindro de metal cimentado no chão, de cigarro na boca, do lado de fora do gradeamento da escola, a funcionária Eduarda pensava no que seria feito dos miúdos, depois de as escolas fecharem oficialmente – na sexta-feira anterior a este acontecimento. “Vive-se com muitas dificuldades por aqui”, porque “há muitas famílias que não têm possibilidades [económicas] para enviar lanche aos filhos todos os dias”, contava. Certezas há pelo menos duas: não é só na Brandoa que mora a fome; e onde ela existe deixa graves mazelas no percurso escolar.

Em Portugal, 7,33% das crianças que frequentam o 4.º ano de escolaridade (por isso, com uma média de 10 anos de idade) admite sentir fome “todos os dias” quando chega à escola. O dado é do Estudo Internacional de Leitura e Alfabetização (PIRLS), da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional (IEA), e foi divulgado esta sexta-feira.

“Com que frequência sentes-te assim quando chegas à escola? Sinto fome…”. Foi a questão de partida para o estudo. Além dos 7,33% que completaram a frase respondendo “todos os dias”, somam-se outros 7,01% que disseram senti-lo “quase todos os dias”. Um número, ainda assim, bastante inferior à média internacional – 26% das crianças inquiridas neste ano de escolaridade diz chegar “todos os dias” à escola com fome.

A análise foi baseada nas respostas de alunos de 47 sistemas de ensino diferentes, espalhados pelo mundo. Além de Portugal, participaram estudantes da República do Azerbaijão, Austrália, Áustria, Barém, Bulgária, Canadá, Chile, Taipé Chinesa, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Hong Kong, Hungria, Irão, República Islâmica, Irlanda, Israel, Itália, Cazaquistão, Letónia, Lituânia, Macau, Malta, Marrocos, Omã, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Trindade e Tobago, Emirados Árabes Unidos, EUA, Inglaterra, Irlanda do Norte, Bélgica (região flamenga) e África do Sul.

Carência alimentar é causa direta da baixa alfabetização

A principal conclusão do documento aponta uma relação direta entre a carência de alimento sobre estas crianças e um nível mais baixo de alfabetização. “Parece haver um vínculo entre as crianças que relatam sentir fome e um desempenho menor na avaliação da alfabetização em leitura”, assegura o diretor executivo da associação IEA, Dirk Hastedt.

O que ocorre quer a nível nacional, quer a nível internacional. Porque “embora as percentagens de estudantes que afirmavam sentir fome diferissem entre sistemas educativos participantes no estudo, havia uma relação com o desempenho escolar em todos eles”.

Enquanto aqueles que admitiram sentir fome todos os dias ou na maioria dos dias obtiveram uma média de 511,16 pontos na avaliação de leitura que lhes foi feita, os alunos que referiram nunca ter chegado à escola com fome obtiveram uma avaliação média muito superior, de 534,50. A nível internacional, as médias foram de 494,58 e 533,92, respetivamente.

No caso específico de Portugal, a investigação conseguiu aferir que 3,39% das escolas oferece o pequeno-almoço a todos os seus alunos e 2,42% alargam esta oferta ao almoço. Por outro lado, há ainda 53,79% de escolas portuguesas que oferecem o pequeno-almoço, embora apenas a alguns alunos. Outros 61,93% aplicam o mesmo critério com o almoço.

A nível internacional, 45% das escolas entre os sistemas educativos representados no estudo também limitam esta oferta a apenas alguns alunos. O que o diretor Dirk Hastedt lembra depender “das circunstâncias nacionais”.

Ainda assim, levanta o debate: ficarão “estes alunos mais vulneráveis ​​durante o encerramento das escolas [por força da pandemia], se estiverem dependentes das refeições gratuitas na escola?”. Em Portugal, esta foi assumida como uma das principais preocupações da tutela face à suspensão das atividades letivas. Por isso, na primeira semana que se previa de portas fechadas, quase 800 escolas passaram a abrir com o propósito de garantir refeições aos estudantes com escalões sociais.

O número de refeições servidas nas escolas de acolhimento aumentou, com o arranque do 3.º período, a 14 de abril. De acordo com o Ministério da Educação, nos primeiros dias, “foi servida uma média de cerca de 13 500 refeições diárias”. A medida, que começou por estar limitada aos alunos do escalão A, foi entretanto alargada ao escalão B, “quase duplicando a possibilidade de oferta de refeições escolares”, escreveu o ministério, em comunicado.

mais informações na press release:

Menino de um ano morre devido a dieta crua. Pais vegan acusados de homicídio (EUA)

Dezembro 21, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 20 de dezembro de 2019.

Ryan e Sheila O’Leary alimentavam os filhos só com fruta e vegetais.

Um casal vegan foi acusado de homicídio e abuso infantil após o filho ter morrido, alegadamente, devido a uma dieta imposta pelos pais de apenas fruta e vegetais.

Ryan e Sheila O’Leary, do estado norte-americano da Florida, alimentavam os quatro filhos, com idades compreendidas entre 11 anos um ano, com base em alimentos crus como mangas, bananas ou abacates.

O filho mais novo, com 18 meses, pesava apenas sete quilos quando morreu. Sete quilos é o que em média um bebé de sete meses deve pesar para ter o peso adequado.

A mãe, Sheila, de 35 anos, disse à polícia que o bebé nasceu em casa e nunca tinha ido ao médico antes. Esta mulher é também acusada por abuso infantil e negligência.

Quando morreu, a criança não comia há cerca de uma semana. A mãe afirma que achava ser por causa dos dentes e tentou amamentá-lo. Segundo o relato da Sheila à polícia, eram cerca de quatro da manhã quando, durante a amamentação, o menino começou a ter a respiração pesada.

A mãe disse à polícia que ficou preocupada porque nunca tinha acontecido, mas como o menino depois adormeceu, Sheila não chamou os meios de socorro.

Só no dia seguinte, quando acordou, é que Sheila se apercebeu que o filho não respirava e estava frio. Foi aí que ligou para o 112 e o pai da criança o tentou reanimar, mas já era tarde.

Foi concluído que a criança morreu devido a desnutrição, desidratação, problemas de fígado e inchaço nas mãos, pés e parte inferior das pernas.

Os pais serão ouvidos em tribunal na próxima segunda-feira.

Mais informações na notícia:

US vegan parents who eat only raw fruit and vegetables are charged with MURDER for the starvation death of their 18-month-old son who was found weighing only 17lbs

 

Bastam 23 euros para salvar a vida de uma criança com fome

Dezembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 11 de novembro de 2018.

No dia em que se assinalam 72 anos da sua fundação, a UNICEF lança esta terça-feira uma campanha de angariação de fundos para combater a subnutrição de crianças.

Em declarações à TSF, diretora executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, deixa “um apelo muito forte” pela luta contra a fome, em especial na África subsariana.

Um tratamento completo para tratar uma criança subnutrida durante três semanas não representa um custo muito elevado para quem quer ajudar – cerca de 23 euros – “mas pode ser um novo início para uma criança”.

Foi o que aconteceu a Marcelino e a Unicef quer que a história deste bebé seja a história de mais crianças em risco de vida.

Ao perceber que o filho estava gravemente doente a mãe de Marcelino levou-o ao centro de saúde local. Depois de ser tratado com alimentos terapêuticos fornecidos pela Unicef o bebé regressou a casa com a mãe, levou ainda 14 doses desse alimento para dar continuidade ao tratamento.

Quase 151 milhões de crianças menores de cinco anos registaram atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo devido à subnutrição, enquanto mais de 50 milhões de crianças tinham um peso demasiado baixo para a sua idade, segundo os últimos dados do relatório “The State of Food Security and Nutrition in the World”, referentes ao ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância foi criado em 1946 para dar resposta às necessidades das crianças europeias após a guerra. Hoje, a Unicef está presente em mais de 190 países em todo o mundo.

 

 

Unicef: há 15 mil crianças sem pais ou desaparecidas no Sudão do Sul

Janeiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 13 de dezembro de 2018.

Agência e parceiros já conseguiram reunir cerca de 6 mil crianças famílias; crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, Unicef acredita que acordo de paz assinado recentemente ajudará a assistência humanitária.

Cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que 15 mil crianças tenham sido separadas das suas famílias ou estejam desaparecidas.

Segundo a agência, mais de 4 milhões de pessoas foram desalojadas pelos combates, a maioria são crianças. Desde que o conflito começou, o Unicef e os seus parceiros conseguiram reunir cerca de 6 mil com os seus pais ou cuidadores.

Riscos

A diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, Leila Pakkala, contatou que o reencontro de famílias “é o resultado de meses, e muitas vezes anos, de trabalho para encontrar familiares desaparecidos em um país do tamanho da França, mas sem qualquer infraestrutura básica.”

A representante diz que “o sofrimento que das crianças durante o conflito foi inimaginável, mas a alegria de ver uma família recuperada é sempre uma fonte de esperança.”

O Unicef alerta que as crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, o que torna o reencontro com os pais uma prioridade urgente.

Ainda assim, mesmo reunidas, muitas famílias continuam precisando de apoio.

Acordo

Um acordo de paz assinado recentemente entre as partes em conflito do Sudão do Sul poderá proporcionar uma oportunidade para intensificar esse trabalho e outras formas de assistência humanitária.

A responsável do Unicef acredita que tem havido “incentivos encorajadores desde que o acordo de paz foi assinado” e espera agora que a agência tenha acesso “a áreas anteriormente inacessíveis, permitindo oferecer assistência a mais pessoas no próximo ano.”

Desde o início do conflito, o Unicef e seus parceiros proporcionaram o acesso a educação a 1,5 milhão de crianças, forneceu água potável a 800 mil pessoas e tratou 630 mil crianças de desnutrição aguda grave

Apesar de todo o trabalho, cinco anos de violência e insegurança tiveram um impacto arrasador nas crianças do Sudão do Sul. O Unicef estima que 1,2 milhão de crianças estejam gravemente desnutridas.

Por outro lado, cerca de 2,2 milhões de crianças não estão a receber educação, fazendo do Sudão do Sul o país com a maior proporção de crianças fora da escola em todo o mundo.

Para 2019, o Unicef está a solicitar US$ 179 milhões para assistência humanitária a crianças.

 

 

Sabe o que um ovo por dia pode fazer aos bebés?

Julho 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://tpa.sapo.ao/ de 8 de junho de 2017.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Eggs in Early Complementary Feeding and Child Growth: A Randomized Controlled Trial

Em primeiro lugar, sim, as crianças podem comer um ovo por dia.

Passados anos a apontar o dedo ao impacto nocivo que o consumo de ovos pode ter na saúde, um recente estudo publicado na revista Pediatrics não só sugere que os bebés passem a comer um ovo por dia, como garante que tal pode ajudá-los a evitar qualquer tipo de atrofia associada ao crescimento.

Conta o site da BBC que independentemente da forma como é confeccionado – embora seja mais do que sabido que o ovo estrelado é de evitar pela quantidade de gordura -, o consumo diário de um ovo parece ser suficiente para equilibrar o porte nutricional das crianças e, com isso, ajudá-las a crescer de uma forma saudável..

Para o estudo, os investigadores de quatro universidades norte-americanas deslocaram-se até ao Equador e deram ovos a metade dos 160 bebés entre os seis e os nove meses que participaram no teste. Este teste durou seis meses e, ao longo desse período, os cientistas visitaram uma vez por semana cada uma das 160 crianças, não só para perceber se existiam ou não melhorias, mas também para despistar qualquer possível alergia a ovos.

À medida que iam cruzando os dados obtidos dos bebés que comeram um ovo por dia com aqueles que diziam respeito às crianças que não tinham este alimento na dieta (ou que tinham numa quantidade relativamente menor), a equipa liderada por Lora Iannotti repara que o risco de atrofia era 47% menor entre os bebés que consumiram um ovo por dia.

Além disso, o consumo diário de ovo foi ainda associado a uma menor ingestão alimentos adoçados com açúcar, o que leva os investigadores a acreditar que esta proteína de origem animal é mesmo um complemento nutricional importante para as crianças.

Fonte: lifestyle/BA

 

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

Março 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 21 de fevereiro de 2017.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital. In late May 2015 in South Sudan, the lives of more than a quarter of a million children are at risk from a rapidly worsening nutrition situation. The environment for children has greatly deteriorated, based on the onset of an early lean season brought by ongoing conflict, diminished household food stocks and a declining economy. Children trapped by fighting, without access to basic medical services and food, will struggle to survive this lean season without an urgent resumption of humanitarian assistance in conflict-affected areas. Through the national Nutrition Scale Up programme and rapid response missions to remote, conflict-affected areas, UNICEF and partners have treated almost 50,000 children for severe acute malnutrition thus far in 2015. With a funding shortfall of 75 per cent this year, UNICEF is urgently appealing for US$25 million to continue its life-saving nutrition response in South Sudan.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital.

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido

à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

NOVA IORQUE/DAKAR/NAIROBI/AMÃ, 21 de Fevereiro de 2017 – Quase 1.4 milhões de crianças estão em risco iminente de morte devido à má nutrição aguda grave este ano, causada pela fome que paira sobre a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, afirmou a UNICEF hoje.

“O tempo está a esgotar-se para mais de um milhão de crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Ainda podemos salvar muitas vidas. A má nutrição aguda e a ameaça da fome são em grande medida causadas pelo homem. O nosso sentido de humanidade exige uma acção mais rápida. Não podemos deixar que se repita a tragédia da fome no Corno de África em 2011.”

Este ano no nordeste da Nigéria, o número de crianças que sofrem de má nutrição aguda grave deverá chegar aos 450.000 nos estados de Adamawa, Borno e Yobi afectados pelo conflito. Fews Net, o sistema de alerta precoce de fome que monitoriza a insegurança alimentar, disse no final do ano passado que é possível que a fome tenha ocorrido em algumas zonas do estado de Borno anteriormente inacessíveis, e que continuará a ocorrer noutras zonas que permanecem inacessíveis à assistência humanitária.

Na Somália, a seca está a ameaçar uma população já fragilizada por décadas de conflito. Quase metade da população, ou seja, 6.2 milhões de pessoas, enfrentam uma situação de insegurança alimentar grave e precisam de assistência humanitária. É expectável que cerca de 185.000 crianças venham a sofrer de subnutrição aguda grave este ano, mas este número poderá chegar aos 270.000 nos próximos meses.

No Sudão do Sul, um país debilitado pelo conflito e pela pobreza e insegurança, mais de 270.000 crianças estão gravemente malnutridas. A fome foi recentemente declarada em partes do estado de Unity na zona norte central do país, onde vivem 20.000 crianças. É previsível que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar no país aumente de 4.9 milhões para 5.5 milhões no pico da época de escassez de alimentos em Julho se nada for feito conter a gravidade e o alastramento da crise alimentar.

No Iémen, nos últimos dois anos profundamente afectado por um conflito violento, 462.000 crianças sofrem actualmente de má nutrição aguda grave – um aumento de quase 200 por cento desde 2014.

Este ano, a UNICEF está a trabalhar com vários parceiros a fim de providenciar tratamento a 220.000 crianças gravemente subnutridas na Nigéria; mais de 200.000 no Sudão do Sul; mais de 200.000 na Somália; e 320.000 no Iémen.

 

 

Mulher que resgatou criança “bruxa” é a mais inspiradora do ano

Dezembro 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/de 15 de dezembro de 2016.

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A mulher que, este ano, resgatou uma criança nigeriana de dois anos excluída pela comunidade local por, supostamente, ser uma “criança-bruxa”, recebeu o título de personalidade mais inspiradora do ano pela revista “Ooom”.

A dinamarquesa Anja Ringgren Lovén lidera a lista das 100 personalidades mais inspiradoras do ano criada pela revista alemã, encontrando-se à frente do Papa Francisco e do presidente norte-americano Barack Obama.

Anja encontrou o rapaz de dois anos – que acabou por adotar – em fevereiro deste ano, na zona de Uyo, sul da Nigéria, depois de ter sido abandonado pela família que acreditava que ele tinha poderes de feitiçaria no corpo.

O momento em que a humanista partilhou uma garrafa de água e um pacote de bolachas com a criança – que passou a viver na rua e a depender de ajudas esporádicas – foi captado e partilhado vezes sem conta pelos internautas nas redes sociais.

“Ele era do tamanho de um bebé, o meu corpo congelou quando o vi. Tinha sido mãe há 20 meses quando o encontrei e só pensava que aquela criança podia ser minha filha. Foi claro, naquele momento, que devia lutar para que ele sobrevivesse com todas as minhas forças”, contou Anja Ringgren Lovén ao jornal britânico “The Independent”.

“Anja Lovén é um símbolo de esperança e é a pessoa mais inspiradora do ano de 2016”, disse Georg Kindel, editor chefe da revista “Ooom”, que liderou o júri da lista.

“Quando ela viu a criança a morrer de fome, ela agiu como um ser humano e tornou-se uma inspiração para milhões. Os seus esforços para ajudar crianças abandonadas da Nigéria dá-nos força e encoraja-nos a seguir o exemplo”, reforçou.

O segundo lugar da lista é ocupado pelo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Os jurados justificaram a escolha com a “paz, tolerância e liberdade” apesar das suas falhas durante o mandato, nomeadamente quanto a “Guantánamo, Síria e Iraque”.

mais informações no link:

http://www.independent.co.uk/news/people/worlds-most-inspiring-person-2016-ooom-anja-ringgren-loven-nigeria-witch-child-a7460976.html

 

 

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