Bastam 23 euros para salvar a vida de uma criança com fome

Dezembro 13, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 11 de novembro de 2018.

No dia em que se assinalam 72 anos da sua fundação, a UNICEF lança esta terça-feira uma campanha de angariação de fundos para combater a subnutrição de crianças.

Em declarações à TSF, diretora executiva da Unicef Portugal, Beatriz Imperatori, deixa “um apelo muito forte” pela luta contra a fome, em especial na África subsariana.

Um tratamento completo para tratar uma criança subnutrida durante três semanas não representa um custo muito elevado para quem quer ajudar – cerca de 23 euros – “mas pode ser um novo início para uma criança”.

Foi o que aconteceu a Marcelino e a Unicef quer que a história deste bebé seja a história de mais crianças em risco de vida.

Ao perceber que o filho estava gravemente doente a mãe de Marcelino levou-o ao centro de saúde local. Depois de ser tratado com alimentos terapêuticos fornecidos pela Unicef o bebé regressou a casa com a mãe, levou ainda 14 doses desse alimento para dar continuidade ao tratamento.

Quase 151 milhões de crianças menores de cinco anos registaram atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo devido à subnutrição, enquanto mais de 50 milhões de crianças tinham um peso demasiado baixo para a sua idade, segundo os últimos dados do relatório “The State of Food Security and Nutrition in the World”, referentes ao ano passado.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância foi criado em 1946 para dar resposta às necessidades das crianças europeias após a guerra. Hoje, a Unicef está presente em mais de 190 países em todo o mundo.

 

 

Unicef: há 15 mil crianças sem pais ou desaparecidas no Sudão do Sul

Janeiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 13 de dezembro de 2018.

Agência e parceiros já conseguiram reunir cerca de 6 mil crianças famílias; crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, Unicef acredita que acordo de paz assinado recentemente ajudará a assistência humanitária.

Cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que 15 mil crianças tenham sido separadas das suas famílias ou estejam desaparecidas.

Segundo a agência, mais de 4 milhões de pessoas foram desalojadas pelos combates, a maioria são crianças. Desde que o conflito começou, o Unicef e os seus parceiros conseguiram reunir cerca de 6 mil com os seus pais ou cuidadores.

Riscos

A diretora regional do Unicef para a África Oriental e Austral, Leila Pakkala, contatou que o reencontro de famílias “é o resultado de meses, e muitas vezes anos, de trabalho para encontrar familiares desaparecidos em um país do tamanho da França, mas sem qualquer infraestrutura básica.”

A representante diz que “o sofrimento que das crianças durante o conflito foi inimaginável, mas a alegria de ver uma família recuperada é sempre uma fonte de esperança.”

O Unicef alerta que as crianças desacompanhadas são mais suscetíveis à violência, abuso e exploração, o que torna o reencontro com os pais uma prioridade urgente.

Ainda assim, mesmo reunidas, muitas famílias continuam precisando de apoio.

Acordo

Um acordo de paz assinado recentemente entre as partes em conflito do Sudão do Sul poderá proporcionar uma oportunidade para intensificar esse trabalho e outras formas de assistência humanitária.

A responsável do Unicef acredita que tem havido “incentivos encorajadores desde que o acordo de paz foi assinado” e espera agora que a agência tenha acesso “a áreas anteriormente inacessíveis, permitindo oferecer assistência a mais pessoas no próximo ano.”

Desde o início do conflito, o Unicef e seus parceiros proporcionaram o acesso a educação a 1,5 milhão de crianças, forneceu água potável a 800 mil pessoas e tratou 630 mil crianças de desnutrição aguda grave

Apesar de todo o trabalho, cinco anos de violência e insegurança tiveram um impacto arrasador nas crianças do Sudão do Sul. O Unicef estima que 1,2 milhão de crianças estejam gravemente desnutridas.

Por outro lado, cerca de 2,2 milhões de crianças não estão a receber educação, fazendo do Sudão do Sul o país com a maior proporção de crianças fora da escola em todo o mundo.

Para 2019, o Unicef está a solicitar US$ 179 milhões para assistência humanitária a crianças.

 

 

Sabe o que um ovo por dia pode fazer aos bebés?

Julho 12, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://tpa.sapo.ao/ de 8 de junho de 2017.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Eggs in Early Complementary Feeding and Child Growth: A Randomized Controlled Trial

Em primeiro lugar, sim, as crianças podem comer um ovo por dia.

Passados anos a apontar o dedo ao impacto nocivo que o consumo de ovos pode ter na saúde, um recente estudo publicado na revista Pediatrics não só sugere que os bebés passem a comer um ovo por dia, como garante que tal pode ajudá-los a evitar qualquer tipo de atrofia associada ao crescimento.

Conta o site da BBC que independentemente da forma como é confeccionado – embora seja mais do que sabido que o ovo estrelado é de evitar pela quantidade de gordura -, o consumo diário de um ovo parece ser suficiente para equilibrar o porte nutricional das crianças e, com isso, ajudá-las a crescer de uma forma saudável..

Para o estudo, os investigadores de quatro universidades norte-americanas deslocaram-se até ao Equador e deram ovos a metade dos 160 bebés entre os seis e os nove meses que participaram no teste. Este teste durou seis meses e, ao longo desse período, os cientistas visitaram uma vez por semana cada uma das 160 crianças, não só para perceber se existiam ou não melhorias, mas também para despistar qualquer possível alergia a ovos.

À medida que iam cruzando os dados obtidos dos bebés que comeram um ovo por dia com aqueles que diziam respeito às crianças que não tinham este alimento na dieta (ou que tinham numa quantidade relativamente menor), a equipa liderada por Lora Iannotti repara que o risco de atrofia era 47% menor entre os bebés que consumiram um ovo por dia.

Além disso, o consumo diário de ovo foi ainda associado a uma menor ingestão alimentos adoçados com açúcar, o que leva os investigadores a acreditar que esta proteína de origem animal é mesmo um complemento nutricional importante para as crianças.

Fonte: lifestyle/BA

 

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

Março 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 21 de fevereiro de 2017.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital. In late May 2015 in South Sudan, the lives of more than a quarter of a million children are at risk from a rapidly worsening nutrition situation. The environment for children has greatly deteriorated, based on the onset of an early lean season brought by ongoing conflict, diminished household food stocks and a declining economy. Children trapped by fighting, without access to basic medical services and food, will struggle to survive this lean season without an urgent resumption of humanitarian assistance in conflict-affected areas. Through the national Nutrition Scale Up programme and rapid response missions to remote, conflict-affected areas, UNICEF and partners have treated almost 50,000 children for severe acute malnutrition thus far in 2015. With a funding shortfall of 75 per cent this year, UNICEF is urgently appealing for US$25 million to continue its life-saving nutrition response in South Sudan.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital.

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido

à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

NOVA IORQUE/DAKAR/NAIROBI/AMÃ, 21 de Fevereiro de 2017 – Quase 1.4 milhões de crianças estão em risco iminente de morte devido à má nutrição aguda grave este ano, causada pela fome que paira sobre a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, afirmou a UNICEF hoje.

“O tempo está a esgotar-se para mais de um milhão de crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Ainda podemos salvar muitas vidas. A má nutrição aguda e a ameaça da fome são em grande medida causadas pelo homem. O nosso sentido de humanidade exige uma acção mais rápida. Não podemos deixar que se repita a tragédia da fome no Corno de África em 2011.”

Este ano no nordeste da Nigéria, o número de crianças que sofrem de má nutrição aguda grave deverá chegar aos 450.000 nos estados de Adamawa, Borno e Yobi afectados pelo conflito. Fews Net, o sistema de alerta precoce de fome que monitoriza a insegurança alimentar, disse no final do ano passado que é possível que a fome tenha ocorrido em algumas zonas do estado de Borno anteriormente inacessíveis, e que continuará a ocorrer noutras zonas que permanecem inacessíveis à assistência humanitária.

Na Somália, a seca está a ameaçar uma população já fragilizada por décadas de conflito. Quase metade da população, ou seja, 6.2 milhões de pessoas, enfrentam uma situação de insegurança alimentar grave e precisam de assistência humanitária. É expectável que cerca de 185.000 crianças venham a sofrer de subnutrição aguda grave este ano, mas este número poderá chegar aos 270.000 nos próximos meses.

No Sudão do Sul, um país debilitado pelo conflito e pela pobreza e insegurança, mais de 270.000 crianças estão gravemente malnutridas. A fome foi recentemente declarada em partes do estado de Unity na zona norte central do país, onde vivem 20.000 crianças. É previsível que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar no país aumente de 4.9 milhões para 5.5 milhões no pico da época de escassez de alimentos em Julho se nada for feito conter a gravidade e o alastramento da crise alimentar.

No Iémen, nos últimos dois anos profundamente afectado por um conflito violento, 462.000 crianças sofrem actualmente de má nutrição aguda grave – um aumento de quase 200 por cento desde 2014.

Este ano, a UNICEF está a trabalhar com vários parceiros a fim de providenciar tratamento a 220.000 crianças gravemente subnutridas na Nigéria; mais de 200.000 no Sudão do Sul; mais de 200.000 na Somália; e 320.000 no Iémen.

 

 

Mulher que resgatou criança “bruxa” é a mais inspiradora do ano

Dezembro 22, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/de 15 de dezembro de 2016.

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A mulher que, este ano, resgatou uma criança nigeriana de dois anos excluída pela comunidade local por, supostamente, ser uma “criança-bruxa”, recebeu o título de personalidade mais inspiradora do ano pela revista “Ooom”.

A dinamarquesa Anja Ringgren Lovén lidera a lista das 100 personalidades mais inspiradoras do ano criada pela revista alemã, encontrando-se à frente do Papa Francisco e do presidente norte-americano Barack Obama.

Anja encontrou o rapaz de dois anos – que acabou por adotar – em fevereiro deste ano, na zona de Uyo, sul da Nigéria, depois de ter sido abandonado pela família que acreditava que ele tinha poderes de feitiçaria no corpo.

O momento em que a humanista partilhou uma garrafa de água e um pacote de bolachas com a criança – que passou a viver na rua e a depender de ajudas esporádicas – foi captado e partilhado vezes sem conta pelos internautas nas redes sociais.

“Ele era do tamanho de um bebé, o meu corpo congelou quando o vi. Tinha sido mãe há 20 meses quando o encontrei e só pensava que aquela criança podia ser minha filha. Foi claro, naquele momento, que devia lutar para que ele sobrevivesse com todas as minhas forças”, contou Anja Ringgren Lovén ao jornal britânico “The Independent”.

“Anja Lovén é um símbolo de esperança e é a pessoa mais inspiradora do ano de 2016”, disse Georg Kindel, editor chefe da revista “Ooom”, que liderou o júri da lista.

“Quando ela viu a criança a morrer de fome, ela agiu como um ser humano e tornou-se uma inspiração para milhões. Os seus esforços para ajudar crianças abandonadas da Nigéria dá-nos força e encoraja-nos a seguir o exemplo”, reforçou.

O segundo lugar da lista é ocupado pelo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Os jurados justificaram a escolha com a “paz, tolerância e liberdade” apesar das suas falhas durante o mandato, nomeadamente quanto a “Guantánamo, Síria e Iraque”.

mais informações no link:

http://www.independent.co.uk/news/people/worlds-most-inspiring-person-2016-ooom-anja-ringgren-loven-nigeria-witch-child-a7460976.html

 

 

Mais de 530 milhões de crianças vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes

Dezembro 18, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 9 de dezembro de 2016.

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Crianças vítimas dos bombardeamentos na cidade síria de Alepo. © Abdalrhman Ismail / Reuters

Cerca de 535 milhões de crianças, quase uma em cada quatro, vivem em países afetados por conflitos ou catástrofes muitas vezes sem acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição e proteção adequada, divulgou hoje a UNICEF.

Na África Subsaariana vivem perto de três quartos, 393 milhões, do total de crianças que vivem em países afetados por situações de emergência, a que se segue o Médio Oriente e o norte de África, onde residem 12% destas crianças, indicou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Os novos dados serão divulgados no domingo pela UNICEF, data em que a organização assinala 70 anos de trabalho sem interrupção nos lugares mais difíceis do mundo para levar ajuda vital, apoio a longo prazo e esperança às crianças cujas vidas e futuros são ameaçados por conflitos, situações de emergência, pela pobreza, pelas desigualdades e pela discriminação.

O documento, “For Every Child, Hope — UNICEF@70: 1946-2016”, faz ainda uma retrospetiva do trabalho da organização.

Segundo o organismo da ONU, o impacto dos conflitos, das catástrofes naturais e das alterações climáticas estão a obrigar as crianças a abandonar as suas casas, a encurralá-las por detrás de linhas de confrontos e em risco de doenças, violência e exploração.

Perto de 50 milhões de crianças foram deslocadas, das quais mais de metade foram forçadas a abandonar as suas casas devido a conflitos.

Com a escalada da violência na Síria, o número de crianças que permanece em zonas sob cerco duplicou em menos de um ano, referiu a organização.

De acordo com a UNICEF, cerca de 500.000 crianças vivem atualmente em 16 zonas sob cerco no país, praticamente sem acesso a ajuda humanitária sustentada e serviços básicos.

No nordeste da Nigéria, perto de 1,8 milhões de pessoas estão deslocadas, das quais quase um milhão são crianças e no Afeganistão, cerca de metade das crianças em idade escolar primária não têm acesso à educação.

No Iémen, quase 10 milhões de crianças vivem em zonas afetadas pelo conflito e no Sudão do Sul, 59% das crianças em idade escolar primária estão fora da escola e uma em cada três escolas em zonas de conflito estão encerradas.

Mais de dois meses depois de o furação Matthew ter atingido o Haiti, mais de 90.000 crianças menores de cinco anos continuam a precisar de assistência.

As situações de emergência que as crianças mais vulneráveis enfrentam atualmente ameaçam comprometer os muitos progressos alcançados nas últimas décadas.

Desde 1990, o número de crianças que morrem antes dos cinco anos diminuiu para metade e centenas de milhões de crianças foram retiradas da pobreza.

As taxas de crianças em idade escolar primária sem acesso à educação diminuíram mais de 40% entre 1990 e 2014.

Em 2015, no mundo, a entidade e os seus parceiros trataram 2,9 milhões de crianças com subnutrição aguda grave.

Lusa

 Descarregar For Every Child, Hope: UNICEF @ 70, 1946–2016 , no link:

https://www.unicef.org/publications/index_93308.html

 

“Em muitas situações, o leite escolar é o único que as crianças bebem”

Novembro 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 17 de outubro de 2016.

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Ana Dias Cordeiro

Nas escolas de Setúbal, foram identificados casos de crianças que desmaiavam nas aulas.

Ana Vizinho, técnica principal do Núcleo Distrital de Setúbal da Rede Europeia Anti-Pobreza, diz que uma parte do problema agora identificado se explica pela falta de meios para a alimentação num dos distritos do país onde são maiores os índices de pobreza.

Este problema agora evidenciado pela campanha da Fertagus – lançada para responder à frequência das situações de desmaios de pessoas que não se alimentaram de manhã – pode estar relacionado com a falta de recursos financeiros das famílias?

Não tenho nenhum dado estatístico que o comprove, mas considero que é possível haver uma relação. O número de famílias que foram solicitando apoio alimentar aumentou em Setúbal a partir de 2010, sobretudo até ao ano passado. As situações em que, existindo carência alimentar, não é solicitada ajuda – por corresponder a um fenómeno de pobreza envergonhada – acontecem muito. São pessoas que não pedem apoio mas não conseguem satisfazer as necessidades básicas alimentares. Por outro lado, não está a ser suficiente a capacidade do Banco Alimentar e de outras organizações em dar resposta a todas as pessoas que solicitam apoio. Em resultado de tudo isto, muitas pessoas podem estar a fazer a sua vida quotidiana habitual, a apanhar os transportes e a ir para o trabalho, sem terem as suas necessidades alimentares asseguradas. Por outro lado, podemos estar a assistir também a outro fenómeno de hábitos alimentares diferentes em que as pessoas, numa lufa-lufa diária, com grande dificuldade em conciliar a vida profissional e familiar não terem em casa os bens alimentares suficientes para tomarem o pequeno-almoço.

O recurso a dois empregos tornou-se mais frequente?

Portugal é um dos países com maior índice de pessoas em situação de pobreza que trabalham. O que acontece é que, em Setúbal, pessoas que têm emprego pouco qualificado, remunerações baixas, tentam arranjar outras soluções, como um segundo emprego, quando aumenta o custo de vida, ou quando a outra pessoa no agregado familiar fica desempregada.

Qual a situação nas escolas?

Os profissionais do ensino têm-nos falado muito na necessidade de voltar a valorizar-se o leite escolar, como sendo, muitas vezes, o único leite que as crianças bebem durante o dia no período de aulas. Desde 2010, ouvimos vários profissionais dizerem que há muitas crianças mais apáticas, muito cansadas, com um menor rendimento escolar, no início do dia. É uma situação que sempre existiu. E se, por um lado, algumas situações de pobreza se intensificaram, desde 2010, por outro lado, houve um conjunto de pessoas que não viviam em situação de pobreza e que vieram a cair nela, em Setúbal como no resto do país.

Conhece outros sinais de fraca alimentação das crianças? 

Também soubemos de casos de crianças que desmaiavam nas aulas – era o sinal que permitia aos profissionais do ensino perceber que havia ali uma situação diferente, porque tudo o resto na família parecia inalterado. Ou ainda crianças com anemia em situações depois identificadas pelos serviços de saúde. Muitos professores foram identificando que havia qualquer coisa a passar-se.

 

 

Angola, o país onde morrem mais crianças

Junho 30, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de junho de 2015.

NY Times

Nicholas Kristof e Adam B. Ellick/NYT

Uma em cada seis crianças angolanas morre antes de completar cinco anos. Os dados da Unicef levaram Nicholas Kristof, colunista do The New York Times, até Angola para perceber este problema, numa reportagem que o PÚBLICO divulga em parceria com o jornal norte-americano. “Este é um país repleto de petróleo, diamantes e milionários que conduzem Porsches e crianças a morrer à fome”, inicia Kristof a sua reportagem sobre a mortalidade infantil em Angola. Para além dos números preocupantes relativos à mortalidade infantil, os dados indicam ainda que mais de um quarto das crianças está fisicamente afectado pela subnutrição e que os casos de morte materna durante o parto são de 1 em 35.

Related Article Corruption Is Killing Children in Angola

Ver o vídeo da reportagem no link:

http://www.nytimes.com/video/opinion/100000003756951/o-pas-onde-mais-crianas-morrem.html?src=vidm

 

Aumenta número de jovens que sentem fome por falta de comida em casa

Junho 26, 2015 às 1:15 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 24 de junho de 2015.

O número de jovens que afirma sentir fome por não ter comida em casa aumentou em 2014, segundo um estudo que revela ainda que quase todos apresentam algum tipo de problema nutricional.

O estudo “Health Behaviour in School-aged Children” (HBSC)  realizado em Portugal para a Organização Mundial de Saúde, inquiriu 6.026 alunos dos 6.º, 8.º e 10.º anos de escolas de todo o país.

Entre os comportamentos que apresentam alterações ao longo dos últimos anos, destaca-se o “sentir fome por falta de comida em casa”, um fenómeno que aumentou em 2014, depois de se ter mantido estável desde 2006.

O estudo, coordenado pela investigadora Margarida Gaspar de Matos, revela que 99% dos inquiridos relatam ter uma boa nutrição, no entanto 80% ingerem comida não saudável, 75% afirmam comer por vezes demasiado, 66% reconhecem ser esquisitos em relação à comida e 63% reportam comer “o que calha”.

O mesmo estudo conclui que 51% só comem “quando calha”, 35% comem “como um passarinho” e outros 35% afirmam ter dificuldade em parar de comer.

Quanto aos géneros, são os rapazes quem mais frequentemente tomam o pequeno-almoço e as raparigas quem mais frequentemente faz dieta.

Em termos de idades, os mais novos tomam mais frequentemente o pequeno-almoço do que os mais velhos, e estes fazem menos dieta.

O estudo revela ainda que são os rapazes e os mais jovens do grupo de inquiridos os que estão mais frequentemente acima do peso, mas são também quem mais frequentemente afirma ter um “corpo perfeito”.

Um outro estudo incluído num projeto europeu, intitulado “Tempest” e também coordenado em Portugal por Margarida Gaspar de matos, inquiriu 1.200 jovens de todo o país entre os 9 e os 17 anos de idade.

Ainda sobre a alimentação, os dados deste estudo relativos a 2014 indicam que as raparigas têm mais auto-regulação, mais preocupação com a nutrição e mais influenciadas pela cultura familiar no que respeita à nutrição.

Os jovens mais velhos do grupo de inquiridos são mais influenciados pelo ambiente, no que à alimentação diz respeito, são menos monitorizados pela família, revelam menos auto-regulação e menos preocupação com a nutrição.

 

As famílias constituem um importante fator de regulação externa da alimentação dos adolescentes, mas mais no grupo dos mais jovens do que no dos mais velhos, que, no entanto, ainda não têm suficiente auto-regulação.

 

Os inquiridos consideram como principais suportes sociais a uma boa alimentação “jantar com a família”, “não petiscar entre as refeições” e “aprender a cozinhar e cozinhar refeições”.

 

O estudo Tempest avaliou também quais as preocupações dos adolescentes e como é que eles as enfrentam, tendo concluído que as preocupações são, desde 2012, os assuntos escolares (classificações, fracassos, professores e escolhas futuras), amigos/namorados (afetos, dúvidas e perdas) e assuntos familiares (conflitos e saúde).

 

No entanto, o estudo destaca que em 2014 surgiu uma nova inquietação entre os jovens, que não era apresentada nos anos anteriores: “preocupações económicas”.

 

Para fazer face a estes problemas, os jovens dizem que se livram deles evitando-os (dormindo ou não pensando), distraindo-se (com atividades alternativas como divertimentos, comida, musica, internet, televisão, livros ou desporto) ou através de apoio dos amigos (conversarem ou estarem juntos).

 

Os jovens mais velhos do grupo (inquiridos também nos anos anteriores do estudo) apresentaram em 2014 pela primeira vez uma nova forma de enfrentar as preocupações, acrescentando a hipótese “resolver o problema” às três anteriores.

Lusa

 

 

http://aventurasocial.com/publicacoes.php

Investir nas crianças não é um gasto, é investir

Setembro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Representante da UNICEF Moçambique Koen Vanormelingen numa entrevista à http://exame.abril.com.br/ em setembro de 2014.

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