A prevenção do bullying online está em destaque no mês da cibersegurança

Outubro 1, 2019 às 2:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia e imagem do TEK Sapo de 1 de outubro de 2019.

A iniciativa de Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais tem já planeadas três sessões de uma série de transmissões em direto que vão decorrer até 31 de outubro.

O mês de outubro é simultaneamente o mês europeu da cibersegurança e o mês de prevenção do bullying. Para promover as boas práticas na utilização do ciberespaço Sónia Seixas, Luís Fernandes e Tito de Morais lançaram uma série de transmissões em direto no Facebook dedicadas a temas relacionados com o ciberbullying.

Os autores do livro “Ciberbullying – Um Guia Para Pais e Educadores” e investigadores do curso online “Bullying e Ciberbullying: Prevenir & Agir”, promovido pela Direção-Geral de Educação, vão contar com a colaboração de convidados de Portugal, Brasil, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Para já estão já agendadas três transmissões da série que vai decorrer até 31 de outubro. A primeira acontece hoje, 1 de outubro, às 20h30, e tem como tema as estratégias digitais que os pais podem tomar para identificar, prevenir e intervir em situações de bullying online. A sessão online vai ser liderada por Elizabeth Milovidov, consultora, autora e fundadora da Digital Parenting Coach.

A segunda sessão, no dia 2 de outubro às 21h30, vai ser dedicada à temática do comportamento das pessoas nos ambientes digitais. A conversa guiada por Fabiana Gutierrez, co-fundadora da Carlotas, uma empresa na área do desenvolvimento social, terá como foco a empatia como uma ferramenta para segurança e cidadania digital.

Já o terceiro dia de outubro será dedicado à discussão das perspetivas históricas de países de ambos os lados do atlântico relativamente ao ciberbullying. A transmissão em direto, às 21h30, vai contar com a presença de Anne Collier, fundadora e diretora executiva da Net Safety Colaborative. A organização americana sem fins lucrativos criou a Social Media Helpline for Schools: uma linha de ajuda nas redes sociais para escolas nos Estados Unidos que lida com casos de bullying online.

Os interessados em aprender mais sobre a problemática do bullying online podem participar gratuitamente nas sessões na secção de vídeos da página de Facebook da iniciativa. Quem não conseguir acompanhar a emissão em direto, poderá ver a sua gravação, uma vez que esta ficará disponível no mesmo endereço.

Curso Avançado de Ciberbullying – 20 a 27 de março em regime E-learning

Março 2, 2019 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.institutocriap.com/formacao/curso-avancado-em-cyberbulling-e-learning/?fbclid=IwAR2DR4gkAg_ySgmSp24GekDlx5WKzFGIRnyFAlL1ti946X17b0SQrlX5JNQ

Bullying: o que fazer para acabar com ele

Novembro 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Shutterstock

Texto do DN Life de 20 de outubro de 2018.

Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Bullying. É uma palavra estrangeira que descreve comportamentos agressivos, repetitivos e intencionais, que podem ser de natureza verbal, física, psicológica, sexual e, mais recentemente, digital. Bullying: um fenómeno em que estamos muito à frente.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Maio de 2011: as imagens de uma adolescente de 13 anos a ser violentamente espancada por outras duas junto ao Centro Comercial Colombo, em Benfica, chocaram quem as viu pela brutalidade do bullying. Maio de 2015, casting do programa Ídolos da SIC: recorrendo a um efeito especial, a produção fez crescer as orelhas de um jovem concorrente durante a audição, levando-o a trancar-se em casa por vergonha e medo de ser humilhado na rua.

Em março desse mesmo ano, um soldado de 23 anos enforcou-se no quarto onde dormia na base aérea de Beja: bem suportou a tortura psicológica, os comentários homofóbicos constantes dos colegas, mas não dava mais. Outubro de 2013: um aluno de 15 anos da Escola Secundária Stuart Carvalhais, Sintra, entrou na escola com facas e álcool. Estava farto que lhe chamassem betinho e copinho de leite, farto do desprezo dos outros. Esfaqueou três colegas e uma funcionária.

«Comportamentos destes sempre existiram nas nossas escolas e noutros contextos em que crianças e jovens interagem, e a verdade é que afetam um número significativo de indivíduos em idade escolar», confirma o psicólogo Luís Fernandes, a trabalhar nas áreas da prevenção, combate e intervenção no bullying e cyberbullying (assim chamado porque as agressões ocorrem no ciberespaço).

Os números são tremendos: «Um em cada quatro jovens envolve-se em situações de bullying como vítima, agressor ou ambos os papéis – por exemplo, um aluno de 7.º ano que é vítima de um do 9.º e agride, ele próprio, um colega do 5.º», revela o psicólogo, coautor dos livros Plano Bullying e Diz Não ao Bullying (em parceria com a investigadora Sónia Seixas) e Cyberbullying – Um Guia para Pais e Educadores (com Sónia e Tito de Morais, fundador do site MiúdosSegurosNa.Net).

Outros dados de 2015, divulgados em novembro de 2017 num estudo da UNICEF (o Fundo das Nações Unidas para a Infância), indicam que entre 31 e 40 por cento dos jovens portugueses, dos 11 aos 15 anos, foram intimidados na escola pelo menos uma vez a cada dois meses. «Por vezes, torna-se difícil avaliar se há mais bullying hoje do que em décadas anteriores, ou se o que realmente existe é uma maior atenção dada ao fenómeno», desabafa o especialista na matéria.

Certo é que somos o 15.º país com mais relatos de bullying na Europa e América do Norte, a crer nos relatórios. Proporcionalmente, estamos inclusive à frente dos EUA, palco de três quartos dos tiroteios em escolas registados no mundo nos últimos 25 anos.

Ataques na internet

O drama ganha contornos ainda mais preocupantes quando se percebe que agressões que antes se circunscreviam a espaços físicos, com agressores perfeitamente identificados pelas vítimas e vítimas com um rosto a pesar na consciência dos bullies, extravasaram para o espaço digital. «Também aqui o sofrimento pode fazer estragos para o resto da vida», sublinha Tito de Morais, para quem a internet tanto pode ser usada de forma inspiradora como destruidora.

Uma coisa são as reações frontais. Outra diferente – menos honesta – é aproveitar a ausência de fronteiras do mundo virtual para lançar a bomba ao outro e correr a esconder-se. Sem querer ficamos sujeitos a exposição pública, humilhação, chantagem, exclusão e vergonha, que podem conduzir a estados depressivos e até automutilação ou suicídio, resume Tito de Morais. A devastação emocional que daí resulta é concreta, tão capaz de destruir alguém como na vida real.

E não, não é apenas problema de miúdos, alerta Luís Fernandes, considerando haver ainda muitos mitos em torno do bullying que importa desfazer: «Não acontece só em algumas escolas. Nem é uma mera brincadeira ou uma fase que passará em breve.» Nem sequer afeta exclusivamente os mais novos: muitos adultos sofrem diariamente de bullying às mãos de chefes prepotentes e colegas de trabalho maldosos.

Trata-se de um problema real, da responsabilidade de todos. Sabemos que crescer pressupõe conflitos nas diversas fases do desenvolvimento, mas nunca este tipo de violência.

Entretanto, veja na fotogaleria alguns cuidados que podem ajudar no combate ao bullying e cyberbullying. Vale tudo menos ficar em silêncio.

 

Curso Avançado em Ciberbulling – Curso E-Learning do Instituto CRIAP em setembro

Agosto 6, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Limite de Inscrição 31 AGO, 2018

mais informações no link:

https://www.institutocriap.com/formacao/curso-avancado-em-cyberbulling-e-learning/

 

Workshop “O Lugar dos Afetos no Cérebro da Criança” com Sónia Seixas, 10 abril na Figueira da Foz

Abril 7, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

A participação é gratuita, mas com inscrição prévia obrigatória, através do link: https://goo.gl/forms/KvbQmi9Sf1TDc6Sy2

Workshop Cyberbullying – 8 de abril na Lourinhã

Março 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Prazo de inscrição: 5 de abril

mais informações:

http://www.cm-lourinha.pt/Events/PesquisaEventos.aspx?uid=3bc9b50f-400b-441f-a118-e616290532ed&cat=0&d=21-03-2017

 

Conversas com B de Beja – Apresentação do livro “Cyberbullying : um guia para pais e educadores” 29 outubro na Biblioteca Municipal de Beja

Outubro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/bibliotecamunicipaldebeja/

“A humilhação atua por acumulação: quanto maior e mais duradoura, mais paralisante se torna”

Outubro 21, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 20 de outubro de 2016.

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Luciana Leiderfarb

O bullying não aumenta porque sim. E a forma de o erradicar envolve toda a comunidade. Compreender e tipificar o fenómeno é um primeiro passo para o combater. O segundo é quebrar o ciclo de silêncio entre os agressores, as vítimas e os seus pares.

Sónia Seixas é psicóloga educacional e investigadora com doutoramento feito na área do bullying. Dos vários livros que publicou sobre o tema destacam-se “Plano Bullying”, em coautoria com o também psicólogo Luís Fernandes; e “Cyberbullying: um guia para pais e educadores”, com Luís Fernandes e Tito de Morais, e prefácio do psiquiatra Daniel Sampaio. A sua abordagem é prática, de intervenção concreta num tecido escolar nem sempre sensibilizado para o fenómeno.

Também professora na Escola Superior de Educação de Santarém, conversou com o Expresso na véspera do Dia Mundial de Combate ao Bullying. Falou de isolamento, de vulnerabilidade, de relações de poder entre pares. Do papel do adulto na solução de um problema cuja escalada não acontece porque sim. De uma criminalização com a que concorda só em parte, apostando acima da tudo na prevenção. Da importância de saber ler marcas e sinais. E confessou-se cada vez mais assustada com o ‘derivado tecnológico’ do bullying, o cyberbullying, em que o perpetrador não se vê e a vítima o é 24 horas por dia.

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Como distinguir o bullying de outro tipo de agressão que possa ocorrer em contexto escolar?

O bullying é sempre um comportamento intencional, cujo objetivo é causar dano físico ou psicológico. Não acontece sem querer. Distingue-se de outros comportamentos agressivos por ser repetido — é um padrão sistemático de intensidade variável — e por implicar desigualdade de poder entre os envolvidos, no sentido em que um domina e o outro se sente submetido e intimidado. Esta disparidade pode ser física — um ser maior ou mais forte do que o outro — ou decorrer de questões de personalidade, como a assertividade, a inibição ou a timidez. Pode também haver disparidade numérica, quando o agressor está protegido por um grupo de pares que o incentiva.

Em que idade o bullying é mais frequente?

Os números são mais elevados a partir dos 13 anos, no 8º e 9º ano de escolaridade. É a idade da entrada na adolescência, em que aumenta a necessidade de afirmação e integração no grupo de pares, e em que podem ser utilizadas estratégias menos amadurecidas de interação com o outro. Nesta fase, os comportamentos de bullying tendem a atingir um pico de incidência, esbatendo-se com a aquisição de maturidade. Quando não diminuem têm em geral configurações mais gravosas.

Qual a importância da intervenção do adulto?

Na minha opinião, o bullying não se resolve sem o adulto, que é importante sobretudo para chegar aos chamados observadores — crianças que observam e são testemunhas do conflito. Estes miúdos precisam de ser sensibilizados, esclarecidos e capacitados para eles próprios poderem intervir. Sendo o bullying um comportamento que tende a ocorrer fora do olhar do adulto, é fundamental que os pares não envolvidos — que são a maioria — tenham consciência da sua posição, da sua vantagem numérica e do poder que adquirem se se tornarem ativos na defesa das vítimas. O adulto pode ajudar na corresponsabilização dos alunos observadores e tornar-se mais presente na supervisão do espaço escolar — aliás, esta é uma das medidas mais eficazes no combate ao bullying. Mas o trabalho começa em casa: é preciso que os pais deixem de dizer aos filhos “não te metas” e os ensinem a agir grupalmente contra uma situação personalizada de agressão.

A que sinais dos filhos devem os pais estar atentos?

Depende da fase de desenvolvimento em que a criança está, porque existem sinais que são típicos do seu amadurecimento psicológico. Há ‘sintomas’ da adolescência que coincidem com os decorrentes de casos de bullying. Os pais têm de ter alguma sensibilidade para perceber se os sinais dos filhos são próprios da idade, se respondem a questões internas do desenvolvimento da criança, ou se o sofrimento está relacionado com fatores externos. Por outro lado, nem sempre os sinais em casa são iguais aos visíveis na escola. Ali, situações como o isolamento no recreio ou o facto de se ser a última escolha nas atividades de grupo dão uma indicação do nível de integração de uma criança e da sua vulnerabilidade. Outro sinal é, por exemplo, aparecer material danificado, extraviado, escondido, sempre do mesmo aluno. Em casa, uma criança que esteve ótima durante o fim de semana e tem dores de barriga ou de cabeça na segunda de manhã desperta alguma atenção, assim como aquela que passa a pedir aos pais para a levarem e a irem buscar à escola quando isto antes não fazia parte da rotina. As marcas físicas, como nódoas negras e ferimentos, são mais difíceis de descobrir do que se pensa, porque muitas vezes ocorrem numa altura em que os pais já não se ocupam da higiene dos filhos — e estes são exímios a esconder-se. Alterações de humor, maior tristeza, abatimento e irritabilidade podem também indicar que se passa alguma coisa na escola.

Fala dos sinais das vítimas. E os dos agressores?

É mais difícil tipificá-los e mostram-se mais na escola do que em casa. Porém, os pais podem supor que o seu filho possa ser agressor na escola se ele em casa manifestar um perfil de prepotência, de necessidade de dominar (os outros e as situações), de dificuldade em sujeitar-se a figuras de autoridade, de mau perder e de problemas para lidar com a frustração. Muito provavelmente, se esse comportamento for visível e preponderante em casa, também o será na escola e com os pares.

Que tipo de feridas psicológicas podem decorrer do bullying?

Depende da severidade e do prolongamento no tempo da agressão — quanto mais severa e mais prolongada, maior a probabilidade de existirem consequências a longo prazo. Depressão, grandes níveis de ansiedade, de medo e de tristeza são frequentes nas vítimas. Depois, a fraca autoestima que decorre da impotência na resolução do problema pelos próprios meios e da humilhação constante. A humilhação atua por acumulação: quanto maior e mais duradoura, mais paralisante se torna. Por isso, se as primeiras respostas dos miúdos vitimizados forem respostas de assertividade, de confiança ou de humor, os agressores desistem e procuram outro alvo. Nesses casos, em geral, a tentativa de bullying não prospera.

Quais os fatores de risco das potenciais vítimas?

O isolamento pode ser um fator de risco, sendo as redes de amizade um fator protetor. Há aspetos pessoais, ligados a um temperamento mais submisso ou mais inseguro. Os agressores em geral são exímios na leitura dos outros e escolhem os que sentem que são mais frágeis.

É coautora do livro “Cyberbullying — Guia para Pais e Educadores”. Este tem sido um assunto cada vez mais estudado, por ser cada vez mais frequente. Como se lida com ele?

O telemóvel é cada vez mais uma ferramenta que dá segurança aos pais, pois permite exercer maior controlo e proteção sobre os filhos. Mas para os miúdos significa coisas completamente diferentes. O que é preciso — porque não há volta a dar quanto à sua utilização — é educá-los. No outro dia estava num encontro sobre este tema e alguém disse que dar um telemóvel a uma criança como quem lhe dá um jogo de Monopólio é o mesmo que deixá-la à noite e sozinha num parque infantil. Não é exagero: os telemóveis têm dispositivos móveis e têm internet, que é uma espécie de descampado sem regras. Os pais às vezes não dominam essa tecnologia tão bem como os filhos. Dar um telemóvel para eles usarem como se dá outro objeto qualquer é deixá-los no escuro, entregues ao perigo.

Quer dizer que o domínio da tecnologia não significa literacia tecnológica?

Exato. Há dias deparei-me com um rapaz que pensava que, por apagar um SMS já enviado do seu próprio telemóvel, também o apagaria do telemóvel recetor. Os miúdos não têm consciência da persistência e da replicabilidade dos conteúdos. Não sabem que enviarem um SMS ou uma fotografia é um ato que, depois de clicar e partilhar, não tem retorno. Criam perfis falsos dos colegas no Facebook ou no Instagram sem qualquer noção das consequências e, a meu ver, têm acesso a essas tecnologias demasiado cedo. O acesso é muitas vezes anterior à educação, à consciencialização para os perigos e para o respeito pela imagem e pela privacidade do outro. Ora, se os ensinarmos, é como se estivéssemos no parque infantil com eles. E esse ensino, essa educação, os pais muitas vezes não estão preparados para a dar.

Assusta-a esta realidade?

O cyberbullying assusta-me mais do que o bullying. É muito mais difícil de tipificar e de controlar. Já não é possível falar em observadores, porque os papéis são muito mais complexos. Tudo pode acontecer e tudo lá fica. O cyberbullying acarreta muito mais sofrimento para as vítimas, nem que seja pelo facto de estarem expostas 24 horas, enquanto na escola só o estão durante o horário escolar.

Fala-se recorrentemente da criminalização do bullying. Concorda?

Tem de ser ponderado o grau de brutalidade da agressão e a idade dos envolvidos. Aliás, a proposta de lei, que existiu e entretanto prescreveu, fixava o limite mínimo de 16 anos. Mas eu concordo acima de tudo com a prevenção, porque estamos a falar de crianças. Se o seu processo de desenvolvimento não foi devidamente acautelado, não as podemos depois criminalizar. A criança não pode ser responsabilizada isoladamente, pois ela está a crescer, precisa de ser amparada, orientada e supervisionada. E não me parece coerente nem justo que crianças sem orientação nem supervisão cheguem aos 16 anos e sejam sujeitas a um processo crime, sem que se assuma a corresponsabilidade dos pais ou dos adultos educadores. Porém, quando não há sinais de negligência e há uma pessoa que em consciência elaborou e levou a cabo um plano contra alguém, isso é diferente. É sempre necessário avaliar o trajeto da criança.

Qual a importância de existir um Plano Nacional de Luta contra o Bullying?

É fundamental. Um plano nacional de sensibilização pode prevenir, até, a necessidade de haver uma proposta de lei que criminalize o bullying. Qualquer ação que seja estendida às escolas do território nacional e que comece o mais cedo possível, de forma a prevenir possíveis evoluções e de tornar a comunidade escolar mais proativa e interventiva, fará com certeza diminuir os níveis de incidência deste fenómeno. Considero que é uma aposta de saúde mental.

 

 

 

Apresentação do Livro Cyberbullying – Um guia para pais e educadores – Vídeo com a participação de Manuel Coutinho do IAC

Abril 26, 2016 às 1:24 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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O vídeo contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

visualizar a reportagem completa no link em baixo:

https://www.facebook.com/ualmedia/videos/1039958212737494/

Apresentação do livro CYBERBULLYING – um guia para pais e educadores

Abril 22, 2016 às 11:02 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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No  dia nacional de sensibilização para o Cyberbullying  que se assinalou a 21 de abril,  foi lançado em Lisboa, na FNAC do Colombo, o livro “CYBERBULLYING- um guia para pais e educadores “de autoria de Sónia Seixas ; Luís Fernandes e Tito Morais , editado pela PLATÁNO EDITORA.

O cyberbullying é um fenómeno emergente que está  atingir muitas crianças e jovens, no entanto, muitos de nós, não estamos conscientes do impacto  negativo que esta agressão virtual que é feita através do recurso às tecnologias de informação, está a causar às suas vitimas.

Este guia para pais e educadores é um excelente manual de boas práticas que a partir de hoje, temos à disposição  para nos ajudar a conhecer, a compreender e a prevenir o fenómeno .

A sessão de apresentação do livro contou com o contributo de  Manuel Coutinho  – psicólogo clinico, Secretário- Geral do Instituto de Apoio à Criança ; coordenador do SOS -Criança e SOS- Criança Desaparecida e de Reginaldo Rodrigues de Almeida – professor universitário, jornalista, co-autor e apresentador do programa televisivo “Falar Global.”

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