“A pobreza passou dos mais velhos para os jovens e as crianças”

Junho 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de abril de 2019.

Bruno Palier, cientista político e académico francês, defende que, antes de aumentar a idade da reforma, “precisamos de assegurar que todas as pessoas conseguem trabalhar até à idade da reforma”. Pede mais apoios à formação profissional e melhorias nas condições laborais para manter mais pessoas activas. E alerta: o Estado Providência deve focar-se nos mais novos e nas mães.

Raquel Martins

O investigador no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), que esteve em Lisboa para participar numa conferência da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre sustentabilidade da Segurança Social, considera que a Comissão Europeia — ao mesmo tempo que cria políticas globais para incentivar o apoio a mães, jovens e crianças — “não está a promover novas formas de financiamento [nesta área] para apoiar os países mais com necessidades dessas novas políticas (Europa do Sul e Este)”.

Quais são os maiores desafios que os sistemas de Segurança Social europeus enfrentam?
Os sistemas de Segurança Social europeus estão confrontados com muitos desafios económicos e sociais. Do ponto de vista económico, enfrentam um crescimento económico lento, concorrência económica global e desindustrialização. Todos estes elementos abanam os sistemas que foram pensados numa era de indústria massificada onde o pleno emprego e o crescimento elevado eram a norma. Agora que os recursos económicos são limitados, existem várias necessidades sociais emergentes. O envelhecimento significa que existirão mais pensões para pagar por um período de tempo mais longo, mais gastos com saúde e o aparecimento de um novo risco: o cuidado continuado de idosos fragilizados. Adicionalmente, surgem novos riscos sociais para jovens que têm cada vez mais dificuldades em encontrar um emprego e uma casa para viverem, mães solteiras que têm dificuldade em conjugar uma vida profissional com o cuidado dos seus filhos, e cada vez mais crianças a viver em situações de pobreza.

Está o contrato entre gerações em risco na Europa?
Está, de facto, no sentido em que os actuais pensionistas têm uma pensão relativamente boa, em comparação com as que eram pagas no passado e com as que os futuros pensionistas esperam receber dentro de 30 anos, mas não estão realmente a contribuir para o financiar as políticas sociais dirigidas àqueles em maior risco de pobreza hoje, isto é, os jovens, os jovens pais e as suas crianças. As sociedades conseguiram construir uma rede forte de apoio para os mais velhos mas, actualmente, é preciso reescrever o contrato geracional para que a solidariedade seja também direccionada para as mães solteiras, jovens e crianças.

Está a Comissão Europeia consciente desse risco? E o que o deve ser feito?
A Comissão Europeia (CE) está consciente destes riscos e lançou em 2013 um pacote de investimento social direccionado a desenvolver políticas sociais para jovens (convertido na Garantia Jovem), para mães e para crianças, e também dirigido para a educação e formação e aprendizagem ao longo da vida. No entanto, a Comissão não está a promover novas formas de financiamento para apoiar os países mais com necessidades dessas novas políticas (Europa do Sul e Este). Pelo contrário, esta é a mesma CE que está a promover políticas económicas e critérios orçamentais que estimulam um sentimento de austeridade e que conduzem a cortes nacionais na educação, políticas de apoio à família e de formação profissional. É preciso haver maior coerência e maior investimento na União Europeia a este nível.

Como se pode dizer às pessoas que elas têm de trabalhar mais ou ficar com uma pensão mais baixa? Esta é a melhor forma de garantir a sustentabilidade social dos sistemas de pensões?
Quando se observa o aumento da esperança média de vida, é lógico que se espere que as pessoas trabalhem durante mais tempo. No entanto, o problema está em dar às pessoas condições para trabalharem até mais tarde. Primeiro, é preciso dar incentivos às empresas para manterem os seus trabalhadores durante mais tempo. Muitas empresas ainda estão a livrar-se dos trabalhadores mais velhos mesmo antes da idade da reforma. Por exemplo, em Portugal, em 2017, apenas 61% das pessoas entre os 55 e os 65 anos estavam efectivamente empregadas. Portanto, precisamos de assegurar que todas as pessoas conseguem trabalhar até à idade da reforma antes de adiar a idade da reforma. Para isso, os governos e as empresas precisam de investir em formação (mesmo depois dos 50 anos, para que os trabalhadores podem permanecer qualificados até à reforma), mas também nas condições laborais, para que as pessoas não fiquem penalizadas pelo trabalho e possam trabalhar durante mais tempo. Estas são as condições para permitir que as pessoas trabalhem durante mais tempo.

Afirmou que o Estado Providência não deveria focar-se apenas nos mais velhos, mas também nas crianças, jovens e mães trabalhadoras. Porquê?
Porque a pobreza passou dos mais velhos para os jovens e as crianças. Desde a crise financeira de 2008 que o rendimento disponível dos mais velhos continuou a subir, enquanto os salários da população activa estagnaram e os rendimentos dos mais jovens diminuíram de forma dramática. A taxa de pobreza aumento entre os mais jovens e as crianças e os segmentos que estão em maior risco de pobreza hoje, na Europa, são as mães solteiras com crianças pequenas, que têm enormes dificuldades em encontrar um emprego e terem como deixar as crianças ao cuidado de alguém. Uma criança numa situação de pobreza tem grande probabilidade de ser um adulto pobre. Terá efeitos na sua educação, competências, saúde, etc. É preciso investir de forma massiva no combate à pobreza das crianças, mas também dar a todos as mesmas oportunidades, através de um melhor apoio infantil e escolaridade, para todos, incluindo os mais pobres.

Como se equilibra a necessidade de cuidar dos mais velhos e a preocupação com os mais novos?
Esses objectivos não são contraditórios. Se formos capazes de apoiar mais e preparar melhor as crianças e os jovens, hoje, eles serão mais capazes de encontrar e manter bons empregos, e dessa forma serem capazes de pagar mais contribuições e impostos, que são indispensáveis para financiar as pensões e o cuidado aos mais velhos.

 

 

 

10 formas de ajudar seu filho a ser mais solidário no futuro

Julho 21, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.contioutra.com

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Que mãe não gostaria de ver seu filho vivendo em uma sociedade mais justa e equilibrada?

Como em muitos lugares isso ainda não é possível, penso que devemos levantar as mangas e despertar dentro de nossos filhos esse desejo de “um mundo melhor” .

Utopia? Por que não? A utopia pode NãO nos levar à “paz mundial” (dando uma de Miss Mundo agora! rs), mas ela nos faz caminhar em direção a ela. E quando caminhamos, nos movimentamos. E mesmo que pouquinho, esse movimento contribui para uma transformação.

E toda transformação social, acredito eu, vem de um desejo pessoal, incentivado pela família, pela escola ou por um movimento. Acredito no poder das mães. E dos pais também, claro. Somos sim grandes agentes transformadores. Se todas as mães e pais educassem suas crianças no mais amplo sentido possível, talvez a nossa sociedade estivesse melhor.

Sempre digo aos meus filhos que o mais importante é ter um bom coração. E toda situação de conflito que acontece aqui em casa, na escola ou onde quer que estejam, analisamos juntos a apartir desse olhar. Acredito que a solidariedade traz benefícios para o mundo, mas acima de tudo faz um bem “danado” para nós. Vamos plantar hoje essa semente!?

10 formas de ajudarmos nossas crianças a serem mais SOLIDÁRIAS:

  1. Nada ensina mais que o exemplo, portanto sejamos aquilo tudo que desejamos aos nossos filhos: que eles sejam respeitados, então devemos respeitar hoje as pessoas. Que eles estejam seguros no trânsito, então que não passemos no sinal vermelho de dia ou de noite. Que eles tenham saúde, então vamos nos alimentar com qualidade nas próximas refeições.
  2. Solidariedade horizontal. Todo ano as crianças separam uma sacola de brinquedos para doar. E doamos. Portando, uma ação é feita. Mas de que forma isso aconteceu? Que sentimentos e que valores guardaram as crianças nessa ação? A solidariedade vertical é aquela em que doamos algo que não precisamos, para alguém que precisa. É uma relação de cima para baixo. Do “grande” para o “pequeno”. Por isso, chamada vertical. Devemos tomar cuidado com ela para não despertarmos um sentimento de superioridade nas crianças. Esta solidariedade vertical é aquela que deve ser praticada pelo Estado, é dever dele garantir o direito que todas as crianças possuem de brincar, como no exemplo acima. Já a solidariedade horizontal, esta sim é positiva para a educação dos nossos filhos. Porque é por meio dela que mostramos às nossas crianças que todos nós fazemos parte de uma sociedade, e que se todas as crianças estivessem na mesma linha, com seus direitos garantidos, hoje moraríamos em um lugar justo e tranquilo. Portanto, ajudar dessa forma (solidariedade horizontal) não é apenas dar aquilo que não nos serve, é fazer cumprir os direitos que TODOS nós possuímos, porque não somos nem maiores e nem menores que ninguém.
  3. Cuidado com o que for doar: Não se pode misturar a ação de “doar” com o pensamento “jeito de se livrar de coisas quebradas e inúteis”. Isso não combina. A gente doa a roupa que não serve mais porque está pequena, por exemplo, e não porque está furada. A gente doa a televisão antiga porque compramos uma nova, e não porque ela se quebrou. Quem tem coragem de doar uma boneca ou um carrinho quebrado para uma criança que pouco possui? Pois eu já vi muito isso! Quando participava da coleta de brinquedos para doar à crianças carentes em um centro social, muitos brinquedos recebidos para doação vinham completamente sem chance de ser usado. Então, enquanto ajudo as crianças a separarem os brinquedos vou refletindo com eles: “vocês gostariam de ganhar isso?”.
  4. Aprender com o outro. Somos solidários, por exemplo, ao ouvirmos uma pessoa mais velha contar suas histórias. Doamos nosso tempo, e a pessoa revive momentos, às vezes especiais, guardados na memória. E isso faz bem para ambos. Estimular a criança a conversar com os mais velhos (avós, bisavós, por exemplo) faz bem, porque ela aprende a escutar, a ser amigável, solidária e acima de tudo, aprende que toda pessoa tem algo a nos ensinar.
  5. Cofrinho para o natal: é uma ideia concreta que incentiva o sentimento de solidariedade nas crianças. Durante o ano, podemos fazer um cofrinho para que todas as pessoas da casa ( e por que não as visitas que se sentirem motivadas) possam dar as suas contribuições. O objetivo é muito pessoal, vem de cada família. Talvez comprar uma roupa bem bonita para uma criança de um orfanato, ou participar do “Natal solidário dos Correios”, cujo objetivo é dar uma resposta às cartas das crianças (muitas em situação de vulnerabilidade social) que escrevem ao Papai Noel e, se possível, atender aos pedidos de presentes feitos por elas.

6.Participar de uma ONG: outra ideia concreta! Levar as crianças a participarem de qualquer ação coletiva e solidária! Seja no clube, na escola, na igreja, em uma ONG ou centro social. Agir e ver outras pessoas agindo, trabalhando juntas por outras pessoas, é uma lição de vida e um exemplo nobre, que deveria ser vivido com frequência.

  1. Oferecer ajuda: Lembram do primeiro tópico, “nada ensina mais que o exemplo”? Pois bem, ajudar as pessoas no dia a dia é um exercício de cidadania. Abrir a porta do carro para alguém entrar, ajudar uma pessoa a pegar algo que deixou cair no chão, “segurar” a porta do shopping ou do elevador para facilitar a entrada de outras pessoas, ajudar a “tirar” a mesa após o almoço e jantar, levar seu lixo até o lixo e não deixar em lugares públicos…. Todas estas e outras ações diárias são notadas pelos nossos filhos que passam a seguir os nossos exemplos. Vamos, então, fazer coisas boas. Quantas oportunidades temos todos os dias de ajudar alguém?
  2. Ser solidário com um amigo na escola: Incentive seu filho a ajudar algum colega na escola. Isso é um ótimo exercício de solidariedade, afinal eles terão a oportunidade de mudar uma situação desagradável real e se sentirão orgulhosos. Como? Converse com ele sobre bullying, e o encoraje a ser solidário com um alvo. Ou ainda, diga que uma ideia legal é ajudar um colega novo na escola a conhecer e interagir com os grupos já existentes. Ou, quem sabe, até incentivá-los a fazerem uma campanha beneficente (recolher agasalhos no frio para doar, ou uma campanha para trocar livros entre os alunos), ideias não faltam!
  3. Sempre se colocar no lugar do outro: esse é um exercício que faço a todo momento com as crianças e comigo mesma. Afinal, a gente erra e muito. Pior do que errar, é não ver que errou, então vamos refletir?! Adoro quando acontece uma briguinha com as crianças aqui em casa! Seria loucura? Não, eu explico. Dá para pegar a criança, botar ela no sofá e falar: Hoje vamos conversar sobre mordidas? Até dá, afinal nada é impossível! Porém, não existe hora mais oportuna e eficiente para EDUCAR do que após um conflito! Os conflitos são canais, pontes para o aprendizado de muitos valores, portanto devemos aproveitar. “Filha, você acabou de morder seu irmão, e eles está bravo: você gostaria que ele fizesse isso com você? Dói e isso não se faz”. Ajudar a criança a refletir sobre sua ação é importante desde pequenos, mesmo que no comecinho da infância eles estejam preocupados demais consigo próprio. Vale a pena essa prática!
  4. Há perigo em ser solidário? Esse dilema é grande em mim, e gostaria da opinião de vocês, mamães! Como esse assunto de solidariedade e ajudar o próximo é muito vivo nos meus filhos, às vezes meu marido e eu passamos por “apuros”. O último exemplo foi no final do ano. Estávamos de férias em Campinas, quando a noite, um moço nos abordou no carro para pedir dinheiro. (Antes de continuar, tenho uma confissão! Eu dou dinheiro no semáforo! Sei que tem os seus milhares de pontos negativos, que é ruim para eles, mas meu coração aperta e por um segundo eu penso “em não vou dar” e quando vejo, o troquinho já está dado e eles já estão fazendo joia para as crianças no carro). Voltando ao exemplo, nesse noite, quando vi o moço se aproximando tive um mau pressentimento e disse ao meu marido: “Não abra a janela!”, com um sinal e um sorriso disse ao moço que não tinha dinheiro. Por sorte o sinal abriu e seguimos. Eis que meu filho indaga: por que não ajudamos aquele homem? Eu disse que não tinha nenhuma moedinha e disfarcei. Agora eu pergunto mamães, como ensinar as crianças a noção do perigo, da violência que é real, sem deixar de lado a grandeza do doar, de ser solidário? Qual é a medida certa? Como queremos que eles se relacionem, quando aquele conselho “não converse com estranhos” é dado? Dilema grande, afinal eles são pequenos ainda para eu contar coisas reais que acontecem. Explico que o mundo está cheio de perigos, que algumas pessoas podem fazer mal a outras e que tem até gente grande que pega crianças. Mas não vou além. Acho cedo ainda mostrar o lado cruel do mundo.

Afinal, o mundo tem mais gente boa do que má, e crescer com essa certeza deixa a criança mais positiva no futuro (volto nesse assunto em outro post, prometo!!).

Fonte indicada: Super Mammy

 

Eles colocaram a creche dentro do asilo e isso mudou a vida de todos

Julho 7, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.familia.com.br

(Clique em CC no rodapé do vídeo e no símbolo ao lado para escolher as legendas em Português.)

O que crianças podem oferecer aos idosos? Uma casa de repouso em Seattle, nos Estados Unidos, a Providence Mount St. Vincent, quis saber como seria a integração dos dois extremos da vida. E parece que o programa “The Intergenerational Learning Center” (ILC), Centro de Aprendizagem Intergeracional, em tradução livre, está dando muito certo.

A creche, que recebe crianças com idade entre seis semanas até a pré-escola com cinco anos, fica no mesmo prédio da casa de repouso que conta com 400 idosos. O convívio entre eles é de emocionar-se. As atividades dos pequenos são feitas em conjunto com os idosos supervisionados pelos professores.

O programa, além de ensinar as crianças sobre o envelhecimento, quer criar uma sensibiidade em como conviver com pessoas com deficiências ou movimentos limitados.

No outro lado da história estão os idosos que também saem ganhando com o convívio diário. De acordo com estudos realizados pelo ILC, 43% dos idosos têm uma experiência social de isolamento que pode levar a solidão, depressão, declínio mental e físico. E o que as crianças têm levado a eles é o oposto: diversão, alegria e um sentimento de que não foram esquecidos e que ainda têm muito para ensinar.

WORKSHOP LIFE COACHING: AS MINHAS 7 SAÚDES – 29 de abril Dia da Solidariedade Intergeracional

Abril 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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iscte

programa para o nosso dia 29 de Abril deste ano – dia da solidariedade intergeracional:

WORKSHOP LIFE COACHING: AS MINHAS 7 SAÚDES

Objectivo: Cada participante terá a oportunidade de trabalhar individualmente, mas em grupo, questões psicossociais como o auto-conhecimento, a gestão de conflitos interpessoais, a gestão do tempo, a tomada de decisão, a assertividade, a relação e comunicação interpessoal, a funcionalidade da rede de suporte e a autonomia.

Duração: 7h; Horário: 10-17h Valor: 100 euros por pessoa Data: 29.4.2015; Local: ISCTE-IUL (metro Entrecampos)

Para garantir a sua inscrição, basta enviar um email para marta.goncalves@iscte.pt com o seu email, nome e idade que o ISCTE-IUL enviará um email com os dados para transferência e posterior factura (que pode descontar no IRS em formação).

Até breve!

Marta Gonçalves, Dr. phil./PhD

Investigadora, Centro de Investigação e Intervenção Social Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-IUL

Avenida das Forças Armadas (Gab. 2N5)

1649-026 Lisboa

Portugal

e-mail: marta.goncalves@iscte.pt

homepage: http://www.cis.iscte-iul.pt/People.aspx?id=49 [1]

ORCID: http://orcid.org/0000-0002-0232-2631 [2]

facebook: https://www.facebook.com/F.SM.RI [3]

skype: mgoncalves5005

 

Projeto “Ler para escutar a voz humana” da Biblioteca Escolar Rafael Bordalo Pinheiro reportagem do programa Learning World da Euronews

Fevereiro 18, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da Euronews de 30 de janeiro de 2015.

África do Sul: Leitura Digital

A maior parte dos sul-africanos vive em municípios pobres ou em zonas rurais. As escolas têm poucos recursos, numa sociedade com uma imensa desigualdade e desemprego. Apenas 8% das escolas possui biblioteca, nestas condições, muitos alunos não conseguem aprender bem a ler e a escrever.

Aproximadamente 18% dos adolescentes são analfabetos e são poucos os que leem regularmente. A FunDza Literacy Trust abriu portas em 2011 para mudar esta realidade de forma inovadora. Utiliza a tecnologia móvel para se conectar com os leitores. Esta fundação é a biblioteca dos mais carenciados e graças à tecnologia móvel, milhares de jovens na África do Sul tornaram-se leitores assíduos.

Bélgica: Do papel para o ecrã

Anne Belien ensina inglês e holandês numa escola de língua francesa, em Bruxelas. Tanto ela como os colegas têm acesso às novas tecnologias e a livros escolares digitais que lhes permitem adaptar as aulas às necessidades dos alunos. Cada aluno tem um iPad que garante o acesso à matéria. Todos podem ouvir os conteúdos para depois resolver os exercícios. E muitos livros têm evoluído de tal maneira, que os professores os podem utilizar da forma mais conveniente. É o caso da série de volumes de matemática “Crack en Math”.

Portugal: Terceira idade no palco da literatura

A comunidade escolar da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, não para de surpreender o concelho. Ana Simão tem-se destacado em várias atividades desenvolvidas. Sempre sob o olhar atento dos professores, Ana e os demais alunos participam ativamente no projeto “Ler para escutar a voz humana.”

Ao tempo livre que tem soma a energia de um grupo de colegas e juntos ensaiam textos, para apresentar mais tarde aos utentes do Lar de Idosos e Centro de Dia do Centro Paroquial Social de Caldas da Rainha. Entre jovens e menos jovens as alegrias do improviso funcionam como um bálsamo revigorante.

Copyright © 2015 euronews

mais informações sobre o projeto “Ler para escutar a voz humana” no link:

http://biblio.esrbp.pt/projeto-educativo/dominio-a-apoio-ao-desenvolvimento-curricular/ler-jovem/learning-world-euronews/

 

 

Comemoração do Dia da Solidariedade Intergeracional no ISCTE-IUL – 29 de Abril

Abril 4, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/F.SM.RI

Dia Mundial dos Avós no Museu Etnográfico da Várzea de Calde – Viseu

Julho 25, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do e – Cultura.pt de 24 de Julho de 2013.

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“Chá e poesia”

No âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Avós, a “Casa de Lavoura e Oficina do Linho”, Museu Etnográfico de Várzea de Calde, promove no próximo dia 26 de julho, pelas 15h00, a atividade: “Chá e poesia”.

Avós e netos lerão poemas e mensagens, construindo diálogos e opiniões.

Ambas as gerações conversarão entre si, interagindo, trocando experiências, em momentos de convívio e de afetos.

Em contexto museológico rural, as vivências dos mais velhos servirão de pretexto à construção de diálogo com os mais novos, para estes perceberem a evolução dos tempos e as vivências da atualidade.

No final todos confraternizarão, com chá e biscoitos tradicionais da Aldeia.

Limite máximo de crianças e avós: 26

Inscrições gratuitas, com marcação prévia para o telefone: 232 911004
ou email: museu.varzea@cmviseu.pt

Entrada Livre

 

 

 

IAC participa na conferência sobre “Solidariedade Intergeracional numa sociedade em mudança” – ISCTE-IUL

Abril 25, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 29 de abril – Dia Europeu da Solidariedade Intergeracional – realiza-se a conferência “Solidariedade Intergeracional numa Sociedade em mudança”, no auditório B203 no ISCTE -IUL, entre as 8h30 e as 16h00. Nesta conferência participa a Dra. Melanie Tavares do Instituto de Apoio à Criança, como membro convidado do Advocacy Group para as políticas intergeracionais, que abordará o tema ” Família no envelhecimento ativo e na solidariedade entre gerações”.

A entrada é gratuita.

PROGRAMA

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