Crianças ao sol: as respostas essenciais

Agosto 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Notícias Magazine de 31 de julho de 2018.

A pele dos bebés e das crianças não é igual à nossa. É bastante mais frágil. Por isso, as regras sobre exposição e proteção solar são diferentes para os mais novos. Estas são as perguntas que todos os pais fazem. E as respostas que não devem esquecer.

Texto Sofia Teixeira | Fotografia Getty Images e Shutterstock

texto e imagens no link:

https://www.jn.pt/noticias-magazine/interior/criancas-ao-sol-as-respostas-essenciais-9660311.html

 

Crianças e os cuidados com a exposição solar – Conselhos da DGS

Julho 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quais os cuidados com crianças nos primeiros anos de vida?

Bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguros. Proteja-os do calor intenso e tenha em atenção os seguintes cuidados:

  • Vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara;
  • Utilizar chapéu quando está ao ar livre;
  • Dar água com mais frequência e certificar-se de que bebe mais água do que o habitual;
  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas;
  • Aplicar protetor solar antes de sair de casa;
  • NUNCA deixar o seu bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo;
  • Consultar o seu médico se a criança tiver diarreia ou febre e ter especial cuidado com a hidratação;
  • Procurar assistência médica imediatamente sempre que identifique sinais de alerta como: suores intensos; fraqueza; pele fria, pegajosa e pálida; pulsação acelerada ou fraca; vómitos ou náuseas; desmaio;

mais informações no link:

https://www.dgs.pt/saude-a-a-z.aspx?v=8e00381f-52ce-45fb-b5a0-35fe84fa926a#saude-de-a-a-z/calor/perguntas-e-respostas

Sol e crianças – que cuidados a ter?

Julho 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 27 de junho de 2017.

Hugo Rodrigues

O que fazer para poder usufruir adequadamente das vantagens do Sol

A exposição ao Sol tem muitos benefícios, nomeadamente a produção de vitamina D e a estimulação da produção de algumas hormonais responsáveis pela sensação de bem-estar. No entanto, há alguns cuidados a ter para se poder usufruir adequadamente dessas vantagens e que são sempre importante de reforçar nesta altura do ano, particularmente quando se trata de crianças.

  1. A partir de que idade é que as crianças se podem expor ao Sol?

A pele dos bebés é muito sensível aos efeitos da radiação ultravioleta e, actualmente, as recomendações das principais sociedades científicas são unânimes: a exposição solar directa deve ser evitada em bebés com menos de 12 meses de idade.

Isto não significa que devam ficar em casa até essa idade, bem pelo contrário. As actividades exteriores são altamente recomendadas e os passeios ao ar livre devem ser incentivados desde “sempre”. No entanto, deve-se evitar exposições directas ao Sol por períodos prolongados, como por exemplo as idas à praia. Esta recomendação prende-se com o facto de na praia existir muita radiação difícil de controlar, que reflecte na água e na areia clara. Assim, mesmo estando à sombra, há sempre radiação que tem um comportamento mais errático e que se torna praticamente impossível de evitar. Este é o motivo pelo qual se defende que as crianças só devem ir à praia a partir do primeiro ano, embora possam e devam passear na rua sempre que possível.

  1. Qual o protector solar mais indicado?

Esta é uma pergunta frequente e que importa esclarecer. Até aos 2-3 anos, deve-se tentar escolher um protector solar que não seja absorvido pela pele, de forma a evitar algum tipo de reacção. Claro que isso vai implicar que o protector seja menos agradável do ponto de vista cosmético, pois se não é absorvido vai fazer com que a pele fique mais “empastada”, mas acaba por ser mais inócuo e, portanto, melhor para os bebés.

A opção mais clássica são os protectores com filtros exclusivamente físicos ou minerais. Recentemente têm surgido alternativas que podem também ser uma boa escolha e que incluem filtros orgânicos e minerais. A grande vantagem é que os filtros orgânicos são mais fáceis de espalhar, o que facilita a aplicação do protector. Nem todos estão aprovados para bebés pequenos, mas já há alguns aprovados a partir dos seis meses, o que faz com que possam ser usados com segurança.

A partir dos 2-3 anos já se podem utilizar protectores que contenham filtros químicos, tendo apenas em atenção que se deve sempre optar por protectores para crianças, com índices de protecção 50+.

Estes conselhos são para a maioria das crianças, desde que tenham uma pele saudável. No entanto, quando estamos perante uma pele atópica, a escolha deve sempre recair por protectores especificamente desenvolvidos para essas situações e que acabam por ser semelhantes aos descritos para os bebés mais pequenos (com filtros que não são absorvidos pela pele).

  1. Quais os cuidados a ter?

Os principais conselhos para as crianças poderem aproveitar o Sol com segurança são semelhantes aos dos adultos e incluem os seguintes:

– Evitar as horas de maior intensidade de radiação ultravioleta, nomeadamente o intervalo entre as 11:00 e as 16:00

– Se a exposição solar for mais prolongada ou se a criança for pequena deve-se mantê-la com uma t-shirt, de forma a ter alguma protecção física

– Usar sempre chapéu (de preferência com abas para proteger as orelhas) e, se possível, óculos de sol

– Aplicar o protector solar adequadamente, antes da exposição solar e renová-lo a cada duas horas ou após contacto com água

– Aplica o protector solar em todas as áreas expostas, não esquecendo as orelhas, pescoço e pés (se a criança estiver descalça, de chinelos ou sandálias)

– Dar de beber muita água para evitar a desidratação

Assim, em jeito de conclusão pode-se afirmar que o Sol é óptimo e deve ser aproveitado por todos, crianças e adultos. No entanto, pode condicionar alguns efeitos nocivos na pele, pelo que importa cumprir algumas regras de segurança para se poder usufruir dos seus benefícios sem se expor aos seus (possíveis) prejuízos.

Hugo Rodrigues é pediatra no hospital de Viana do Castelo e docente na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Pai (muito) orgulhoso de 2 filhos, é também autor do blogue “Pediatria para Todos” e do livro “Pediatra para todos”

 

 

 

Pornografia infantil alarma

Março 27, 2015 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 21 de março de 2015.

sol

Só no último mês, foram detidos seis homens, entre os 20 e os 40 anos, por crimes de pornografia infantil em Portugal – entre eles o jovem apanhado esta semana, em Gondomar, que tinha milhares de ficheiros de cenas de abusos sexuais de adolescentes e crianças no computador e discos rígidos que guardava em casa dos pais.

O fenómeno criminal está a alarmar as autoridades, cada vez mais alerta para estas situações. As condenações por este tipo de crime também dispararam nos últimos anos, mas a maioria dos agressores sai do tribunal com multa ou pena de prisão suspensa, segundo os dados oficiais a que o SOL teve acesso. Uma realidade que o reforço de penas aprovado na semana passada pelo Conselho de Ministros não vai alterar.

Os dados oficiais do Ministério da Justiça mostram que, em apenas cinco anos, os condenados nos tribunais por pornografia de menores foram seis vez mais: 27 em 2013, enquanto em 2009 tinham sido apenas quatro. «As sentenças reflectem o aumento das investigações e um refinar da prova que é apresentada em tribunal», defende o coordenador da secção do crime informático da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, que em Lisboa investiga os casos de pornografia de menores através da internet.

«Mas esta é ainda a ponta do icebergue» – diz por sua vez ao SOL o especialista Tito Morais, fundador do site Miúdos Seguros na Net, onde se alertam pais e menores para os riscos dos predadores sexuais online, lembrando que este crime está cada vez mais disseminado e que basta um smartphone para que as crianças sejam aliciadas a práticas sexuais.

O especialista diz que, apesar do aumento de condenações, mantém-se a sensação de impunidade em relação a estes crimes. «Muitos abusadores saem dos tribunais com pena suspensa», afirma, recordando a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que, em Janeiro, suspendeu a pena de cinco anos e meio de prisão a que foi condenado um sargento da Marinha do Seixal, que aliciou duas jovens de 13 e 15 anos através das redes socais e divulgou imagens de pornografia infantil na net.

Aliciamento pela internet vai ser crime

O crime é punido até cinco anos de cadeia, o que permite ao juiz optar pela suspensão da pena. E os dados confirmam que são raros os arguidos por pornografia de menores que saem dos tribunais para a cadeia: dos 27 condenados em primeira instância em 2013, apenas três tiveram uma pena efectiva. Oito dos predadores saíram com multa e outros 12 foram punidos com pena suspensa ou sujeita a regime de prova.

Para a PJ, a leitura dos dados é outra. «Como têm aumentado os suspeitos que são detidos preventivamente, quando são condenados em tribunal já cumpriram parte ou a totalidade da pena», diz Carlos Cabreiro.

O aumento das punições para estes crimes aprovado na semana passada em Conselho de Ministros não deverá alterar este cenário, pois prevê que a pornografia infantil continue a ser penalizada com uma pena até cinco anos.

A proposta de lei do Governo – que transpõe com mais de um ano de atraso uma directiva comunitária aprovada em 2011 e terá agora de ser aprovada no Parlamento – prevê que as punições possam duplicar para dois anos para quem for apanhado com imagens pornográficas que representem de forma realista menores. E penaliza pela primeira vez o aliciamento para fins sexuais através da internet, com prisão até um ano. Se o arguido tentar marcar um encontro, esta punição duplica. Em 2014, foram abertos 240 inquéritos por pornografia de menores no país. A PJ reconhece que o aumento da detecção de casos se deve em grande parte à cooperação com as autoridades internacionais, que alertam Portugal sempre que são detectados crimes sexuais ou denúncias que envolvendo suspeitos em território nacional.

Abusadores cada vez mais sofisticados Foi um destes alertas que permitiu deter em Gondomar, no início desta semana, o suspeito que há nove anos se dedicava a este crime, sem nunca ter sido detectado. A informação chegou através da Polícia brasileira, depois de uma menor daquele país se queixar de ter sido aliciada pelo português de 28 anos, através das redes sociais, a praticar actos sexuais em frente à câmara da web. Ao longo de quase uma década, esta técnica permitiu-lhe acumular um verdadeiro arsenal de imagens e vídeos de pornografia de menores nacionais e estrangeiras em ficheiros em discos rígidos, que agora estão a ser analisados.

O suspeito foi ouvido na terça-feira pelo procurador do Ministério Público de Gondomar que perante a promessa do arguido de que se vai tratar da compulsão sexual, o deixou sair em liberdade. Apesar do crescimento dos alertas, provar estes crimes está a tornar-se cada vez mais difícil. «Temos assistido a um aumento de casos e o grau de sofisticação também cresceu», reconhece o coordenador da PJ de Aveiro, Rui Nunes, que neste momento, tem oito investigadores dedicados à criminalidade sexual de menores. «Há uma grande preocupação em camuflar os ficheiros, os discos são encriptados, o que exige perícias prolongadas».

São essas perícias – que tentam desvendar códigos com milhões de combinações possíveis – que já estão a ser usadas pela PJ de Aveiro no material apreendido a outro jovem, de 22 anos, detido no dia 6 deste mês, na posse de imagens e ficheiros multimedia com cenas de abusos sexuais de crianças. Apesar de ser um autodidacta, o suspeito já utilizava ferramentas muito sofisticadas de protecção de dados.

A Judiciária está a passar a pente fino o material apreendido ao jovem – dois computadores portáteis, um disco rígido e um disco externo – para concluir a acusação. A suspeita para já é de pornografia de menores, mas há a possibilidade de o jovem também dedicar-se à comercialização dos ficheiros.

Carlos Cabreiro diz que a detecção de redes organizadas e o acompanhamento das técnicas de encobrimento destes crimes é outros dos grandes desafios actuais para a investigação, já que grande parte dos autores destes crimes usam perfis anónimos e chats próprios, e estão constantemente a incentivar a aquisição de imagens frescas. Há até casos em que, para terem acesso a certos chats, pagamuma espécie de jóia para aceder a novas fotografias de abusos.

O coordenador admite, contudo, que a criação de uma Unidade Nacional de Combate ao Crime informático – também aprovada na semana passado pelo Conselho de Ministros -, que implicará novos meios e recursos humanos, vai melhorar a resposta a estes casos. «É uma necessidade que decorre do aumento das situações e mostra que estes crimes vieram para ficar».

Portugueses em redes internacionais  Mas nem todos os que consomem pornografia infantil se tornam abusadores físicos de menores. «Acredito que a maioria deles tem interesse sexual por crianças, mas não passa ao acto físico porque tem autocontrolo e reflexão suficiente para travar os impulsos», explica Ricardo Barroso, psicólogo e membro do comité científico da Associação Internacional para o Estudo e Tratamento dos Agressores Sexuais.  O especialista considera que este tipo de crimes vai continuar a aumentar porque «a internet é pouco regulada».

joana.f.costa@sol.pt

 

 


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