China limita o tempo (e o dinheiro) que as crianças podem gastar com videojogos

Novembro 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 6 de novembro de 2019.

As novas regras são uma resposta a um vício que cada vez mais é considerado uma questão de saúde mental. E não apenas na China.

A China vai limitar o uso de videojogos por parte de crianças. Segundo as novas regras publicadas terça-feira, os menores de 18 anos não poderão estar online a jogar entre as 22h00 e as 8h00. Além disso, durante os dias de semana o tempo máximo de jogo é 90 minutos; ao fim de semana serão três horas.

As regras são uma resposta à crescente preocupação com os problemas que os videojogos estão a causar, desde miopia até distúrbios emocionais. Um responsável oficial explicou à agência Xinhua que se trata de “proteger a saúde física e mental dos menores” e criar um espaço de internet limpo. Em 2018, a Organização Mundial de Saúde declarou formalmente o vício dos jogos-vídeos como uma questão de saúde mental.

Para executar o novo regime, havwrá um sistema de identificação unificado. As plataformas de videojogos serão obrigadas a verificar a identidade e a idade dos jogadores, recorrendo a uma base de dados oficial. Já no ano passado a China, o segundo maior mercado para os videojogos, tinha instituído um regulador nessa área e uma moratória na aprovação de novos jogos.

Agora, além das restrições temporais, haverá algumas de natureza financeira. As crianças dos 8 aos 16 anos não poderão gastar mais de 200 renminbis (25,8 euros) por mês em jogos; dos 16 aos 18 o limite sobre para 400 renminbis (51,6 euros). Em 2018, a receita dos videojogos atingiu o equivalente a 34 mil milhões de euros na China.

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 72 sobre Segurança Infantil na Internet

Outubro 27, 2017 às 1:30 pm | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 72. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Segurança Infantil na Internet.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Ivone Patrão, psicóloga: «As crianças aprendem a desbloquear as ferramentas de controlo parental em segundos»

Abril 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do http://www.noticiasmagazine.pt/ a Ivone Patrão


Depois de vários anos a acompanhar crianças, jovens e famílias, sobretudo na área das dependências da Internet, Ivone Patrão defende a utilização da tecnologia com regras e limites para que sejamos nós a controlar o mundo online e não o contrário. Inspirada em alguns casos que acompanha em consultas faz ainda um convite de consciencialização para o modelo que os pais estão a passar aos filhos. Psicóloga clínica e terapeuta familiar e do casal, é também docente universitária e investigadora no Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) e acaba de lançar o seu primeiro livro para o público em geral «Geração Cordão».

Texto de Cláudia Pinto | Fotografia de Diana Quintela/Global Imagens

«Geração Cordão»? Que geração é esta?

É um termo da minha autoria e que já utilizo há algum tempo, mas é a primeira vez que aparece descrito. Caracteriza o que está a acontecer com as novas gerações: estão muito familiarizadas com a tecnologia e com a internet e têm este risco de não conseguir desligar. Prescindem de determinadas atividades de lazer e de equipa que implicam estar com pessoas e desenvolver competências pessoais, relacionais e sociais. Correm ainda o risco de, ao longo do tempo, serem jovens adultos e adultos que não socializaram, não desenvolveram um projeto de vida, não estudam nem trabalham, deixaram a escola, não conseguem arranjar um projeto de empregabilidade, não conseguindo cortar com o cordão umbilical no sentido da autonomia. Estes riscos de ficar dependente da tecnologia e de não desenvolver competências do ponto de vista da maturidade relacional e social e de não ter projeto de vida caracterizam esta geração cordão. Temos muitos jovens adultos, com mais de 20 anos, neste registo.

Que tipo de casos recebe nas suas consultas?

Recebo crianças dos oito aos dez anos, e muitos jovens. No âmbito privado, recebemos também muitas famílias isoladamente, uma vez que os pais têm a preocupação de adquirir informação que os ajude na prevenção de eventuais dependências dos filhos. No Hospital de Santa Maria, recebo casos já considerados graves, com crianças ou jovens que deixaram de ir à escola e que contam com muitas horas de consumo de internet.

Foi isso que a levou escrever este livro?

Tenho desenvolvido uma linha de investigação sobre esta temática no ISPA e sou responsável pela primeira consulta privada de comportamento online e dependências. Estou também a trabalhar no Hospital de Santa Maria onde temos uma consulta com os mesmos moldes mas disponibilizada no serviço público. Já há muito que fazia todo o sentido escrever um livro sobre esta temática para o público em geral. Fomos amadurecendo a ideia e a editora Pactor, assim que começou a ler o meu anterior livro, mais técnico, em coautoria com Daniel Sampaio (Dependências online, editado pela Lidel), percebeu que havia muitos aspetos de orientação prática que poderiam ser traduzidos para uma linguagem mais acessível. Achei que fazia sentido avançar agora também porque recebo muitos pedidos de pais e professores que necessitavam de orientações a este nível. O livro vem preencher essa lacuna…

O livro alerta para várias perspetivas do mundo online e não apenas para a parte mais visível do problema…

Sim, há uma parte online em geral à qual não ligamos muito e para a qual não estamos tão alerta. Há jovens que consomem imensas séries e deixam de estar com as pessoas e de conviver. Passam horas, tardes e dias seguidos a consumir multimédia. O problema surge quando só se faz isto em detrimento de tudo o resto. Ainda há pouco tempo foi muito noticiada a fuga de uma jovem aliciada por um predador sexual. Isto deve alertar-nos para o facto de jovens estarem a falar com qualquer pessoa sem terem noção de eventuais perigos. O livro chama a atenção para todas estas questões que não se circunscrevem apenas aos jogos online, aos videojogos e às redes sociais. É uma primeira gota de água no oceano no que respeita à chamada de atenção e reflexão para estes temas. Arrisco a dizer que a maior parte dos pais não estão consciencializados para os perigos.

Os pais podem ficar descansados com as ferramentas de controlo parental?

Não. Não podem mesmo. As crianças aprendem a desbloquear as ferramentas de controlo parental em segundos. Aprendem-no em tutorais disponíveis online. Desenganem-se os pais que ficam descansados por acharem que os filhos estão entretidos e em segurança enquanto estão com os tablets ou no computador. É necessário redobrar a atenção para perceber o que é que eles andam a fazer… Alguns autores norte-americanos defendem que os pais devem ter as palavras passe do e-mail, do Facebook, e devem debater com os filhos o que vão postando e partilhando.

E os miúdos aceitam isso?

Se formos nós a explicar estas situações aos filhos, desde pequenos, eles habituam-se a partilhar connosco os convites que lhes fazem nas redes sociais ou outras situações ligadas ao mundo online. Se forem pequenos, é uma partilha, não é um controlo exagerado. Mais tarde, a partir da adolescência, se mostrarem que são responsáveis e autónomos, temos de respeitar a sua privacidade.

Esta geração é composta pelos chamados nativos digitais. De que forma é que os pais podem acompanhar esta realidade?

Os bebés já nascem a querer mexer nas coisas porque têm a necessidade do toque. Mas porque é que lhes damos apenas os smartphones e os tablets? Podemos dar-lhes também puzzles, brinquedos para mexer, lápis de cera para desenhar… Mas também não concordo com a exclusão do mundo digital. Ou seja, também não é benéfico ter uma criança que só brinca e socializa excluindo por completo a vida tecnológica.

Como é que se consegue o equilíbrio saudável da utilização da tecnologia?

É muito difícil. Os estudos que tenho feito com jovens e pais demonstram que, em média, o primeiro contacto com a tecnologia e o online, na geração dos pais, aconteceu aos 24 anos. A média nas crianças é de seis anos. Estamos a juntar gerações com níveis de experiência completamente diferentes. É mais fácil aos pais permitirem a utilização das novas tecnologias na totalidade, mas é errado. As crianças costumam ter uma zona de brinquedos à qual acedem quando querem. No caso das crianças e jovens, as consequências da utilização desmedida tem consequências físicas, ao nível da privação do sono, da alimentação, e no caso dos mais pequenos, no controlo dos esfíncteres pois inibem-se de ir à casa de banho para ficarem agarrados ao computador ou ao telemóvel. O livro vem neste sentido: começar a falar e alertar para o tema e fazer com que cada família pense nas suas regras e nos seus limites.

O pediatra Mário Cordeiro, autor do prefácio deste livro, chama a atenção para o facto de se se ensinar as crianças e jovens a «domar» a internet e os instrumentos de comunicação, talvez se consiga extrair das mesmas os seus benefícios e vantagens…

Sim, claramente. Não podia estar mais de acordo. O livro não é um guião fechado. Tem muitas dicas e orientações mas cada família deve ajustá-las ao seu contexto. Numa família com crianças pequenas, com alguns familiares que vivem no estrangeiro, naturalmente recorrem ao Skype e ao telemóvel, para manter uma relação mais próxima. Neste caso, a tecnologia é muito vantajosa. Para uma criança da mesma idade que passou o dia com colegas e amigos na escola, não há vantagem em fazer uma videochamada logo que chega a casa.

Não existe então uma regra genérica que se aplique a todas as famílias?

Há que fazer bem a leitura do contexto. Ou seja, há que fazer a contextualização da integração da tecnologia, uma necessidade que seja ajustada. Se houver, desde pequenos, a contextualização das vantagens e desvantagens da tecnologia, quando houver a necessidade de abrir uma exceção, facilmente os pais percebem que aquele dia é mesmo isso: uma exceção. Sugiro que se encontre um limite diferente da utilização da tecnologia durante a semana, o fim de semana e nas férias. Defendo a existência de uma conversa de negociação participada. Deve discutir-se qual o tempo que os pais acham que os filhos devem estar online ou jogar computador, quanto é que os filhos acham adequado, e chegar a um consenso. Se o filho sugere três horas e os pais defendem uma hora de utilização, pode estipular-se o limite de hora e meia, para que o filho perceba que a negociação é partilhada e participada. Se as crianças percebem que as regras vêm de cima e não tiveram opção de participar, vão tentar sempre testar os limites.

Dependendo das idades, as crianças e jovens precisam de utilizar tecnologia diariamente ou não necessitam de todo?

É preferível que as crianças desenvolvam todos os seus sentidos. Fazer experiências na rua, em contacto com a natureza, em grupo, uns com os outros, é a melhor forma de se desenvolverem. Considero que os ecrãs podem ser um complemento, mas não devem constituir a principal atividade dos seus dias. Haverá dias em que efetivamente não vão precisar de recorrer à tecnologia, de ver televisão ou de estar com ecrãs à frente.

Que mensagem daria às famílias?

A grande mensagem deste livro é a importância do diálogo com os filhos desde pequenos: discutam o tema em família, estabeleçam regras e limites para todos (pais, tios, avós, filhos). Quando sugiro que toda a família promova um encontro entre todos e desligue a tecnologia, é uma enorme dificuldade. Costumo aconselhar uma atividade sem tecnologia; um dia sem tecnologia, a promover o descanso, as conversas e o tempo em família. Sinto que ainda estamos no começo de consciencialização para estes temas e há um longo caminho a percorrer… Gostaria que as pessoas partilhassem as suas formas de gerir as reais dificuldades e os desafios que as crianças e jovens vão colocando relativamente a este tema. Temos um endereço eletrónico para onde as pessoas podem escrever e partilhar os seus testemunhos: geracaocordao@gmail.com

 

StopChildPorno Filter – Join the fight against child pornography

Novembro 5, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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StopChildPorno Filter

Join the fight against child pornography:

Install the filter that automatically removes child sexual abuse material while you surf.

The more people install the filter, the better it works.

Child Focus has developed a filter that detects and removes child sexual abuse material while you surf. This means nobody will ever be confronted with it unwillingly, and online surfing will become safer for everyone. And thanks to you, we can take action by investigating the filtered pages and help victims.

mais informações:

https://www.stopchildporno-filter.be/en

Google lança aplicação do YouTube para crianças

Março 14, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de fevereiro de 2015.

© Dado Ruvic  Reuters

YouTube Kids, uma aplicação gratuita e exclusiva para Android, será lançada na próxima segunda-feira, dia 23

A aplicação YouTube Kids conta com um conjunto de vídeos previamente classificados como próprios para crianças. As crianças poderão navegar através de quatro categorias: séries, música, aprender e explorar.

Outra forma de navegação será através de pesquisas singulares. Para esse efeito, o YouTube Kids, exclusivo para Android, terá um filtro que evita que as crianças possam procurar vídeos pouco apropriados para as idades em questão.

Sexo, por exemplo, é uma palavra que remeterá imediatamente para uma nova pesquisa, tal como acontecerá com outras palavras, dava conta esta sexta-feira o jornal espanhol ABC. Os pais podem ainda programar um limite temporal de utilização, a partir do qual a aplicação será automaticamente encerrada.

Shimrit Ben-Yair, responsável pelo produto, justificava assim a iniciativa: “[Todos os anos] temos registado um crescimento de 50% em tempo passado no YouTube, mas nos canais de entretenimento familiar é mais de 200%.”

O jornal The Wall Street Journal havia já avançado que a aplicação deveria ser lançada na próxima segunda-feira durante uma conferência de indústria de entretenimento infantil. Informação já confirmada por um porta-voz do YouTube, segundo a Reuters.

Inicialmente, a aplicação estará disponível apenas nos Estados Unidos, segunda avança a estação britânica BBC.

 

 

 

Google Chrome vai ganhar opções avançadas de controlo parental

Novembro 7, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site tek.sapo.pt de 24 de Outubro de 2013

É um passo importante para aquele que já é um dos navegadores de Internet mais usados no mundo. À medida que os mais novos ganham acesso aos computadores, são também necessárias novas medidas de precaução.

As novas versões beta do Chrome OS e do Google Chrome têm uma nova funcionalidade: os utilizadores supervisionados, uma tradução livre de Supervised Users. Esta ferramenta permite a criação de vários perfis de utilizador dentro do mesmo computador e navegador, mas com níveis de controlo e restrições diferentes.

A funcionalidade é vista como uma aposta forte para as plataformas a nível dos controlos parentais. Desta forma tanto o Google Chrome como os computadores Chrome OS podem ficar mais apelativos para pais e professores.

A conta de utilizador que tiver mais privilégios tem acesso a dados das outras criadas, como histórico de navegação, possibilidade de criação de listas de sites que podem ser visitados e outra de páginas que estão bloqueadas. O utilizador “supervisionado” pode também requerer o acesso a algum site específico, notificação essa que aparecerá ao “supervisor”.

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Para quem faz parte dos canais beta do Google Chrome a novidade vai ficar disponível ainda esta semana, tal como é revelado num blogue oficial da tecnológica norte-americana. Os Supervised Users vão estar disponíveis nas versões para Windows, Mac e Linux.

A Google continua a evoluir o Chrome em funcionalidades e capacidades. Recentemente foram revelados planos para o navegador em que a versão para Windows transforma-se numa espécie de Chrome OS – um sistema operativo dentro de outro.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Especialista comenta a importância de proteger crianças da exposição à pornografia

Agosto 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Epoch Times de 31 de Julho de 2013.

Autor: Joy Smith

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou novas medidas para proteger as crianças da pornografia. O primeiro-ministro destacou os dois principais objetivos destas medidas: proteger as crianças da exposição à pornografia adulta através de um filtro fornecido pelo governo e combater as imagens de abuso sexual de crianças disponíveis na rede.

Acredito na abordagem ousada do primeiro-ministro Cameron quando se trabalha com provedores de internet para desenvolver soluções que protegem as crianças. Nessa luta enorme contra a exploração de crianças e sexualização, cada passo que damos faz a diferença.

Efeitos danosos experimentados por crianças expostas à pornografia

A eliminação do fácil acesso à pornografia por crianças deve ser uma abordagem de senso comum. Há muitos estudos que mostram as consequências nefastas sofridas pelos jovens expostos à pornografia (é alarmante que 12 anos é a idade média da primeira exposição à pornografia).

Por exemplo, ver pornografia é considerado um fator de abuso sexual entre as crianças. Além disso, estudos recentes revelam que a pornografia pode, de fato, “reconfigurar” o cérebro. Isso é alarmante para as crianças que estão em uma fase crítica do desenvolvimento físico e pode ter consequências negativas em longo prazo.

Dirigindo-se à censura

No entanto, desde que manifestei meu apoio ao plano britânico, vi reações de surpresa , acusações  imediatas e desinformadas que é uma iniciativa de censura contra a liberdade ou a supervisão do governo, por pessoas que não tenham  tempo para realmente entender os problemas abordados e as soluções propostas.

O objetivo do filtro pornô não é para censurar ou bloquear pornografia para adultos, mas para evitar que as crianças tenham acesso a ele. Acusações de censura são tão absurdas quanto sugerir que a proibição da venda de vídeos adultos para as crianças seja censura.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos no Reino Unido terá o controle total do seu acesso à pornografia legal. Provedores de internet britânicos desenvolveram um filtro para bloquear pornografia legal para adultos e deve ser ativado para todos os clientes, a menos que decidam desativá-lo. Desativar o filtro é tão simples como entrar em sua conta de e-mail e desmarcar uma mensagem que seria deletada.

Algumas pessoas mencionaram que existem filtros domésticos disponíveis. Na verdade, não são. No entanto, o software só funciona em computadores onde ele foi instalado. Em tempos de redes sem fio em casa, onde muitas crianças e seus amigos têm smartphones , instalar um filtro anti-pornografia em seus computadores domésticos tem eficácia limitada.

Colaborar com o governo e não regulá-lo

O regime do Reino Unido também tem sido rotulado como um exemplo de grande intrusão do governo no setor. Ao invés de impor regras aos prestadores de serviços de Internet, o filtro foi o resultado do acordo e colaboração entre o governo e os grandes provedores de internet no Reino Unido. Isso desenvolve um meio de proteger as crianças da exposição ao material adulto disponível online. Isso é o que eu gostaria de ver no resto do mundo: acordos de colaboração entre o governo, fornecedores e as esferas federais interessadas. É uma conversa que realmente vale à pena.

Eu acredito fortemente na proteção dos direitos e da liberdade, da democracia e de uma internet aberta. Como o  primeiro-ministro David Cameron tem razão ao destacar que “ter uma Internet livre e aberta é a chave … Mas em relação à internet no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, nós negligenciamos a nossa responsabilidade para com nossos filhos”. Claro, desmarcar um filtro não é um preço alto a se pagar para garantirmos a proteção e a educação de nossas crianças.

Joy Smith é bacharel e mestre em Educação. Também atua como membro do Parlamento de Kildonan, em Winnipeg, Inglaterra. 

 

Softwares para prevenir condutas de risco nas redes sociais são pouco eficazes

Fevereiro 16, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site CiênciaHoje de 6 de Fevereiro de 2013.

 

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Investigadora da UMinho defende interacção entre pais e filhos  para utilização mais segura da Internet

Hoje comemora-se o Dia Europeu da Internet Segura e uma tese de doutoramento da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UMinho) concluiu que os softwares para prevenir condutas de risco dos jovens nas redes sociais são pouco eficazes. Para a investigadora Fátima Abreu Ferreira, uma das melhores estratégias para prevenir a exposição aos riscos no mundo online passa pela interacção directa entre pais e filhos. O estudo, desenvolvido entre 2009 e 2012, centrou-se na avaliação da vitimização online, comparando este fenómeno entre Portugal, Espanha e Reino Unido numa amostra de 2565 estudantes entre os dez aos 18 anos de idade.

Os resultados apontam o ciberbullying como sendo o risco mais frequente nos três países, seguido do ciberstalking (assédio persistente) e das solicitações sexuais. Os dados indicam também que as estratégias de mediação activa e restritiva, que combinam a imposição de regras sobre o uso da Internet e a discussão da utilização que é feita da mesma, como as mais eficazes na prevenção da exposição aos riscos online.

“A Internet é um ambiente anárquico, fluído e em constante mutação, ao qual os jovens têm uma grande facilidade em se adaptar, pelo que os cuidadores não devem depositar toda a sua confiança apenas na implementação de filtros que impeçam o acesso a determinados conteúdos. Aliás, estes filtros podem ser facilmente desactivados pelo adolescente ao ver tutoriais no YouTube, por exemplo”, esclarece a doutoranda em Psicologia da Justiça na UMinho.

Para Fátima Abreu Ferreira, a conversa no mundo real continua a ser o melhor meio para lidar com o que se passa nas redes virtuais. Ainda assim, usar apenas um tipo de estratégia pode não ser o ideal. Os pais “devem estar disponíveis” para cruzar vários cenários, ou seja, devem estabelecer regras acerca da utilização da Internet, que passem não por uma imposição mas sim por uma discussão com os filhos acerca da importância de certos cuidados e comportamentos a adoptar. “Desta forma, é igualmente criado um ambiente de segurança para que, em situações em que não é possível controlar a exposição aos riscos, os jovens se sintam confortáveis em revelar o acontecimento e se sintam apoiados para geri-lo da melhor forma”, vinca.

Fátima Abreu Ferreira nasceu na Guarda há 29 anos e é psicóloga, investigadora e professora. Está a concluir o doutoramento, com a tese «Vitimização Online: Os riscos de viver na era digital». Tem as licenciaturas em Aconselhamento Psicossocial e em Psicologia e a pós-graduação em Aconselhamento, todas pelo Instituto Superior da Maia (ISMAI), no qual também foi docente cinco anos. Trabalha em projectos de investigação das universidades do Minho, Coimbra e do ISMAI, centrando a pesquisa nos temas da violência (online, doméstica, escolar, praxes académicas, relações amorosas) e na sexualidade feminina. Tem algumas dezenas de publicações científicas e participa em congressos em vários países.

 

Os pais não sabem tudo o que os filhos fazem online

Setembro 26, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site pplware de 26 de Agosto de 2012.

Criado por Marisa Pinto

…estudo indica ainda que 48% dos jovens utiliza a Internet para copiar nos testes

As tecnologias estão já enraizadas na vida das pessoas e, como tal fazem parte das nossas tarefas diárias, acompanhando-nos nos mais diversos momentos e ocasiões.

Desde os mais velhos aos mais novos, todos utilizam a navegam na Internet, no entanto a grande maioria dos pais desconhece o comportamento online dos seus filhos.

Estes resultados, de um estudo da McAfee, indica ainda que grande parte dos jovens utiliza o telemóvel durante os testes.. para copiar!

Segundo a McAfee’s 2012 Teen Internet Behavior Study, a grande maioria dos pais não tem conhecimento do comportamento online dos seus filhos e, apesar de julgarem ter mecanismos de descobrir o que fazem, os filhos garantem que os seus progenitores estão completamente no escuro e que também não precisam de saber tudo.

Ainda assim os jovens admitem que mudariam o seu comportamento, caso os seus pais tivessem acesso às suas actividades online.

Segundo o estudo, os jovens têm várias formas de esconder dos pais aquilo que fazem na Internet:

  • 53% limpam o histórico do browser
  • 46% fecha ou minimiza o browser      quando os pais estão por perto
  • 34% oculta ou apaga os IMs e      vídeos
  • 23% mentem ou omitem detalhes      acerca das suas actividades online
  • 23% usa um computador onde os pais      não acedam
  • 21% utiliza dispositivos móveis      com acesso à Internet
  • 20% configura as definições de      privacidade para que algum conteúdo esteja disponível apenas a amigos
  • 20% utiliza modos de navegação      privada
  • 15% criam contas de e-mail      desconhecidas dos pais
  • 9% duplica ou inventa perfis      falsos nas redes sociais

O telemóvel parece ser o acessório predilecto dos jovens uma vez que estes são facilmente observáveis em interacção com esse aparelho. Seja a enviar SMS (onde chegam a enviar uma média de 60 SMS/dia), a telefonar, a tirar fotografias, a navegar na Internet, jogar jogos, entre outros.

Mas parece que o telemóvel tem também outras funções, como o de recurso para poder copiar num teste escolar.

Segundo o estudo, 48% do jovens admite que já verificou as respostas para um teste, através da Internet. No entanto, apenas 23% dos pais diz estar preocupado se os seus filhos copiam na escola através da Internet.

Os dados indicam ainda que 22% dos jovens admitem ter copiado num teste por via online ou através de um telemóvel. Por sua vez, apenas 5% dos pais acredita que os filhos façam isso.

O estudo indicou ainda que:

  • 15.8% admitem copiar num teste,      através da visualização de respostas no telemóvel
  • Apenas 3.2% dos pais      pensa que os filhos o fazem.
  • 14.1% diz já ter pesquisado formam de      copiar online.
  • Ainda assim, 77.2% dos      progenitores diz não estar preocupado que os filhos copiem online
  • Outros resultados indicaram que os jovens não consideram como perigosos os amigos estranhos da Internet. 12% indica mesmo que já conheceram pessoas pessoalmente que apenas mantinham contacto online.
  • São também uma minoria (12%) os pais que acreditam que os filhos acedem a pornografia online. No entanto, os resultados mostram que 32% dos jovens acedeu a este conteúdo de forma intencional e 43% afirma que acede quase semanalmente, ou com mais frequência. Ainda 36% dos jovens acederam a determinados temas sexuais online como DST e gravidez, sendo a maioria jovens do sexo feminino.
  • Por fim, 62.1% dos jovens já testemunhou actos de Cyberbulliyng, enquanto 23.3% admite ter sido vítima. Apenas 10% dos pais acredita que os seus filhos possam correr esse risco.
  • E o Facebook parece ser uma escola de agressores (bullies), uma vez que 93% dos jovens indica ser este o local onde mais comportamentos agressivos acontecem.
  • Estes e outros dados podem ser verificados na totalidade deste estudo.
  • As tecnologias são uma ferramente muito importante para a construção e desenvolvimento das crianças e jovens, no entanto é necessário estar alerta de eventuais comportamentos que ocorram online. E se há já escolas onde o iPad pode servir de recurso à aprendizagem, é também importante ter noção da dependencia que essas feramentas podem provocar, caso não sejam utilizadas com moderação.

Proteger as Crianças no Mundo Digital – Relatório da Comissão Europeia

Dezembro 27, 2011 às 6:00 am | Publicado em Relatório, Uncategorized | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui


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