Smartwatches: A tecnologia para crianças que ajuda os pais

Junho 10, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Pplware de 23 de maio de 2019.

Muito se fala sobre as vantagens e desvantagens da utilização da tecnologia por parte das crianças. A regra é haver regras e, talvez, a utilização possa ser bastante positiva para o seu desenvolvimento. Mas há diversos tipos de tecnologia que pode ser oferecida aos mais novos, alguma dela que pode ser uma ajuda para os pais.

É dela que hoje vamos falar.

Se os pais são seres tecnológicos, como podem as crianças não o ser? Já muito se debateu sobre isso e sobre o impacto que esta era digital pode ter sobre os mais novos. A resposta tende a ser inconclusiva, mas uma utilização com regras acaba por ser unânime, no que respeita ao bom desenvolvimento dos mais novos.

A tecnologia dirigida às crianças é ampla, mas hoje vamo-nos focar naquela que pode ser uma ajuda para os pais. Falamos de dispositivos de localização projetados para que possa haver uma comunicação entre os pais e a criança, mesmo à distância.

São ideias para as crianças utilizarem em dias de passeio nas escolhas, na confusão da praia ou de um parque de diversões ou, simplesmente, na mochila ou no casaco, daquelas crianças mais distraídas que tendem a perder estes objetos.

Podemos começar por aí, pelas Tags Bluetooth, com GPS, ideias para prender aos objetos e localizá-los sempre que necessário. A vantagem deste tipo de produto é que é versátil, dá tanto para os objetos da criança, como para o porta-chaves do adulto ou para a coleira do cão.

Smartwatches para as crianças

É comum ver crianças de relógio ao pulso, mesmo que ainda não saibam bem ver as horas. Ora, se se evolui no tipo de brincadeiras, também se pode evoluir no tipo de relógios que se oferece.

Podem estes já ser mais tecnológicos e assim, ser um acessório útil para a criança, mas também uma ligação importante com os cuidadores.

Nos mais variados formatos, como se pode ver pela imagem acima, os smartwatches para crianças partilham de algumas características comuns. Têm GPS, Bluetooth e suporte para cartão SIM. O objetivo é que possam ser ligados aos smartphones dos pais, para que possa haver comunicação entre eles.

O número de contactos adicionados ao relógio tende a ser limitado, para que só possam ligar a quem os pais considerarem, permitem enviar e receber mensagens de voz e mais. Dão aos pais a possibilidade de monitorizar a localização dos filhos.

Imaginemos o caso de um dia de praia, em que no meio da confusão a criança se perde dos pais. Com um destes smartwatches, além do contacto via rede móvel, poderá haver uma consulta da localização, dando para perceber, ainda que com alguma margem de erro, se está perto ou longe.

Para a criança, estes relógios, além das horas, ainda podem apresentar o calendário, servir de despertador e até monitorizar a atividade física. Porque as crianças têm que se mexer!

Maria Inês Coelho

 

 

Alemanha proíbe venda de smartwatches para crianças

Novembro 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 21 de novembro de 2017.

O regulador alemão diz que os relógios são “usados para espiar”: há pais que utilizam estes dispositivos para ouvir as aulas das crianças, à distância.

Karla Pequenino

O regulador alemão responsável pelas telecomunicações (BNetzA) proibiu a venda de smartwatches para crianças com uma função de escuta. Este tipo de relógios, destinados a crianças entre os cinco e os 12 anos, vêm com um cartão SIM e uma função de chamadas limitada que os adultos podem controlar via aplicação móvel. O objectivo é conseguir “monitorizar” o ambiente em que as crianças estão à distância.

Para os reguladores alemães, porém, a tecnologia aproxima-se mais de um “dispositivo de espionagem” do que de um brinquedo, porque é difícil perceber quando a função de escuta está activada. “De acordo com a nossa investigação, os pais utilizam os relógios para ouvir os professores na sala de aula”, explica Jochen Homan, o presidente da BNetzA, em comunicado.

A analista Gartner prevê que nos próximos anos cada vez mais smartwatches venham com conectividade móvel e sejam capazes de se ligar directamente a redes móveis para fazer e receber chamadas (o Watch 3, da Apple, já faz isto). A partir desta semana, porém, os pais e crianças que sejam encontradas com relógios deste tipo na Alemanha devem destruí-los e enviar as provas ao regulador alemão. Em Fevereiro, a Alemanha já tinha proibido a venda da boneca My Friend Cayla – um brinquedo com microfones e reconhecimento de fala que conseguia “falar” com as crianças. A preocupação é que se tornem alvos de ataques informáticos e utilizados para espiar algumas famílias e ouvir informação privada das crianças.

Já há casos reais do problema. Em Fevereiro, a Spiral Toys, uma empresa norte-americana que comercializa peluches ligados à Internet, e que tem como funcionalidade a gravação de mensagens por parte das crianças e dos seus pais, revelou que foram divulgadas online mais de 800 mil credenciais de clientes e dois milhões de mensagens gravadas. O aviso chegou aos clientes dois meses depois de o problema ter sido detectado.

Em Portugal, este tipo de brinquedos ainda não está disponível em loja, mas é acessível aos consumidores através de plataformas online como a Amazon ou Ebay, facto que preocupa a Associação para a Defesa do Consumidor (Deco).

Além de monitorizar o ambiente em que as crianças estão, vários relógios inteligentes destinados a crianças vêm com uma função de GPS (para os pais saberem onde as crianças estão), e botões para accionar serviços de emergência. O regulador alemão não se pronunciou sobre relógios com estas funcionalidades.

 

 

 

Falhas de segurança encontradas em smartwatches para crianças

Novembro 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt/ de 24 de outubro de 2017.

Criado por Célia Simões

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) alerta para o facto dos smartwatches para crianças terem alguns problemas no que diz respeito a segurança e privacidade.

Smartwatches, para que os pais saibam por onde andam os filhos

Os smartwatches apareceram e rapidamente ganharam adeptos de todas as idades. Chegaram também às crianças que, por imitação, adoram usar tudo o que os adultos têm.

Os pais, querem cada vez mais, saber por onde andam e o que fazem os filhos. Tudo o que possa ser uma ajuda para contactar rapidamente o filho ou localiza-lo, torna-se um objeto fundamental.

Mas, apesar de todas estas facilidades, há que ter em atenção os riscos de exposição ao mundo. O relatório publicado pela BEUC alerta sobre a exposição excessiva a que as crianças estão sujeitas quando usam um smartwatch destinado para elas.

Falhas de segurança foram encontradas

A maioria dos smartwatchs com GPS incorporado, indicados para crianças, têm muitas falhas de segurança. Essas falhas podem levar a que “alguém” controle o dispositivo e veja as conversas da criança e até ative a câmara inteligente e filme ou tire fotografias.

Para além disso, através do GPS, a criança pode, não só ser localizada por quem não deve como ainda, essa pessoa pode alterar as coordenadas do smartwatch da criança, enviando coordenadas falsas aos pais.

O botão existente em alguns desses dispositivos, que é um botão de SOS para a criança acionar quando se sentir em perigo, não é confiável e pode também ser adulterado. Os hackers conseguem substituir o número de telefone de emergência pelo seu próprio número.

A intensão dos pais, ao comprar estes relógios, é proteger os filhos dos perigos atuais, alguns deles, que surgiram com o avanço da tecnologia. Mas há que ter muita atenção e informar-se devidamente pois, ao adquirir alguns destes aparelhos estão a expor ainda mais os seus filhos às formas modernas de ataque.

É preciso estar bem informado

“A UE precisa urgentemente regular os padrões de segurança obrigatórios para os produtos conectados. Os produtores devem corrigir imediatamente essas falhas ou devem encontrar os produtos retirados do mercado” disse Monique Goyens, diretor geral do BEUC, em comunicado de imprensa.

Existe um relatório, elaborado pelo Conselho Norueguês de Consumidor (NCC), que está disponível para fazer download e contém auditorias de segurança a smartwatchs para criança.

Gator 2, Tinitell, Viksfjord e Xplora, são alguns dos exemplos em que foram encontradas vulnerabilidades de segurança. O Tinitell, ao que tudo indica, ficou fora dessa lista, mas também tem menos recursos quando comparado com os concorrentes.

O FBI também emitiu um anúncio semelhante, alertando sobre a exposição dos consumidores à exploração cibernética, sobre vários dispositivos da Internet das Coisas.

Para além de smartwatchs, existem equipamentos de escritório, dispositivos médicos, eletrodomésticos inteligentes, entre tantos outros. Há que ter alguns cuidados para fazer as escolhas mais acertadas.

Mais informações na notícia da BEUC:

WatchOut: Alarming security flaws in smartwatches for children

 

 


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