Há ‘slime’ perigoso para as crianças à venda em Portugal

Junho 8, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 22 de maio de 2019.

Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) aconselha a guardar o ‘slime’ num local fechado e conservar a embalagem original, para saber a quem reclamar em caso de problemas.

Deco alertou esta quarta-feira que há à venda ‘slime’, uma massa de modelar viscosa, que é perigosa para as crianças, tendo já denunciado a situação à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

O alerta foi dado no Sistema Europeu de Alerta Rápido sobre produtos perigosos não alimentares Safety Gate e a retirada de produtos das prateleiras das lojas por conterem boro em excesso levou a Associação de Defesa do Consumidor a investigar o ‘slime’.

Usado para dar a consistência gelatinosa, elástica e resistente ao ‘slime’, o boro é uma substância sem cor nem cheiro que, acima de determinados valores, está classificada na Europa como tóxica para a reprodução e irritante em caso de inalação ou ingestão ou em contacto com os olhos. A ingestão pode causar diarreia, náuseas, fadiga, vómitos e cãibras.

A Deco comprou oito produtos e enviou-os para um laboratório especializado na avaliação da segurança química, tendo concluído que das oito marcas testadas, cinco revelaram-se seguras.

“Pedimos que pesquisassem e quantificassem 19 elementos potencialmente perigosos, como ftalatos, solventes, estanho, crómio e boro, para saber se estavam presentes em quantidades acima do permitido, que pudessem colocar em risco a saúde das crianças, por contacto, inalação ou ingestão”, refere a Deco num artigo que vai ser publicado na edição de junho da revista Proteste.

Tal como ocorreu em outros países, foram descobertos dois produtos com boro em excesso (Poopsie Slime Surprise e Slime Intergalactic SLI0010) e outro com valores próximos do limite máximo (Nickelodeon Slime Super Stretchy), diz a Deco, adiantando que os resultados já foram denunciados à ASAE.

A associação salienta que, além do ‘slime’ que se compra, há o que se pode fazer em casa, existindo “milhares de vídeos na internet com crianças a preparar a substância viscosa”.

As receitas incluem variados ingredientes como cola branca, espuma de barbear, gel de banho, corantes, brilhantes e ácido bórico, sendo que as alternativas passam por líquido para lentes de contacto (lágrima artificial) ou detergente.

“Perguntámos numa farmácia se há procura pelo ácido bórico e, assim que o fizemos, quiseram saber se íamos fazer ‘slime’. Disseram-nos ainda que, dada a procura recente por esta substância, costumam ter várias embalagens na farmácia”, adianta a Deco.

A associação refere que “o pior foi ler advertências nas embalagens” como “pode afetar a fertilidade”, “conservar em local fechado” ou “usar equipamento de proteção” e ao mesmo tempo verificar-se que nos vídeos não se vê qualquer equipamento de proteção.

“Outro perigo é a mistura de substâncias químicas sem qualquer conhecimento e sem indicação concreta das quantidades a considerar”, adverte.

Dada a popularidade desta pasta e a facilidade com que as crianças conseguem aceder a vários ingredientes, que, sem precauções e misturados aleatoriamente, se podem tornar perigosos, a associação deixa algumas recomendações, como as receitas caseiras serem supervisionadas por adultos, as crianças não deverem comer ou beber enquanto fazem o ‘slime’ e lavarem as mãos no final.

Aconselha ainda a guardar o ‘slime’ num local fechado e conservar a embalagem original, para saber a quem reclamar em caso de problemas.

Como o ‘slime’ entra na categoria dos brinquedos, a Deco defende que deve respeitar os requisitos fixados na diretiva europeia sobre segurança destes produtos.

 

 

Cuidado com o “slime” que as crianças fazem em casa

Maio 17, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da SIC Notícias de 4 de maio de 2018.

As autoridades sanitárias francesas estão a alertar para os perigos da manipulação de produtos tóxicos para o fabrico em casa da massa moldável e viscosa tão popular hoje em dia entre os jovens. O “slime” também está muito na moda em Portugal.

“Há vários casos de reações cutâneas associadas ao fabrico e manipulação de ‘slime’ em casa”, relatam a agência francesa para a segurança sanitária Anses e a direção-geral da concorrência (DGCCRF) em comunicado conjunto.

Mais maleável e elástico que a tradicional plasticina, o “slime” pode ser comprado nas lojas pronto a ser usado, mas pode também ser feito em casa, misturando um conjunto de produtos químicos como cola, lixívia ou corantes.

As autoridades alertam para os perigos que representa o contacto direto da pele com estes produtos tóxicos, utilizados sobretudo pelas crianças em casa.

Há inúmeros tutoriais na Internet a que as crianças conseguem ter acesso e que incentivam à utilização de produtos como detergentes ou amaciadores da roupa, espuma de barbear, bicarbonato de sódio ou cola branca.

“A manipulação de lixívias, detergentes ou colas em grandes quantidades, de forma repetida e prolongada pode estar na origem das dermatites de contacto agudas uma vez que estes produtos contêm conservantes alergénios”, alertam as autoridades.

A ORIGEM DO “SLIME”

Esta massa viscosa teve o seu momento de glória em 1984 com o filme “Ghostbusters – Caça-Fantasmas”. O nome veio daí – de um dos fantasmas do filme, “Slimer”.

“Ressuscitou” nos Estados Unidos já nesta década através do YouTube, quando uma legião de fãs adolescentes começou a publicar vídeos sobre o filme.

https://www.youtube.com/watch?v=l_hNgGVDfNs

 

 


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