Crianças: Portugal é um dos países da OCDE com mais obesidade entre raparigas adolescentes – UNICEF

Março 4, 2011 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do i de 24 de Fevereiro de 2011.

O relatório mencionado é o seguinte:

“The State of the World’s Children 2011” – descarregar Aqui

Portugal é um dos sete países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que registaram níveis mais elevados de obesidade entre as raparigas adolescentes durante o ano de 2007, revela um relatório da UNICEF divulgado hoje.

De acordo com o relatório Situação Mundial da Infância 2011, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), nos “países industrializados e em desenvolvimento, a obesidade é uma preocupação séria e crescente”.

De um conjunto de dez países em desenvolvimento, que não são explicitados no documento, a UNICEF constatou que entre 21 a 36 por cento de raparigas com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos apresentavam excesso de peso, com um índice de massa corporal superior a 25.

Adolescentes. 70 milhões excluídos da escola e 80 milhões sem trabalho

Fevereiro 25, 2011 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do i de 25 de Fevereiro de 2011.

Relatório da UNICEF mencionado na notícia é o seguinte:

THE STATE OF THE WORLD’S CHILDREN 2011 – Descarregar o relatório Aqui

Fotografia Getty

Fotografia Getty

Unicef apresenta hoje o relatório anual e pela primeira vez aborda a situação dos adolescentes que ficaram em segundo plano face às crianças.

Há mais de 70 milhões de adolescentes no mundo que deviam frequentar o ensino secundário, mas estão excluídos da escola. Mais de 20% desta população sofre de algum problema mental ou comportamental e a depressão é a doença mais recorrente. Todos os anos são mais de 70 mil os rapazes e as raparigas que se suicidam. Há ainda 70 milhões de raparigas e mulheres entre os 15 e os 49 anos que já foram submetidas à mutilação genital, a maioria no início da puberdade. São só alguns números que vão ser hoje revelados em Lisboa pela Unicef e que constam no seu relatório “Situação Mundial da Infância 2011”, que este ano tem como tema “Adolescência: Uma Idade de Oportunidades”.

Contrariar a exploração infantil ou promover os direitos das crianças são batalhas que têm vindo a ganhar terreno em todo o mundo – nas últimas duas décadas, a taxa de mortalidade infantil desceu 33% entre as crianças com menos de cinco anos. Só que este não deve ser o único objectivo dos países que tentam quebrar os ciclos de pobreza. É preciso investir a mesma vontade e os mesmos recursos nos adolescentes, que têm ficado em segundo plano, alerta a Unicef.

O relatório “Situação Mundial da Infância” debruça-se pela primeira vez “com maior profundidade” sobre os jovens entre os 10 e os 19 anos, idade que corresponde à adolescência, de acordo com a definição da ONU. Até ao ano passado as crianças foram o centro da atenção da Unicef, que vem agora alertar para a urgência de se investir nos 1,2 milhões de adolescentes para fazer recuar a pobreza e diminuir os riscos que enfrentam. Basta recordar que “50% das perturbações mentais acontecem antes dos 14 anos”, sublinha o relatório. O fenómeno tem vindo a aumentar nas últimas três décadas e a Unicef atribui à quebra de laços familiares, ao desemprego e às ambições profissionais e emocionais que acabam por não se concretizar.

O desemprego é o grande obstáculo que esta faixa etária enfrenta. Com 81 milhões de jovens sem trabalho no mundo, o fenómeno terá tendência a acentuar-se com um mercado de trabalho cada vez mais tecnológico e uma parte da população sem acesso ao ensino médio ou superior. É por isso que a Unicef insiste na promoção de programas de formação e ainda na melhoria de políticas e na aprovação de leis que protejam os direitos dos jovens. “Prevê-se que a gravidade venha a acentuar-se no decurso da próxima década”, lê-se no relatório.

Os países em desenvolvimento são os que têm maiores dificuldades em assegurar as condições básicas e 88% dos rapazes e raparigas vivem nessa parte do planeta. Mais de metade desta população está no continente asiático. Tanto o Sul da Ásia como a Ásia Oriental e o Pacífico acolhem 990 milhões habitantes entre os 10 e os 19 anos.

O sexo feminino é particularmente vulnerável. Nos países em desenvolvimento (excluindo a China), entre as raparigas pobres a probabilidade de se casarem antes dos 18 anos é três vezes maior que entre as adolescentes nascidas nas famílias de classe média dos países mais ricos.

Uma em cada cinco adolescentes entre os 15 e os 19 anos nos países pobres está casada ou vive em união. Em África, 25% das mulheres entre os 20 e os 24 anos tiveram o primeiro filho antes dos 18 anos. Os dados disponíveis em 14 países em desenvolvimento sugerem que elas correm maiores riscos nutricionais do que eles. A anemia é a doença mais comum.

 


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