Educação Sexual: do saber ao fazer: Um contributo para a formação de Professores – e-Book

Maio 11, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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consultar os e-books nos links:

TOMO I

http://issuu.com/tiagolopess95/docs/tomo_i_-_educa____o_sexual_do_saber

TOMO II

http://issuu.com/tiagolopess95/docs/tomo_ii_-_educa____o_sexual_do_sabe

 

 

O que faz aos adolescentes ver pornografia

Abril 16, 2015 às 7:41 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Diário de Notícias de 11 de abril de 2015.

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por FERNANDA CÂNCIO

“Só sexo”, “animalesca”, “útil”, “tabu”, “saudável”. As opiniões dos jovens variam, as dos adultos também. O que não varia é a realidade: a esmagadora maioria dos jovens – sobretudo rapazes – consome pornografia.

“Não procuro a pornografia na net só por si. Procuro no contexto de masturbação. Vou ver o que há e escolho o que é mais agradável.” David, 17 anos, morador na zona de Lisboa, lembra-se de ter tido o primeiro contacto com a pornografia online aos 14, com amigos que foram a sua casa e lhe mostraram, no seu computador, onde encontrar. “Talvez tivesse visto pela primeira vez a passar canais na TV, mais ou menos na mesma altura. Os meus amigos já conheciam, eu nunca tinha andado à procura. Não me lembro de ter tido um impacto muito grande. Achei curioso, um pouco estranho. E fiquei surpreendido de ser tão fácil.” Filho de uma doméstica de 49 anos e de um gestor de 48, nunca mencionou o assunto aos pais. Nem sequer fala sobre isso com o irmão mais novo, de 14. “Tenho a certeza de que sabe da existência, mas não sei se vê diariamente.” Ele, que certifica consumir “uma média de quatro vezes por semana, e geralmente à noite”, faz uma pausa. “A pornografia é um tabu, não é algo de que se fale. Pelo contrário: é algo que se tenta manter em privado.”

Roberto, 19 anos, foi mais precoce. “Tinha uns 12, 13 anos quando comecei a usar mais a net. Acho que me dei conta através de publicidade não solicitada no mail e pop-ups [janelas que se abrem em determinados sites com links para outras páginas]. Fiquei um bocado espantado.” Também Roberto, que habita “no litoral Oeste”, não comentou o assunto com os pais. “Achava um bocado estranho falar sobre isto com os meus familiares e mesmo com os amigos. Mas não me admiraria se os meus colegas também vissem.” Sobre a influência que a pornografia teve em si, é franco. “Como nunca tinha tido relações sexuais, fiquei com uma imagem do que é. E acho que, sabendo separar o fictício do real, não há motivo para ser prejudicial, até é saudável. Aliás, quando penso em sexo e masturbação não recorro sistematicamente à pornografia.”

Confessando que ainda não teve sexo com alguém – “Nunca encontrei a pessoa certa, quero que isso aconteça quando estiver apaixonado.” -, Roberto não tem receio de que o consumo de pornografia lhe tenha de alguma forma “viciado” as expectativas. “Compreendo que haja a possibilidade de haver pessoas influenciadas pelo jogo de papéis que há na pornografia, os homens dominadores, as mulheres submissas, a ideia do sexo sem contexto, dos corpos como objetos, mas isso é para quem não consegue separar a realidade da ficção. Eu sei que a realidade é diferente, que aquilo é feito com atores.” Ainda assim, admite que pode ter sido algo influenciado pela forma como, naquele universo, as coisas se passam, até em termos do tipo de atos sexuais encenados: “Em certas coisas, sim. Mas deve haver partes em que é como ali e outras que não.”

Parece para já não haver estudos sobre consumo de pornografia por adolescentes em Portugal. O mais próximo será “Eu e a pornografia: a exposição de jovens adultos à pornografia e a sua sexualidade”, de Andreia Matias e Nuno Nodin (2004). Com base em informação recolhida junto de portugueses entre os 20 e os 30 anos, permitiu concluir que 40% deles tiveram o primeiro contacto – em TV e vídeos – entre os 8 e os 10 anos, 40% entre os 11 e os 13 e 20% entre os 14 e os 16. Na era da internet, porém, o acesso só pode ser ainda mais precoce e generalizado. E até sem querer.

Que o diga Ondina Freixo, 50 anos, professora de Biologia/Geologia do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira (Viseu). “Os miúdos têm acesso desde muito cedo, e em simples pesquisas, o mais inocentes possível, na net. Por exemplo, procuram “cenoura” e aparece-lhes uma imagem de uma mulher com a dita metida na vagina. Já vi suceder.” Mas apressa-se a certificar que não na escola: “Esse tipo de conteúdos, e até o Facebook, estão bloqueados na nossa escola, e acho muito bem. Mas uma vez quis mostrar um vídeo num contexto de educação sexual e não conseguia por causa desse bloqueio.” Ri-se. “Mas sabemos que eles acedem em casa ou noutros locais. Aliás, isto não é novo. Antes apanhávamos aos miúdos revistas porno, agora já não, para que hão de gastar dinheiro? É tudo grátis na net. E, claro, aos 13 ou 14 anos sabem coisas que, caramba, nós não imaginávamos na idade deles. Não podemos pôr a cabeça na areia. A nossa sexualidade foi diferente da dos nossos pais e a deles (miúdos) é completamente diferente da nossa. E já não existe aquela dicotomia cidade/interior. É a aldeia global.”

Esta professora, que trabalha numa escola onde há muito a educação sexual faz parte dos currículos e se criou, em conformidade com a legislação existente desde 1999, um gabinete de atendimento para os jovens na área da sexualidade, manifesta preocupação com alguns possíveis efeitos do acesso indiscriminado à pornografia, malgrado o reconhecimento de que a realidade é inelutável. Um é o de “não se usar nunca preservativo nesse tipo de situação” – “Os filmes porno são muito deseducativos”, comenta. Outro é o já referido “conhecimento” precoce de uma série de realidades ou práticas. Exemplifica: “No Dia Mundial da Sida cheguei à aula de Ciências do 8.º ano e disse: “Não vou falar de sida, vou responder às perguntas que vocês tenham. E uma miúda disse que queria fazer uma pergunta. E fez: “Uma rapariga quando faz um broche a um rapaz” – e ela usou mesmo esta palavra, se calhar nem conhece a expressão sexo oral – “e engole o esperma pode apanhar o vírus da sida?” Ficou tudo calado, nem um risinho, acho que estavam à espera de ver a minha reação. Confesso que sou atrevida e geralmente não me embaraço facilmente, mas fiquei a pensar como ia responder àquilo.” Respondeu corretamente, como depois confirmou junto de um médico. Mas registou que a rapariga em causa teria já experiência sexual, e nomeadamente a de sexo oral. “Com a idade dela, sabíamos lá o que isso era”, comenta.

E que acharia Ondina Freixo de, como defendeu recentemente um dos mais proeminentes sexólogos dinamarqueses, Christian Graugaard, as aulas de Educação Sexual incluírem visionamento de pornografia, para ajudar os estudantes a serem “consumidores conscientes e críticos, capazes de discernir a diferença entre aquilo que se vê nesse tipo de conteúdo e a realidade das relações que incluem sexo? “A minha proposta é discutir criticamente a pornografia com alunos dos 8.º e 9.º anos [a partir dos 15 anos, a idade legal do consentimento na Dinamarca – em Portugal é 14] como parte de uma estratégia didática sensata desenvolvida por professores treinados”, explicou este professor da Universidade de Aalborg ao jornal britânico The Guardian. “Sabemos pelos estudos feitos que a esmagadora maioria dos adolescentes [há inquéritos escandinavos que indicam que aos 16 anos 99% dos rapazes e 86% das raparigas já viram filmes porno] começou a ver pornografia muito cedo, portanto não se trata de lhes mostrar isso pela primeira vez. Devemos fortalecer a capacidade deles de distinguir entre a representação do corpo e do sexo na pornografia e nos media e a vida normal de um adolescente.” Ondina reflete: “Tudo o que tenha a ver com esclarecimento, contribuir para uma educação sexual melhor e uma vida mais saudável, sou a favor. Por esse motivo, faz-me sentido falar disso. Mas nunca mostrar imagens. Isso não. Tenho muito à-vontade com as minhas filhas, mas era incapaz de ver um filme desses com elas.”

Ana, uma lisboeta de 17 anos, tende a concordar. “No 9.º ano, que é aquela idade mais da adolescência, os rapazes falavam imenso disso, de pornografia. Riam, falavam das posições… Lembro-me de no 7.º ano ter começado a ouvi-los comentar e ficar espantada, não sabia nada.” Porquê essa diferença entre os rapazes e as raparigas? “Somos meninas, não é? Não temos tanta curiosidade, acho. E é aquela coisa do segredo, do mistério… E da vergonha, também. Quando os nossos amigos nos falavam daquilo percebiam com certeza que não percebíamos nada, que éramos completamente burras.”

Apesar de alertadas, ela e as amigas, garante, nunca foram ver. “Faço uma ideia do que é pornografia. Devo ter apanhado do ar, ou talvez ao passar canais na TV. Mas ver ver nunca vi, porque realmente estar a olhar para um ecrã onde estão duas pessoas a fazer algo que não me diz nada não é produtivo. Acho aquilo muito animalesco, não me parece muito positivo, é só sexo sem mais nada por trás. Banaliza imenso, acho.” Algo que, pensa, pode estar relacionado com haver rapazes “que têm namorada e andam com 30 outras raparigas. O que é o sexo para eles? É só aquilo?”

Dependência pouco frequente

A psicóloga Margarida Gaspar de Matos, professora na Universidade de Lisboa e coordenadora nacional dos estudos sobre comportamentos de saúde em jovens em idade escolar, no âmbito da Organização Mundial da Saúde, sorri. “Há quem defenda que o cérebro emocional só está desenvolvido aos 25 anos, que o melhor é proibir tudo. Mas eu acho que a sexualidade está muito mais natural agora do que no tempo dos nossos avós. Pôr os males todos na época contemporânea é uma coisa estranha.”

A recordação sobre a forma como tradicionalmente, até há poucas décadas, os rapazes eram “iniciados” no sexo, sendo levados a frequentar prostitutas, e as raparigas mantidas (idealmente) virgens “até ao casamento”, em rígida atribuição de papéis sexuais que conformavam as relações e as expectativas de forma muito mais artificial que a de hoje, permite colocar em perspetiva a atual polémica sobre o acesso precoce a imagens sexuais. “O frisson para ver uma fulana mais despida ou um tipo mais despido é natural, e não vale a pena fazer uma grande história com isso. Mas para quem nunca teve relações sexuais, a pornografia pode fixar uma bitola que não é real. As pessoas nas primeiras vezes estão sempre inseguras e pior ainda quando têm um modelo que não corresponde à realidade. Pode pensar-se que aquilo é que é sexo, que aquilo é que são pénis, que aquilo é que são corpos. E há a possibilidade de perda do que é “bonito” na descoberta e das fases do namoro e do envolvimento amoroso e do seu tempo e ritmo. O mais perigoso, porém, pode ser a formatação de modelos, o associar do sexo à violência e à desvalorização das mulheres.” E, claro, a possibilidade de desenvolvimento de comportamentos aditivos. Há casos reportados na literatura científica, mas, certifica o presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e um dos pioneiros da sexologia em Portugal, Luís Gamito, não é frequente surgirem na clínica, em Portugal, adolescentes com dependência da pornografia. “Só aparecem se houver uma situação crítica, se houver falência das outras dimensões da vida porque o jovem só consegue pensar naquilo, não tem tempo para as outras matérias. A dependência é isso, ter a mente inundada por pensamentos relacionados com a pornografia. Um dos sinais é fechar-se no quarto horas e horas, a família ter dificuldade em falar com ele.” Casos raros, segundo a literatura científica, e que Gamito associa a personalidades com tendência para dependências patológicas e perturbação obsessivo-compulsiva.

A pornografia, então, como o jogo, o álcool e outras substâncias passíveis de causar dependência, capaz de viciar quem seja de vícios: nem mais nem menos. David resume: “Sei que aquelas imagens influenciam a minha ideia do sexo, mas acho que o sexo vai muito para além daquilo. Consumo com uma disposição mental de prazer, não como se fosse aquilo a realidade.”

 

 

 

 

Afinal, como é que as mulheres engravidam?

Fevereiro 18, 2015 às 8:27 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Público de 15 de fevereiro de 2015.

Mais informações sobre o projeto de Zélia Anastácio e Cláudia Pinto no artigo:

Abordar a sexualidade no 1.º ciclo do ensino básico : as crianças também são capazes de discutir

Enric Vives-Rubio

Graça Barbosa Ribeiro

É possível falar sobre sexualidade com crianças do 1.º ciclo, que têm opiniões formadas sobre os mais diversos temas, embora algumas sejam surpreendentes. É o que mostra um estudo, que teve como objectivo perceber o que estas crianças sabem e o que têm necessidade de saber.

A necessidade de dar voz às crianças – “para saber o que já sabem e o que sentem necessidade de saber” – será um dos temas a abordar no congresso de Educação Sexual, a promover pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho, a 26 e 27 de Março. A apresentação de uma intervenção feita na Escola da Ponte, com crianças do 1.º ciclo, contribui para combater eventuais receios dos professores em relação à naturalidade com que as crianças falam sobre sexo.

“Sabem como é que as mulheres engravidam?”, pergunta a orientadora. Clara grita: “Eu sei!” e a autora do estudo, Cláudia Pinto incentiva: “A Clara disse logo ‘eu sei’, está muito bem informada!”

“Os pais levam uma carta à igreja e depois Jesus responde se podem ou não engravidar”, continua a menina de seis anos. Luís, também no 1.º ano de escolaridade, está convencido de que a resposta está errada e corrige: “A mulher tem que ir ao hospital e o médico põe uma semente na barriga para ela engravidar.” Paulo concorda com Clara, mas Luísa tem uma opinião diferente: “A minha mamã é que explicou como ficou grávida! Tem a pera e o papá põe a semente na pera”. E depois acrescenta: “Mas a mãe não explicou mais.”

Os nomes foram alterados, mas o diálogo é reproduzido no relatório de 2012 sobre o projecto desenvolvido por Cláudia Pinto e Zélia Anastácio, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, que abrangeu um grupo heterógeno (dos pontos de vista sociocultural, socioeconómico e socio afectivo) de 22 crianças – dez meninas e doze meninos, com idades entres entre os seis e os 11 anos, da Escola da Ponte, no distrito do Porto.

As crianças citadas pertenciam a um grupo homogéneo quanto à idade e ano escolar, mas houve mais três grupos de discussão: dois só de raparigas ou apenas de rapazes, respectivamente, mas em ambos os casos de idades e anos de escolaridade diversos; e um último heterogéneo quanto ao sexo, idade e ano de escolaridade.

Num dos outros grupos, e ainda sobre o mesmo tema, uma das meninas do 4.º ano, que já tinha abordado a matéria na escola, explicou a gravidez referindo-se ao “óvulo”, que é “o que a mulher tem”, e ao “espermatozóide, uma coisa muito pequenina que não se vê”: “E quando se faz sexo… se o pénis e a vagina se juntarem, o espermatozóide passa para a vagina e entra no óvulo e a partir daí forma-se um novo ser.”

Modelos e estereótipos

No estudo são analisadas as perspectivas das crianças em relação a outros temas. Foi possível concluir que “os estereótipos de género” existem nesta fase, de uma forma generalizada, com rapazes e raparigas de todas as idades e de contextos familiares, sociais, culturais e económicos muito distintos, a afirmar, por exemplo, que “a mulher tem que fazer o comer e o homem tem que descansar” ou que “o homem tem que trabalhar para sustentar a família e a mulher tem que ficar em casa para tomar conta dos filhos”.

Este quadro é explicado pelas investigadoras Zélia Anastácio e Cláudia Pinto com o facto de “as crianças se confrontarem desde cedo com modelos que oprimem a liberdade do outro, prevalecendo (na maioria dos casos) a hegemonia masculina e a sujeição feminina”. Esta situação, dizem, resulta das aprendizagens no âmbito familiar e escolar, às quais se somam programas e séries televisivas e a publicidade, por exemplo.

A tendência de reprodução de estereótipos mantém-se em relação às aspirações profissionais. Da lista do que as meninas querem “ser” em adultas fazem parte “farmacêutica”, “professora”, “cabeleireira”, “fotógrafa”, “cantora”, “dançarina”, “actriz”, “manequim”, “maquilhadora”, “médica” ou “historiadora”. Os rapazes desejam carreiras essencialmente relacionadas com o desporto (“futebolista”  e “voleibolista”), mas há quem queira ser “pintor”, “designer”, “trolha”, “educador infantil”, “super-herói” ou simplesmente “famoso e importante”.

Homossexuais não podem constituir família

Verificou-se também que todas as crianças concordam que um casal heterossexual pode constituir uma família. Mas que muitas – mais de metade – discordam que o mesmo se passe com os homossexuais. Sustentam esta opinião dizendo que os casais homossexuais não se podem reproduzir entre si, e, para além disso, não partilham ligações sanguíneas.

Este tema é um bom exemplo, refere a investigadora Zélia Anastácio, daqueles que normalmente criam desconforto aos docentes que alegam não se sentirem no direito de impor às crianças perspectivas que não se enquadram nas transmitidas pelas famílias. “O objectivo não é esse, claro. É proporcionar a discussão, a reflexão, o pensamento crítico e promover a capacidade de fazer opções conscientes e fundamentadas”, afirma.

Zélia Anastácio sublinha ainda que, desde que sejam previamente informados do trabalho a desenvolver, os pais normalmente não só aceitam as actividades relacionadas com a Educação Sexual como ficam aliviados. “Depois de receberem formação, os próprios professores costumam afirmar que têm mais facilidade em conversar sobre estes temas com os seus alunos do que com os próprios filhos”, comenta.

Com quem falar sobre sexualidade?

Quando a orientadora perguntou nos vários grupos de discussão com quem falavam ou como se informavam quando tinham dúvidas sobre os diferentes assuntos que tinham debatido, ouviu falar nos pais, nos irmãos, nos amigos, na televisão e nos livros. No entanto, 65% das crianças responderam dizendo que não conversavam com quem quer que fosse sobre questões relacionadas com a sexualidade. Os motivos apresentados para essa falta de diálogo foram vários, desde a timidez à ausência de receptividade por parte dos pais e de outros familiares.

Zélia Anastácio faz notar, a propósito, que “há uma moral inibitória que muitas vezes é imposta às crianças a partir do momento em que estas começam a fazer perguntas,  às vezes aos 3, 4 anos”. “Quando não respondem, quando fazem de conta que não ouvem, desviam a conversa ou dizem que mais tarde explicam, os pais estão a transmitir uma informação muito clara e que as crianças percebem perfeitamente – a de que abordaram um assunto sobre o qual não podem falar à vontade”, diz.

Esta investigadora referiu que o estudo em causa, por ser qualitativo, feito numa escola com algumas particularidades e com uma amostra pequena “não pode ser generalizado”, mas frisou que as conclusões coincidem com as de outros trabalhos realizados anteriormente.

 

 

Sessão Informativa “Sexualidade para Jovens” na Casa da Juventude de Odivelas

Novembro 10, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Largo da Memória, n.º 1, 2675-407 Odivelas (junto ao memorial do cruzeiro)

juventude@cm-odivelas.pt

219 320 480

Horário de Funcionamento: dias úteis, 10h00 às 12h30 e das 13h00 às 17h30

https://www.facebook.com/Casajuventudeodivelas?fref=ts

Jovens dos 13 aos 35 anos. Workshops, exposições, formação, internet gratuíta, sala de estudo.

Ação de Formação “Jovens, Sexualidade e Riscos”

Junho 23, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A APF Alentejo vai dinamizar a Ação de Formação “Jovens, Sexualidade e Riscos”, que se realizará entre dia 2 e 16 de julho, no Auditório do Centro de Saúde de Portalegre, dirigida a Profissionais de Saúde.
Inscreva-se através do email: espacoapf@sapo.pt até dia 27 de junho.

Encontro Científico “Sexualidades e Diversidade na Sociedade Contemporânea”

Maio 26, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Encontro Científico “Sexualidades e Diversidade na Sociedade Contemporânea”
7 de Junho de 2014

Escola Superior de Educação do Porto, entre as 09h30 e as 17h30

Mais informações: http://encontrocientifico.wix.com/encontro-cientifico

Seminário Saúde e Violência – Namoro

Abril 25, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações aqui

As inscrições devem ser enviadas para: geral@ahme.com.pt até ao dia 5 de maio.

Ficha Inscrição Norte

II Encontro da CPCJ da Povoação Adolescência no Século XXI

Janeiro 22, 2014 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição até o dia 27 de janeiro de 2014

programa e inscrições aqui

Seminário Nacional de Educação Sexual 2012

Agosto 28, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Workshop Emoções e Intimidade na Sexualidade adolescente

Julho 6, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Uncategorized | Deixe um comentário
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Ficha de Inscrição 

 

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