Divulgação de Estudo sobre consultas de rotina das crianças – questionário online a pais/mães de crianças com 2-6 anos de idade

Maio 24, 2017 às 6:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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O Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa está a realizar um estudo sobre as consultas de rotina das crianças, que acontecem habitualmente nos Centros de Saúde/Unidades de Saúde Familiar (USF) ou em serviços de saúde privados (ex. pediatras particulares). Pretende conhecer a experiência dos cuidadores nessas consultas e sobretudo o seguimento dos conselhos que são dados nas mesmas.

Convidamos os pais ou mães de crianças com idades entre os 2 e os 6 anos, e que costumam ir com elas às consultas de rotina, a preencherem um breve questionário online (+/- 15 minutos). Caso tenha mais do que um filho com a idade indicada, considere o que for mais velho. Não existem respostas certas nem erradas, e a sua opinião pessoal e sincera é muito importante para nós.

A sua participação no estudo é livre e voluntária, podendo interrompê-la a qualquer momento, caso sinta vontade de o fazer. Os dados recolhidos são anónimos e confidenciais, e serão utilizados apenas para fins de investigação.

Ao completar todas (ou quase todas) as perguntas do questionário, habilita-se a ganhar um dos vouchers Sonae de 25 euros que serão sorteados.

Para aceder ao questionário, por favor clique AQUI 

(https://iscteiul.co1.qualtrics.com/SE/?SID=SV_5nArVjrfRRn0krb)

Porque necessitamos do maior número de participantes possível, pedimos-lhe ainda o favor de reencaminhar este email para a sua rede social.

Muito obrigada pela sua colaboração. Para mais informações sobre este estudo poderá contactar a investigadora Susana Mourão (email: Susana_Sofia_Mourao@iscte.pt).

 

 

Abandono de crianças em casa é “injustificável”

Janeiro 3, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de Dezembro de 2013.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco: Relatório 2012

Lusa

Caso de menino de três anos deixado sozinho em casa no Porto foi denunciado por vizinhos.

O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Armando Leandro, considera “lamentáveis” e “injustificáveis” os casos de crianças deixadas sozinhas em casa, como o que aconteceu este fim-de-semana no Porto.

Na madrugada de sábado, um menino de três anos foi retirado de casa pela PSP, por se encontrar sozinho. A criança foi internada numa instituição da Segurança Social.

“São casos lamentáveis e injustificáveis, sejam quais forem a situação das famílias”, porque há instituições que podem auxiliar nestas situações, disse Armando Leandro à Lusa. Ressalvando que não conhece as circunstâncias deste caso, o presidente da instituição que presta apoio a jovens e crianças em risco afirmou que uma criança “nunca pode ser deixada neste estado de abandono” e, por isso, o Estado e a sociedade têm de intervir nestas situações.

Para o presidente da comissão de protecção, “a polícia actuou muito bem” ao retirar a criança de casa, após denúncias dos vizinhos a dizerem que o menino, que faz quatro anos em Janeiro, teria sido deixado sozinho num apartamento na Praça da Corujeira, em Campanhã.

“É bom que as pessoas compreendam que isto é injustificável e que os direitos das crianças têm de ser respeitados”, considerou, sublinhando que “quando há dificuldades, as famílias devem recorrer às instituições públicas e particulares, que têm a obrigação de dar resposta a situações deste género”.

O menino foi entregue aos cuidados de uma instituição da Segurança Social, disse a PSP, que não conseguiu contactar a mãe ou qualquer outro familiar da criança. “Conforme previsto na lei de protecção de crianças e jovens em perigo retirámos a criança e colocámo-la numa instituição”, disse uma fonte policial.

Crise não justifica
Armando Leandro explicou à Lusa que o tribunal terá de “resolver de urgência” esta situação. Tem de estudar o caso de “forma rápida” para garantir o afastamento da criança de uma situação de perigo e “a superação das consequências desta situação”.

Questionado sobre se a crise pode potenciar estes casos, Armando Leandro afirmou que “em princípio” pode, “mas nada o justifica”. “As dificuldades não podem justificar que uma criança fique sozinha em casa”, sustentou.

Armando Leandro reiterou que as famílias, a sociedade, as instituições públicas e particulares têm de interiorizar que “estas situações são inadmissíveis e têm de estar preparadas” para as prevenir.

Perto de 7000 crianças e jovens em risco foram sinalizadas em 2012 pelos serviços de saúde, um aumento de 25% face a 2011 e de quase 100% face a 2010, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

Segundo o documento elaborado pela Comissão de Acompanhamento da “Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco”, a principal forma de mau trato sinalizado foi a “negligência” (67%), em linha com o verificado em anos anteriores. Entre 2008 e 2012 o número de casos registou uma tendência de crescimento, num total de 24.169, com um valor médio anual de 4847 casos.

Armando Leandro admite que esta tendência de crescimento poderá evidenciar um efectivo aumento de maus tratos a crianças e jovens, a que “não será alheio o contexto de crise global”, mas também uma maior capacidade de detecção destas situações pelos serviços de saúde e o desenvolvimento de “formas mais concertadas de cooperação e intervenção”.

Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco : Relatório 2012

Outubro 29, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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dgs

Descarregar o relatório Aqui

De uma forma genérica, poder-se-á afirmar que, em 2012, a Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco (ASCJR), criada pelo Despacho da Ministra da Saúde n.º 31292/2008, de 5 de Dezembro, desenvolveu-se na continuidade do que acontecera em anos anteriores.

Tal significa que, de um modo gradual, a nível das Administrações Regionais de Saúde, dos Agrupamentos de Centros de Saúde, dos Hospitais e das Unidades Locais de Saúde, a intervenção junto das crianças e dos jovens em risco foi objeto de atenção crescente por parte dos profissionais de saúde.

Essa evolução encontra-se expressa não apenas no aumento da casuística registada, mas também do número de iniciativas tomadas pelas equipas a nível regional e local, quer sob o ponto de vista da sensibilização, tanto dos profissionais como da população utente, quer ainda do da organização e da participação em iniciativas de caráter formativo, técnico e científico que foram realizadas a propósito do tema.

No que se refere à dinâmica da Rede de Núcleos da ASCJR, é de assinalar a existência de avanços e de recuos no processo, de acordo com as informações fornecidas pelas Coordenações Regionais da ASCJR.

Por um lado, resultado da continuada evolução da orgânica e do modo de intervenção do Serviço Nacional de Saúde (SNS), face à necessidade sentida  pelas equipas de melhor rentabilizarem as potencialidades deste modelo de intervenção, assistiu-se, em 2012, à constituição de novos Núcleos, nomeadamente, em diversos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

Por outro lado, em alguns casos, fruto de contingências já amplamente referidas em relatórios anteriores (ver, a este propósito, o relatório referente a 2011), o processo da gestão de recursos humanos veio condicionar a desafetação de profissionais das equipas constituintes dos Núcleos, com a consequente limitação da ação das mesmas.

Acresce, também, como forma de ultrapassar os constrangimentos causados pela exígua disponibilidade dos profissionais, o facto de ter sido reformulado o modelo de funcionamento dos Núcleos em alguns ACES, verificando-se fusões, partilha de recursos e outras formas de colaboração alternativas entre estes e as diferentes unidades do Agrupamento.

Saliente-se também que, no decurso do ano de 2012, não só a Comissão de Acompanhamento como as Coordenações Regionais da Ação passaram a estar envolvidas no processo de revisão do Programa-tipo em Saúde Infantil e Juvenil, permitindo uma ampla base de reflexão e de elaboração de contributos sobre a matéria “crianças e jovens em risco”, a qual veio a ganhar um assinalável destaque no novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ), em vigor desde Junho de 2013.

A par deste contributo para o PNSIJ, através da Equipa de Análise da Ação, foi possível, também, atuar no processo de adaptação dos principais programas informáticos em uso no SNS – SAM e SAPE – ao novo PNSIJ e, por via disso, assegurar recursos de suporte informático à intervenção na área das crianças e jovens em risco. Tal facto veio permitir, se bem que através de um mecanismo alternativo à inicialmente prevista ferramenta informática de apoio à ASCJR, criar as condições para assegurar um suporte de informação útil na matéria, quer sob o ponto de vista da gestão dos casos, quer na perspetiva da informação casuística e epidemiológica.

Disparou o número de crianças e jovens em risco sinalizados pelos serviços de saúde

Outubro 29, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Publico de 16 de Outubro de 2013.

Paulo Pimenta

Romana Borja-Santos

Relatório da Direcção-Geral da Saúde fala em aumento de 25% em 2012. A negligência continua a ser o motivo mais comum.

Foram 6815 os casos de crianças e jovens em risco que mereceram a atenção dos serviços de saúde e que foram sinalizados às autoridades competentes em 2012, o que representa um crescimento de 25% em relação ao ano anterior, indicam os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS). A negligência continua a ser o motivo mais comum.

O relatório da Comissão de Acompanhamento da Acção de Saúde para Crianças e Jovens em Risco, que a DGS acaba de divulgar, considera que “esta tendência de crescimento poderá reflectir um efectivo número aumentado de situações que envolvem suspeita ou perpetração efectiva de maus tratos a crianças e jovens – fenómeno ao qual, sendo verdadeiro, não será alheio o contexto de crise global que as comunidades enfrentam nos últimos anos”.

Porém, a comissão entende também que “tanto a maior sensibilização e capacidade de detecção de contextos e sinais de risco ou de perigo, por parte das equipas e dos serviços de saúde, como o desenvolvimento de formas mais concertadas de cooperação e de intervenção têm contribuído para este panorama, de uma forma assinalável”.

Desde 2008 até 2012 foram reportados um total de mais de 24 mil casos, o que dá uma média anual de quase cinco mil crianças ou jovens. No que diz respeito aos motivos que levaram os serviços de saúde a reportar os maus tratos, à semelhança dos anos anteriores, a negligência domina com 67%.

O número de casos identificados como “outros” teve também um crescimento significativo para 9% (em 2011 eram 3%). Os maus tratos psicológicos representaram 12% das queixas, os físicos 7% e os abusos sexuais 5% – percentagens em linha com os anos anteriores.

Acções dificultadas por razões financeiras
Quanto à forma como os casos foram tratados, os sinalizados a outras instituições representam 47% do total, o que “parece apontar para um aumento na capacidade própria de gestão dos casos por parte dos serviços de saúde onde se processa a sinalização”. Já dentro dos que foram encaminhados, 39% foram para as comissões de Protecção de Crianças e Jovens, 12% para o Ministério Público/Tribunais e 49% para as chamadas “instituições de primeira linha”.

No relatório, a DGS assume que os constrangimentos financeiros tiveram alguns reflexos no trabalho das equipas e dificultaram algumas acções, mas diz acreditar que o Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, em vigor desde Junho de 2013, traz benefícios em termos de organização e uniformização das práticas nacionais.

O documento da DGS é conhecido um dia depois de ter sido divulgado um relatório da Unicef Portugal que revelava que pelo menos 500 mil crianças e jovens perderam o direito ao abono de família entre 2009 e 2012, e muitas outras viram o seu valor ser reduzido. Esta medida, juntamente com a política de austeridade, está a fazer aumentar a taxa de risco de pobreza entre as crianças portuguesas e o número de pedidos de ajuda registou um “aumento sem precedentes”.

O trabalho foi feito a partir dos contributos de várias organizações não-governamentais, como a Associação para a Promoção da Segurança Infantil, a Caritas Portuguesa e a Confederação Nacional de Acção sobre Trabalho Infantil, e dizia que, em 2011, a taxa de pobreza entre crianças subiu para 28,6%, pelo que volvidos quase dois anos poderá estar ainda mais alta.

 

 


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