No Alentejo bebe-se e fuma-se mais, no Algarve os jovens preferem a cannabis

Junho 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Público de 2 de junho de 2016.fernando Veludo

Natália Faria

Inquérito feito a mais de 70 mil jovens que completaram 18 anos em 2015 espelha variações regionais nos consumos aditivos.

Os jovens do Alentejo consomem mais álcool e tabaco, enquanto os residentes no Algarve recorrem mais a substâncias como a cannabis e os dos Açores aos tranquilizantes e sedativos sem prescrição médica.

Estas variações regionais estão espelhadas no estudo Comportamentos Aditivos aos 18 Anos, que é apresentado nesta quinta-feira pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

O inquérito a 70.646 jovens que completaram 18 anos em 2015 apontou a embriaguez ligeira como o comportamento de maior nocividade mais declarado nos 12 meses anteriores ao dia do inquérito, que coincidiu com o Dia da Defesa Nacional: 63% declararam ter-se embriagado ligeiramente, 47% assumiram o comportamento binge (consumo esporádico excessivo) e 30% declararam ter-se embriagado severamente.

O álcool surgiu como a substância mais consumida entre os jovens. Seguiram-se o tabaco, as drogas ilícitas e os tranquilizantes ou sedativos sem prescrição médica; em linha, de resto, com as conclusões dos estudos mais recentes sobre consumos entre jovens.

O último destes estudos, apresentado em Março também pelo SICAD, e elaborado a partir dos inquéritos a 18 mil alunos entre os 13 e os 18 anos, mostrava que os consumos de álcool, tabaco e drogas estavam em queda, comparativamente a 2011. Em todos os grupos etários, à excepção dos 18 anos.

A crise foi então aventada como possível explicação, mas, como admitiu na altura a responsável pela análise, Fernanda Feijão, “se fosse só a crise, os de 18 anos também estariam a beber menos”.

As dificuldades levantadas pela lei do álcool (que, em 2013, interditou a venda de bebidas espirituosas a menores de 18 anos e de cerveja e vinho a menores de 16 anos, e que, entretanto, foi alterada no sentido de alargar a interdição de venda de todos os tipos de álcool a menores) foram outra das hipóteses admitidas como explicação para a diminuição dos consumos.

Metade fuma

Como os jovens de 18 anos ficaram de fora desta tendência (e também porque a amostra deste estudo abarca jovens que já deixaram a escola e começaram a trabalhar, dispondo, por isso, de mais dinheiro), os consumos atingem neste estudo percentagens mais elevadas. Nos 30 dias anteriores ao inquérito, 65% dos jovens declararam ter consumido álcool, 43% tabaco, 15% substâncias ilícitas e 3% tranquilizantes ou sedativos.

Entre as drogas ilícitas, a cannabis é, de longe, a substância mais consumida (15%), o que confirma as conclusões do Relatório Europeu sobre Drogas apresentado na terça-feira e que aponta para um aumento no consumo desta substância na generalidade dos 28 países da União Europeia. O tabaco é, porém, de todas as substâncias psicoactivas analisadas, aquela de consumo mais frequente: perto de metade (47%) dos consumidores tem um consumo tabágico diário ou quase diário. O álcool, ao contrário, destaca-se como a substância com menor percentagem de consumo diário ou quase diário (14%).

Quando a pergunta era se alguma vez tinha experimentado qualquer uma daquelas substâncias, 88% dos jovens responderam “sim” para o álcool, 62% para o tabaco, 31% para as substâncias ilícitas e 7% para os tranquilizantes ou sedativos.

Curiosamente, apenas uma minoria declarou ter tido problemas no ano anterior ao inquérito decorrentes daqueles consumos. Entre os que reportaram algum tipo de problema, o consumo do álcool apareceu mais associado a questões relacionadas com a condução sob embriaguez, a actos de violência ou conduta desordeira e a relações sexuais desprotegidas. Já o consumo de drogas ilícitas surgiu mais associado a problemas financeiros, condutas em casa ou a quebras no rendimento na escola ou no trabalho.

mais informações no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=105&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

 

Metade dos jovens admite fumar

Junho 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 3 de junho de 2016.

mais informações sobre o estudo citado na notícia no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=105&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

clicar na imagem

metade

Quase metade dos jovens em centros educativos cometeram os crimes por diversão

Março 25, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 18 de março de 2016.

O inquérito citado na notícia é o seguinte:

Inquérito sobre comportamentos aditivos em jovens internados em Centros Educativos 2015

Lusa

Quase metade dos jovens internados em Centros Educativos cometeram os crimes que os levaram ao internamento por pura diversão, sendo que a maioria consumia álcool ou drogas, segundo um estudo sobre o comportamento aditivo destes jovens e a criminalidade.

O inquérito sobre comportamentos aditivos de jovens internados nos seis centros educativos do país é um projeto desenvolvido pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) em parceria com a Direção-Geral de reinserção e Serviços Prisionais.

Segundo o estudo, os principais crimes pelos quais os jovens cumprem a medida são o roubo, o furto e a ofensa à integridade física, sendo que a maioria (65%) cometeu pelo menos parte dos crimes sob o efeito de álcool ou drogas: 34% estiveram por vezes alcoolizados, 8% sempre e 45% estiveram por vezes sob o efeito de drogas, 15% sempre.

Quanto à motivação que os levou à prática dos crimes, 40% dos jovens referiram ter sido pela diversão ou adrenalina, 66% para a obtenção de dinheiro ou bens e 33% por causa das substâncias psicoativas (19% porque estavam sob o efeito de drogas ou álcool, 24% para conseguir comprar aquelas substâncias e 4% porque estavam a ressacar).

Os amigos têm alguma influência nestes comportamentos, já que 21% destes jovens admitem que roubam frequentemente quando estão na sua companhia e 11% fazem-no sempre.

O estudo caracterizou também os jovens quanto a fatores de risco para uso e abuso de álcool e drogas e criminalidade, revelando que a maioria viveu ruturas e transições na sua vida, como alterações na estrutura familiar, mudanças frequentes de casa ou de escola.

Antes do internamento os jovens já tinham chumbado, quase todos (95%) costumavam faltar às aulas, 86% já tinham sido suspensos ou expulsos, 70% não gostavam da escola e 16% consideravam que não tinha utilidade.

Quanto à esfera pessoal e familiar, a maioria (56%) admitiu recorrer a estas substâncias para lidar com situações difíceis, 28% identificaram um ou mais familiares próximos que se costumavam embriagar e 25% tinham elementos da família que consumiam drogas.

Relativamente à aceitação por parte da família destes comportamentos, um quarto dos jovens refere que os familiares próximos aceitam o seu eventual consumo de cannabis e 21% revelam que é aceite a embriaguez.

No que diz respeito às práticas de jogo, no último ano 83% dos jovens jogaram jogos eletrónicos sem dinheiro envolvido, mas 33% jogaram a dinheiro, não sendo esta prática permitida no Centro Educativo.

Os jogos praticados a dinheiro com mais frequência são os de cartas ou dados e os de apostas, de um modo geral no máximo uma vez por semana e envolvendo quantias inferiores a 10 euros.

O estudo indica ainda que um quinto dos jovens já teve problemas relacionados com o jogo, sobretudo envolvendo atos de violência (13%), sendo mais comuns nos jogadores a dinheiro.

O jogo sem dinheiro envolvido é permitido nos centros mediante o cumprimento de objetivos pedagógicos e em horários restritos.

No âmbito do relacionamento dos jovens com o centro educativo em que estão internados, mais de metade (57%) gosta da escola que frequenta atualmente, contra 30% que preferiam a escola anterior, e perspetivam-na como útil para aprender ou vir a ter um emprego.

Mais de metade dos jovens assume pretender mudar de vida após o internamento: 85% quanto à prática de crimes, 75% quanto ao consumo de álcool, 67% quanto ao consumo de drogas e 66% quanto ao jogo.

 

 

Embriagados 20 ou mais vezes. E apenas com 13 anos

Março 18, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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ng6112756GONÇALO VILLAVERDE / GLOBAL IMAGENS

 

“Chocam-me estes valores em crianças. As raparigas estão a ultrapassar os rapazes”

Lugares preferidos: Bairro Alto e Santos, onde param mais jovens e não é preciso estar num espaço fechado. Marta e Pedro (nomes fictícios) têm 16 anos. Mas a primeira vez que experimentaram uma bebida tinham 14. Para ambos a estreia foi com vodka. Estavam com amigos e não quiseram ficar para trás. Pedro conta que nos dois anos seguintes era hábito ele e os amigos comprarem umas garrafas e ficar a beber. “Não ficávamos mal, talvez um pouco tocados”, conta. Já ela, gostava de shots “de tequila e absinto. Bebia três ou quatro e depois vomitava. Na altura não pensava que podia ser perigoso, agora sim”, referindo que com a nova Lei do Álcool, que penaliza a venda a menores de 18 anos, se tornou mais difícil.

Segundo o “Estudo sobre os Consumos de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências-2015″, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), apresentado ontem, cerca de 30% dos jovens com 13 anos já beberam pelo menos uma vez na vida. Os valores sobem para dois em cada dez jovens desta idade quando se fala de consumos nos últimos 12 meses antes do estudo, que inquiriu cerca de 18 mil estudantes entre abril e maio de 2015 e que tem representatividade nacional.

Apesar do consumo ter descido em relação a estudos anteriores, os valores são preocupantes. Segundo Fernanda Feijão, autora do estudo, 5% dos alunos com 13 anos já se embriagaram uma vez na vida, o que representa perto de cinco mil. Nos últimos 12 meses a percentagem é 3% (cerca de três mil) e nos últimos 30 dias antes do estudo é de 1,6% (cerca de 1600 alunos). O que é embriaguez? Cambalear, dificuldade em falar, vomitar, não se recordar do que aconteceu. O estudo quis saber também quantas vezes se embriagaram estes jovens nos últimos 30 dias. As percentagens são pequenas nos 13 anos, mas devem ser tidas em conta: 0,2% (cerca de 200 alunos) disse terem ficado embriagado 20 ou mais vezes.

Fernanda Feijão considera que “são percentagens muito importantes porque são substâncias que causam danos à saúde”. E deixa um alerta: “Não é só a escola, os pais também devem estar muito atentos e chamar a atenção para os riscos que podem existir como violação, acidentes, efeitos no organismo, danos sociais com bullying ou publicações na internet”.

No Binge Drinking (consumo de cinco ou mais doses numa só ocasião), 3,6% dos jovens com 13 anos já o fizeram – nos 30 dias antes do estudo – e as raparigas são as que fazem mais. Quanto a bebidas, elas preferem as misturas e as bebidas destiladas, cada vez mais consumidas de uma forma geral. “Chocam-me estes valores em crianças. As raparigas estão a ultrapassar os rapazes. A igualdade não vem por ai. O que parece mais significativo é que é mais fácil atingir um grau de embriaguez com as bebidas espirituosas. O aumento das bebidas espirituosas acontece muito à custa das raparigas”, diz Manuel Cardoso, vice-presidente do SICAD.

15% toma tranquilizantes

O estudo refere que 15% dos jovens entre os 13 e os 18 anos já tomou tranquilizantes e sedativos pelo menos uma vez na vida. Mas os valores são muito diferentes entre rapazes e raparigas: 10% para eles e 19% para elas. A maioria dos medicamentos são com prescrição médica. “Isto significa uma em cada cinco raparigas. Temos uma percentagem muito elevada e por norma neste indicador estamos a acima da média europeia. Devemos perceber como é que há uma percentagem tão elevada de raparigas a precisar de medicamentos”, afirma Fernanda Feijão.

Manuel Cardoso reforça que “é um valor muitíssimo alto” e que esta “é uma questão tem de ser estudada”. O responsável salienta que é a primeira abordagem ao tema e que não consegue encontrar uma explicação para valores tão altos. “São consumos fundamentalmente prescritos. Em termos globais temos consumos de sedativos muito elevados”, refere.

Quanto a drogas, as prevalências têm descido, à exceção dos 18 anos idade em que aumentou a experimentação. A cannabis é a mais consumida (17% em jovens entre os 13 e os 18 anos). As outras drogas, como ecstasy, anfetaminas ou cocaína “têm hoje um uso muito residual, com consumos a variar entre os 2% e os 3%”, referiu Fernanda Feijão.

Diário de Notícias, 7 de março de 2016

Quando se fala de álcool, droga e tabaco não há diferenças de género

Março 17, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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O estudo destaca que tendem a desaparecer as diferenças de consumos conforme o género, mas que actualmente são mais as raparigas com consumos de bebidas destiladas.

Nos últimos quatro anos, os jovens entre os 13 e os 16 anos diminuíram o consumo de álcool, tabaco e droga, mas entre os 17 e os 18 anos há uma tendência para estabilizar ou mesmo aumentar os consumos. No entanto, estas reduções permitiram a Portugal alcançar em 2015 a meta definida para a redução do consumo de droga e ultrapassar as definidas para o álcool e tabaco, em 2016.

As conclusões constam do Estudo sobre Consumos de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências — 2015 (ECADT-CAD), do SICAD, que fazem parte de um projecto europeu, mas numa versão mais alargada, e que foi apresentado esta quarta-feira. Os resultados deste estudo, que avaliou os consumos de populações escolares entre os 13 e os 18 anos em 2015, permitem “caracterizar situações que emergem ou que reforçam algumas tendências que o anterior estudo (2011) já antevia”.

Assim, no ano passado continuava a existir “acentuada progressão dos níveis de consumo ao longo das idades para o consumo de substâncias”, sendo que as percentagens de adolescentes com elevadas frequências de consumo de substâncias (como embriaguez ou “binge drinking”) “continuam muito elevadas e portanto passíveis de causar danos reais”.

O estudo destaca que tendem a desaparecer as diferenças de consumos conforme o género, mas que actualmente são mais as raparigas com consumos actuais (últimos 30 dias) de bebidas destiladas (13 e 14 anos), com situação de embriaguez (aos 13 anos) e com consumo de tabaco (13 e 16 anos). Além disso, no caso dos medicamentos, as raparigas continuam a apresentar uma prevalência ao longo da vida maior do que os rapazes.

Quanto à internet, é usada pela maioria dos adolescentes, sobretudo redes sociais, downloads/streaming e pesquisa de informação, sendo o jogo (“gaming”) maioritariamente associado aos rapazes e com maior prevalência aos 14 anos.

Avaliando a evolução entre 2011 e 2015, conclui-se que as prevalências de consumo de álcool diminuíram para quase todos os grupos etários, com excepção dos 17 e 18 anos em que há estabilidade quanto à experimentação e consumos recentes. No que respeita à embriaguez, há também diminuição de prevalência em todos os grupos etários, com excepção dos 18 anos em que há estabilidade.

Segundo o estudo, no âmbito dos consumos actuais, verificou-se uma diminuição das prevalências de consumo de cerveja e de bebidas destiladas em todas as idades. O consumo do vinho estabilizou nos 13, 14 e 16 anos e aumentou nos 15, 17 e 18 anos, enquanto os “alcopops” diminuíram nos 13 e 14 anos, estabilizaram nos 15 anos e aumentaram dos 16 aos 18 anos.

As prevalências de consumo de tabaco também diminuíram entre os jovens dos 13 aos 17 anos, e estabilizaram nos 18 anos. Quanto ao consumo de droga, a tendência global de experimentação diminuiu entre os 14 e os 16 anos, estabilizou nos 17 e aumentou nos 18 anos.

A droga mais consumida, a cannabis, foi menos consumida entre os 14 e os 16 anos, não teve alterações de consumo nos 13, 15 e 17 anos e aumentou aos 18 anos. No que respeita a drogas mais pesadas — alucinogénios, cocaína e heroína —, no geral, o seu consumo diminuiu entre os 14 e os 17 anos, verificando-se uma estabilização do consumo na faixa etária mais jovem — 13 anos. As anfetaminas foram menos consumidas pelos alunos de 14 e 16 anos, mas estabilizaram no consumo de jovens com 13, 15, 17 e 18 anos.

Público, em 3 de março de 2016

Formação no âmbito da abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com comportamentos aditivos e dependências

Fevereiro 24, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Data limite para a receção de Inscrições: 09 de março de 2016

Compete ao SICAD Promover a formação no domínio das substâncias psicoativas, dos comportamentos aditivos e das dependências, capacitando os profissionais para prestar apoio especializado aos cidadãos e às comunidades, no âmbito das dependências com e sem substâncias.

Os ganhos em saúde conseguem-se por via da qualificação dos profissionais e das abordagens, da melhoria dos níveis de conhecimento e da cooperação entre os stakeholders, aumentando a eficácia das respostas disponíveis, normalizadas e harmonizadas.

A existência de famílias com um ou mais dos seus membros com comportamentos aditivos e dependências evidencia situações em que os fatores de risco para os comportamentos aditivos assumem um peso mais significativo do que os do equilíbrio. Deste facto resulta que nem sempre a estruturação familiar se dá de forma a propiciar o ambiente maturativo mais harmónico, o que determina riscos acrescidos para o desenvolvimento dos seus membros, nomeadamente os mais vulneráveis – as crianças e jovens.

A importância dos fenómenos que ocorrem na família para a estruturação dos trajetos evolutivos das crianças e jovens, e das múltiplas questões que suscita a ocorrência de CAD neste contexto, determina a relevância da capacitação específica dos profissionais que intervêm neste âmbito, de forma a permitir o estabelecimento de intervenções orientadas para a abordagem à problemática das crianças e dos jovens inseridos em famílias com CAD.

Neste sentido afigura-se fundamental capacitar os profissionais para abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com CAD, fortalecendo o conhecimento e tomando contacto com as estratégias de intervenção adequadas.

Assim, o SICAD vai dinamizar o Curso Formação no âmbito da abordagem a crianças e jovens em risco inseridos em famílias com CAD, nos dias 11 e 3 de março, com os seguintes conteúdos programáticos:

  1. Substâncias, conceitos, efeitos e características, padrões de consumo, processos de dependência nas mulheres;
  2. Intervenção sistémica: princípios e conceitos;
  3. A dinâmica da família com CAD: especificidades e evoluções;
  4. O lugar da criança / jovem na família com CAD: fatores de risco para o desenvolvimento;
  5. Estratégias de intervenção;
  6. O papel da articulação interinstitucional no acompanhamento das crianças e jovens em famílias com CAD;
  7. Monitorização e avaliação;

Para mais informações e inscrições: http://www.sicad.pt/PT/Formacao/SitePages/FormacaoSICAD.aspx

 

Há erros que duram para a vida, não beba durante a gravidez – Campanha de prevenção de consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez e período de amamentação

Novembro 6, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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gravidez

Informações sobre o consumo de álcool durante a gravidez:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=75&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

Jovens portugueses já bebem álcool como os nórdicos

Outubro 30, 2015 às 11:50 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 30 de outubro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Os Jovens, o Álcool e a Lei Consumos, atitudes e legislação

Gonçalo Villaverde Global Imagens

 

Joana Capucho

Festas académicas, dias da semana com preços reduzidos, publicidade e promoções potenciam o consumo desregrado

Litradas, happy hours, ladies nights, shots a metro, promoções. Os jovens portugueses têm vindo a adquirir padrões de consumo de álcool próximos dos nórdicos – grandes quantidades na mesma ocasião -, o que, segundo a Sociedade Portuguesa de Alcoologia, está relacionado com o facto de as bebidas serem baratas e o acesso fácil. Só durante o cortejo da latada da Covilhã, no dia 21, 65 estudantes receberam assistência pré-hospitalar e 12 foram transferidos para o hospital devido ao consumo excessivo de álcool, situação que nesta altura se repete por todo o país.

A preferência dos jovens portugueses recai sobretudo na cerveja e nas bebidas espirituosas. “E assiste-se à aquisição de modelos próximos dos nórdicos. Há um consumo intenso e cada vez mais frequente de bebidas destiladas, mais graduadas”, disse ao DN Augusto Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, que debateu o tema nas suas 23.as jornadas, na Universidade da Beira Interior. Na opinião do hepatologista Fernando Ramalho, “há muito tempo que isto acontece. Há mais de uma década que os padrões de consumo são completamente diferentes”.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, a acessibilidade e o preço são as duas grandes explicações para o problema. “As festividades académicas, promovidas pelas cervejeiras, prologam-se cada vez mais dias e até às seis da manhã, os bares dirigem festas às mulheres e dedicam noites a bebidas destiladas. Também há litradas, bebidas vendidas a metro e outras promoções”, exemplifica o responsável. Nas festas académicas, realça, “o preço das bebidas alcoólicas, nomeadamente da cerveja, é francamente mais baixo do que o da água. E, apesar da crise, bebe-se mais porque o álcool é bastante económico”.

Em Portugal, um dos países com maior consumo de álcool per capita a nível mundial (10,8 litros), a situação pode até tornar-se mais grave do que nos países nórdicos. “Eles consomem preferencialmente ao fim de semana e com intensidade. Aqui, além do consumo tradicional, há o excessivo em alguns dias, nomeadamente nas quintas feiras académicas e ao fim de semana”, esclarece Augusto Pinto. Segundo Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), assiste-se ao consumo de quatro ou cinco bebidas seguidas e “os jovens bebem com o objetivo pré-definido de ficarem alegres”.

Num estudo do SICAD feito em 2014 – “Os jovens, o álcool e a lei” -, só 17% dos 1500 jovens entrevistados nunca tinham tomado bebidas alcoólicas. A maioria (63%) começou a beber antes dos 16 anos, sobretudo entre os 13 e os 15, e 70% assumiram que tinham bebido álcool recentemente. Os consumos nocivos surgem, sobretudo, a partir dos 16 anos e, apesar de serem os que bebem mais e até ficarem “alegres”, os que têm entre 19 e 24 são os que menos se embriagam de “forma severa”.

Cirroses hepáticas mais cedo

Os consumos precoces têm conduzido ao aparecimento de doenças relacionadas com o álcool cada vez mais cedo. Segundo o presidente da SPA, “há mais cirroses em indivíduos cada vez mais novos”. Manuel Cardoso confirma e explica que se deve ao facto de os jovens “começarem a beber muito cedo e com padrões de consumo problemáticos”. Há alguns anos, os casos surgiam, sobretudo, entre os 40 e os 50 anos. “É arrepiante ver cirroses a aparecerem antes dos 30.”

Este fenómeno tem vindo a ser percecionado por Fernando Ramalho no serviço de hepatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. “A idade média para o aparecimento destas doenças tem vindo a diminuir.” Há zonas do país, destaca o hepatologista, onde “a partir dos 11 anos as crianças já bebem cerveja regularmente”.

Outro dado preocupante, diz Augusto Pinto, é o facto de o consumo de álcool entre as jovens do sexo feminino estar a aproximar-se do consumo entre os do sexo masculino. “Há cada vez menos diferença entre os consumos dos dois grupos e uma clara preferência destas jovens pelas bebidas destiladas”, frisa o presidente da SPA. Esta tendência ganha especial relevo, tendo em conta o facto de “a vulnerabilidade para as doenças hepáticas ser maior nas mulheres do que nos homens”.

Aos Alcoólicos Anónimos chegam cada vez mais jovens. “Há muitos que nos procuram e participam nos grupos, sobretudo maiores de 20 anos. Há um ou outro caso mais novo, mas são pontuais”, disse ao DN fonte da associação. Este crescimento na procura, sublinha, estará relacionado “com uma maior consciencialização de que precisam de ajuda”.

Para os especialistas ouvidos pelo DN, a alteração à lei do álcool foi importante, mas não chega. “É preciso educar e fiscalizar”, destaca Fernando Ramalho, lembrando que o álcool provoca 62 doenças, acidentes de trânsito, alterações de comportamento. “É o drama da sociedade portuguesa”, sublinha.

 

 

 

Há erros que duram para a vida, não beba durante a gravidez – Campanha de prevenção de consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez e período de amamentação

Outubro 15, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Informações sobre o consumo de álcool durante a gravidez:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=75&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

 

1ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências

Setembro 10, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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LISBON

texto do site do SICAD

O SICAD — Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, a revista Addiction, o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA) e a International Society of Addiction Journal Editors (ISAJE) organizam conjuntamente um encontro que contará com a presença de investigadores, decisores políticos, profissionais e técnicos da área, aliando excelência científica e experiência em matéria de adições.

A Conferência, a realizar em Lisboa de 23 a 25 de setembro de 2015, será um importante evento a incluir no calendário internacional da reflexão em matéria de comportamentos aditivos e dependências.

Terá lugar no Centro de Reuniões da FIL (Parque das Nações), em Lisboa, e procurará dar conta dos últimos desenvolvimentos do conhecimento científico em matéria de adições, no panorama europeu e mundial, abrangendo a temática das drogas ilícitas, do álcool, do tabaco e do jogo, bem como de outros comportamentos aditivos. O evento cobrirá áreas como a epidemiologia, a reflexão sobre as políticas, a investigação clínica, as ciências socias e comportamentais ou a psicofarmacologia, e serão discutidos os grandes temas da atualidade.

Esta 1ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências, que contará com várias apresentações de keynote speakers, especialistas de topo da Europa e do resto do mundo, constituirá uma oportunidade para dar a conhecer as mais recentes descobertas científicas, estando prevista a realização de workshops multidisciplinares e diversos fóruns de discussão. Será igualmente uma oportunidade para o intercâmbio de experiências e boas práticas, estando disponíveis todas as condições para que se possam realizar encontros com este fim, à margem da Conferência.

Marque já a data na sua agenda!

Para mais informação consulte www.lisbonaddictions.eu

 

 

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