Depois de El Paso e Dayton, compram-se mochilas à prova de bala para as aulas

Agosto 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Photo: Danny Hermosillo

Notícia do Público de 7 de agosto de 2019.

Durante a última semana, quatro tiroteios nos EUA provocaram 36 mortos. Só este ano, houve 32 tiroteios com múltiplas vítimas no país. Perante o cenário, as vendas de mochilas à prova de bala estão a aumentar: “Já vendemos 300 nos últimos dias”, disse o proprietário de uma marca de mochilas.

Cadernos, lápis, canetas e… mochilas à prova de bala. São assim as listas de compras para o regresso às aulas nos Estados Unidos. No espaço de oito dias houve quatro tiroteios que provocaram 36 vítimas mortais, incluindo dois atiradores que foram abatidos. À luz destes acontecimentos, nos supermercados americanos a venda de mochilas à prova de bala está a aumentar a um ritmo alucinante.

As mochilas da Guard Dog Security já eram um “item popular”, refere Yasir Sheikh, presidente e fundador da Skyline USA, uma empresa que comercializa estes produtos, ao canal televisivo CNBC. Mas nos últimos anos a procura tem vindo a aumentar, especialmente após tiroteios em escolas e noutros espaços públicos. Depois do último fim-de-semana, em que os Estados Unidos viram dois tiroteios a acontecer num espaço de 24 horas, em El Paso, Texas, e em Dayton, Ohio, registou-se um pico de vendas.

Roman Zrazhevskiy, do Ready To Go Survival, uma empresa de “kits de sobrevivência”, acredita que as encomendas do fim-de-semana são mais do que “altas”: “A nossa referência é de 100 unidades por mês. Já vendemos 300 nos últimos dias”, disse ao Houston Chronicle, citado pelo site australiano news.com.au. A Bullet Blocker, que já vende este tipo de mochilas há mais de uma década, diz que as vendas aumentaram em mais de 200% nos últimos anos.

“A mochila Guard Dog parece uma mochila normal. Com uma divisão para o computador e bolsos para organização, apenas é um pouco mais pesada do que uma mochila sem armadura”, lê-se no site da marca. A ideia, diz Sheikh, é que a mochila “não faça quem a usa parecer que vai para a guerra”. Outras empresas, como a ArmorMe, vão mais longe e recomendam que os pais façam uma espécie de “treino” e criem cenários de tiroteio em casa com as crianças, usando a mochila como escudo. “Nunca sabemos quando um ataque violento pode acontecer”, lê-se no site.

A venda destas mochilas levanta questões: William Bratton, antigo comissário do Departamento de Polícia de Nova Iorque, alerta para o facto de as mochilas não serem eficazes para o tipo de armas normalmente utilizadas nos tiroteios nas escolas. Mais ainda, refere, citado no texto da CNBC, que é preciso “ter cuidado com o nível de medo que se está a criar nas crianças”.

“Estamos a pedir às crianças para enfrentarem atacantes porque os políticos têm demasiado medo de se opor ao lobby das armas”, disse, por seu turno, Shannon Watts, fundadora da organização Moms Demand Action for Gun Sense in America, ao New York Times. Igor Volski, director do grupo Guns Down America, lamentou o facto de “o mercado estar a tentar resolver um problema que os políticos se recusam a resolver”.

“Os pais não deviam ter que comprar uma mochila à prova de bala para manter os seus filhos seguros na escola”, escreveu Kamala Harris, senadora democrata e procuradora-geral da Califórnia, no Twitter. “Isto não devia ser normal.”

“Escolas não têm condições para saber se as pessoas entram armadas”

Janeiro 31, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Secundária esteve encerrada ontem. Alunos regressam hoje às aulas | RICARDO GRAÇA/GLOBAL IMAGENS

Notícia do https://www.dn.pt/ de 30 de janeiro de 2018.

Ana Bela Ferreira

Rixa matou homem em escola. Um “caso isolado” diz representante de diretores

Um homem com cerca de 40 anos desentendeu-se com outro de 67, o que acabou por resultar na morte do mais velho. O palco da discussão foi o pátio da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio na Nazaré, onde, ontem de manhã no momento da rixa, estavam reunidos os alunos. A homem que acabou por morrer será avô de um dos alunos e o presumível autor dos ferimentos fatais (provocados por uma arma branca e uma arma de fogo) o pai desse aluno. Ou seja, sogro e genro sem qualquer ligação (profissional) com a escola.

O caso levou ao encerramento da escola durante o dia de ontem e ao acompanhamento psicológico dos alunos, tal como referiu ao DN o Ministério da Educação (ME). Para Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), “foi um caso triste e isolado”. No entanto, o responsável também reconhece que “as escolas não têm condições para saber se as pessoas entram armadas, mas quem diz uma escola, diz um colégio ou uma repartição das finanças”.

O que não significa que devam ser alteradas as normas de segurança no acesso às escolas. Neste momento, não há revistas à entrada, mas quem entra numa escola tem de apresentar identificação. “O que este caso mostra é que é possível entrar numa escola com uma arma, mas quero acreditar que foi um ato isolado”, refere Filinto Lima, acrescentando que neste caso “foi um assunto de casa que acabou mal na escola”.

O ME esclarece apenas que se tratou de um crime e que por isso foram chamadas as autoridades competentes. Por isso, não está em causa a abertura de de nenhum inquérito pelos órgãos da tutela.

Os alunos que presenciaram a discussão entraram em pânico e começaram a telefonar aos pais. A Lusa confirmou com o vereador da Educação da Câmara da Nazaré que “a escola foi encerrada”.

O Agrupamento de Escolas da Nazaré publicou um comunicado na página do Facebook em que explicou que “a situação está devidamente resolvida com a colaboração das autoridades, não tendo havido alunos, professores e funcionários envolvidos nos acontecimentos lamentáveis”.

O suposto autor dos ferimentos “foi controlado e detido pelos elementos da Escola Segura” e entregue à guarda da PSP. A arma foi apreendida e a investigação está agora a cargo da Polícia Judiciária. O homem que acabou por morrer ainda foi transportado para o hospital de Santo André, em Leiria. Acabou por não resistir às lesões provocadas por arma de fogo e arma branca. Com Lusa

 

 

Escolas sinalizaram mais de dois mil casos de maus tratos em 2014/2015

Dezembro 30, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 21 de dezembro de 2016.

o documento citado na notícia é o seguinte:

Relatório Técnico de Avaliação do Programa Nacional de Saúde Escolar do Ano Letivo 2014/2015

Relatório da Direcção-Geral da Saúde tem dados do ensino pré-escolar ao secundário Rui Gaudencio

Relatório da Direcção-Geral da Saúde tem dados do ensino pré-escolar ao secundário Rui Gaudêncio

No último ano lectivo avaliado pelo Programa Nacional de Saúde escolar, um quinto das escolas não respeitava a restrição de fumar.

Alexandra Campos

Mais de dois mil casos de maus tratos e suspeitas de maus tratos a crianças e jovens foram denunciados pelos estabelecimentos de ensino no ano lectivo de 2014/15, no âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, revela um relatório divulgado nesta segunda-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

No relatório técnico que faz a síntese das acções levadas a cabo no âmbito deste programa (que nesta última edição incluiu novos indicadores), especifica-se que foram 2060 os casos e as suspeitas de maus tratos identificados por professores ou funcionários ou elementos das equipas de saúde escolar nos estabelecimentos do ensino pré-escolar ao secundário.

O maior número de supostas vítimas foi identificado no ensino básico e a região Norte foi a que mais casos de maus tratos denunciou aos núcleos de apoio a crianças e jovens em risco que estão integrados nos agrupamentos de centros de saúde.

Estes núcleos são constituídos por equipas pluridisciplinares que identificam os autores dos maus tratos, habitualmente familiares das vítimas, e tentam resolver as situações de risco, razão pela qual no relatório da DGS não são adiantados detalhes sobre os casos. “Não nos vamos sobrepor às competências destes núcleos, referenciamos para quem tem a responsabilidade de tratar desta situações”, explica Gregória von Amenn, coordenadora do Programa Nacional de Saúde Escolar da DGS.

São estes núcleos nos centros de saúde que prioritariamente têm a responsabilidade da intervenção junto dos menores em risco, ainda antes das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e dos próprios tribunais, os quais apenas devem ser chamados a intervir quando não for possível aos primeiros actuar de forma a remover o perigo.

Escolas denunciam um quarto dos casos

No relatório da DGS enfatiza-se que, em 2014, foram sinalizados a nível nacional mais de oito mil casos de maus tratos e suspeitas de maus tratos a crianças e jovens, o que permite concluir que aproximadamente um quarto destas situações são detectadas e denunciadas pelos estabelecimentos de ensino.

Mas o documento destaca ainda que no ano lectivo 2014/2015 ocorreram 50.590 acidentes dos mais variados tipos nos estabecimentos de ensino. Neste ano lectivo, o programa abrangeu 886 mil alunos dos mais de 1,2 milhões que estão matriculados em estabelecimentos de ensino, desde o pré-escolar até ao secundário. Ou seja, 73% do total dos alunos foram alvo de acções de promoção e educação para a saúde.

O que se percebe também é que um quinto dos estabelecimentos avaliados não cumpria então “a restrição de fumar” e que ainda há queixas sobre o desrespeito da legislação do tabaco (sobre consumo em locais inadequados, falta de vigilância, etc), apesar de a situação ter melhorado substancialmente nos últimos ambos. Fica-se a saber que menos de um terço (31%) dos alunos escova os dentes na escola.

O ano lectivo de 2014/2015 foi um ano de mudança no qual “se alterou o paradigma de intervenção da saúde escolar” e se mudou o seu sistema de informação, depois de ter sido assinado um protoclo de cooperação em Fevereiro de 2014 entre directores gerais da saúde e da educação.

 

Regresso às aulas em segurança – recomendações da Direcção-Geral do Consumidor

Setembro 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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regresso

mais informações no link:

http://www.dge.mec.pt/noticias/regresso-aulas-em-seguranca

III ENCONTRO DISTRITAL PREVENÇÃO E SEGURANÇA EM AMBIENTE ESCOLAR

Janeiro 23, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui


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