Crianças de férias em tempo de pandemia: que cuidados deve ter?

Julho 21, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 29 de junho de 2020.

Susana Krauss

Apresentamos 10 dicas para tornar as férias dos seus filhos mais seguras, em casa ou na rua.

O ano de 2020 tem sido até agora repleto de desafios: após um período de confinamento social implementado como medida de contenção do contágio da Covid-19, vivemos agora numa fase em que as famílias portuguesas tentam, a pouco e pouco, adaptar-se a novas rotinas, quer em casa, no trabalho ou até mesmo ao ar livre.

Mas há coisas que não mudam, tais como os cuidados que devemos ter com as nossas crianças. Com o fim da telescola e a entrada no período de férias de verão, os mais novos passam a estar mais disponíveis para as suas atividades de lazer e, igualmente, mais expostos aos riscos.

Para evitar qualquer tipo de acidente e garantir que os seus filhos se possam divertir com total conforto e segurança, comece por explicar-lhes quais os cuidados a ter dentro e fora de casa.

Mais do que transmitir estes ensinamentos, importa mostrar-lhes como se faz, pois esta é a forma mais eficaz das crianças interiorizarem as recomendações. Importa também contextualizá-las de que passamos por um momento diferente daquele que vivíamos há alguns meses e, por isso, os nossos cuidados de proteção e higienização devem ser redobrados.

Para o ajudar nesta tarefa, a Zurich Portugal preparou um conjunto de 10 recomendações que pode seguir e até mesmo sugerir aos seus familiares e amigos que também tenham crianças em casa.

Dicas para uma maior proteção das crianças em tempo de férias

  1. Assegure-se que a criança está sempre vigiada, sobretudo se a criança ainda não tem idade escolar. Caso tenha de se ausentar, certifique-se que outro adulto está atento à criança;
  2. Consoante o local onde a criança brinca ou faz outras atividades, mantenha sempre o espaço bem iluminadopara que a criança possa ver com total clareza tudo o que a rodeia e, assim, prevenir quedas ou outros acidentes, sobretudo se tem escadas ou declives em casa;
  3. Coloque objetos como facas, garfos, fósforos, isqueiros, medicamentos, produtos químicos, entre outros, fora do alcance da criança, de preferência em armários altos ou trancados. Da mesma forma, evite ter os fios dos eletrodomésticos à vista ou em locais de passagem, e garanta que todas as tomadas têm um protetor instalado;
  4. Para diminuir o risco de queda, opte por tapetes antiderrapantes nas diversas divisões da casa e, simultaneamente, evite que o chão da casa de banho e da cozinha esteja molhado. Mantenha as janelas fora do alcance das crianças, deixando-as fechadas e trancadas e evite colocar sofás e cadeiras perto destas;
  5. Tenha sempre em casa um kit de primeiros socorros,que deverá incluir pensos rápidos, ligaduras elásticas, soro fisiológico, pomada cicatrizante, água oxigenada, betadine, entre outros. Para além disso, anote a morada e os contactos dos hospitais, centros de saúde e postos de atendimento médico próximos do seu local de residência, para a eventualidade de ocorrer uma emergência;
  6. Caso saia à rua com a sua família para dar um passeio, aproveite o momento para ensinar à criança quais as principais regras rodoviárias a seguir enquanto peão, nomeadamente respeitar a sinalização (semáforos e sinais verticais), utilizar sempre os caminhos pedonais, prestar atenção à estrada antes de atravessar a passadeira, entre muitas outras;
  7. Se o passeio implicar a utilização de bicicletas, trotinetes, patins ou skates, importa que a criança esteja sempre protegida com um capacete e até mesmo com umas joalheiras e cotoveleiras, para que o risco de traumatismo seja menor no caso da criança cair.

Se optar por ir à praia ou à piscina, providencie uma boia e/ou umas braçadeiras à criança, para evitar o risco de afogamento. De qualquer forma, ambos os cenários não dispensam uma atenta vigilância da criança;

  1. Se o passeio for de automóvel, certifique-se que a criança viaja com o cinto de segurança corretamente colocado ou que utiliza uma cadeira auto homologada, no caso de ter menos de 12 anos de idade ou uma altura inferior a 1,35 metros. A criança apenas pode viajar no banco da frente com mais de 12 anos ou com a altura mencionada;
  2. Perante o contexto atual, aproveite para explicar à criança quais os cuidados a ter para prevenir o contágio do Covid-19, nomeadamente lavar as mãos com frequência, utilizar o cotovelo para tossir, não tocar na cara e manter uma distância de segurança entre as pessoas, sobretudo com quem não viva na mesma casa.

Pode ainda sensibilizar a criança para usar a máscara respiratória em locais com maior afluência de pessoas. Aos poucos, a criança vai interiorizando estes hábitos;

  1. E se ainda não tem um, por que não fazer um seguro para toda a família lá de casa?

Tomadas todas estas medidas, não se esqueça de reservar tempo para brincar com os seus filhos, participar nas suas atividades e estimular a sua inteligência emocional.

Aproveite para assistirem a uma sessão de cinema em família, cozinharem em conjunto ou fazerem um piquenique no jardim. O mais importante é divertirem-se protegidos.

Covid-19. Onze recomendações para manter as crianças seguras em casa

Abril 9, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 31 de março de 2020.

A pensar nos pais e cuidadores dos mais jovens, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil elaborou um conjunto de recomendações para manter as crianças mais seguras no interior das suas casas e evitar os acidentes domésticos durante a pandemia de covid-19

Os acidentes acontecem, sobretudo, quando se passam muitas horas em casa, com crianças pequenas. As últimas semanas têm sido assim para muitos portugueses em isolamento social, divididos entre o teletrabalho, em muitos dos casos, as tarefas domésticas e a prestação de cuidados aos mais pequenos. E é precisamente neste campo que qualquer pequeno erro pode transformar-se numa grande dor de cabeça, essencialmente numa altura em que a indicação é para não sair de casa, e uma ida às urgências hospitalares pode comportar outro tipo de riscos.

A pensar nestes milhares de famílias por esse país fora, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil deixou alguns conselhos úteis para evitar os acidentes domésticos com crianças. Estas dicas são destinadas (sobretudo) a pais de crianças entre os 4 e 5 anos:

  • Garantir que todas as janelas e portas de acesso a varandas possuem um limitador de abertura que não abra mais do que 9 cm. É uma medida que possibilita manter a casa arejada sem correr o risco de que a criança possa cair
  • Também é aconselhado não deixar móveis, cadeiras ou brinquedos na varanda ou por baixo de janelas, uma vez que as crianças podem usá-los para subir e debruçarem-se
  • Não transportar sopa ou outros líquidos quentes quando os menores estão por perto
  • Guardar todos os produtos de limpeza imediatamente após serem utilizados em armários altos ou locais trancados
  • Despejar a água dos baldes logo depois de limpar a casa
  • Confirmar que as estantes e armários estão bem fixos à parede
  • É normal que as crianças mais velhas e os adolescentes queiram participar nas tarefas domésticas e ser mais autónomos. Ora, aqui está uma boa oportunidade de os ensinar a fazê-lo em condições de segurança, como acender fósforos de dentro para fora, cortar alimentos para cozinhar com a lâmina afastada dos dedos, ou usar pequenos eletrodomésticos com as mãos bem enxutas
  • Secar o cabelo no quarto e nunca na casa de banho
  • Nunca esquecer de colocar o tapete antiderrapante na banheira ou no poliban
  • Não sobrecarregar as fichas elétricas com vários aparelhos eletrónicos
  • Não deixar os mais pequenos sentarem-se ou baloiçarem em parapeitos e varandas

No caso de pretenderem esclarecer dúvidas sobre regras de segurança em casa, as famílias podem contactar a APSI através do email apsi@apsi.org.pt ou consultar as páginas da Associação no Facebook e Linkedin.

Workshop – A Segurança começa em Casa – 21 setembro em Santarém

Setembro 14, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/226689231368949/?notif_t=event_calendar_create&notif_id=1534507441678090

 

Por um verão mais seguro – Mário Cordeiro

Agosto 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i de 31 de julho de 2018.

Todos os verões morrem muitas crianças (e pessoas, no geral), vítimas de acidentes evitáveis. Ficam aqui algumas ideias que vos poderão ajuda a conferir se tudo o que aqui se diz já faz parte da vossa cultura de segurança e das vossas rotinas ou se precisam de “mudar de hábitos”. Tenhamos respeito pelos que morreram por traumatismos, lesões e ferimentos decorrentes de acidentes evitáveis, e tornemos as suas mortes úteis se aprendermos a lição, para não repetir os mesmos erros.

Afogamentos

Portugal continua a ser um país onde as medidas de segurança são frequentemente esquecidas e onde o “facilitismo” acaba por ser a regra. Só que o Diabo não dorme. Quando abrimos os jornais ou ouvimos os telejornais – como tem acontecido ultimamente -, as crianças mortas e feridas devido a acidentes estúpidos e evitáveis entram-nos pela casa dentro.

Desde o início da época balnear, e apesar de o tempo ter estado péssimo para idas à praia e piscina, já são muitos os casos de afogamentos e quase-afogamentos, para lá de todos os casos que tiveram de ir ao hospital por queimaduras solares, golpes de calor e outras coisas no género… e isto, repito, com mau tempo. Se, desta vez, foi uma criança desconhecida, para a próxima poderá ser o nosso filho, se não tomarmos as precauções devidas e continuarmos a considerar que “a nós nada acontece” e que a preocupação com a segurança é “excesso de zelo”.

Podemos mudar isto, ou melhor, temos de mudar isto! Não chega horrorizarmo-nos com os mortos de Pedrógão se, nas piscinas e praias portuguesas, morrem silenciosamente crianças, adolescentes e adultos. Convém relembrar que os afogamentos podem surgir em água doce (piscinas, poços, lagos, albufeiras, rios, praias fluviais) ou salgada e praias de mar. Felizmente, o número só não é maior porque os surfistas, todos os anos, salvam dezenas e dezenas de pessoas.

Há fatores que contribuem para um afogamento: não saber nadar ou, mesmo sabendo, incapacidade para se aguentar numa situação de perigo e de medo; inexperiência; comportamentos de excessivo risco (como nadar para longe); má utilização das boias ou outros elementos; falta de cuidado e de atenção; ignorância do perigo (muitas vezes agravada por uma má avaliação da situação e das condições ambientais); outro tipo de acidentes (como pancadas na cabeça ao mergulhar, traumatismos com remos ou mastros de barcos, etc.); incapacidade de coordenação e atrapalhação na altura da queda à água, ou o desrespeito pelas indicações do nadador-salvador e das bandeiras. Convém relembrar que uma criança de pouca idade pode afogar-se num palmo de água. Sim… em 20 cm de altura!

Chapéus

De preferência um de abas largas, arejado, que proteja o rosto e as orelhas. As radiações solares que se apanham nos primeiros anos de vida são determinantes para o aparecimento de cancros da pele e para o envelhecimento precoce dos tecidos cutâneos, para além das lesões nos olhos que podem causar futuras cataratas. Atenção, pois, às crianças. Ter bom senso aprende-se desde pequenino, sobretudo se as razões forem explicadas às crianças.

Cremes

Relativamente aos mais novos, sempre com fator elevado, de preferência superior a 50 e renovado várias vezes ao longo do dia. Quanto mais clara e sardenta a pele e mais ruivos os cabelos, maior deve ser o fator.

Escolham um creme à prova de água, fácil de aplicar, em spray. Depois da praia, e tomado o banho de água doce, convém aplicar um creme hidratante.

Gastroenterites

O tempo quente é um factor de risco para as gastroenterites provocadas por alimentos deteriorados. Vale a pena, pois, tomar alguns pequenos cuidados: abastecer-se em estabelecimentos com boas condições de limpeza e onde não haja mistura de alimentos, ver os prazos de validade inscritos nas embalagens e o seu estado de conservação, especialmente a carne, peixe, ovos. Não é aconselhável comprar produtos congelados que se apresentem moles ou deformados, pois é sinal que já foram descongelados e voltados a congelar.

Relativamente aos alimentos que sobram, convém conservá-los no frigorífico logo que arrefeçam, de preferência em recipientes herméticos.

Igualmente importante é cozinhar sempre com as mãos bem lavadas e evitar confecionar com ovos crus ou mal passados, por exemplo maioneses e mousses. As saladas e a fruta crua são excelentes alimentos, especialmente apetecíveis nesta época do ano; no entanto, para não se tornarem nocivos, devem sempre ser lavados em água potável e corrente.

Mosquitos, Melgas, etc.

Há crianças que fazem grandes reacções alérgicas às picadas e que, por vezes, têm de ser medicadas no serviço de urgência. Há vários produtos no mercado para o “antes” (sprays, aparelhos de ligar à electricidade, etc.) e para o “depois” (cremes, pomadas). Leve consigo um carregamento e, já agora, não deixe a janela aberta enquanto tem as luzes acesas, nem as tenha no exterior da casa, junto às portas e janelas. É um autêntico convite para os insetos…

Óculos escuros

Os pais usam, as crianças não tanto. Mas as radiações ultravioleta estão na luz, e a luz entra pelos olhos dentro. Além disso, o cristalino dos olhos da criança não filtra estas radiações, até aos 15 anos, tendo como resultado queimaduras irreversíveis da retina.

Se os pais se protegem, então as crianças também deveriam, por maioria de razão, estar protegidas. Não é fácil, requer paciência e persistência, mas que hábito se adquire na infância sem estas virtudes?!

Há várias lojas e farmácias que vendem os óculos. Insistam com as crianças, com convicção. Não se trata de uma moda, apenas de bom senso.

Sol

Um amigo que às vezes é quase um “amigo-da-onça”. A culpa não é dele, mas da estupidez humana que levou à destruição da camada de ozono.

Cremes protetores, fuga às horas com mais radiação (a “hora vermelha” anda pelas 12-16h, mas varia conforme as praias, claro, e há praias onde não se pode estar nas chamadas “horas dos bebés”), enfim, temos de aprender a “dormir com o inimigo”.

Transportes

É obrigatório transportar as crianças corretamente, ou seja, em dispositivos de segurança – cadeiras, assentos, cinto de segurança. Agora também nos transportes coletivos.

Já que vivemos num país que, em termos de estradas e de trânsito, é quase tresloucado, porque não começar já hoje? Transporte o seu filho em segurança. Vai ver que não se arrepende!

Se tomarmos alguns cuidados, as férias vão parecer (e ser) mais tranquilas e a saúde das crianças promovida, em vez de acabarmos num hospital por uma incúria ou um desleixo ao qual só sabemos responder “se eu tivesse feito isto ou aquilo”. Façamos então esse “isto e aquilo” já!

Pediatra

Escreve à terça-feira

 

Quando a vontade de testar limites e a pressão dos amigos se juntam

Janeiro 19, 2018 às 7:09 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Desafio com cápsulas de detergente pode provocar diarreia, vómitos, problemas respiratórios ou até mesmo a morte

Notícia do https://www.dn.pt/ de 19 de janeiro de 2018.

Joana Capucho

Comer cápsulas de detergente, filmar e partilhar na internet. O novo desafio viral da web já levou a PSP a lançar um alerta. Pais devem estar atentos

Milhares de jovens estão a pôr a vida em risco, um pouco por todo o mundo, para responder aos desafios que circulam na internet. Enrolam-se em fita-cola para depois se libertarem, bebem excessivamente, desaparecem durante 72 horas sem deixar rasto, cedem a ordens que passam por atos de autolesão e terminam o suicídio. Tudo com o intuito de filmar e publicar online. Depois do jogo da Baleia Azul, que resultou em várias mortes, o desafio da moda surgiu nos Estados Unidos e passa pela ingestão de cápsulas de detergente. Tide Pod Challenge é, segundo os especialistas ouvidos pelo DN, mais um jogo que mostra a influência dos pares, a vontade que os mais novos têm de desafiar o perigo, a dificuldade em refletir sobre as consequências e a necessidade de experimentar adrenalina.

“São fenómenos grupais de procura imediata de prazer, próprios da adolescência, que se juntam a canais que garantem visibilidade nas redes”, diz a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos. Refere-se, por exemplo, ao prazer de dizer aos outros que fizeram, que participaram. “Nessa fase da vida, os prazeres estão muito misturados. E há também o desafiar o perigo, numa altura em que ainda não existem os canais de prudência que há na idade adulta. Na adolescência, é habitual ir ao limite”, afirma a especialista, acrescentando que há tendência para “imitar, sem pensamento reflexivo da consequência das ações”.

Por vezes, reconhece Ana Vasconcelos, a adesão a estes desafios está relacionada com o facto de os adolescentes se sentirem “muito fracos ou frágeis e, por isso, procurarem situações em que são heróis e desafiam o perigo”. Uma opinião partilhada pela psicóloga Inês Afonso Marques: “A necessidade de experimentar adrenalina ou risco revela alguma vulnerabilidade do ponto de vista emocional.”

Segundo a coordenadora da área infantojuvenil da Oficina da Psicologia, “uma pessoa que se sente estável emocionalmente e com boa inteligência emocional não tem necessidade de experimentar emoções fortes”. Daí que nem todos os adolescentes estejam disponíveis para desafios que aparentam ser disparatados. Contudo, as razões pelas quais o fazem estão relacionadas com a idade. “A zona do cérebro responsável pelo planeamento de comportamentos, tomada de decisões e planeamento inibitório – o que nos faz travar certos comportamentos – só está desenvolvida por volta dos 20 anos”, sublinha Inês Afonso Marques.

Na adolescência, prossegue a psicóloga, “há tendência para a impulsividade, a dificuldade em avaliar consequências e em travar determinado tipo de ações”. E há a influência dos pares. “Na passagem da infância para a adolescência aumenta a importância que os pares têm. Estes desafios surgem muitas vezes nos grupos.” A isto junta-se, muitas vezes, o facto de os pais estarem “menos disponíveis e informarem e acompanharem pouco”.

PSP alerta para fenómeno

No novo desafio que tomou conta das redes sociais os adolescentes filmam-se a cozinhar refeições com cápsulas de detergente ou a pô-las na boca. Um fenómeno bastante perigoso, já que estas são feitas com detergentes altamente concentrados. Nos primeiros 15 dias deste ano foram relatados 39 casos de adolescentes que mastigaram intencionalmente as cápsulas, uma situação que já levou Facebook, Instagram e YouTube a tentar travar a progressão do jogo.

Atenta à nova moda, a PSP lançou um alerta nas redes sociais. Contactada pelo DN, adianta que “até ao momento não foi reportado qualquer caso” em Portugal. Porém, “as autoridades médicas não estão obrigadas a reportar estas situações à polícia, pelo que, caso alguém entre numa urgência por ingestão “inadvertida” de um detergente”, é possível que a PSP não tenha conhecimento. Embora seja orientada para os jovens, a polícia diz que a mensagem “procura também ser um alerta a muitos pais que normalmente não estão tão atentos aos fenómenos virais das redes sociais”.

Segundo os especialistas ouvidos pelo DN, os pais têm um papel fundamental na prevenção destes comportamentos. Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), sugere que os adultos tentem “perceber se os adolescentes têm noção do que podem ser as consequências, pois trata-se de um desafio que pode ser fatal”. “É importante que os pais tenham abertura, percebam o que eles sabem sobre o assunto, as consequências e o que pensam que leva outros jovens a alinhar no desafio”, destaca.

Inês Afonso Marques diz que a tendência dos pais é para ignorar estes temas, “porque acham que falar sobre eles dá ideias”, mas “falar abertamente é uma forma de alertar para tudo o que são riscos”. Ressalvando que desconhece o novo desafio, Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, diz que a família deve estar “muito atenta e alerta e ser capaz de criar nas gerações futuras a consciência de que têm de ter autodefesas”. Não vale a pena proibir o que faz parte da vida dos adolescentes, frisa, “mas estes têm de perceber o que é tóxico na internet”. Isso consegue-se com “diálogo, orientação, reflexão”.

Alerta da PSP

Alerta da PSP – Desafio das cápsulas de detergente – Não Faz Sen(tide)

Janeiro 18, 2018 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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DESAFIO DAS CÁPSULAS DE DETERGENTE

Há um novo desafio viral na Internet que consiste na ingestão destas cápsulas ou na sua colocação na boca, filmando e partilhando nas redes sociais.

Estas cápsulas são altamente concentradas e projetadas unicamente para o seu fim. Devem ser armazenadas longe do alcance de crianças, independentemente das circunstâncias.

Partilhem este alerta.

https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/photos/a.118723868183136.28032.109274852461371/1544643912257784/?type=3&theater

Proteja seu filho da principal causa de morte de crianças em Portugal

Dezembro 3, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 21 de novembro de 2016.

up

As lesões e traumatismos na sequência de acidentes continuam a ser primeira causa de morte nas crianças e jovens em Portugal, o que preocupa a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Há pequenos pormenores que podem salvar a vida a uma criança. É estritamente necessário que todos estejamos atentos e  cientes dos perigos que nos rodeiam para que possamos proteger os nossos filhos, e ensiná-los a tornarem-se autosuficientes nos que se refere à sua segurança.

Ficam algumas dicas de como proteger o seu filho organizadas por faixas etárias.

Até 1 ano de idade

Os bebés com menos de uma ano, estão a aprender a controlar os seus movimentos e respiração, sendo que a principal causa de mortes nessa faixa etária por acidente é engasgamento, asfixia, aspiração de corpos estranhos, intoxicações e queimaduras.

Como evitar estes acidentes?

  • Os Bebés devem dormir em berços certificados e com colchão firme, virados de barriga para cima, tapados até a altura do peito e com os braços para fora.
  • Não deixe brinquedos dentro da cama
  • Corte e/ou esmague os alimentos em pedaços pequenos quando der refeições.
  • Mantenha fora do alcance das crianças objetos pequenos como botões, peças de brinquedos, berlindes, moedas, pilhas e pionaises. (Especialmente tudo o que é metálico, pilhas e baterias)
  • Retire todos os restos de plástico de balões rebentados do chão.
  • Use cancelas de proteção nas escadas e redes de proteção nas janelas.
  • Não deixe móveis perto de janelas – podem servir de apoio para a criança subir e ter acesso ao perigo.
  • Não deixe o bebé sozinho, em instante nenhum, em cima de um sofá, fraldário ou mesa.
  • Tranque todos os armários de acesso a detergentes e produtos químicos
  • Mantenha os sacos de plástico fora do alcance das crianças
  • Para se aperceber dos perigos mais eminentes na idade certa do seu filho, faça um tour pela sua casa colocando-se à altura dos seus olhos. Gatinhe, deite-se no chão, ande de joelhos e perceberá a quantidade de perigos apelativos que  tentam diariamente o seu filhos.

 

De 2 a 4 anos

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lança anualmente uma campanha de prevenção contra a morte por afogamento – “A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa”. Ao longo dos últimos quatro anos, o afogamento a par com as quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos e traumatismos tem sido a principal causa de morte em acidentes doméstico, nas crianças entre 2 a 4 anos Nesta idade as crianças estão mais autónomas e aventuram-se a experimentar o espaço que as rodeia livremente. É obrigatório a supervisão de um adulto, pois as crianças ainda não têm consciência do perigo. Estas são as dicas para evitar acidentes nesta idade. Não devem ser descartadas ainda as soluções de segurança aplicadas até um ano de idade.

 

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água. As crianças mais pequenas podem afogar-se tanto na praias, piscina, rios, lagos e barragens, como em qualquer recipiente com muito pouca água ou outros líquidos, quer seja uma banheira, pia, alguidar, balde, etc
  • Para evitar afogamentos, o colete salva-vidas adaptado à idade é o equipamento mais seguro. Braçadeiras e outros equipamentos insufláveis dão-nos uma falsa noção de segurança – se a criança ainda não souber dominá-las podem virar a qualquer momento, tornando o retorno à tona da água muito difícil.
  • Nunca guardar detergentes, lixívia, inseticidas, pesticidas ou desinfetantes dentro de garrafas de água ou refrigerantes de plástico já usadas.
  • Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para que não caibam na boca, e suficientemente resistentes para que não possam ser mordidos (lascas)
  • Mantenha objetos afiados como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do alcance das crianças.
  • Proteja os cantos das mesas e arestas vivas, especialmente aquelas que vão estar exatamente ao nível dos olhos do seu filho quando começar a aquisição de marcha

 

 

Dos 5 aos 9 anos

Nesta idade, a criança ainda não têm suas competências motoras totalmente desenvolvidas e a principal causa de acidentes nesse caso são os atropelamentos de trânsito, quedas, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumatismos.

Estas são as dicas para evitar acidentes nesta idade. Não devem ser descartadas todas as soluções de segurança aplicadas nas faixas etárias anteriores.

 

  • Dê o exemplo. Ensine as crianças a olhar para um lado e para o outro antes de atravessar a rua. Respeite os sinais de trânsito e passadeiras.
  • Crianças com menos de 10 anos não devem andar sozinhas na rua. A supervisão de um adulto é vital até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito. Dê sempre a mão aos seus filhos quando estiverem a andar na rua
  • Crianças com menos de 8 anos não devem manusear, sem supervisão de um adulto brinquedos que requeiram carregamentos e que estejam sujeitos a atingir temperaturas elevadas. Os brinquedos elétricos podem causar queimaduras.
  • Crianças com menos de 10 anos não devem andar sozinhas de elevador.
  • Não deixe bebidas alcoólicas e medicamentos ao alcance das crianças.
  • Ensine a criança a não aceitar bebidas ou alimentos que lhe sejam oferecidas por estranhos.
  • Se se ausentar de uma tarefa que está a realizar, garanta que deixa tudo em segurança: bicos do fogão desligados e pegas das frigideiras viradas para dentro, ferro de engomar desligado, com o fio enrolado, não deixar facas afiadas em cima das bancadas, etc
  • Guardar isqueiros e fósforos fora do alcance das crianças.
  • Não tome medicamentos à frente das crianças para evitar comportamentos por imitação. Não administre medicamentos aos seus filhos se prescrição médica.
  • Ensine os seus filhos a verificarem os prazos de validade dos alimentos que ingerem
  • Ensine os seus filhos a usar o micro-ondas. Se a vêem a usar, rapidamente vão experimentar fazê-lo. Evite acidentes explicando que não podem colocar pratas, nem loucas com filamentos de prata dentro do mesmo.

 

 

Natal em Segurança – Lista de verificação para famílias

Dezembro 22, 2015 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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APSI_Lista_Natal_2015

http://www.apsi.org.pt/index.php/pt/noticias/70-natal-em-seguranca-lista-de-verificacao-para-familias

Férias seguras…!!

Agosto 11, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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férias

mais tiras no link:

http://www.seguranet.pt/pt/tiras-bd-seguranet

Guia de Segurança para Produtos para Criança da European Child Safety Alliance

Dezembro 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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child

Descarregar o Child Product Safety Guide: Potentially dangerous products

 

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