Brinquedos de plástico podem “esconder” produtos perigosos

Novembro 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias

Reciclar é fácil e faz bem ao ambiente, para diminuir o lixo que produzimos. Mas há plástico reciclado, proveniente de equipamentos elétricos e eletrónicos, que contém materiais tóxicos e está a ser usado no fabrico de brinquedos!

O alerta foi feito pela associação ambientalista Zero, depois de um estudo ter analisado 430 artigos em 18 países europeus.

Esta associação portuguesa enviou para análise dois brinquedos (uma guitarra e um tabuleiro de xadrez) e três acessórios de cabelo (pentes e bandolete) e todos continham substâncias químicas perigosas e foi uma guitarra de brincar de Portugal que apresentou o valor mais alto de éteres difenílicos polibromados, que são usados como retardadores de chamas. Estas substâncias são perigosas porque “causam problemas neurológicos e défice de atenção em crianças”.

Do total dos 430 artigos analisados, 109 continham químicos perigosos, por isso, a associação Zero pede à União Europeia que altere a lei que permite que os plásticos reciclados tenham concentrações mais elevadas de substâncias tóxicas do que os plásticos originais. “É urgente que a UE legisle no sentido de proteger os cidadãos e promover uma economia circular não-tóxica”, defende a associação Zero.

Texto: Sandra Alves

Mais informações no comunicado de imprensa da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

Brinquedos de plástico reciclado contaminados com substâncias tóxicas. Portugal apresenta dos piores resultados ao nível da UE

 

Brinquedos ruidosos põem em perigo a audição das crianças

Janeiro 15, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 7 de janeiro de 2018.

Joana Capucho

Organização Mundial da Saúde não recomenda níveis de ruído superiores a 85 decibéis, mas há brinquedos que chegam aos 135. Pais devem estar atentos, dizem especialistas

Guitarras, minibaterias, carros, armas e MP3 são apenas alguns dos brinquedos que podem constituir um perigo para a saúde auditiva das crianças. Se o nível de ruído ultrapassar o recomendado, podem conduzir a uma perda gradual da audição, que terá consequências no desenvolvimento global da criança. Agora que o stock de brinquedos foi renovado no Natal, os especialistas aconselham os pais a avaliar o nível de ruído das prendas oferecidas aos mais novos.

“A Organização Mundial da Saúde indica que o nível máximo de ruído permitido por brinquedo é de 85 decibéis (dB), apesar de a norma europeia relativa às propriedades físicas e mecânicas dos brinquedos (EN-71) que, entre outras coisas, fixa o nível sonoro máximo na conceção de brinquedos seguros, definir como limite o valor máximo em 125 dB para brinquedos com fulminantes”, indica a diretora-geral da GAES – Centros Auditivos em Portugal, Dulce Martins Paiva. Apesar de toda a legislação que existe, a responsável acredita que muitos brinquedos ultrapassam o que está recomendado. Uma opinião partilhada pelo pediatra Hugo Rodrigues: “Acredito que as marcas mais conceituadas têm isso em consideração, mas muitos fabricantes não.”

Com a “mesma minuciosidade” com que, por exemplo, avaliam os brinquedos com peças pequenas – que podem causar asfixia -, Dulce Paiva aconselha os pais a “a avaliarem o nível de ruído emitido pelos brinquedos oferecidos aos filhos neste Natal”, porque há casos em que chega aos 135 dB. De acordo com a especialista, isto é “o equivalente ao barulho produzido por uma banda de rock”. “Imagine o que é estar várias horas, diariamente, exposto a este nível de som. Necessariamente tem de haver consequências”, sublinha.

O desenvolvimento do aparelho auditivo pode, segundo Hugo Rodrigues, ficar afetado. “Está a desenvolver-se para responder a uma determinada frequência e intensidade de sons. Se for sujeito constantemente a intensidades muito altas, são ativados constantemente os recetores e provocamos uma desabituação a valores mais baixos. Por isso é que as crianças ficam a ouvir pior, porque desabituam o ouvido a responder a intensidades sonoras mais baixas”, explica o pediatra.

Para a maioria das crianças, quanto mais ruído fizerem os brinquedos, melhor. Até certo ponto, Dulce Paiva diz que o “estímulo auditivo é benéfico, mas também pode representar um risco”.

“O uso continuado de brinquedos musicais, com níveis sonoros elevados, pode provocar, além de dor no ouvido, uma fadiga no nervo auditivo”. Isto pode conduzir “a uma redução da audição derivada de uma lesão profunda das células do ouvido interno”, tal como a “problemas de sono, irritabilidade, dores de cabeça, alterações gastrointestinais, de visão, entre outros”.

Dificuldades de aprendizagem

Além das implicações diretas na audição, Hugo Rodrigues diz que a capacidade de concentração, abstração e resposta da criança pode ficar afetada, já que “fica habituada a muito barulho e precisa de estímulos cada vez mais intensos para conseguir estar atenta”.

Esta perda auditiva nos primeiros anos de vida acaba, segundo Dulce Paiva, por prejudicar “o desenvolvimento global da criança, tanto a nível emocional como social, mas sobretudo ao nível da linguagem. Ao deixar de estar exposta ao estímulo da linguagem existe um desfasamento do seu desenvolvimento linguístico, com repercussões na aprendizagem”. São os pais e os professores quem normalmente detetam que alguma coisa não está bem. De acordo com um estudo divulgado em novembro pela associação norte-americana Sight and Hearing, 18 dos 22 brinquedos que foram testados tinham níveis superiores a 85 decibéis.

O que diz a Deco

Embora não tenha nenhum estudo específico sobre os brinquedos ruidoso, a Deco já emitiu considerações gerais sobre o tema. “A marcação CE é um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes: não é uma garantia de segurança para a criança. Daí exigirmos que sejam criados mecanismos que permitam uma avaliação dos brinquedos por parte de entidades independentes”, recomenda, destacando que “persistem fabricantes ou distribuidores que, com frequência, vendem produtos com falhas, por não seguirem padrões de fabrico exigentes ou não exercerem um controlo responsável”.

mais informações no link:

http://www.sightandhearing.org/Services/NoisyToysList%C2%A9.aspx

 

 

 

 

Spinner: o brinquedo da moda não é para todas as idades

Junho 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Deco Proteste de 12 de junho de 2017.

A notícia contém declarações da Drª Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança e da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Reduz o stresse e promove a concentração em crianças autistas e com défice de atenção? Especialistas consideram o spinner ou fidget spinner apenas um brinquedo normal que está na moda. Mas atenção às peças pequenas junto dos menores de 3 anos.

Há para todos os gostos e de vários tipos: “fidget”, “finger” e “hand”. “Spinner” é o denominador comum pelo qual o designamos. O que começou por ser um objeto simples – criado nos anos 90 pela norte-americana Catherine Hettinger, que queria brincar com a filha e não conseguia devido a fraqueza muscular – é hoje um brinquedo da moda.

Há diversas cores, tamanhos e materiais, com luzes e música, e preços que podem ir de menos de 5 a 600 euros (porque já há versões com joias). Além da versão triangular, existe o Fidget Cube, um cubo eleito pela revista “Forbes” como o objeto de escritório do ano para executivos. Em cada uma das seis faces do cubo há diferentes atividades para aliviar o stresse, com preços a rondar os 10 euros. Falámos com especialistas do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Para Marta Rosa e Melanie Tavares, do Sector da Atividade Lúdica do IAC, o spinner é um brinquedo de exercício, como muitos outros brinquedos e acessórios, que a maioria das crianças usa por estar na moda e para sociabilizar. Como todas as modas, a febre do spinner também vai passar. A função principal é girar. É um objeto pequeno (que pode ter cerca de 6 a 8 cm de diâmetro), com um disco central e duas ou três pás agarradas ao disco. Pressionando o disco e rodando as pás, através dos rolamentos, o brinquedo gira e, por isso, também é chamado de “pião dos tempos modernos”. Para as especialistas do Sector da Atividade Lúdica do IAC com quem falámos, se as condições de segurança estiverem salvaguardadas, o spinner é um brinquedo como outro qualquer.

Etiquetagem não cumpre as regras

Tal como qualquer brinquedo, há regras que devem ser cumpridas. O que ninguém espera ou deseja é que um produto concebido e construído para uma criança seja, ele próprio, a colocá-la em risco. Comprámos alguns exemplares em vários tipos de lojas: Worten, Fnac, Toys “R” Us, quiosques e estabelecimentos com produtos baratos. E verificámos que tudo é possível. Desde não terem qualquer tipo de aviso ou a marcação CE (obrigatória para que um brinquedo se encontre à venda no mercado europeu), a terem avisos em inglês ou avisos mal traduzidos. Apenas um faz referência à idade recomendada, mas mesmo assim é só para quem saiba inglês e esteja habituado a este tipo de designações: diz “8Y+”, quando deveria estar escrito em português e de forma compreensível, com um número seguido da designação em meses ou anos. Também há os que têm a etiquetagem completa, só que em letras muito pequenas, de difícil leitura. Se não mencionarem a idade com clareza, presume-se que se podem destinar a qualquer idade, incluindo menores de 3 anos.

Spinner só para maiores de 3 anos

Um dos desafios de algumas crianças é tentarem desmontar e abrir este brinquedo, o que se revela fácil. Ao fim de algumas tentativas, nós próprios tivemos acesso direto aos rolamentos. São peças pequenas que podem ser facilmente metidas na boca pelos mais novos, colocando-os em risco de asfixia.

Recomendação fundamental para os pais: não compre estes brinquedos para oferecer a crianças com menos de 3 anos. Se tiver filhos mais velhos, tenha atenção quando brincam com o spinner com os irmãos mais novos, pois pode ser grande a tentação de desmontar o brinquedo.

Efeito terapêutico para todos

Ainda não há estudos que comprovem os efeitos terapêuticos do spinner e os resultados vão depender sempre de cada caso. Mas há dados que podem ajudar a perceber eventuais efeitos nos casos de autismo e de défice de atenção. “Crianças com estas características vivem no abstrato e, se calhar, este brinquedo é o que medeia a relação entre o mundo delas e o mundo dito normal”, explica a psicóloga e coordenadora do Sector da Atividade Lúdica do IAC Melanie Tavares. “Os autistas têm uma predisposição para ver objetos giratórios e o spinner, ao girar, faz focar a nossa atenção”. Para a especialista, qualquer pessoa com comportamentos aditivos tem um objeto de substituição para desviar a atenção e, neste caso, o spinner produz a regulação de comportamento. Assim sendo, “no fundo tem eficácia para toda a gente”, conclui Melanie Tavares.

Regras de utilização em casa e na escola

Como qualquer outro brinquedo ou objeto de referência, as regras de utilização dependem de cada instituição e família. Marta Rosa, professora e técnica do Sector da Atividade Lúdica do IAC, considera que a regra a seguir em casa é tudo o que faça sentido no contexto familiar: “podem estar pai, mãe e filhos em torno de um brinquedo destes e todos a divertirem-se; se calhar, até interagem mais do que se tivessem um tablet”. Para Melanie Tavares, “se não pode estar a mexer no telemóvel à mesa, também não pode mexer no spinner; mas se utiliza o telemóvel à mesa, então também pode brincar com isto”. A utilização do spinner na escola tem sido uma das grandes polémicas. Marta Rosa lembra que há professores a tirarem partido desta moda e, já que não conseguem impedir os alunos de aderirem: “usam-no nas aulas de matemática, tornam-no num temporizador e até ensinam a construir um com material de desperdício”.

 

 

Segurança das crianças analisada pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia

Abril 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 23 de março de 2017.

mais informações na notícia do Joint Research Centre (JRC):

Connected dolls and tell-tale teddy bears: why we need to manage the Internet of Toys

A privacidade e segurança das crianças e famílias podem estar em causa com a proliferação de brinquedos ligados à internet, alerta um relatório do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, divulgado nesta quinta-feira.

No documento, o centro defende a necessidade de monitorizar e controlar a emergente “Internet dos brinquedos” e destaca como principais áreas de preocupação a segurança e a privacidade, tendo em conta que há novos brinquedos que podem gravar, armazenar e partilhar informações sobre as crianças.

Grande número de brinquedos conectados foram postos à venda nos últimos anos, devendo o volume de negócios deste novo segmento de mercado chegar aos 10 mil milhões de euros até 2020, contra 2,6 mil milhões em 2015.

A “Internet dos brinquedos” surge sob diferentes formas, desde relógios inteligentes a ursos de peluche que interagem com as crianças. Estão ligados à Internet e, em conjunto com outros aparelhos formam a “Internet das coisas”, levando a tecnologia para a casa das pessoas como nunca antes.

Uma equipa de cientistas do centro e especialistas internacionais analisaram as questões de segurança e privacidade e ligadas à socialização decorrentes da ascensão da “Internet dos brinquedos”. E convida, no relatório, os decisores políticos, a indústria, os pais e os professores a estudar a questão em profundidade, para proporcionar uma estrutura que garanta que esses brinquedos são seguros e benéficos para as crianças.

Na área da robótica, diz-se no documento, são cada vez mais os brinquedos robóticos ou com inteligência artificial, embora ainda se saiba pouco sobre as consequências da interacção dos mais jovens com os brinquedos robóticos, sendo possível que representem uma oportunidade, mas também um risco para o desenvolvimento cognitivo, socio-emocional e desenvolvimento moral e comportamental.

Alerta aos pais

Parecendo certo que podem por exemplo ajudar na aprendizagem de línguas estrangeiras, ou em casos como o autismo, também podem aumentar o risco de “bolhas educacionais”, onde as crianças só recebem informação que se ajustam aos seus interesses pré-existentes, como acontece na interacção dos adultos nas redes sociais.

Outra questão levantada pelo relatório diz respeito à forma como os dados recolhidos pelos brinquedos são analisados, manipulados e armazenados. O documento diz que esta não é transparente e representa uma ameaça emergente para a privacidade das crianças.

Lembra o relatório que os dados fornecidos pelas crianças enquanto brincam, como sons, imagens e movimentos registados pelos brinquedos online são dados pessoais, protegidos pela lei.

Outra preocupação registada, esta de mais longo prazo, relaciona-se com o crescimento numa cultura em que seguir, registar e analisar as escolhas diárias das crianças é considerado normal mas pode moldar o comportamento e o desenvolvimento dos jovens.

No relatório apela-se à indústria e aos decisores políticos para criarem uma estrutura que actue como um guia de utilização da tecnologia, forma de ajudar também os fabricantes a enfrentarem os desafios do novo Regulamento Europeu de Protecção de Dados, que entra em vigor em maio de 2018 e que aumenta o controlo dos cidadãos sobre os seus dados pessoais.

O documento apela ainda aos pais que entendam como as crianças interagem com os brinquedos em rede e quais os riscos e oportunidades para o desenvolvimento, além de se informarem sobre as capacidades, funções, medidas de segurança e configurações de privacidade dos brinquedos.

 

 

Os brinquedos e a segurança das crianças

Fevereiro 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de José Morgado publicado a 29 de janeiro na http://visao.sapo.pt/

Sendo os brinquedos um produto claramente dirigido às crianças fica quase estranho como podem ser perigosos

Os acidentes com crianças não sendo uma matéria simpática para se abordar exigem uma atenção séria dada a frequência com que ocorrem e a gravidade potencial das consequências.

Deve dizer-se que continuamos a ser um dos países europeus em que acontece maior número de acidentes domésticos com crianças.

Em muitas circunstâncias verificar-se-á alguma negligência ou excesso de confiança na supervisão dos miúdos a que se junta a inexperiência e o à vontade próprios dos mais pequenos.

São excessivamente frequentes as quedas em escadas mas sobretudo preocupantes as quedas em varandas. Neste caso é inaceitável a quantidade de varandas que se continuam a ver com gradeamentos construídos na horizontal, uma escada convidativa para a escalada de crianças pequenas como acontece em qualquer aparelho de um parque infantil. Mesmo em edifícios recentes ou em construção ainda se observa esta opção o que não poderia acontecer. O povo afirma com ingenuidade que “ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo” mas a verdade é que são recorrentes os episódios de quedas com consequências trágicas.

Uma outra área de cuidado e fonte de inúmeros acidentes são as piscinas sobretudo as piscinas domésticas pois a rapidez e o silêncio em que decorre a tragédia mais exigem uma atenção permanente aos comportamentos das crianças.

O acondicionamento de matérias tóxicas em recipientes e locais resguardados é uma outra imposição bem como a protecção de tomadas de corrente ou o cuidado com equipamentos cujo simples funcionamento possa ter alguma perigosidade.

Uma referência ainda a uma outra fonte de preocupação que ainda não há muito tempo foi objecto de notícia, o perigo que advém de alguns brinquedos.

Sendo os brinquedos um produto claramente dirigido às crianças fica quase estranho como podem ser perigosos.

Recordo que segundo dados relativos à actuação da ASAE foram apreendidos nos últimos dois anos mais de 10 000 brinquedos perigosos. Foi proibida ainda a comercialização de mais 10 brinquedos sendo que a fiscalização é sempre reforçada na época de Natal, o tempo da compra de brinquedos.

Em cerca de 400 brinquedos avaliados mais de metade revelaram-se “maus” ou “medíocres” no que toca a critérios de segurança. Dados divulgados pela DECO apontam para que no espaço europeu os brinquedos estarão na origem de cerca de 52 mil acidentes por ano.

Os riscos e a necessidade de atenção às características dos brinquedos colocados ao dispor das crianças têm sido recorrentemente objecto de avisos de alerta.

A DECO refere mesmo que a existência do símbolo CE colocado nos brinquedos não é garantia da sua segurança pelo que mais se exige a atenção e escrutínio dos adultos. É também necessária uma particular atenção a brinquedos adquiridos através da net.

No entanto e face a este cenário, mais do que o trabalho da ASAE, os alertas da DECO ou da Associação para a Promoção da Segurança Infantil, importa sublinhar o papel dos pais e dos outros adultos próximos que deverão ser os verdadeiros “inspectores” da segurança dos brinquedos e “salva-vidas” durante as actividades das crianças. No entanto e como sempre, parece-me que devemos usar de algum bom senso e evitar excessos de zelo que também não são positivos, ainda que em matéria de segurança infantil o excesso seja melhor que o defeito.

Esta matéria é verdadeiramente séria, reforço o facto de continuarmos a ser um dos países da Europa com taxa mais alta de acidentes domésticos envolvendo crianças, de que as quedas de janelas ou varandas, os afogamentos ou o contacto com materiais perigosos não devidamente acondicionados, são apenas exemplos tragicamente frequentes.

Parece também de sublinhar que num tempo em que os discursos sobre a protecção da criança estão sempre presentes, em que é recorrente a referência aos perigos dos brinquedos, também se verifica um número altíssimo de acidentes o que parece paradoxal.

Por um lado, protegemos as crianças de forma que, do meu ponto de vista, me parece excessiva face às suas necessidades de autonomia e desenvolvimento e em muitas circunstâncias, adoptamos atitudes e comportamentos altamente negligentes e facilitadores de acidentes que, frequentemente, têm consequências trágicas.

E não adianta pensar que só acontece aos outros.

Uma nota final para realçar que a dor e a culpa que alguém pode carregar depois de episódios desta natureza serão, creio, suficientemente fortes para que deixemos de lado o discurso da culpabilização que muitas vezes é uma tentação mas que nada acrescenta ou resolve.

(Texto escrito de acordo com a antiga ortografia)

 

Com os brinquedos… não se brinca! Entrevista de Marta Rosa do IAC

Janeiro 11, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança à Maria no dia 18 de dezembro de 2017.

clicar na imagem

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Serão os nossos brinquedos seguros?

Dezembro 25, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.rtp.pt/ de 20 dezembro de 2016.

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 Em época natalícia, os brinquedos são escolhas prioritárias para oferecer às crianças. Mas serão estes os presentes mais adequados? Será que os brinquedos cumprem as normas que salvaguardam asegurança dos mais novos? Dúvidas que procurámos esclarecer junto das entidades nacionais que asseguram o controlo destes produtos.

O Natal é a altura do ano em que o consumo é tradição e os brinquedos são  normalmente a primeira opção de compra para oferecer e agradar os mais novos da família.

No entanto, é importante ter consciência para os perigos que alguns brinquedos podem representar para a saúde e segurança das crianças.

A falta de atenção na escolha de um brinquedo pode ser a causa de um acidente. Como tal, torna-se necessário que os adultos saibam identificar um conjunto de características presentes nos brinquedos que salvaguardem a segurança das crianças e que sejam os mais adequados à sua idade.
O brinquedo que vai comprar é seguro?

É certo que ninguém tenciona comprar um brinquedo que coloque em risco a saúde ou a segurança da criança o que, infelizmente, é uma possibilidade nos dias de hoje. Como tal, a DECO reuniu um conjunto de 10 dicas que
facilitarão a sua escolha:

1. Escolha brinquedos adequados à idade e desenvolvimento da criança a
que se destina.
2. Leia os avisos de segurança e as instruções de utilização. Se não
existirem ou não estiverem em português opte por outro brinquedo.
3. Passe a mão pelas arestas, pontas e bordos e certifique-se de que
não existe o risco de magoarem a criança.
4. Verifique se tem peças pequenas que possam ser arrancadas com
facilidade (por exemplo: rodas, olhos ou pelos) e que caibam dentro
de um rolo vazio de papel higiénico. Em caso afirmativo, opte por
outro produto.
5. Certifique-se de que as pilhas estão num compartimento fechado com
parafuso e que se abre com ferramentas.
6. Máximo cuidado para brinquedos com fios compridos: estes não devem
exceder os 22 cm, para que a criança não consiga enrolá-lo à volta
do pescoço.
7. Brinquedos com pés dobráveis, como quadros escolares ou tábuas de
engomar, devem ter um sistema nas pernas de suporte que os impeça de
fechar completamente, para evitar entalar dedos.
8. Retire o brinquedo da embalagem, sobretudo se esta for de plástico,
antes de o oferecer à criança. Guarde a identificação e morada do
fabricante ou importador: é necessária, se ocorrer algum acidente.
9. Evite que as crianças mais novas utilizem os brinquedos das mais
velhas, quando possam constituir um risco.
10. Faça uma revisão periódica aos brinquedos e deite fora os que
estiverem danificados.

Certificado de garantia “CE”
A utilização do certificado “CE” é a garantia dada pelo fabricante de que o produto em questão está de acordo com as normas europeias estabelecidas.

No entanto, este símbolo colocado nos brinquedos nem sempre representa segurança para a criança.

Há fabricantes e distribuidores a venderem com frequência brinquedos com o símbolo “CE” que não contêm os padrões de fabrico exigidos que salvaguardam a segurança dos mais novos.
DECO alerta, ASAE fiscaliza

Tentámos perceber como é que as entidades DECO e ASAE atuam nestes casos e que medidas devem ser tomadas em torno deste grande comércio.

À RTP, o jurista da DECO Diogo Santos Nunes afirmou que a marca CE “deveria dar confiança ao consumidor”. O que nem sempre acontece. “Não dá confiança ao consumidor na medida em que aquilo que se verifica é que
as empresas colocam essa marca distintiva CE sem que haja uma clara comprovação da segurança do brinquedo”.

Ou seja, por vezes não há controlo por parte de uma identidade pública que proceda à análise do abusivo uso da mesma.

“Mesmo que haja uma aposição dessa marca CE no brinquedo sem que haja comprovação de segurança, não há qualquer tipo de consequência jurídica”, diz este jurista.

Compete à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) o controlo do cumprimento das normas. Um situação que levanta algumas reticências à DECO.

O Inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, confirma que existem alguns casos de irregularidade mas que a ASAE, sempre que tem conhecimento destes, atua em conformidade: “Quando elas têm uma gravidade significativa são determinadas as retiradas do mercado, ou seja, a proibição de comercialização de um brinquedo”. “Só este ano foram declaradas 10 retiradas de mercado” refere.

Relativamente ao ano de 2016 foram retirados do mercado cerca de sete mil brinquedos.

A ASAE utiliza uma rede de controlo europeu chamada RAPEX que, de acordo com o Inspetor-geral, “tem uma filosofia de notificação e de troca de informação entre os países membros da União Europeia que cria alertas
rápidos detetados por determinado país”.

Quando um alerta é emitido, por exemplo em Portugal, automaticamente é enviado pela rede RAPEX aos outros países e passa a ser proibida a comercialização do brinquedo perigoso em todo o espaço comunitário.

Relativamente à escolha do consumidor e ao controlo de compras pela internet afirma este responsável: “A escolha do consumidor hoje já não é exclusiva pelo estabelecimento físico mas cada vez mais pelo
estabelecimento virtual”.

Deste modo, alega que a inspeção não deve limitar-se aos espaços físicos mas sim alargar-se aos estabelecimentos virtuais.

visualizar os vídeos da reportagem no link:

http://www.rtp.pt/noticias/pais/serao-os-nossos-brinquedos-segurost_es969925

Bonecos eletrónicos com microfones emissores expõem crianças ao mundo

Dezembro 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://www.rtp.pt/noticias/  de 6 de dezembro de 2016.

My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie são os brinquedos testados pelo Conselho de Consumidores Noruegueses que apresentam falhas de segurança

My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie são os brinquedos testados pelo Conselho de Consumidores Noruegueses que apresentam falhas de segurança

Imagine que a boneca ou o robô que comprou para os seus filhos está a transmitir, via áudio, tudo o que se passa lá em casa. E se pensa que é esse o maior perigo desengane-se, porque os brinquedos My friend Cayla Hello Barbie e I-Que estão ligados à Internet. O que significa que qualquer pessoa pode entrar no sistema eletrónico dos bonecos e falar com as crianças, como se de um amigo se tratasse.

Nuno Patrício – RTP

O assunto despertou a atenção do Conselho de Consumidores Norueguês, que analisou as características técnicas de brinquedos ligados à internet, bem como os termos e condições das suas aplicações.

Os resultados provam infrações graves aos direitos das crianças, nomeadamente no que respeita à privacidade dos dados pessoais.

Os bonecos falam através de um sistema de áudio incorporado e ouvem tudo o que se passa à sua volta.

Tudo funciona através dos sistemas Wi-fi ou Bluetooth dos bonecos, que, ligados à Internet ou a um telemóvel de nova geração, se tornam uma espécie de aparelho emissor-recetor vocal, devido a um microfone incorporado no seu interior.

O perigo advém de não sabermos quem poderá controlar as ligações. Ou seja, se houver um hacker ou outro tipo de pessoas mal-intencionadas que tenham acesso ao sistema, podem controlar o que o boneco diz, ludibriar a mente e influenciar a atuação das crianças.

As crianças, ao interagirem com os brinquedos, poderão partilhar informações pessoais.

Daí o Conselho de Consumidores Norueguês – ao qual se associa a Deco – Associação para a Defesa do Consumidor – avisar que os brinquedos My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie falham na proteção, privacidade e direitos dos consumidores mais jovens.

Os brinquedos My Friends Cayla e I-Que são fabricados pela Genesis Toys, com sede em Hong Kong, que se apresenta como a empresa número um do mundo na construção de brinquedos eletrónicos.

A questão é tão delicada que o Conselho de Consumidores Norueguês mandou fazer um vídeo de demonstração dos perigos deste tipo de brinquedos.

Diogo Santos Nunes, jurista da Deco, afirma mesmo que “qualquer pessoa munida de um smartphone, um telemóvel com acesso à internet ou Bluetooth, pode aceder aos próprios brinquedos, que estão a interagir com as crianças”.

O jurista da Defesa do Consumidor refere ainda que as empresas que comercializam este tipo de brinquedos eletrónicos podem utilizar para vários propósitos a informação e a conversa que a criança tem com o equipamento. Por exemplo, para efeitos de marketing. Pode ainda transmiti-los a terceiros, sem que exista qualquer tipo de proibição.

Estes brinquedos, que funcionam através de ligação à internet, possuem microfones incorporados e tecnologias de reconhecimento de fala, permitindo-lhes “conversar” com as crianças que os manipulam.

Partindo do estudo do ForbrukerRadet – Conselho de Consumidores Norueguês – as organizações europeias e norte-americanas de consumidores, alertam para este tipo de produto e manifestam agora as suas preocupações às autoridades competentes.

Venda em Portugal e proteção de dados

Embora este tipo de brinquedos não esteja ainda a ser vendido em Portugal, há sempre a possibilidade de ser adquirido através da venda online, pelos canais comerciais.

Esta facilidade de acesso traz um problema associado, visto a Comissão Nacional de Proteção de Dados, em Portugal, não ter jurisdição sobre este tipo de produtos e não poder atuar em conformidade.

Um problema que o jurista da Deco Diogo Santos Nunes diz ser grave, aproveitando estas empresas o vazio legal dos vários países para onde podem exportar, sem terem de se restringir às leis nacionais.

Em Portugal os brinquedos My friend Cayla e I-Que não se encontram à venda em lojas físicas, mas estão acessíveis aos consumidores através de plataformas online como a Amazon ou Ebay, facto que levou a Deco a alertar a ASAE.

A boneca Hello Barbie ainda não está, por agora, acessível ao mercado europeu.

Bonecos podem recolher preferências

O estudo do Conselho de Consumidores Norueguês demonstra que estes brinquedos eletrónicos com ligação à Internet podem ser veículos publicitários disfarçados.

O jurista da Deco ouvido pelo site da RTP refere que, por exemplo, a boneca, quando estabelece diálogo com a criança, manifesta alguns gostos, através de frases pré-programadas, e dá exemplos, como os filmes da Disney.

“É um marketing completamente escondido e aquilo que se verificou e consta no estudo e nos testes que foram realizados é que a boneca, quando estabelece um diálogo com a criança, vai no fundo manifestando alguns gostos através de frases que foram programadas e estão pré-formatadas na própria boneca, que vai induzindo a criança para gostos, por exemplo para filmes da Disney. Isso é claramente indicador de que existe um acordo comercial entre o fabricante da boneca e a Disney”.

Avaliar antes de comprar

Diogo Santos Nunes é perentório no aconselhamento sobre estes produtos. “De acordo com o estudo que foi feito a estes três bonecos, aquilo que a Deco aconselha é não comprar estes três brinquedos, porque de facto pode colocar em causa a própria segurança da criança. Não só a segurança física mas também a segurança da vida privada. Identificados estes três brinquedos e depois de ter sido realizada esta análise, o melhor é não comprar”, refere o jurista.

Produtos potencialmente perigosos na Internet

Tudo ou quase tudo se pode adquirir através da Internet e os brinquedos testados e considerados perigosos pelas estruturas de proteção dos consumidores também lá estão. Comprar algo, hoje em dia, é tão simples como entrar num site de venda eletrónica e realizar a transação. A RTP foi à procura destes brinquedos e verificou que estão à venda em sites como Argos, Ebay, Tesco e Amazon, com preços atrativos. Mas a última escolha é sempre do consumidor. E antes de comprar o melhor é conhecer o produto a fundo.

ver o vídeo da reportagem no link:

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/bonecos-eletronicos-com-microfones-emissores-expoem-criancas-ao-mundo_es967396

 

É fundamental os brinquedos indicarem a idade a partir da qual são recomendados – entrevista de Marta Rosa do IAC à Proteste

Fevereiro 24, 2016 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança à Proteste. – ISSN 0873-8785. – nº374, (Dez. 2015), p. 30

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DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança

Dezembro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 25 de novembro de 2015.

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A Associação de Defesa do Consumidor DECO chumbou 15 dos 31 brinquedos submetidos a testes de segurança, numa altura em que, no espaço europeu, os brinquedos causam 52 mil acidentes por ano, refere um estudo hoje divulgado.

Segundo a investigação da DECO, dos 31 brinquedos enviados para testes de laboratório, 15 mostraram-se perigosos, uns, porque, ao cair ao chão, se partem com facilidade, originando peças pequenas que os mais novos poderão colocar na boca, outros, por terem bordos cortantes.

“As costuras de uma boneca rasgaram-se com um puxão, deixando o enchimento acessível. Nas mãos de uma criança, este pode ser retirado com facilidade e colocado na boca, asfixiando-a”, alerta a DECO, observando que o preço dos brinquedos não justifica as falhas encontradas.

“Na verdade, há brinquedos caros com falhas, tal como há baratos que são seguros e respeitam as normas”, diz o estudo de segurança, que avaliou, entre outros pontos, o torque (comportamento sob torção), tensão, queda, impacto, tração ou presença de pontas aguçadas nos produtos.

As análises revelaram ainda falhas nos rótulos, verificando-se que alguns produtos não têm informações em português e, a outros, faltam avisos de segurança importantes. “É o caso de alguns que indicam não serem adequados para crianças até uma certa idade, mas omitem os riscos associados”, precisa a DECO.

A este propósito, a DECO esclarece que, para estarem à venda na União Europeia, os brinquedos têm de ostentar a marcação CE, mas esta apenas indica que o produto cumpre as normas de segurança europeias e não garante a segurança do brinquedo.

Da lista dos 15 brinquedos declarados perigosos pela DECO constam “Tanque Fanny Tank (sem marca)”, “Colar de Flores (Tiger)”, “Acessórios de Cozinha (Fantastiko)”, “Bola mapa mundo (sem marca)”, “Jogo de pesca (sem marca)”, “Airbus Happy Trip (sem marca)”, “Pistolas bolas de sabão com luz (Erjutoys)”, “Carros City Racer (sem marca)”, “Animais em vinil (Klos corner)”, “Veículos de emergência (Fastlane)” e “Malinha (Popota)”.

A associação salienta que compete ao consumidor optar por produtos adequados à idade e ao desenvolvimento da criança, alertando que, antes de comprar, se deve ler os avisos e instruções e adquirir o produto tendo em conta a idade da criança a que se destina.

“Antes de comprar, leia os avisos e as instruções. Se estes não existirem nem estiverem em português, procure outro brinquedo. Na loja, passe a mão pelas arestas, pontas e bordos. Se o brinquedo se destinar a um menor de três anos, verifique se existem peças pequenas que saiam com facilidade”, aconselha a DECO.

Lusa/SOL

 

 

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