Em 2018, 20 milhões de crianças não foram vacinadas contra o sarampo, a difteria e o tétano

Agosto 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da Rádio Renascença de 15 de julho de 2019.

Redação com Lusa

“As vacinas são uma das nossas ferramentas mais importantes para prevenir surtos e manter o mundo seguro”, alerta o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde.

Vinte milhões de crianças em todo o mundo não foram vacinadas em 2018 contra doenças como sarampo, difteria e tétano, segundo a UNICEF, que alerta para a “perigosa estagnação” das taxas de vacinação por causa dos conflitos e da desigualdade. Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), citando dados também da Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que globalmente a cobertura de vacinação com três doses de difteria, tétano e tosse convulsa e uma dose de vacina contra o sarampo estagnou por volta dos 86%.

Apesar de reconhecer que se trata de uma taxa de cobertura elevada, a UNICEF sublinha que “não é suficiente”, apontando para a necessidade de uma cobertura de 95% em todo o mundo para proteger contra surtos de doenças evitáveis por vacinação. “As vacinas são uma das nossas ferramentas mais importantes para prevenir surtos e manter o mundo seguro”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, citado no comunicado. O responsável sublinha que muitas crianças ainda não são vacinadas e recorda que, “muitas vezes, são os que estão em maior risco – os mais pobres, os mais marginalizados, os afetados por conflitos ou forçados a sair das suas casas – quem perde persistentemente”.

A maioria das crianças não vacinadas vive nos países mais pobres e “está desproporcionalmente em estados problemáticos ou afetados por conflitos”, afirma a UNICEF, lembrando que quase metade está em apenas 16 países: Afeganistão, República Centro-Africana, Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Haiti, Iraque, Mali, Níger, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iémen. “Se estas crianças ficarem doentes, correm o risco de sofrer as consequências mais graves para a saúde e têm menor probabilidade de aceder a tratamentos e cuidados de saúde que salvam vidas”, frisa a organização.

A UNICEF diz ainda que os surtos de sarampo “revelam lacunas na cobertura, inúmeras vezes ao longo de muitos anos” e que as grandes disparidades no acesso a vacinas “abrangem países de todos os níveis de rendimento”. “Tal resultou em surtos devastadores de sarampo em muitas partes do mundo – incluindo em países que têm elevadas taxas de vacinação em geral”, lembra.

Em 2018, quase 350.000 casos de sarampo foram registados em todo o mundo, mais do dobro do que em 2017. “O sarampo é um indicador, em tempo real, de onde temos mais trabalho a fazer para combater doenças evitáveis”, alertou Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF. “Como o sarampo é muito contagioso, os surtos apontam para comunidades que não estão vacinadas devido a acesso, custos ou, em alguns locais, complacência”, acrescenta.

A Ucrânia lidera uma lista diversificada de países com a maior taxa de incidência de sarampo em 2018. Embora o país já tenha vacinado mais de 90% dos seus bebés, a cobertura foi baixa durante vários anos, deixando um grande número de crianças mais velhas e adultos em risco. Vários outros países com alta incidência e cobertura têm grupos significativos de pessoas que não foram vacinados contra o sarampo no passado, recorda a UNICEF, sublinhando que estes dados mostram “como a baixa cobertura ao longo do tempo ou comunidades distintas de pessoas não vacinadas podem desencadear surtos mortais”.

A organização chama ainda a atenção para a disponibilização, pela primeira vez, de dados de cobertura de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), que protege as meninas contra o cancro do colo do útero na idade adulta.

Desde de 2018, 90 países – onde vive uma em cada três meninas em todo o mundo – introduziram a vacina contra o HPV nos seus programas nacionais. Deste grupo, apenas 13 são países de baixos rendimentos. “Isto significa que os que correm maior risco de sofrer os impactos devastadores do cancro do colo do útero são os que têm menor probabilidade de ter acesso à vacina”, indica o comunicado.

Mais informações no comunicado na Unicef:

20 million children missed out on lifesaving measles, diphtheria and tetanus vaccines in 2018

“Não vacinar uma criança equivale a uma situação de negligência ou de maus tratos”

Julho 14, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 1 de julho de 2019.

Por Rita Costa

Parece que são pessoas que se esquecem ou não querem saber daquilo que tem sido a evolução da medicina e dos cuidados de saúde ao longo dos últimos anos”, afirma Paulo Oom.

Um estudo realizado pelo Wellcome Global Monitor e publicado pela revista Science há pouco mais de uma semana revela que, no continente europeu, só pouco mais de metade da população considera as vacinas uma forma segura de prevenção da saúde. O que significa que há uma crescente descrença nas vacinas. Descrença que para o pediatra Paulo Oom significa ignorância.

“Sabemos que o aparecimento das vacinas levou, de facto, ao desaparecimento de alguns milhões de mortes de crianças por ano, a nível mundial”, sublinha.

Paulo Oom assegura que se as pessoas que hoje são contra as vacinas, tivessem vivido há cem anos iam perceber a importância das vacinas. ” Se fosse possível levar essas pessoas ao passado para verem o que é uma epidemia de sarampo, com milhares e milhares de crianças doentes, com vários milhares de crianças a morrer eu acho que dificilmente elas poderiam continuar a pensar da forma que pensam.”

Para o pediatra, “não vacinar uma criança equivale a uma situação de negligência ou de maus tratos”.

mais informações na notícia:

Want to prevent vaccine deaths? Show people the consequences of unvaccinated nations

“O combate ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito com mais e melhor informação”

Maio 12, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de abril de 2019.

Susete Henriques

A DGS vai criar uma rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” e é esta terça-feira que o projeto arranca com a assinatura de uma Carta Compromisso. O objetivo é “promover a cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais”, diz ao DN a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação.

promoção da “cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais” é o objetivo da rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” que a Direção-Geral da Saúde (DGS) quer implementar. É Teresa Fernandes, coordenadora do Programa Nacional de Vacinação (PNV) que explica ao DN no que consiste o projeto que é formalizado esta terça-feira, na Amadora, com a assinatura de uma Carta Compromisso.

A criação desta rede é, segundo a DGS, “uma iniciativa pioneira”, que pretende articular e otimizar a colaboração dos municípios na “promoção da literacia para a vacinação” e arranca, “de forma piloto” na Área Metropolitana de Lisboa.

No fundo é reforçar a importância do ato de vacinar e da sua cobertura universal “através de novas parcerias que visam informar cada vez mais públicos-alvo dos diferentes setores da sociedade contribuindo para a tomada de decisões informadas”, explica-nos Teresa Fernandes sobre o projeto que surge no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, que decorre até esta terça-feira. No fundo, a ideia é levar a mensagem mais longe.

Com este projeto, pretende-se que os “Municípios Embaixadores da Vacinação”, comprometam-se, “em estreita articulação com os ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde que gerem as Unidades de Saúde)”, e de acordo com as recomendações da DGS, a fazer a defesa da vacinação, promover o conhecimento nesta área, bem como concretizar oportunidades para o ato de vacinar. “Queremos fomentar a procura da vacinação de forma informada e consciente do seu valor para o próprio e para a sociedade”, afirma a responsável pelo PNV.

Um compromisso que é, no fundo o reforço de “que a vacinação é um direito, um dever, um ato de cidadania, de responsabilidade e de solidariedade, na defesa da saúde individual e da Saúde Pública, sublinha a DGS, em comunicado.

Aumentam casos de sarampo a nível global

A criação da rede de “Municípios Embaixadores de Vacinação” surge numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) dá conta de um aumento global do número de casos de sarampo que quase quadruplicou no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2018, seguindo a tendência dos últimos dois anos, para 112.163 casos.

Também o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou para o problema. São mais de 20 milhões de crianças que não receberam a vacina contra o sarampo, dada em duas doses, em todo o mundo nos últimos oito anos. Esta falta de vacinação permite a exposição ao vírus e coloca em causa a imunidade de grupo e tem originado um aumento de surtos da doença em todo o mundo, conclui o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado no passado dia 25 de abril.

No âmbito da Semana Europeia da Vacinação, a UNICEF revela que cerca de 169 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina, entre 2010 e 2017, o que equivale a uma média anual de 21,1 milhões de crianças.

A UNICEF indica que, em 2017, cerca de 110 mil pessoas, a maioria crianças, morreram de sarampo – 22% a mais que no ano anterior.

DGS atenta aos surtos de sarampo no mundo

Os Estados Unidos enfrentam o maior surto de sarampo em quase 20 anos e, entre os países desenvolvidos lideram a lista da UNICEF com o maior número de crianças (mais de 2,5 milhões) que não receberam a primeira dose da vacina entre 2010 e 2017. Seguem-se França e Reino Unido, com mais de 600 e 500 mil bebés não vacinados, respetivamente.

Uma realidade que leva Teresa Fernandes, da DGS, a sublinhar a importância do Programa Nacional de Vacinação. “Contribuiu para o desenvolvimento do País, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil e as sequelas geradas por doenças que já não vemos, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a difteria, o tétano, entre outras”.

Para a coordenadora do PNV, a “ausência destas doenças gera, principalmente noutros países, algum descrédito na vacinação e sobrevalorização dos seus raros efeitos adversos e incómodo provocado pela picada, por isso investimos na informação sobre o seu real valor”.

Defende, por isso, mais e melhor informação. “Cremos que o combate à desinformação e ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito através de cada vez mais e melhor informação, proveniente de fontes credíveis e difundida a todas as pessoas, através de diversos meios de comunicação, independentemente da idade, religião, estatuto social, financeiro, migratório ou outro, pois é para todas estas pessoas que se destina a vacinação e que a mesma está disponível em Portugal, desde 1965″.

Situação em Portugal

Em Portugal, Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve foram as regiões com taxa de cobertura vacinal abaixo do recomendado na segunda dose da vacina contra o sarampo, segundo dados de 2017.

De acordo com dados publicados no Conselho Nacional de Saúde (CNS), referentes a 2017, na segunda dose da vacina contra o sarampo, papeira e rubéola (VASPR), dada aos 12 meses e aos cinco anos, a taxa de cobertura vacinal ficou abaixo dos 95%, recomendados pela OMS em Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve, regiões descritas como tendo “coberturas vacinais particularmente baixas”. Situação que registou melhorias, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O estudo do CNS, especificou que, em 2017, “nenhum dos ACES [agrupamentos de centros de saúde] da região do Algarve regista uma cobertura vacinal superior a 95%, registando o ACES Algarve Central uma cobertura vacinal inferior a 90% (89,4%). O mesmo acontece nos ACES da área urbana de Lisboa, como o de Lisboa Norte (85,5%), Cascais (86,7%) e Amadora (88%), que registam “coberturas vacinais particularmente baixas”.

De acordo com a DGS, que revelou ao DN dados atualizados de 2018, a situação apresentou uma evolução favorável. Em Lisboa e Vale do Tejo, na segunda dose da vacina contra o sarampo, aos 6 anos, a taxa de cobertura é de 94,2% e, aos 7 anos, de 96,4%. Já na região do Algarve, há uma taxa de cobertura de 93% na segunda dose, aos 6 anos, e de 95,4% aos 7 anos”.

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 80 sobre A importância da vacinação

Março 25, 2019 às 2:00 pm | Publicado em CEDI, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 80. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre A importância da vacinação.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Gerações Mais Saudáveis – Políticas Públicas de Promoção da Saúde das Crianças e Jovens em Portugal – estudo do CNS

Dezembro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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O estudo Gerações Mais Saudáveis – Políticas Públicas de Promoção da Saúde das Crianças e Jovens em Portugal debruça-se sobre as políticas públicas de proteção e promoção da saúde das crianças e jovens, dos 0 aos 18 anos. Visa identificar políticas já existentes e verificar quais os determinantes da saúde que ainda carecem de algum tipo de abordagem e desenvolvimento e que podem constituir riscos acumulados ao longo da vida. E tece recomendações que permitam orientar linhas de ação estratégica para o desenvolvimento saudável deste grupo etário.

O estudo encontra-se em discussão pública até ao dia 3 de janeiro de 2019.

Todos os contributos poderão ser remetidos para o CNS, para o seguinte endereço de e-mail:
geral.cns@cns.min-saude.pt

Aceder ao estudo:

Gerações Mais Saudáveis – Políticas Públicas de Promoção da Saúde das Crianças e Jovens em Portugal [3.4 Mb]

 

Noma, a doença que corrói o rosto das crianças mais desfavorecidas

Setembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 24 de agosto de 2018.

Ana Cristina Marques

Afeta crianças dois 2 aos 6 anos que vivem em pobreza extrema. O casos mais frequentes ocorrem na África subsariana. Investigação recente aponta miséria como principal fator de risco.

É conhecida como o “rosto da pobreza”. Noma é uma doença que destrói o rosto das crianças que vivem em contextos de pobreza extrema. O termo vem do grego e significa “devorar”. É uma doença necrosante destrutiva da boca e do rosto. Conhecida há mais de 1.000 anos, só em 1994 a noma foi considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. A entidade estima que, todo os anos, 140 mil crianças contraem a doença.

No princípio, a doença assume a forma de uma ferida no interior da boca, na gengiva, tal como se lê neste boletim informativo realizado pela OMS. A lesão evolui depois para uma “gengivite ulcerativa necrosante que se propaga rapidamente, destruindo os tecidos moles intra-orais e os ossos, progredindo para perfurar os tecidos duros e a pele do rosto”. Sem tratamento, o noma é considerada uma doença mortal em 90% dos casos mas, quando detetada precocemente, pode ser rapidamente travada (cuidados de higiene e antibióticos são parte da solução).

A doença em causa afeta sobretudo crianças dos dois aos seis anos de idade que têm uma alimentação deficiente, que vivem em pobreza extrema e cujo sistema imunitário está debilitado. Os casos mais frequentes ocorrem na África subsahariana, embora haja relatos raros descritos na América Latina e na Ásia. Uma vez afetados, os doentes podem morrer de septicemia, mas também de desidratação grave e de desnutrição. Já os sobreviventes ficam com graves mutilações faciais, bem como dificuldade em falar e comer. A par disto tudo, quem sobrevive à noma, garante a OMS, corre o risco de ser ostracizado socialmente.

O jornal espanhol El País cita uma pesquisa recente sobre a noma, na qual uma equipa dos Médicos Sem Fronteiras analisou um total de 74 casos recebidos naquele que o jornal descreve como sendo o primeiro hospital em todo o mundo dedicado à doença, em Sokoto, no noroeste da Nigéria. As conclusões do estudo, publicado na revista especializada PLOS NTD, apontam para aquilo que já então se desconfiava: o principal fator de risco é mesmo a miséria, com o problema a ser, sobretudo, uma dieta pobre e monótona, assente em papas de milho. O colostro, o primeiro leite que uma mãe dá ao filho, pode ser uma defesa contra a doença. Os investigadores admitem saber muito pouco sobre a doença, uma vez que os doentes vivem em lugares de difícil acesso.

 

Surto de sarampo : sinal dos tempos e barómetro de uma sociedade – Mário Cordeiro

Março 27, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no site da https://ffms.pt/

É lamentável que, passados estes anos todos em que já foi possível avaliar os efeitos (individuais e coletivos) das vacinas, tenhamos ainda que estar a convencer os pais de que este é um passo necessário.

Infelizmente ainda o é – foi há cerca de um ano e agora novamente: um surto de sarampo num país que estava oficialmente livre de sarampo. Um país que era um exemplo para a Europa e para o mundo!

A sociedade da opulência e da abundância (sim, abundância, sobretudo comparando com mais de metade do planeta) é muito inculta relativamente à Ciência e acredita no que o “grande guru” Facebook ou o senhor doutor Google lhe dizem.

Muitos profissionais têm, de igual modo, contribuído para uma falsa segurança e como a memória nem sequer é curta, é curtíssima (em relação a tudo, porque a noção de História se está a perder), já poucos se lembram do que são sarampo, poliomielite, varíola, difteria, meningites. Assim, muitas pessoas consideram que estamos “imunes” a doenças apenas porque somos “civilizados”… nada de mais errado. Há que, constantemente, relembrar que a luta contra os microrganismos não está ganha: qualquer distração levará a que eles vençam. Não desejo isso para os meus filhos, para os meus netos e para as gerações futuras. Faço uso dos dados científicos, e não de “diz-que-disse”.

Alguns pais são “contra as vacinas”. A decisão última de vacinar os filhos é deles, claro, mas é preciso desfazer os equívocos, e pergunto, se não vacinarem e a criança adoecer, como é que eles se vão sentir?… Para lá de que a criança não é propriedade dos pais. Eles são apenas gestores do seu percurso de vida, e devem ser bons gestores, no melhor interesse dos filhos.

Cada um tem o direito de escolher o que quer fazer, mas convém não esquecer que essa autonomia e esse direito implicam responsabilidade. O que acontecer à criança deverá ser, pelo menos moralmente, atribuível aos pais. Para os que são “contra” as vacinas, pois tenham a coragem de ir a África, por exemplo, e pergunte-se-lhes se não desejariam ter uma vacina que salvasse os filhos de morrer por sarampo. Choca-me a ignorância da sociedade da abundância em que se pensa que o que vem nas redes sociais é mais importante do que os dados e a realidade científica.

Como em todos os procedimentos médicos, poderão existir meia dúzia de casos em que vacinar não é recomendável, mas não são duas ou três exceções que não fazem lei. Nós, cientistas, temos de descartar as mentiras, falsidades, inverdades e ideias feitas que estão erradas. Infelizmente, a moda de “não vacinar” é própria de uma sociedade afluente e rica, sobranceira e jactante, que se esqueceu dos tempos em que se morria de meningite, poliomielite, tosse convulsa, difteria ou sarampo, entre tantas outras doenças, e nada tem a ver com as escassas reais contraindicações à vacinação. O que mata são as doenças. As vacinas salvam vidas!

O método sinistro do mundo das “fake news”, associado à amplificação pelas redes sociais, acríticas e acéfalas leva a que se propaguem mentiras, como foi relacionar-se a vacina do sarampo com o autismo. Neste caso concreto, foi um médico que publicou um estudo, que veio a revelar-se falso, em que sugeria essa associação. Foi mais do que demonstrado que não era verdade, mas a ideia ficou (como as notícias de primeira página que são desmentidas depois num pequeno quadradinho numa página interior) e pouco se falou que o referido médico foi irradiado e expulso, o mesmo acontecendo com um outro médico nos EUA – que mais tarde se suicidou. Nesse aspeto, acho que os meios de comunicação alinham, muitas vezes, nesse “erro histórico”, com consequências gravíssimas para a saúde das pessoas. Repito: as vacinas salvam, as doenças matam!

Portugal é um caso de sucesso, desde que a então diretora-geral da Saúde, drª Maria Luísa Van Zeller, iniciou o PNV. Somos um exemplo para o mundo. Perder isto seria como ter Cristiano Ronaldo e nunca o deixar jogar, com a “pequena” diferença que, se não vacinarmos, milhares de pessoas morrerão. Sim, milhares. Não é força de expressão.

Outro argumento, frequentemente usado, é que as multinacionais “inventam” doenças para “impingirem” vacinas. Se é verdade que as multinacionais e firmas farmacêuticas querem ter lucros (isso acontece com qualquer negócio numa economia de mercado) e se também é verdade que os Estados e a UE têm de ter uma palavra a dizer sobre os preços (e já têm, quando num concurso público internacional os preços caem para cerca de um terço do preço de venda ao público), a ideia de que há uma conspiração e que as vacinas são desnecessárias é absurda, obscurantista e totalmente idiota…. Com efeitos muito graves na vida das pessoas. Quando morreu um terço da população da Europa por peste negra ou sífilis, no Renascimento, não creio terem sido as multinacionais as culpadas. Aliás, quem morreu muito agradeceria ter tido uma vacina que lhes salvasse a vida!

As taxas de vacinação em Portugal continuam razoavelmente elevadas, porque felizmente a maioria dos pais não vai em “cantos de sereia” e não acredita em balelas, mas este surto mostra como estamos a abrir brechas. Há um par de anos houve dois casos de estrangeiros com sarampo e não houve um único português… porque a população estava imunizada e havia a imunidade de grupo, a qual se consegue com uma taxa de cobertura superior a 95% – agora, não foi o caso. Se não defendermos ativamente as vacinas como o bem precioso e a maior conquista civilizacional em termos de saúde, poderemos correr sérios riscos, sim, porque a memória das doenças ficará esfumada. Há razões para ter essa preocupação.

Ainda por cima, existe uma “geração” que já não contraiu a doença “selvagem”, só fez uma dose de vacina – a qual, nos anos 70, também era diferente e menos imunogénica – e está em maior risco de não ter anticorpos para a doença e de, por exemplo, não passar esses anticorpos (porque não os tem) aos filhos durante a gravidez, deixando os bebés expostos desde que nascem – estou a falar da geração entre os 35 e os 45 anos, mais ou menos.

Um país que fica em transe (e bem) por causa dos incêndios, não perceberá que estamos perante um novo “incêndio” que pode provocar até mais vítimas? A última epidemia, há cerca de 25 anos, causou mais de 50 mortes! Está nas nossas mãos defendermos as vacinas e a sua utilidade e bom nome. As vacinas salvam vidas, as doenças matam essas vidas. Para mim, como pai, cidadão, cientista e humanista, faz toda a diferença! Mário Cordeiro é autor do ensaio ‘Crianças e Famílias num Portugal em Mudança’ e, mais recentemente, de ‘A Verdade e a Mentira das Vacinas’ (editora Desassossego, 2017). Escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.

Sarampo – Informações da Direção-Geral da Saúde

Março 21, 2018 às 2:09 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

Sarampo Perguntas e Respostas

Sarampo Materiais de Divulgação

 

“O que está em causa não são motivações éticas, mas sim de saúde publica” – Vacinação

Agosto 17, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.educare.pt/ de 3 de agosto de 2017.

Pais estão informados dos riscos da não vacinação e defendem que nas escolas todos os alunos tenham pelo menos as vacinas do Programa Nacional de Vacinação.

Andreia Lobo

Nenhum dos seus irmãos foi vacinado em criança. E a mãe continua a não acreditar nas vantagens da vacinação. Hoje, aos 38 anos e pai de uma criança de dois anos, não passaria pela cabeça de Luís, nome fictício, seguir o exemplo da progenitora. “A minha realidade, em criança, era diferente. Estava em casa com a minha mãe. A minha filha foi para o berçário com menos de um ano. E é claro que o sistema imunológico nestas idades é demasiado frágil para estar em contacto com outras crianças.”

O boletim de saúde da criança está atualizado com o registo da aplicação de todas as vacinas do Programa Nacional de Vacinação (PNV) contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, as doenças causadas por Haemophilus influenzae, a poliomielite, a meningite C, o sarampo, a papeira e a rubéola. “Mesmo que a minha filha ficasse em casa, muito provavelmente, não corria o risco de não vacinar”, acrescenta Luís.

Ricardo Costa acompanhou, com interesse de pai, as notícias que foram surgindo na Internet e nos jornais sobre “a polémica da vacinação”. A morte de uma adolescente, devido a uma complicação causada pelo sarampo, extremou posições sobre como sensibilizar os pais a cumprir o PNV. Uma proposta do CDS-PP, rejeitada pelo Parlamento em maio, recomendava que fosse ponderada a possibilidade de impedir as matrículas – ou a sua renovação – aos alunos que não tivessem a vacinação recomendada no Programa Nacional de Vacinação.

O filho de Ricardo Costa, tem 6 anos e frequenta a primeira classe. Como acontece todas as crianças que entram para o 1.º ciclo, na hora da matrícula foi pedido aos encarregados de educação que apresentassem o registo de vacinas. Trata-se de um livrinho amarelo – que faz parte do boletim de saúde – onde os profissionais de enfermagem registam a vacinação. Para isso, colam a etiqueta da embalagem que identifica o lote e a composição da vacina dada. Ou, em alternativa, colocam carimbo do Ministério da Saúde ou da Unidade de Saúde familiar, onde a vacina foi administrada, e a respetiva data.

No boletim de saúde da criança constam todas as vacinas obrigatórias. Para Ricardo Costa, não poderia ser de outra forma. Conhece as razões que levam pais e mães que não querem vacinar os filhos, mas acredita que “os movimentos antivacinas só vêm confundir a opinião pública”. O cirurgião pediatra, João Moreira Pinto concorda, lembrando que, “infelizmente” um grande mito continua a alimentar muita da descrença na vacinação.

Trata-se de um estudo conduzido em 1998 pelo médico britânico Andrew Wakefield, publicado na revista científica Lancet, e que associava a administração da vacina do sarampo a alguns casos de autismo. Mais tarde, em 2004, a credibilidade do estudo caía por completo, depois de ter sido descoberto que o investigador tinha falsificado os dados clínicos a troco de dinheiro dos advogados dos pais das crianças autistas que queriam processar as empresas produtoras das vacinas.

Entretanto, explica João Moreira Pinto, “o artigo supostamente científico onde constavam essas falsidades foi retirado de publicação. E, agora, o caso é uma vergonha para a comunidade científica”. O episódio deixou, no entanto, graves consequências. Em 2008, pela primeira vez em 14 anos, o sarampo voltava a ser frequente no Reino Unido: 461 casos registados em Inglaterra e no País de Gales, 68 na Escócia, segundo dados do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças Europeu.

Em Portugal, até maio deste ano, a Direção-Geral de Saúde (DGS) tinha registado 28 casos confirmados de sarampo e 134 notificações em território nacional. Como pai, Ricardo Costa tem uma visão prática sobre a importância da vacinação. “O que está em causa não são motivações éticas, mas sim de saúde publica.” Se dependesse de Cristina Cruz, mãe de um menino de 12 anos, a proposta dos centristas teria sido aprovada e os alunos não se poderiam matricular sem a vacinação em dia. Bárbara Pinto, mãe de uma menina de 12 anos, não iria tão longe. “Penso que as escolas poderiam comunicar às autoridades competentes os casos das crianças que não estão devidamente vacinadas.

João Moreira Pinto também teria votado a favor de uma proposta que responsabilizasse mais os pais na proteção das crianças. “Ao matricular a criança na escola os pais estão a aceitar que ela pertença a uma comunidade que tem as suas regras e estas passam por uma segurança para o próprio e os outros”, argumenta.

O cirurgião pediatra lembra que as crianças não vacinadas – sendo ainda em número muito menor em relação às que o são – beneficiam da “imunidade coletiva”. Ou seja, não adoecem pelo facto de a maioria dos colegas serem vacinados. O aumento de não vacinados afetará este equilíbrio. Pior, diz o médico, uma criança não vacinada “pode estar a colocar em perigo também crianças já vacinadas”. Como? “A taxa de eficiência de uma vacina nunca é de 100%. Pode haver uma criança vacinada que não ficou completamente imune e, portanto, se outros não estiverem vacinados e o vírus andar a circular, pode de facto ficar infetada.”

Muitas das dúvidas dos pais sobre o Programa Nacional de Vacinação encontram resposta na página eletrónica da DGS [https://www.dgs.pt/pns-e-programas/programas-de-saude/vacinacao.aspx]. Nos projetos de resolução aprovados em maio consta a realização de uma campanha nacional de sensibilização para a importância das vacinas na redução da mortalidade e controlo e erradicação de doenças.

A pensar nos riscos da vivência escolar, Cristina Cruz defende que a escola esteja atenta aos alunos que não têm a vacinação mínima. “É uma forma de proteger os nossos filhos e a sociedade em geral”, argumenta. No boletim de vacinas do filho constam as vacinas do PNV e mais as que não são obrigatórias. “Existem muitas vacinas não comparticipadas e eu investi nelas, por saber que são importantes”, refere Cristina, lembrando que quando se trata de ponderar a administração de vacinas “polémicas” recorre ao aconselhamento médico. “Quando houve o surto de hepatite A, o pediatra do meu filho não achou fundamental vaciná-lo e eu não vacinei.”

 

 

As casas de banho escolares – falar disto agora para resolver até setembro…

Abril 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário cordeiro publicado no https://ionline.sapo.pt/ de 11 de abril de 2017.

Pouco se fala do assunto, mas as consequências podem ser graves. Depois de ler este artigo, o leitor, seja pai, professor, diretor de escola ou meramente cidadão, faça o que puder para que as coisas melhorem!

As más condições das casas de banho escolares são um problema frequente no dia–a-dia das crianças. A maioria das crianças evitam usar a casa de banho da sua escola, muitas delas durante todo o dia.

As razões apontadas – e que poderiam sê-lo por qualquer leitor – incluem: cheiro desagradável, sujidade, portas que não fecham e falta de privacidade, sanitas partidas, ausência de papel higiénico, vandalismo e graffiti nas casas de banho, localização inconveniente das mesmas, o facto de estas se encontrarem por vezes trancadas e, em muitas escolas, só se poderem usar nos intervalos, em que a chusma de crianças a necessitar de ir à casa de banho é grande e, naqueles escassos 15-20 minutos, muita outra coisa há a fazer.

A falta de privacidade é o problema principal referido pela maioria das crianças; num estudo que fizemos, 70% relataram existência de urina e fezes no chão, paredes ou assento da sanita. Neste mesmo estudo, perto de quatro quintos das crianças referiram que as casas de banho eram “sujas, desagradáveis, a cheirar mal, assustadoras e locais de bullying”.

A retenção urinária e fecal por recusa de usar as casas de banho escolares são causa de problemas de saúde, psicológicos e educacionais significativos. No primeiro ciclo, as crianças estão a aprender os hábitos higiénicos, pelo que é fundamental adquirir comportamentos visando autonomia, intimidade e uma boa sexualidade, o que obriga a um nível mínimo de qualidade das instalações sanitárias.

Ao longo do tempo, a retenção pode levar a uma situação conhecida como síndroma de eliminação disfuncional, com um padrão alterado de micção e defecação, e com obstipação, micção infrequente ou síndroma da bexiga preguiçosa. Esta situação pode dar dor abdominal, levar a não conseguir reter as fezes (encoprese), infeções urinárias recorrentes, urgência miccional, enurese, refluxo vesico-ureteral e até lesões renais.

É sabido, também, que a melhor posição para o esvaziamento da bexiga é a posição sentada, com apoio para as coxas e os pés, e o corpo ligeiramente dobrado para a frente. Pois… mas, na prática, 85% das mulheres que usam as casas de banho públicas normalmente agacham-se quando o fazem, resultando num aumento de cerca de uma vez e meia do volume urinário residual. Do mesmo modo, em escolas com sanitas sujas e sem assentos, as meninas tendem a agachar-se para não tocarem nas sanitas, o que pode levar a uma micção incompleta e aumentar o volume residual urinário, com aumento do risco de disfunção vesical e infeção urinária.

Por outro lado, a pressa que as crianças têm de se “despachar”, entre outras razões para evitar o contacto com o assento da sanita, faz com que se verifiquem situações em que a urina reflui para a zona vulvovaginal, molhando depois as cuecas quando se levanta, o que é uma situação muito desagradável do ponto de vista psicológico.

Algumas crianças referem beber menos líquidos, com vista a terem de ir menos à casa de banho, mas isso pode levar a uma leve desidratação, que resulta em menor atenção, irritabilidade, mau humor e falta de concentração, e também aumentar o risco de infeção urinária ou obstipação.

Além destes efeitos físicos, os problemas causados por casas de banho escolares inaceitáveis podem provocar ansiedade e vergonha, especialmente nas crianças que acabam por sofrer de incontinência, podendo ser vítimas de bullying, o que afeta o rendimento escolar, com mais baixa autoestima, pior desempenho e mal-estar na escola.

Sabe-se igualmente que uma em oito meninas (cerca de 12,5%) tem o primeiro período menstrual (menarca) durante o 1.o ciclo e a ausência de condições sanitárias das casas de banho escolares, desde a falta de privacidade (casas de banho mistas) a outros pormenores, como a ausência de caixotes de lixo, pode tornar a menstruação uma experiência traumática que afeta a criança e perturba o desenvolvimento de uma sexualidade saudável.

É ainda de referir a importância das condições higiénicas na disseminação de doenças, designadamente gastroenterites e hepatite A, através da utilização de assentos, sabonetes ou torneiras contaminadas, ainda por cima quando sabemos que a utilização é feita nos intervalos, altura em que as crianças comem os lanches da manhã e da tarde, bem como antes das refeições principais, o que facilita a contaminação se houver má higiene.

Muitos pais “bramem”, nas reuniões de pais, por causa do “tamanho da maçã” ou porque “o Manel deu um encontrão ao Zé”, mas raramente referem as condições das casas de banho como um problema – e muitas direções escolares assobiam para o lado e ignoram a questão. Além disso, existe uma lacuna na legislação, a nível europeu. Em Portugal apenas existem algumas recomendações da responsabilidade do Ministério da Educação, que são escassas e insuficientes, e uma breve referência na Circular Normativa do Ministério da Saúde.

É necessário, pois, falar deste assunto sem papas na língua e que os jornalistas façam reportagens, pressionem e levantem questões a quem de direito – não esqueçamos que estamos a falar de crianças do 1.o ciclo, que ainda estão numa fase inicial da aprendizagem das regras de promoção de saúde e num contexto que deve ser eminentemente educativo e modelar.

Só para dar um exemplo de medidas que se podem tomar se se quiser fazer alguma coisa: num país escandinavo verificou–se que os meninos gostavam de pegar na sua “mangueirinha” e “regar” em todas as direções. Resposta: para lá de sermões, conselhos e normas, pintaram-se alvos em círculos, dentro da sanita. Resultado: as crianças passaram a querer acertar no “100” e deixaram de molhar o resto. Simples, não é? Aqui fica, à atenção de quem de direito. Com imaginação, criatividade e colaboração dos próprios alunos, conseguir-se-ão grandes avanços… mas só depois de reconhecer esta situação como um verdadeiro problema de saúde pública.

 

 

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