Tragédia em Caxias mostra “todo o sistema a falhar” – Entrevista de Dulce Rocha do IAC à Rádio Renascença

Fevereiro 26, 2016 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança à Rádio Renascença no dia 17 de fevereiro de 2016.

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A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança diz à Renascença que têm de ser apuradas responsabilidades no caso da mulher suspeita de se ter lançado ao Tejo com duas filhas. O diagnóstico de depressão terá falhado, afirma Dulce Rocha.

Pode ter havido falha do diagnóstico de depressão da mulher que foi detida, esta quarta-feira, por suspeita de homicídio das suas duas filhas menores, numa praia em Caxias, Oeiras. A antiga procuradora Dulce Rocha, actual vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, lamenta que os técnicos que acompanharam a família não se tenham apercebido do grau de depressão de que a mulher, de 37 anos, provavelmente sofria.

“É todo o sistema a falhar, não é só um serviço que falha aqui provavelmente não houve um diagnóstico, não se aperceberam da gravidade da situação”, afirma Dulce Rocha à Renascença.

A família estava a ser acompanhada desde que a mulher fez uma denúncia por abusos sexuais das meninas e violência doméstica, por parte do pai das vítimas. Falando antes de se ter confirmado a detenção, Dulce Rocha explicou à Renascença que tudo indica que a mulher devia ter sido submetida a cuidados psiquiátricos.

“Tem muito a ver com a rede de saúde mental que temos em Portugal, porque os funcionários do Ministério Público não são psiquiatras e provavelmente não se aperceberam da gravidade da situação. Provavelmente naquele caso devia-se ter encaminhado para a saúde mental e a saúde mental ter meios para socorrer esta senhora. Estas situações são muitas vezes desvalorizadas e que não há recursos”, lamenta Dulce Rocha.

Em questão está também a forma como os técnicos abordam as situações, podendo alarmar os pais, o que pode ser contraproducente. “Tem de haver todo um conjunto de soluções para acolher estas crianças, sem ser uma retirada das crianças à mãe que ela tenha a sensação de ser definitiva. Caso contrário vai dizendo que não está tão mal assim, ela própria esconde a sua depressão para que não lhe sejam retirados os filhos, diz.

“Tem de haver uma consciencialização, por parte dos serviços, de que estas pessoas têm de ser tratadas com muita humanidade, com muita compaixão”, avisa a dirigente do Instituto de Apoio à Criança.

Uma criança de 19 meses morreu e outra de quatro anos está desaparecida desde segunda-feira à noite. O alerta foi dado por uma testemunha que viu uma mulher sair da água na praia de Caxias, em pânico, em avançado estado de hipotermia e a afirmar que as suas duas filhas estavam dentro de água.

A criança de 19 meses foi resgatada e alvo de tentativa de reanimação, mas sem sucesso.

O gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República disse à Renascença que o pai das crianças está indiciado por violência doméstica e suspeita de abusos sobre as meninas.

 

 

 

Muitos casos de crianças em perigo são ignorados aos primeiros sinais

Fevereiro 25, 2016 às 4:35 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de fevereiro de 2016.

A notícia contém declarações da Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança.

Enric Vives Rubio

ANA DIAS CORDEIRO

Uma mulher está presa por suspeitas de homicídio qualificado das duas filhas, de 20 meses e quatro anos. Não só o Estado, também a comunidade e a família devem estar atentos aos indícios de risco. E nem sempre estão.

Perante situações tão trágicas como a desta semana em que duas meninas levadas pela mãe perderam a vida no mar em Caxias, “é fácil apontar falhas” do sistema de protecção. Difícil será dotá-lo da capacidade de resposta para agir em tempo útil e salvar as crianças, diz uma jurista do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Ana Perdigão. A explicação não passará tanto por falta de legislação: “O cenário legal é vasto”, e as leis de protecção foram revistas no ano passado.

A situação destas duas crianças, de “contornos tão complexos e profundos”, como diz a jurista, interpela não apenas o Estado, mas a comunidade e a família, considera também a psicóloga clinica Fernanda Salvaterra. “As pessoas esquecem-se: há o Estado mas também há a família. A família é o primeiro sistema, é o que está mais próximo das pessoas e tem obrigações. E a comunidade: todos os ecossistemas onde a família se movimenta devem dar o alerta.”

Uma explicação poderá passar pela falta de respostas céleres aos primeiros sinais de risco que, muitas vezes, não são logo percebidos – ou denunciados. As respostas específicas de saúde mental são escassas e estão longe das pessoas. Apresentam-se de tal forma demoradas e espaçadas no tempo que deixam escapar situações de perigo. Como pode a perturbação desta mãe não ter sido detectada a tempo? – questiona Ana Perdigão.

Os serviços de saúde mental devem estar muito mais próximos das pessoas, considera também Fernanda Salvaterra. As respostas são deficitárias não só na saúde mental, mas também no acolhimento, diz a psicóloga. As consultas de psiquiatria devem ser marcadas aos primeiros sinais de perturbação, insiste. E isso não acontece. Muito poucos centros de saúde têm psicólogos e as consultas de psiquiatria nos hospitais não são marcadas com a urgência e a frequência exigidas por muitos dos casos que chegam às comissões de protecção ou ao IAC.

“Em muitas das situações, é necessário acompanhamento psicológico das crianças, ou apoio psicológico à mãe ou ao pai, ou até um acompanhamento à família. Debatemo-nos com essa dificuldade de obtermos essas respostas em tempo útil”, acrescenta Fernanda Salvaterra, que exerce funções numa comissão de protecção de crianças e jovens. As soluções “não correspondem às necessidades de haver acompanhamento próximo, regular, semanal”.

“Os sinais têm de ser percebidos, logo de início, pelas instituições da infância e juventude, por todos os serviços da comunidade por onde passam as crianças: a escola, a creche, o centro de saúde, os hospitais, as associações juvenis”, reforça o procurador-geral adjunto do Tribunal da Relação do Porto, Francisco Maia Neto, com vasta experiência em processos de Família e Menores. “É normalmente neste primeiro patamar [de intervenção] que se colhem os indícios.”

Portugal assistiu, nos últimos anos, “a um apogeu destes casos”. Desde 2012, “homicídios de filhos seguidos de suicídios foram muito mais comuns”, diz. “São coisas traumáticas. O que está em causa é se o sistema pode e deve preocupar-se com a identificação dos primeiros sinais de perigo. Houve situações mais graves do ponto de vista humano por motivos económicos e não houve um correspondente acompanhamento das organizações da primeira linha para detectar os sinais.”

Os gabinetes de apoio à criança e à família nas escolas, onde os mais novos partilham as suas rotinas com assistentes sociais ou psicólogos, é “um óptimo local para detectar situações que não correm bem”, sugere Ana Perdigão. As equipas não se têm mantido e, em muitos casos, não tem sido prestada a devida atenção às crianças.

As instituições precisam de técnicos. E os técnicos precisam de tempo para escutar as crianças, diz Ana Perdigão, ou para avaliar a situação de uma mãe. Para avaliar, encaminhar, sinalizar, reforça. “A necessidade da urgência das respostas agravou-se com a crise, também porque a crise instalada traz muitos mais problemas emocionais. A própria saúde mental das pessoas fica mais fragilizada. Um pai e uma mãe desempregados ficam muito mais expostos a tudo o que seja adverso. E mais facilmente chegam a estados de desespero.”

Para que situações como a das mortes de Caxias não se repitam, será preciso detectar os indícios “no sítio próprio, em tempo útil”, observa Francisco Maia Neto, que coordenou a comissão de revisão das leis de protecção. E isso não está a acontecer, considera. “Os sinais são fundamentais. É muito importante denunciar.”

Mesmo denunciando, podem surgir dúvidas. A mãe das meninas de Caxias está presa preventivamente, indiciada por dois crimes de homicídio qualificado, depois de o Ministério Público ter considerado que agiu com “especial censurabilidade ou perversidade”. Sobre o pai incidiam suspeitas de violência doméstica e abusos sexuais das duas filhas, que este nega e que a justiça investiga. As crianças presenciavam as violentas discussões do casal, reconhece o pai, alegando que a mulher lançou acusações sobre ele para obter vantagens no processo de regulação parental depois de um divórcio conturbado.

Os casos de regulação parental mais complicados envolvem, por vezes, acusações deste tipo, “nem sempre verdadeiras”, reconhece Fernanda Salvaterra. “Isso não quer dizer que não se deva tomar a devida atenção. Às vezes, o tribunal tem dificuldade em decidir, em saber onde está a verdade”, acrescenta. E aconselha cautela na forma como se fala de falsas denúncias. “Pode parecer que há sempre manipulação das situações, e não há. Há casos muito graves em que é preciso intervir de imediato, em que as pessoas se queixam com toda a legitimidade por se sentirem ameaçadas e por as crianças estarem em risco.”

Uma denúncia da PSP, a quem a mãe tinha apresentado queixa em Novembro, depois da separação, deu entrada na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora em Novembro passado. O caso foi remetido ao Ministério Público – como de resto prevê a lei de protecção desde as alterações legislativas do ano passado, em caso de suspeitas de abuso sexual intrafamiliar, diz Francisco Maia Neto. Desde a alteração, as comissões deixaram de ter competência neste tipo de situações, uma vez que a sua intervenção depende da autorização dos pais. “São os casos em que o eventual abusador iria prestar consentimento. E isso não faz sentido”, aponta.

“A decisão da retirada das crianças, de uma forma geral, é sempre temida pelos técnicos, e sempre tomada nas situações-limite”, diz Fernanda Salvaterra, autora de uma tese de doutoramento sobre adopção e vinculação. “Embora sendo uma decisão extrema, deve ser tomada sempre que esteja em causa o bem-estar e o superior interesse da criança, quando ela está em perigo naquela família. Na noção de perigo inclui-se o risco de vida mas também o perigo para o seu desenvolvimento, tanto físico como emocional e psicológico.”

As situações de retirada aumentaram muito nos últimos meses, revela Fernanda Salvaterra. “Em mês e meio, até meados de Fevereiro, já tivemos [na CPCJ onde exerce funções] sete situações de retiradas da família. No ano inteiro de 2015 tivemos 32.” Só esta semana, a do desaparecimento e da morte das duas crianças em Caxias, a CPCJ onde Fernanda Salvaterra exerce funções recebeu oito situações de emergência noutras tantas famílias, envolvendo 14 crianças. As buscas para encontrar a menina de quatro anos que desapareceu continuam este domingo. E deverão terminar de vez ao final do dia.

 

I Encontro Família e Saúde Mental na Amadora

Dezembro 2, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A CPCJ da Amadora, em parceria com a Câmara Municipal, o Agrupamento dos Centros de Saúde e o Hospital Prof.º Dr. Fernando da Fonseca, promovem o I Encontro Família e Saúde Mental na Amadora, a decorrer no próximo dia 15 de Dezembro, no auditório da biblioteca Dr. Piteira Santos. Entrada livre, sujeita a inscrição (com admissão por ordem de chegada) até dia 10 de Dezembro para secretariadocpcjamadora@gmail.com

https://www.facebook.com/cpcj.amadora/

 

Seminário de Saúde Mental – Ao longo do Ciclo de Vida. Contextos, caminhos e Desafios…

Novembro 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições gratuitas através  do e-mail  susana.soares@csqueluz.min-saude.pt

https://www.facebook.com/ACES.Sintra/timeline

 

8.as Jornadas de Saúde Mental “Entre as Redes Neuronais e as Redes Sociais”

Outubro 13, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://8asjornadassaudementalgaia.weebly.com/apresentaccedilatildeo.html

 

Simpósio Autolesão & Adolescência / castigar o corpo para aliviar a alma

Outubro 8, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.milrazoes.pt/autolesao/

 

Os Jovens e a Saúde Mental – Vídeo

Agosto 20, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Hoje, dia 12 de Agosto de 2014, celebra-se o Dia Internacional da Juventude, com especial destaque para o tema: “Os Jovens e a Saúde Mental”.

Na primeira parte do vídeo aborda-se a questão da Construção da Identidade na Adolescência.

Esta iniciativa foi coordenada pelo Conselho Nacional de Juventude – Portugal (CNJ), pela Direcção Geral de Saúde (DGS) e pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em parceria com a Associação Nacional de Estudantes de Nutrição (ANEN).

As ilustrações, a criação e a edição de todos os vídeos ficaram a cabo da dupla Sara-a-dias e Frederico Batista.

 

Há cada vez mais adolescentes internados em enfermarias psiquiátricas de adultos

Novembro 22, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de Novembro de 2013.

Manuel Roberto

Catarina Gomes

Pedopsiquiatras dizem que tentativas de suicídio dos adolescentes estão a aumentar no contexto da crise.

No país inteiro existem apenas 20 camas para internar crianças e adolescentes com problemas mentais. Com a crise estão a chegar às urgências cada vez adolescentes que tentaram suicidar-se. Perante a falta de vagas, a solução para estas e outras situações tem sido, muitas vezes, o internamento em enfermarias psiquiátricas de adultos. “Em vez de ser uma experiência pacificadora, pode ser traumatizante”, alerta o director do Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico de Coimbra, José Garrido.

Diz a Carta da Criança Hospitalizada que “as crianças não devem ser admitidas em serviços de adultos. Devem ficar reunidas por grupos etários para beneficiarem de jogos, recreios e actividades educativas adaptadas à idade, com toda a segurança”. Desde 2010 que a idade pediátrica em Portugal foi alargada dos 16 para os 18 anos.

Augusto Carreira, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, lembra o caso de uma rapariga de 16 anos do Algarve, “em situação psíquica grave”, que andou muito tempo para ser internada porque naquela região do país não há pedopsiquiatria e porque o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde há 10 camas, estava lotado. Além desta instituição só existem outras dez camas no Magalhães Lemos, no Porto.

Zulmira Correia, responsável pela unidade de pedopsiquiatria da zona Norte, que funciona no Hospital Magalhães Lemos, diz que os miúdos que, por falta de alternativas, são internados na psiquiatria de adultos aterram num mundo de doentes crónicos “e podem pensar “eu vou pertencer a este mundo do ‘voando sobre um ninho de cucos’”. A médica nota que o internamento na saúde mental de adultos é estigmatizante para a família e pode impedir a visita de colegas de escola e amigos do adolescente. Zulmira Correia fala no caso de raparigas que nestes internamentos ficam expostas a “relatos de experiências de vidas que não são simpáticas de ouvir fora do tempo, histórias de maridos… Não é favorável”. Zulmira Correia nota que a legislação e a acreditação internacional dos serviços de saúde não permite sequer que as salas de espera e os corredores para crianças e adolescentes sejam os mesmos que os adultos.

Foi com a ministra Ana Jorge que a idade pediátrica foi alargada para os 18 anos, uma decisão acertada, diz Augusto Carreira, mas que não foi acompanhada de reforço de meios. O problema é saber para onde mandar os adolescentes, sobretudo dos 16 aos 18 anos. Ou seja, quando é necessário internamento nestas idades “é uma aflição enorme para tentar arranjar lugar”. Não podem ser colocados em enfermarias de pediatria porque muitas vezes estão em estado de agitação e podiam colocar riscos para outras crianças, mas nunca deveriam ser colocados em enfermarias de adultos, como por vezes acontece, diz.

O problema é que o recurso às enfermarias psiquiátricas de adultos tende a ser mais frequente com o aumento do número de adolescentes que vão parar às urgências por tentativas de suicídio, diz Augusto Carreira.

Não há números para quantificar o fenómeno, mas a sua prática clínica diz-lhes que estão ao aumentar estes casos e que a crise contribuiu para este crescimento, defende José Garrido. Diz que só no primeiro semestre deste ano chegaram às urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra 33 adolescentes dos 13 aos 18 anos que se tentaram suicidar ingerindo medicamentos, embora à cabeça continuem a estar as situações de ansiedade e depressão, com 110 casos.

“A maior parte dos casos de comportamentos suicidários precisam de ser internados”, diz Augusto Carreira, “para avaliar da gravidade do gesto e existência de risco”. Além das tentativas de suicídio, Augusto Carreira fala do aumento de comportamentos violentos para com os outros e contra si mesmos, por exemplo com situações de automutilação, como os cortes dos pulsos. “As famílias estão muito desorientadas”, diz, sublinhando que “as crianças, para se desenvolverem de forma satisfatória, precisam de se sentir protegidas. No contexto em que nós vivemos as famílias não se sentem tranquilas, não sabem se chegam ao final do mês com dinheiro para dar de comer aos filhos”.

“Os recursos que se oferecem neste momento estão a rebentar pelas costuras” e estes, defende, ainda são mais importantes “nesta fase”. “Uma criança que atravessa a crise vai ficar com marcas, não é como uma empresa em que, passada a crise, volta a dar lucro. Perdura”.

“As enfermarias psiquiátricas não são sítios muito agradáveis. Estes internamentos são primeiras experiências de internamento”, nota, e “podem ser traumatizantes, até para a família que pode ver aquilo quase como se estivesse a vislumbrar o futuro do filho. É pesado, era importante que se pudesse evitar isso”, sublinha o presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência.

O director do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho confirma “uma maior pressão desde a crise, com maiores necessidades de internamento”. O responsável diz que “a situação de crise desencadeia tensões emocionais que muitas vezes criam estados de crise emocional, em que o internamento transitório pode ser uma solução”. Os últimos dados oficiais dizem que em 2011 houve 295 internamentos por perturbações mentais da infância, com uma média de quase nove dias de permanência.

“A única prevenção em saúde mental é na infância, na adolescência já é muitas vezes tarde demais”, reforça José Garrido. Está descrito em estudos internacionais que, em momentos de crise económica, aumentam as tentativas de suicídio também na adolescência, “são sintomas da crise”, que se faz acompanhar “de mais conflitos familiares, mais violência doméstica, mais consumo de álcool, pais que emigram. É uma sociedade em stress”.

I Fórum Nacional NovOlhar – “Novos Olhares no Acolhimento de Adolescentes”

Setembro 26, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui  ou Aqui

A CrescerSer – Casa da Ameixoeira e a  Soroptimist Cluble Lisboa Caravela irão realizar nos próximos dias 10 e  11 de Outubro no Mosteiro Santos-o-Novo o I Fórum Nacional NovOlhar  -“Novos Olhares no Acolhimento de Adolescentes”.

Pretendemos reflectir a intervenção em quatro pilares do nosso projecto Educativo.  Assim o nosso fórum pretende criar momentos de reflexão nas Áreas da  Justiça, da Educação, da saúde mental e da Familia.

As inscrições são limitadas e necessitam de inscrição até 4 de Outubro de 2013: casadaameixoeira@crescerser.org

(no acto da inscrição envie-nos questões e/ou reflexões que gostaria que fossem debatidos no nosso Fórum).

Programa provisório – I Fórum Nacional NovOlhar

“Novos Olhares no Acolhimento de Adolescentes”
A.P.D.M.F. CrescerSer- Casa da Ameixoeira
10 e 11 de Outubro 2013 – Mosteiro Santos o Novo

10 outubro – Quinta feira

9h00 – Recepção dos Participantes
9h30 – Sessão de Abertura
Armando Leandro – Presidente da Direção da A.P.D.M.F. – CrescerSer
Pedro Santana Lopes – Provedor da SCML
Rita Nogueira Ramos – Presidente do Soroptimist International
Clube Lisboa Caravela

10h00 – Conferência – O Direito a ser Jovem
Joana Marques Vidal – Procuradora Geral da República

10h30 – Pausa para Café

10h45 – 13h30 – Fórum Justiça
OS DESAFIOS DA PROMOÇÃO E PROTEÇÃO EM ACOLHIMENTO RESIDENCIAL

Moderador Jornalista convidado

Ana Barrocas – Coordenadora da Equipa de Gestão Centralizada de Vagas ISS
Celso Manata – Procurador Coordenador do TFM de Lisboa
Fausto Amaro – Docente no ISCSP/TTL
Maria Perquilhas – Juíza de Direito e Docente do CEJ

13h30 – 14h30 – Almoço

14h30 – 18h00 – Fórum Educação
DIFERENTES CONTEXTOS, DIREITOS IGUAIS

Moderador Jornalista Fernanda Freitas

Irene Santos – Investigadora no Instituto de Educação da UL
Nádia Sacoor – Equipa de Educação do Projecto K-Cidade
Rui Fontinho – Presidente da CAP – Agrupamento da Amadora Oeste
Director da Escola Secundária Seomára da Costa Primo
Pedro Cunha – Representante do ME na CNPCJ

16h30 – 16h45 – Pausa para Café
16H45 – 18H00: Dinâmica Teatral: GRUPO USINA intrepeta

11 outubro – sexta feira

9h30 – Recepção dos Participantes

10h00 – 13h00 – Fórum Saúde Mental
SAÚDE MENTAL E ACOLHIMENTO – NOVAS PRÁTICAS EM NOVOS DESAFIOS

Moderador Jornalista convidado

Álvaro de Carvalho – Coordenador Nacional de Saúde Mental
Carlos Alberto Poiares – FP – UHL
Fátima Duarte – CNPCJ
João Beirão – Equipa de Adolescencia do Centro de Saúde da Lapa – HDE

11h30 – 11h45 – Pausa para Café

13h00 – 14h00 – Almoço

14h00 – 16h30 – Fórum Famílias
A FAMÍLIA E O ADOLESCENTE NOS DESAFIOS DA CONTEMPORANEIDADE

Moderador Jornalista convidado

Paulo Guerra – Juíz Desembargador e Vogal da Direção da CrescerSer
Regina Vieira – Docente em Serviço Social pelo ISCTE
Rosa Macedo –SCML
Rui do Carmo – Procuradoria Distrital de Coimbra

16h30 – 16h45 – Pausa para Café

16h45 – 17h30 – Conferência: O EPICENTRO DO ADOLESCENTE NO SEU PROJECTO DE VIDA

Eduardo Sá

17h30 – 18h00 – Momento Musical nos Claustros do Mosteiro

Avós e netos podem proteger a saúde mental uns dos outros

Agosto 26, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Ciência Online de 12 de Agosto de 2013.

Mais informações sobre o estudo:

Strong grandparent-adult grandchild relationships reduce depression for both

Avós e netos desempenham papéis importantes na saúde de cada um, segundo um novo estudo. O estudo de duas décadas descobriu que a qualidade das relações entre as duas gerações tem consequências mensuráveis ​​sobre o bem-estar mental de ambos.

Os pesquisadores analisaram 376 avós e 340 netos, e seguiram a sua saúde mental entre 1985 e 2004. Eles descobriram que tanto os avós como os netos adultos que se sentiam emocionalmente perto da outra geração tinham menos sintomas de depressão.

“Membros da família, como avós e netos, têm funções importantes nas vidas diárias de cada um durante a vida adulta”, disse a pesquisadora Sara Moorman, professors de sociologia na Boston College, EUA.

As relações entre os membros da família podem ser mais importante hoje do que no passado, disseram os pesquisadores. Como a expectativa de vida está a aumentar, as gerações co-existem sem precedentes para longos períodos de tempo, e eles podem ser fontes de apoio, ou de tensão, através de vida das pessoas, disseram os pesquisadores.

Para o estudo, que foi apresentado hoje (12 de agosto), na Reunião Anual da American Sociological Association, em Nova York, os participantes preencheram pesquisas a cada poucos anos, respondendo a perguntas. Os participantes também relataram quantas vezes sentiam sintomas de depressão, como tristeza e falta de apetite.

Os resultados mostraram que, além dos efeitos de saúde mental positivos de ter uma relação emocionalmente próxima, é importante para os avós serem capazes de retribuir a ajuda que recebem dos seus netos, de acordo com os pesquisadores.

Os resultados também mostraram que é importante para os netos ajudarem os seus avós a permanecerem independentes, e manter uma relação de apoio, a fim de afastar os efeitos negativos do envelhecimento sobre o bem-estar mental e emocional dos idosos.

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