Baleia Azul. O jogo que mata os mais novos e já assusta em Portugal

Abril 28, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://sol.sapo.pt/ de 26 de abril de 2017.

Carlos Diogo Santos

O desafio mortal que tem feito vítimas em vários países, entre os quais no Brasil e na Rússia, já pôs a PSP em alerta. O i falou com Sara, uma adolescente que garante existir já medo na sua escola e na dos amigos. No Brasil, Mariana explica como conseguiu sair: “A morte é o que eu mais queria”

Sara tem 16 anos, sente-se mais madura do que a maioria dos seus colegas, mas também vive as crises da adolescência, os medos e as desilusões. Tem medo de morrer e nem entende os adolescentes que entram num jogo como o da Baleia Azul, onde o objetivo final é o suicídio. Não sabe porque muitos procuram estes desafios fatais, mas receia ser apanhada pela teia.

Grande parte das notícias sobre o jogo da Baleia Azul vêm da Rússia e do Brasil – onde até já houve registos de mortes – , mas as mensagens do outro lado do Atlântico já circulam em escolas nacionais, públicas e privadas. Depois de entrarem no jogo, os jovens são convencidos de que já não há volta a dar e que têm de seguir todos os passos – 50 desafios diários – debaixo de uma forte pressão psicológica, inclusivamente com ameaças de que algo acontecerá às famílias se desistirem. É isso que tem levado muitos a mutilarem-se e a correr grandes perigos. O último passo, que também é determinado pelo “curador” é o do suicídio.

“A primeira vez que vi uma mensagem a dizer para não abrir o link do jogo foi no InstaSnap de uma amiga. Eu acredito nestas coisas, eles podem fazer pressão e nós podemos não ser fortes o suficiente para resistir”, diz Sara ao i, explicando que tem muitas amigas que andam assustadas. “Há colegas que têm medo de seguir as regras até ao fim, uns de certeza que iam ignorar, mas outros iam fazer tudo até ao fim e iam guardar para si, há amigas minhas que de certeza que nem iam dizer nada aos pais para se resguardarem”.

E se foi rápido a atravessar o oceano, aqui também não tem demorado a expandir-se. Sara, que anda numa escola privada na Estrela, diz que ela e os seus colegas tiveram contacto com o jogo através de mensagens enviadas por amigos que andam em outras escolas. As autoridades já estão a analisar os casos conhecidos até ao momento. Fonte oficial da PSP diz que “tem conhecimento e que se encontra a monitorizar este fenómeno, que pode afetar crianças e jovens em território nacional”.

A delegada brasileira Fernanda Fernandes, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, não põe de parte que a estrutura montada no Brasil possa capturar vítimas portuguesas, uma vez que partilhamos a mesma língua – ainda que até ao momento não tenha conhecimento de qualquer evidência nesse sentido.

Ao i, a investigadora explica que estão a ser feitos trabalhos com vista a identificar as vítimas naquele país, enquanto que está a ser levado a cabo uma investigação sigilosa para identificar todos os “curadores”, ou seja, administradores do jogo. “Essa linha de investigação corre atualmente em sigilo para não prejudicar os trabalhos”, contou, lembrando que houve já jovens brasileiros a aceitar o último desafio – o do suicídio.

“A morte é o que eu mais procurei”

Mariana é brasileira (nome fictício) e tem menos um ano que Sara. Em entrevista ao jornal “O Globo” conta que “confiava no jogo”: “Eu acreditava que aquilo ali ia me fazer ter coragem de me suicidar”.

Uma das alterações no seu comportamento foi o de achar que a sua mãe já não gostava de si e isso fazia-a ficar ainda mais dependente do que o “curador” lhe pedia. E foi esse afastamento que mais alertou a família, que conseguiu evitar um fim trágico.

“A morte é o que eu mais procurei. É o que eu mais queria”, revelou àquele jornal brasileiro a jovem, adiantando que mesmo depois de ter estado internada e deixar o jogo já tentara o suicídio novamente. Mariana decidiu parar após um novo tratamento, quando percebeu o sofrimento em que tinha mergulhado a família.

“Se eu fosse [as pessoas], não entraria [no desafio da Baleia Azul]. Só vai causar coisas ruins. Ao invés de parar sua tristeza, só vai aumentar. E vai acumular, acumular. Quando você vir, já vai estar vazio por dentro e por fora. Eu pediria para poder apostar uma única chance numa coisa que se gosta. Talvez, sei lá, uma música boa que essas pessoas ouviram na rádio e de que gostem. Talvez possam escutar aquilo e se sentir melhor. Porque eu sei o quanto que dói, mas não vai ser um jogo que vai fazer você parar de sentir dor. Nem a morte”. Mariana sabe do que fala, sente todos os dias as consequências do caminho que escolheu, ou melhor que a induziram a escolher, para fugir a uma depressão. Em vez de fugir ainda se afundou mais.

No Brasil foram já detetados suicídios de jovens em diversos estados que podem estar relacionados com os desafios que são impostos pelos administradores. Isto porque os alvos, segundo a delegada Fernanda Fernandes, são jovens entre os 12 e os 14 anos com problemas de isolamento e ou depressão, que têm dificuldades em abandonar o jogo por medo de que as ameaças feitas pelos administradores aconteçam mesmo.

Sempre que os mais novos cedem a mais um desafio, o mesmo tem de ser enviado por vídeo ou por fotografia – o corte, no caso de ser uma mutilação – para o “curador”.

Naquele país, os crimes que estão em causa na investigação que foi aberta em 2016 são: “associação criminosa, ameaça, lesão corporal (em relação às automutilações praticadas pelos participantes) e homicídio tentado ou consumado”.

Na Rússia, onde o jogo foi notícia pela primeira vez, duas jovens com 15 e 16 anos decidiram por fim às suas vidas em fevereiro, atirando-se de um prédio com 14 andares, em Irkutsk. Uma delas partilhou no Facebook uma fotografia de uma baleia azul.

 

 

 

Rússia : Jogo na internet leva centenas de jovens ao suicídio

Abril 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/  de 30 de março de 2017.

 

As autoridades da Rússia estão preocupadas e a investigar o jogo em linha Blue Whale (Baleia Azul).

Este é considerado um dos mais perversos e perturbadores jogos em linha e já levou ao suicídio mais de uma centena de jovens.

As autoridades russas começaram a investigar o jogo depois de duas jovens, Yulia Konstantinova, de 15 anos, e Veronika Volkova, de 16, se terem suicidado, em fevereiro, ao saltarem de um prédio de 14 andares, na cidade de Ust-Ilimsk, na Sibéria.

Segundo o jornal “The Siberian Times”, dias antes, outra jovem de 14 anos pos fim à vida ao atirar-se para a frente de veículos em movimento.

Como funciona o jogo?

O jogo tem proliferado através de vários grupos de jovens na rede social russa Vkontakte (semelhante ao Facebook).

Os jovens são levados a cumprir várias tarefas de automutilação como golpear a pele, inscrevendo palavras e símbolos nos braços, incluindo a baleia que dá nome ao jogo.

Os participantes são sujeitos a uma autêntica lavagem cerebral. Ficam sujeitos à privação de sono, são levados a visionar filmes de terror durante horas ininterruptas. Ao 50° dia, os jogadores recebem instruções para acabarem com a própria vida, ganhando assim o jogo.

Minutos antes de saltar do décimo quarto andar do prédio, Yulia Konstantinova publicou no seu perfil, na Vkontakte, a palavra “End”, postando ainda uma fotografia de uma baleia azul.

As autoridades detiveram Philip Budeikin, um jovem de 21 anos, por, alegadamente, ser o líder do grupo que, na rede social, incentiva os jovens a colocarem termo à vida.

 

 

Rússia é o país com maior taxa de suicídio infantil na Europa

Março 12, 2013 às 10:57 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 11 de Março de 2013.

A Rússia ocupa a primeira posição no suicídio infantil entre os países europeus, com um aumento de 37 % nos últimos anos

Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

“A Federação da Rússia ocupa hoje o primeiro lugar da Europa em suicídios entre crianças e adolescentes. Nos últimos anos, o número de suicídios infantis e tentativas de suicídio cresceram 37 %. No total, no período de 1990-2010 registaram-se cerca de 800.000 suicídios na Rússia”, indica a página de internet do Serviço de Defesa do Consumidor (SDC), citada pela agência espanhola Efe.

As autoridades russas lamentam o aumento dos suicídios cometidos por adolescentes, que é referido como sendo três vezes superior à média mundial, escreve a Efe.

“Só em 2009 suicidaram-se 1379 rapazes e 369 raparigas entre os 15 e 19 anos na Rússia. No país registam-se 19-20 suicídios por cada 100 mil adolescentes”, assinala o comunicado, que acrescenta que por cada morte há outras 200 tentativas entre jovens de entre 15 e 35 anos.

 

Exposição – Portugal pelos Olhos das Crianças Russas

Março 22, 2011 às 5:04 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Encontra-se em Lisboa um grupo composto por alunos e professores de duas Escolas de Arte de Moscovo (Rússia). Os alunos são finalistas do concurso intitulado “Portugal pelos Olhos das Crianças Russas”, no âmbito do acordo celebrado entre o Instituto Camões e a Agência Federal da Rússia “Rossotrudnichestvo”.

A exposição de pintura estará patente no dia 23 de Março no Instituto Camões,  Avenida da Liberdade, 270 e mais tarde as obras serão doadas a orfanatos portugueses. O IAC estará presente através de José Brito Soares, coordenador do Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (CEDI).

Imagem retirada Daqui


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