Júlia, a nova personagem da Rua Sésamo é autista

Março 30, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Rua Sésamo, um dos programas infantis mais populares em todo o mundo, vai contar com uma nova personagem, chamada Júlia, que representa uma menina autista, anunciaram os responsáveis do programa.

A guionista, Christine Ferraro, anunciou a aparição da nova personagem numa entrevista na noite de domingo ao canal norte-americano CBS.

A imagem de Júlia já figura nas ilustrações impressas e digitais da série infantil criada nos Estados Unidos, que cumpriu 50 anos de emissão.

O Monstro das Bolachas e o Óscar terão uma nova amiga, uma menina com cabelo cor-de-laranja que vai chamar-se Júlia.

A nova personagem da Rua Sésamo vai fazer a sua estreia nos programas que as cadeias televisivas norte-americanas HBO e PBS vão emitir a partir do início de Abril.

“A grande discussão [dentro do programa] desde o princípio foi: ‘Como fazemos isto, como falamos de autismo?'”, explicou Ferraro ao programa 60 Minutos da CBS News.

“É complicado porque o autismo não se manifesta de uma única forma, é diferente para cada pessoa”, sublinhou a guionista.
Na sua primeira aparição na televisão, Júlia vai mostrar algumas características que são comuns às crianças com autismo, será apresentada a um dos principais personagens, ao Poupas, mas ignorá-lo-á.

Confundido com a reacção da pequena, o Poupas vai pensar que a menina não gosta dele, mas outros personagens da série irão rapidamente explicar-lhe que a menina é diferente e faz as coisas de forma distinta.

A intenção dos criadores da série infantil é que o papel de Júlia tenha bastante relevância no programa.

Os diagnósticos de autismo aumentaram de forma constante nos últimos anos nos Estados Unidos, até uma taxa de uma em cada 68 crianças nascidas no país, segundo dados dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças, citados pelos responsáveis da Rua Sésamo.

 

Jornal Sábado em 20 de Março de 2017

Veja aqui o vídeo:

 

Rua Sésamo cria primeira personagem autista

Outubro 27, 2015 às 7:25 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 21 de outubro de 2015.

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Chama-se Julia e será a primeira personagem autista da série. Inserida na iniciativa Rua Sésamo e o Autismo tem por “objetivo fazer com que todas as crianças olhem para o que têm em comum e não para as suas diferenças”.

O projeto televisivo inclui ainda uma aplicação gratuita, que disponibiliza livros de histórias, vídeos e outros recursos audiovisuais, para ajudar as famílias das crianças autistas, nas tarefas domésticas. Em declarações à revista People, Sherrie Westin, vice-presidente executiva dos impactos globais e filantropia, afirmou que “a maioria dos familiares dos jovens com este tipo de deficiências gravita em conteúdos digitais, daí ter-se criado a Julia digitalmente”.

mais informações no link:

http://autism.sesamestreet.org/

Ver a Rua Sésamo era tão educativo quanto o ensino pré-escolar

Junho 16, 2015 às 9:14 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 8 de junho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Childhood Education by MOOC: Lessons from Sesame Street

STAN HONDA AFP Getty Images

Um estudo americano afirma que ver a série ajudou as crianças no percurso académico. As conclusões abrem portas ao desenvolvimento de programas educativos em outros meios de comunicação eletrónicos.

Sara Otto Coelho

Milhões de crianças em todo o mundo – portuguesas incluídas – de diversas gerações riram com o Popas, o Egas e o Becas, de Rua Sésamo. Mas não só. De acordo com um estudo que vai ser publicado esta segunda-feira, a vertente pedagógica do programa infantil era forte ao ponto de perdurar além dos ensinamentos da escola.

Phillip Levine, economista na Universidade de Wellesley, e Melissa Kearney, economista na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, quiseram ver até que ponto A Rua Sésamo cumpriu a função de preparar as crianças do ensino pré-escolar para a entrada no ensino básico. De acordo com o estudo, que o Washington Post considera ser o de “maior autoridade” no que toca ao impacto do programa, este foi especialmente benéfico para rapazes, para a comunidade não hispânica, negros e crianças inseridas em meios com problemas económicos.

As conclusões mostraram que assistir às aventuras do Monstro das Bolachas e restantes personagens foi tão proveitosa para estas crianças quanto frequentar o ensino pré-escolar. Os dois investigadores não sugerem, contudo, a substituição da pré-primária pela série, mas sim a complementaridade entre ambas.

A partir das conclusões do estudo, Phillip Levine e Melissa Kearney querem olhar para o futuro. “Se conseguimos isto com a Rua Sésamo na televisão, podemos potencialmente conseguir o mesmo com todo o tipo de meios de comunicação eletrónicos”, disse Kearney, citada pelo Washington Post. “É encorajador porque significa que podemos fazer progressos reais” de forma acessível.

A série televisiva estreou nos Estados Unidos em 1969, numa altura em que os estímulos eram muito diferentes daqueles a que as crianças têm acesso hoje em dia, pelo que comparar os efeitos nas crianças de agora pode dar resultados diferentes. É por isso que Diane Whitmore Schanzenbach, uma economista que teve acesso ao estudo antes da publicação e que foi dando feedback aos autores, prefere destacar a importância da educação pré-escolar no percurso académico das crianças.

Afinal, as horas passadas a ver o Conde de Contar não foram só diversão.

 

 

Monstro das Bolachas em dieta. Frutas e vegetais substituem bolachas

Julho 9, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 2 de Julho de 2012.

Nickstone333noFlirck.com/licença Creative Commons 2.0

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Por André Vinagre,

O Monstro das Bolachas, personagem da série infantil “Rua Sésamo” vai passar a comer fruta e vegetais em Espanha.

O monstro azul que adorava comer bolachas vai mudar os seus hábitos alimentares na edição espanhola da “Rua Sésamo” ao abrigo do plano de combate à obesidade infantil.

Teresa Paixão, responsável pela programação infantil e juvenil da RTP diz que se trata de um “golpe de marketing” admitindo que o emblemático monstro pudesse até “comer bolachas que façam bem, que não tenham excesso de açúcar”.

Opinião diferente tem a endocrinologista Isabel do Carmo, que diz que “a decisão é boa porque, para as crianças, tudo o que vêem na televisão tem mais força”, considerando que “no caso de crianças com excesso de peso ou obesas, é preciso retirar-lhes esses alimentos da vista, seja em casa, seja na televisão”.


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