Porque é que as crianças pedem sempre a mesma história na hora de dormir?

Abril 24, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 9 de abril de 2018.

A psicóloga Clementina Almeida acredita que esse pedido está relacionado com uma necessidade de rotina. “A rotina dá-lhes uma sensação de previsibilidade. Não é por acaso que eles pedem para ler aquela história outra vez e outra vez e é sempre a mesma – porque isso lhes dá segurança”, explica a psicóloga clínica.

Clementina Almeida explica que a previsibilidade, o saberem o que vem a seguir, ajuda as crianças a acalmarem-se e os momentos que antecedem a hora de dormir são muito importantes.

Para Clementina Almeida, não interessa qual é a rotina (porque cada família é uma família), o que importa é que ela exista.

Ouvir a psicóloga Clementina Almeida no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/interior/porque-e-que-as-criancas-pedem-sempre-a-mesma-historia-na-hora-de-dormir-9244306.html

“Onde estão os meus sapatos?” – Importância das rotinas e organização na vida das crianças

Junho 23, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto Luís Fernandes publicado d0 site crescer.sapo.pt

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“Mãe, onde estão os meus sapatos? Já estamos atrasados? Mexeste nos meus cadernos?”, “Já estás despachado? Desligaste a luz da casa de banho? Puseste tudo dentro da mala?”.

No quotidiano dos dias estas são frases de manhãs apressadas que as famílias vivem, numa azáfama atual em que o tempo rege as necessidades de forma impiedosa e em que a nossa capacidade de nos adaptarmos a estas exigências marca muito do nosso bem-estar.

A forma como é gerido o tempo e espaço por parte dos pais e outros adultos significativos, criando limites e possibilidades às crianças, marca a diferença naquilo que as mesmas conseguirão regular e antecipar na realização das tarefas diárias e no comportamento que cada uma destas obriga. Muitas vezes exigimos das crianças respostas comportamentais para as quais não criamos as necessárias condições de sucesso, condições que se relacionam com a forma persistente e estruturada como precisamos de organizar o espaço físico e o tempo da criança. Em média, cada 30 minutos, os pais fazem cerca de 17 pedidos/instruções ou ordens a uma criança, comandos verbais de ações que muitas vezes a criança já está a realizar ou à qual não pode naquele momento corresponder por falta de condições para isso – não está nesse espaço físico, está de momento a fazer outra coisa (que lhe foi pedido ou não), não tem tempo para corresponder às solicitações (pelos horários que pais e criança têm que cumprir), não sabe fazer sozinha o que lhe foi solicitado, entre outras razões.

A importância de organizar o dia de uma criança surge porque esta estruturação dá-lhe uma estabilidade e capacidade de antecipação que permite estabelecer um guião de respostas que a criança dará de forma progressivamente mais natural e que se torna, na maioria das ocasiões, mais eficiente e tranquila. Saber onde está o que precisa, organizar os materiais das suas tarefas, perceber a ordem das transições entre os vários momentos do dia e regular-se pelo tempo das tarefas são alguns passos de um caminho progressivo de autonomia, no qual os adultos têm um papel fundamental pois criam o limite externo ao qual a criança se vai adaptar e moldar na sua forma de funcionar.

A capacidade de estruturar o contexto familiar e permitir à criança que a mesma se possa autonomizar e criar um sistema de rotinas em que melhore o modo como cumpre as tarefas, está dependente da forma como os pais ou outros adultos conseguem manter um conjunto de características importantes:

– Um discurso claro e direto sobre o comportamento pretendido nas tarefas pela qual a criança é responsável;

– Estabelecer objetivos realistas para a etapa de desenvolvimento, características da criança e rotinas dos pais;

– Proporcionar a fase de aprendizagem dessas tarefas com participação ativa nesse processo; – Preparar o contexto para que a criança possa ter sucesso naquilo que lhe é pedido.

Se as rotinas e a organização do contexto familiar proporcionam segurança à criança e suporte aos pais na forma como gerem o comportamento da mesma, isto é tão ou mais verdade quando falamos de crianças com dificuldades específicas no seu curso de desenvolvimento, colocando desafios aos pais que, muitas vezes, a necessidade de ajuda especializada é uma realidade.

Conquistas como saber onde estão os sapatos, quanto tempo falta para sair de casa ou o que se tem que fazer até ir para a cama, pontuam a composição dos dias, dão espaço para crescer e, enfim, “arrumar ideias”.

Luís Fernandes Técnico Superior de Reabilitação Psicomotora.

luis.fernandes@pin.com.pt

 

 

 

 

Artigo de Maria João Malho na revista Noesis

Março 29, 2011 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Drª Maria João Malho (Técnica do CEDI do IAC – Centro de estudos, Documentação e Informação Sobre a Criança do Instituto de Apoio à Criança), publicou um artigo na revista Noesis N.º83 Out/Dez. O título do artigo é:

“Reflexão e acção – A criança e a cidade : independência de mobilidade e representações sobre o espaço urbano”

“A apresentação de um estudo de caso sobre as rotinas de vida, a independência de mobilidade, as percepções e representações sobre o espaço urbano a partir do entendimento que as crianças têm do mesmo é o tema deste texto.”

MALHO, Maria João – Reflexão e acção – A criança e a cidade : independência de mobilidade e representações sobre o espaço urbano

In: Noesis. – Lisboa, 2010. –  nº 83 (Out-Dez. 2010), p. 52-57. ISSN 0871-6714

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