Aqui as crianças aprendem com robôs

Agosto 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 14 de julho de 2017.

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Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigido a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade

Agosto 11, 2017 às 11:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.dge.mec.pt/ de 10 de julho de 2017.

A Direção-Geral da Educação irá promover no próximo ano letivo 2017/18, com o apoio da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Setúbal, da Associação Nacional dos Professores de Informática e da Microsoft Portugal, a iniciativa “Programação e Robótica no Ensino Básico”. Esta iniciativa decorre da implementação do projeto-piloto Iniciação à Programação no 1.º Ciclo do Ensino Básico que, entre 2015 e 2017, envolveu mais de setenta mil alunos.

As atividades de “Programação e Robótica no Ensino Básico”, dirigidas a alunos do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, poderão ser dinamizadas, na Oferta Complementar, nas Atividades de Enriquecimento Curricular ou na Oferta de Escola, ficando esta opção ao critério dos órgãos internos do Agrupamento, nos termos do estabelecido nos respetivos diplomas legais.

Os estabelecimentos de ensino interessados em participar nesta iniciativa deverão registar-se através do formulário disponível em: http://area.dge.mec.pt/dspe1cip utilizando as credenciais fornecidas pela DGEEC, até ao dia 15 de agosto de 2017. No formulário, os Diretores deverão indicar os professores que pretendem envolver na iniciativa, para posterior participação na formação promovida no âmbito do projeto. Os professores indicados poderão pertencer a qualquer Grupo de Recrutamento, desde que possuam o perfil adequado ao desenvolvimento da atividade.

Os estabelecimentos de ensino envolvidos nesta iniciativa terão acesso a um sistema de acompanhamento e apoio presencial e online, através da realização de diversos eventos regionais, e de uma comunidade de prática que disponibilizará um conjunto de recursos educativos digitais.

Informações adicionais sobre esta iniciativa poderão ser obtidas através do endereço de correio eletrónico: probotica@dge.mec.pt.

 

 

Segurança das crianças analisada pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia

Abril 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 23 de março de 2017.

mais informações na notícia do Joint Research Centre (JRC):

Connected dolls and tell-tale teddy bears: why we need to manage the Internet of Toys

A privacidade e segurança das crianças e famílias podem estar em causa com a proliferação de brinquedos ligados à internet, alerta um relatório do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, divulgado nesta quinta-feira.

No documento, o centro defende a necessidade de monitorizar e controlar a emergente “Internet dos brinquedos” e destaca como principais áreas de preocupação a segurança e a privacidade, tendo em conta que há novos brinquedos que podem gravar, armazenar e partilhar informações sobre as crianças.

Grande número de brinquedos conectados foram postos à venda nos últimos anos, devendo o volume de negócios deste novo segmento de mercado chegar aos 10 mil milhões de euros até 2020, contra 2,6 mil milhões em 2015.

A “Internet dos brinquedos” surge sob diferentes formas, desde relógios inteligentes a ursos de peluche que interagem com as crianças. Estão ligados à Internet e, em conjunto com outros aparelhos formam a “Internet das coisas”, levando a tecnologia para a casa das pessoas como nunca antes.

Uma equipa de cientistas do centro e especialistas internacionais analisaram as questões de segurança e privacidade e ligadas à socialização decorrentes da ascensão da “Internet dos brinquedos”. E convida, no relatório, os decisores políticos, a indústria, os pais e os professores a estudar a questão em profundidade, para proporcionar uma estrutura que garanta que esses brinquedos são seguros e benéficos para as crianças.

Na área da robótica, diz-se no documento, são cada vez mais os brinquedos robóticos ou com inteligência artificial, embora ainda se saiba pouco sobre as consequências da interacção dos mais jovens com os brinquedos robóticos, sendo possível que representem uma oportunidade, mas também um risco para o desenvolvimento cognitivo, socio-emocional e desenvolvimento moral e comportamental.

Alerta aos pais

Parecendo certo que podem por exemplo ajudar na aprendizagem de línguas estrangeiras, ou em casos como o autismo, também podem aumentar o risco de “bolhas educacionais”, onde as crianças só recebem informação que se ajustam aos seus interesses pré-existentes, como acontece na interacção dos adultos nas redes sociais.

Outra questão levantada pelo relatório diz respeito à forma como os dados recolhidos pelos brinquedos são analisados, manipulados e armazenados. O documento diz que esta não é transparente e representa uma ameaça emergente para a privacidade das crianças.

Lembra o relatório que os dados fornecidos pelas crianças enquanto brincam, como sons, imagens e movimentos registados pelos brinquedos online são dados pessoais, protegidos pela lei.

Outra preocupação registada, esta de mais longo prazo, relaciona-se com o crescimento numa cultura em que seguir, registar e analisar as escolhas diárias das crianças é considerado normal mas pode moldar o comportamento e o desenvolvimento dos jovens.

No relatório apela-se à indústria e aos decisores políticos para criarem uma estrutura que actue como um guia de utilização da tecnologia, forma de ajudar também os fabricantes a enfrentarem os desafios do novo Regulamento Europeu de Protecção de Dados, que entra em vigor em maio de 2018 e que aumenta o controlo dos cidadãos sobre os seus dados pessoais.

O documento apela ainda aos pais que entendam como as crianças interagem com os brinquedos em rede e quais os riscos e oportunidades para o desenvolvimento, além de se informarem sobre as capacidades, funções, medidas de segurança e configurações de privacidade dos brinquedos.

 

 

Robôs que ajudam crianças diabéticas

Março 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 13 de março de 2017.

 

A diabetes é um desafio sério para muitas crianças e adolescentes, o seu bem-estar depende de várias decisões que têm de tomar ao longo do dia. Será que os jogos eletrónicos podem dar uma ajuda?

Ilona vive numa pequena cidade perto de Amesterdão com o marido e os filhos, Tatum e Arjan. Tatum tem 11 anos e o irmão Arjan, de 13 anos, tem diabetes: “a escola fica a meia hora de distância de bicicleta. Todas as manhãs, uma criança precisa de pensar no que vai comer durante o dia e a na quantidade de insulina necessária. Precisam de ter isso em mente ao longo do dia para voltarem a casa em segurança, sem ficarem com açúcar no sangue pelo caminho”.

As crianças fazem parte de um projeto de investigação europeu que pretende ajudar crianças diabéticas através de jogos eletrónicos. Aplicações especiais nos tablets ajudam as crianças a escolher os alimentos certos e acompanham as suas atividades de uma forma mais divertida.

A investigação envolve três hospitais e duas organizações de diabetes em Itália e na Holanda. Nas consultas as crianças podem brincar com um robô programado para ser não apenas um treinador, mas também um amigo.

Os pediatras podem programar o robô para definir objetivos individuais para cada criança. Os investigadores notaram que as crianças que têm um amigo eletrónico chegam mais contentes às consultas.

No jogo, o robô oferece várias ações tais como um convite para uma festa de aniversário ou várias opções de sobremesa. A criança deve fazer a escolha mais saudável. Depois invertem-se os papéis e o robô deve adivinhar a resposta certa.

O robô não dá conselhos relativos à medicação, mas ajuda a compreender os sintomas da diabetes. Os investigadores planeiam envolver mais crianças nesta experiência e desenvolver uma rede que ligue robôs e tablets, para ajudar estes amigos eletrónicos a aprender e a crescer com as crianças.

 

 

Vem divertir-te com os robôs LEGO Mindstorms! 8 de janeiro no Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Dezembro 28, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mnhnc

mais informações no link:

http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/node/1368

Tendências tecnológicas: o que é preciso para ensinar robótica em sala de aula?

Agosto 21, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://fundacaotelefonica.org.br/ de 10 de agosto de 2016.

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Sete alunos da rede estadual de João Pessoa foram vencedores de uma competição internacional de robótica em julho de 2016. A RobCupJr Dance Primary faz parte da Copa Mundial de Robótica, e premia equipes júnior criadoras de robôs capazes de criar performances e recontar histórias. A equipe de jovens paraibanos construiu cinco robôs performáticos que contaram a história do Rio de Janeiro por meio de samba e futebol. O país ficou na frente de outras nações cuja cultura de robótica e programação faz parte do universo escolar, como a própria China, onde a premiação aconteceu.

Ainda que tenha no seu DNA a criatividade e o gosto pela gambiarra, essenciais para a cultura maker e a da robótica, o Brasil conta com pouquíssimas escolas onde programação e robótica façam parte do currículo. “Ao aprender programação, você aprende a pensar de forma mais lógica e fica com o pensamento mais estruturado e sistêmico, além de exercitar a criatividade, resolução de problemas – e, de quebra, outras matérias como física, matemática, inglês”, explica Marco Giroto, criador da primeira escola de robótica no Brasil, a SuperGeeks. Ele reforça que ao programar e construir robôs, a criança cria afinidade com a educação no século XXI um mundo em transformação que demanda cada vez mais conhecimento em tecnologia.

Para ensinar robótica, são necessários alguns dispositivos, como computadores, motores e uma placa eletrônica capaz de fazer a intersecção entre o desejo do programador e ações do robô. Quando se fala em rede pública de ensino, os custos para adquirir essas ferramentas costumam ser altos, inviabilizando a prática dentro da sala de aula. Como exemplo, um kit da Lego custa em torno de cem reais, multiplicados por uma sala de 30 ou 40 alunos. Pelo valor do material, muitas vezes o aluno não pode levar para casa o que criou.

A fim de popularizar as aulas de robótica em redes públicas de ensino, Claudio Olmedo criou o projeto One Dollar Board – uma placa eletrônica viável e de baixo custo (cerca de quatro reais) que pode ser adquirida por redes de ensino. Para esta reportagem, os especialistas Claudio Olmedo e Marco Giroto falam sobre o que é necessário para que escolas se aventurem a implementar aulas de robótica de maneira acessível e afetiva. Confira:

Professores capacitados

“Trabalhar robôs com crianças é fácil, elas já ficam naturalmente animadas. O principal desafio é iniciar os professores nesse universo”, explica Olmedo. A maioria das crianças e adolescentes já tem familiaridade com tecnologia, mas só recentemente os educadores estão absorvendo conceitos como aprender a programar ou manusear dispositivos digitais. Se isso já é uma dificuldade para professores que tem familiaridade com temas como matemática ou física, o desafio é maior para professor de áreas não correlatas.

Softwares de programação

Familiarizar-se com o universo dos códigos é fundamental para que as crianças deem início ao aprendizado de programação; para tanto, existe uma gama variada de softwares livres e plataformas online gratuitas. Sites como o Code.org e plataformas como o Scratch utilizam-se de personagens infantis e outros recursos lúdicos para ensinar a linguagem dos códigos.

Placa eletrônica

Não é possível falar de robótica sem falar de programação. A construção de um robô, qualquer que seja seu formato, pressupõe que o objeto tenha uma inteligência mínima, que o faça se movimentar e executar tarefas. Caso contrário, o dispositivo é apenas um brinquedo, que não desafia o intelecto e a capacidade de criatividade da criança.

A placa eletrônica é conectada ao computador, e por meio da programação, o aluno pode ensinar comandos ao seu robô. Ela geralmente é de alto custo, mas há alternativas, como a própria One Dollar Board. Marco Giroto também sinaliza a placa Arduino como alternativa, pela qualidade e preço mais baixo.

Motor

Para que um braço mecânico, carrinho ou robô bípede se movimente, é necessário que esteja conectado a um pequeno motor. No caso da construção de um carrinho, um dos modelos mais escolhidos pelas crianças, os motores movimentam as duas rodas – são os motores DC, como explica Marco Giroto. Ele complementa citando os motores de passo, que são de precisão e permitem a movimentação da cabeça ou da articulação de um braço. Os motores podem ser obtidos em lojas de ferragem ou reciclados de brinquedos descartados.

Customização

Com motores e placas eletrônicos, a customização de robôs fica livre e a cargo da imaginação. Eles podem ser carrinhos feitos de tampa de amaciante, robôs a partir de sucata, um sem número de possiblidades que barateiam os custos e também possibilitam que os alunos tenham afeto pelo o que criaram. Claudio Olmedo garante que faz toda diferença os alunos poderem levar os robôs para casa e criarem com eles um laço, por isso a luta pelo barateamento de peças.

 

O lugar do telemóvel na sala de aula é em cima da mesa dos alunos

Fevereiro 16, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de fevereiro de 2016.

 

Adriano Miranda

Nos ecrãs tácteis, está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã Adriano Miranda

Por Samuel Silva

Agrupamento de escolas de Ponte de Lima é considerado exemplar pela Microsoft graças ao uso da tecnologia na aprendizagem. Nove dos professores destacados pela multinacional estão aqui.

Os telemóveis nas mãos dos alunos do 6ºA estão apontados às folhas que têm à sua frente. Olham para o ecrã, conferem a informação, e regressam à ficha de trabalho a que estão a responder com o à-vontade de quem sabe que não está a fazer nada errado. A professora Maria João Passos segue-os atentamente e presta assistência quando a tecnologia não responde à velocidade desejada. Nas salas do agrupamento de escolas de Freixo, em Ponte de Lima, o lugar dos telefones e outros dispositivos móveis é em cima das mesas, resultado de um conjunto de projectos de integração das tecnologias na aprendizagem que a Microsoft considera exemplar, pelo quarto ano consecutivo.

Esta é a aula de Matemática. Os alunos estão dispostos em grupos de quatro, em mesas redondas, onde também há computadores portáteis. Nos ecrãs tácteis está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã. Os exercícios podem ser resolvidos directamente no computador, com o auxílio de uma caneta apropriada. É então que se percebe o motivo para os telemóveis estarem também por perto: a solução para a ficha está inscrita em códigos QR (uma espécie de código de barras). Os alunos têm que usar uma aplicação nos seus telefones para ler os códigos, fazendo corresponder cada um aos resultados a que chegaram.

“Normalmente os manuais têm a resolução no final e os alunos têm, muitas vezes a tentação de ir procurá-las”, lembra Maria João Passos. Com este recurso a chave também lá está, mas obriga a que o exercício seja realmente resolvido para que os estudantes consigam descobrir qual das respostas corresponde a cada um dos códigos. Por outro lado, habituam-se a utilizar a tecnologia em contexto de sala de aula.

Os códigos QR e as fichas de trabalho resolvidas em ecrãs tácteis não são os únicos recursos tecnológicos da professora de Matemática. A docente da escola de Freixo disponibiliza frequentemente tutoriais sobre os conteúdos das aulas na Internet. “Muitas vezes, os próprios pais também vêem os vídeos, para os poderem ajudar a tirar dúvidas”, conta. Além disso, criou um grupo na rede social Yammer com todos os alunos das suas três turmas do 6º ano. Chama-lhe sala de estudo virtual e serve para os estudantes colocarem questões, comentarem a matéria e trabalharem os conteúdos disponibilizados online. A professora é “um último recurso”, já que a ideia é que os estudantes sejam capazes de tirar dúvidas uns aos outros, num trabalho colaborativo feito a partir de casa.

Por causa deste projecto usado para o ensino de Matemática, Maria João Passos foi considerada “especialista inovador em educação” pela Microsoft este ano. Na lista há 3700 professores em todo o mundo, 57 dos quais são portugueses. Entre eles, há outros oito colegas no agrupamento de escolas de Freixo. O estabelecimento de ensino também está em destaque nas escolhas da multinacional de software, sendo considerada uma escola-modelo. É a quarta vez consecutiva que é distinguido. Este ano há outros seis representantes nacionais, dos quais apenas mais um pertence à rede pública, o agrupamento de escolas de Vila Nova de Cerveira.

A escolha da Microsoft é um reconhecimento da aposta que a escola tem feito no uso das tecnologias, valoriza o director do agrupamento, Luís Fernandes, que, desde o Verão passado, também passou a integrar o conselho consultivo da multinacional para o sector educativo. É uma das dez pessoas a quem a gigante norte-americana recorre para pedir opiniões sobre a área da educação. “Por que motivo uma empresa que pode contratar os consultores que quiser vem a Portugal convidar o director de uma escola pública?”, atira em jeito de pergunta retórica, para rapidamente dar a resposta “Devemos ter feito alguma coisa bem”.

No agrupamento, os alunos do 3º e 4º ano têm, desde há dois anos, aulas de programação, onde aprendem linguagem como Scratch e Kodu. No 3º ciclo podem também escolher uma disciplina de mecanismos e robótica, na qual trabalham com mecânica, eletrónica e eletrotecnia. E depois há projectos específicos de cada professor, como o de Maria João Passos na Matemática do 6º ano. Há muitos docentes que ainda seguem o método de ensino tradicional, até porque nesta escola “ninguém impõe nada a ninguém”, sublinha o director. Mas já há mais de uma dezena de professores a integrar as tecnologias nas suas aulas, num processo “crescente”.

Existe um efeito de contágio, aponta Luís Fernandes. Os docentes acabam por aderir ao uso de computadores ou dispositivos móveis à medida que vão conhecendo as boas experiências dos colegas e há também pressão dos alunos nesse sentido, à medida que vão sabendo o que se passa nas aulas das outras turmas. A escola também promove encontros, acções de formação e outras ferramentas de apoio para incentivar os docentes usarem a tecnologia.

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A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação não tem rapidez suficiente. Foi preciso comprar um dispositivo de Internet móvel 4G que roda de sala em sala.

A aproximação da escola de Freixo à tecnologia começou há oito anos, quando foram comprados dois kits para um clube de robótica. A reacção dos alunos foi “imediata e entusiástica”, lembra o director, ao ponto de aquele ter passado a ser o único clube escolar com lista de espera. Hoje, a robótica continua a ser uma das principais formas de contacto dos alunos com as inovações. Um antigo balneário, junto ao pavilhão desportivo, foi transformado num Fab Lab, um laboratório equipado com duas impressoras 3D, uma máquina de corte a laser e outros dispositivos para montagem de robôs como aquele que Luís Henrique, de 15 anos, apresenta: “É um robô de busca e salvamento. Nas provas, deve ir buscar a vítima (normalmente uma bola) e levá-la a um ponto determinado”.

Foi este aluno do 9º ano quem projectou o dispositivo para levar às competições nacionais de robótica, onde outros estudantes da escola já ganharam o título de campeões nacionais em anos anteriores. Luís Henrique começou a frequentar o laboratório há dois anos. Um professor falou-lhe da possibilidade e decidiu experimentar durante um par de semanas. Gostou tanto que agora passa ali “muitos dos tempos livres”, conseguiu uma autorização para levar algum do material para trabalhar em casa e descobriu o que quer fazer no futuro: “Seguir engenharia electrotécnica”.

A aposta na tecnologia embate, porém, num problema também tecnológico. A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação na escola não é suficientemente rápida para permitir um acesso eficaz aos conteúdos colocados na nuvem – ou seja, em servidores externos. Por isso, a escola de Freixo teve com comprar um dispositivo de Internet móvel 4G que, quando é necessário, roda de sala em sala para resolver os problemas dos professores. “A velocidade que nos chega não nos permite fazer um trabalho do século XXI”, lamenta o director.

Além disso, não faltam os problemas “que as outras escolas têm”, aponta Luís Fernandes. Há infiltrações nas paredes e nos tectos, piso com sinais de desgaste e um pavilhão desportivo a precisar de reforma – além de um contexto sócio-económico considerado difícil.

O agrupamento tem 700 alunos, do pré-escolar ao 9º ano, quando há cinco anos eram 1100 os estudantes inscritos. Esta redução não é apenas efeito da crise de natalidade que afecta quase todo o país, mas também dos problemas específicos desta população, particularmente afectada pela emigração. A escola situa-se numa zona rural, no sul do concelho de Ponte de Lima, praticamente à mesma distância da sede de concelho e de Braga – cerca de 15 quilómetros. Nas imediações não existem empresas capazes de criar postos de trabalho para muita gente, apenas indústrias de pequena dimensão e alguma agricultura, produção de vinho e pecuária. A escola é mesmo o maior empregador das freguesias que abarca.

Isto coloca outros problemas: 70% dos alunos recebem apoios sociais e tornou-se necessário entregar um suplemento alimentar ao longo do dia a “boa parte” deles. Ainda assim, a “esmagadora maioria” tem acesso à Internet fora da escola. Quase todos têm pelo menos um computador, tablet ou telemóvel com acesso à rede, o que permite acederem aos conteúdos disponibilizados pelos professores a partir de casa.

Tudo isto se conjuga nos resultados da escola nos exames do 9º ano. No ranking de 2015, a escola estava em 265º lugar, tendo subido 436 posições face ao ano anterior, mercê de uma média de 3,04 valores. O director tem consciência de que os resultados são “medianos” e é preciso “trabalhar mais” para os exames do fim de ciclo, mas sublinha o “longo caminho” percorrido: “No primeiro ano em que houve exames no 9º ano tivemos apenas 17% de positivas”.

Existem ainda outros obstáculos. As escolas secundárias ou profissionais mais próximas estão a 15 a 20 quilómetros de distância (em Ponte de Lima ou Braga, mas também Barcelos ou Viana do Castelo em alguns casos). A maioria dos alunos segue para cursos profissionais e são ainda poucos os que chegam ao ensino superior. “É algo que demora tempo”, argumenta Luís Fernandes. “Uma certeza tenho: quando saem daqui tiveram experiências que noutras situações não teriam e sabem que podem escolher”

 

Robótica dá vida a bonecos para crianças

Dezembro 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2014.

Emília Monteiro

Crianças com deficiências de Braga, Barcelos e Guimarães vão receber, no Natal, 60 brinquedos eletrónicos adaptados por alunos voluntários do polo de Guimarães da Universidade do Minho.

À semelhança de anos anteriores, o Grupo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial está a adaptar brinquedos para o Natal. Nos últimos dois anos nenhuma empresa doou brinquedos à universidade. “Este ano, pedimos brinquedos usados a alunos e professores e estamos a transformá-los para que crianças que não andam, ou não se conseguem mover, possam brincar”, disse Fernando Ribeiro, docente de robótica, pai de quatro filhos, impulsionador do projeto.

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ver o vídeo aqui

O laboratório parece a oficina do Pai Natal, com brinquedos por todo o lado e com os alunos à volta de uma mesa, com ferramentas na mão, a alterar os bonecos. “Há brinquedos a que temos que retirar funções porque foram concebidos para crianças sem limitações e “dão” instruções para correr ou saltar quando as crianças são incapazes de fazer isso”, afirmou o responsável. Aos carrinhos e aos comboios, teve que ser retirado o movimento porque os meninos a quem se destinam não conseguem andar atrás dos brinquedos. A outros foram acrescentados leds para dar luz e, em certos casos, os alunos tiveram que coser e finalizar o trabalho.

Basta um toque

Todos têm uma característica comum: podem ser acionados com um simples inclinar do pescoço ou com um toque, mesmo que suave e torto, no interruptor colocado em todos os brinquedos. Já adaptados, os carrinhos, os peluches, os aviões e os comboios vão ser entregues amanhã e depois com a ajuda da “SALUSLIVE”, uma entidade parceira da universidade que trabalha com crianças com as mais diversas limitações.

“Existem brinquedos adaptados à venda mas custam entre 300 a 400 euros e nós fazemos o trabalho de graça e com muito gosto”, grisou ainda Fernando Ribeiro. “Aceitamos todos os brinquedos, mesmo alguns que vinham estragados porque é possível arranjar, de uma forma ou de outra, a parte eletrónica e fazer mais uma criança feliz”, finalizou Tiago Ribeiro, 19 anos, aluno do 2º ano de Engenharia Eletrónica.

“Rene” e o português “Zeca” ajudam crianças com autismo

Fevereiro 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do site do Euronews de 22 de Janeiro de 2014.

euronews

Um pouco por todo o mundo existem projetos em desenvolvimento para ajudar crianças autistas com recurso a robôs. Em Portugal, no Minho, está em desenvolvimento o “Zeca”, cujo nome é a sigla da expressão inglesa Zeno Engaging Children with Autism.

O projeto luso foi iniciado em 2009, é ainda experimental e resulta de uma parceria entre a Universidade do Minho e a representação de Braga da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Na página de Facebook do projeto (Robótica-Autismo), lê-se que está a decorrer o segundo estudo piloto com o “Zeca”, o robô produzido pela Hanson Robotics, que é capaz de simular sentimentos como tristeza, admiração ou alegria e cujo objetivo é melhorar a vida social das crianças autistas.

Na Croácia, encontrámos o “Rene”, um robô desenvolvido pela Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação da Universidade de Zagreb. Através de uma câmara, um microfone e altifalantes, o “Rene” regista a voz das crianças e avalia a forma como elas estabelecem contacto pelo olhar e como reagem na presença dos pais. As crianças autistas têm dificuldade de interação social. Por isso, é mais fácil para elas interagir com uma máquina.

“O objetivo do projeto é desenvolver o protocolo robótico de diagnóstico de autismo. Isto consiste em juntar o clínico e o robô na avaliação, num género de equipa “cyborg” (mecânica e humana) que estabelece o diagnóstico da chamada Desordem de Espetro Autista”, explica a investigadora Maja Cepanec, da Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação, de Zagreb, explicando que o o plano é “realizar-se este tipo de protocolo com crianças autistas e crianças em normal desenvolvimento”.

“Queremos ter a certeza de que vamos conseguir identificar os comportamentos corretos e de que fazemos o tipo de análise que nos vai permitir separar estes dois grupos de crianças”, acrescenta Maja Cepanec.

Os informáticos programam o robô de acordo com as reações das crianças, permitindo que os sinais de autismo possam ser melhor detetados. O “Rene” envia às crianças estímulos simples, padronizados e de forma repetida, o que as ajuda a focarem-se numa única e clara mensagem, sem as variáveis humanas, que muitas vezes as confundem.

Marija Cukelj é mãe de uma criança autista e aprova o recurso à robótica. “O Filip, por acaso, observou o robô com atenção, o que não é habitual. Ele, normalmente, anda a correr por todo o lado e a atenção em algo não dura mais do que breves segundos. Mas quando viu o robô, olhou para ele, sentou-se, estudou-o e ficou muito interessado”, conta esta mãe de uma criança autista.

Os cientistas ressalvam, contudo, que a ideia por trás desta tecnologia não é a de substituir os clínicos, mas sim ajudar de forma inovadora os profissionais humanos, em colaboração com as máquinas, a reunir informação e a codificar os comportamentos das crianças com autismo.

Copyright © 2014 euronews

http://robotica-autismo.com/

Robótica apoia terapia com alunos autistas – Projeto com APPACDM incentiva interação utente-escola

Janeiro 1, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da Universidade do Minho de 17 de Novembro de 2011.

Visualizar o resto das fotos Aqui

Projecto Robótica – Autismo Aqui

 

 

Texto e fotos: Pedro Costa

Tendo como ponto de partida a capacidade de atração dos robôs para a interação, um grupo de investigação da UMinho está a desenvolver um projeto que visa facilitar a sempre difícil ligação entre os terapeutas e os portadores de autismo. Sob uma ideia base consubstanciada na máxima “a engenharia ao serviço do ser humano”, este trabalho tem obtido resultados positivos na desejada interação, melhorando as condições para a terapia, a qualidade de vida dos jovens autistas e a formação de quadros familiares mais apoiados e identificados com o dia-a-dia desta problemática.

Um grupo de investigação sedeado na Universidade do Minho e que fomenta uma parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) está a desenvolver um projeto para a utilização de robôs como meio de comunicação e interação com alunos autistas. Esta equipa é composta por três investigadores e um doutorando, todos da Engenharia Eletrónica Industrial, um investigador da área da Educação, um mestrando de Engenharia Biomédica, uma psicóloga da APPACDM de Braga e mais dois bolseiros de investigação.

A ideia surgiu a partir de contatos já existentes com a APPACDM, onde se verificou haver terreno favorável para o desenvolvimento do projeto inspirado em duas teses de mestrado em Eletrónica Industrial. O projeto de investigação é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e visa a aplicação de ferramentas robóticas como forma de melhorar a vida social de alunos com autismo e com problemas intelectuais, melhorando as suas habilidades de interação e comunicação com pessoas e em contextos diferentes.

No estudo já realizado, o robô foi apresentado inicialmente aos alunos, pela professora, em contexto de sala de aula. Posteriormente, os investigadores da UMinho interagiram, através do robô, com cada um dos alunos com autismo, generalizando depois a ação aos cenários de vida do aluno, sem a presença do robô. As atividades visaram incentivar os jovens a interagir, pedir e participar em jogos e iniciativas em conjunto com outras pessoas. “Tendo por base a interação, a comunicação e a vocalização, definimos atividades muito simples, com competências bem definidas que quisemos ver desenvolvidas”, frisa a investigadora responsável, Filomena Soares.

Os resultados demonstraram ser possível a estes jovens realizarem algumas destas atividades pela primeira vez. Conclui-se a relevância da utilização de robôs como mediadores na interacção com alunos com autismo. Registou-se a realização de novas tarefas, nunca antes realizadas, pelos alunos com este tipo de problema, como, por exemplo, “o fato de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô, ou realizar com um outro colega uma atividade previamente realizada com o mesmo robô, para além de outras tarefas relevantes”.

O facto deste projeto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, neste aspeto “foi determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interação, proporcionando contatos durante o projeto, assim como uma ação de divulgação e partilha onde todos participaram.”

Após as cinco experiências positivas, realizaram-se através do Ministério da Educação contatos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros, que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projeto. Desta forma, o grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga.

Estão ainda a ser estudadas e avaliadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades. As atividades de aprendizagem consideradas nesta nova fase englobam a exploração de competências e a oportunidade de comunicação e expressão, utilizando sempre a tecnologia como mediador. Filomena Soares realça que este método representa “apenas o papel de mediação entre o utente e o seu terapeuta, sendo que o papel dos terapeutas é basilar no processo evolutivo destes jovens”.

 Jovens investigadores numa nova perspetiva da Engenharia

Outra das marcas deste projeto da área da Eletrónica Industrial é o facto de abordar novas perspetivas do uso das engenharias no quotidiano das pessoas, conferindo-lhe um papel social, para além da mais-valia técnica e utilitária.

Sandra Costa, aluna de doutoramento de Eletrónica Industrial, integrada neste grupo, é a autora de uma das duas teses de mestrado que inspiraram o projeto e representa uma nova geração de especialistas desta área que assume “uma visão social dos projetos”. Sublinha que, “para além das questões do conforto, a Engenharia já está ao serviço das pessoas ao nível da sua dimensão social e das problemáticas profundas”.

O trabalho desenvolvido por este projeto de Robótica para o Autismo tem sido reconhecido pela comunidade científica, através de publicações em diversas conferências de especialidade, a última das quais a RO-MAN2011 – 20th IEEE International Symposium on Robot and Human Interaction Communication, que teve lugar em Atlanta, Geórgia (EUA), em julho.

© 2011, GCII – Universidade do Minho


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