Aqui as crianças aprendem com robôs

Agosto 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 14 de julho de 2017.

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Robôs que ajudam crianças diabéticas

Março 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 13 de março de 2017.

 

A diabetes é um desafio sério para muitas crianças e adolescentes, o seu bem-estar depende de várias decisões que têm de tomar ao longo do dia. Será que os jogos eletrónicos podem dar uma ajuda?

Ilona vive numa pequena cidade perto de Amesterdão com o marido e os filhos, Tatum e Arjan. Tatum tem 11 anos e o irmão Arjan, de 13 anos, tem diabetes: “a escola fica a meia hora de distância de bicicleta. Todas as manhãs, uma criança precisa de pensar no que vai comer durante o dia e a na quantidade de insulina necessária. Precisam de ter isso em mente ao longo do dia para voltarem a casa em segurança, sem ficarem com açúcar no sangue pelo caminho”.

As crianças fazem parte de um projeto de investigação europeu que pretende ajudar crianças diabéticas através de jogos eletrónicos. Aplicações especiais nos tablets ajudam as crianças a escolher os alimentos certos e acompanham as suas atividades de uma forma mais divertida.

A investigação envolve três hospitais e duas organizações de diabetes em Itália e na Holanda. Nas consultas as crianças podem brincar com um robô programado para ser não apenas um treinador, mas também um amigo.

Os pediatras podem programar o robô para definir objetivos individuais para cada criança. Os investigadores notaram que as crianças que têm um amigo eletrónico chegam mais contentes às consultas.

No jogo, o robô oferece várias ações tais como um convite para uma festa de aniversário ou várias opções de sobremesa. A criança deve fazer a escolha mais saudável. Depois invertem-se os papéis e o robô deve adivinhar a resposta certa.

O robô não dá conselhos relativos à medicação, mas ajuda a compreender os sintomas da diabetes. Os investigadores planeiam envolver mais crianças nesta experiência e desenvolver uma rede que ligue robôs e tablets, para ajudar estes amigos eletrónicos a aprender e a crescer com as crianças.

 

 

Vem divertir-te com os robôs LEGO Mindstorms! 8 de janeiro no Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Dezembro 28, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mnhnc

mais informações no link:

http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/node/1368

Robô criado para ser o “pior aluno da turma”

Junho 17, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 9 de junho de 2015.

Investigadores suíços criaram um robô humanoide que desempenha o papel de “pior aluno da turma”. Foi programado para interagir com os humanos e permitir que as crianças melhorem a aprendizagem.

As crianças são incentivadas a ensinar o robô para que elas próprias aprendam ao ensinar e aumentem a autoconfiança.

Séverin Lemaignan, um dos autores do projeto, explica que “se o robô falhar na escrita, a criança vai sentir-se responsável por isso”.

O sistema ainda está em fase de protótipo e tem sido usado experimentalmente.

Lemaignan assegura que esta tecnologia “não pretende substituir os professores”, mas sim ter o papel “de mau aluno que o professor não pode desempenhar”.

mais informações no site do projeto:

http://chili.epfl.ch/cowriter

 

 

 

 

 

“Rene” e o português “Zeca” ajudam crianças com autismo

Fevereiro 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do site do Euronews de 22 de Janeiro de 2014.

euronews

Um pouco por todo o mundo existem projetos em desenvolvimento para ajudar crianças autistas com recurso a robôs. Em Portugal, no Minho, está em desenvolvimento o “Zeca”, cujo nome é a sigla da expressão inglesa Zeno Engaging Children with Autism.

O projeto luso foi iniciado em 2009, é ainda experimental e resulta de uma parceria entre a Universidade do Minho e a representação de Braga da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Na página de Facebook do projeto (Robótica-Autismo), lê-se que está a decorrer o segundo estudo piloto com o “Zeca”, o robô produzido pela Hanson Robotics, que é capaz de simular sentimentos como tristeza, admiração ou alegria e cujo objetivo é melhorar a vida social das crianças autistas.

Na Croácia, encontrámos o “Rene”, um robô desenvolvido pela Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação da Universidade de Zagreb. Através de uma câmara, um microfone e altifalantes, o “Rene” regista a voz das crianças e avalia a forma como elas estabelecem contacto pelo olhar e como reagem na presença dos pais. As crianças autistas têm dificuldade de interação social. Por isso, é mais fácil para elas interagir com uma máquina.

“O objetivo do projeto é desenvolver o protocolo robótico de diagnóstico de autismo. Isto consiste em juntar o clínico e o robô na avaliação, num género de equipa “cyborg” (mecânica e humana) que estabelece o diagnóstico da chamada Desordem de Espetro Autista”, explica a investigadora Maja Cepanec, da Faculdade de Ciências de Educação e Reabilitação, de Zagreb, explicando que o o plano é “realizar-se este tipo de protocolo com crianças autistas e crianças em normal desenvolvimento”.

“Queremos ter a certeza de que vamos conseguir identificar os comportamentos corretos e de que fazemos o tipo de análise que nos vai permitir separar estes dois grupos de crianças”, acrescenta Maja Cepanec.

Os informáticos programam o robô de acordo com as reações das crianças, permitindo que os sinais de autismo possam ser melhor detetados. O “Rene” envia às crianças estímulos simples, padronizados e de forma repetida, o que as ajuda a focarem-se numa única e clara mensagem, sem as variáveis humanas, que muitas vezes as confundem.

Marija Cukelj é mãe de uma criança autista e aprova o recurso à robótica. “O Filip, por acaso, observou o robô com atenção, o que não é habitual. Ele, normalmente, anda a correr por todo o lado e a atenção em algo não dura mais do que breves segundos. Mas quando viu o robô, olhou para ele, sentou-se, estudou-o e ficou muito interessado”, conta esta mãe de uma criança autista.

Os cientistas ressalvam, contudo, que a ideia por trás desta tecnologia não é a de substituir os clínicos, mas sim ajudar de forma inovadora os profissionais humanos, em colaboração com as máquinas, a reunir informação e a codificar os comportamentos das crianças com autismo.

Copyright © 2014 euronews

http://robotica-autismo.com/

Robótica apoia terapia com alunos autistas – Projeto com APPACDM incentiva interação utente-escola

Janeiro 1, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da Universidade do Minho de 17 de Novembro de 2011.

Visualizar o resto das fotos Aqui

Projecto Robótica – Autismo Aqui

 

 

Texto e fotos: Pedro Costa

Tendo como ponto de partida a capacidade de atração dos robôs para a interação, um grupo de investigação da UMinho está a desenvolver um projeto que visa facilitar a sempre difícil ligação entre os terapeutas e os portadores de autismo. Sob uma ideia base consubstanciada na máxima “a engenharia ao serviço do ser humano”, este trabalho tem obtido resultados positivos na desejada interação, melhorando as condições para a terapia, a qualidade de vida dos jovens autistas e a formação de quadros familiares mais apoiados e identificados com o dia-a-dia desta problemática.

Um grupo de investigação sedeado na Universidade do Minho e que fomenta uma parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) está a desenvolver um projeto para a utilização de robôs como meio de comunicação e interação com alunos autistas. Esta equipa é composta por três investigadores e um doutorando, todos da Engenharia Eletrónica Industrial, um investigador da área da Educação, um mestrando de Engenharia Biomédica, uma psicóloga da APPACDM de Braga e mais dois bolseiros de investigação.

A ideia surgiu a partir de contatos já existentes com a APPACDM, onde se verificou haver terreno favorável para o desenvolvimento do projeto inspirado em duas teses de mestrado em Eletrónica Industrial. O projeto de investigação é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e visa a aplicação de ferramentas robóticas como forma de melhorar a vida social de alunos com autismo e com problemas intelectuais, melhorando as suas habilidades de interação e comunicação com pessoas e em contextos diferentes.

No estudo já realizado, o robô foi apresentado inicialmente aos alunos, pela professora, em contexto de sala de aula. Posteriormente, os investigadores da UMinho interagiram, através do robô, com cada um dos alunos com autismo, generalizando depois a ação aos cenários de vida do aluno, sem a presença do robô. As atividades visaram incentivar os jovens a interagir, pedir e participar em jogos e iniciativas em conjunto com outras pessoas. “Tendo por base a interação, a comunicação e a vocalização, definimos atividades muito simples, com competências bem definidas que quisemos ver desenvolvidas”, frisa a investigadora responsável, Filomena Soares.

Os resultados demonstraram ser possível a estes jovens realizarem algumas destas atividades pela primeira vez. Conclui-se a relevância da utilização de robôs como mediadores na interacção com alunos com autismo. Registou-se a realização de novas tarefas, nunca antes realizadas, pelos alunos com este tipo de problema, como, por exemplo, “o fato de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô, ou realizar com um outro colega uma atividade previamente realizada com o mesmo robô, para além de outras tarefas relevantes”.

O facto deste projeto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, neste aspeto “foi determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interação, proporcionando contatos durante o projeto, assim como uma ação de divulgação e partilha onde todos participaram.”

Após as cinco experiências positivas, realizaram-se através do Ministério da Educação contatos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros, que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projeto. Desta forma, o grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga.

Estão ainda a ser estudadas e avaliadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades. As atividades de aprendizagem consideradas nesta nova fase englobam a exploração de competências e a oportunidade de comunicação e expressão, utilizando sempre a tecnologia como mediador. Filomena Soares realça que este método representa “apenas o papel de mediação entre o utente e o seu terapeuta, sendo que o papel dos terapeutas é basilar no processo evolutivo destes jovens”.

 Jovens investigadores numa nova perspetiva da Engenharia

Outra das marcas deste projeto da área da Eletrónica Industrial é o facto de abordar novas perspetivas do uso das engenharias no quotidiano das pessoas, conferindo-lhe um papel social, para além da mais-valia técnica e utilitária.

Sandra Costa, aluna de doutoramento de Eletrónica Industrial, integrada neste grupo, é a autora de uma das duas teses de mestrado que inspiraram o projeto e representa uma nova geração de especialistas desta área que assume “uma visão social dos projetos”. Sublinha que, “para além das questões do conforto, a Engenharia já está ao serviço das pessoas ao nível da sua dimensão social e das problemáticas profundas”.

O trabalho desenvolvido por este projeto de Robótica para o Autismo tem sido reconhecido pela comunidade científica, através de publicações em diversas conferências de especialidade, a última das quais a RO-MAN2011 – 20th IEEE International Symposium on Robot and Human Interaction Communication, que teve lugar em Atlanta, Geórgia (EUA), em julho.

© 2011, GCII – Universidade do Minho


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