Rendimento escolar pode melhorar se horário for adaptado ao ritmo de sono

Outubro 24, 2015 às 11:01 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de outubro de 2015.

Lusa

Neurologista Alexandre Castro Caldas diz que é preciso perceber os horários de sono dos adolescentes

O neurologista Alexandre Castro Caldas defendeu que o rendimento académico dos alunos pode ser melhorado se o horário escolar for adaptado ao ritmo de sono dos adolescentes, que se deitam mais tarde. O especialista exemplificou que nos Estados Unidos da América os resultados dos alunos melhoraram quando se decidiu começar as aulas mais tarde.

“Os miúdos estavam mais despertos, conseguiam trabalhar melhor. É preciso perceber os horários de sono dos adolescentes”, afirmou o director do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

No entanto, defendeu que as medidas não devem ser replicadas de forma universal: primeiro, “é preciso ver o que as escolas estão a fazer” e estudar a realidade de cada país.

“As neurociências e a educação” é o tema que Castro Caldas leva sábado ao Congresso Mundial de Educação, iniciado esta sexta-feira em Lisboa e promovido pelo sector privado. De acordo com o neurologista, as ciências do cérebro devem contribuir para melhorar o ensino, sendo este um dos temas mais em foco no mundo actual.

A investigação em torno do funcionamento do cérebro pode contribuir “de forma muito significativa” para a forma de ensinar, frisou, acrescentando que nos EUA esta temática está “muito mais desenvolvida”. Além de perceber os ritmos de sono dos adolescentes e adequar o horário escolar, a presença de actividades na escola como teatro e a música pode também contribuir para melhorar o rendimento dos alunos.

“As pessoas trazem a ideia de que é preciso introduzir muito cedo os computadores na escola, mas Portugal é dos países com mais computadores e se calhar não é o mais correcto, porque Portugal não é dos que tem melhores resultados”, disse. Para Castro Caldas, é preciso “perceber a importância do teatro e da música nas escolas”, uma vez que o exercício da memória e a concentração também se trabalham por aí. “O teatro, por exemplo, é uma forma de estimular a memória [porque] é preciso decorar um texto”.

A dimensão das turmas tem também o seu papel. “Turmas grandes não é o melhor modelo, é preciso uma maior proximidade entre o aluno e o professor. Num país com tantos professores, isso não deve ser um problema”, sustentou. “É preciso que os miúdos percebam que têm dentro da cabeça um computador muito melhor do que qualquer outro”, afirmou, defendendo aqui a importância do papel do professor. O congresso é dedicado tema “A Nova Educação na Era Digital”.

Durante dois dias, estarão em Lisboa vários agentes do setor, mas também convidados de outras áreas como o sociólogo Zigmunt Bauman, Prémio Príncipe das Astúrias. Participam igualmente Maurice de Hond, cofundador das primeiras escolas Steve Jobs e John Jones, especialista em mudança educativa. O encontro é organizado pela Confederação Mundial de Ensino Privado (COMEP), com sede na Argentina, pela Confederação Europeia de Ensino Privado, com sede em Espanha, e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo de Portugal (AEEP).

 

 

Alunos de pé nas aulas têm melhor rendimento

Maio 7, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 28 de abril de 2015.

 E se os alunos passassem a estar de pé, na sala de aulas? Um estudo garante que estariam mais atentos.

Os resultados preliminares de um estudo feito nos Estados Unidos revelam que a concentração é 12% maior numa sala em que os estejam de pé, em frente a mesas de trabalho apropriadas.

O trabalho, publicado no “International Journal of Health Promotion and Education“, envolveu cerca de 300 crianças do segundo ao quarto ano, estudadas ao longo de um ano letivo. O estudo mediu também alunos que usam as cadeiras normais.

DR

Os autores mediram a concentração na sala de aulas em função de elementos como responder a uma pergunta, mas também de questões extracurriculares, como falar para o lado.

Mark Benden, professor da “Texas A&M Health Science Center School of Public Health”, liderou o estudo, que teve como ponto de partida a criação de mesas que reduzam a obesidade infantil e aliviem o stress na coluna vertebral.

 

 

 

Melhores resultados escolares? Perde peso!

Abril 28, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.sportlife.com.pt  de 16 de abril de 2015.

Estudo: A influência da aptidão cardiorrespiratória e do excesso ponderal no rendimento escolar de alunos do 7º ano de escolaridade

Peso corporal e aptidão cardiorrespiratória influenciam rendimento escolar

Estudantes com melhor aptidão cardiorrespiratória e peso normal têm uma probabilidade 5,5 vezes superior de terem um rendimento escolar mais elevado.

Para se otimizar a aptidão cardiorrespiratória e o peso corporal os jovens devem praticar de forma regular atividades físicas e desportivas na escola, em contextos informais ou contextos mais formais de prática desportiva.

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, revelou que a aptidão cardiorrespiratória e o peso corporal têm um efeito independente e sinérgico no rendimento escolar nas disciplinas de Português, Matemática, Ciências da Natureza e Inglês em alunos do sétimo ano de escolaridade. Paralelamente, alerta para a necessidade de criar mais atividades de exercício físico durante o horário escolar, por forma a aumentar a aptidão cardiorrespiratória e prevenir o excesso de peso dos alunos.

O estudo, cujo objetivo foi investigar a relação entre a aptidão cardiorrespiratória e o excesso ponderal com o rendimento escolar nos alunos do 7º ano, recorrendo a três grupos diferentes de crianças e adolescentes nascidos em três anos diferentes frequentado o 7º ano em três anos sucessivos. Este projeto foi aplicado em catorze escolas públicas portuguesas, e estiveram envolvidos 1531 alunos do 7º ano (787 do sexo masculino e 744 do feminino), com idades variando entre os 12 e os 14 anos.

O estudo observou que estudantes com peso normal tinham um desempenho escolar mais elevado quando comparados com estudantes com excesso de peso e obesos. Alunos com aptidão cardiorrespiratória mais saudável também obtiveram melhor rendimento escolar.

O peso corporal e a aptidão cardiorrespiratória têm um efeito independente e sinérgico no rendimento escolar. De acordo com estes resultados, importa realçar a importância dos jovens praticarem de forma regular atividades físicas e desportivas na escola, em contextos informais ou contextos mais formais de prática desportiva.

Luís B Sardinha, Adilson Marques, Sandra Martins, António Palmeira e Cláudia Minderico Interdisciplinary Center for the Study of Human Performance, Faculty of Human Kinetics, University of Lisbon, Portugal

 

Horas passadas frente ao ecrã influenciam bem-estar das crianças

Abril 5, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 2 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Protective Effects of Parental Monitoring of Children’s Media UseA Prospective Study

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que os pais que limitam o tempo que os filhos passam frente ao ecrã do computador ou da televisão ajudam-nas a obter melhor rendimento escolar, ser menos agressivas, dormir melhor e não ter problemas de peso.

O estudo, publicado na revista “Jama Pediatrics”, foi organizado por um grupo de investigadores liderados por Douglas Gentil, psicólogo da Universidade Estatal de Iowa, nos EUA. Envolveu 1323 estudantes de escolas dos estados norte-americanos de Iowa e Minnesota.

O objetivo era saber de que forma o acompanhamento dos pais em relação ao tempo que os filhos passam em frente ao ecrã dos computadores e televisores influencia os resultados demonstrados pelas crianças em termos físicos, sociais e académicos.

Os investigadores sabiam, com base em estudos já elaborados, que as crianças que passam muito tempo frente ao ecrã têm fraco rendimento escolar, dormem mal e ganham peso.

O estudo concluiu que, ao limitar o tempo frente ao ecrã até cerca de duas horas diárias, os pais conseguem que os filhos revelem, a médio prazo, melhores resultados escolares, além de terem um sono mais compensador e não estejam tão sujeitos à obesidade.

Também concluiu que cabe aos pediatras, psicólogos e médicos de família fazerem recomendações aos pais com base científica no sentido de controlarem as atividades dos filhos.

 

Una siesta por la tarde facilitaría el aprendizaje en niños de edad preescolar

Dezembro 11, 2013 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site neurologia.com de 20 de Novembro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Sleep spindles in midday naps enhance learning in preschool children

Un pequeño estudio ha concluido que dormir un poco por la tarde podría aumentar la capacidad de aprendizaje de un niño en edad preescolar al mejorar su memoria. Para sus autores, una siesta permite que la información pase del almacenamiento temporal a un almacenamiento más permanente, del hipocampo a las áreas corticales del cerebro.

Para realizar el estudio, los investigadores enseñaron a 40 niños de seis parvularios un juego de memoria visuoespacial por la mañana. Se pidió a los niños que recordaran dónde estaban situadas de 9 a 12 imágenes distintas en un cuadro. Por la tarde, animaron a los niños a dormir una siesta o bien a seguir despiertos. Las siestas duraron unos 80 minutos. Luego por la tarde y en la mañana siguiente, se hizo una prueba de memoria retardada a los niños de ambos grupos.

Los investigadores hallaron que aunque el rendimiento de los niños por la mañana fue parecido, cuando su capacidad de retención estaba ‘fresca’, los niños que no habían hecho una siesta olvidaban significativamente más cosas. Quienes habían dormido recordaban un 10% más en comparación con los que habían seguido despiertos. Al día siguiente, los niños que habían hecho una siesta la tarde anterior obtuvieron una mejor puntuación.

Para entender mejor si los recuerdos se procesaban activamente durante las siestas, los investigadores llevaron a 14 niños a un laboratorio del sueño para realizar una polisomnografía mientras hacían una siesta durante unos 70 minutos. Estos niños mostraron señales de haber enviado contenidos desde el hipocampo a la memoria a largo plazo, lo que constituye la evidencia de una relación entre las señales de que el cerebro está integrando la información nueva y el beneficio obtenido mediante la siesta para la memoria.

I Seminário do Projecto RED – Rendimento Escolar e Desenvolvimento

Novembro 14, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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