42% dos jovens portugueses não se identificam com nenhuma religião

Abril 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia e foto da http://visao.sapo.pt/ de 21 de março de 2018.

Estudo europeu divulgado esta quarta-feira caiu como uma bomba, mas a verdade é que apenas veio confirmar a tendência observada em inquéritos anteriores. E mostrar que não somos os únicos a afastarmo-nos da Igreja.

Quando se olha para percentagens quase sempre vem à cabeça a imagem do copo meio cheio e do copo meio vazio. Podíamos pegar no relatório Os Jovens Adultos e a Religião na Europa e escrever que a maioria dos jovens portugueses entre os 16 e os 29 anos identifica-se com uma religião, mas neste caso é o próprio autor principal do estudo que conclui: “A percentagem elevada de jovens adultos afirmando não ter nenhuma religião em muitos países é, sem nenhuma dúvida, o facto mais significativo deste relatório.”

É verdade que, segundo este relatório publicado pelo Centro de Religião e Sociedade Bento XVI, divulgado esta quarta-feira (atempadamente antes do Sínodo dos Bispos dedicado à juventude que o Vaticano agendou para outubro), 57% dos jovens portugueses se identificam com alguma religião. E que, entre estes, 53% dizem-se católicos. No entanto, é para os 42% de jovens que afirmaram não ter nenhuma religião que todos olham – aparentemente sem dramas.

“O cristianismo era originalmente muito estranho, e é provavelmente bom para nós sentirmo-nos um pouco estranhos”, já disse Stephen Bullivant, professor de Teologia e de Sociologia das Religiões na Universidade de St. Mary, no Reino Unido (onde também dirige o Centro Bento XVI), que encabeçou o estudo realizado em colaboração com o Institut Catholique de Paris, em França.

Bullivant e a sua equipa pegaram em dados recolhidos no European Social Survey (ESS), nas edições de 2014 e 2016, relativos a 22 países europeus, para fazerem um retrato da dimensão e prática religiosa dos jovens católicos. Os dados de Portugal são apenas de 2014, e a Itália ficou de fora porque em nenhum destes anos conseguiu financiar a realização de um inquérito.

Entre as conclusões a que chegaram, os investigadores destacam que, em 12 dos 22 países, mais de metade dos jovens adultos declararam não se identificar com nenhuma religião. À cabeça encontraram a República Checa, com uns esmagadores 91 por cento, e na cauda Israel, com 1 por cento. Logo em segunda posição no gráfico, com 80 por cento, ficou a Estónia. E acima de Israel encontra-se a Polónia, com 17 por cento, e a Lituânia, com 25 por cento. “É interessante constatar que os dois primeiros países e os dois últimos são países pós-comunistas”, escreve Bullivant.

É igualmente interessante ver quem são os nossos vizinhos na tabela do “não”: os irlandeses, com 39 por cento, e os alemães, com 46 por cento. Os espanhóis, nossos vizinhos no mapa mundi, ainda estão mais desligados da fé do que nós, com 55 por cento, mas mesmo assim bastante menos do que os seus vizinhos franceses, com 64 por cento.

Quanto à prática religiosa, depois de aplaudirem o facto de o ESS colocar igualmente esta questão a todos os inquiridos, religiosos ou não, Bullivant et al. analisam as respostas à pergunta “Fora de ocasiões como os casamentos e os funerais, quantas vezes assiste a um serviço religioso?”. Aqui, temos 35% de portugueses a confessarem nunca ir, e 20% a afirmar fazê-lo pelo menos uma vez por semana ou mais. “Em apenas quatro países, mais de um jovem adulto em dez declara ir a serviços religiosos pelo menos uma vez por semana: na Polónia, em Israel, em Portugal e na Irlanda”, notam os investigadores. Fora de missas e afins, é interessante verificar que a percentagem de quem assiste a serviços religiosos uma vez por semana ou mais aumenta ligeiramente (23 por cento); a resposta “nunca” desce, por isso, para 41 por cento.

Entre os que se disseram católicos, 27% dos jovens portugueses entre os 16 e os 29 anos afirmaram ir à missa pelo menos uma vez por semana e 17% assumiram-se como “não praticantes” (nunca vão à missa). Ter fé não é o mesmo que acreditar na Igreja – e aqui, sim, percebe-se por que razão Stephen Bullivant lamenta ter-se perdido toda uma geração.

 

Missa na sala de aula de escolas públicas

Março 29, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 18 de março de 2016.

Leonel de Castro

Missa na sala de aula de escolas públicas

 

 

Violating children’s rights: harmful practices based on tradition, culture, religion or superstition

Abril 2, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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violating

Descarregar o relatório Aqui

Each year, thousands of children die worldwide and the childhoods and development of millions more are scarred by harmful practices perpetrated by parents, relatives, religious and community leaders and other adults.

All violations of children’s rights can legitimately be described as harmful practices, but the common characteristic of the violations highlighted in this report is that they are based on tradition, culture, religion or superstition and are perpetrated and actively condoned by the child’s parents or significant adults within the child’s community. Indeed, they often still enjoy majority support within communities or whole states.

Many of the identified practices involve gross and unlawful discrimination against groups of children, including gender discrimination, and in particular discrimination against children with disabilities. Some are based on tradition and/or superstition, some on religious belief, others on false information or beliefs about child development and health. Many involve extreme physical violence and pain leading, in some cases intentionally, to death or serious injury. Others involve mental violence. All are an assault on the child’s human dignity and violate universally agreed international human rights standards.

The International NGO Council on Violence against Children believes the continued legality and social and cultural acceptance of a very wide range of these practices in many states illustrates a devastating failure of international and regional human rights mechanisms to provoke the necessary challenge, prohibition and elimination. Comprehensive, children’s rights-based analysis and action are needed now. Above all, there must be an assertion of every state’s immediate obligation to ensure all children their right to full respect for their human dignity and physical integrity.

Harmful practices based on tradition, culture, religion or superstition are often perpetrated against very young children or infants, who are clearly lacking the capacity to consent or to refuse consent themselves. Assumptions of parental powers or rights over their children allow the perpetration of a wide range of these practices, many by parents directly, some by other individuals with parents’ assumed or actual consent. Yet the UN Convention on the Rights of the Child (CRC), ratified by almost every state, favours the replacement of the concept of parental “rights” over children with parental “responsibilities,” ensuring that the child’s best interests are parents’ “basic concern” (Article 18).

Adolescentes portugueses recebem dez presentes

Janeiro 3, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 21 de Dezembro de 2010.

Os adolescentes portugueses recebem entre seis a dez presentes no Natal. E a maioria deles confessa que prevê gastar cem euros em presentes. Estas são algumas das questões do inquérito sobre o Natal realizado pela comunidade online Habbo.

A rede social destinada a adolescentes entre os 13 e os 17 anos questionou ainda os jovens portugueses sobre com quem preferem passar a quadra natalícia. Cerca de 42% dos inquiridos pretendem estar com a família, enquanto “21% preferem passar os próximos dias juntos dos amigos”, refere a Habbo, em comunicado. Já quanto ao significado desta época, algumas respostas foram mais curiosas: 6% dos jovens afirmam que serve para não ter aulas e 3% para comer doces.

Se a maioria dos adolescentes (43%) abre em média seis a dez presentes, para cerca de 33% o sapatinho tem em média dois a cinco presentes. Mais afortunados são os 11% que garantem receber em média mais de 30 presentes todos os anos.

Mas se as ofertas podem ser generosas, também os utilizadores da comunidade virtual admitem ser mãos-largas na hora de oferecer. Por isso, 19% deles esperam gastar 100 euros em prendas este ano. “Outros 18% afirmam que as suas poupanças permitem-lhes oferecer presentes que perfaçam um valor entre 50 e 75”, indica a rede social para adolescentes. No lado oposto, 16% dos jovens afirmam “que não têm por hábito gastar dinheiro pelo Natal, uma vez que são os pais quem trata desse tema”.

A dimensão religiosa da quadra fez também parte do questionário. E 16% dos jovens portugueses admitem mesmo que a religião só é importante no Natal, enquanto para 35% este é um tema importante das suas vida ao longo de todo o ano e não apenas nesta quadra. O inquérito sobre o Natal e a forma como os adolescentes vivem esta quadra foi realizado a mais de 66 mil jovens em todo o mundo. A versão portuguesa abrange utilizadores brasileiros e portugueses e tem mais de 20 milhões de inscritos.


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