A Educação e as relações do mundo virtual

Abril 21, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 10 de abril de 2017.

A Educação e as relações do mundo virtual

É frequente ouvirmos o quanto as crianças de hoje são diferentes das crianças de há uma ou duas décadas atrás e como tem sido difícil adaptar relações, educações e o próprio sistema de ensino, que se mostra cada vez mais desadequado aos interesses e vontades desta nova geração. Na verdade, se educar já era por si só um grande desafio, com todas as alterações desta geração que nasce de olhos abertos e pronta para a vida, tornou-se uma tarefa especialmente delicada.

São realmente muitas as mudanças que esta geração do novo século apresenta. Embora por vezes seja difícil para as famílias compreenderem esta nova forma de se ser criança e jovem, diria que em muitas coisas mudaram para melhor. Maior consciência de si próprios, maior liberdade de ação e menos preconceitos! Que bom, que esta geração nos trouxe essa maravilhosa capacidade de aceitação da diferença, que reflete sempre uma maior possibilidade de aceitação de nós próprios. Este seria um passo gigante para a felicidade do ser-humano, se não tivesse sido acompanhada pelo desenvolvimento de um novo tipo de relacionamentos, infelizmente bem menos saudável e por uma compreensão distorcida do que realmente é liberdade.

O mundo virtual alterou por completo a forma como as pessoas se relacionam e atualmente estamos a assistir a uma espécie de “solidão acompanhada”. Os pais estão pouco em casa, as famílias alargadas são cada vez mais uma raridade, as crianças já não brincam na rua e acabam fechadas em quatro paredes à espera que alguém chegue a casa e lhes dê alguma atenção. Sem tempo, cansadas e sem paciência as famílias acabam por incentivar os ipads, as playstations e as redes sociais porque assim também têm algum sossego. Na verdade não há tempo nem disponibilidade para estar em relação.

O que são as “Relações líquidas”?

Nesta conjuntura assistimos cada vez mais ao desenvolvimento de “relações líquidas”, nas quais a confiança, a intimidade, a presença e o olho no olho, escorrem por entre os dedos das mãos e não permitem que se solidifiquem as relações.

Comprometemos o vínculo na união entre as pessoas e sem vínculo desenvolvemos relações frias, distantes, mais robotizadas e bem menos sentidas. Estamos mais permeáveis à imagem e aos “likes”, numa superficialização das relações que não pode ser reconfortante para ninguém. Vivem na ilusão de estarem acompanhados, sempre no burburinho e corre corre das redes sociais, mas na verdade sentem-se muito sozinhos.

Nesta solidão social e familiar, facilmente percebemos a razão da tristeza, abatimento, falta de energia, falta de motivação e depressão que avassala a vida de muitas crianças e jovens.

Esta semana numa consulta de acompanhamento familiar uma jovem dizia exatamente isso à sua mãe: “Não percebes porque é que eu estou sempre no telemóvel? Eu sinto-me sozinha, muito sozinha! Não compreendes a minha agressividade?! Nós nem conseguimos jantar em família a horas decentes, mas consegues ter tempo para me chatear constantemente com a arrumação do quarto e com as notas dos testes. Imagina então que eu sou como uma mesa. Quanto mais forte lhe bates mais te dói a tua própria mão… Se lhe bateres devagar a tua mão não te vai doer!

A verdade é que as redes sociais, a internet e os jogos de computador têm sido os verdadeiros refúgios desta geração, que se sente acima de tudo sozinha… As redes sociais permitem-lhes manter algum contacto com o mundo e com as pessoas, ainda que virtual, mas distorcem a noção de relacionamento interpessoal e aumentam o medo e a ansiedade das relações próximas, intimas, verdadeiras…

Como dizia Fernando Pessoa no seu poema Solidão – “sinto-me livre mas triste, vou livre para onde vou, mas onde vou nada existe”!

Não, não vamos voltar atrás no tempo, mas por favor vamos cuidar das nossas relações!

 

 

 

Campanha chinesa alerta para o distanciamento entre as pessoas devido ao excesso de tecnologia

Julho 20, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://revistacrescer.globo.com de 6 de julho de 2015.

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Imagens têm gerado discussões calorosas nas redes sociais

Uma campanha produzida pela Ogilvy Beijing para o Centro de Pesquisas em Psicologia tem gerado discussões calorosas nas redes sociais. Intitulada “The More You Connect, The Less You Connect”, em tradução livre “Quanto mais você conecta, menos você conecta”, ela traz imagens chocantes de pessoas no mesmo ambiente separadas por um smartphone gigante.

Nas redes sociais, muitos dizem que as imagens encorajam a pensar como somos dependentes de conexão e acabamos negligenciando aqueles que nos rodeiam. Já outros internautas dizem que a campanha é um exagero e que a tecnologia não pode ser culpada pelo distanciamento entre as pessoas. Abaixo, mais duas fotos da campanha.

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mais informações:

http://www.boredpanda.com/anti-smartphone-ads-shiyang-he-beijing-china/

 

 

10 coisas que seu filho “normal” vai aprender da convivência com crianças especiais

Junho 18, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site reab.me de 14 de junho de 2014.

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por Leitor Colaborador

Gostei dessa historinha acima porque ilustra bem o que eu considero inclusão bem feita: ela é boa para as duas partes.

Uma coisa que temos que ter em mente é que ninguém nasce sabendo. Nós sabemos o quanto aprendemos com nossos filhos especiais porque os temos, mas eu mesma tenho que admitir que não sabia lhufas sobre isso antes do Theo. Eu era como todos os outros: achava que crianças com necessidades especiais eram só um “peso”.

Pensando por esse lado, o melhor caminho para que outras crianças aceitem nossos filhos é mostrar esses benefícios aos pais delas. São eles que vão dizer a elas “não fique muito perto do fulaninho porque ele é estranho” ou “que legal esse seu amiguinho novo”! São esses pais que vão formar cidadãos que incluem e aceitam as diferenças ou pessoas preconceituosas.

Então, resolvi listar, aqui, 10 benefícios que uma criança neurotípica vai ter por conviver com crianças especiais. Sohar Dahini, querida, muito obrigada pela dica! E muito obrigada por me indicar o vídeo! Ainda vou falar mais dele por aqui!

10 coisas que seu filho “normal” vai aprender da convivência com crianças especiais

  1. Vai aprender a aceitar melhor qualquer tipo de diferença e vai se tornar uma pessoa menos preconceituosa;
  2. Vai aprender a se colocar no lugar do outro por conviver com um coleguinha que tem dificuldades que ele não possui;
  3. Vai aprender que comunicação vai muito além do falar : é feita de gestos, olhares e até de silêncios;
  4. Vai aprender que pessoas com necessidades especiais não são vítimas: são heróis, porque tornam as outras pessoas melhores;
  5. Vai aprender que a vida vale a pena apesar das dificuldades;
  6. Vai aprender que estamos aqui para ajudar uns ao outros;
  7. Vai aprender a ser flexível: não existe só um jeito de brincar, de desenhar, de ser;
  8. Vai aprender  a lidar melhor com suas próprias limitações…e a querer superá-las;
  9. Vai aprender a dar valor às coisas pequenas;
  10. Vai aprender que ele não tem que saber o que fazer o tempo todo, mas que ele pode sempre aprender.

Espero ter dado um pouco de perspectiva a todos vocês!

Fonte: Andrea Werner, blog Lagarta Vira Pupa 

Para quem quiser virar leitor assíduo, como nós do Reab, aqui está o link: Lagarta Vira Pupa.

Palmas para Andréa!!! Sucesso!!

 

 

Solidão Infantil – Tantos brinquedos e ninguém com quem brincar

Agosto 14, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Catarina Castro no site da Clínica da Educação  2 de Agosto de 2013.

Por Catarina Castro

Um dos maiores problemas sentidos atualmente pelas nossas crianças prende-se com a diminuição do tempo de brincadeira e dos momentos de convívio – as famílias são cada vez menores, as pessoas passam cada vez mais tempo no local de trabalho e o aumento da violência e da criminalidade fizeram diminuir o contacto e os jogos de rua com os vizinhos. Embora os brinquedos de que dispõem sejam mais diversificados e abundantes, as brincadeiras, essenciais para que a criança se desenvolva e construa as suas representações mentais sobre o mundo, são cada vez mais vividas de forma individual e solitária.

O ritmo de vida mais agitado a par com a crescente exigência profissional, que tanto caracterizam os meios urbanos, têm levado a maioria das famílias a conviverem muito menos com amigos e familiares. Embora estas alterações tenham conduzido a algumas melhorias significativas, os momentos de convívio e interação social (fundamentais para o bem-estar individual) têm vindo a ser descurados, facto que se reflete num aumento generalizado do sentimento de solidão por parte das crianças.

A solidão tem sido vista como uma experiência negativa, caracterizada por um sentimento de isolamento e ausência de interações sociais satisfatórias. Esta condição é fonte de perturbação emocional afetando o funcionamento psicossocial, a saúde e o bem-estar e provocando um sentimento de tristeza generalizada.

Quando sentida e vivida durante a infância, o sentimento de solidão irá repercutir-se ao longo da vida da criança, refletindo-se nas várias relações que irá experienciando. Frequentemente as crianças solitárias tendem a tornar-se adultos tímidos e ansiosos, demonstrando também algumas dificuldades em estabelecer relações empáticas com as pessoas com que se cruzam no seu dia-a-dia.

Um dos fatores que mais condiciona a perceção de solidão das crianças é a relação que estabeleceram com os seus pais – se sentem que têm suporte emocional, conforto e proximidade com os seus progenitores, é muito menos frequente viverem os momentos em que não estão acompanhados de forma angustiante. Por contraponto, quando as crianças sentem que a relação que têm com os seus pais nas relações parentais que são vividas com ansiedade ou ambivalência, é frequente as crianças demonstrarem mais sinais de angustia quando são deixadas sozinhas. Os pais dispõem de menos tempo efetivo para estar com os filhos, responder às suas questões, brincar com eles e mimá-los. Em muitos dos casos, segundo um estudo recente, a média de tempo despendida diariamente pelos nossos pais exclusivamente com os seus filhos é pouco mais de 30 minutos. Sendo estes a sua figura de referência, principalmente durante os primeiros anos de vida, esta ausência esta muito associada a níveis elevados de solidão e tristeza demonstrados por várias crianças e jovens.

A par com as alterações familiares, também a vida citadina modificou as brincadeiras das crianças e a sua relação com os seus amiguinhos. As pessoas passaram a morar em apartamentos ou em casas menores, os jardins diminuíram ou desapareceram e as ruas tornaram-se perigosas. Os jogos sociais ao ar livre tais como “as escondidas”, “a apanhada” e “a macaca”, responsáveis pela expressão coletiva do lúdico, foram perdendo o seu espaço provocando uma diminuição do contacto com o seu grupo de pares e um aumento do seu sentimento de solidão.

Com estas alterações. a televisão, a par com o computador e com os jogos virtuais, têm-se destacado como as atividades de tempos livros prediletas das crianças e jovens uma vez que para além de serem bastante cativantes estão disponíveis e podem ser jogados dentro das paredes de casa. No entanto, o tempo despendido com estes brinquedos interativos deve ser gerido e supervisionado pelos pais, para que não se tornem formas lúdicas de cultivar o isolamento, ao tornarem as crianças cativas dos écrans e dos jogos solitários.

A solidão, pode também estar na base do aparecimento de sintomas ou quadros depressivos, devendo os pais estar muito atentos a este tipo de sintomatologia dadas as suas consequências futuras. Quando tal acontece pode ser necessário recorrer a ajuda especializada.

O lado positivo da solidão

A solidão é descrita, habitualmente, como algo bastante angustiante e perturbador. Embora a socialização seja fundamental e preponderante para o crescimento saudável, é de referir que os momentos de solidão também têm um papel muito importante para o desenvolvimento e amadurecimento emocional das crianças, (desde que não sejam vividos por ela de forma extremamente ansiosa), uma vez que lhes permitem experienciar alguns períodos de individualidade, nos quais se vão tornando mais autónomos e independentes face aos pais.

Estes momentos permitem-lhe conhecer os seus limites, gerir o seu espaço individual, criar as suas brincadeiras e explorar o mundo de uma forma pessoal. Quando se sentem seguras na relação que têm com os seus pais é mais fácil para as crianças aproveitarem os momentos em que não estão acompanhadas para “mergulhar” nas suas brincadeiras, sem despoletar nelas um sentimento de abandono ou de rejeição.

É igualmente importante que os pais respeitem a sua necessidade de, por vezes, poderem estar a brincar sozinhas, sem que isso signifique que estão deprimidas ou infelizes. A partir dos 2 anos de idade, os momentos de solidão podem ser igualmente enriquecedores ao permitirem às crianças aprender a ter o seu próprio espaço.
Algumas estratégias para superar a solidão:

  • Dinamize momentos de interação social – um passeio no parque com outras crianças, uma ida ao cinema com amigos ou um lanche em casa para os coleguinhas da escola são ótimos momentos de convívio e de fortalecimento das relações interpessoais;
  • Fomente a participação em atividades de grupo e de equipa – o desporto, os escuteiros ou a música são alguns dos locais privilegiados para desenvolver o espirito de companheirismo e a amizade entre crianças e jovens;
  • Estimule as brincadeiras manipuláveis e os jogos de tabuleiros – estas atividades favorecem o diálogo e o conhecimento das regras de interação social;
  • Realize jogos de mimica e de expressão corporal com a criança – de uma forma lúdica e divertida a criança tem espaço para aprender a comunicar e a expressar-se corporalmente;
  • Valorize o tempo de qualidade – desligue os aparelhos de comunicação e tire algum tempo para estar em família, conviver, brincar e conversar. Estes momentos permitem estreitar os laços familiares e estimular a capacidade de comunicação e de interação  entre os vários elementos da família, dando estratégias à criança para se relacionar com os demais elementos do seu contexto;
  • Fomente comportamentos afetivos nos mais diversos momentos, de forma simples e espontânea, através de gestos ou de palavras – aprender a expressar e a gerir os afetos é essencial para aprender a relacionar-se de forma mais ajustada;
  • Elogie os comportamentos  positivos e pró sociais em detrimento dos desajustados, a valorização sincera é uma das melhores formas de estimular a autoestima e fomentar a autoconfiança, necessárias para o estabelecimento de relações intersociais ajustadas;
  • Esteja disponível para a criança, demonstrando-lhes que gosta de comunicar e partilhar os seus assuntos, sem assumir uma atitude crítica e destrutiva – crianças mais confiantes têm mais facilidade em relacionar-se com outras pessoas.

A reação dos adultos, em especial a dos pais, é muito importante para que cada criança aprenda a agir em sociedade visto que eles são, para elas, o modelo a seguir. Deste modo é fundamental que procurem dar exemplos construtivos de relações sociais ajustadas permitindo que a criança aprenda e interiorize as ferramentas mais adequadas para construir relações emocionais saudáveis com as pessoas com que se irá cruzar ao longo da sua vida.

 

O teu namorado de 16 anos não é nervoso, é uma besta

Julho 8, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Paulo Farinha no Notícias Magazine de 23 de Junho de 2013.

Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.

Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade,

certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.

Os comentários sobre a roupa que usas

ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka… Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.

Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.

Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.

Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível.Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.

Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes.

Talvez a sua filha não leia isto. Mas que tal mostrar-lhe a revista, para ela pensar um pouco?

 

Acção – A Descoberta do Ser… o nascimento, a infância, a adolescência e o adulto

Maio 3, 2011 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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“A Descoberta do Ser… o nascimento, a infância, a adolescência e o adulto” é um projecto de prevenção primária, na área da Educação para a Saúde – Sexualidade, que visa promover a saúde, prevenir a doença e prevenir e modificar comportamentos de risco. A Identidade, as Emoções e Sentimentos, o Corpo, as Relações Interpessoais, a Tomada de Decisão e os Comportamentos Protectores são alguns dos conteúdos que serão abordados na acção “A Descoberta do Ser…”, que o Sector da Humanização do Instituto de Apoio à Criança (IAC) vai realizar no dia 17 de Maio de 2011. Esta acção será orientada por Leonor Santos, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta. Ressalvamos que a ficha de inscrição deverá ser remetida com a maior brevidade, atendendo a que o número de inscrições é limitado. Ficha de inscrição


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