Como lidar com os amores de verão do meu filho?

Agosto 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Diário de Notícias de 22 de julho de 2018.

Que preocupações trazem as redes sociais? Qual a idade ideal para ir de férias sozinho? Estas e outras questões respondidas pela terapeuta familiar Catarina Mexia.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia Shutterstock

Férias + adolescentes = paixões. Esta é uma equação quase sempre difícil de resolver para os pais. Os chamados «amores de verão», a que os familiares não costumam dar grande importância, podem significar muito para os adolescentes.

Para os jovens, esta será uma fase natural, mas estarão os pais preparados? Num mundo dominado pelas redes sociais (e pelos riscos que daí advêm), existem preocupações acrescidas e novas estratégias a adotar?

A psicóloga Catarina Mexia ajuda-nos a perceber o que significam realmente estas paixões de verão e como devem os pais lidar com elas. Esclarecemos ainda algumas dúvidas sobre a autonomia e a responsabilidade que devem ser atribuídas aos seus filhos.

Sabe, por exemplo, qual a idade ideal para os deixar ir de férias sozinhos?

Porque está o verão tão associado às paixões?
É uma realidade que acontece com todos os seres humanos. A maior disponibilidade – estarmos mais expostos, mais despidos -, bem como o facto de o nosso corpo libertar mais feromonas levam a que isso aconteça. Portanto, também os jovens estão mais suscetíveis a receber esse tipo de mensagens e passam pela fase de descoberta do outro e de si próprios.

De que forma é que os pais devem interferir nestas relações?
Em primeiro lugar, não sei se os pais devem interferir. Acho que os pais devem ter uma posição atenta e mostrar-se disponíveis. Mas, claro, tudo isto depende das idades de que estamos a falar. Os jovens desenvolvem-se muito mais cedo hoje e os desafios são muito diferentes em comparação ao que eram há uns anos.

Porquê?
O maior exemplo é que muitos namoros começam agora pelas redes sociais. Como me dizia um jovem de 16 anos há uns dias: «já ninguém pede o número de telefone, pede-se o insta». Portanto, hoje em dia, estes primeiros relacionamentos são guiados por um anonimato muito grande, vindo das redes sociais, e nos quais os pais nem sequer têm muita fé. As redes sociais servem quase como um cartão-de-visita e muitas vezes os jovens envolvem-se em relações que envolvem muitos riscos. Eles [os adolescentes] aceitam níveis de violência que eram intoleráveis.

Isso não será fácil de os pais compreenderem.
Os pais têm de perceber que tudo isto faz parte do crescimento e do ganho da autonomia destes jovens e das aprendizagens. Mas devem mostrar-se curiosos, não cuscos, e disponíveis para ser o conforto dessa relação.

Mesmo que os jovens queiram esconder a parte «amorosa» das suas vidas?
Não disse que seria uma tarefa fácil. É um equilíbrio muito difícil. Muitas vezes os pais querem deixá-los voar mas, ao mesmo tempo, temem não os manter em segurança.

Daí a importância do diálogo aberto entre pais e filhos?
Há temas que são praticamente obrigatórios: como a segurança na sexualidade, por exemplo. São conversas que os pais não podem deixar de ter com os seus filhos e é muito importante a forma como as têm. Apesar de serem informativas, podem também ser um momento e uma oportunidade de os seus filhos perceberem que, mesmo que as coisas não lhes corram bem, há ali alguém que os vai ouvir. Com quem podem conferir ideias e desabafar, até.

«Por vezes é importante colocarmo-nos, como pais, no lugar dos nossos filhos e recordarmos quando tínhamos a idade deles»

Estas paixões de verão podem trazer também as primeiras desilusões. Como devem os pais reagir a esses desgostos?
Nesses momentos, em que os jovens por vezes deprimem de forma séria, o truque é, mais uma vez, estar atento. Não devem desvalorizar aquele sofrimento de maneira nenhuma, porque eles estão a sofrer verdadeiramente. Às vezes é importante colocarmo-nos, como pais, no lugar dos nossos filhos e recordarmos que na idade deles também iríamos dar demasiada importância àquele momento. Há que valorizar o sofrimento, colocá-lo em contexto e ajudá-los a encontrar uma forma diferente de ver as coisas. Ou seja, ajudar os filhos a ver além daquela pessoa ou daquele acontecimento. E procurar valorizar outras amizades, outros convívios e outras atividades.

Em relação à sexualidade, deve ser um tema abordado por iniciativa dos pais ou estes devem esperar que o filho/a os procure para abordar o tema?
Na minha opinião, a responsabilidade é sempre dos pais. Quer no caso das raparigas, quer no caso dos rapazes. Se é a mãe ou o pai a fazê-lo, considero que isso terá a ver com a dinâmica da família. Não existe uma regra. Quanto ao momento certo, se existir uma relação próxima, os familiares vão perceber quando for a altura.

«É preciso ter noção dos riscos e das consequências das redes sociais»

Com a chegada das redes sociais, esta tornou-se uma questão ainda mais difícil?
Sim, porque agora também estamos a falar de segurança. É preciso ter noção dos riscos e das consequências. Estou a lembrar-me de um caso de um jovem homossexual, que trocou umas fotografias com um homem via Facebook e a mãe só soube quando as coisas correram mal. Está é uma situação limite mas é demonstrativa de como as redes sociais permitem esconder identidades que podem levar a situações extremas. Possivelmente, sem a possibilidade de anonimato e de criar perfis falsos, os pais deste jovem iriam perceber tudo mais facilmente.

Qual a idade ideal para deixar os jovens irem de férias sem os pais?
A idade não é um fator decisivo, mas sim o nível de maturidade. Há jovens de 16 anos completamente responsáveis e totalmente autónomos, enquanto há outros que não vão sozinhos para lado nenhum. Mas diria que os 16 anos são um marco.

 

 

 

 

 

 

Palestra “A Criança que há em Nós” 12 maio na Biblioteca David Mourão-Ferreira

Maio 10, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PALESTRA
«A Criança que há em Nós»
Com Teresa Ribeiro Luzio, Professora de Artes.
Autora do livro “Bola de Luz Dourada. Crianças da Nova Era”.
O Tema “A Criança que há em Nós”, procura consciencializar e sensibilizar pais e educadores, todos em geral, sobre as Crianças da Nova Era. A relação afetiva entre a Criança Interior e as Crianças da nossa vida, no sentido da evolução pessoal e global.
“Na Escola Waldorf conheci e aprendi formas saudáveis de ensinar as crianças, as quais vão ao encontro dos seus interesses, pela arte, pelo contacto com a natureza, para a vida ativa”.

Biblioteca David Mourão-Ferreira
Data: 2018-05-12 às 15:30
Contactos: Tel.: 210 311 710
bib.dmferreira@jf-parquedasnacoes.pt
Observações: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Emoções, Relações e Complicações: Prevenir a Violência ao Longo da Vida – livro digital do Serviço Nacional de Saúde

Dezembro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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visualizar o livro digital no link:

http://biblioteca.min-saude.pt/livro/violencia#page/1

Elas perguntam, nós respondemos – Sexualidade

Agosto 7, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://expresso.sapo.pt/ de 9 de julho de 2017.

Falar de sexualidade com as crianças pode não ser fácil, mas não deve ser evitado. E é melhor aguardar pelas interrogações do que as suscitar. Elas só acontecerão se existir espaço para isso — e esse espaço é construído desde o berço

Luciana Leiderfarb  texto

Carlos Esteves  infografia

Há sempre um momento em que a nossa criança formula a pergunta de um milhão. Aquela que sabíamos que viria, mas que não estamos preparados para responder — ou, pior ainda, que achávamos que ela não estava preparada para sequer perguntar. Por mais comunicação que exista entre pais e filhos, abordar o tema da sexualidade pode nem sempre ser fácil ou simples. E atire a primeira pedra quem não tiver desviado o assunto pelo menos uma vez.

“Muitos pais têm medo do que ouvem por parte dos filhos, e podem não responder logo. Podem até dizer: ‘tenho de pensar sobre isso’, de forma a terem tempo para encontrar as palavras certas. Mas não podem não responder”, diz Sofia Nunes da Silva, psicóloga e terapeuta familiar no Hospital de Santa Maria. Nestas coisas, o silêncio não é uma opção. E, se por acaso o tiver sido, não é na adolescência que ele será quebrado. “Essa ideia é irrealista e errada. Quem não tiver criado esse canal de comunicação até à puberdade, não o vai criar a partir daí. O silêncio mostra que este é um tema incómodo. E pode fazer com que a criança não exteriorize as suas dúvidas ou o faça só com os pares — que nem sempre têm informação completa ou estruturada”, complementa Duarte Vilar, diretor executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF). “O silêncio é horrível”, continua Sofia Nunes da Silva. “É um sinónimo de indiferença.”

Dito isto, e tendo mesmo que falar, há várias formas de o fazer. E convém mesmo não evitar ou contornar os assuntos. Desde as primeiras perguntas mais ‘básicas’ às mais tardias e elaboradas, a linguagem deve ser “simples e verdadeira”, aconselha o urologista Manuel Mendes Silva, autor do livro “A sexualidade explicada às crianças”. “Aos seis anos, deve-se esperar que seja a criança a colocar as questões. A partir dos oito, já se pode ser mais proativo”, explica o clínico. Quer isto dizer, reformula Sofia Nunes da Silva, que os adultos têm de ouvir mais do que falar, aguardar que seja a criança a trazer as temáticas, tentando não antecipar as suas perguntas. Fazê-lo pode provocar ansiedade, sentimentos de incompreensão, ou aquilo que os pais mais temem: “Suscitar curiosidades deslocadas para a idade dos filhos e levá-los a uma exploração para a qual não estão ainda preparados.”

Se toda a pergunta é sempre um começo atrás do qual se escondem muitas outras, ela representa também o fim e a finalidade de um longo processo. A pergunta acontece porque, desde a nascença, foi criado espaço para tal. “A criança não quer falar do que não lhe interessa, pelo que é preciso esperar que ela ‘puxe’ o assunto. Mas isto só ocorre se ela sentir que os pais estão disponíveis.”, comenta Duarte Vilar. A disponibilidade constrói-se. Para Sofia Nunes da Silva, a chamada ‘educação sexual’ mais não é do que a educação dos afetos, “o modo como a criança se relaciona com os outros”. Por isso mesmo, “começa no berço”: “Inicia-se na relação da criança com os pais e com os irmãos. Com eles, ela aprende os limites e o respeito pelo próprio corpo e o do outro, e adquire as noções fundamentais que, mais tarde, serão a base da sexualidade adolescente.” Desde cedo, defende a psicóloga, espera-se dos pais uma postura recetiva do que as crianças têm para dizer.

E elas não se expressam de qualquer maneira. Duarte Vilar aconselha a que os pais não procurem “ter ‘a’ conversa”. “Resumir tudo numa conversa formal é uma ideia antiquada. Numa família, a comunicação é informal e constrói-se em torno de comentários, de respostas, do que os miúdos ouvem fora de casa, do que passa na televisão. Há muitas formas de conversar”, opina o sociólogo. Por outro lado, as próprias dúvidas que os jovens colocam vão também alterando a configuração. “Não adianta pensar que se já explicamos uma coisa, a criança não precisa de voltar a falar disso. Ela compreende, a cada momento, o que tem a capacidade de compreender. E vai aprofundando os assuntos.”

“Se os jovens têm dúvidas e perguntas é porque são capazes de entender as respostas”, concorda Margarida Gaspar de Matos. E a escola tem igualmente de participar no processo. Porém, por mais legislação que exista, é urgente haver continuidade. “O que falha? O facto de nem sempre se achar que a educação para a saúde é importante. Faz-se um grande investimento e depois interrompe-se o processo.” Coordenadora do projeto Aventura Social, que integra o Health Behavior in School-aged Children, da Organização Mundial da Saúde, a psicóloga relembra algumas das conclusões do estudo de 2014 sobre a vida dos adolescentes — o próximo será divulgado em janeiro de 2018. Entre elas, a ênfase dada nas escolas à prevenção do risco sexual e não tanto à abordagem da sexualidade em termos de “competências pessoais, relações interpessoais, de equidade de género e de direitos humanos”.

O problema surge quando a educação sexual “é dada como matéria” estritamente ligada à saúde, à biologia e às ciências da natureza, dispensando o debate em torno dos comportamentos e das relações afetivas. Em última instância, frisa Gaspar de Matos, é esse lado da aprendizagem que mais tarde irá prevenir situações de abuso ou de violência sexual, ou que irá fixar a noção de consentimento sexual. “A educação sexual na escola trouxe melhorias, como uma diminuição da gravidez adolescente [segundo os últimos dados do INE]. E há escolas a fazer grandes trabalhos. Só que o panorama é muito desigual e o Ministério da Educação deveria garantir que todas as escolas cumpram os mínimos”, diz Margarida Gaspar de Matos, para quem a mera existência de gabinetes de apoio à saúde não garante que estes funcionem eficazmente. Para tal acontecer, é necessário voltar a treinar os professores, pois “não é com um PowerPoint que se esclarecem as dúvidas” dos mais novos.

Para Margarida Gaspar de Matos, cabe à escola dar o que, por vezes, a família não consegue. Por exemplo, a orientação necessária face às tecnologias, onde as crianças obtêm todo o tipo de informações nem sempre fiáveis. “Os pais podem ser ajudados não só a falar com os filhos mas também a orientá-los na procura de informação.” Para Duarte Vilar, “a educação sexual na escola tem de ser consistente e regular, e não resumir-se a uma conversa a cada cinco anos”. Agora, o recém-homologado Referencial de Educação para a Saúde — uma espécie de guia da educação para a saúde em ambiente escolar — pode significar o preenchimento deste hiato e a reativação desse espaço no ensino. E um simples relance pelos seus conteúdos mostra que o lado físico da sexualidade surge a par do relacional. A secção respetiva chama-se “Afetos e Educação para a sexualidade” e foca subtemas como a identidade e género, os valores e os direitos sexuais e reprodutivos.

DESENVOLVIMENTO DA SEXUALIDADE

0-3 anos O bebé torna-se consciente do seu corpo e começa a explorá-lo. Precisa de ser tocado e acarinhado. Aprende se é rapaz ou rapariga.

4-6 anos Surgem a curiosidade sobre a reprodução e a fase dos ‘palavrões’. A exploração do corpo traduz-se em jogos. Nascem as amizades preferenciais.

7-9 anos Aparece o sentimento de pudor. Faz-se menos perguntas sobre sexo. Meninas e meninos juntam-se em grupos à parte.

10-15 anos Iniciam a puberdade e, a seguir, a adolescência. Há mais interesse pela sexualidade. Nas raparigas aparece a menstruação. Nos rapazes, a primeira ejaculação. A masturbação em ambos aumenta. Um novo corpo começa a desenhar-se.

16-18 anos A orientação sexual é agora clara. As experiências sexuais consolidam-se na relação com o outro. Há uma cada vez maior independência dos pais.

Fonte: OMS, Policies for Sexuality Education in the European Union, 2013

 

 

 

Se alimentarmos as crianças com amor, os medos morrerão de fome

Janeiro 16, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.contioutra.com de 19 de dezembro de 2015.

medo

O mais interessante de assumir a educação emocional das nossas crianças é que através dela alteramos a química dos seus cérebros, ou seja, estamos oferecendo a elas a possibilidade de controlar a sua biologia.

A influência negativa e penetrante dos meios de comunicação, as práticas educativas pouco acertadas e a falta de respeito nas escolas ou na sociedade estão diminuindo as capacidades emocionais das nossas crianças.

Podemos aceitar que é inevitável que certos tipos de mudanças sociais aconteçam, mas o que temos em nossas mãos são ferramentas para potencializar sua saúde emocional.O que podemos fazer? É muito simples, vejamos…

Que um sorriso lhe sirva de guarda-chuva

Sabendo que a serotonina é o hormônio principal na regulação do nosso humor, podemos ajudar o nosso cérebro a produzi-la de uma maneira natural. Para regular seus níveis no organismo basta manter uma dieta saudável, dormir uma quantidade adequada de horas todas as noites e fazer exercícios regularmente.

Ou seja, para termos uma correta saúde emocional devemos implementar estes hábitos em nossas vidas diárias. Dessa maneira, vamos conseguir que nosso cérebro se encontre nas condições ideais para evitar as sobrecargas de energia que surgem do estresse e dos medos.

Cabe apontar, como curiosidade, que pesquisadores renomados afirmam que pedir que as nossas crianças sorriam e dizer a elas que as coisas irão melhorar é verdadeiramente útil. De fato, os seres humanos podem equilibrar os níveis de serotonina com um simples sorriso.

Quando sorrimos, nossos músculos faciais se contraem, o que faz com que diminua o fluxo sanguíneo dos vasos próximos a eles. Isso, por sua vez, faz com que o sangue esfrie, e por isso se reduz a temperatura do córtex cerebral, o que gera, como consequência, a produção de serotonina.

Brincar é o trabalho das crianças

O que comentamos até agora deve confirmar a ideia de que as pequenas coisas são muito importantes. Se há uma forma através da qual podemos articular a aprendizagem emocional infantil é através da brincadeira.

A melhor forma de ensinar a elas habilidades que as permitam administrar suas emoções é através das brincadeiras, pois conseguiremos brindar a elas a oportunidade de aprender e de praticar novas maneiras de sentir, de pensar e de agir.

Além disso, podemos nos converter em parte integral do processo de aprendizagem emocional de uma maneira tremendamente eficiente. De fato, depois de introduzirmos uma dinâmica atrativa, a curiosidade e a repetição que as crianças possuem e solicitam farão o resto do trabalho.

Por exemplo, quando um menino ou menina enfrenta um medo, é bom ajudá-los para que se sintam identificados com um personagem de ficção que admirem. Dessa maneira, podemos brincar com eles imaginando o que fariam se estivessem no lugar do seu ídolo.

Se articularmos uma série de brincadeiras desse tipo ou de outros, como as marionetes, o relaxamento ou a exploração corporal, conseguiremos que as crianças adquiram as habilidades necessárias para administrar suas emoções.

Isso também contribuirá para que elas desenvolvam o autoconhecimento, que estimulará seu interesse por trabalhar aspectos cuja complexidade ainda não é compreendida. Graças a isso fomentaremos o desenvolvimento de uma autoestima saudável apoiada no respeito por si mesmo.

Chaves para aumentar as habilidades emocionais das crianças

Como já dissemos anteriormente, às vezes é muito simples conseguir que nossas crianças cresçam de maneira equilibrada. Basta alimentá-los com amor para que seus medos e seus problemas emocionais morram de fome. Vejamos a seguir como podemos fazer isso em 3 simples passos…

  1. Oferecer um lar, um lugar no qual se sintam protegidas e abrigadas

Um lar é criado a partir das emoções das pessoas que o compõem. As centenas de brinquedos em seus quartos não servem para nada se não compartilharmos com eles nosso amor através de gestos de carinho e de cuidado.

  1. Falar com elas de maneira carinhosa

Quando as crianças fazem alguma coisa errada ou se comportam de maneira agressiva estamos acostumados a empregar estratégias de rejeição. Alguns exemplos são dizer “Não te amo mais” ou “Você é muito malvado”. Entretanto, desta maneira elas não irão entender que o que está errado é o que fizeram, e não o seu valor próprio.

Por essa razão, as mensagens que devemos transmitir a elas são do tipo “Não está certo o que você fez”. Assim, não iremos diminuir a sua autoestima nem colocar em dúvida nossos sentimentos por elas.

  1. Dar a elas o nosso tempo, nosso interesse e o desejo de aproveitar os desafios que nos propõem

O que nossas crianças enxergam em nós, para elas, não está presente em mais ninguém. Por isso, é indispensável dedicar nosso tempo e nosso interesse genuíno a elas, e oferecer uma visão do seu mundo de maneira amorosa e incondicional.

Texto original em espanhol de Raquel Aldana.

Fonte sempre indicada: A Mente é Maravilhosa

 

 

Desgostos de amor também acontecem às crianças

Fevereiro 13, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 10 de fevereiro de 2015.

António Pedro Santos

António Pedro Santos

Por Sílvia Caneco

Tomás já chorou por uma namorada e Filipe cora de vergonha quando Eva lhe promete amor eterno. Pais não devem desvalorizar nem sobrevalorizar as paixões dos filhos

Aos nove anos, Tomás começa por dizer: “Agora tenho duas namoradas.” Logo depois hesita e volta atrás: “Não sei quantas tenho ao certo. Há uma terceira que não sei se ainda namora comigo.” Três, ainda assim, são poucas para a sua média: “Já tive dez.” Das duas que diz ter a certeza que tem neste momento, uma só vê de vez em quando, a outra está em Londres e apenas se encontram uma vez por ano. “Tenho saudades, mas aguento.”

Afinal os namoros não são novidade. Deu o primeiro beijo aos seis ou sete. Quem tomou a iniciativa? “Já não me lembro bem, mas dá-me ideia de que fui eu.” E desgostos de amor? “Às vezes”, resume Tomás, sem adiantar pormenores e esquecendo-se daquela vez em que, triste e choroso, ligou ao irmão, que estava em Madrid, porque uma das suas namoradas lhe deu uma tampa: “Lembras-te daquela menina com quem comecei a namorar ontem? Acabou hoje comigo.”

A partir de que idade nos podemos apaixonar? Pode um namoro de criança causar um desgosto? Não é a regra, mas elas podem estar apaixonadas de verdade, explica o pediatra Mário Cordeiro: “Nas faixas etárias mais jovens, os interesses são tantos que será difícil uma só pessoa preencher completamente a sua cabeça. Mas já tenho visto um ou outro caso, em idade escolar, mesmo muito antes da adolescência, em que isso acontece.”

E a tristeza que o amor provoca, avisa o especialista, também não escolhe idade: “Porque o desgosto (e o consequente luto, que é sempre triste) é proporcional ao investimento que se fez.” À medida que a idade avança, esse investimento será mais estruturado e profundo. Ou seja, vivido com mais entusiasmo. Logo, o choque de um desgosto será tendencialmente maior, explica o pediatra.

À semelhança de Tomás, também Filipe, da mesma idade, contava em casa ter várias namoradas ao mesmo tempo. “Ainda namoradinhas de creche”, recorda a mãe, Alexandra Amaral. “A professora diz a brincar que ele tem um coração enorme. Gosta de muitas.”

Apesar de ser recorrente ouvir os mais novos dizerem que têm mais de uma namorada ou namorado, as crianças, explica Mário Cordeiro, “são muito monogâmicas sequenciais e geralmente quando dizem ter um(a) namorado(a) é só um. Quando falam de vários, é mais para se fazerem de bons”.

E também não é geralmente ao acaso que escolhem namorar com o A ou com o B. A selecção representa “idealizações e preferências”, por vezes meramente circunstanciais, mas que têm algo de escolha intrínseca, muito feita, por vezes, à imagem da mãe ou do pai”, diz o especialista em pediatria.

Alexandra conseguiu, pelo meio da longa lista de namoradas do filho, perceber a diferença de intensidade entre os relacionamentos: “Teve duas que foram mais importantes. Uma no último ano da pré- -escola, a Lara, e a outra no 2.o ano do ensino básico, a Eva. Puxava-o para as traseiras da escola para lhe dar beijos.” No terceiro ano mudou de escola e sentiu muito a falta dela, conta a mãe. E apesar de estarem separados continuaram a encontrar-se. Ou é ele que pede para ir a casa dela ou é ao contrário. Já chegaram até a ir ao cinema, mas não foi bem uma saída a dois, porque aconteceu no aniversário dela e havia adultos à volta.

Assim que souberam que iam ficar em escolas diferentes, Eva passou-lhe um papel com o número da mãe. Já conversaram ao telefone e, num destes dias, Filipe até recebeu um sms da namorada: “Todo ele sorria”, recorda Alexandra Amaral, que até à data diz ter sido surpreendida apenas por um elemento. “Vejo as meninas a serem mais atiradiças que os meninos. Elas é que tomam a iniciativa. Via a Eva pegar na mão do Filipe e dizer coisas como ‘Ó Filipe, eu gosto tanto de você. Eu queria que você ficasse comigo para sempre!’ E ele superenvergonhado.”

Por norma, os pais já nem estranham ouvir as crianças falar de amor como se fossem adultos. Até porque o primeiro “namorico” tende a aparecer “logo entre os 18 meses e os dois anos”, altura “em que a criança faz um jogo de sedução com o progenitor do sexo oposto, depois de começar a confabular e a fantasiar filhos, e a desejar que esse ‘pai ou mãe perfeitos’ seja o pai ou mãe desses filhos.” A família de Tomás já não se espanta ao ouvi-lo dizer: “Dessa eu não gosto por amor.”

Isabel também já se habituou a ouvir o filho Francisco, de nove anos, desfiar teorias ultra-românticas. “Lá na escola todos dizem que a minha namorada é feia e é burra e é pobre e é isto e aquilo. Mas eu gosto dela e ainda vou descobrir uma coisa que ela tem de bom.”

Ao consultório de Mário Cordeiro chegam todos os dias histórias de pais preocupados com os estados de alma das suas crianças. O importante, frisa, é não “desvalorizar nem supervalorizar” esses estados: “Tão mau é dizer ‘que raio de ideia, não tens idade para ter namorado’ como querer forçar ‘casamentos’ e investir, mais do que as próprias crianças, nessa relação. Ou então, quando a criança diz que tem um(a) namorado(a), começar a ver quem é, investigar a família, a conta bancária e o status social… Também já vi disso.”

A mais hilariante história sobre namoros e paixões infantis que já ouviu teve como protagonista um rapaz de sete anos, que já sabia ao certo o que dizer para chocar os pais. O pediatra perguntou-lhe qual era o nome da escola, depois o nome da professora, e finalmente o da namorada. A criança, marota, respondeu: “Namorada ou namorado?” Perante o ar assustado dos pais, o rapaz riu-se e rematou: “Por enquanto é namorada e chama-se Rita, mas um dia pode ser um namorado e não sei como se vai chamar, mas há-de ter um nome.” “A naturalidade da criança fez-me rir… ou até se calhar o ar mais apavorado dos pais!”, conta o especialista.

No mesmo dia em que respondeu às perguntas do i chegou outra história ao consultório do pediatra. A de uma mãe que contou que o filho mantém “uma relação estável” com uma menina que conhece desde o berçário. Quando teve de falar com os pais da namorada do filho, ouviu de resposta: “Ah, é a mãe do futuro marido da minha filha!”

 

Quer um filho feliz e equilibrado? Ame com regras e limites

Setembro 23, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do http://lifestyle.publico.pt  a Mário Cordeiro no dia 19 de setembro de 2014.

daniel rocha

Por Cláudia Bancaleiro

Não há pais perfeitos e a imperfeição faz parte do crescimento de uma criança. Mas é possível ajudar um filho a ser melhor e para isso é necessário um equilíbrio saudável entre ensino, disciplina e amor.

A tarefa pode parecer difícil quando um pai tem à sua frente um filho insolente ou teimoso. Como amar e educar ao mesmo tempo? O pediatra Mário Cordeiro diz que é possível. Basta entender que o amor também é expresso no estabelecimento de limites e de regras.

“O amor é indissociável da educação”. Este é o pensamento base do mais recente livro de Mário Cordeiro, Educar com Amor (A Esfera dos Livros). Para alguns pais pode parecer confuso que ao educar uma criança o amor possa ficar de lado, porque associam o método de educar ao repreender e em casos de desespero ao gritar e dar umas palmadas.

No livro do pediatra e autor de outros títulos sobre a infância e adolescência, de 58 anos, pai de cinco filhos e com cinco netos, há exemplos de casos reais e ajudas para resolver situações mais complicadas, dando a compreender aos pais o que está por detrás de birras, um determinado sentimento ou uma mentira criada pela criança. Mário Cordeiro dedica também alguns capítulos à forma de ajudar um filho a lidar com sentimentos negativos ou a ser mais alegre, não deixando de sublinhar a importância de aprender as qualidades humanas, desenvolver o sentido de ética e princípios educativos.

O pediatra quer suscitar o debate destas questões entre os pais e começa por afirmar que “educar representa um grande investimento de ‘energia’, de disponibilidade, de muitas vezes hesitar por não se saber se se está a agir bem, mal ou a ser incoerente e inconsistente”. Mas “isso é amor”, sublinha ao Life&Style. Não gostar de um filho seria “deixar a criança fazer tudo o que queria e não se importar que se tornasse, certamente, num adulto irresponsável, desagradável e disfuncional, ou seja, numa pessoa péssima e num cidadão execrável”.

Aqui pode surgir outro problema: Como fazer entender a um filho que o educamos por amor? “Dizendo-lho, demonstrando-o, compreendendo as suas acções mesmo que as condenemos e proponhamos um castigo”, explica Mário Cordeiro, que se opõe à saída mais fácil adoptada por alguns progenitores “dar dois berros e nada explicar, não mostrar empatia e agredir, ou então ignorar e não educar”. Mas isso não é amor, sublinha.

O pediatra afirma que numa relação entre pai e filho o amor verdadeiro “não se cobra”, é “oblativo”. Por outro lado, o “amor não é incondicional”, alerta. “Há condições como o respeito, o salvaguardar a imagem e a pessoa do outro, o seu espaço, as suas ideias, gostos e opções”.

Quanto aos pais que protegem demasiado os filhos, o que pode afectar a imposição de disciplina, Mário Cordeiro reforça que amor nunca é em demasia, a protecção extrema é que pode ser perigosa. Isto porque a superprotecção pode tornar-se “numa espécie de redoma claustrofóbica que prejudica o desenvolvimento de uma autonomia responsável e cuidadosa” da criança.

Tarefa complexa

Sublinhando que os pais não devem ter a ambição de serem perfeitos, o pediatra defende que estes devem ser os “melhores pais que o filho deles pode ter”. “Devem pensar se podem ser melhores em termos absolutos e aperfeiçoar-se dia-a-dia, no quotidiano e na expressão de sentimentos, sem ter receio de amar os filhos e de o dizer e mostrar ao próprio”, argumenta, reforçando que “este amor tem de ser expresso no estabelecimento de limites e de regras”.

Na sua experiência enquanto médico de crianças, Mário Nogueira já ouviu muitos pais preocupados com a exigência de serem perfeitos, sob a observação constante da sociedade, educadoras de infância ou mesmo dos vizinhos, receando que um determinado acto possa ser entendido com um abuso sobre um filho.

Segundo o pediatra, os pais devem concentrar-se em ter filhos saudáveis em todos os aspectos e, mais uma vez, a disciplina ou aprendizagem são essenciais. “Uma criança terá mais hipóteses de crescer equilibrada se se sentir amada e segura, e esta segurança passa também por ter regras e limites”. Mas essa disciplina não pode ser “atirada de forma seca”, com a criança a ser “julgada” e não o seu comportamento e os “castigos forem injustos, desproporcionados, inadequados, humilhantes, expressando uma relação de poder perversa e abusiva”. Assim, defende, a criança terá “grande dificuldade em entender que educar é amar”.

Sociedade acelerada, educação negligenciada?

Recorrer a recompensas para compensar a ausência de um pai também não é uma solução. É “ofensivo para a nossa condição humana”, sustenta o médico, que aconselha a “relação ‘olhos nos olhos’ e o uso dos cinco (ou mais) sentidos”.

Aos inquietos e perturbados com a parentalidade, o pediatra deixa uma espécie de jogo para fazerem, que pode começar num almoço ou jantar a dois, por exemplo. “Numa primeira fase, escrevam num papel, individualmente, em quatro colunas, o que acham, respectivamente, que são as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças ao percurso de vida do vosso filho, e a mesma coisa para a vossa maneira de ser pais. Depois de saborearem o prato, troquem as folhas e leiam. Depois da sobremesa, comentem e espantem-se por um achar uma ameaça o que o outro considera uma oportunidade. Finalmente, ao café, delineiem estratégias, cheguem a ‘folhas comuns’ e desenhem um plano com dez objectivos para aperfeiçoamento da vossa parentalidade. É divertido e útil.”

 

 

 

As novas tecnologias são o maior desafio da (nova) adolescência

Janeiro 31, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 19 de Janeiro de 2014.

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O teu namorado de 16 anos não é nervoso, é uma besta

Julho 8, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Paulo Farinha no Notícias Magazine de 23 de Junho de 2013.

Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.

Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade,

certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.

Os comentários sobre a roupa que usas

ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka… Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.

Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.

Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.

Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível.Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.

Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes.

Talvez a sua filha não leia isto. Mas que tal mostrar-lhe a revista, para ela pensar um pouco?

 

I Encontro Crescer com Empatia

Maio 31, 2013 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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