Professores aprendem a lidar com pais difíceis

Janeiro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Por Isobel Leybold-Johnson

Às vezes, não são os alunos que causam dores de cabeça nos professores, mas sim seus pais exigentes. A Federação Suíça de Professoras e Professores (LCH) elaborou um guia com orientações para tratar do que está se tornando um problema crescente.

No passado, os pais apoiavam incondicionalmente, na maioria das vezes, as decisões tomadas por professores e escolas – escreve Beat W. Zemp, presidente da federação, no prefácio do guia.

Contudo, trabalhar com os pais se tornou “bem mais complexo e sofisticado”, podendo vir à tona conflitos muito estressantes que duram anos. “A mídia é dominada por casos envolvendo ‘pais helicópteros’ que trazem consigo os seus advogados para a reunião solicitada pela escola ou quando a divergência ocorre por razões religiosas”, diz Zemp.

As comparações internacionais, como a realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sugerem que o problema não é tão agudo quanto em países de língua inglesa, por exemplo.

Porém, a questão é bastante preocupante para levar a federação a publicar um guia sobre a cooperação entre as escolas e os pais, cujo conteúdo foi destacado pelo jornal SonntagsBlick no mês passado.

A pressão dos pais, embora ainda vinda de uma minoria, é conhecida por ser um fator catalisador da síndrome de burnout em professores ou do abandono de suas profissões, ponto destacado pela instituição.

O guia de 52 páginas, que atualiza o original de 2004, apresenta exemplos de casos bem como os seus aspectos educacionais e legais, listando pontos-chave para os professores sobre como amenizar conflitos e que tipo de suporte eles podem esperar.

Entre os casos apresentados estão os de pais que se queixaram que a lição de casa da filha era exorbitante e de um conselho parental escolar que chegou a exigir que as tarefas de casa fossem abolidas por causarem “muita tensão” em casa.

Exemplos de pressão parental

“Muitos pais pensam que têm o direito de opinar sobre tudo o que acontece na escola”, disse Sarah Knüsel, Presidente da Associação dos Diretores de Escola do Cantão de Zurique, para o jornal SonntagsBlick.

“Mesmo as pequenas coisas são questionadas”, concordou Georges Raemy, membro da mesma associação no cantão de Zug. “Alguns pais não concordam com um passeio de um dia na floresta; outros sentem que um aniversário não foi comemorado suficientemente bem”.

“Os professores estão sendo frequentemente chamados para se explicar. A comunicação tem se tornado fundamental”, disse ele no artigo. Para Raemy, a comunicação deveria desempenhar um papel mais proeminente na formação dos professores.

Caminha-se sobre um campo minado quando uma criança não consegue as notas suficientes para entrar na escola secundária suíça, que necessariamente deve ser alcançada para o acesso à universidade. Esta situação pode resultar em ações legais que, no entanto, em sua maioria não passam de ameaças. Todavia, os setores jurídicos das Secretarias Estaduais de Educação – cada cantão é responsável pelo seu sistema educacional – reportam um crescente número de queixas envolvendo escolas e pais de alunos.

Marion Völger, diretora da Secretaria de Educação do cantão de Zurique, relatou ao SonntagsBlick que recebe anualmente cerca de 3.000 reclamações, das quais 400 são provenientes de pais.

Christian Hugi, Presidente da Associação dos Professores de Escola de Zurique, aponta que o aumento do problema se refere à falta de credibilidade nas instituições do estado. Os próprios pais também estão sob pressão pela globalização, digitalização e o mercado de trabalho competitivo. “Eles querem garantir que seus filhos possam sobreviver neste mundo”, explica Hugi.

Comparação internacional

A pressão parental é um fenômeno que afeta principalmente os países industrializados. Realizado pela OCDE, o relatório divulgado em 2012 pelo Programa Internacional de Avaliação do Aluno (PISA) – uma pesquisa do desempenho escolar dos alunos de 15 anos de idade em países desenvolvidos – avaliou a pressão recebida pelos diretores de escolas vindas dos pais em relação ao alto nível de desempenho acadêmico.

O resultado encontrado, considerando todos os países pertencentes à OCDE naquele ano, foi que 21% dos alunos estavam em escolas cujos diretores relataram sofrer muita pressão parental e 46% dos estudantes pertenciam a escolas cuja pressão vinha de uma minoria dos pais.

Singapura, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália estavam entre os países onde pelo menos um em cada três estudantes sofria demasiada pressão dos pais. Em Singapura, o índice foi de 60% dos alunos.

A Suíça se encontra entre os países com menos de 10% dos alunos pertencentes a escolas onde existem demasiada pressão parental, juntamente com Alemanha, Áustria e a tradicionalmente bem pontuada na avaliação do PISA – embora com ligeira queda recente – Finlândia.

Beat A. Schwendimann, membro do conselho da Federação dos Professores Suíços, ressaltou que os dados do PISA sugerem que não há correlação clara entre a pressão exercida pelos pais sobre as escolas e o bom desempenho acadêmico. Essa observação é corroborada pelos resultados consistentes da Suíça e da Finlândia no PISA e o baixo índice de pressão parental escolar nestes países.

“O baixo número de relatos sobre a pressão parental oriundos dos nossos diretores escolares pode estar associado ao elevado nível de confiança que os pais depositam no sistema escolar e ao alto padrão profissional dos professores. A pressão por parte dos pais sobre os diretores, incluindo ação legal, é rara e está principalmente relacionada às notas finais dos exames para alcançar as escolas de níveis superiores. As escolas suíças se esforçam em estabelecer e manter uma parceria ativa e produtiva com os pais”, disse Schwendimann para swissinfo.ch.

“O objetivo é que a comunicação seja baseada na cooperação produtiva e confiança, ao invés da pressão”.

Adaptação: Renata Bitar

 

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Os 10 tipos de pais mais temidos pelos professores

Setembro 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 14 de agosto de 2015.

O novo ano letivo aproxima-se a passos largos e é tempo de preparar os próximos meses. Compram-se livros e demais materiais escolares, conhecem-se os colegas de turma e os horários e aguarda-se para saber que professores vão acompanhar as crianças nos próximos meses.

Se a antecipação é comum nas famílias, também os docentes a experimentam. Na maior parte das vezes, as expetativas são positivas, mas também há quem tema encontrar alguns tipos de pais. A professora norte-americana de ensino básico Jessica Bowers elencou, para a edição online da revista “Parenting”, os dez tipos de adultos. E eles são:

 

1 – “O meu filho é ultra-especial” = “Todos os meus alunos são especiais, mas nenhum é especial o suficiente para ser dispensado das tarefas atribuídas à turma, de chegar permanentemente atrasado ou de fazer os trabalhos de casa. As regras existem para serem cumpridas por toda a gente. Este tipo de pais são aqueles que estão convictos de que a sua criança nunca comete erros”.

2 – “Quero melhores notas, sem mais trabalho” = “Todos os pais gostam de ver as notas a subir, mas estes não se querem dar ao trabalho de ajudar os filhos a consegui-las. Estão sempre à procura de um truque que não envolva estarem atentos e apoiar os esforços dos mais novos”.

 

3 – “Vou queixar-me ao diretor!” = “A minha porta está sempre aberta para os pais. Por isso mesmo acho altamente frustrante e diminuidor quando um encarregado de educação decide ignorar isso e ir fazer queixas a ‘instâncias superiores’ quando, na esmagadora maioria dos casos, a situação poderia ser ultrapassada com uma conversa franca entre adultos”.

 

4 – “Vou ficar mais um bocadinho” = “É natural que, nos primeiros dias ou semanas, os pais gostem de observar o início do dia. Mas um adulto que decide permanecer na sala depois de todos os outros saírem, não só perturba o trabalho da turma como, muitas vezes, significa que estão a envergonhar a sua própria criança. Em especial quando lhe abrem os livros e cadernos e lhe afiam os lápis!”

 

5 – “Não tenho tempo para ir à escola” = “Este é outro extremo que me causa desconforto. Por vezes, só sei que a pessoa existe porque assina o boletim de notas. Compreendo que as exigências laborais ou outras podem ser pesadas, mas vale a pena fazer o esforço e acompanhar a vida escolar dos filhos. Nem que seja enviando-me um mail de vez em quando”.

 

6 – “Enviei-lhe mais uma coisinha…” = “E depois existem os encarregados de educação que acham normal, ou exequível, que um professor responda a telefonemas ou múltiplos emails às 11 horas da noite ou ao fim-de-semana, habitualmente por temas absolutamente inócuos ou triviais. O meu desejo? Que limitem os contactos ao que é realmente importante e que escolhem criteriosamente o ‘timing’ dos mesmos”.

 

7 – “Temos custódia partilhada” = “Longe de mim fazer qualquer comentário ou apreciação sobre a organização familiar dos pais separados dos meus adultos. Mas é difícil fazer o que me compete se pai e mãe estão constantemente a transmitir informação e diretrizes distintas. Parece que estão numa competição constante e, em último caso, as grandes prejudicadas são as crianças”.

 

8 – “Você trabalha para mim” = “Este tipo de encarregado de educação não vê os professores dos filhos como parceiros educativos, mas como alguém que está abaixo numa espécie de ‘hierarquia imaginária’ na qual o papel principal lhes compete. Isto significa que, quando surge uma diferença de opinião, não há qualquer lugar para debate, só para imposições que, naturalmente, não são atendidas de forma frequente pelos docentes. Estes são os pais que usam frequentemente o argumento: ‘eu pago-lhe o ordenado com os meus impostos!”.

 

9 – “A culpa é da professora” = “Muitas vezes me pergunto o que poderá ter acontecido no passado para que este adulto não goste de docentes. Terá tido uma má experiência enquanto crescia? O facto é que tudo o que acontece de menos positivo é responsabilidade da professora que, na sua imaginação, só dá aulas porque não conseguiu encontrar um trabalho melhor, porque tem meses de férias no verão e está permanentemente a arquitetar planos para prejudicar a sua criança”.

 

10 – “O que aconteceu? Que horror!” = “A especialidade deste tipo de pais é pegar em algo que se passou de menos bom e distorcer os factos para levar a sua avante. Tudo é um problema, tudo está prestes a implodir e só se dão por satisfeitos quando envolvem todos na confusão e quanto toda a gente lhes dá razão. Mesmo que só o façam porque estão fartos de dramas”.

 texto original:

10 Types of Parents That Teachers Secretly Hate

 

 

 

Curso “Como Comunicar com os Pais no Jardim de Infância”

Julho 29, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Cada vez mais e, em menos tempo as sociedades estão sujeitas a mudanças.  O ser humano passou a fazer parte da “aldeia global” que muda constantemente, tanto as formas de relação como os contextos em que essa relação se desenvolve.

O Jardim de Infância e os Encarregados de Educação precisam de estreitar o seu relacionamento para privilegiar o desenvolvimento da criança, sendo a comunicação uma das formas mais eficaz de o conseguir.

 Programa

  1. •A Comunicação
  2. •Situações Especificas de Comunicação-
  3. •Dinâmicas Familiares

 Destinatários

Educadores de infância, Todos os que esempenham funções junto do jardim de infância.

 Calendarização:

Setembro: 13, 15, 20, 22, 27 e 29

Outubro: 4, 6 e 11

 Horário:

2ª e 4ª Feiras (19:00-23:00)

Morada

Travessa Álvaro Castelões, Nº79, 1º Andar, Sala 3, 4450-044 Matosinhos

 Telefones:

229 374 729

914 747 905

 e-Mail

info.porto@red-apple.pt

RedApple

Palestra “GPS para pais- Regras e Limites”

Maio 31, 2010 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A CPCJ de Almeirim, vai organizar no dia 1 de Junho de 2010 pelas 21.00 horas no Cine-Teatro de Almeirim a palestra “GPS para pais – Regras e Limites”. Os contactos da CPCJ de Almeirim são os seguintes:

Tel. 243 591 079 / 243 594 128

Fax. 243 591 079

e-mail – cpcj.almeirim@gmail.com


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