Há demasiados alunos órfãos de pais vivos

Abril 27, 2018 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Alexandre Henriques publicado no https://www.publico.pt/ de 26 de março de 2018.

Não é admissível que os pais não compareçam quando a escola os chama duas, três, cinco vezes… não é admissível que mintam nas justificações de faltas que entregam.

Professor: Estou?

Encarregado de Educação: Sim…

Professor: Boa tarde, fala o professor Alexandre Henriques, é possível falarmos um bocadinho sobre o seu filho? É que ele tem tido uns problemas disciplinares e tem faltado a algumas aulas…

Encarregado de Educação: Mas o professor não sabe que eu estou no meu local de trabalho? Acha pertinente incomodar-me no meu local de trabalho?

Professor: Eu estou a ligar para o número que a senhora deixou na escola e deve calcular que é impossível eu saber quando a senhora está disponível ou não…

Como devem imaginar, a conversa “azedou” um bocadinho e aquilo que tinha demorado três ou quatro minutos demorou mais de cinco sem nunca falarmos sobre o motivo do telefonema. A partir desse momento, todas as comunicações passaram a ser via postal, perdendo-se algo fundamental para o sucesso do aluno: a ligação entre o director de turma e o encarregado de educação.

O que me aconteceu é apenas um exemplo das mais incríveis situações que possam imaginar, desde os pais dizerem que não sabem o que fazer aos filhos, que só esperam que eles façam 18 anos, a não atenderem o telefone, tudo acontece na comunicação com alguns pais.

Não é por isso de estranhar que os professores apontem o dedo aos encarregados de educação, num inquérito realizado e que foi divulgado no PÚBLICO – cerca de 80% dos 2348 inquiridos refere como principal causa para a redução da indisciplina escolar uma maior responsabilização dos encarregados de educação.

Não vamos ignorar o que acontece frequentemente, as relações entre professores e pais são muitas vezes difíceis e demasiadas vezes inexistentes. Nas escolas, sempre que se fala em indisciplina, aponta-se o dedo aos pais e os pais, sempre que surge um problema, apontam o dedo à escola. Esta costuma ser a norma, esquecendo, as partes equacionadas até agora, que o principal visado também tem uma palavra a dizer, aliás, a última e principal palavra. Todos nós conhecemos casos de crianças/jovens de sucesso que tiveram infâncias difíceis, chamo-lhes os heróis silenciosos, pois é isso que eles são, pequenos grandes heróis, que apesar de toda a adversidade, conseguiram atingir o impensável. Não é fácil ter sucesso quando não se quer voltar para casa, não é fácil ter sucesso quando a escola é um local inóspito, de incompreensão e onde o ensino está formatado para as massas e não para o indivíduo.

É verdade que cada vez mais existem órfãos de pais vivos, os professores conhecem bem os casos de negligência e abandono parental, conhecem bem a desculpabilização excessiva em que o filho nunca é responsável e é sempre a vítima. Não é admissível que os pais não compareçam quando a escola os chama duas, três, cinco vezes… não é admissível que mintam nas justificações de faltas que entregam aos directores de turma, não é admissível que apontem o dedo sem se olharem ao espelho.

A escola, os professores, também precisa de melhorar algumas abordagens. O professor não pode ser apenas o mensageiro da desgraça, o professor também deve contactar os pais para elogiar a evolução, a mudança de atitude. Já sei que os professores vão dizer que não têm tempo e infelizmente é a mais pura das verdades, mas, para certos casos, mais vale “perder” cinco minutos e recuperar a confiança da família na escola, recuperando, ao mesmo tempo, a própria relação familiar. Sim, o professor também tem esse poder…

Lembro-me de uma colega que partilhou comigo a experiência dos seus alunos terem feito uma apresentação numa reunião com os pais. Em situações normais, tal seria restrito à turma, era a sua avaliação… mas, por que não com os pais? Que melhor forma de verem o trabalho que os seus filhos fazem e ligarem-se à escola através de algo positivo.

Existem excelentes pais e os professores reconhecem isso, provavelmente os pais que lerem estas linhas fazem parte desse grupo e não devem, por isso, sentir como suas as acusações que aqui são feitas. Faço um mea culpa e digo que a escola devia apoiar mais os seus filhos, pois a verdade é que a escola não gasta um terço da sua energia em tornar um aluno mediano num bom aluno ou um bom aluno num aluno excelente. O foco está sempre no pior e não é justo, não é justo para os bons alunos, não é justo para os bons pais.

Para os casos problemáticos é preciso uma maior responsabilização dos encarregados de educação, o desafio está no aluno, mas o desafio maior está na família, está na própria sociedade. Os pais precisam de assumir na plenitude o título que carregam – são encarregados de educação, é essa a sua prioridade, é essa a sua função!

Quanto aos professores, compreendo a frustração e revolta de se sentirem com o “menino nas mãos”, de se sentirem impotentes por verem, do outro lado, o que nunca devia acontecer. Cabe-lhes manter a perseverança e acreditar que é possível mudar erros passados, estabelecer pontes que potenciem o sucesso dos seus alunos e continuarem a ser aquilo que hoje são, muito mais do que professores…

Professor, pai e autor do Blogue ComRegras

 

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Professores aprendem a lidar com pais difíceis

Janeiro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Por Isobel Leybold-Johnson

Às vezes, não são os alunos que causam dores de cabeça nos professores, mas sim seus pais exigentes. A Federação Suíça de Professoras e Professores (LCH) elaborou um guia com orientações para tratar do que está se tornando um problema crescente.

No passado, os pais apoiavam incondicionalmente, na maioria das vezes, as decisões tomadas por professores e escolas – escreve Beat W. Zemp, presidente da federação, no prefácio do guia.

Contudo, trabalhar com os pais se tornou “bem mais complexo e sofisticado”, podendo vir à tona conflitos muito estressantes que duram anos. “A mídia é dominada por casos envolvendo ‘pais helicópteros’ que trazem consigo os seus advogados para a reunião solicitada pela escola ou quando a divergência ocorre por razões religiosas”, diz Zemp.

As comparações internacionais, como a realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sugerem que o problema não é tão agudo quanto em países de língua inglesa, por exemplo.

Porém, a questão é bastante preocupante para levar a federação a publicar um guia sobre a cooperação entre as escolas e os pais, cujo conteúdo foi destacado pelo jornal SonntagsBlick no mês passado.

A pressão dos pais, embora ainda vinda de uma minoria, é conhecida por ser um fator catalisador da síndrome de burnout em professores ou do abandono de suas profissões, ponto destacado pela instituição.

O guia de 52 páginas, que atualiza o original de 2004, apresenta exemplos de casos bem como os seus aspectos educacionais e legais, listando pontos-chave para os professores sobre como amenizar conflitos e que tipo de suporte eles podem esperar.

Entre os casos apresentados estão os de pais que se queixaram que a lição de casa da filha era exorbitante e de um conselho parental escolar que chegou a exigir que as tarefas de casa fossem abolidas por causarem “muita tensão” em casa.

Exemplos de pressão parental

“Muitos pais pensam que têm o direito de opinar sobre tudo o que acontece na escola”, disse Sarah Knüsel, Presidente da Associação dos Diretores de Escola do Cantão de Zurique, para o jornal SonntagsBlick.

“Mesmo as pequenas coisas são questionadas”, concordou Georges Raemy, membro da mesma associação no cantão de Zug. “Alguns pais não concordam com um passeio de um dia na floresta; outros sentem que um aniversário não foi comemorado suficientemente bem”.

“Os professores estão sendo frequentemente chamados para se explicar. A comunicação tem se tornado fundamental”, disse ele no artigo. Para Raemy, a comunicação deveria desempenhar um papel mais proeminente na formação dos professores.

Caminha-se sobre um campo minado quando uma criança não consegue as notas suficientes para entrar na escola secundária suíça, que necessariamente deve ser alcançada para o acesso à universidade. Esta situação pode resultar em ações legais que, no entanto, em sua maioria não passam de ameaças. Todavia, os setores jurídicos das Secretarias Estaduais de Educação – cada cantão é responsável pelo seu sistema educacional – reportam um crescente número de queixas envolvendo escolas e pais de alunos.

Marion Völger, diretora da Secretaria de Educação do cantão de Zurique, relatou ao SonntagsBlick que recebe anualmente cerca de 3.000 reclamações, das quais 400 são provenientes de pais.

Christian Hugi, Presidente da Associação dos Professores de Escola de Zurique, aponta que o aumento do problema se refere à falta de credibilidade nas instituições do estado. Os próprios pais também estão sob pressão pela globalização, digitalização e o mercado de trabalho competitivo. “Eles querem garantir que seus filhos possam sobreviver neste mundo”, explica Hugi.

Comparação internacional

A pressão parental é um fenômeno que afeta principalmente os países industrializados. Realizado pela OCDE, o relatório divulgado em 2012 pelo Programa Internacional de Avaliação do Aluno (PISA) – uma pesquisa do desempenho escolar dos alunos de 15 anos de idade em países desenvolvidos – avaliou a pressão recebida pelos diretores de escolas vindas dos pais em relação ao alto nível de desempenho acadêmico.

O resultado encontrado, considerando todos os países pertencentes à OCDE naquele ano, foi que 21% dos alunos estavam em escolas cujos diretores relataram sofrer muita pressão parental e 46% dos estudantes pertenciam a escolas cuja pressão vinha de uma minoria dos pais.

Singapura, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália estavam entre os países onde pelo menos um em cada três estudantes sofria demasiada pressão dos pais. Em Singapura, o índice foi de 60% dos alunos.

A Suíça se encontra entre os países com menos de 10% dos alunos pertencentes a escolas onde existem demasiada pressão parental, juntamente com Alemanha, Áustria e a tradicionalmente bem pontuada na avaliação do PISA – embora com ligeira queda recente – Finlândia.

Beat A. Schwendimann, membro do conselho da Federação dos Professores Suíços, ressaltou que os dados do PISA sugerem que não há correlação clara entre a pressão exercida pelos pais sobre as escolas e o bom desempenho acadêmico. Essa observação é corroborada pelos resultados consistentes da Suíça e da Finlândia no PISA e o baixo índice de pressão parental escolar nestes países.

“O baixo número de relatos sobre a pressão parental oriundos dos nossos diretores escolares pode estar associado ao elevado nível de confiança que os pais depositam no sistema escolar e ao alto padrão profissional dos professores. A pressão por parte dos pais sobre os diretores, incluindo ação legal, é rara e está principalmente relacionada às notas finais dos exames para alcançar as escolas de níveis superiores. As escolas suíças se esforçam em estabelecer e manter uma parceria ativa e produtiva com os pais”, disse Schwendimann para swissinfo.ch.

“O objetivo é que a comunicação seja baseada na cooperação produtiva e confiança, ao invés da pressão”.

Adaptação: Renata Bitar

 

Conferência “Pais e professores à beira de um ataque de nervos, porque o melhor do mundo – nem sempre – são as crianças” 25 de março em Ponte de Lima

Março 15, 2017 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cenfipe.edu.pt/eventos/?id=64

7 Espécies de pais que aparecem nas reuniões escolares

Setembro 19, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 10 de setembro de 2015.

Encarregados de educação ou condóminos? Reunião de pais ou condomínio?

Inicio do ano letivo. Primeiro começam os gastos com os livros e o material escolar, estupidamente caros … diria mesmo ridículo. Há escolas a pedirem tablets para crianças que frequentam a primária. Imagino quando chegarem ao secundário. Por essa altura, a viagem de finalistas já deve ser à lua! E livrem-se os pais que não arrotem com uns milhares de euros para o efeito porque as crianças ainda ficam traumatizadas à nossa conta! Há que saber dizer NÃO!

A minha filha tem uma lista girissima para presentes de anos e, amorosa, diz que fica à minha escolha. Tenho 3 hipóteses: um Iphone, que pode não ser novo em folha mas não pode estar partido ou rachado, um mano, que não pode ser adoptado ou um cão, que pode ser adoptado! Eu tenho uma lista de coisas que lhe expliquei : 1) Tive um iphone, pela primeira vez aos 40 e, só o acabo de o pagar este ano, com uma obrigação a um contrato com a operadora; 2) Não quero ter cães porque vivemos num apartamento; 3) Um mano não é um brinquedo que se oferece nos anos … – Mãeeeeeeee! – Não, é não, minha querida, não é talvez ou vou pensar nisso!

Ler também “Regresso à educação, a crise do “Não””

O assunto fica assim resolvido.

Ahhhh e depois chegam as reuniões. Aí conhecemos várias espécies de pais:

  1. Os orgulhosos, que fazem questão de falar das notas dos exames ou do quanto os meninos cresceram nas férias, e quando se cruzam connosco no fim de cada período perguntam sempre pelas notas dos nossos para poderem fazer aquele papel condescendente depois de lhes dizermos, orgulhosos, que o/a nosso/a teve três 4’s e o resto 3: “Isso é uma fase, vai ver que melhora. O meu Zé teve tudo 5, mas também tem alturas em que tem 4 a educação física…;
  2. Os histéricos, que estão tão entusiasmados com o início das aulas que não falam, gritam durante as reuniões, apesar de não terem NADA de interessante para transmitir. Falam pelos cotovelos, são super descritivos, monocórdicos e dominam grande parte das reuniões com assuntos de cácá: –A MINHA MARIA CAETANA DEMORA ALGUM TEMPO A ESCREVER MAS SE OS PROFESSORES TIVEREM PACIÊNCIA AS COISAS VÃO CORRER BEM! ELA TAMBÉM COME DEVAGARINHO, MAS TODOS NÓS SABEMOS QUE É MAIS SAUDÁVEL ASSIM. SÓ ESPERO QUE OS AUXILIARES TENHAM PACIÊNCIA E BLÁ BLÁ BLÁ…;
  3. Os nerds, escrevem TUDO e sabem TUDO. Só têm dúvidas sobre o powerpoint com os horários e regras: “Sr.Prof. aquilo é um H ou um F?”;
  4. Os videntes, são os que já prevêem o pior! Fazem as perguntas mais ridículas da vida, como “Estou mesmo a ver aquilo que vai acontecer. Como é que o meu menino vai conseguir estudar para 10 disciplinas?” ou “Como é que é dos testes?” . São aquele tipo de perguntas que ninguém percebe o objectivo, nem tampouco o próprio;
  5. Os graxistas sentam-se, quase sempre na linha da frente, estão em constante contacto visual com o professor e dizem que sim com a cabeça durante a reunião TODA! Imitam todas as expressões do professor e defendem-no até à morte. Ex: Se o professor diz “Oh Mãe, eu já tinha explicado isso no inicio da reunião.”, os graxistas-papagaios repetem, “O professor já tinha explicado isso no inicio da reunião”. Sentem a escola como um outro filho, se têm lá os filhos é porque a escola é tão perfeita como os próprios filhos;
  6. Os “tirem-me deste filme” que quando o professor pergunta se há alguma pergunta a fazer, metralham olhares fulminantes na esperança de um silêncio, seguido de um FIM DE REUNIÃO. Mas não! Há sempre um encarregado de educação indignado com a ementa escolar ou furioso com a hora a que o menino sai das aulas ”Porque o meu Joaquim não tem tempo nenhum para estudar!”. E como é óbvio, a melhor altura para falar do tempo médio que o filho da Zéza leva a secar a juba, é quando estamos numa reunião com um director de turma. Os encarregados de educação “tirem-me deste filme” são aqueles que saem a correr depois do 3º encarregado de educação querer falar sobre o problema de visão da filha e a razão pela qual a menina precisa de ficar nas mesas da frente. Saem, literalmente, a correr porque descobriram que têm uma reunião na liga portuguesa de-pessoas-que-querem-partir-a-cara-a-um-pai que-não-sabe-que-uns-óculos-resolvem-o-problema-de-visão-da-‘nina!
  7. Os fantasmas são os que nunca ali estiveram porque estavam a enviar emails, a responder a convites e a cuscar coisas sem relevância no facebook. Voltaram à época da escola e acham que o professor nem se apercebeu daquele telefone escondido por detrás da mesa que reflecte aquela luz nos seus olhos… quase parecia poesia. De vez em quando levantam a cabeça e acenam. Quando todos se riem também se riem, quando todos se indignam também se indignam. São fáceis de identificar porque às vezes riem-se fora do tempo e não fazem puto ideia do que é que se passa ali. Passado 1 mês já nem se lembram se foram à missa ou a uma reunião naquele dia.

Eu, fico na dúvida se fui a uma reunião de condóminos ou a uma reunião de pais… Acho que já passei algumas fases das que aqui descrevo, nunca fui só “tirem-me deste filme”, este ano até ia com a ideia de falar sobre alguns assuntos que considero relevantes. Mas acabou por ser mais um ano em achei melhor guardar estes assuntos para outra altura.

Bom ano lectivo a todos!

Inês de Santar

 

Os 10 tipos de pais mais temidos pelos professores

Setembro 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 14 de agosto de 2015.

O novo ano letivo aproxima-se a passos largos e é tempo de preparar os próximos meses. Compram-se livros e demais materiais escolares, conhecem-se os colegas de turma e os horários e aguarda-se para saber que professores vão acompanhar as crianças nos próximos meses.

Se a antecipação é comum nas famílias, também os docentes a experimentam. Na maior parte das vezes, as expetativas são positivas, mas também há quem tema encontrar alguns tipos de pais. A professora norte-americana de ensino básico Jessica Bowers elencou, para a edição online da revista “Parenting”, os dez tipos de adultos. E eles são:

 

1 – “O meu filho é ultra-especial” = “Todos os meus alunos são especiais, mas nenhum é especial o suficiente para ser dispensado das tarefas atribuídas à turma, de chegar permanentemente atrasado ou de fazer os trabalhos de casa. As regras existem para serem cumpridas por toda a gente. Este tipo de pais são aqueles que estão convictos de que a sua criança nunca comete erros”.

2 – “Quero melhores notas, sem mais trabalho” = “Todos os pais gostam de ver as notas a subir, mas estes não se querem dar ao trabalho de ajudar os filhos a consegui-las. Estão sempre à procura de um truque que não envolva estarem atentos e apoiar os esforços dos mais novos”.

 

3 – “Vou queixar-me ao diretor!” = “A minha porta está sempre aberta para os pais. Por isso mesmo acho altamente frustrante e diminuidor quando um encarregado de educação decide ignorar isso e ir fazer queixas a ‘instâncias superiores’ quando, na esmagadora maioria dos casos, a situação poderia ser ultrapassada com uma conversa franca entre adultos”.

 

4 – “Vou ficar mais um bocadinho” = “É natural que, nos primeiros dias ou semanas, os pais gostem de observar o início do dia. Mas um adulto que decide permanecer na sala depois de todos os outros saírem, não só perturba o trabalho da turma como, muitas vezes, significa que estão a envergonhar a sua própria criança. Em especial quando lhe abrem os livros e cadernos e lhe afiam os lápis!”

 

5 – “Não tenho tempo para ir à escola” = “Este é outro extremo que me causa desconforto. Por vezes, só sei que a pessoa existe porque assina o boletim de notas. Compreendo que as exigências laborais ou outras podem ser pesadas, mas vale a pena fazer o esforço e acompanhar a vida escolar dos filhos. Nem que seja enviando-me um mail de vez em quando”.

 

6 – “Enviei-lhe mais uma coisinha…” = “E depois existem os encarregados de educação que acham normal, ou exequível, que um professor responda a telefonemas ou múltiplos emails às 11 horas da noite ou ao fim-de-semana, habitualmente por temas absolutamente inócuos ou triviais. O meu desejo? Que limitem os contactos ao que é realmente importante e que escolhem criteriosamente o ‘timing’ dos mesmos”.

 

7 – “Temos custódia partilhada” = “Longe de mim fazer qualquer comentário ou apreciação sobre a organização familiar dos pais separados dos meus adultos. Mas é difícil fazer o que me compete se pai e mãe estão constantemente a transmitir informação e diretrizes distintas. Parece que estão numa competição constante e, em último caso, as grandes prejudicadas são as crianças”.

 

8 – “Você trabalha para mim” = “Este tipo de encarregado de educação não vê os professores dos filhos como parceiros educativos, mas como alguém que está abaixo numa espécie de ‘hierarquia imaginária’ na qual o papel principal lhes compete. Isto significa que, quando surge uma diferença de opinião, não há qualquer lugar para debate, só para imposições que, naturalmente, não são atendidas de forma frequente pelos docentes. Estes são os pais que usam frequentemente o argumento: ‘eu pago-lhe o ordenado com os meus impostos!”.

 

9 – “A culpa é da professora” = “Muitas vezes me pergunto o que poderá ter acontecido no passado para que este adulto não goste de docentes. Terá tido uma má experiência enquanto crescia? O facto é que tudo o que acontece de menos positivo é responsabilidade da professora que, na sua imaginação, só dá aulas porque não conseguiu encontrar um trabalho melhor, porque tem meses de férias no verão e está permanentemente a arquitetar planos para prejudicar a sua criança”.

 

10 – “O que aconteceu? Que horror!” = “A especialidade deste tipo de pais é pegar em algo que se passou de menos bom e distorcer os factos para levar a sua avante. Tudo é um problema, tudo está prestes a implodir e só se dão por satisfeitos quando envolvem todos na confusão e quanto toda a gente lhes dá razão. Mesmo que só o façam porque estão fartos de dramas”.

 texto original:

10 Types of Parents That Teachers Secretly Hate

 

 

 

Aqui estão os 10 passos essenciais para acompanhar o seu filho na escola

Março 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site da Porto Editora

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A escola é um contexto de vida de todos os filhos e tem de ser articulado com os restantes onde o filho se encontra. O processo de ensino-aprendizagem é algo que exige um envolvimento paterno, de forma a torná-lo mais agradável. Mas muitas vezes surge a questão: “Como é que posso acompanhar o meu filho?”

Iolanda Anunciação

A criança desenvolve-se na articulação de todos os contextos onde está inserida. As rotinas de escola e de casa não devem ser vistas de forma independente, já que o sucesso do processo de aprendizagem depende destes dois ambientes.

A relação entre pais e escola será fundamental para a formação do filho enquanto aluno mas também enquanto pessoa. Devido ao ritmo de trabalho, cada vez mais intenso, por vezes os pais têm dificuldades em acompanhar os seus filhos na escola.

Este acompanhamento pode ser feito de várias maneiras: participando das reuniões da escola, verificando o caderno do aluno diariamente, conversando sobre o que se passou na escola (o que aprendeu; que tipo de trabalhos foram feitos; que brincadeiras teve com os colegas) e incentivando o gosto pelo aprender.

Pergunte o que o seu filho aprendeu

Para além de ficar a par da matéria que ele está a dar na escola, vai demonstrar interesse na vida escolar dele. Se possível mostre-lhe como o que aprendeu pode ser aplicado no seu dia a dia, com exemplos de revistas, filmes ou experiências familiares, o que ampliará o seu conhecimento. De forma a reforçar a expressividade dele utilize perguntas abertas como “o que gostaste mais de fazer hoje na escola?” ou “o que aprendeste hoje de novo?” em vez de “correu bem a escola?” ou “aprendeste coisas novas?” que levam apenas a respostas de tipo sim/não. Dê exemplos da sua vida escolar, do que aprendeu e de como se sentia na altura.

Incentive o estudo diário

Demonstre ao seu filho a importância de estudar diariamente os conteúdos que aprendeu na escola. Se ele ficou com alguma dúvida, poderão fazer uma pesquisa, em casa, de modo a aprenderem os dois juntos. O seu filho deve perceber que é muito mais rentável estudar um pouco por dia do que deixar toda a matéria para estudar na véspera de um teste.

Estabeleça um horário de estudo

É muito importante a existência de uma rotina organizada e consistente para além do horário escolar. Elabore com o seu filho um horário que envolva as atividades extracurriculares que frequenta, os tempos de descanso, de brincadeira e o tempo reservado à realização dos trabalhos de casa e ao estudo diário. Construa um horário com o seu filho e coloque-o num local de fácil visualização, para que seja cumprido diariamente.

Organize um local próprio para o estudo

O local de estudo deve ser um lugar calmo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde não devem existir estímulos distraidores (televisão, computador, consolas de jogos), tendo o máximo conforto.

Verifique os cadernos diários

Peça para ver os cadernos do seu filho, mostrando, assim, interesse pelos seus trabalhos. Ao perceber que ele se esforçou, dê valor/valorize-o. O reforço positivo é muito importante para que ele se motive no papel de aluno.

Acompanhe os TPC e o estudo

A participação dos pais nestas tarefas é muito importante para o desenvolvimento da motivação do seu filho para a escola e para o estudo. Incentive as suas responsabilidades enquanto aluno e valorize a execução das tarefas que lhe são dirigidas. No entanto, não faça os TPC por ele, explique-lhe aquilo que o seu filho não percebeu e leve-o a descobrir por ele a resposta, passando apenas algumas estratégias de resolução. Desta forma estará a desenvolver a autonomia dele enquanto aluno.

Fomente a leitura

A leitura é uma fonte de aprendizagem, amplia o vocabulário, a criatividade e os conhecimentos gerais. Não obrigue o seu filho a ler, estimule-o, seja também um modelo nesta atividade. Leia com ele e para ele. Os filhos que desde cedo veem os seus pais a ler jornais, revistas, livros, têm uma maior predisposição para desenvolver o prazer da leitura.

Tenha tempo para brincar com o filho

Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Existem muitos jogos que poderão fazer, usando e desenvolvendo o raciocínio mental, bem como competências de leitura e de escrita (o jogo do STOP, o jogo da forca, sudoku, sopa de letras, xadrez, jogo da memória). Use a música nas suas rotinas, por exemplo, cante quando vai no carro com o seu filho. A música é uma forma de trabalhar competências como a memória, o ritmo e o aumento de vocabulário.

Participe nas reuniões na escola

As reuniões de turmas são um veículo importante para pais e professores. Estas permitem conhecer os professores do seu filho, esclarecer dúvidas sobre o aproveitamento e desenvolvimento dele e verificar o seu comportamento na sala de aula. Com esta relação está a implicar-se ativamente na vida do seu filho. Não cometa o erro de só ir à escola quando existe algum problema.

Converse com o professor

Converse com o professor do seu filho sempre que possível. Se não concordar com a sua opinião, fale com ele a sós e nunca à frente do seu filho. Ensine, sempre, o seu filho a ouvir o professor e a respeitá-lo.

O desenvolvimento do seu filho em fase escolar será tanto melhor quanto mais apoiado se sentir. Este acompanhamento transmitirá ao seu filho segurança, autoconfiança e ânimo para lidar com as diferentes tarefas escolares.

Iolanda Anunciação

Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Educação da Criança e licenciada em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Exerce funções como Técnica Superior de Educação no CRIAR – Centro de Educação e Terapia, ao nível da intervenção psicopedagógica com crianças com Necessidades Educativas Especiais. Possui experiência como tutora de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo, coterapeuta em grupos de interação social e como professora de apoio em ATL de ensino básico.

 

 

 

25 formas de perguntar “como correu a escola?”

Setembro 16, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 28 de agosto de 2014.

AFP getty images

A pergunta pode afastar os filhos e os pais obtêm respostas como “bem” ou “normal”. Resultado: ficam sem saber nada. Eis um guia com 25 perguntas para ficar a saber tudo sobre como correu o dia.

Catarina Marques Rodrigues

Pais e mães. Todos diferentes, mas todos com problemas semelhantes. Se os seus filhos já estão na escola, é provável que já se tenha deparado com respostas vazias e pouco consistentes quando lhes pergunta como correu a escola. Um distraído “bem”, “fixe” ou “normal” são respostas que não contêm informação sobre o dia da criança. E é esta falta de conhecimento que alarma os progenitores.

A pensar nesta lacuna, uma mãe natural de Omaha, EUA, criou um manual com 25 perguntas que permitem arrancar mais facilmente pormenores e histórias que preencheram o dia dos filhos, mas não só. Há perguntas específicas sobre a relação com os colegas e com a professora, sobre os momentos mais divertidos e mais tristes e sobre as brincadeiras no intervalo. Tem um papel e uma caneta à mão?

1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje na escola? E a pior?

2. Conta-me algo que te tenha divertido hoje.

3. Se pudesses escolher, sentavas-te ao pé de quem na sala? E quem é que não queres que se sente ao pé de ti?

4. Qual é o sítio que mais gostas na escola?

5. Diz-me uma palavra esquisita que ouviste hoje.

6. Se eu telefonasse agora à tua professora, o que é que ela me ia dizer sobre ti?

7. Ajudaste alguém a fazer alguma coisa hoje?

8. Alguém te ajudou a fazer alguma coisa hoje?

9. Diz-me uma coisa que tenhas aprendido hoje.

10. Qual foi o momento mais giro de hoje?

11. O que é que te chateou hoje?

12. Se um extraterrestre entrasse na sala e pudesse levar alguém com ele para fora dali, quem é que querias que fosse?

13. Com quem é que gostavas de brincar no intervalo que ainda não brincaste?

14. Diz-me uma coisa boa que tenha acontecido hoje.

15. Que palavra é que a tua professora te ensinou hoje?

16. O que é que achas que devias fazer ou aprender mais na escola?

17. O que é que achas que devias fazer menos na escola?

18. Na tua sala, com quem é que achas que podias ser mais simpático/a?

19. Em que sítio é que costumas brincar quando estão no intervalo?

20. Quem é a pessoa mais engraçada na tua sala? Porquê?

21. O que é que gostaste mais no almoço de hoje?

22. Se amanhã fosses tu a professora, o que é que mudavas?

23. Há alguém na tua sala que está a precisar de descansar?

24. Se pudesses trocar de lugar com alguém, com quem é que trocavas?

25. Diz-me três vezes em que tenhas usado o lápis hoje.

 

 

Como ajudar o seu filho a superar as notas negativas

Janeiro 31, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 20 de Janeiro de 2014.

clicar na imagem

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Ciclo de Debates Parentais promovido pelo GAAF do Agrupamento de Escolas Rio Arade

Maio 24, 2011 às 4:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) do Agrupamento de Escolas Rio Arade, apoiado pela Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança, vai realizar um ciclo de debates para pais, encarregados de educação e para toda a comunidade, a partir de 26 de Maio. Este ciclo contará com quatro sessões, que terão início às 18h30 e os temas a abordar serão:

    •  26 de MaioPais e Filhos a falar a mesma língua: Como evitar problemas Dra Sandra Barreto, Escola EB 2,3 Prof. João Cónim, Estombar
    • 2 de Junho – Direitos e Deveres das Crianças – Dra Ana Paula Grifo, Escola EB1 da Mexilhoeira da Carregação
    • 9 de Junho – Bullying em Contexto Escolar – Dra. Mélanie Tavares, Escola EB 23 Rio Arade, Parchal
    • 17 de Junho – Saúde e Sexualidade – Profª Ana Pacheco, Escola EB 2,3 Prof. João Cónim, Estombar

 

Fórum Educação – O Aluno como Cidadão : que caminhos?, que atalhos?

Maio 18, 2011 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Fórum Educação – O Aluno como Cidadão : que caminhos?, que atalhos?, irá contar com a presença da Drª Melanie Tavares (Coordenadora do Projecto da Mediação Escolar do SOS Criança do Instituto de Apoio à Criança) com a Conferência: “ Mediação Escolar: um exemplo de boas práticas”.


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