Regras para as ementas escolares são minuciosas e “obrigatórias”

Outubro 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de setembro de 2018.

Circular foi publicada no dia 18 de Agosto e impõe recurso a sal iodado, pão de mistura, três variedades de fruta e uma alternância diária entre carne e peixe.

Natália Faria

Os pratos de carne devem alterar diariamente com os de pescado na ementa escolar e os ovos devem ser servidos no mínimo duas vezes por mês. O sal tem de ser iodado e o pão de mistura. Estas são apenas algumas das regras contidas na circular Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares que a Direcção-Geral da Educação (DGE) publicou, dia 18 de Agosto, e de onde constam 40 propostas de refeições vegetarianas e 15 ementas mediterrânicas.

A circular é precisa. A fruta fresca é obrigatória e deve ser oferecida em três variedades diferentes, a salada deve poder ser regada com azeite virgem extra. Um croquete terá de ter um teor de carne igual ou superior a 50%. No caso dos hambúrgueres e das almôndegas, a percentagem de carne tem de ser igual ou superior a 80%.

Quanto à salsicharia, a circular admite-a nos pratos dos alunos mas como complemento a outras fontes proteicas de maior valor nutricional. “Infelizmente, há muitos miúdos que fazem 80 a 90% das suas refeições diárias na escola”, sublinhou Rui Matias Lima, da Direcção-Geral da Educação, para sublinhar a importância das refeições escolares e garantindo que “todas as escolas públicas ou que tem apoio do Estado” estão obrigadas a cumprir as normas”.

A realidade é diferente. Além da incapacidade de fiscalização do Estado apontada pelos nutricionistas, a aposta na literacia alimentar dos alunos não tem sido suficiente para os convencer a ingerir a comida que se lhes coloca no prato. Um estudo feito em 2010 apontava a existência de bolachas e biscoitos em 49,7% das merendas levadas de casa pelos alunos, apontou a nutricionista Margarida Liz, da Escola Superior de Biotecnologia.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Orientações sobre Ementas e Refeitórios Escolares

 

Faltar às refeições pode levar a uma queixa na CPCJ

Julho 8, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 21 de junho de 2016.

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Novo manual para alimentação saudável nos refeitórios escolares – Capitações de Géneros Alimentícios para Refeições em Meio Escolar: Fundamentos, Consensos e Reflexões

Dezembro 16, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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capitações

descarregar o manual no link:

http://nutrimento.pt/noticias/novo-manual-de-capitacoes-de-generos-alimenticios-para-refeicoes-em-meio-escolar-ja-disponivel/

Prefácio

De acordo com os nossos dados de 2004, cerca de 1/3 das crianças em escolas portuguesas apresentava excesso de peso ou obesidade, números que se tem mantido semelhantes na atualidade. Ao mesmo tempo, o momento de dificuldade de muitas famílias pode ter arrastado milhares de crianças para uma situação de carência alimentar, com relatos de jovens que afirmam sentir fome por não terem comida em casa.

Por isso, olhar para a escola e fundamental se desejarmos construir uma boa saúde no crescimento e na vida adulta, pois e nesse espaço que se constitui a matriz capaz de educar e determinar os comportamentos sobre o peso corporal, a atividade física e, muito especialmente, se consegue influenciar o balanco de oportunidades que consolidem e alarguem o currículo escolar aprendido para uma alimentação saudável.

É neste cenário complexo que se assiste a um fortalecimento global da discussão sobre a necessidade e o processo para reformar as politicas alimentares e nutricionais escolares, com o consequente aparecimento de transformações e propostas muito positivas, de acordo com a melhor evidencia para satisfazer os objetivos nutricionais em crianças, adolescentes e na transição para a vida adulta.

Esta publicação visa contribuir para essa discussão e resulta do trabalho exaustivo, complexo e valioso de nutricionistas com vastíssima experiencia na alimentação coletiva. A sua visão e muito importante para capitalizar a infraestrutura existente de unidades de alimentação escolar e a possibilidade que estas nos dão para criar um melhor ambiente de alimentação, integrando um conjunto de propostas objetivas para melhores práticas e refeições em meio escolar.

Pedro Moreira

Diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

Nutricionista e Professor Catedrático de Alimentação e Nutrição Humana

 

Moda das marmitas chega às escolas

Novembro 13, 2013 às 1:15 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 12 de Novembro de 2013.

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Pobreza nas escolas. A fome sentou-se na primeira fila da sala de aula

Março 1, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 22 de Fevereiro de 2012.

Por Kátia Catulo,

Petição para pequeno-almoço ser servido nas escolas já tem quase 10 mil assinaturas.

Quando a petição Pelo Pequeno-Almoço na Escola atinge quase 10 mil assinaturas em poucas semanas, isso significa que há muita gente alarmada com a pobreza nas salas de aula. Cerca de 9900 portugueses pedem aos governantes que crianças e adolescentes não fiquem em jejum até à hora do almoço. A primeira refeição da manhã, no entanto, já é fornecida aos alunos mais carenciados em boa parte das escolas básicas do país. Mas não é um “suplemento alimentar” servido a meio da manhã ou à tarde que resolve todos os problemas, avisam professores, pais, directores ou funcionários dos estabelecimentos de ensino público.

A fome nas escolas não acaba com um copo de leite, uma maçã e uma sandes de queijo, servidos antes de os alunos entrarem na sala, nem a pobreza é fácil de detectar no meio de turmas com 30 alunos. Mas desde o início deste ano lectivo os casos de miséria escondem-se cada vez menos.
Quando as crianças vão ter com um funcionário “a pedir um pão com manteiga” é porque há fome. A conclusão é de Ester Galiano, professora bibliotecária no agrupamento de Marvila, em Lisboa. Quando os professores aproveitam as sobras do refeitório para dar aos alunos, é porque também há fome, acha Vicente Dias, director das escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, em Rio Maior. Quando as cozinheiras da escola D. Martinho Vaz de Castelo Branco fazem um “lanche” para as crianças levarem para casa, é porque há alunos a passar por “muitas dificuldades”, alerta Miguel Cruz, dirigente da associação de pais do agrupamento da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira. Quando os professores e funcionários da Escola Maria Alberta Meneres, em Sintra, trazem roupa, mochilas e ténis para os alunos não andarem rotos e com frio no recreio, é porque a pobreza já não tem muito mais lugares onde esconder-se.

Não é de agora esta pobreza. Tornou-se mais convincente durante este ano lectivo, esclarece o director das escolas de Arcos de Valdevez, em Viana do Castelo. Basta olhar à volta. Mais de 60% dos alunos beneficiam da acção social escolar e 700 de 1400 comem todos os dias no refeitório. Na escola básica integrada de Bucelas, as crianças carenciadas passaram de 45% em 2011 para 48% neste ano lectivo, conta o director, António Marcelino.

É uma pobreza irracional, aquela que entra nas salas de aula, avisam professores e directores. “Não há dinheiro para comprar material escolar, mas isso não os impede de ter um telemóvel de luxo nem uns ténis de marca”, explica Ivan Ivanov, director das escolas de Marvila. As crianças não têm 1,46 euros no cartão da escola para pagar o almoço, mas gastam dois euros em gomas, avisa Elisabete Moreira, directora das escolas Maria Alberta Meneres.

Há alunos capazes de desperdiçar peixe e sopa no refeitório e sair da escola para se empanturrarem de batatas fritas, chupas ou refrigerantes, esclarece António Marcelino: “Em boa parte dos casos, é difícil perceber onde acaba a miséria e começa a incapacidade das famílias de gerirem os orçamentos domésticos.” Neste capítulo, as escolas não conseguem pouco, diz Elisabete Moreira: “Ensinar as famílias a definir prioridades e a incentivar os filhos a terem hábitos alimentares saudáveis e até mais económicos é um trabalho que está fora do nosso alcance.”
O que está, por enquanto, ao alcance dos professores é saber que quando as crianças chegam ao gabinete do director entre as 9h e as 10h com dores de barriga é porque estão de estômago vazio. “No início, quando estas situações começaram a surgir, pensámos que eram apenas indisposições temporárias e mandávamos os alunos para o bar tomar um chá”, conta Elisabete Moreira. Com o tempo perceberam que é a fome das crianças a roncar na barriga.

Relatos de crianças a desmaiar de fome nas escolas gregas abre debate nacional

Dezembro 23, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Dezembro de 2011.

Câmaras municipais vão abrir cantinas nas férias para ajudar alunos

Dezembro 28, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Jornal de Notícias de 16 de Dezembro de 2010.

Fotografia Jornal de Notícias

Fotografia Jornal de Notícias

Ivete Carneiro e Gina Pereira

O mapa é difícil de traçar. Muitas autarquias já têm os refeitórios abertos fora da época escolar por oferecerem actividades não lectivas. Nalguns casos, pondera-se a abertura a quem não esteja inscrito no ATL. Noutros ainda, a abertura é novidade por causa da crise.

O Porto anunciou a medida há dias. Vai abrir as cantinas a quem precisar, alunos e irmãos, mediante uma inscrição, durante a paragem lectiva do Natal. A Câmara Municipal de Olhão está a pedir inscrições e calcula que perto de 500 crianças precisem de ajuda. Também é novidade naquele concelho algarvio. Como em Setúbal.

Já em Sintra, a ideia é alargar a refeição crianças que não frequentem os 51 ATL do concelho, dado que os serviços já existem para quem esteja inscrito em actividades extra-escolares. No ano lectivo passado, sete escolas básicas de zonas pobres chegaram a abrir as cantinas ao fim-de-semana para dar almoço às crianças em dificuldades.

Ivone Calado, directora do agrupamento de escolas da Serra das Minas, diz que vão muitos alunos levando pela mão os irmãos mais novos e também os mais velhos. “A indicação que havia era para deixar entrar toda a gente”. A medida acabou trocada por um suplemento alimentar diário de pão e fruta. Este ano, apesar de não haver indicações de um agravamento da situação, o receio é o do impacto provável dos cortes nos apoios sociais que se irão sentir a partir de Janeiro.

A verdade é que há autarquias à procura de casos prementes para alargar apoios existentes e acordaram agora para uma necessidade que, garante a Confederação das Associações de Pais (Confap), não é nova. “As associações de pais tiveram muito na sua génese garantir os ATL e as refeições” fora da época lectiva, sublinha ao JN Albino Almeida. Nasceram as Componentes de Apoio à Família (CAF). O presidente da Confap lembra a proposta, feita há dois anos ao Governo, de alargar as CAF a todo o país – só existem onde houve iniciativa e são uma realidade que não cobre sequer metade do país, como se conclui da ronda feita ontem pelo JN. “Fomos acusados de querer armazenar crianças”.

Segundo Albino Almeida, “o que é novo é que as autarquias aperceberam-se este ano que há famílias com um rendimento que não permite gastar mais do que um euro por dia por pessoa em alimentação, devido à perda dos abonos”. Com uma melhor organização, o dirigente acredita ser possível alargar a oferta. Do seu lado, o Ministério da Educação apenas lembra que a gestão do assunto cabe na autonomia das escolas.

A verdade é que, com ou sem CAF, muitas autarquias garantem que não há necessidade de ter as portas dos refeitórios escolares abertas durante as férias. De Torres Novas até argumentam que “o desemprego está a descer”.


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