Mais de metade das crianças rastreadas apresenta problemas dentários

Setembro 13, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 4 de Setembro de 2013.

Mais de metade das cerca de 500 crianças que fizeram rastreios de saúde através de um programa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) foram encaminhadas para dentistas, tendo sido detetados casos preocupantes, segundo os responsáveis.

De acordo com Noémia Silveiro, responsável da SCML, num período experimental  foram realizados rastreios a 540 crianças e jovens de bairros sociais de  Lisboa: 310 foram encaminhadas para dentistas, 144 para nutricionistas e  63 para oftalmologistas.

Face a casos considerados “muito preocupantes, a Santa Casa decidiu  iniciar um programa de rastreios gratuitos de saúde a crianças até aos 18  anos em bairros sociais, históricos e também em juntas de freguesias e instituições  particulares de solidariedade social.

No âmbito da iniciativa “Saúde Mais Próxima”, a SCML vai começar por  fazer, na quinta e sexta-feira, rastreios a crianças dos 6 aos 15 anos,  através de uma nova Unidade Móvel Juvenil de Saúde que estará no Largo Trindade  Coelho, em Lisboa, das 10:00 às 18:00.

O objetivo, como explicou Noémia Silveiro à Lusa, é avaliar a saúde  geral, oral, visual e auditiva dos mais novos, depois dos casos encontrados  no rastreio experimental.

“Encontrámos pais pouco sensíveis para algumas das questões da saúde”,  nomeadamente no que respeita às questões da nutrição e alimentação, disse  a responsável, referindo que, em 500 rastreios, detetaram 40 crianças com  problemas de obesidade.

Para alargar estes rastreios, a SCML quer estabelecer parcerias com  sociedades médicas e outras associações, como o caso da organização não  governamental “Turma do bem”, com a qual já existe um acordo para tratar  doenças orais e problemas visuais.

No âmbito do programa Saúde Mais Próxima, que já existe há mais de um  ano, a Santa Casa já realizou ações de sensibilização e rastreios para as  doenças respiratórias, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose  ou cancro da pele.

Os responsáveis do programa ficam com os contactos dos doentes que são  reencaminhados para os médicos de família e tentam seguir todos os passos  do respetivo processo clínico para se certificarem de que as consultas e  exames necessários são efetivamente realizados.

 

 

 


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