Rastreio Gratuito de Terapia da Fala

Fevereiro 23, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O CADIn realiza, no dia 6 de março, nas suas instalações de Cascais e Setúbal, mais um rastreio gratuito de Terapia da Fala para crianças dos 4 aos 6 anos (crianças em idade pré-escolar).

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Rastreio de Terapia da fala – 2ª edição

O CADIn realiza, no dia 6 de março, nas suas instalações de Cascais e Setúbal, mais um rastreio gratuito de Terapia da Fala para crianças dos 4 aos 6 anos (crianças em idade pré-escolar).

O seu filho:

  • Tem dificuldade em pronunciar alguns sons?
  •  Diz mal alguns sons?
  •  Troca sons?
  •  Não consegue dizer alguns sons?
  •  Parece não entender a diferença entre sons parecidos como o som /s/ e o som /z/, por exemplo?

 

Porquê fazer:

Estas alterações na articulação verbal e dificuldades em discriminar auditivamente os diferentes sons podem prejudicar as futuras aprendizagens da leitura e da escrita. Por exemplo, se o seu filho diz “zogo” em vez de “jogo” como vai saber que se escreve com a letra J e não com um Z? Se diz “caissa” em vez de “caixa”, como vai saber que se escreve com um X e não com dois SS?

Para que serve:

Um Terapeuta da Fala do CADIn observará o seu filho, avaliando a forma com são produzidos todos os sons e a forma com estão ou não a ser discriminados e verificará a necessidade de o seu filho ser acompanhado ou não em Terapia da Fala.

A quem se destina:

Destina-se a crianças entre os 4 e os 6 anos.

Quando:

6 de março, 6ªfeira, das 9h00 às 19h00, por marcação prévia.  Tem a duração de 30 minutos, aproximadamente.

Onde:

CADIn – Cascais

CADIn – Setúbal

 

Marcação:

Cascais: anarita.gonzalez@cadin.net

Setúbal: helia.marques@cadin.net

 

Quando uma criança não fala bem…

Junho 25, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rita Lopes da Silva publicado no Público de 19 de junho de 2014.

As preocupações em relação ao desenvolvimento da fala e da linguagem, são frequentemente referidas por pais, outros familiares e educadores de crianças na idade pré-escolar. Esta perturbação do desenvolvimento surge em cerca de 10% das crianças até aos 5 anos de idade, sendo considerada grave em 1% das crianças.

A fala pode ser definida como o acto motor da expressão verbal, apresentando como características a articulação dos sons, o timbre da voz ou o ritmo do discurso. A linguagem é uma função cerebral muito complexa que utiliza um conjunto de símbolos para expressar ideias e pensamentos. No seu conjunto, a fala e a linguagem são fundamentais para a comunicação verbal e facilitadoras da integração social.

Ainda durante a gravidez, o feto é capaz de distinguir sons da língua materna e a voz da mãe e logo nos primeiros meses após o nascimento começa a emitir sons, mais tarde a palrar e a produzir palavras e depois frases. A estrutura do discurso e a capacidade de adequação do mesmo ao contexto social sofrem modificações ao longo dos anos, sendo também influenciadas pelas capacidades cognitivas da criança. O nosso vocabulário é expandido durante toda a vida, pelo que se pode afirmar que o desenvolvimento da linguagem nunca termina.

O desenvolvimento da linguagem surge em todas as culturas e línguas, porém com diferenças no modo de aquisição dos sons produzidos ou da estrutura gramatical das frases. Existem igualmente variações, consideradas normais, no número de palavras, construção das frases ou inteligibilidade do discurso em crianças da mesma idade. Enquanto algumas crianças dizem desde muito cedo várias palavras inteligíveis, que mais tarde juntam e constroem frases progressivamente mais complexas, outras produzem inicialmente um discurso com frases longas, porém difíceis de entender mesmo para os familiares próximos.

São considerados sinais de alarme a criança não palrar consoantes ou vogais aos 8 meses, não apontar aos 12 meses, não dizer nenhuma palavra aos 16 meses, não fazer expressões de duas palavras aos 2 anos, não construir frases aos 3 anos, usar uma linguagem incompreensí­vel para os pais aos 2 anos e para estranhos aos 3 anos, não contar uma história aos 3 anos, ter erros na articulação das palavras aos 6 anos, ou existir uma suspeita de regressão da linguagem em qualquer idade.

O desenvolvimento da linguagem ocorre espontaneamente numa criança saudável, sendo para tal necessário que tenha um nível cognitivo adequado, audição mantida, aparelho fonatório (estruturas envolvidas na fala) íntegro, seja convenientemente estimulada e tenha vontade de comunicar. Assim, perante uma criança que não fala bem, devemos questionar se poderá ter uma surdez, atraso global do desenvolvimento, perturbação do espectro do autismo ou se a estimulação está a ser insuficiente.

Utiliza-se o termo Atraso Isolado de Linguagem quando a aquisição se faz de forma típica, embora mais tarde do que a idade habitual para cada etapa. Apresenta erros característicos na construção de palavras ou frases, por exemplo omitindo alguns sons ou produzindo erros gramaticais como “este carro é minho” ou “ouvam todos”. Esta perturbação tem geralmente uma boa evolução e entre os 4 e 5 anos de idade está recuperada.

Na Perturbação Específica do Desenvolvimento da Linguagem (PEDL) a aquisição é qualitativamente anómala e a criança comete erros diferentes dos referidos anteriormente no Atraso Isolado de Linguagem. Apesar de parecer que tem apenas dificuldade em se expressar verbalmente, compreendendo tudo o que lhe é dito, tal facto não se confirma quando é feita uma avaliação formal da linguagem.

Nem sempre é fácil distinguir entre uma variação normal e uma perturbação do desenvolvimento da fala ou linguagem. Sempre que existir alguma dúvida ou preocupação deverá ser partilhada com o médico assistente (médico família ou pediatra), que poderá referenciar para uma consulta especializada de Desenvolvimento ou Neuropediatria e se necessário pedir uma avaliação por um terapeuta da fala.

Quando se coloca a hipótese de perturbação da linguagem deve ser realizada uma avaliação da audição, nível cognitivo, desenvolvimento da linguagem e motor, integração social e comunicação. Raramente é necessário efectuar exames de diagnóstico como TAC, ressonância magnética ou EEG, excepto se há história de epilepsia, regressão da linguagem ou alterações no exame físico/neurológico.

A intervenção deve ser multidisciplinar e adaptada às necessidades específicas de cada criança, visando reforçar a interacção social e a intenção comunicativa. Consiste na reeducação e treino em terapia da fala e num enquadramento escolar adequado, não existindo medicamentos que estejam indicados para esta situação clínica. É fundamental prevenir e tratar os problemas emocionais, comportamentais e o isolamento associados a este tipo de perturbações.

O prognóstico das perturbações de desenvolvimento da linguagem é variável. Quando o diagnóstico é feito na idade pré-escolar, um terço das crianças recupera antes dos 6 anos. Porém, estas perturbações associam-se por vezes a dificuldades de aprendizagem, nomeadamente da leitura e escrita, perturbações emocionais e do comportamento e, mais tarde, dificuldades de inserção social e profissional.

Neuropediatra do CADin

 

 

Terapia e rastreio da Fala para CRIANÇAS DOS 2 AOS 12 ANOS – Avaliação Gratuita

Fevereiro 7, 2014 às 9:58 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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fala

No próximo sábado leve o seu filho entre os 2 e os 12 anos de idade ao Espaço EmBranco, em Queluz. Entre as 9h30 e as 13h00 poderá fazer uma avaliação gratuita sobre a fala e a linguagem.

São sinais de alerta se as crianças:
Aos 2/3 anos não compreendem ordens simples e o discurso se limita à produção de palavras isoladas;
Aos 3/4 anos têm dificuldades na produção de frases e tem um vocabulário reduzido;
Aos 4/5 anos não relacionam acontecimentos simples e omitem/trocam sons nas palavras;
Aos 5/6 anos utilizam frases mal estruturadas e têm um discurso incoerente;
Têm mais de 4 anos e gaguejam;
Falam alto e gritam, ficando roucas com frequência;
Têm dificuldades de leitura e escrita;

EMBRANCO – Espaço Saúde
Av. Elias Garcia nª55 A Queluz
Tel.: 916193200 Email: saude@embranco.pt


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