Instituto de Apoio à Criança pede proteção de imagem da jovem de Ponte de Lima

Março 13, 2017 às 7:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do http://portocanal.sapo.pt/ de 11 de março de 2017.

11-03-2017 11:41 | Norte Porto Canal com Lusa

Lisboa, 11 mar (Lusa) — O Instituto de Apoio à Criança apelou hoje que seja mantida a privacidade da jovem que desapareceu de Ponte de Lima, e entretanto encontrada, por considerar que a exposição da sua imagem compromete o seu futuro e dignidade.

“O Instituto de Apoio à Criança considerando a múltipla exposição da adolescente de 13 anos, que desaparecera de Ponte de Lima e agora encontrada, apela aos órgãos de comunicação social que, sem deixar de informar, se abstenham de divulgar a imagem”, refere o secretário-geral do IAC, Manuel Coutinho, numa nota enviada à agência Lusa.

A adolescente de 13 anos, residente na freguesia de Beiral do Lima, apanhou o autocarro dos transportes escolares numa sexta-feira de manhã, para ir para as aulas, mas não se apresentou na escola.

O alerta às autoridades foi dado cerca das 20:00 de 03 de março, pelos pais da menor e na sexta-feira foi encontrada em Aveiro, tendo sido detido um homem de 24 anos pelo alegado envolvimento no seu desaparecimento.

O homem, detido numa residência onde também se encontrava a menor, está indiciado pela prática de um crime de rapto agravado e segundo a Policia Judiciária tem o perfil de “predador sexual” através da internet.

Na nota enviada à Lusa, a direção do Instituto de Apoio à Criança refere que a continuidade da exposição mediática da jovem “prejudica-a e compromete o seu futuro e dignidade”.

GC // ZO

Lusa/fim

 

 

Libertação incondicional das raparigas na Nigéria

Maio 15, 2014 às 11:37 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Texto da Oikos de 13 de maio de 2014.

back

A Oikos junta-se a milhares de vozes da Sociedade Civil internacional que procuram e desejam o retorno a casa das centenas de raparigas que foram sequestradas pela organização Boko Haram na Nigéria. É preocupante quando ouvimos os líderes da Boko Haram referirem-se às raparigas como “escravas” e declararem que os seus planos passam por “vendê-las” e “casá-las”.

Nos últimos meses, o grupo Boko Haram tem cometido graves crimes e atrocidades num registo de total impunidade:

 

» 6 de maio de 2014: pelo menos 8 raparigas entre os 12 e os 15 anos foram sequestradas na vila Warabe, na zona de Borno.1

» 5 de maio de 2014: Boko Haram reivindica sequestro das mais de 200 raparigas, e afirma que irá vendê-las e casá-las (“give their hands in marriage because they are our slaves. We would marry them out at the age of 9. We would marry them out at the age of 12”).2

» 14 de abril de 2014: mais de 200 estudantes entre os 12 e os 15 anos foram sequestradas da sua escola em Chibok, estado de Bornu, Nigeria.3

» 25 de fevereiro de 2014: 59 rapazes estudantes foram mortos (abatidos a tiro ou queimados até a morte).4

» 29 de setembro de 2013: 40 estudantes da Universidade de Agricultura, Gujba, estado de Yobe, foram assassinados enquanto dormiam.5

» 6 de julho de 2013: 29 estudantes e 1 professor de uma escolar Secundária foram mortos ou queimados até a morte.6

Gostaríamos de frisar a importância que a Oikos e outras ONG atribuem à proteção de jovens e das crianças, subscrevendo por isso a mensagem de uma declaração conjunta de vários organismos das Nações Unidas em que se afirma que “Os ataques contra a liberdade das crianças e os ataques às escolas são proibidos pelo direito internacional e não podem ser justificados em nenhuma circunstância.”

São cada vez mais perturbadores os relatos sobre o que está a ser feito contra os direitos e a dignidade das raparigas raptadas. O Escritório do Alto Comissário para os Direitos Humanos declarou, com grande enfase que: “[Nós] alertámos os autores deste crime que no direito internacional há uma proibição absoluta contra a escravatura e a escravatura sexual, que podem, em determinadas circunstâncias, constituírem crimes contra a humanidade.”

Desde 2009, o grupo Boko Haram tem apostado em ações violentas como instrumento para acabar com as influências ocidentais na região, em particular nos estabelecimentos de ensino. Estes ataques são uma enorme ameaça para a estabilidade e o desenvolvimento do país.

Congratulamos o Secretário-Geral da ONU pela promessa de enviar um representante de Alto Nível para a Nigéria com o objetivo de apoiar o esforço do governo em lidar com esta preocupante situação. Reconhecemos ainda o esforço de vários governos que se comprometeram em oferecer assistência às autoridades nigerianas. Estes esforços e compromissos não devem parar até que esta situação esteja completamente resolvida.

A Oikos, enquanto representante em Portugal da GCAP – Global Call to Action Against Poverty, enviou hoje uma carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal e outra à Embaixadora da Nigéria em Portugal, em que urge para que seja tomada ação concreta contra essa barbaridade. Em uma ação internacional concertada da GCAP, todos os seus membros estão a escrever aos respetivos Ministros dos Negócios Estrangeiros e aos Embaixadores da Nigéria nos países onde os há. Nesta ação, e também no caso do Governo português, solicitou-se análise sobre a possibilidade de implementar as seguintes ações:

» Participar na mobilização nacional e internacional de recursos para localizar e libertar as raparigas que foram sequestradas;

» Colaboração com outros países nesta campanha internacional;

» Apoio na prestação de toda a assistência necessária após a libertação das raparigas raptadas;

» Pressão internacional para que os criminosos sejam levados a julgamento;

» Trabalhar, no seio da União Europeia, para ajudar a Nigéria a Implementar medidas que previnam futuros sequestros;

» Colaborar nos esforços internacionais para acabar com as ações de desrespeito dos Direitos Humanos por parte do grupo Boko Haram.

A Oikos manifestou ainda a sua disponibilidade para, em colaboração com os seus parceiros internacionais, colaborar em ações do Governo que contribuam para a resolução desta situação.

1 Again Boko Haram abducts another 8 teenage girls in Borno, Nigerian Vanguard http://odili.net/news/source/2014/may/6/334.html.

2 Adam Nossiter, “Nigerian Islamist Leader Threatens to Sell Kidnapped Girls,” http://www.nytimes.com/2014/05/06/world/africa/nigeria-kidnapped-girls.html.

3 Aminu Abubakar, “As many as 200 girls abducted by Boko Haram, Nigerian officials say,” CNNWORLD, http://www.cnn.com/2014/04/15/world/africa/nigeria-girls-abducted/.

4 “Nigerian Islamists kill 59 pupils in boarding school attack,” The Reuters, Wednesday 26 February 2014, http://www.reuters.com/article/2014/02/26/us-nigeria-violence-idUSBREA1P10M20140226.

5 Adam Nossiter, “Militants Blamed After Dozens Killed at Nigerian College, The New York Times,” http://www.nytimes.com/2013/09/30/world/africa/students-killed-at-nigerian-school.html?_r=0.

6 “30 killed in school attack in northeast Nigeria,” USATODAY, http://www.usatoday.com/story/news/world/2013/07/06/30-killed-in-school-attack-in-northeast-nigeria/2494157/.

 

 

Bring Back Our Girls – Stand with the school girls of Nigeria!

Maio 6, 2014 às 10:57 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

back

https://www.facebook.com/unicef

Petição Over 200 girls are missing in Nigeria – Please RESCUE THEM! #BringBackOurGirls

UNICEF apela à libertação imediata de estudantes raptadas em Chibok, na Nigéria

A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas  endereçou uma carta à Embaixadora da Nigéria em Portugal Carta à Embaixadora da Nigéria

ONU instou o mundo para resposta “urgente”

Maio 6, 2014 às 10:42 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 6 de maio de 2014.

reuters akintude akinleye

por Lusa

A ONU instou hoje a comunidade internacional para que dê uma resposta “urgente” ao sequestro de mais de 200 raparigas na Nigéria, perpetrado pela milícia Boko Haram a 14 de abril numa escola nigeriana do nordeste.

A Organização das Nações Unidas (ONU) sublinhou que o mundo tem “a responsabilidade de apoiar os pais, o povo e o Governo da Nigéria”, para que se possa “devolver com segurança as raparigas às suas casas”.

Numa mensagem conjunta da diretora executivo da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Hgcuka, e do responsável do Fundo para a População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, a ONU acentuou que uma violação dos direitos dos menores nesta escala requer que “todo o mundo se insurja e se tomem medidas”.

“Estamos numa corrida contra o relógio e cada momento conta. Necessitamos que o Governo da Nigéria atue rápido e necessitamos do apoio do mundo”, refere-se no comunicado conjunto.

Duzentas e setenta e seis raparigas adolescentes foram raptadas a 14 de abril da escola que frequentavam em Chibok (nordeste), no estado de Borno. Segundo a polícia, 53 raparigas conseguiram fugir, mas 223 continuam sequestradas.

O sequestro foi reivindicado pela milícia radical islâmica Boko Haram.

As autoridades da Nigéria desconhecem o paradeiro das menores, numa altura em que surgem rumores sobre abusos por parte dos sequestradores.

Uma das meninas raptadas que logrou escapar aos sequestradores, que disse ter sido dada em casamento a um dos líderes da seita, relatou que as meninas mais jovens foram vítimas até 15 violações por dia.

“O mundo deve unir-se e fazer todos os esforços para libertar essas meninas e trazer os sequestradores à Justiça e, mais importante, fazer de tudo para impedir que isso aconteça novamente”, referiu a ONU.

Aqueles responsáveis da ONU lembraram que as crianças foram sequestradas no exercício do seu direito à educação. “As escolas são, e devem ser, lugares seguros, onde as crianças podem aprender e crescer em paz”, refere-se na mensagem, observando-se que tais ataques “não podem ser justificados por qualquer circunstância” e que não se pode “permitir que extremistas pisem esses direitos”.

Boko Haram, que significa “a educação não islâmica é um pecado”, luta para impor “Sharia” ou a lei islâmica na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e no sul predominantemente cristão.

O líder do grupo extremista islâmico Boko Haram reivindicou hoje o sequestro de mais de 200 raparigas em abril no nordeste da Nigéria e disse que elas vão ser tratadas como “escravas”, “vendidas” e “casadas” à força. “Raptei as vossas raparigas. Vou vendê-las no mercado, por Alá”, afirmou Abubakar Shekau, num vídeo de 57 minutos obtido pela agência France Presse.

No dia do sequestro na escola, a milícia realizou um atentado em Abuja, onde 75 pessoas morreram e 216 ficaram feridas numa estação de autocarros. Na quinta-feira da semana passada, outra explosão provocou 19 mortos e 60 feridos.

 

 

Boko Haram admite sequestro de centenas de jovens na Nigéria

Maio 6, 2014 às 10:14 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Expresso de 5 de maio de 2014

akitunde akinley reuters

Tal como se acreditava, o grupo radical islâmico assumiu a autoria do sequestro, há duas semanas, das estudantes nigerianas. Paradeiro de 230 raparigas continua a ser desconhecido.

Mafalda Ganhão

O grupo radical islâmico Boko Haram admitiu ter sequestrado centenas de raparigas na Nigéria. A autoria dos raptos foi assumida pelo próprio líder desta organização, Haram Abubakar Shekau, num vídeo obtido pela agência de notícias AFP.

Sequestradas há duas semanas numa escola no noroeste do país, na cidade de Chikob, cerca de 230 raparigas continuam desaparecidas, num caso que tem valido severas críticas ao governo nigeriano.

Perante a indignação da população, que considera não estarem a ser desenvolvidos os esforços necessários para encontrar as raparigas, o presidente da Nigéria deu ontem uma entrevista para fazer um ponto da situação. Goodluck Jonathan reconheceu, no entanto, que o paradeiro das estudantes continua a ser desconhecido, tendo sido pedida a ajuda de países vizinhos, como Camarões, Chade e Benin, por receio que as jovens possam ter saído da Nigéria.

Segundo o relato de uma das raparigas raptadas, mas que conseguiu escapar, as reféns mais jovens estavam a ser violadas várias vezes por dia, tendo ela própria sido oferecida como esposa a um dos líderes da seita.

O Boko Haram, que significa “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor a “sharia” (lei islâmica) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Desde que a polícia matou em 2009 o seu líder, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha, responsável por mais de três mil mortos.

 
 

 


Entries e comentários feeds.