Academia de Código Júnior abre vagas gratuitas para as escolas poderem ensinar a programar

Setembro 27, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da DGE de 5 de setembro de 2018.

Encontram-se abertas as inscrições para o Projeto <Aprende a Programar>, uma iniciativa da <Academia de Código_Júnior>, com o apoio da Direção-Geral da Educação (DGE), que oferece a 100.000 crianças, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, a possibilidade de aprenderem programação e abraçarem uma aventura digital que os vai levar de utilizadores a criadores.

A missão passa por preparar as crianças para uma sociedade digital, combater o insucesso escolar, desenvolver o pensamento computacional, raciocínio lógico e a capacidade de “problem solving” com a introdução às Ciências da Computação, através da plataforma Blanc que aparece ainda como ferramenta de inclusão na sala de aula como ilustra este vídeo.

As escolas interessadas em ter Ciências da Computação na sua oferta curricular devem candidatar-se até 7 de outubro no site destinado para o efeito. O projeto está desenhado para que qualquer professor possa ensinar a programar.

 

Relatório 2010. Alunos não sabem raciocinar nem escrever

Janeiro 15, 2011 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do i de 31 de Dezembro de 2010.

Fotografia de Filipe Casaca

Fotografia de Filipe Casaca

 

por Kátia Catulo

Estudo do Ministério da Educação em 1700 escolas revela a dificuldade dos alunos em resolver exercícios que não sejam básicos.

Estruturar um texto encadeado, explicar um raciocínio com lógica, utilizar uma linguagem rigorosa ou articular diferentes conceitos da mesma disciplina são incapacidades que percorrem os alunos do 8.o ao 12.o ano de escolaridade, seja na Matemática, seja na Língua Portuguesa ou na Biologia. Mais que dominar a matéria, a grande dificuldade dos estudantes das escolas básicas e secundárias é expressar por escrito as suas ideias e os conhecimentos que adquiriram nas aulas. Esta é a principal conclusão do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave).

Poucas semanas depois de o estudo do PISA revelar que Portugal é o país da OCDE que mais progrediu na educação, chega agora o relatório do Gave que vem demonstrar que os alunos portugueses afinal estão ainda longe de conseguir desempenhar tarefas tão simples como, por exemplo, interpretar um texto poético, solucionar um exercício matemático com mais de duas etapas ou enfrentar um enunciado que não seja simples e curto.

A equipa do Ministério da Educação avaliou os conhecimentos dos alunos em 500 escolas secundárias e em 1200 estabelecimentos com o 3.o ciclo do ensino básico. Os testes intercalares do Gave, que começaram no ano lectivo de 2005/06, foram aplicados às disciplinas de Matemática e de Língua Portuguesa (no ensino básico) e ainda às cadeiras de Matemática A, Física e Química A e Biologia e Geologia do ensino secundário.

Nas disciplinas que envolveram contas (Matemática e Física/Química), os adolescentes só conseguiram completar correctamente os exercícios quando o desafio passou por resolver “cálculos elementares”. O bom desempenho, aliás, está “fortemente associado” aos enunciados curtos e aos textos simples, conclui o relatório que o i consultou.

Na disciplina de Língua Portuguesa do 9.o ano, as maiores dificuldades estão em utilizar a língua de forma correcta. As lacunas são de ordem gramatical, mas também de construção de frases e textos que tenham lógica e coerência. A resolução de problemas na Matemática do 3.o ciclo é o ponto fraco dos alunos, mas as derrapagens também aconteceram quando foi preciso construir respostas com várias etapas de resolução. Definir estratégias para encontrar a solução de um determinado exercício matemático são dificuldades que se acentuam sempre que os enunciados são mais longos, avisam os técnicos do Ministério da Educação.

Secundário. Escrever textos explicativos em que é necessário descrever raciocínios e explicar as estratégias adoptadas para justificar as respostas é uma das grandes deficiências que os especialistas do Gave encontraram em todas as disciplinas avaliadas no secundário. A falta de rigor científico e a linguagem desadequada foram falhas detectadas por todas as equipas que monitorizaram e avaliaram o desempenho dos alunos. Sempre que foi preciso seleccionar a informação e construir um texto que traduzisse um conjunto de ideias próprias, os alunos revelaram “grandes dificuldades”.

Na Matemática A do secundário, as fraquezas dos alunos tornaram-se mais evidentes quando tiveram de usar conceitos e estratégias menos treinados nas salas de aula ou então quando foram desafiados a interligar conceitos ou enfrentar enunciados longos. “Não deixam também de ser significativas as dificuldades detectadas nos problemas que envolvem maior número de cálculos e apresentação de raciocínios demonstrativos”, alertam os especialistas no relatório de 2010.

Conseguir articular a informação fornecida nas provas e os conhecimentos necessários para responder a determinadas questões é igualmente uma tarefa a que poucos alunos conseguiram corresponder com êxito nos testes intermédios de Biologia e Geologia do 10.o e 11.o anos de escolaridade.

Nas disciplinas de Física e Química A, o desempenho dos alunos decresceu sempre que se exigiu uma avaliação crítica das informações contidas nas provas. Articular várias competências ou fazer cálculos que envolvam duas ou mais etapas são outras fragilidades dos alunos portugueses.

Jogos de tabuleiro desenvolvem raciocínio dos mais jovens de forma divertida

Maio 6, 2010 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do jornal Público de 02 de Maio de 2010.

Avaliar, ponderar, antecipar, delinear uma estratégia, testar a jogada, corrigir se for preciso, e jogar para derrotar o adversário. Foi em torno deste processo, patente em jogos de tabuleiro de cariz matemático, que esta tarde um grupo de jovens ocupou o seu tempo e atenção. Distribuídos por idades, as crianças e jovens de diversas idades que esta tarde responderam ao apelo do pólo do Instituto Superior Técnico do Taguspark, em Oeiras – que em parceria com a Associação Ludus, esta tarde organizou um “Festival de Jogos Matemáticos” -, confirmaram que a matemática não só é útil, como pode ser divertida.

“São jogos bem escolhidos no sentido em que são jogos intelectuais sem factor sorte, são jogos de estratégia que puxam o raciocínio, essencialmente do género matemático”, explicou Jorge Nuno Silva, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Ludus. “São jogos de tabuleiro, com regras muito simples, mas com estratégias em aberto”, referiu Jorge Nuno Silva que acrescentou que estes jogos se assemelham ao xadrez no sentido em que não é possível aprender a jogá-los na perfeição. Estes jogos estão particularmente indicados para os mais jovens, até porque, referiu o presidente da Associação Ludus, “está documentado que a prática deste tipo de jogos de tabuleiro está associada a um melhor desempenho escolar”, e que apesar de terem operações simples, ajudam a desenvolver o raciocínio lógico.

“As operações são de tipo abstracto, são do género que faz um jogador de xadrez. Tem de pensar, antecipar, testar, optar, corrigir, esse tipo de processo intelectual que está intimamente ligado ao processo da resolução de problemas matemáticos. O processo interno mental é muito semelhante”, disse.

Inês Filipar, de 11 anos, e Francisco Fernandes, de 10 anos, foram agrupados no mesmo nível de dificuldade – jogos de 2º nível, para alunos do 2º ciclo – e defrontaram-se numa partida de Konane, um jogo havaiano em que o jogador movimenta as peças de forma a “comer” as peças do adversário.

“Isto é divertido. Também tem coisas matemáticas, mas não é muito difícil, não é preciso pensar muito”, disse Inês, que encarou a derrota na partida com sentido de humor. “Ele até ganhou, mas é sorte de principiante como eu lhe disse”, brincou a jovem participante. Francisco, o oponente, que aprendeu a jogar Konane apenas hoje, é um adepto da matemática que consegue ver vantagens neste tipo de jogos. “Acho que ajuda a desenvolver o raciocínio matemático. Ajuda-me a pensar bem”, disse.


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