Crianças que ingerem proteína em excesso até aos 4 anos desenvolvem mais massa gorda

Janeiro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 24 de janeiro de 2017.

reuters

Estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto concluiu que a quantidade e a qualidade dos hidratos de carbono (carga glicémica) ingeridos, aos quatro anos, também está relacionada com uma maior adiposidade aos sete

Redação / EC

Um estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto indica que a ingestão excessiva de proteína em idade pré-escolar está associada a um maior índice de massa corporal aos sete anos, sendo este resultado mais visível nos rapazes.

Nestes, uma maior ingestão proteica aos quatro anos (idade pré-escolar) “associa-se a uma maior adiposidade” (massa gorda) total e abdominal (perímetro da cintura), bem como a “níveis superiores de insulina três anos mais tarde”, explicou à Lusa a investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) Catarina Durão.

Para além disso, verificou-se, durante o projeto, que a quantidade e a qualidade dos hidratos de carbono (carga glicémica) ingeridos pelos rapazes, aos quatro anos, também está relacionada com uma maior adiposidade aos sete.

Ou seja, “naqueles com uma alimentação simultaneamente excessiva em proteína e em carga glicémica, o efeito de aumento da massa gorda aparenta ser ainda maior”, indicou.

De acordo com Catarina Durães, é possível que nas raparigas o efeito da alimentação na adiposidade seja mais dependente do total energético ingerido (calorias totais consumidas), enquanto nos rapazes seja mais dependente dos macronutrientes referidos no estudo.

mais informações na notícia do Instituto de Saúde Pública do Porto:

Ingestão de proteína e carga glicémica aos 4 anos associadas a obesidade aos 7

 

 

Falta de proteína e autismo

Janeiro 2, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/de 23 de dezembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Misregulation of an Activity-Dependent Splicing Network as a Common Mechanism Underlying Autism Spectrum Disorders

pais-filhos

Apesar de ter origens genéticas, para a maioria dos indivíduos diagnosticados com distúrbio do espectro autista ainda não se conhecem as causas da doença. Um estudo agora publicado na revista “Molecular Cell” sugere que cerca de um terço dos casos de autismo podem ser explicados pela escassez de uma proteína no cérebro. Os investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que a proteína nSR100, ou SRRM4, poderá ser a chave para a compreensão de muitos destes casos.

Em estudos anteriores, os investigadores já tinham apurado que os indivíduos com autismo tinham níveis baixos da nSR100, uma proteína que desempenha um papel chave no desenvolvimento cerebral. Agora, verificaram que após terem diminuído os níveis desta proteína em ratinhos, estes apresentavam sintomas similares ao autismo. Os cientistas acreditam que a nSR100 desempenha um papel importante na canalização de vários erros moleculares que podem conduzir ao desenvolvimento do autismo. A proteína está envolvida na regulação de um processo, conhecido por splicing alternativo, que produz uma notável diversidade de proteínas a partir de um único gene.

Para chegarem a estas conclusões, os investigadores desenvolveram ratinhos que não expressavam a proteína nSR100. A diminuição dos níveis da SR100 apenas para metade foi suficiente para desencadear comportamentos característicos do autismo. Os animais passaram a evitar a interação social e tornaram-se mais sensíveis ao ruído. Verificou-se também que estes animais partilhavam muitas outras características do autismo presentes em pacientes humanos, tais como alterações no splicing alternativo e ativação do cérebro.

O estudo apurou também que os níveis de nSR100 estavam associados à atividade neuronal. Manuel Irimia, um dos autores do estudo, refere que quando há um aumento da atividade neuronal, como ocorre em muitas formas de autismo, o programa de splicing alternativo controlado pela nSR100 fica afetado o que poderá dar origem ao comportamento autista.

Os investigadores referem que, se no futuro for possível aumentar os níveis desta proteína nos pacientes com autismo, os défices comportamentais poderão ser melhorados.

 

 


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