Estudo com crianças do Porto: menos de 40% usam protector solar na praia

Agosto 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de julho de 2018.

Foram inquiridas duas mil crianças de 12 escolas.

Lusa

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias públicas da cidade, apenas 37% usam protector solar quando vão à praia e 15% quando estão na escola.

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usam o chapéu para se proteger do sol.

“Apesar da falta de protecção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de protecção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protector solar protege melhor do que a roupa ou a sombra”, indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da FMUP Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projecto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, “concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários”, indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço “seja significativa, especialmente entre mulheres com idades jovens, a procura está abaixo da registada noutros países europeus”.

Atletas susceptíveis

Os atletas, refere ainda o comunicado, que praticam desporto ao ar livre “são outro dos grupos mais susceptíveis à exposição solar”.

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protector solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direccionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projecto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

 

mais informações na notícia da Universidade do Porto:

FMUP e CINTESIS avaliam hábitos de exposição solar dos portugueses

 

Crianças e os cuidados com a exposição solar – Conselhos da DGS

Julho 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quais os cuidados com crianças nos primeiros anos de vida?

Bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguros. Proteja-os do calor intenso e tenha em atenção os seguintes cuidados:

  • Vestir a criança com roupas leves, soltas e de cor clara;
  • Utilizar chapéu quando está ao ar livre;
  • Dar água com mais frequência e certificar-se de que bebe mais água do que o habitual;
  • Evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11 e as 17 horas;
  • Aplicar protetor solar antes de sair de casa;
  • NUNCA deixar o seu bebé/criança dentro de um carro estacionado ou outro local exposto ao sol, mesmo que por pouco tempo;
  • Consultar o seu médico se a criança tiver diarreia ou febre e ter especial cuidado com a hidratação;
  • Procurar assistência médica imediatamente sempre que identifique sinais de alerta como: suores intensos; fraqueza; pele fria, pegajosa e pálida; pulsação acelerada ou fraca; vómitos ou náuseas; desmaio;

mais informações no link:

https://www.dgs.pt/saude-a-a-z.aspx?v=8e00381f-52ce-45fb-b5a0-35fe84fa926a#saude-de-a-a-z/calor/perguntas-e-respostas

Bebés e crianças ao sol: Proteção máxima

Agosto 3, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://lifestyle.sapo.pt/

Saiba como proteger os mais pequenos da exposição solar.

O sol e as crianças andam muitas vezes de mão dada – porque as crianças devem viver boa parte do tempo ao ar livre, a brincar no jardim, no parque infantil, na praia… Por isso o contacto com os raios solares acontece desde cedo: há muito que os bebés deixaram de estar sempre resguardados em casa, contactando com o ambiente exterior, principalmente no Verão.

O sol é benéfico, conhecido que é o seu papel na síntese da vitamina D, essencial ao crescimento saudável dos ossos. Mas este é um benefício que se obtém com uma exposição curta, para além da qual são maiores os prejuízos.

É que os raios solares e a pele desprotegida não são bons amigos, seja qual for a idade:

– Os infravermelhos são invisíveis, mas aquecem, o que os torna perigosos: podem causar insolação, uma situação grave em que há aumento da temperatura do corpo e desidratação.

– Os ultravioletas  A (UVA) contribuem para o envelhecimento prematuro e para o cancro cutâneo.

– Os ultravioletas B (UVB) podem ainda provocar queimaduras solares, cataratas e enfraquecer o sistema imunitário.

São razões mais do que suficientes para investir na proteção, sobretudo atendendo a que os bebés e as crianças são particularmente vulneráveis ao sol. Isto porque a sua pele é fina, o que facilita a passagem da radiação. Acresce que as glândulas sudoríparas ainda são imaturas, não produzindo suor suficiente para arrefecer o corpo. E a melanina, pigmento que protege a pele, está presente também ainda em quantidade insuficiente.

Porém, a pele de todos nós desde que somos bebés possui uma memória que vai registando as sucessivas agressões solares, aumentando o risco de doença de pele na idade adulta.

Regras de ouro 

Exposição Solar

Perante a fragilidade infantil e o risco futuro, há que prevenir – com proteção máxima. Desde logo, os bebés com menos de seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol – o lugar deles é à sombra.

É também à sombra que todos nós, principalmente os mais pequenos, devemos ficar entre as 11h e as 17h, as horas em que a intensidade da radiação solar é maior.

Vestuário

É ainda fundamental que estejam bem “equipados” para enfrentar os raios – com roupas feitas de malha apertada, como o algodão, de preferência de cor escura, com um chapéu de abas largas que faça sombra sobre o rosto e proteja as orelhas e o pescoço, sem esquecer os óculos com proteção ultravioleta igual ou superior a 99%.

Protetor Solar

O protetor solar é indispensável. Deve ser escolhido um específico para crianças, que ofereça um fator de proteção elevado, que seja hipoalergénico, resistente à água e que confira defesa contra as radiações UVA e UVB (ecrã total). Idealmente deve ser à base de minerais como o dióxido de titânio ou o óxido de zinco, que refletem os raios UV e são menos alergénicos.

É antes da exposição – no mínimo 30 minutos antes – que o protetor deve ser aplicado. E com generosidade: tanto sobre a pele exposta como sobre a não exposta (por baixo do fato de banho), com especial atenção aos lábios, orelhas, mãos, pés, zona atrás dos joelhos, ombros e pescoço. A aplicação deve ser renovada a cada duas horas ou a intervalos menores se a criança transpirar muito ou estiver muitas vezes dentro de água.

O uso de protetor solar é, como o nome indica, uma medida de proteção, e não uma autorização implícita para estar mais tempo ao sol.

Água

É essencial promover a ingestão de líquidos – mesmo que a criança resista, ou que não pareça ter sede, há que insistir, para prevenir a desidratação. O sol é um amigo, mas não se pode abusar: e é de pequenino que se aprende a desfrutar em segurança do que ele tem para oferecer…

 

 

Proteja o seu filho do sol

Agosto 28, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site crescer.sapo.pt

Todos os cuidados para que os dias de calor à beira-mar deixem apenas boas recordações

A pele das crianças é mais fina e delicada do que a tez de um adulto. Tem, na verdade, uma menor capacidade de produzir melanina, a substância que produz a pigmentação e é responsável pela protecção natural do nosso organismo contra os raios solares.

Por isso bronzeia-se menos, com mais dificuldade. Os cuidados a ter com a exposição solar devem assim ser redobrados face à proteção de um adulto. Para saber mais sobre os cuidados a ter na praia, clique aqui.

Raios perigosos

Os raios ultravioleta UVA e UVB não são totalmente absorvidos pela camada do ozono. Os que atingem as crianças, ainda com uma pele vulnerável, podem ter consequências graves para a sua saúde a longo prazo. Aliás, é logo na infância que começa a contar o relógio biológico em termos do número de escaldões que o indivíduo apanhou ou vai apanhar e que o torna mais susceptível a vir a desenvolver um melanoma.

A quantidade de raios ultravioleta é maior no verão do que no inverno, devido à latitude e forma como incidem sobre a terra. São também mais intensos a meio do dia do que logo pela manhã ou à tarde. Na prática, a avaliação da intensidade dos raios ultravioleta é possível graças a um indicador, o índice ultravioleta que assenta numa escala entre 0 e 12.

Em Portugal, durante o verão, o índice varia consoante as regiões do pais, entre 4 (risco moderado) e 9 (risco muito alto). Assim, no que toca à prevenção é também importante ter em conta o grau de radiação, cuja informação pode ser encontrada no site do Instituto de Meteorologia.

Cuidados com o sol

As crianças têm maior facilidade em apanhar um escaldão, sendo que a queimadura solar origina sintomas perigosos como a dermite, uma inflamação aguda causada pela exposição excessiva.

Para além de garantir que o seu filho não apanha sol entre as 11 e as 16 horas, deve ter em conta que, depois do inverno, o corpo precisa de se voltar a adaptar ao sol.

Nos primeiros dias de praia, aconselha-se o uso de uma camisola de algodão, de um chapéu (de abas largas ou boné com a pala para a frente), para além do fato de banho. Lembre-se que a luz é reflectida também na areia, na água e neve. Por isso, mesmo estando à sombra, ou em dias nublados, a radiação também atinge a pele (as nuvens deixam passar cerca de 80 por cento da radiação).

Assim, quando o seu filho brinca na rua ou jardim não está livre dos efeitos nefastos dos raios solares, sendo importante que use um protetor solar, para além de roupas leves e frescas. Por outro lado, como as estruturas da retina estão incompletas até à adolescência, é fundamental que use óculos escuros quando está ao sol. Escolha um modelo que indique proteção total contra raios UVA e UVB.

Fórmulas infantis

Atualmente encontra à venda protectores solares infantis. Como explica Manuela Cochito, dermatologista, estes «são, sobretudo, feitos com protetores físicos (óxido de zinco e dióxido de titânio) que, sendo protetores minerais, refletem a luz como microespelhos, protegendo assim a pele da criança».

«Como são minerais, envolvem menos riscos de alergias, sendo portanto as fórmulas ideais para crianças, apesar de, por vezes, serem cosmeticamente um pouco pastosos (o que tem vindo a melhorar muito nos últimos anos)», acrescenta ainda.

Na hora de escolher um protetor solar para o seu filho tenha em conta que «os filtros solares devem ter sempre índices superiores a 30, uma vez que os testes que são feitos para determinar o índice ocorrem com quantidades muito superiores aquelas que se colocam habitualmente na pele. Para as crianças com menos de 10 anos devem ser sempre com rotulagem para crianças».

Texto: Mariana Correia de Barros com Manuela Cochito (dermatologista)

 

Crianças ao sol a horas impróprias é o mesmo que maus-tratos, diz dermatologista

Julho 11, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário Digital de 28 de Junho de 2013.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia avisou, esta sexta-feira, os pais que, ao exporem os filhos ao sol nas «horas impróprias», estão a contribuir para «um risco desmesurado» de baixarem a imunidade das crianças e contraírem cancro de pele.

Américo Figueiredo explicou à agência Lusa que as queimaduras solares na infância determinam duas situações «extremamente importantes»: o risco aumentado de contrair melanoma ao longo da vida e a imunossupressão.

«Uma intensidade muito grande de sol na criança pode levar a situações de imunidade diminuída», que «também é importante na saúde global da criança», adiantou o dermatologista.

Recentemente, o presidente da Associação Espanhola de Dermatologia e Venereologia, José Carlos Moreno, classificou de maus-tratos infantis o facto de uma criança estar na praia sem proteção.

Questionado se concorda com esta afirmação, Américo Figueiredo afirmou que não o diria dessa forma.

«Eu diria que os pais, ao exporem uma criança ao sol, às horas impróprias, estão a contribuir para um risco desmesurado, quer do ponto de vista da imunidade, quer do ponto de vista do risco futuro de vir a contrair cancro da pele e o pior de todos, o melanoma», sublinhou.

Para o especialista, a afirmação do responsável espanhol «faz sentido, na forma bombástica como o fez», para alertar as pessoas.

As pessoas já sabem dos riscos que correm ao exporem-se ao sol sem proteção e nas horas de maior risco, mas muitas mantém o mesmo comportamento.

«A última forma que falta é transmitir informação agredindo», disse, sustentando: «A transmissão agressiva dos factos, que o professor José Carlos Moreno fez, será de alguma forma aquilo que falta ouvir.»

«Se um pai ouve que às horas impróprias [11:00/16:30] ter uma criança ao sol é a mesma coisa que maus-tratos infantis (…) leva a que este reaja, interiorize e se comporte de forma diferente», acrescentou.

As crianças não devem apanhar sol antes de um ano de idade. Depois desta idade, os cuidados devem ser redobrados, disse, alertando que «os melanomas surgem habitualmente em pessoas que tiveram queimaduras solares em criança».

«Os casos de melanoma estão a aumentar de forma consecutiva, teremos durante 2013 cerca de mil novos casos de melanoma», alertou.

Os casos são diagnosticados cada vez mais precocemente e com melhor prognóstico, mas o número de casos aumenta sete a oito por cento em Portugal e na maioria dos países europeus, acrescentou.

O melanoma vai estar em debate no sábado, no «Primeiro Simpósio Nacional sobre Melanoma», promovido pelo Intergrupo Português de Melanoma.

«É essencial alertar as pessoas para a importância de se diagnosticar precocemente o melanoma, para que seja possível curar mais doentes», adiantou a fundadora do intergrupo.

Maria José Passos adiantou que esta doença, que representa 10% de todos os cancros da pele, sendo responsável por cerca de 80% das mortes, «tem aumentado de incidência e mortalidade e atinge muitas vezes jovens, constituindo um grave problema de saúde pública».

«Um em cada cinco doentes com melanoma desenvolve uma forma avançada e agressiva da doença. O melanoma aparece inicialmente na pele, mas na fase avançada pode tornar-se muito agressivo e atingir outros órgãos», alertou a responsável.

Diário Digital com Lusa

 

 

Sol e Pele: Saber conviver – Acção de Formação

Abril 29, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A APCC – Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, irá organizar acções de formação e sensibilização para diferentes profissionais de Educação e Saúde.

Lisboa 04 maio 2012 – Altis Park Hotel

Porto 18 maio 2012 – Fundação Cupertino de Miranda

Informações: filipa.mendonca@saninter.pt

 


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