Distribuição de preservativos nas escolas aumentou 57% em 2016

Fevereiro 17, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de fevereiro de 2017.

PRESERVATIVOS  DISTRIBUIÇÃO NAS ESCOLAS AUMENTOU 57% EM 2016

RUTE COELHO

Dia Mundial. O Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida aumentou em 57% a entrega de contracetivos no ensino público no ano passado.

A oferta de preservativos nas escolas públicas portuguesas teve uma subida.de 57% em 2016, segundo dados oficiais do Programa Nacional para a Infeção VIH / Sida e Tuberculose (PNIVHTB) avançados ao DN. Hoje assinala-se o Dia Internacional do Preservativo, com uma tónica cada vez maior na prevenção.

Em 70% das escolas secundárias do ensino público e em 30% das universidades do Estado foram distribuídos 124 790 preservativos masculinos e femininos em 2016. O PNIVHTB, da Direção-Geral da Saúde, aumentou em 57% a entrega de contracetivos nas escolas em relação aos valores de 2015, ano em que foram distribuídos um total de 79 203 preservativos masculinos e femininos, segundo contas feitas pelo DN aos dados oficiais. Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida, explicou que “algumas das estruturas apoiadas pela Direção-Geral da Saúde, nomeadamente unidades de saúde e escolas, também solicitam preservativos às associações comunitárias, e por isso o número de preservativos rececionados por estes organismos é maior do que o assinalado”.

Depois de sucessivas críticas do Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT) a um “racionamento de preservativos” por parte do PNTVHTB, tendo chegado a frisar, em agosto de 2016, que “o material de prevenção tem sido cada vez mais insuficiente para as necessidades”, o programa melhorou a situação, pelo menos nos estabelecimentos públicos de educação. Pela primeira vez nos últimos três anos foram também distribuídos preservativos, num total de 11995, em escolas do ensino privado: dos níveis básico e pós-secundário, de educação e formação de adultos, cursos profissionais e vocacionais. Nas escolas, a responsabilidade da distribuição recai sobre o Gabinete de Informação e Apoio ao Aluno, “em articulação com as unidades de saúde”, referiu o gabinete do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Esse apoio partilhado ao aluno “poderá passar pelo encaminhamento dos jovens para a consulta de planeamento familiar, o que permitirá uma resposta integrada e abrangente”. O ministério garante que não está prevista a distribuição gratuita de preservativos em meio escolar.

Já a distribuição de preservativos nas unidades públicas de saúde diminuiu, tendo passado de 1,5 milhões em 2015 para 1,3 milhões em 2016. “Em alguns casos, devido a constrangimentos de materiais, foram fornecidas quantidades inferiores às solicitadas”, admitiu Isabel Aldir, diretorado Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida e Tuberculose, ressalvando que não ficou comprometida a entrega continuada. Em 2016 “foi sugerido às entidades registadas na plataforma informática para acesso a materiais preventivos que as quantidades pedidas fossem de acordo com um plano de distribuição a três meses, assegurando-se materiais para todas as instituições que no-los solicitam”, concluiu Isabel Aldir.

“Educação Sexual é, infelizmente, política”

CRÍTICAS O psiquiatra critica “desinvestimento” dos governos PSD-CDS. liga contra a Sida lamenta haver escolas sem educação sexual.

O psiquiatra Daniel Sampaio, que coordenou o grupo de trabalho que esteve na origem da atual Lei de Educação Sexual (de 2009), afirma que “infelizmente, a Educação Sexual é uma questão política” e critica “o desinvestimento que houve nos governos PSD-CDS na área da educação para a saúde”. Confrontado com a maior distribuição de preservativos nas escolas em 2016, o psiquiatra assinalou o facto como positivo, mas insistiu que “é preciso voltar a ter uma perspetiva de educação para a saúde”. A lei de 2009, lembra, “não abrangia apenas a educação sexual mas a alimentação, a atividade física, a prevenção do álcool e das drogas e a violência”.

Daniel Sampaio vê um caminho difícil pela frente. “Neste ano foi divulgado o Referencial da Educação para a Saúde, que já suscitou polémica por preverá educação sexual no pré-escolar.”

Maria Eugenia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida (LPCS), assinala que “uma das grandes preocupações da Liga é ainda existirem escolas que não garantem e nem promovem efetivamente a Educação Sexual”. A Liga “concorda com o Referencial de Educação para a Saúde, que admite a existência de Educação Sexual no pré-escolar e que visa a adoção de estilos de vida saudáveis e desenvolvimento de competências sociais e emocionais, sempre adequando a informação às diferentes faixas etárias”.

Maria Eugenia Saraiva defende que se vá mais além do que a simples distribuição de preservativos nas escolas. “Os nossos jovens merecem que exista uma articulação entre os ministérios da Educação e da Saúde e que a Educação Sexual não seja pontual ou ocasional e seja efetiva.”

Em 2015, os casos de infeção por VIH nas faixas etárias dos 15 aos 19 anos foram 17, dos 20 aos 24 anos foram 120 e dos 25 aos 29 anos foram 147. Gonçalo Lobo, presidente da Associação Abraço, critica a “falta de articulação entre os diferentes ministérios nesta matéria”. O facto de “haver o dobro dos preservativos nas escolas não nos garante que tenham sido distribuídos nos estabelecimentos de ensino onde há maior necessidade”.

 

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Médicos alarmados com número de jovens que não têm medo de vir a ter sida

Março 12, 2015 às 10:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 5 de março de 2015.

Por Marta F. Reis

Médicos estão preocupados com a “banalização” da doença, ao ponto de se pensar que ser infectado permite mais liberdade

Noites em discotecas que terminam com as pessoas todas sem roupa, embriagadas e sem se lembrarem sequer se usaram ou não preservativo nas relações com desconhecidos. Encontros e festas combinados através de aplicações como o Grindr ou o Scruff, mais utilizadas por homossexuais, onde por vezes é assumido que vão estar seropositivos e a protecção não é regra. Estes são alguns relatos que começam a preocupar os médicos que acompanham casos de VIH no país. Se as situações extremas surpreendem, a grande preocupação contudo é que os jovens, homossexuais e heterossexuais, parecem estar cada vez mais descuidados no sexo e a desvalorizar o impacto da doença.

“Os relatos mais desviantes de que ouvimos falar acabam por ser reflexo de uma banalização transversal da doença entre os jovens”, diz Paulo Rodrigues, director do serviço de infecciologia do Hospital de Loures. Sendo fenómenos que ocorrem em Portugal como no estrangeiro, o médico insiste contudo que orgias e festas sexuais não são as situações mais comuns. “Sempre houve promiscuidade, a questão de fundo é que as pessoas e em particular os jovens parecem estar a proteger-se menos. As festas estarão por trás de 1% dos casos, quando a grande maioria resulta não de comportamentos desviantes mas de descuidos.”

Da experiência deste médico, a maioria dos novos casos em jovens resulta de relações fortuitas em saídas em bares, festas com colegas da faculdade ou do trabalho em que existe menor preocupação com o uso do preservativo. Um infecciologista de um grande hospital do Norte, que prefere não se identificar, concorda. “Um caso genérico habitual é de um jovem que vai sair, bebe, tem relação desprotegida com alguém que conhece e nunca mais vê. Até fica preocupado, faz o teste passadas duas semanas mas dá negativo porque é demasiado cedo. E só mais tarde, ou porque em alguns casos há sintomas, é que percebe que se infectou”, diz o médico, testemunhando haver uma crescente desvalorização da doença mensurável em pequenas coisas, por agora subjectivas. “Nunca tive nenhum doente que me dissesse que ter VIH ou não lhe fosse indiferente, mas quando dizemos que vamos testar para o VIH e é como se disséssemos que vamos testar diabetes ou a pessoa chega com o diagnóstico e diz que é só tomar um comprimido nota-se uma mudança”, explica. “Nos novos diagnósticos em idades jovens as pessoas não parecem ficar surpreendidas, aceitam-nos melhor e é quase como estivessem à espera.”

Outra infecciologista do Centro Hospitalar Lisboa Central diz que por vezes a desvalorização da doença chega a ser assustadora, sobretudo quando já não se trata de falta de informação. Se entre os jovens heterossexuais, o receio da gravidez ainda obriga muitas vezes a utilização do preservativo, entre os rapazes homossexuais a médica admite que a situação é preocupante e que têm surgido nas consultas jovens com 18 e 19 anos. “A maioria não usa preservativo. Como são jovens a relacionar-se com jovens da mesma idade pensam que o risco é baixo e às vezes até parece que existe a ideia de que, como já é tão incidente, é possível ter uma vida normal, trabalhar, tomar a medicação sem os efeitos secundários do passado, e ser infectado permite mais liberdade.” A médica admite que existem relatos de festas sexuais mas acha pouco provável que em Portugal haja situações em que é partilhada medicação anti-retroviral entre parceiros ocasionais em festas, como sucede na prática do bareback descrita nos EUA e no Brasil. “Em Portugal a dispensa de anti–retrovirais é muito controlada nos hospitais”, diz.

Para Paulo Rodrigues, mais que estigmatizar grupos, importa reflectir sobre como se chegou a esta encruzilhada. E essa será uma história agridoce. Por um lado, resultará da melhoria nos tratamentos, da sobrevivência e da diminuição das doenças oportunistas desde os anos 90. Por outro, do esforço que houve para a não discriminação dos seropositivos. Mas com isto suavizou-se a doença. “Apesar de  grandes melhorias, o normal é não estar infectado”, diz o médico, defendendo ser necessária menos “cerimónia” na informação aos jovens. “O preservativo diminui a sensação de prazer, mas não a elimina.

E se uma pessoa for infectada terá de usar preservativo para sempre mesmo em relações duradouras.” Também o infecciologista do Norte defende que as campanhas deixem de passar a informação “a metade”, pois as sequelas do VIH existem. E apesar de a maioria das pessoas, com a nova medicação, lidarem bem com a infecção, por ano há mais de 200 mortes, também entre jovens.

Neste esforço, Paulo Rodrigues defende ser importante não voltar a cometer o “erro” de centralizar a análise da despreocupação em grupos como os homossexuais ou populações migrantes e interiorizar que por detrás das infecções estão comportamentos e não grupos. E mais de 60%dos casos no país surgem em contexto heterossexual.

A preocupação é que no futuro os casos de infecção VIH/sida tornem a subir, receio que vem de por exemplo a nível europeu estarem a aumentar outras infecções sexuais, como sífilis ou gonorreia. Os últimos dados nacionais apontam apenas um ligeiro aumento do peso das infecções em homossexuais jovens. Mas como muitos diagnósticos ainda são tardios, o comportamento que hoje preocupa os médicos poderá só se reflectir mais tarde nas estatísticas. Em relação à protecção houve um alerta recente. O último estudo Marktest sobre a atitude da população face à infecção, de 2013, revelou um retrocesso no uso de preservativo.

 

 

Children and AIDS: Sixth Stocking Report, 2013 – Novo relatório da Unicef

Dezembro 2, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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NEW YORK, 29 November 2013 – A new report released today by UNICEF shows great progress has been made to prevent mother-to-child transmission of HIV, with more than 850,000 new childhood infections averted between 2005 and 2012 in low- and middle-income countries.

However, the new 2013 Stocktaking Report on Children and AIDS raises the alarm on adolescents, citing the need for increased global and national efforts to address HIV and AIDS among this vulnerable age group.

AIDS-related deaths amongst adolescents between the ages of 10 and 19 increased by 50 per cent between 2005 and 2012, rising from 71,000 to 110,000, in stark contrast to progress made in preventing mother-to-child transmission. There were approximately 2.1 million adolescents living with HIV in 2012.

With additional funding and increased investment in innovation, many of the challenges could be overcome, the report says.

A new analysis featured in the report shows that by increasing investment in high-impact interventions to about US$5.5 billion by 2014, 2 million adolescents, particularly girls, could avoid becoming infected by 2020. Investments in 2010 were US$3.8 billion.

“If high-impact interventions are scaled up using an integrated approach, we can halve the number of new infections among adolescents by 2020,” said UNICEF Executive Director Anthony Lake. “It’s a matter of reaching the most vulnerable adolescents with effective programmes – urgently.”

High-impact interventions include condoms, antiretroviral treatment, prevention of mother-to-child transmission, voluntary medical male circumcision, communications for behaviour change, and targeted approaches for at-risk and marginalized populations. This is in addition to investments in other sectors such as education, social protection and welfare, and strengthening health systems.

In contrast to adolescents, progress has been impressive in the area of preventing new HIV infections among infants. Some 260,000 children were newly infected with HIV in 2012, compared to 540,000 in 2005.

“This report reminds us that an AIDS-free generation is one in which all children are born free of HIV and remain so––from birth and throughout their lives––and it means access to treatment for all children living with HIV,” said Michel Sidibe, Executive Director of UNAIDS. “It also reminds us that women’s health and well-being should be at the centre of the AIDS response. I have no doubt that we will achieve these goals.”

HIV and adolescents: Guidance for HIV testing and counselling and care for adolescents living with HIV

Novembro 30, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Adolescents (10–19 years) and young people (20–24 years) continue to be vulnerable, both socially and economically, to HIV infection despite efforts to date. This is particularly true for adolescents — especially girls — who live in settings with a generalized HIV epidemic or who are members of key populations at higher risk for HIV acquisition or transmission through sexual transmission and injecting drug use. In 2012, there were approximately 2.1 million adolescents living with HIV. About one-seventh of all new HIV infections occur during adolescence.

These guidelines provide specific recommendations and expert suggestions — for national policy-makers and programme managers and their partners and stakeholders— on prioritizing, planning and providing HIV testing, counselling, treatment and care services for adolescents.

 

Mais de dois milhões de adolescentes vivem com VIH/Sida

Novembro 29, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 25 de Novembro de 2013.

Mais de dois milhões de adolescentes vivem com VIH e o número de mortes associadas à infeção naquela faixa etária aumentou 50% em sete anos, enquanto diminuía 30% na população em geral, informou hoje a OMS.
Num documento hoje divulgado, em que apresenta pela primeira vez recomendações sobre o VIH direcionadas aos adolescentes, a Organização Mundial de Saúde (OMS) escreve que a população entre 10 e 19 anos tem sido prejudicada pela falta de uma atenção específica no tratamento e prevenção do VIH/Sida.

Esta “falta de um apoio efetivo e aceitável” para os adolescentes resultou num aumento de 50% no número de mortes associadas à sida naquela faixa etária entre 2005 e 2012, período no qual o número de mortes na população em geral diminuiu 30%.

Este aumento deve-se, em primeiro lugar, à fraca prioridade dada aos adolescentes nos planos nacionais de prevenção do VIH, à provisão desadequada de testes acessíveis e à falta de apoio aos adolescentes para que adiram aos tratamentos antirretrovirais, escreve a OMS.

Nas vésperas do Dia Mundial de luta contra a sida, que se assinala a 01 de dezembro, a OMS recorda que todos os adolescentes são vulneráveis ao VIH devido às transições físicas e emocionais e aos comportamentos menos avessos ao risco típicos deste período.

“Os adolescentes precisam de serviços de saúde e apoio desenhados para as suas necessidades. Têm menos probabilidades do que os adultos de serem testados ao VIH e muitas vezes precisam de mais apoio do que os adultos para se manterem nos cuidados de saúde e para continuarem os tratamentos”, diz o diretor do departamento de VIH/Sida da OMS, Gottfried Hirnschall, citado num comunicado da organização.

A vulnerabilidade dos adolescentes ao vírus é particularmente óbvia em zonas com epidemias generalizadas de VIH, como na África Subsaariana.

Cerca de um sétimo de todas as novas infeções por VIH acontecem na adolescência, alerta o chefe do programa de VIH da Unicef, Craig McClure, sublinhando que se não forem eliminadas as barreiras ao diagnóstico e ao tratamento – leis duras, desigualdades, estigma e discriminação que impedem o acesso a serviços como a prevenção, o diagnóstico e o tratamento – “o sonho de uma geração livre de sida nunca se realizará”.

Ao longo da próxima década, alerta a organização, as crianças que hoje vivem com VIH vão tornar-se adolescentes e, enquanto algumas estão já diagnosticadas e a receber tratamento, outras não foram diagnosticadas e/ou não estão a ser tratadas.

Na África Subsaariana, por exemplo, estima-se que apenas 10% dos rapazes e 15% das raparigas dos 15 aos 24 anos saibam se estão infetados com o VIH, alerta a OMS.

A organização recomenda aos governos que revejam as suas leis para facilitar que os adolescentes possam ser testados ao VIH sem precisarem do consentimento dos pais e sugere algumas formas de melhorar a qualidade do apoio aos adolescentes nos serviços de saúde.

“Os jovens precisam de ser mais bem equipados para gerirem a sua infeção por VIH e para tomarem controlo da sua saúde”, diz Elizabeth Mason, diretora do departamento de saúde materna, neonatal, infantil e adolescente da OMS.

“Vimos por exemplo no Zimbabué que, ao desenvolver serviços amigos dos adolescentes, é possível obter bons resultados entre os adolescentes. Apelamos a outros que se inspirem nestes exemplos”, acrescenta

 

Reunião do Grupo de Trabalho sobre infeção VIH na criança

Setembro 7, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No Child Born with HIV

Dezembro 9, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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The One Campaign launched “No Child Born with HIV” in 2010, featuring pregnant women wondering about the future of their unborn children. Singer Alicia Keys provides the voice over, telling us us that over 1,000 babies are born every day with HIV. “But the plain truth is this can all be prevented. We now have the medicine and the treatment to stop the spread of HIV from mother to child. We can reach the goal of no child born with HIV by 2015, but it won’t happen without you.”

Por dia, 2500 jovens são infectados com o VIH, diz o Relatório “Oportunidades na Crise”

Julho 22, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de Imprensa

A Bola

Março 8, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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“O filme passa-se algures num poeirento campo de futebol em Moçambique… “A Bola” é um olhar divertido sobre como o preservativo é utilizado neste país, onde cerca de 20 milhões de preservativos são distribuídos anualmente. Considerando que 4 milhões de homens moçambicanos são sexualmente activos, isto significa que cada homem só utiliza 5 preservativos por ano. Além dos homens, os miúdos são grandes consumidores de preservativos. Estes são muito baratos e com dois preservativos, um dentro do outro, mais alguns plásticos, e corda, os miúdos conseguem fazer uma bola de futebol em dez minutos.”

Realizador & Editor ORLANDO MESQUITA

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Ainda nascem crianças seropositivas em Portugal

Dezembro 6, 2010 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 1 de Dezembro de 2010.

Fotografia Diário de Notícias

A transmissão do  VIH de mãe para filho caiu a pique  em 15 anos. Em 1995, era de 20% e no ano passado de apenas  2,5%

“Eu tenho um dragão dentro de mim, que mato com a comida, com a água e a dormir. Precisamos de muita coragem. Temos de comer muito. Eu como quatro pratos antes de dormir. Um dos dragões que tenho é branco, preto e vermelho. Os outros são coloridos. Não me chateio de ter o meu dragão”, explica Sara (nome fictício), de 11 anos, ao DN. O dragão já tem um nome, embora Sara nunca o diga. Chama-se VIH e é o bichinho da sida.

A menina é uma das mais de 200 crianças em Portugal que foram infectadas através da mãe, durante a gravidez, parto ou aleitamento. No ano passado, o Grupo de Trabalho sobre Infecção por VIH na Criança detectou seis casos de transmissão vertical, o que corresponde a 2,5% da totalidade dos partos de mulheres infectadas(ver infografia). Em 1995 o número estava nos 20%. Mas o ideal será chegar a 1%. No País há entre 35 mil e 40 mil pessoas a viver com o vírus.

“Portugal é um dos países onde o rastreio nas grávidas se faz com maior abrangência. Muito poucas mulheres escapam ao filtro”, explica Teresa Branco, infecciologista do hospital Amadora-Sintra, referindo-se à queda acentuada de casos de transmissão vertical.

O ano de 1995 foi chave para esta mudança. Criaram-se as linhas orientadoras para o tratamento nas grávidas, a opção pela cesariana selectiva e a medicação combinada. Mas ainda se pode fazer mais. “Os nossos maiores problemas são a gravidez não vigiada e a imigração, sobretudo mulheres que vêm de África sem acompanhamento ou tratamento”, diz ao DN Cristina Guerreiro, obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Também “há casos de transmissão em que a gravidez foi seguida e que têm de ser melhor estudados”, conta. Com “medicamente não é possível fazer mais”.

É preciso “assegurar que todas as mulheres são seguidas e a gravidez a planeada para reduzir ainda mais o risco”, defende Teresa Branco. Há ainda o facto de muitas desconhecerem estar infectadas. “Quando as relações se tornam estáveis, abandonam o uso preservativo sem fazerem o teste”, relata.

Sara não se lembra da primeira vez que ouviu falar do dragão e confessa que já não faz perguntas há algum tempo sobre o assunto. “Acho que a minha mãe espreitou para dentro de mim e viu como é o meu dragão. Perguntei-lhe se o podia matar, se ele era gigante e se podia fazer tudo o que quisesse.”

Conversadora, animada, sempre a saltitar na cadeira, já sabe o que quer ser quando for grande. “Veterinária ou bombeira… Não, veterinária. É isso que vou ser!”, conta, decidida. Gosta de brincar, ver televisão e está na fase em que acha que nunca vai gostar de rapazes. “A minha avó diz que só aos 18 anos e eu ainda só tenho 11!”

Sabe que tem de ter cuidados extra e que por causa do dragão tem de tomar “quatro comprimidos de manhã e quatro à noite”. “Se cair na escola vou ter com uma das auxiliares e fico como nova. É importante para as pessoas que têm dragões e doenças como eu. Há algumas pessoas que não têm doenças e que são más. Chateiam e gozam com os outros”, conta.

Sara sabe que não pode falar do dragão a ninguém. É a forma que a mãe encontrou de a proteger da discriminação. “É aconselhado aos pais que escolham uma pessoa a quem dizer e que possa agir quando necessário. Temos muitos problemas porque a discriminação começa nos professores e auxiliares”, explica ao DN Filipa Farrajota, psicóloga na Abraço.

A história do dragão foi a forma como encontraram de ajudar os mais novos a lidar com a doença. “É muito importante falar e trabalhar com eles desde crianças. Os que não são trabalhados nessa fase, que descobrem a doença na adolescência entram em negação completa”, explica.

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