Estudo revela que mais de um terço dos jovens não usou preservativo na última relação sexual

Abril 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Mais de um terço dos jovens inquiridos num estudo nacional relatou não ter usado preservativo na última relação sexual e 14,5% disse ter tido relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas.

“Uma minoria significativa” reportou não ter usado preservativo na última relação sexual (34,1%), sublinha o estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes”, divulgado a propósito do 10.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, que vai decorrer na quarta e na quinta-feira em Lisboa.

A investigação, a que a agência Lusa teve acesso, concluiu que são os rapazes que mais frequentemente usam preservativo, que têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas e que não têm a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV).

O estudo realizado em Portugal faz parte do Health Behaviour in School Aged Children (HBSC) 2018, um inquérito realizado de quatro em quatro anos em 48 países, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, que pretende estudar os comportamentos dos adolescentes nos seus contextos de vida e a sua influência na sua saúde/bem-estar.

Segundo os dados recolhidos em Portugal, os jovens mais novos, do 8º ano, são os que mais frequentemente têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas, realça o estudo, advertindo que estes resultados “podem ter implicações significativas na alteração das políticas de educação e de saúde, direcionando-as para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais nas várias estruturas que servem de apoio aos adolescentes portugueses”.

Os autores do estudo apontam como justificações possíveis para estes resultados “o desinvestimento na educação sexual”, a redução do número de campanhas de prevenção e o facto de a infeção se ter passado a considerar uma doença crónica e não uma “sentença de morte”, o que “poderá estar a desvalorizar a importância da proteção.

O estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes” abrangeu 5.695 adolescentes, 53,9% dos quais raparigas, com uma média de idades de 15,46 anos, a frequentarem o 8º ano, o 10º ano ou o 12º ano.

A maioria dos adolescentes inquiridos mencionou já ter tido um relacionamento amoroso, apesar de não ter no momento (48,4%), sobretudo os rapazes (51,8%) e os adolescentes do 8.º ano (50,9%).

Segundo o estudo, a maior parte disse não ter tido relações sexuais (77%). Dos que referiram já ter tido, contaram que a primeira relação sexual foi aos 15 anos.

Os dados indicam também que 85,6% dos inquiridos não realizaram o teste de VIH e 84,7% não têm a vacina contra o HPV.

Segundo os últimos dados estatísticos da UNICEF, cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com o VIH/sida, por hora no mundo em 2017, números “particularmente alarmantes se se considerar que nos restantes grupos etários a epidemia estará a diminuir”.

Em Portugal, a situação é também preocupante pois cerca de um terço dos infetados com o VIH/sida tem menos de 30 anos e cerca de 16% tem entre 15 e 24 anos.

O estudo lembra que o melhor meio de evitar a infeção VIH/sida e outras infeções sexualmente transmissíveis continua a ser o preservativo.

HN // JMR

Lusa/fim

 

Ainda é difícil aos pais falar com os rapazes sobre preservativos

Janeiro 5, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de dezembro de 2018.

Os adolescentes que não conseguem falar com os pais podem falar com os médicos sobre sexo seguro.

Reuters

Muitos rapazes querem que os seus pais falem com eles sobre preservativos. Mas um estudo feito nos EUA revela que estas conversas são complicadas e deixam os jovens com ideias confusas sobre o que é praticar sexo seguro.

O estudo foi feito pelo Centro de Saúde para Adolescentes e Famílias Latinas da cidade de Nova Iorque, a partir de entrevistas feitas a 25 pares constituídos por pai e filho de origem afro-americana ou latina, que vivem em bairros onde a taxa de gravidez na adolescência e os casos de infecções sexualmente transmissíveis são muito superiores à média nacional.

A pesquisa revela que a maioria dos pais e filhos falaram sobre sexo, mas muitos dos pais sentiram-se mal preparados para explicar as complexidades do uso do preservativo. Muitos dos adolescentes tinham apenas uma ideia vaga da importância de usar preservativo e não tinha um claro entendimento de como ter sexo seguro.

“Descobrimos que os pais muitas vezes referem o uso de preservativo, mas em termos gerais”, afirma o principal autor Vincent Guilamo-Ramos, director do Centro de Saúde para Adolescentes e Famílias Latinas.

No entanto, os pais raramente se sentem à vontade para dar orientações específicas sobre o uso correcto e consistente ou sobre os erros e problemas comuns com preservativos, como aplicá-lo tarde demais ou o que fazer quando se rompe, explica Guilamo-Ramos por e-mail.

As idades médias eram 17 para os filhos e 44 para os pais – o que significa que muitos dos pais atingiram a maioridade nos anos 1980, quando a educação sexual muitas vezes se concentrava na abstinência, em vez de tomar decisões informadas sobre o controlo da natalidade.

Os jovens do estudo declararam que queriam ouvir os seus pais sobre esse tema e esperavam que fossem eles a iniciar uma conversa sobre o mesmo. Como disse um adolescente: “Eu quero que ele diga que quer falar sobre algo importante e que isso beneficiará meu futuro.”

Outro adolescente ressaltou a importância de ter os factos para evitar erros: “A coisa mais importante é usar o preservativo, como colocá-lo no caminho e estar ciente do que estamos a fazer quando o usamos.”

Por seu lado, os pais revelaram a necessidade de eles próprios aprenderem algo sobre o tema e expressaram interesse em ter recursos educacionais para ajudá-los a prepararem-se para conversar com os filhos. “Estou disposto a ensiná-lo o máximo possível, tudo o que ele precisa saber, mas se estou ensiná-lo, na verdade também estou a aprender”, disse um dos progenitores entrevistados.

De salientar que o estudo não prova que conversas entre pais e filhos sobre preservativos teriam impacto na saúde sexual ou nas opções contraceptivas dos adolescentes. Ainda assim, os resultados sublinham a importância de os pais terem uma comunicação frequente, contínua e aberta com adolescentes sobre sexo, defende Kate Lucey, da Universidade Northwestern, e do Hospital Infantil de Chicago Ann & Robert H. Lurie.

“Doenças sexualmente transmissíveis como gonorréia, clamídia e sífilis, estão em alta entre os adolescentes, e o uso de preservativos é uma das melhores maneiras de preveni-las”, acrescenta Lucey. Os adolescentes que não conseguem falar com os pais podem falar com os médicos sobre sexo seguro, conclui.

 

Distribuição de preservativos nas escolas aumentou 57% em 2016

Fevereiro 17, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de fevereiro de 2017.

PRESERVATIVOS  DISTRIBUIÇÃO NAS ESCOLAS AUMENTOU 57% EM 2016

RUTE COELHO

Dia Mundial. O Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida aumentou em 57% a entrega de contracetivos no ensino público no ano passado.

A oferta de preservativos nas escolas públicas portuguesas teve uma subida.de 57% em 2016, segundo dados oficiais do Programa Nacional para a Infeção VIH / Sida e Tuberculose (PNIVHTB) avançados ao DN. Hoje assinala-se o Dia Internacional do Preservativo, com uma tónica cada vez maior na prevenção.

Em 70% das escolas secundárias do ensino público e em 30% das universidades do Estado foram distribuídos 124 790 preservativos masculinos e femininos em 2016. O PNIVHTB, da Direção-Geral da Saúde, aumentou em 57% a entrega de contracetivos nas escolas em relação aos valores de 2015, ano em que foram distribuídos um total de 79 203 preservativos masculinos e femininos, segundo contas feitas pelo DN aos dados oficiais. Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida, explicou que “algumas das estruturas apoiadas pela Direção-Geral da Saúde, nomeadamente unidades de saúde e escolas, também solicitam preservativos às associações comunitárias, e por isso o número de preservativos rececionados por estes organismos é maior do que o assinalado”.

Depois de sucessivas críticas do Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT) a um “racionamento de preservativos” por parte do PNTVHTB, tendo chegado a frisar, em agosto de 2016, que “o material de prevenção tem sido cada vez mais insuficiente para as necessidades”, o programa melhorou a situação, pelo menos nos estabelecimentos públicos de educação. Pela primeira vez nos últimos três anos foram também distribuídos preservativos, num total de 11995, em escolas do ensino privado: dos níveis básico e pós-secundário, de educação e formação de adultos, cursos profissionais e vocacionais. Nas escolas, a responsabilidade da distribuição recai sobre o Gabinete de Informação e Apoio ao Aluno, “em articulação com as unidades de saúde”, referiu o gabinete do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Esse apoio partilhado ao aluno “poderá passar pelo encaminhamento dos jovens para a consulta de planeamento familiar, o que permitirá uma resposta integrada e abrangente”. O ministério garante que não está prevista a distribuição gratuita de preservativos em meio escolar.

Já a distribuição de preservativos nas unidades públicas de saúde diminuiu, tendo passado de 1,5 milhões em 2015 para 1,3 milhões em 2016. “Em alguns casos, devido a constrangimentos de materiais, foram fornecidas quantidades inferiores às solicitadas”, admitiu Isabel Aldir, diretorado Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida e Tuberculose, ressalvando que não ficou comprometida a entrega continuada. Em 2016 “foi sugerido às entidades registadas na plataforma informática para acesso a materiais preventivos que as quantidades pedidas fossem de acordo com um plano de distribuição a três meses, assegurando-se materiais para todas as instituições que no-los solicitam”, concluiu Isabel Aldir.

“Educação Sexual é, infelizmente, política”

CRÍTICAS O psiquiatra critica “desinvestimento” dos governos PSD-CDS. liga contra a Sida lamenta haver escolas sem educação sexual.

O psiquiatra Daniel Sampaio, que coordenou o grupo de trabalho que esteve na origem da atual Lei de Educação Sexual (de 2009), afirma que “infelizmente, a Educação Sexual é uma questão política” e critica “o desinvestimento que houve nos governos PSD-CDS na área da educação para a saúde”. Confrontado com a maior distribuição de preservativos nas escolas em 2016, o psiquiatra assinalou o facto como positivo, mas insistiu que “é preciso voltar a ter uma perspetiva de educação para a saúde”. A lei de 2009, lembra, “não abrangia apenas a educação sexual mas a alimentação, a atividade física, a prevenção do álcool e das drogas e a violência”.

Daniel Sampaio vê um caminho difícil pela frente. “Neste ano foi divulgado o Referencial da Educação para a Saúde, que já suscitou polémica por preverá educação sexual no pré-escolar.”

Maria Eugenia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida (LPCS), assinala que “uma das grandes preocupações da Liga é ainda existirem escolas que não garantem e nem promovem efetivamente a Educação Sexual”. A Liga “concorda com o Referencial de Educação para a Saúde, que admite a existência de Educação Sexual no pré-escolar e que visa a adoção de estilos de vida saudáveis e desenvolvimento de competências sociais e emocionais, sempre adequando a informação às diferentes faixas etárias”.

Maria Eugenia Saraiva defende que se vá mais além do que a simples distribuição de preservativos nas escolas. “Os nossos jovens merecem que exista uma articulação entre os ministérios da Educação e da Saúde e que a Educação Sexual não seja pontual ou ocasional e seja efetiva.”

Em 2015, os casos de infeção por VIH nas faixas etárias dos 15 aos 19 anos foram 17, dos 20 aos 24 anos foram 120 e dos 25 aos 29 anos foram 147. Gonçalo Lobo, presidente da Associação Abraço, critica a “falta de articulação entre os diferentes ministérios nesta matéria”. O facto de “haver o dobro dos preservativos nas escolas não nos garante que tenham sido distribuídos nos estabelecimentos de ensino onde há maior necessidade”.

 

Um jogo sexual está a preocupar as autoridades espanholas

Janeiro 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do http://www.dn.pt/ de 9 de janeiro de 2017.

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A não utilização de preservativos agrava os riscos deste comportamento | Arquivo Global Imagens

Médicos alertam para riscos deste comportamento, depois de aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens

Um aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis na unidade de adolescentes de um hospital de Madrid e pelo menos quatro casos de gravidezes indesejadas são sinais que estão a preocupar as autoridades de saúde da capital espanhola, que alertam para um jogo sexual perigoso, chamado “roleta sexual” ou “Juego del Muelle”, segundo o jornal El Mundo.

De acordo com o jornal, há um vídeo de quatro minutos que se tornou viral nas redes sociais em Espanha e mostra como se joga: cinco rapazes estão sentados sem roupa interior e três raparigas, nuas da cintura para baixo, sentam-se aos seus colos. A cada 30 segundos, as raparigas mudam para o colo do rapaz ao lado. Perde o jovem que ejacular primeiro.

Todos os jovens que aparecem no vídeo são menores de idade e em cima de uma mesa são visíveis várias garrafas de álcool e cigarros. Um dos jovens contou ao jornal espanhol que faz este jogo regularmente com os amigos, tendo recebido as instruções do jogo por uma mensagem no Whatsapp. O rapaz, que não se quis identificar, contou ainda que não usam preservativo. Os jovens contam também que este começou na Colômbia, onde é conhecido por Carrossel.

Os serviços de saúde espanhóis dizem que pelo menos quatro adolescentes ficaram grávidas em 2016 ao fazer este jogo, mas admitem que é difícil chegar a um número real, pois as jovens não contam como engravidaram. “É algo relativo, impossível de comprovar, pois elas não dizem”, disse uma fonte médica ao El Mundo.

Difícil de contabilizar é também o número de casos de doenças transmitidas neste tipo de jogo. Pilar Lafuente, ginecologista do Hospital La Paz, em Madrid, diz que passou de ver “dois ou três casos [de DST] por ano para atender 10 menores de idade por trimestre”.

“O problema é que se unem a inconsciência e a imaturidade. Com boa educação sexual isto não aconteceria”, explicou a psicóloga e sexóloga Ana Lombardía, citada pelo jornal. A especialista explica alguns dos problemas práticos deste tipo de comportamento: “os rapazes podem ter problemas de ereção e de controlo da ejaculação. Mas é pior para as raparigas. A dor de serem penetradas sem estarem excitadas cria vaginismo: a vagina está contraída e isso cria lacerações e feridas”.

Além disso, mesmo que os rapazes usem preservativo, as raparigas estão “totalmente indefesas”, continua Lombardía. “Elas vão rodando e entram em contacto com as secreções das outras. Logo contraem VIH, hepatite C, sífilis, gonorreia e o HPV”.

“Os adolescentes são cada vez mais precoces e têm acesso ao álcool, drogas e sexo mais cedo. Aborrecem-se rápido e procuram outras formas de se divertirem sexualmente”, explicou a psicóloga e sexóloga.

O estudo internacional Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), revelado no ano passado, mostrou que a não utilização de preservativo é um problema grave entre os jovens portugueses: 25% disseram não usar.

 

ONU recomenda educação sexual a partir dos 12 anos

Março 18, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do Público de 7 de março de 2014.

mais informações aqui ou aqui

As Nações Unidas, por meio da Organização Mundial de Saúde (OMS), destacam a importância da educação sexual nas escolas a partir dos 12 anos com o objectivo de os jovens se familiarizem com o uso de anticoncepcionais.

Esta directriz integra as novas recomendações publicadas nesta semana por esta agência da ONU sobre o acesso aos anticoncepcionais para evitar a gravidez indesejada e sobre a informação relacionada com educação sexual.

“A pesquisa mostra que a melhor idade é a partir dos 12 ou 13, mas pode começar já (…) aos dez anos”, explicou durante uma conferência de imprensa a directora do departamento de Saúde Reprodutiva da OMS.

A educação sexual deve ser feita em casa, mas também na escola, já que “a maioria dos pais não a desenvolvem em casa”, em especial no continente africano, disse à AFP.

Segundo a OMS, quase 222 milhões de mulheres e de jovens não desejam engravidar ou pretendem adiar esse momento sem utilizar anticoncepcionais. Por isso, recomenda que todas as pessoas interessadas no uso de anticoncepcionais possam ter acesso à informação sobre os diferentes métodos existentes. Com estas medidas, a OMS espera que as adolescentes possam ter a possibilidade de utilizá-los sem a autorização paterna.

Alunos portugueses com baixa auto-estima escolar

Maio 8, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 3 de Maio de 2012.

Por Marta F. Reis

Estudo internacional patrocinado pela OMS testemunha obesidade nos jovens portugueses

Não estão entre os que mais horas passam a ver televisão. Começam a fumar mais tarde – 16% das raparigas e 19% dos rapazes com 15 anos dizem ter experimentado pela primeira vez um cigarro aos 13 ou mais cedo e em países como França, Espanha ou Alemanha, a percentagem supera os 20%. Aos 15 anos, as portuguesas estão entre as que admitem menos vezes beber pelo menos uma vez por semana (só 6% o fazem e na Grécia, no topo da tabela, são 34%). Os últimos dados comparáveis sobre saúde e bem-estar dos adolescentes em 40 países da Europa, de Israel, dos EUA e do Canadá – no âmbito do estudo da OMS “Health Behaviour in School-Aged Children” (HBSC) – foram divulgados ontem. Os jovens portugueses surpreendem por ser dos que tomam mais vezes o pequeno-almoço e consomem mais fruta, mas estão entre os que se sentem menos vezes bons alunos e mais pressionados pela escola. São também dos que reportam mais problemas de obesidade.

O estudo contou com entrevistas a 200 mil adolescentes de 11, 13 e 15 anos, em 2009 e 2010, sendo 4036 portugueses, num trabalho coordenado por Margarida Gaspar de Matos, da Universidade Técnica de Lisboa. Portugal surge “confortavelmente” a meio na tabela e há melhorias a assinalar, diz ao i a investigadora. É o caso dos resultados sobre vida sexual ou violência na escola.

Apesar de vários estudos sugerirem o início precoce da vida sexual, aos 15 anos só 18% das raparigas e 27% dos rapazes admitem já ter tido relações. Aos 15 anos, 84% das raparigas portuguesas dizem ter usado preservativo na última relação sexual. Na Suécia apenas 58% o fizeram. E nos indicadores de bullying Portugal surge em 10.o lugar, com menos jovens a dizerem que estiveram envolvidos em lutas: 3% das raparigas e 18% dos rapazes com 13 anos estiveram envolvidos em pelo menos três episódios de violência física. Em Espanha as percentagens são de 23% e 28%.

Os piores indicadores permanecem em problemas que já tinham sido diagnosticados pelo projecto, que inclui Portugal desde 1998, alerta Gaspar de Matos. Apenas 61% das raparigas de 11 anos e 57% dos rapazes dizem ter um desempenho escolar bom ou muito bom (a média dos países é de 77% e 71%). Aos 13 anos, os jovens colocam Portugal como o penúltimo país (só atrás da Alemanha) onde há mais baixa auto-estima escolar. Embora os resultados nacionais não sejam assim tão maus – e os estudos sobre educação da OCDE demonstram que têm melhorado – há outro indicador preocupante: aos 15 anos os jovens portugueses são os segundos que se dizem mais pressionados pelas tarefas escolares, sobretudo as raparigas.

Sobre os indicadores de obesidade, Gaspar de Matos acredita que é cedo para perceber como vão evoluir, embora seja a primeira vez que Portugal surge tão acima: aos 13 anos, 22% dos rapazes e 13% das raparigas reportam excesso de peso, a quarta maior incidência. Para a investigadora, mais premente é o reforço da actividade física, sobretudo nas raparigas de 15 anos: só 6% dizem fazer exercício físico moderado a intenso pelo menos uma hora por dia, o que põe Portugal na cauda da Europa, com França, Suíça e Itália.

 

 

Health Behaviour in School-aged Children: international report from the 2009/2010 survey

Maio 7, 2012 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o estudo Aqui

A Bola

Março 8, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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“O filme passa-se algures num poeirento campo de futebol em Moçambique… “A Bola” é um olhar divertido sobre como o preservativo é utilizado neste país, onde cerca de 20 milhões de preservativos são distribuídos anualmente. Considerando que 4 milhões de homens moçambicanos são sexualmente activos, isto significa que cada homem só utiliza 5 preservativos por ano. Além dos homens, os miúdos são grandes consumidores de preservativos. Estes são muito baratos e com dois preservativos, um dentro do outro, mais alguns plásticos, e corda, os miúdos conseguem fazer uma bola de futebol em dez minutos.”

Realizador & Editor ORLANDO MESQUITA

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