7 presentes que os pais têm de dar aos filhos neste Natal

Dezembro 17, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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wenji8

Texto do site http://uptokids.pt/

A experiência de ter filhos talvez seja uma das mais ricas da humanidade. É através das crianças que se perpetua o legado da humanidade tanto no sentido cultural como no que se refere à própria sobrevivência da espécie.

A sociedade consumista em que vivemos relaciona cada vez mais o amor que os pais podem ter pelos seus filhos aos bens materiais que estes proporcionam. Hoje, as crianças têm interesse e os seus “sonhos de consumo” estão muitas vezes relacionados com objetivos tecnológicos que são REALMENTE caros.

Mas a real felicidade de uma criança passa a anos-luz destas compras e, no final, o que nu fundo importa para a criança é ter a presença de quem mais ama: uma presença de qualidade.
Abaixo apresentamos alguns exemplos de VERDADEIROS PRESENTES DE NATAL que os pais podem (e devem) dar aos filhos:

1. Tempo.

Um estudo publicado em childwelfare.gov descobriu que “Desde o nascimento, as crianças que têm um pai envolvido nas suas vidas, são mais propensas a ser emocionalmente seguras, a ser confiantes para explorar o que as rodeia e, à medida que crescem, têm melhores relações sociais com os seus colegas. Estas crianças são também menos propensas a ter problemas em casa, na escola ou no meio em que vivem.” Ter os pais envolvidos na sua vida é um melhor indicador social de sucesso, no futuro, do que ter dinheiro ou estatuto social. E isto já diz o suficiente.

2. Rotina.

Uma rotina estruturada, acompanhada, onde exista uma sequência organizada de atividades e em que se separa um tempo predeterminado, é de extrema importância na vida de uma criança, pois é através desta rotina que se criam vínculos afetivos, se garante saúde e se educa para a vida.

Muitos relacionam a rotina com repetição, falta de opção e monotonia, mas no dia-a-dia com crianças, as coisas têm de ser diferentes. A rotina é necessária, concordam vários especialistas.

“É importante para o desenvolvimento emocional da criança, para que ela se organize internamente”, explica a psicóloga Maria Cristina Gomes. “Sem rotina, os filhos podem transformar-se num grande problema”, diz o pediatra Glaucio de Abreu. “Ficam irritadiços, inconvenientes e chatos. Geralmente, não dormem nem comem bem, o que pode gerar problemas de saúde, como a desnutrição e a obesidade”. Mais tarde, segundo o médico, esta criança não terá uma boa produtividade, na escola, ou será um jovem com excesso de atividades, mais vulnerável ao stresse, porque não aprendeu a coordenar e administrar a vida, ou seja, todas as crianças adoram manter uma rotina estruturada, pois para elas representa segurança.

A rotina não deve ser vista como rígida e estática. Ela deverá, sim, ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário.

3. Um animal de estimação

Os animais de estimação podem ensinar responsabilidade e compaixão às crianças. As crianças que possuem animais são significativamente mais empáticas e pró-sociais.

Os animais de estimação podem também proporcionar uma sensação de segurança e reduzir a ansiedade. Por estas razões, os animais são muitas vezes utilizados em terapias com crianças.

4. Um instrumento

Tocar um instrumento musical tem inúmeros benefícios para as crianças: desde melhorar a memória e capacidades matemáticas até à criatividade, à autoexpressão e à redução do stresse. Se o seu filho participar numa banda ou numa orquestra isso pode melhorar as suas capacidades sociais e ampliar o seu grupo de amigos. Alguns músicos iniciados acabam mesmo por seguir carreiras musicais.

5. Memórias

Só tem memórias quem vive e partilha momentos e, acredite, essas memórias não estão relacionadas com o valor gasto nessa ocasião. Os momentos mais felizes recordados por um adulto podem ser as lembranças dos pequenos almoços em que o pai lhe servia o leite, ou quando a mãe oferecia o colo após uma dificuldade. Não tenha dúvidas, experimente analisar as suas memórias e concluirá que, mesmo que um presente seja caro e muito atraente, nunca transmite a verdadeira mensagem que se quer pretende. Passados 20 anos, se uma criança esteve a brincar na sua praça, ou fez uma viagem à Disney, não terá a importância que parece ter hoje, desde que o tenha feito com os seus pais.

6.Limites

Ah, como os pais sofrem para dar este presente aos filhos (sofrem mais que os filhos). Lembre-se que são os limites que ensinarão os seus filhos a viver, que ensinam até onde ir sem colocar a vida em risco, ou qual o ponto que deve ser respeitado antes da pessoa se perder. Um bom pai deve entender que os limites serão os grandes alicerces que darão rumo na estruturação de uma personalidade saudável para que se forme um adulto com a capacidade de perspetivar a vida. Adultos maduros e que sabem ser mais tolerantes relativamente às adversidades da vida aprenderão, certamente, a lidar melhor com os limites.

7. Exemplos

Na função de pai ou de mãe, estamos sempre a ensinar, embora não nos demos conta. Ser honesto, paciente, tolerante, humilde, solidário, cuidadoso? Se passarmos a nossa vida a olhar para lá dos nossos próprios problemas, os nossos filhos irão certamente compreender. Não há dúvida, os filhos, na maioria das vezes, seguirão o nosso exemplo e esses exemplos serão o MAIOR e mais VALIOSO presente que qualquer pai ou mãe poderá oferecer ao seu filho.

E, é claro, se pudermos investir um pouco mais nesses contextos, será um mérito nosso e isso oferecerá a todos um maior conforto. Só não devemos inverter as prioridades!!!

Nota: ah, e um presente muito importante e que não precisa de explicações: Livros!

Imagem@wenji8

Por Josie Conti para o site Conti Outra, por Babelia Traduções para Up To Kids®

 

Como lidar com as expectativas das crianças no Natal

Dezembro 14, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site da http://www.portoeditora.pt

Porto editora

Paula Monteiro

Aproxima-se o Natal, uma das épocas mais bonitas do ano. Muitos pais esforçam-se para não dececionar os seus filhos, cheios de expectativas trazidas de Natais anteriores e da publicidade da época. Todos querem a oportunidade de ver as suas carinhas de satisfação ao abrirem os presentes.

Por diversas razões, muitos pais questionam-se: “Devo dar-lhe tantos presentes?”; “Será que eles conseguem valorizar os nossos esforços para lhes darmos isto?”; “Conseguirão pensar na sorte que têm em receber presentes (não importa quantos), enquanto outros pouco ou nada têm?”; ”Que impacte terá isto no seu desenvolvimento?”.
Todos os pais querem que os seus filhos sejam felizes, e um dos ingredientes indispensáveis é a capacidade de sentir gratidão. Receber presentes no Natal é uma excelente oportunidade para exercitar este sentimento: “Que bom, recebi o jogo que tanto queria!” Uma criança que não sinta gratidão ao receber presentes não é uma criança plenamente feliz. A simples curiosidade em saber o que está para lá do papel de embrulho dura muito pouco tempo, mas a felicidade dada por um brinquedo que se deseja, e a consciência de que alguém se lembrou dela, é duradoura. Isto é mais fácil de conseguir quando a criança recebe menos brinquedos, pois não se dispersa nem vulgariza o que recebeu. Ela tem de perceber porque é tão importante aquilo que tem. Outro ingrediente para ser feliz é a empatia. Se as pessoas à volta da criança estiverem felizes, ela também estará. O Natal é tempo de dar — por isso é que se recebe! Aproveite este Natal para desenvolver nos seus filhos noções como “ser feliz”, a gratidão e o cuidado com os outros. As sugestões que se seguem podem ser um bom começo:

1. Estabeleça um orçamento
Decida quanto vai gastar nas prendas de Natal ou quantos desejos vai satisfazer. Assim, se o seu filho pedir um presente muito acima do que pretende gastar, não tem de dizer que não tem dinheiro (esta frase baralha as crianças, porque continuam a ver os pais a comprar outras coisas usando o dinheiro que disseram não ter!). Basta dizerem que não têm orçamento para isso; ou seja, que o dinheiro que têm vai ser gasto de outra forma. São os pais que controlam a situação, não as circunstâncias nem a criança. Desta forma, os pais vão poder lidar melhor com a culpa de dar de mais ou de menos – a responsabilidade é do orçamento!

2. Peça-lhes uma lista
Peça-lhes que façam uma lista dos presentes que querem (p. ex., dez). Dessa lista, peça-lhes que escolham aqueles de que gostam mesmo muito (p. ex., cinco). E desses, peça-lhes que escolham o(s) presente(s) (de um a três) que gostariam mesmo de ter se só pudessem ter esse(s). A escolha pode ser difícil, mas escolher de entre os itens da sua lista desenvolverá a sua capacidade de escolha e trabalhará a sua resistência à frustração, se os pais enfatizarem que eles não terão todos os presentes da sua lista: só aqueles que querem mesmo! Se quiser reduzir o número de presentes relativamente ao ano anterior, deve fazê-lo de forma gradual; passar de trinta para dez pode ser dececionante de mais para poder exercitar gratidão. No entanto, se a situação familiar não o permitir, fale com os seus filhos antes do Natal e explique o que se passa, sem muitos pormenores: mostre que está a controlar tudo, para lhes dar segurança, e fale-lhes do orçamento que todos têm de seguir.

3. Exercite a empatia dando presentes
Existem muitas pessoas à volta das crianças que elas podem fazer mais felizes, algo que também contribui para a sua própria felicidade. As crianças podem ajudar a comprar um presente para um irmão ou um dos pais; este deve ser escolhido tendo em conta aquilo de que a outra pessoa poderá gostar. As crianças podem também oferecer brinquedos que já não usem a alguém em particular ou a instituições. No entanto, devem ser as crianças e não os pais a escolher que brinquedos oferecer. Serem elas a fazê-lo dá-lhes uma sensação de controlo, ajuda-as a lidar com a perda de forma inofensiva (de um brinquedo que já não usam) e permite-lhes experimentar a verdadeira generosidade, ao oferecerem algo a outra pessoa que parte de si quereria manter. Serem os pais a fazê-lo pode violar os limites da criança e retira-lhes a oportunidade de experimentar tudo isto.

4. Ponha o foco na família
Na noite de Natal, mantenha um ambiente agradável. É verdade que o momento da troca de presentes é especialmente valorizado pelas crianças; mas, nos próximos anos, elas irão lembrar-se melhor da atmosfera emocional daquela noite do que dos presentes que receberam.
Depois da euforia da troca de presentes, o Natal continua. No fim da noite, mostrem uns aos outros os presentes que receberam. Incentivem os vossos filhos a terem a atitude certa perante todos (“Que bom que tiveste isso!”, “Vais poder fazer isto ou aquilo com essa prenda!”). Por fim, reserve um último presente para ser aberto no fim da festa ou na manhã seguinte. Em minha casa, chamamos-lhe “o presente da família”: qualquer coisa que todos os membros recebem e partilham, que não é de ninguém em particular mas de todos (um jogo de tabuleiro, por exemplo) e que podem usar juntos.

A beleza da época natalícia não se resume às decorações, às músicas e aos presentes. Esta é uma boa altura para desenvolver nos filhos a gratidão, a generosidade e a empatia, competências de escolha, de tomada de decisão e de resistência à frustração. Mas, a par disto, é uma excelente oportunidade para reforçar os laços afetivos e a unidade familiar, pois uma família fortalecida cria adultos melhores e mais felizes.

 

Paula Monteiro – é psicóloga clínica, formada pela Universidade do Porto, coach em liderança e formadora. Desde há quinze anos que trabalha com famílias, no sentido de desenvolver estratégias para resolver problemas do dia a dia e reforçar os laços familiares. As suas intervenções incidem, também, em áreas como a orientação vocacional, a sobredotação, a terapia de casais, a escola de pais e a segurança infantil, na quais, por si, falam os resultados de um trabalho sério e aprofundado. Como oradora, tem participado em conferências e dado palestras em escolas e organismos privados por todo o país. É também mãe de quatro filhos jovens adultos.

 

 

Tertúlia – Presentes : os melhores não têm embrulho no Teatro Rápido (Chiado) dia 18 de dezembro

Dezembro 13, 2013 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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convite

Tendo em conta o número limitado de lugares, solicita-se confirmação para forumdireitoscriancas@gmail.com

Adolescentes portugueses recebem dez presentes

Janeiro 3, 2011 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Diário de Notícias de 21 de Dezembro de 2010.

Os adolescentes portugueses recebem entre seis a dez presentes no Natal. E a maioria deles confessa que prevê gastar cem euros em presentes. Estas são algumas das questões do inquérito sobre o Natal realizado pela comunidade online Habbo.

A rede social destinada a adolescentes entre os 13 e os 17 anos questionou ainda os jovens portugueses sobre com quem preferem passar a quadra natalícia. Cerca de 42% dos inquiridos pretendem estar com a família, enquanto “21% preferem passar os próximos dias juntos dos amigos”, refere a Habbo, em comunicado. Já quanto ao significado desta época, algumas respostas foram mais curiosas: 6% dos jovens afirmam que serve para não ter aulas e 3% para comer doces.

Se a maioria dos adolescentes (43%) abre em média seis a dez presentes, para cerca de 33% o sapatinho tem em média dois a cinco presentes. Mais afortunados são os 11% que garantem receber em média mais de 30 presentes todos os anos.

Mas se as ofertas podem ser generosas, também os utilizadores da comunidade virtual admitem ser mãos-largas na hora de oferecer. Por isso, 19% deles esperam gastar 100 euros em prendas este ano. “Outros 18% afirmam que as suas poupanças permitem-lhes oferecer presentes que perfaçam um valor entre 50 e 75”, indica a rede social para adolescentes. No lado oposto, 16% dos jovens afirmam “que não têm por hábito gastar dinheiro pelo Natal, uma vez que são os pais quem trata desse tema”.

A dimensão religiosa da quadra fez também parte do questionário. E 16% dos jovens portugueses admitem mesmo que a religião só é importante no Natal, enquanto para 35% este é um tema importante das suas vida ao longo de todo o ano e não apenas nesta quadra. O inquérito sobre o Natal e a forma como os adolescentes vivem esta quadra foi realizado a mais de 66 mil jovens em todo o mundo. A versão portuguesa abrange utilizadores brasileiros e portugueses e tem mais de 20 milhões de inscritos.


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