Levar alunos à escola custa oito vezes mais fora de Lisboa e Porto

Setembro 11, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 11 de agosto de 2020.

Quase 100% do orçamento para transportes das Câmaras do Alto Minho é para garantir transporte escolar, explica o Jornal de Notícias. Desertificação faz aumentar custos para o Interior do país – e novo ano letivo preocupa

As câmaras da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega gastam oito vezes mais do que os municípios de Lisboa e Porto para garantir que as suas crianças residentes consigam ir à escola: 180 euros contra 20 euros, em média. As contas são feitas pelo Jornal de Notícias esta terça-feira, que alerta que os municípios do norte do país gastam bem mais do que os do sul em transporte escolar.

No novo ano letivo este fosso poderá piorar, se as rotas tiveram de ser mais frequentes e extensas.

Segundo dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), em 2017 e 2018, os municípios de todo o país gastaram um total de 183 milhões de euros para levar alunos à escola. Desta quantia, 69,1% destinou-se aos passes de transporte e circuitos especiais.

“Temos uma grande dispersão geográfica e há alunos em aldeias. A nossa obrigação é levá-los às escolas. Temos de contratar circuitos e isso faz disparar o custo”, explica ao JN Artur Nunes, presidente da CIM de Trás-os-Montes.

Negligência e violência doméstica lideram situações de perigo identificadas pelas CPCJ

Agosto 13, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da JPN de 29 de julho de 2020.

Por Paulo Sá Ferreira 

No ano passado, aumentou o número de menores acompanhados pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o número de comunicações, sobretudo por violência doméstica.

No ano passado, houve um aumento significativo tanto do número de crianças acompanhadas pelas 310 Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) do país, como do número de comunicações recebidas sobre eventuais situações de perigo, em particular por suspeita de risco de violência doméstica.

As conclusões fazem parte do Relatório Anual de Avaliação da Atividade das CPCJ de 2019, elaborado pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), divulgado a 30 de junho.

Estas estruturas acompanharam, ao nível nacional, 68.962 crianças e jovens ao longo de 2019, número que representa um aumento de 14% em relação a 2018. Por sua vez, as comunicações de situações de perigo às CPCJ passaram para 43.796 no ano passado, mais 12% relativamente a 2018.

Na decorrência destas, foram realizadas 13.825 avaliações a crianças e jovens em situações de perigo. Do diagnóstico efetuado pelas CPCJ, foram sinalizados atos de negligência em 34,5% dos casos, violência doméstica em 22,14% dos casos e comportamentos de perigo na infância e juventude, em 20,96% das situações.

Os casos de violência doméstica, apesar de ocuparem o segundo lugar da lista, foram os que mais aumentaram nos diagnósticos feitos. Passaram de 11,9% dos casos para 22,14%, quase dez pontos percentuais num ano.

As principais categorias de perigo são as identificadas neste gráfico constante do relatório da CNPDPCJ:

No ano passado, informa a mesma entidade, foram aplicadas cerca de 14 mil medidas de promoção e proteção – mais de 80% passam por medidas de apoio junto dos pais – que incidiram com maior frequência em rapazes (55,25%) do que em raparigas (44,75%).

Violência doméstica é a situação mais denunciada

No que diz respeito às comunicações, as quais continuam a chegar às CPCJ fundamentalmente através das forças de segurança, seguidas pelas escolas e pelo Ministério Público, a situação de perigo mais reportada é a violência doméstica, que ultrapassou este ano, neste capítulo, a negligência.

Em 2019, registaram-se mais 4.743 comunicações por violência doméstica do que no ano anterior. Se entre 2015 e 2018, as denúncias destes casos rondaram as 39 mil ao ano, em 2019, o valor chegou a 43.796.

Citada pelo “Público”, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, atribui o aumento das comunicações de perigo “ao reforço das ações de formações locais e também às campanhas nacionais, com 1.500 ações por todo o país”, justifica. A governante explica o aumento no número de crianças acompanhadas com o facto de “sentir” que a comunidade está a fazer “mais comunicações de situações de perigo”.

A presidente da CNPDPCJ ​aponta também nesse sentido. Rosário Farmhouse diz o que o aumento das comunicações de situações de perigo “pode ter que ver com o facto de a sociedade estar mais alerta”.

Em relação ao escalão etário, destacam-se as crianças e jovens entre os 11 e os 14 anos, visadas em 11.041 comunicações (25%), entre os 15 e os 17 anos, com 10.664 comunicações (24%) e entre os 6 e os 10 anos, com 9.580 comunicações (22%). De realçar que 5.164 comunicações (12%) dizem respeito a crianças entre os 0 e os 2 anos.

A realidade do distrito do Porto

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), até ao final de 2017, residiam no distrito do Porto cerca de 344 mil menores.

O Relatório Anual de Avaliação da Atividade das CPCJ de 2019 mostra que a média mensal de processos ativos no distrito do Porto ascende aos 5.300 processos (crianças e jovens que entraram no sistema de proteção em 2019 mais as que já eram acompanhadas anteriormente).

O concelho de Vila Nova de Gaia, com duas comissões de proteção na cidade (Gaia Norte e Gaia Sul), lidera com mil processos mensais, seguido do concelho do Porto, que com três CPCJ chegou aos 800 processos ativos de vigilância sobre menores na cidade durante o ano passado, números só suplantados ao nível nacional pelo concelho de Sintra, que com duas CPCJ, chega aos 1.997 processos ativos por mês, seguido por Loures (892) e Amadora (818).

Números a que não são alheios a densidade populacional destes concelhos, o nível socioeconómico, assim como a capacidade de intervenção destas entidades, algo que o relatório evidencia ao reportar as “necessidades particulares de cada Comissão de Proteção, designadamente ao nível de recursos humanos”, para responder às “necessidades e exigências associadas à qualidade da intervenção e acompanhamento junto das crianças e famílias”.

taxa de incidência (número de crianças e jovens acompanhados por cada 100 crianças e jovens residentes na área geográfica de intervenção da CPCJ) é outro indicador da problemática ao nível territorial..

distrito do Porto, com uma taxa de 3,34%, situa-se ligeiramente abaixo da média nacional (3,5%) da percentagem de incidência de crianças e jovens acompanhadas pelas CPCJ em 2019. A percentagem, ao nível nacional, representa uma subida de 0,3 pontos percentuais em relação ao ano de 2018.

Quando chegamos à análise por concelho, aí, a realidade do distrito varia. Em percentagem, lideram a CPCJ do Porto Oriental – umas das três do concelho – que apresenta uma taxa de incidência de 7,41%, seguido da CPCJ do Porto Ocidental com 6,25% e a CPCJ de Matosinhos com 4,33%, valores bem acima da média nacional.

Em números absolutos, lideram a CPCJ de Matosinhos (1.316), seguida da CPCJ de Vila Nova de Gaia Norte (1.193) e a CPCJ de Gondomar (984).

Números que levam a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) a reforçar o pedido da elaboração de planos locais de promoção e proteção dos direitos de crianças e jovens por parte das CPCJ, nomeadamente, com o “desenvolvimento de ações programadas preferencialmente nas escolas”.

As recomendações que constam do relatório de 2019 sugerem ainda às CPCJ o reforço da sua presença na comunidade através de iniciativas como “promover a participação ativa das crianças e jovens nas atividades preventivas locais”, além do apoio à “sua participação e audição sobre os assuntos e decisões que lhes dizem respeito”, quer nas escolas ou através de iniciativas promovidas pelos municípios, assim como a divulgação de atividades pelo Conselho Nacional de Crianças e Jovens.

Artigo editado por Filipa Silva

Há crianças no Porto sem computador e internet para estudar

Junho 19, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 16 de junho de 2020.

Estudo com crianças do Porto: menos de 40% usam protector solar na praia

Agosto 11, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de julho de 2018.

Foram inquiridas duas mil crianças de 12 escolas.

Lusa

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias públicas da cidade, apenas 37% usam protector solar quando vão à praia e 15% quando estão na escola.

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usam o chapéu para se proteger do sol.

“Apesar da falta de protecção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de protecção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protector solar protege melhor do que a roupa ou a sombra”, indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da FMUP Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projecto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, “concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários”, indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço “seja significativa, especialmente entre mulheres com idades jovens, a procura está abaixo da registada noutros países europeus”.

Atletas susceptíveis

Os atletas, refere ainda o comunicado, que praticam desporto ao ar livre “são outro dos grupos mais susceptíveis à exposição solar”.

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos têm um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protector solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direccionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projecto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

 

mais informações na notícia da Universidade do Porto:

FMUP e CINTESIS avaliam hábitos de exposição solar dos portugueses

 

ASAE identificou 20 menores a beber álcool no Porto

Março 8, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 17 de fevereiro de 2018.

A ASAE identificou no último sábado 20 menores, entre os 15 e os 17 anos de idade, a consumir bebidas alcoólicas em estabelecimentos de diversão noturna na cidade do Porto.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) identificou no último sábado 20 menores, entre os 15 e os 17 anos de idade, a consumir bebidas alcoólicas em estabelecimentos de diversão noturna no Porto.

Em comunicado, a ASAE explica que levou a cabo “uma operação dirigida a estabelecimentos de restauração e bebidas e de diversão noturna situados na zona urbana do Porto, com vista à fiscalização do cumprimento das restrições ao consumo e venda de bebidas alcoólicas em locais públicos e em locais abertos ao público”.

Recordando que “de acordo com a legislação em vigor é proibida a disponibilização e venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos e a quem se apresente notoriamente embriagado ou aparente possuir anomalia psíquica”, a ASAE informa também que identificou “quatro indivíduos, responsáveis pela venda e disponibilização de bebidas alcoólicas aos menores de idade”.

“Na mesma operação, foram também identificados sete indivíduos a fumar em local proibido, sendo que três deles eram menores de idade”, acrescenta ainda a nota da ASAE.

 

 

 

Porto: 8 museus para as crianças aprenderem enquanto passeiam

Outubro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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(Fotografia de Amin Chaar/GI)

Notícia da https://www.evasoes.pt/ de 26 de setembro de 2017.

Os livros, os cadernos, o reencontro com os amigos e o regresso à rotina de todo o ano são realidades deste mês do ano. Mas a aprendizagem faz-se também fora das aulas e, para isso, a Evasões reuniu várias sugestões para que a tabuada ao fim de semana seja sempre feita de somas de experiências para dividir pela família toda.

visualizar todas as fotos e textos no link:

https://www.evasoes.pt/ar-livre/8-museus-para-as-criancas-aprenderem-enquanto-passeiam/

 

Carência de iodo afeta mais de um terço das crianças no Grande Porto

Agosto 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 22 de agosto de 2016.

reuters

Joaquim Ferreira

37% das crianças entre os 6 e os 12 anos do Grande Porto revelaram carência de iodo, um nutriente considerado essencial para o desenvolvimento cognitivo.

A faculdade de Medicina da Universidade do Porto avaliou mais de duas mil crianças do norte do país durante seis meses. A percentagem de crianças afetadas no Grande Porto é de 37%.

A carência de iodo é um problema detetado há vários anos pelas autoridades de saúde. Em 2013, a Direção Geral de Educação recomendou a utilização de sal iodado em todas as cantinas escolares.

Os resultados da equipa de investigadores, liderada por Conceição Calhau, demonstram de forma clara que essa recomendação tem sido ignorada. “Das 83 escolas que entraram neste estudo nenhuma usava sal iodado nas cantinas. Foi mesmo zero”, adianta.

Este cenário, sublinha Conceição Calhau, é ainda agravado pelo desconhecimento das famílias: “Destas 2018 crianças a grande maioria dos pais, 68%, nem sabiam o que era sal iodado”.

A carência de iodo é um problema que não deve ser minimizado. Conceição Calhau lembra as implicações na capacidade de aprendizagem das crianças. “Isto é realmente preocupante e a Organização Mundial de Saúde vem dizendo que pode comprometer o QI em cerca de 15 pontos”.

Para ultrapassar o problema, a investigadora sugere uma lei que obrigue à iodização de todo o sal para consumo humano.

O jornalista Joaquim Ferreira entrevista a investigadora Conceição Calhau

mais informações na notícia da FMUP:

ESTUDO | Mais de um terço das crianças do Grande Porto apresentam carência de iodo

 

Circuito de Contos para Famílias – Circuito Um Porto de Contos

Maio 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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circuito

 

Mais informações Aqui


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