Regulador dos media aprova critérios para proteção de crianças na televisão

Março 5, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://mag.sapo.pt/ de 23 de novembro de 2016.

LUSA

O Conselho Regulador dos media (ERC) anunciou hoje que aprovou os critérios para a avaliação do incumprimento do artigo 27.º da Lei da Televisão que visam a proteção dos públicos mais sensíveis, em particular crianças e adolescentes.

Em comunicado, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) refere que a deliberação, aprovada na terça-feira, “sistematiza o entendimento” do regulador dos media “sobre as temáticas relacionadas com a proteção dos menores, densificando conceitos plasmados na Lei da Televisão, entre eles, os de violência gratuita e pornografia”.

Em causa estão os n.ºs 03 e 04 do artigo 27.º da Lei da Televisão que “definem os limites ao princípio prevalecente da liberdade de programação, determinando que ‘não é permitida a emissão televisiva de programas suscetíveis de prejudicar manifesta, séria e gravemente a livre formação da personalidade de crianças e adolescentes, designadamente os que contenham pornografia, no serviço de programas de acesso não condicionado, ou violência gratuita’.

E define ainda que a divulgação de ‘quaisquer outros programas suscetíveis de influírem de modo negativo na formação da personalidade das crianças e adolescentes deve ser acompanhada da difusão permanente de um identificativo visual apropriado e só pode ter lugar entre as 22:30 e as 06:00”, refere a ERC.

“A publicitação destes critérios deverá contribuir para a clarificação da posição do regulador sobre esta matéria e sensibilizar os operadores de televisão para a salvaguarda destes públicos”, conclui o regulador.

Comunicado da ERC

Deliberação ERC/2016/249 (OUT-TV)

O que faz aos adolescentes ver pornografia

Abril 16, 2015 às 7:41 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Diário de Notícias de 11 de abril de 2015.

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por FERNANDA CÂNCIO

“Só sexo”, “animalesca”, “útil”, “tabu”, “saudável”. As opiniões dos jovens variam, as dos adultos também. O que não varia é a realidade: a esmagadora maioria dos jovens – sobretudo rapazes – consome pornografia.

“Não procuro a pornografia na net só por si. Procuro no contexto de masturbação. Vou ver o que há e escolho o que é mais agradável.” David, 17 anos, morador na zona de Lisboa, lembra-se de ter tido o primeiro contacto com a pornografia online aos 14, com amigos que foram a sua casa e lhe mostraram, no seu computador, onde encontrar. “Talvez tivesse visto pela primeira vez a passar canais na TV, mais ou menos na mesma altura. Os meus amigos já conheciam, eu nunca tinha andado à procura. Não me lembro de ter tido um impacto muito grande. Achei curioso, um pouco estranho. E fiquei surpreendido de ser tão fácil.” Filho de uma doméstica de 49 anos e de um gestor de 48, nunca mencionou o assunto aos pais. Nem sequer fala sobre isso com o irmão mais novo, de 14. “Tenho a certeza de que sabe da existência, mas não sei se vê diariamente.” Ele, que certifica consumir “uma média de quatro vezes por semana, e geralmente à noite”, faz uma pausa. “A pornografia é um tabu, não é algo de que se fale. Pelo contrário: é algo que se tenta manter em privado.”

Roberto, 19 anos, foi mais precoce. “Tinha uns 12, 13 anos quando comecei a usar mais a net. Acho que me dei conta através de publicidade não solicitada no mail e pop-ups [janelas que se abrem em determinados sites com links para outras páginas]. Fiquei um bocado espantado.” Também Roberto, que habita “no litoral Oeste”, não comentou o assunto com os pais. “Achava um bocado estranho falar sobre isto com os meus familiares e mesmo com os amigos. Mas não me admiraria se os meus colegas também vissem.” Sobre a influência que a pornografia teve em si, é franco. “Como nunca tinha tido relações sexuais, fiquei com uma imagem do que é. E acho que, sabendo separar o fictício do real, não há motivo para ser prejudicial, até é saudável. Aliás, quando penso em sexo e masturbação não recorro sistematicamente à pornografia.”

Confessando que ainda não teve sexo com alguém – “Nunca encontrei a pessoa certa, quero que isso aconteça quando estiver apaixonado.” -, Roberto não tem receio de que o consumo de pornografia lhe tenha de alguma forma “viciado” as expectativas. “Compreendo que haja a possibilidade de haver pessoas influenciadas pelo jogo de papéis que há na pornografia, os homens dominadores, as mulheres submissas, a ideia do sexo sem contexto, dos corpos como objetos, mas isso é para quem não consegue separar a realidade da ficção. Eu sei que a realidade é diferente, que aquilo é feito com atores.” Ainda assim, admite que pode ter sido algo influenciado pela forma como, naquele universo, as coisas se passam, até em termos do tipo de atos sexuais encenados: “Em certas coisas, sim. Mas deve haver partes em que é como ali e outras que não.”

Parece para já não haver estudos sobre consumo de pornografia por adolescentes em Portugal. O mais próximo será “Eu e a pornografia: a exposição de jovens adultos à pornografia e a sua sexualidade”, de Andreia Matias e Nuno Nodin (2004). Com base em informação recolhida junto de portugueses entre os 20 e os 30 anos, permitiu concluir que 40% deles tiveram o primeiro contacto – em TV e vídeos – entre os 8 e os 10 anos, 40% entre os 11 e os 13 e 20% entre os 14 e os 16. Na era da internet, porém, o acesso só pode ser ainda mais precoce e generalizado. E até sem querer.

Que o diga Ondina Freixo, 50 anos, professora de Biologia/Geologia do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira (Viseu). “Os miúdos têm acesso desde muito cedo, e em simples pesquisas, o mais inocentes possível, na net. Por exemplo, procuram “cenoura” e aparece-lhes uma imagem de uma mulher com a dita metida na vagina. Já vi suceder.” Mas apressa-se a certificar que não na escola: “Esse tipo de conteúdos, e até o Facebook, estão bloqueados na nossa escola, e acho muito bem. Mas uma vez quis mostrar um vídeo num contexto de educação sexual e não conseguia por causa desse bloqueio.” Ri-se. “Mas sabemos que eles acedem em casa ou noutros locais. Aliás, isto não é novo. Antes apanhávamos aos miúdos revistas porno, agora já não, para que hão de gastar dinheiro? É tudo grátis na net. E, claro, aos 13 ou 14 anos sabem coisas que, caramba, nós não imaginávamos na idade deles. Não podemos pôr a cabeça na areia. A nossa sexualidade foi diferente da dos nossos pais e a deles (miúdos) é completamente diferente da nossa. E já não existe aquela dicotomia cidade/interior. É a aldeia global.”

Esta professora, que trabalha numa escola onde há muito a educação sexual faz parte dos currículos e se criou, em conformidade com a legislação existente desde 1999, um gabinete de atendimento para os jovens na área da sexualidade, manifesta preocupação com alguns possíveis efeitos do acesso indiscriminado à pornografia, malgrado o reconhecimento de que a realidade é inelutável. Um é o de “não se usar nunca preservativo nesse tipo de situação” – “Os filmes porno são muito deseducativos”, comenta. Outro é o já referido “conhecimento” precoce de uma série de realidades ou práticas. Exemplifica: “No Dia Mundial da Sida cheguei à aula de Ciências do 8.º ano e disse: “Não vou falar de sida, vou responder às perguntas que vocês tenham. E uma miúda disse que queria fazer uma pergunta. E fez: “Uma rapariga quando faz um broche a um rapaz” – e ela usou mesmo esta palavra, se calhar nem conhece a expressão sexo oral – “e engole o esperma pode apanhar o vírus da sida?” Ficou tudo calado, nem um risinho, acho que estavam à espera de ver a minha reação. Confesso que sou atrevida e geralmente não me embaraço facilmente, mas fiquei a pensar como ia responder àquilo.” Respondeu corretamente, como depois confirmou junto de um médico. Mas registou que a rapariga em causa teria já experiência sexual, e nomeadamente a de sexo oral. “Com a idade dela, sabíamos lá o que isso era”, comenta.

E que acharia Ondina Freixo de, como defendeu recentemente um dos mais proeminentes sexólogos dinamarqueses, Christian Graugaard, as aulas de Educação Sexual incluírem visionamento de pornografia, para ajudar os estudantes a serem “consumidores conscientes e críticos, capazes de discernir a diferença entre aquilo que se vê nesse tipo de conteúdo e a realidade das relações que incluem sexo? “A minha proposta é discutir criticamente a pornografia com alunos dos 8.º e 9.º anos [a partir dos 15 anos, a idade legal do consentimento na Dinamarca – em Portugal é 14] como parte de uma estratégia didática sensata desenvolvida por professores treinados”, explicou este professor da Universidade de Aalborg ao jornal britânico The Guardian. “Sabemos pelos estudos feitos que a esmagadora maioria dos adolescentes [há inquéritos escandinavos que indicam que aos 16 anos 99% dos rapazes e 86% das raparigas já viram filmes porno] começou a ver pornografia muito cedo, portanto não se trata de lhes mostrar isso pela primeira vez. Devemos fortalecer a capacidade deles de distinguir entre a representação do corpo e do sexo na pornografia e nos media e a vida normal de um adolescente.” Ondina reflete: “Tudo o que tenha a ver com esclarecimento, contribuir para uma educação sexual melhor e uma vida mais saudável, sou a favor. Por esse motivo, faz-me sentido falar disso. Mas nunca mostrar imagens. Isso não. Tenho muito à-vontade com as minhas filhas, mas era incapaz de ver um filme desses com elas.”

Ana, uma lisboeta de 17 anos, tende a concordar. “No 9.º ano, que é aquela idade mais da adolescência, os rapazes falavam imenso disso, de pornografia. Riam, falavam das posições… Lembro-me de no 7.º ano ter começado a ouvi-los comentar e ficar espantada, não sabia nada.” Porquê essa diferença entre os rapazes e as raparigas? “Somos meninas, não é? Não temos tanta curiosidade, acho. E é aquela coisa do segredo, do mistério… E da vergonha, também. Quando os nossos amigos nos falavam daquilo percebiam com certeza que não percebíamos nada, que éramos completamente burras.”

Apesar de alertadas, ela e as amigas, garante, nunca foram ver. “Faço uma ideia do que é pornografia. Devo ter apanhado do ar, ou talvez ao passar canais na TV. Mas ver ver nunca vi, porque realmente estar a olhar para um ecrã onde estão duas pessoas a fazer algo que não me diz nada não é produtivo. Acho aquilo muito animalesco, não me parece muito positivo, é só sexo sem mais nada por trás. Banaliza imenso, acho.” Algo que, pensa, pode estar relacionado com haver rapazes “que têm namorada e andam com 30 outras raparigas. O que é o sexo para eles? É só aquilo?”

Dependência pouco frequente

A psicóloga Margarida Gaspar de Matos, professora na Universidade de Lisboa e coordenadora nacional dos estudos sobre comportamentos de saúde em jovens em idade escolar, no âmbito da Organização Mundial da Saúde, sorri. “Há quem defenda que o cérebro emocional só está desenvolvido aos 25 anos, que o melhor é proibir tudo. Mas eu acho que a sexualidade está muito mais natural agora do que no tempo dos nossos avós. Pôr os males todos na época contemporânea é uma coisa estranha.”

A recordação sobre a forma como tradicionalmente, até há poucas décadas, os rapazes eram “iniciados” no sexo, sendo levados a frequentar prostitutas, e as raparigas mantidas (idealmente) virgens “até ao casamento”, em rígida atribuição de papéis sexuais que conformavam as relações e as expectativas de forma muito mais artificial que a de hoje, permite colocar em perspetiva a atual polémica sobre o acesso precoce a imagens sexuais. “O frisson para ver uma fulana mais despida ou um tipo mais despido é natural, e não vale a pena fazer uma grande história com isso. Mas para quem nunca teve relações sexuais, a pornografia pode fixar uma bitola que não é real. As pessoas nas primeiras vezes estão sempre inseguras e pior ainda quando têm um modelo que não corresponde à realidade. Pode pensar-se que aquilo é que é sexo, que aquilo é que são pénis, que aquilo é que são corpos. E há a possibilidade de perda do que é “bonito” na descoberta e das fases do namoro e do envolvimento amoroso e do seu tempo e ritmo. O mais perigoso, porém, pode ser a formatação de modelos, o associar do sexo à violência e à desvalorização das mulheres.” E, claro, a possibilidade de desenvolvimento de comportamentos aditivos. Há casos reportados na literatura científica, mas, certifica o presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e um dos pioneiros da sexologia em Portugal, Luís Gamito, não é frequente surgirem na clínica, em Portugal, adolescentes com dependência da pornografia. “Só aparecem se houver uma situação crítica, se houver falência das outras dimensões da vida porque o jovem só consegue pensar naquilo, não tem tempo para as outras matérias. A dependência é isso, ter a mente inundada por pensamentos relacionados com a pornografia. Um dos sinais é fechar-se no quarto horas e horas, a família ter dificuldade em falar com ele.” Casos raros, segundo a literatura científica, e que Gamito associa a personalidades com tendência para dependências patológicas e perturbação obsessivo-compulsiva.

A pornografia, então, como o jogo, o álcool e outras substâncias passíveis de causar dependência, capaz de viciar quem seja de vícios: nem mais nem menos. David resume: “Sei que aquelas imagens influenciam a minha ideia do sexo, mas acho que o sexo vai muito para além daquilo. Consumo com uma disposição mental de prazer, não como se fosse aquilo a realidade.”

 

 

 

 

Novo relatório EU Kids Online – Nas suas próprias palavras: O que incomoda as crianças na internet?

Fevereiro 5, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório:

In their own words: What bothers children online?

Summary

Nearly 10,000 children told us about what upsets them and their friends online. Their responses were diverse, revealing a long list of concerns. Pornography (named by 22% of children who told us of risks) and violent content (18%) top children’s online concerns. Overall, boys appear more bothered by violence than girls, while girls are more concerned with contact-related risks. Violence receives less public attention than sexual material, but many children are concerned about violent, aggressive or gory online content. They reveal shock and disgust on seeing cruelty, killings, abuse of animals and even the news – since much is real rather than fictional violence, this adds to the depth of children’s reactions. As children told us, video-sharing websites are often associated with violent and pornographic content, along with a range of other contentrelated risks. Among the children who linked risks to specific internet platforms, 32% mentioned video-sharing sites such as YouTube, followed by websites (29%), social networking sites (13%) and games (10%). Children’s mention of risks rises markedly from nine to 12 years old. Younger children are more concerned about content and other risks. As they get older they become more concerned about conduct and contact risks. These are linked in many children’s minds to the use of social networking sites such as Facebook. Concern about risks is higher among children from ‘high use, high risk’ countries. Policy implications are identified and discussed.

Os pais não sabem tudo o que os filhos fazem online

Setembro 26, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site pplware de 26 de Agosto de 2012.

Criado por Marisa Pinto

…estudo indica ainda que 48% dos jovens utiliza a Internet para copiar nos testes

As tecnologias estão já enraizadas na vida das pessoas e, como tal fazem parte das nossas tarefas diárias, acompanhando-nos nos mais diversos momentos e ocasiões.

Desde os mais velhos aos mais novos, todos utilizam a navegam na Internet, no entanto a grande maioria dos pais desconhece o comportamento online dos seus filhos.

Estes resultados, de um estudo da McAfee, indica ainda que grande parte dos jovens utiliza o telemóvel durante os testes.. para copiar!

Segundo a McAfee’s 2012 Teen Internet Behavior Study, a grande maioria dos pais não tem conhecimento do comportamento online dos seus filhos e, apesar de julgarem ter mecanismos de descobrir o que fazem, os filhos garantem que os seus progenitores estão completamente no escuro e que também não precisam de saber tudo.

Ainda assim os jovens admitem que mudariam o seu comportamento, caso os seus pais tivessem acesso às suas actividades online.

Segundo o estudo, os jovens têm várias formas de esconder dos pais aquilo que fazem na Internet:

  • 53% limpam o histórico do browser
  • 46% fecha ou minimiza o browser      quando os pais estão por perto
  • 34% oculta ou apaga os IMs e      vídeos
  • 23% mentem ou omitem detalhes      acerca das suas actividades online
  • 23% usa um computador onde os pais      não acedam
  • 21% utiliza dispositivos móveis      com acesso à Internet
  • 20% configura as definições de      privacidade para que algum conteúdo esteja disponível apenas a amigos
  • 20% utiliza modos de navegação      privada
  • 15% criam contas de e-mail      desconhecidas dos pais
  • 9% duplica ou inventa perfis      falsos nas redes sociais

O telemóvel parece ser o acessório predilecto dos jovens uma vez que estes são facilmente observáveis em interacção com esse aparelho. Seja a enviar SMS (onde chegam a enviar uma média de 60 SMS/dia), a telefonar, a tirar fotografias, a navegar na Internet, jogar jogos, entre outros.

Mas parece que o telemóvel tem também outras funções, como o de recurso para poder copiar num teste escolar.

Segundo o estudo, 48% do jovens admite que já verificou as respostas para um teste, através da Internet. No entanto, apenas 23% dos pais diz estar preocupado se os seus filhos copiam na escola através da Internet.

Os dados indicam ainda que 22% dos jovens admitem ter copiado num teste por via online ou através de um telemóvel. Por sua vez, apenas 5% dos pais acredita que os filhos façam isso.

O estudo indicou ainda que:

  • 15.8% admitem copiar num teste,      através da visualização de respostas no telemóvel
  • Apenas 3.2% dos pais      pensa que os filhos o fazem.
  • 14.1% diz já ter pesquisado formam de      copiar online.
  • Ainda assim, 77.2% dos      progenitores diz não estar preocupado que os filhos copiem online
  • Outros resultados indicaram que os jovens não consideram como perigosos os amigos estranhos da Internet. 12% indica mesmo que já conheceram pessoas pessoalmente que apenas mantinham contacto online.
  • São também uma minoria (12%) os pais que acreditam que os filhos acedem a pornografia online. No entanto, os resultados mostram que 32% dos jovens acedeu a este conteúdo de forma intencional e 43% afirma que acede quase semanalmente, ou com mais frequência. Ainda 36% dos jovens acederam a determinados temas sexuais online como DST e gravidez, sendo a maioria jovens do sexo feminino.
  • Por fim, 62.1% dos jovens já testemunhou actos de Cyberbulliyng, enquanto 23.3% admite ter sido vítima. Apenas 10% dos pais acredita que os seus filhos possam correr esse risco.
  • E o Facebook parece ser uma escola de agressores (bullies), uma vez que 93% dos jovens indica ser este o local onde mais comportamentos agressivos acontecem.
  • Estes e outros dados podem ser verificados na totalidade deste estudo.
  • As tecnologias são uma ferramente muito importante para a construção e desenvolvimento das crianças e jovens, no entanto é necessário estar alerta de eventuais comportamentos que ocorram online. E se há já escolas onde o iPad pode servir de recurso à aprendizagem, é também importante ter noção da dependencia que essas feramentas podem provocar, caso não sejam utilizadas com moderação.

Navegar com segurança : protegendo seus filhos da pedofilia e da pornografia infanto-juvenil na Internet

Junho 4, 2010 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Esta publicação, publicada em 2006,  é uma iniciativa  da Childhood Instituto WCF-Brasil. Disponível para download Aqui

“Esta cartilha é um convite a você, pai, mãe ou responsável, para pensar sobre as possibilidades de comunicação de seus filhos e filhas por meio da Internet. Aqui apresentaremos algumas informações para ajudá-lo(a) a orientar suas crianças e adolescentes nesse emocionante e fascinante novo mundo, discutindo o uso da Internet como novo espaço de aprendizagem, seus benefícios e seus riscos. Trataremos especialmente dos cuidados a serem tomados em relação à pedofilia e à pornografia infanto-juvenil na Internet, como formas de violência sexual contra crianças e adolescentes, pois são muitas as dúvidas sobre esses temas.”


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