Especialista comenta a importância de proteger crianças da exposição à pornografia

Agosto 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Epoch Times de 31 de Julho de 2013.

Autor: Joy Smith

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou novas medidas para proteger as crianças da pornografia. O primeiro-ministro destacou os dois principais objetivos destas medidas: proteger as crianças da exposição à pornografia adulta através de um filtro fornecido pelo governo e combater as imagens de abuso sexual de crianças disponíveis na rede.

Acredito na abordagem ousada do primeiro-ministro Cameron quando se trabalha com provedores de internet para desenvolver soluções que protegem as crianças. Nessa luta enorme contra a exploração de crianças e sexualização, cada passo que damos faz a diferença.

Efeitos danosos experimentados por crianças expostas à pornografia

A eliminação do fácil acesso à pornografia por crianças deve ser uma abordagem de senso comum. Há muitos estudos que mostram as consequências nefastas sofridas pelos jovens expostos à pornografia (é alarmante que 12 anos é a idade média da primeira exposição à pornografia).

Por exemplo, ver pornografia é considerado um fator de abuso sexual entre as crianças. Além disso, estudos recentes revelam que a pornografia pode, de fato, “reconfigurar” o cérebro. Isso é alarmante para as crianças que estão em uma fase crítica do desenvolvimento físico e pode ter consequências negativas em longo prazo.

Dirigindo-se à censura

No entanto, desde que manifestei meu apoio ao plano britânico, vi reações de surpresa , acusações  imediatas e desinformadas que é uma iniciativa de censura contra a liberdade ou a supervisão do governo, por pessoas que não tenham  tempo para realmente entender os problemas abordados e as soluções propostas.

O objetivo do filtro pornô não é para censurar ou bloquear pornografia para adultos, mas para evitar que as crianças tenham acesso a ele. Acusações de censura são tão absurdas quanto sugerir que a proibição da venda de vídeos adultos para as crianças seja censura.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos no Reino Unido terá o controle total do seu acesso à pornografia legal. Provedores de internet britânicos desenvolveram um filtro para bloquear pornografia legal para adultos e deve ser ativado para todos os clientes, a menos que decidam desativá-lo. Desativar o filtro é tão simples como entrar em sua conta de e-mail e desmarcar uma mensagem que seria deletada.

Algumas pessoas mencionaram que existem filtros domésticos disponíveis. Na verdade, não são. No entanto, o software só funciona em computadores onde ele foi instalado. Em tempos de redes sem fio em casa, onde muitas crianças e seus amigos têm smartphones , instalar um filtro anti-pornografia em seus computadores domésticos tem eficácia limitada.

Colaborar com o governo e não regulá-lo

O regime do Reino Unido também tem sido rotulado como um exemplo de grande intrusão do governo no setor. Ao invés de impor regras aos prestadores de serviços de Internet, o filtro foi o resultado do acordo e colaboração entre o governo e os grandes provedores de internet no Reino Unido. Isso desenvolve um meio de proteger as crianças da exposição ao material adulto disponível online. Isso é o que eu gostaria de ver no resto do mundo: acordos de colaboração entre o governo, fornecedores e as esferas federais interessadas. É uma conversa que realmente vale à pena.

Eu acredito fortemente na proteção dos direitos e da liberdade, da democracia e de uma internet aberta. Como o  primeiro-ministro David Cameron tem razão ao destacar que “ter uma Internet livre e aberta é a chave … Mas em relação à internet no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, nós negligenciamos a nossa responsabilidade para com nossos filhos”. Claro, desmarcar um filtro não é um preço alto a se pagar para garantirmos a proteção e a educação de nossas crianças.

Joy Smith é bacharel e mestre em Educação. Também atua como membro do Parlamento de Kildonan, em Winnipeg, Inglaterra. 

 

Pornografia infantil escondida em sites legítimos

Agosto 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site TEK Sapo de 6 de Agosto de 2013.

Vários sites legítimos de conteúdo adulto estão a ser pirateados para redirecionarem os seus utilizadores para páginas onde são apresentadas imagens de pornografia infantil.

O aviso é feito pela entidade britânica Internet Watch Foundation que nas últimas semanas diz ter recebido uma quantidade incomum de relatos por parte dos internautas, a darem conta de tal tendência.

A situação sucede num primeiro momento com a visita ao site de conteúdo adulto onde, ao clicar num vídeo ou imagem, os utilizadores são redireccionados para um directório de ficheiros apresentado num site de mobiliário, por exemplo.

Os internautas acabam por deparar-se aí com imagens de abuso infantil, sem qualquer conhecimento do que está a suceder por parte dos webmasters de ambos os sites, alerta a Internet Watch Foundation.

“Mostra que qualquer pessoa, longe de estar à procura deste tipo de imagens, pode deparar-se com elas”, refere-se no comunicado que dá conta do novo esquema malicioso.

Casos idênticos costumam ser denunciados em Portugal, mas o volume de relatos à Linha Alerta não tem registado alterações significativas, como sucedeu com a congénere britânica, segundo referiu Gustavo Neves, gestor do serviço de Segurança da FCCN, ao TeK.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Jovens portugueses acima da média europeia na perceção dos riscos online

Fevereiro 5, 2013 às 1:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 5 de Fevereiro de 2013.

Os jovens portugueses entre os nove e os 16 anos têm uma perceção maior do que os seus pares europeus quanto aos riscos associados a conteúdos violentos e pornográficos na internet, revela um estudo.

“Quando analisámos as respostas das crianças portuguesas, o que notámos foi que Portugal apresentava valores acima da média europeia no que se refere aos conteúdos pornográficos e aos conteúdos violentos”, disse à Lusa Cristina Ponte, coordenadora em Portugal do projeto europeu “EU Kids Online”, responsável pelo estudo.

De acordo com a coordenadora, os jovens portugueses mostram preocupações com os riscos associados a conteúdos violentos e pornográficos numa percentagem de 27%, contra um valor médio europeu ligeiramente acima dos 20%.

Os portais de partilha de vídeos como o Youtube são a maior fonte de incómodo na internet para os jovens europeus dos nove aos 16 anos, que os associam ao risco de encontrar “online” imagens violentas ou pornográficas.

A conclusão consta de um estudo que congrega as respostas de quase dez mil jovens europeus para aferir o que incomoda as crianças e jovens dessa idade ao usarem a rede.

Conduzido em 25 países europeus, incluindo Portugal, e divulgado na data em que se assinala o Dia Europeu da Internet Mais Segura, este estudo aponta os portais de partilha e alojamento de vídeos, as páginas na internet na sua generalidade, as redes sociais e os jogos, como as principais fontes de incómodos e riscos para os mais novos.

Ainda sobre os resultados relativos aos 430 jovens e crianças portugueses inquiridos, num universo de 9904 respostas em toda a Europa, Cristina Ponte referiu que as respostas portuguesas têm que ser enquadradas “com a paisagem europeia”.

“A preocupação com os conteúdos pornográficos e violentos aparece mais nos países do sul da Europa, com uma certa cultura católica e em que o uso da internet não é tão intenso, como no norte da Europa”, explicou.

A coordenadora adiantou também que cerca de um terço das respostas portuguesas se assemelhavam mais a “uma recomendação do que realmente àquilo que as crianças acham que pode incomodar uma criança da idade delas”.

“A resposta ao questionário parecia reproduzir uma frase que eles ouvem muito: ‘Não falar com estranhos'”, precisou.

Cristina Ponte destacou a diversidade das respostas a este inquérito, que levou crianças a manifestar preocupações aparentemente tão elementares como entrar na conta da rede social Facebook e perceber que se tem um amigo a menos, a aspetos mais vastos e elaborados como a perceção de uma quase total ausência de privacidade pelo uso da rede.

“São problemas que mostram que as crianças e os jovens estão a viver uma experiência que os seus pais não viveram e que é uma experiência nova em termos de relações sociais”, sublinhou a coordenadora portuguesa.

Para Cristina Ponte os resultados indicam uma necessidade de envolver pais, professores, governos e entidades com poderes regulatórios num processo que previna o acesso a imagens violentas.

“Ressalta também a necessidade de uma educação para os direitos das crianças no digital e o direito à sua boa imagem não ser maltratado pelos colegas. Isto é uma questão de educação e respeito que o Dia Europeu da Internet Mais Segura deste ano coloca com muita tónica”, afirmou.

Quanto ao envolvimento dos pais, Cristina Ponte pede uma atenção permanente aos sinais dados pelos filhos, um diálogo constante e uma mudança de atitude, já que entre os pais portugueses se denota uma tendência para negar comportamentos reconhecidos até pelas próprias crianças, como o envio ou a receção de imagens sexuais.

 

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