“Os jovens não têm noção de mortalidade. Ninguém pensa que vai morrer aos 13 ou 14 anos”

Julho 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

 

Consumir drogas e perder a virgindade aos 12 anos é uma realidade em Portugal. Quem é o afirma é Francisco Salgueiro, que traça um retrato da adolescência em pleno século XXI. O escritor, autor de vários livros dedicados ao tema, lançou em junho “Sexo, Drogas e Selfies”, e revelou ao Expresso uma realidade que leva muitos jovens a arriscarem a vida para serem populares no grupo de amigos.

Francisco Salgueiro é autor de vários livros sobre um dos períodos mais complexos e exigentes na vida de pais e filhos: a adolescência. Em 2010 publicou o primeiro livro dedicado ao tema “O Fim da Inocência – Diário Secreto de Uma Adolescente Portuguesa” e três anos mais tarde repetia a dose com o 2.º volume – “O Fim da Inocência – Diário Secreto de Um Adolescente Português”. Este mês lançou “SDS – Sexo, Drogas e Selfies”. Uma visão crua sobre uma realidade que muitos pais continuam a ignorar.

O que é que o levou a escrever um terceiro livro sobre os adolescentes portugueses?
Os pais ainda não acreditam que esta é uma realidade e que acontece aos seus filhos. Continuo a ter muitos pais que me dizem: “também na nossa altura uns fumavam erva, outros cheiravam cocaína e apanhávamos bebedeiras de coma alcoólico”. Não percebem que há muito mais a acontecer. As crianças estão a começar cada vez mais cedo nas drogas, álcool e sexo. Há um mundo diferente que os pais têm de perceber. Os mais novos, de 12 anos, tentam imitar os mais velhos, de 14 e 15 anos.

Este livro é um alerta para os pais?
Sim. Quis passar a mensagem de que na realidade destes jovens não há afetos genuínos, há pessoas descartáveis, pessoas utilizadas pelos seus corpos, relacionamentos de amizade que não o são. Estes miúdos não estão atentos ao que se passa à volta deles e gostam em massa dos mesmos temas sem sequer os discutirem.

Como é que surgiu a necessidade de partilhar estas mensagens?
Sou uma esponja de inspiração, tudo aquilo que posso absorver à minha volta vou absorvendo e há uma altura em que tenho necessidade de partilhar o que andei a recolher. O SDS junta centenas de histórias desde o “Fim da Inocência”. Nos dois primeiros livros, as histórias que contava passavam-se aos 14 anos e os editores da Leya diziam “como é que é possível ser tão cedo? Se calhar temos que indicar outra idade”. Eu dizia-lhes que não, que tínhamos de ser sinceros. Ficaram boquiabertos com as histórias que conto neste livro e que envolvem jovens de 12 anos.

Qual a principal diferença entre este livro e os anteriores?
É a idade, tudo se inicia mais cedo. As selfies, por exemplo, vieram tornar as relações descartáveis. Ter uma conversa pouco importa se tirarmos uma selfie e parecermos muito contentes. Há uma falta de auto-estima muito grande e o ‘fear of missing out’ – o medo de perder alguma coisa. Os jovens vivem na era dos ‘likes’, precisam de fazer algo para serem validados, para terem aprovação social. Os pais não estão lá a dizer “não precisas da aprovação social porque eu estou aqui, eu valido-te, eu gosto de ti”.

Este livro retrata a sociedade ou apenas um estereótipo?
Não posso generalizar que todas as pessoas sejam assim. Mas dei muitas palestras de norte a sul do país e percebi que esta realidade existe de facto, porque há uma coisa comum a todos estes jovens: a internet.

A internet é o pólo agregador dos comportamentos de risco atuais. É lá que os miúdos vêem pornografia desde muito cedo, os ‘youtubers’, que podem comprar droga, é lá que tudo se passa…

Os jovens têm consciência do que estão a fazer?
Muitos miúdos afirmam ter tomado “um comprimido qualquer” que lhes ofereceram e eu pergunto-lhes: “então mas o que é que continha o comprimido? Perguntaram? Fizeram um teste? (existem muitas carrinhas que fazem esse tipo de testes)”. Respondem-me: “não me interessa, era uma coisa qualquer e eu tomei porque achei graça”. Existe a cultura do YOLO – you only live once (só vives uma vez). Não há noção de mortalidade, ninguém pensa que vai morrer aos 13 ou 14 anos. Portanto, é um comprimido que pode ter sido feito numa garagem na China e que ninguém faz a mínima ideia do que contém, e para os miúdos é totalmente indiferente tomar este ou outro qualquer.

São os protagonistas das suas histórias que o procuram?
No primeiro livro, foi a Inês que veio ter comigo e que se expôs, contando-me uma série de histórias, nas quais não acreditei desde logo. Encontrei-me com ela, mais tarde, e com o seu grupo de amigos no Bairro Alto e apercebi-me que o que ela contara não era assim tão descabido. Assisti a algumas das histórias relatadas, e se eu que saio à noite não conhecia aquela realidade, como é que os pais haveriam de conhecer? No “Sexo, Drogas e Selfies (SDS)” peguei em histórias de várias pessoas. De repente passei a ser o repositório das histórias que todas as raparigas me queriam escrever e contar porque não têm coragem para falar com os pais.

Há pais que o abordam ou pedem para falar consigo?
Há casos em que vieram falar comigo para me contar uma história que aconteceu, mas geralmente são poucos. Muitos dizem-me que têm medo de ler os meus livros e são eles quem mais precisa de os ler. Alguns acham que por os filhos não saírem à noite estão protegidos mas na verdade não estão. Basta terem um computador em casa, com ligação à internet, e fecharem-se no quarto.

Antigamente era preciso ir para a rua, agora bastam estes comportamentos dentro de casa. Os próprios pais cometem erros nas redes sociais, pelo que tem de haver um crescimento coletivo. Não se pode recorrer ao argumento “eu sou mais velho, sei mais coisas que tu”, até porque provavelmente isso não é verdade, os miúdos sabem muito mais das redes sociais.

Como é que um escritor se transforma (quase) num psicólogo de adolescentes?
Não é fácil. Tento não o ser. Há dois tipos de emails que eu recebo: o mail de exposição, de quem quer falar, desabafar, sem procurar mais. Depois há outras pessoas que querem procurar e precisam, porque não sabem o que fazer à sua vida. Eu não sou psicólogo, mas como já me cruzei com muitas destas histórias procuro dar-lhes força, agir com bom-senso, tentando alertar para os comportamentos de risco.

Como foi sair à noite com estes miúdos e perceber o que se passava?
Depois de terem tomado comprimidos, aconteceu estarem ao telemóvel comigo e dizerem-me “vou-me atirar da janela abaixo, porque é lindo, vou voar”. Como na história do comboio (partilhada no SDS), em que tirar uma selfie para se ser popular é uma prioridade, mesmo quando se está completamente bêbedo (ou quando se ingeriu qualquer coisa), colocando a vida em risco. Os jovens não ganham consciência, procuram cada vez mais imitar os mais velhos. O pensamento é este: “Se os mais velhos cheiram cocaína, eu com 13 anos também quero experimentar, se não lhes acontece nada de especial, porque é que me há-de acontecer a mim?”

A história em que me inspirei para a parte final do livro chocou-me muito, foi-me contada pela irmã da pessoa que passou pelo problema. Foi a que mais me chocou até hoje. Estamos a chegar ao limite, para lá daquilo não há mais nada.

O que falta na relação entre pais e filhos?
Muitas vezes os pais chegam cansados do trabalho e a última coisa que lhes apetece é dar atenção aos filhos e falar com eles. O “Fim da Inocência” trouxe à tona o interesse da comunicação social por estes temas que surgem muitas vezes nas primeiras páginas. Não há desculpa para que os pais não estejam alerta.

Como é que os pais conseguem falar com os filhos sem estes acharem as conversas uma “seca”?
Este tipo de livros e artigos da Comunicação Social podem ser tema de conversa. Tem de haver um espaço dinâmico e de troca de ideias, e não de moralismos. É a pior coisa. Os jovens falam muito comigo porque não sou moralista e tenho um espírito muito aberto. Se um filho diz aos pais “já experimentei”, não o podem colocar de castigo, e têm de desconstruir o problema para que o filho não volte a consumir. Se os pais optam por colocar os filhos de castigo, eles voltam a repetir, porque o fruto proibido é o mais apetecido.

 

Entrevista publicada no jornal Expresso em 2 de julho de 2018

Google bloqueia mais de 100 mil pesquisas de pornografia infantil na internet

Novembro 18, 2013 às 10:54 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do i de 18 de novembro de 2013.

Por Agência Lusa

A Google desenvolveu ainda uma tecnologia que permite marcar vídeos ilegais do mesmo tipo para que todas as cópias possam ser retiradas da internet

O patrão da Google, Eric Schmidt, anunciou hoje, num artigo publicado no diário britânico Daily Mail, que a empresa desenvolveu uma nova tecnologia que permite bloquear mais de 100 mil tipos de pesquisa de pornografia infantil na internet.

As restrições serão aplicadas primeiramente aos países de língua inglesa, mas vão estender-se em seis meses ao resto do mundo e a outros 158 idiomas.

De acordo com Schmidt, a Google mobilizou nos últimos três meses mais de 200 funcionários para o desenvolvimento de uma nova tecnologia que dificulta o acesso a imagens de pornografia infantil na internet.

“Mesmo que nenhum algoritmo seja perfeito – e a Google não consegue impedir os pedófilos de adicionarem novas imagens na internet -, as mudanças alcançadas permitem limpar os resultados de mais de 100 mil pesquisas potencialmente ligadas a abusos sexuais de crianças”, apontou o responsável.

Eric Schmidt indicou também que alertas surgem em resultados de mais de 13 mil pesquisas, salientando que abusos sexuais de menores são ilegais e apresentando formas de se obter ajuda.

A Google desenvolveu ainda uma tecnologia que permite marcar vídeos ilegais do mesmo tipo para que todas as cópias possam ser retiradas da internet, acrescentou.

O anúncio surge antes da cimeira sobre segurança da internet, que terá hoje lugar nos escritórios do primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Downing Street e que reunirá a Google, a Microsoft e outras empresas ligadas à internet.

Em julho, Cameron pediu mais eficácia aos motores de busca para impedir o acesso dos internautas a imagens ilegais.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

Quase 350 detidos por pornografia infantil em megaoperação mundial

Novembro 15, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do Público de 15 de Novembro de 2013.

Reuters

Romana Borja-Santos

Investigação liderada pelo Canadá e que demorou três anos permitiu deter pessoas em vários países que enviavam ou consumiam imagens e vídeos de site com base em Toronto.

Uma investigação liderada pelo Canadá relacionada com pornografia infantil permitiu que as autoridades detivessem em todo o mundo 348 pessoas — num grupo muito diverso onde se incluem também professores, profissionais de saúde, padres ou treinadores desportivos.

As autoridades policiais de Toronto, citadas pela Reuters, anunciaram na quinta-feira à noite que 108 das detenções aconteceram no Canadá, 76 nos Estados Unidos e que as restantes 164 foram feitas em vários países, desde Espanha à Austrália. O trabalho foi o resultado de três anos de investigação a uma empresa com sede na capital canadiana e que distribuía pornografia infantil.

“As detenções incluem 40 professores, nove médicos e enfermeiros, 32 pessoas que trabalhavam como voluntários com crianças, seis pessoas ligadas à área judicial, nove pastores ou padres e três pais adoptivos”, esclareceu a inspectora Joanna Beaven-Desjardins, responsável pela unidade de crimes sexuais de Toronto, durante uma conferência de imprensa.

386 crianças resgatadas

Na mesma conferência foi avançado que a operação envolveu 30 forças policiais da Austrália, Espanha, Irlanda, Grécia, África do Sul, Hong Kong, México, Noruega e Estados Unidos, entre outras, que permitiram resgatar 386 crianças — a maioria das quais não tinha sequer entrado na adolescência. Mas Joanna Beaven-Desjardins, citada pela AFP, salientou que “as suas vidas foram transformadas para sempre”.

A operação começou quando a polícia começou a acompanhar a actividade da empresa chamada Azovfilms.com e do seu dono, Brian Way, ainda em Outubro de 2010. Com a ajuda dos Estados Unidos, conseguiram aceder à base de dados e perceber não só quem produzia os conteúdos mas também quem os consumia.

O advogado do homem de 42 anos não quis comentar o caso e o site já está desactivado. Alguns jornais referem que o site renderia por ano 3,8 milhões de dólares (cerca de 2,8 milhões de euros). Brian Way está detido e é acusado de 11 crimes, diz a AFP.

Segundo relatou a inspectora, muitos dos filmes foram feitos em Washington por um treinador de basebol de jovens (cerca de 500) e outros eram enviados a partir da Geórgia por uma empregada de uma escola que colocou uma câmara numa casa de banho de estudantes para obter imagens dos genitais. No total, foram encontradas 350 mil imagens e mais de 9000 vídeos de abusos sexuais, sendo que as autoridades esperam fazer ainda mais detenções. Foi também mencionado o caso de um oficial de polícia no Texas.

750 mil predadores sexuais ligados a cada minuto
O número de crianças vítimas de abuso sexual online continua a crescer, em parte devido ao facto de ser cada vez mais fácil aceder à Internet nos países em desenvolvimento. Com base em dados das Nações Unidas e do FBI, a organização não-governamental holandesa Terre des Hommes estima que existam 750 mil predadores sexuais infantis ligados à Internet em cada minuto. Foi esta organização que recentemente criou Sweetie, a menina virtual filipina de dez anos que ajudou a encontrar predadores sexuais na Internet.

Também no final de Outubro, o PÚBLICO avançou que a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, decidiu centralizar no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) a investigação dos crimes sexuais cometidos contra crianças através da Internet e outros meios informáticos. Em causa estão os crimes sexuais comunicados às autoridades portuguesas por outros países ou entidades não-governamentais estrangeiras, como é o caso das que gerem motores de busca e redes sociais.

Na origem da decisão, que versa sobre crimes de “posse, fabrico e distribuição de pornografia infantil, a instigação de menores à prática de actos sexuais, a prostituição infantil e o envio de material de natureza obscena a crianças”, está a necessidade de uma maior celeridade na obtenção de provas e de um tratamento centralizado da informação para identificar a “existência de redes criminosas”.

 

 

PJ defende base de dados com imagens de vítimas de pornografia infantil

Outubro 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do Público de 5 Outubro de 2013.

Clicar na imagem

PJ defende base de dados com vitimas de pornografia infantil

Fotos de crianças no Facebook usadas para conteúdos sexuais

Setembro 29, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 25 de Setembro de 2013.

clicar na imagem

dn

 

Vida familiar fragilizada gera casos de menores violadores

Setembro 11, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 1 de setembro de 2013.

Clicar na imagem

dn11

 

The real story: Victim of sexual abuse speaks out

Setembro 7, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto publicado no blog http://blog.missingkids.com no dia 27 de Agosto de 2013.

age

“I am a 19 year old girl and I am a victim of child sex abuse and child pornography.”

So begins the powerful “Statement by Amy,” read in a packed court of law in front of the child’s uncle, a man she was trying to prevent being released from prison.

“I am still discovering all the ways that the abuse and exploitation I suffer has hurt me, has set my life on the wrong course, and destroyed the normal childhood, teenage years, and early adulthood that everyone deserves.”

One of the rare victims of child pornography to publicly speak out against her abuser, “Amy”—as she asked to be called to protect her privacy—was a victim depicted in a collection of sexual abuse images and videos shot by her uncle.

The collection, featuring Amy in various ages of development, begins with sexually explicit images and videos of a four-year-old Amy, and ends with Amy as a nine-year-old 3rd grader. Images of Amy’s abuse are widely viewed and distributed on the Internet.

The problem of online child pornography is one not easily understood or acknowledged. From our work here at the National Center for Missing & Exploited Children, we have come to learn much about child sexual abuse.

We know most victims are abused by someone they know. Like Amy’s uncle, they are a trusted family member or friend who has legitimate access to the child.

Of the cases we intake, about half of victims are girls (57 percent) and half are boys (43 percent). Seventy-six percent, like Amy, are victims of child pornography before they hit puberty. Of this number, 10 percent are infants or toddlers.

Child sexual abuse images and videos are often extremely graphic and violent. Among the images of identified victims submitted to NCMEC in the last five years, most depict anal and/or vaginal penetration. Almost half include depictions of bondage and/or sado-masochism.

Despite Amy’s young age, she remembers her abuse vividly.

“At first he showed me pornographic movies and then he started doing things to me. I remember that he put his finger in my vagina and that it hurt a lot. I remember that he tried to have sex with me and that it hurt even more. I remember telling him that it hurt. I remember that much of the time I was with him I did not have clothes on and that sometimes he made me dress up in lingerie. And I remember the pictures.”

It is stories like Amy’s that make our work so important. Here at the National Center for Missing & Exploited Children we assist in the fight against child sexual abuse images and other forms of child sexual exploitation in our suitably named Exploited Children Division. Analysts work around the clock to assist law enforcement in their identification of child victims depicted in the over 90 million images and videos that have been reported to NCMEC since the Child Victim Identification Program was launched in 2002.

Although most victims of child pornography remain nameless, analysts at NCMEC have been able to assist law enforcement in identifying more than 5,100 victims of child pornography, allowing children to be located and rescued from their abusers.

The Dark Net

Most of us will never come upon sexually abusive images of children in our lifetime of browsing the Internet. Much of this is due to technological advances and the evolution of the Internet, which have allowed both the good and bad to find its place online.

Child sexual abuse images have found a place on the “dark net” – a web underworld where users hide various forms of illegal activity from the public and law enforcement.

Systems which allow users to mask their web location and activity have been widely praised for their ability to protect political and free speech advocates.

Unfortunately, these systems can also be used as havens for offenders seeking to use their anonymity to hide extensive libraries of illegal content depicting the sexual abuse of children.

The sheer volume of online child sexual abuse images is a challenge for law enforcement, who must adapt to an ever-changing dark net, where technologies that mask illegal online activity are becoming the norm.

In 2012 alone, over 400,000 reports were submitted to NCMEC’s CyberTipline of persons suspected of possessing, manufacturing, or distributing child pornography.This is good news for NCMEC analysts. Increased reporting to the CyberTipline means more children are protected, more abusers arrested and more child sexual abuse content is removed from the Internet.

“The dedicated team of CyberTipline analysts who respond to each and every report are driven by a desire to make a difference in the lives of children around the world.” says Michelle Collins, Vice President of our Exploited Children Division. “I encourage anyone who suspects child sexual exploitation to make a report to the CyberTipline, which we will provide to the appropriate law enforcement agency.”

Hard truth

To those of us unexposed to child pornography, it is a world hard to grasp, with victims that seem to live in someone else’s house, or in some distant community, rather than among us. The horrifying reality—that victims may be our children’s classmates, in our neighborhood, and part of our own families—is perhaps too difficult to acknowledge.

Maybe it is important for us to see Amy, not as a faceless victim, but as someone we know and love. After suffering through six years of violent abuse, Amy was rescued from her uncle when she was nine.

In Amy’s own words: “I am being exploited and used every day and every night somewhere in the world by someone.”

Please think about Amy when you are browsing the Internet. If you see or suspect child sexual exploitation online, report it to the CyberTipline at www.cybertipline.com or 1-800-843-5678.

Child pornography is a serious crime involving the graphic sexual abuse and exploitation of children and should never be compared to pornography involving consenting adults. Child pornography photos and videos depict literal crime scenes in which the children are victims. Possessing, distributing or producing child pornography is a crime in the United States.

Hackers à caça de pedófilos portugueses na internet

Agosto 21, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Sol de 11 de Agosto de 2012.

por Margarida Davim

Há um grupo de piratas informáticos, ligados ao Anonymous Portugal, que patrulha sites em fóruns à procura de abusadores de menores. Garantem que todos os dias encontram centenas de portugueses.

Há um grupo de hackers portugueses a patrulhar a internet à caça de pedófilos. A «operação» – como eles próprios lhe chamam – começou a 10 de Junho e está a ser levada a cabo por elementos do grupo Anonymous Portugal, uma organização de piratas informáticos com ligações a todo o mundo e uma filosofia política de luta. Infiltrados em fóruns e chats, detectam adultos que tentam aliciar crianças ou partilham pornografia com menores. Garantem que, todos os dias, «são centenas» os casos que encontram e que denunciam às autoridades internacionais.

Abusos de bebés e cadáveres de crianças

«Por dia, serão centenas, arriscamos a dizer milhares. Não é possível quantificar correctamente, não temos meios para estarmos presentes em todos os chats 24 horas», revela uma fonte do colectivo Sud0h4k3rs – que integra os Anonymous Portugal –, explicando que foi o «sentimento de impunidade» em relação aos crimes de abuso sexual e pornografia de menores que os fez iniciar esta cruzada pela web. «Somos pais, mães, filhos e temos consciência dos perigos que estão na internet».

E os perigos são muitos. Infiltrados na deep web, onde se alojam sites só acessíveis através do pagamento de taxas, estes piratas informáticos encontraram já um «fórum de pedofilia de uma comunidade de portugueses». As conversas relevadas pelos print screens são chocantes. Há relatos de actos sexuais com bebés e um homem que se gaba de trabalhar numa funerária onde tem acesso a cadáveres de menores, explicando com pormenor o que faz e como apaga os seus vestígios.

Mais pedófilos a Norte

Graças aos seus conhecimentos informáticos, o grupo Sud0h4k3rs já localizou alguns dos homens que participam nestes fóruns. «Claramente, a zona do país onde identificámos mais indivíduos foi no Norte, mas isso também pode estar relacionado com a facilidade de acesso à internet ou com o grau de instrução». Mais difícil é chegar às vítimas. «Nos fóruns de pornografia infantil, normalmente as imagens já foram partilhadas o suficiente para que não consigamos detectar a origem e perdemos-lhes o rasto. Ou já são demasiado antigas», confessa um elemento dos Sud0h4k3rs. Outro problema é o facto de estes conteúdos «não estarem à superfície da internet, mas na deep web».

Ainda assim, estes hackers têm encontrado «desde crianças com menos de um ano até aos 13 ou 14 anos». Nos chats nacionais, o principal alvo de aliciamento são as raparigas. «Mas nos fóruns ou chats internacionais ou no próprio Facebook, os alvos são de ambos os sexos».

Sempre que se deparam com tentativas de aliciamento ou partilha de pornografia de menores, os Sud0h4k3rs denunciam estas actividades às «entidades internacionais responsáveis pelo alojamento de sites». E até já enviaram denúncias ao FBI, «que, ao contrário das nossas autoridades, pedem ajuda para identificar indivíduos suspeitos de serem pedófilos ou para identificar locais ou objectos presentes em fotos ou vídeos de teor pedófilo».

Estes piratas informáticos queixam-se, porém, de nunca terem sido contactados pela Polícia Judiciária (PJ) para partilhar informação e de verem ignoradas as denúncias feitas ao Facebook contra páginas «com fotos de perfil ou capa com conteúdo sexual explícito» ou mesmo «álbuns inteiros de fotos de menores em poses adultas ou nus». Os Sud0h4k3rs não têm, contudo, muitas ilusões sobre a eficácia do que estão a fazer. «A pedofilia é uma indústria que gera dinheiro, quer em pagamentos de taxas para visualizar os conteúdos quer no pagamento de alojamentos de sites ou da troca de material. É difícil conseguir encerrar estes sites com apenas uma denúncia», dizem.

PJ não quer comentar cruzada de hackers

Os métodos que usam, ao infiltrarem-se em fóruns e provocarem as conversas, também não se compadecem com a lei portuguesa, já que a legislação não permite a figura do agente instigador e torna todo o material conseguido desta forma impossível de ser usado por via legal.

Talvez por isso, a PJ recusa pronunciar-se sobre a actividade que o grupo ligado ao Anonymous Portugal tem desenvolvido.

Carlos Cabreiro, coordenador de investigação criminal responsável pelos crimes na internet, admite, porém, que há «uma tendência de algum aumento, embora ténue, de situações de aliciamento de menores» através da net, nomeadamente das redes sociais e dos chats.

Segundo dados da PJ, só em 2012 foram detidos 24 suspeitos por crimes relacionados com pornografia de menores na internet. Este ano, já foram cinco os suspeitos identificados. «De 2011 para 2012 notou-se um aumento destas situações», afirma Carlos Cabreiro, explicando que é, contudo difícil falar em redes. «Só numa das situações identificámos dez pessoas, porque se tratava de alguém que fazia distribuição de material pornográfico com crianças. Mas, pelas próprias características da internet, é difícil falar em associação ou rede criminosa nos termos em que é definida pela lei».

Cabreiro reconhece também a dificuldade de identificar os menores expostos no material apreendido. «Comunicamos sempre à Interpol, porque muitas vezes estes materiais têm origem internacional. Mas seja porque as crianças estão noutro ponto do mundo ou porque as imagens são antigas e os menores cresceram, torna-se quase impossível identificá-las», assume o coordenador da PJ, que admite não haver portugueses identificados. «Não sabemos é se é por não existirem ou por não os conseguirmos identificar».

Essenciais para as investigações da PJ têm sido as denúncias «sobretudo de pais e escolas» sobre conteúdos impróprios. «Quase sempre temos de contar com a ajuda dos pais, porque não temos grandes possibilidades de andar a patrulhar a internet».

Por isso mesmo, a Judiciária prefere apostar num trabalho de prevenção, alertando para os riscos da net e para a importância de os pais estarem atentos ao que os filhos fazem online. A mesma mensagem é passada pelos Sud0h4k3rs, que recomendam aos pais que ponham os computadores na sala e que alertem as crianças e jovens para «o perigo de fornecer informações pessoais ou que as possam localizar», bem como de enviar fotos pessoais. Além disso, os hackers aconselham os pais a verificar o histórico de utilização dos computadores e a apresentarem queixa na esquadra mais próxima ou no site http://linhaalerta.internetsegura.pt sempre que detectem comportamentos estranhos ou conversas impróprias.

margarida.davim@sol.pt

 

Especialista comenta a importância de proteger crianças da exposição à pornografia

Agosto 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do site Epoch Times de 31 de Julho de 2013.

Autor: Joy Smith

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou novas medidas para proteger as crianças da pornografia. O primeiro-ministro destacou os dois principais objetivos destas medidas: proteger as crianças da exposição à pornografia adulta através de um filtro fornecido pelo governo e combater as imagens de abuso sexual de crianças disponíveis na rede.

Acredito na abordagem ousada do primeiro-ministro Cameron quando se trabalha com provedores de internet para desenvolver soluções que protegem as crianças. Nessa luta enorme contra a exploração de crianças e sexualização, cada passo que damos faz a diferença.

Efeitos danosos experimentados por crianças expostas à pornografia

A eliminação do fácil acesso à pornografia por crianças deve ser uma abordagem de senso comum. Há muitos estudos que mostram as consequências nefastas sofridas pelos jovens expostos à pornografia (é alarmante que 12 anos é a idade média da primeira exposição à pornografia).

Por exemplo, ver pornografia é considerado um fator de abuso sexual entre as crianças. Além disso, estudos recentes revelam que a pornografia pode, de fato, “reconfigurar” o cérebro. Isso é alarmante para as crianças que estão em uma fase crítica do desenvolvimento físico e pode ter consequências negativas em longo prazo.

Dirigindo-se à censura

No entanto, desde que manifestei meu apoio ao plano britânico, vi reações de surpresa , acusações  imediatas e desinformadas que é uma iniciativa de censura contra a liberdade ou a supervisão do governo, por pessoas que não tenham  tempo para realmente entender os problemas abordados e as soluções propostas.

O objetivo do filtro pornô não é para censurar ou bloquear pornografia para adultos, mas para evitar que as crianças tenham acesso a ele. Acusações de censura são tão absurdas quanto sugerir que a proibição da venda de vídeos adultos para as crianças seja censura.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos no Reino Unido terá o controle total do seu acesso à pornografia legal. Provedores de internet britânicos desenvolveram um filtro para bloquear pornografia legal para adultos e deve ser ativado para todos os clientes, a menos que decidam desativá-lo. Desativar o filtro é tão simples como entrar em sua conta de e-mail e desmarcar uma mensagem que seria deletada.

Algumas pessoas mencionaram que existem filtros domésticos disponíveis. Na verdade, não são. No entanto, o software só funciona em computadores onde ele foi instalado. Em tempos de redes sem fio em casa, onde muitas crianças e seus amigos têm smartphones , instalar um filtro anti-pornografia em seus computadores domésticos tem eficácia limitada.

Colaborar com o governo e não regulá-lo

O regime do Reino Unido também tem sido rotulado como um exemplo de grande intrusão do governo no setor. Ao invés de impor regras aos prestadores de serviços de Internet, o filtro foi o resultado do acordo e colaboração entre o governo e os grandes provedores de internet no Reino Unido. Isso desenvolve um meio de proteger as crianças da exposição ao material adulto disponível online. Isso é o que eu gostaria de ver no resto do mundo: acordos de colaboração entre o governo, fornecedores e as esferas federais interessadas. É uma conversa que realmente vale à pena.

Eu acredito fortemente na proteção dos direitos e da liberdade, da democracia e de uma internet aberta. Como o  primeiro-ministro David Cameron tem razão ao destacar que “ter uma Internet livre e aberta é a chave … Mas em relação à internet no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, nós negligenciamos a nossa responsabilidade para com nossos filhos”. Claro, desmarcar um filtro não é um preço alto a se pagar para garantirmos a proteção e a educação de nossas crianças.

Joy Smith é bacharel e mestre em Educação. Também atua como membro do Parlamento de Kildonan, em Winnipeg, Inglaterra. 

 

Pornografia infantil escondida em sites legítimos

Agosto 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do site TEK Sapo de 6 de Agosto de 2013.

Vários sites legítimos de conteúdo adulto estão a ser pirateados para redirecionarem os seus utilizadores para páginas onde são apresentadas imagens de pornografia infantil.

O aviso é feito pela entidade britânica Internet Watch Foundation que nas últimas semanas diz ter recebido uma quantidade incomum de relatos por parte dos internautas, a darem conta de tal tendência.

A situação sucede num primeiro momento com a visita ao site de conteúdo adulto onde, ao clicar num vídeo ou imagem, os utilizadores são redireccionados para um directório de ficheiros apresentado num site de mobiliário, por exemplo.

Os internautas acabam por deparar-se aí com imagens de abuso infantil, sem qualquer conhecimento do que está a suceder por parte dos webmasters de ambos os sites, alerta a Internet Watch Foundation.

“Mostra que qualquer pessoa, longe de estar à procura deste tipo de imagens, pode deparar-se com elas”, refere-se no comunicado que dá conta do novo esquema malicioso.

Casos idênticos costumam ser denunciados em Portugal, mas o volume de relatos à Linha Alerta não tem registado alterações significativas, como sucedeu com a congénere britânica, segundo referiu Gustavo Neves, gestor do serviço de Segurança da FCCN, ao TeK.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.