Todos os anos, há mais 3 mil novos casos de asma em crianças em Portugal, devido à poluição

Abril 24, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 11 de abril de 2019.

O estudo da Universidade de George Washington revelou que a maioria dos casos estão associados à poluição rodoviária e inalação de dióxido de azoto.

Em Portugal surgem todos os anos mais de 3 mil casos de asma nas crianças, devido à poluição, noticia o Jornal i na sua edição em papel. A conclusão parte de um estudo feito pela Universidade de George Washington nos Estados Unidos, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health. Os investigadores responsáveis pelo estudo foram os primeiros a medir as consequências do impacto da poluição do ar na doença entre os mais novos.

O estudo, realizado em 194 países, revelou que 92% dos novos casos de asma pediátrica surgem em crianças que vivem nas áreas que já cumprem os limites da emissão de dióxido de azoto. Por este motivo, os investigadores apelam à revisão do limite para a emissão deste gás, definido pela Organização Mundial de Saúde. Para os cientistas, prevenir a doença passa por evitar as zonas de maior tráfego, mas a problemática ultrapassa escolhas individuais.

Em todo o mundo, surgem 4 mil novos casos em jovens até aos 18 anos, sendo que 13% estão associados à inalação de dióxido de azoto. As zonas do mundo onde a doença está mais presente são cidades onde são detetados os maiores níveis de poluição, tais como oito cidades na China, para além de Moscovo e Seul, onde a percentagem chega aos 40% . Em Portugal, há 3 mil e 200 novos casos todos os anos. O número está associado à poluição rodoviária. Mas os investigadores, com quem o Jornal i falou, dizem que Portugal não é dos casos mais preocupantes.

 

OMS: “Mais de 90% das crianças do mundo respiram ar tóxico”

Novembro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do ONU News de 29 de outubro de 2018.

Estudo destaca que situação afeta 1,8 bilhão de crianças; Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde iniciou esta segunda-feira em Genebra.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que cerca de 93% das crianças do mundo, com menos de 15 anos de idade, respiram ar tão poluído que coloca sua saúde e desenvolvimento em grave risco.

A situação afeta 1,8 bilhão de crianças no mundo, de acordo com um relatório publicado esta segunda-feira na primeira Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde que decorre em Genebra.

Ameaças

Em 2016, estima-se que 600 mil crianças já morreram devido a infeções respiratórias causadas pelo ar poluído. Uma das principais ameaças à saúde de  crianças menores de cinco anos é a poluição do ar,  responsável por quase uma em cada 10 mortes nessa faixa etária.

Em comunicado, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera a situação “indesculpável”. O representante destaca que o ar poluído “intoxica milhões de crianças e arruína suas vidas”.

O chefe da OMS sublinhou que toda a criança “deve ser capaz de respirar ar puro para que possa crescer e realizar todo o seu potencial”.

O estudo defende ainda que a poluição do ar também causa câncer. Crianças expostas à poluição excessiva também podem estar em maior risco de contrair uma doença cardiovascular crônica na vida adulta.

Cérebro

A diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Sociedade da OMS, Maria Neira, disse a jornalistas que a poluição do ar prejudica o cérebro dos menores de idade.

A probabilidade é que as crianças sejam intoxicadas porque estão mais expostas a ar poluído e absorvem mais poluentes do solo, onde essas substâncias se encontram em concentrações mais altas.

Como parte do apelo à ação das comunidade internacional, a OMS recomenda uma série de medidas “diretas” para reduzir o risco à saúde, que estão ligadas ao tamanho de material particulado ambiental, ou PM2.5.

Essas ações incluem acelerar as mudanças na limpeza de combustíveis e em tecnologias de aquecimento e para cozinhar, promoção de transporte mais limpo, habitações com maior eficiência energética e planejamento urbano.

A OMS apoia ainda a geração de energia de baixa emissão, tecnologias industriais mais limpas e seguras e o melhor gerenciamento municipal de resíduos para reduzir a poluição do ar nas comunidades.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Air pollution and child health: prescribing clean air

 

 

Poluição ambiental relacionada com comportamento das crianças

Dezembro 29, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://ionline.sapo.pt/ de 18 de dezembro de 2017.

Estudo da Universidade do Sul da Califórnia conclui que a exposição a partículas que não são visíveis a olho nu podem alterar o comportamento das crianças…e não é de uma forma positiva.

De acordo com o estudo, estas partículas não visíveis a olho nu afetam, diretamente, o comportamento das crianças.

Segundo escreve o site PopSci, os cientistas norte-americanos analisaram durante dez anos, cerca de 700 crianças, e concluíram que o contacto direto destas partículas com o cérebro de crianças e adolescentes está relacionado ao mau comportamento, sendo que o risco de delinquência é um dos comportamentos mais notórios.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Abnormal Psychology, e defende também que este comportamento pode ser mais grave quando há uma relação entre a crianças e adolescentes .

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Longitudinal Analysis of Particulate Air Pollutants and Adolescent Delinquent Behavior in Southern California

Poluição atmosférica ameaça causar danos cerebrais em 17 milhões de bebés

Dezembro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 6 de dezembro de 2017.

Alexandre Costa

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declara o diretor da UNICEF Anthony Lake.

Dezassete milhões de bebés com menos de um ano vivem em zonas do planeta em que os níveis de poluição do ar são pelo menos seis vezes superiores ao limite recomendado, o que significa que o desenvolvimento dos seus cérebros está em risco, alertou esta quarta-feira a agência das Nações Unidas para as crianças.

A maioria destes bebés (mais de 12 milhões) vive no Sul da Ásia, refere ainda o estudo da UNICEF, que recorreu a imagens de satélites para identificar as regiões mais afetadas.

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declarou o diretor da UNICEF Anthony Lake.

O desenvolvimento do cérebro nos primeiros mil dias de vida é determinante para o crescimento das crianças, para o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem e para que “possam fazer tudo o que eles queiram aspirar na vida”, declarou o autor do relatório, Nicholas Rees.

Apesar de a ligação entre a poluição e os problemas no desenvolvimento cerebral ainda não estar provada cientificamente, Reee diz que há cada vez mais dados que apontam nesse sentido.

“À medida que o mundo fica cada vez mais urbanizado, e sem a proteção adequada e medidas de redução da poluição, mais crianças ficarão em risco nos próximo anos”, adverte ainda o documento da UNICEF.

No mês passado, os níveis de poluição na capital indiana, Nova Deli, foram tão altos que algumas escolas da cidade encerraram. No norte da China estima-se que a poluição atmosférica cause uma redução em cerca de três anos da esperança da vida.

A UNICEF apela a que nas regiões mais afetadas se recorra mais a máscaras faciais e a sistemas de filtragem do ar e a que as crianças não viagem durante os períodos em que os níveis de poluição se tornam especialmente elevados.

mais informações na notícia da Unicef:

17 million babies under the age of 1 breathe toxic air, majority live in South Asia – UNICEF

 

 

Poluição mata milhões de crianças todos os anos

Março 22, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.paisefilhos.pt/de 8 de março de 2017.

WHO/Y. Shimizu

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado esta semana mostra que uma em cada quatro mortes em crianças – com idade inferior a cinco anos – está relacionada com problemas ambientais. Mais de 1,7 milhões de mortes de crianças por ano têm a sua origem na poluição do ar interior e exterior, exposição ao fumo de tabaco, insalubridade da água ou a falta de saneamento e de higiene. “Um ambiente poluído é mortal, particularmente para as crianças mais novas”, alerta a directora geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado da entidade. “Os seus organismos e sistemas imunitários estão ainda a desenvolver-se”, por isso o seu aparelho respiratório é mais frágil, explica.

Destes 1,7 milhões de mortes anuais, cerca de 570 mil devem-se a infecções respiratórias relacionadas com a poluição do ar interior e exterior e a exposição ao fumo de tabaco. Por outro lado, a falta de acesso a água potável, o insuficiente saneamento e falta de condições de higiene são apontados como factores de risco para o desenvolvimento de diarreias, que representam mais de 361 mil mortes anuais.

Mas há mais: com o aquecimento global e dos níveis de dióxido de carbono, a produção de pólen tendem a aumentar, levando também a um aumento do número de casos de asma. Segundo a OMS, cerca de 44% dos casos de asma entre as crianças são uma consequência directa da poluição atmosférica.

Ler a News release da OMS em baixo:

The cost of a polluted environment: 1.7 million child deaths a year, says WHO

 

 

Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Dezembro 2, 2016 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto da http://www.unicef.pt/

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Poluição: 300 milhões de crianças respiram ar tóxico

Quase uma em cada sete crianças no mundo – 300 milhões – vivem em zonas com os mais elevados níveis de toxicidade de poluição atmosférica – seis vezes ou mais acima dos limites recomendados internacionalmente, revela o novo relatório da UNICEF ‘Clear the air for children’. A publicação utiliza imagens recolhidas via satélite para mostrar pela primeira vez quantas crianças estão expostas a poluição atmosférica que excede os níveis internacionais definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e onde vivem.

“A poluição do ar é um dos principais factores que contribuem para a morte anual de cerca de 600.000 crianças menores de cinco anos – e uma ameaça para a vida e o futuro de milhões de crianças. Os poluentes não só prejudicam o desenvolvimento dos pulmões das crianças como podem mesmo afectar o seu desenvolvimento cerebral, causando danos que ficam para toda a vida, o que, naturalmente tem consequências para o seu futuro. Nenhuma sociedade se pode permitir ignorar a poluição do ar.” Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF
Cerca de 2 mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição atmosférica, causada por factores como as emissões de veículos, a utilização de combustíveis fósseis pesados, as poeiras e a queima de lixos, excede os limites de qualidade mínima do ar definidas pela OMS. A Ásia do Sul tem o maior número de crianças, 620 milhões, a viver nestas zonas, seguindo-se África com 520 milhões de crianças. Na região da Ásia Oriental e Pacífico 450 milhões de crianças vivem em zonas que excedem os limites estabelecidos.

O estudo analisa também os efeitos nefastos da poluição do ar em espaços fechados maioritariamente causada pelo uso de combustíveis como carvão e madeira para cozinhar e aquecimento, que afecta sobretudo as crianças de agregados familiares de baixo rendimento em zonas rurais. Em conjunto, a poluição atmosférica e a poluição do ar em espaços fechados estão directamente relacionadas com doenças como a pneumonia e outras do foro respiratório que são causa de morte de perto de uma em cada 10 crianças menores de cinco anos, o que torna a poluição do ar num dos principais riscos para a saúde das crianças.

As crianças são mais susceptíveis do que os adultos à poluição do ar, tanto interior como exterior, pois os seus pulmões, cérebros e sistemas imunitários estão ainda em desenvolvimento e as suas vias respiratórias são mais permeáveis. As crianças mais pequenas também respiram a um ritmo mais rápido do que os adultos e inspiram uma maior quantidade de ar em relação ao seu peso corporal. As crianças mais desfavorecidas, que tendencialmente já têm uma saúde mais debilitada e cujo acesso a serviços de saúde é precário, são as mais vulneráveis a doenças causadas pela poluição do ar.

É necessário melhorar a qualidade do ar para proteger as crianças dos efeitos da poluição. A UNICEF recomenda algumas medidas aos Governos:

• Reduzir a poluição;

• Alargar o acesso das crianças a serviços de saúde;

• Minimizar a exposição das crianças;

• Monitorizar a poluição ambiental.

 

A UNICEF trabalha no terreno para proteger as crianças dos seus efeitos no âmbito dos seus programas de cooperação a fim de reduzir o impacto da poluição atmosférica na saúde das crianças. Por outro lado, apoia também programas destinados a melhorar o acesso das crianças a serviços de saúde de qualidade e para as vacinar contra doenças como a pneumonia.

Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Novembro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da https://www.unicef.pt/ de 11 de novembro de 2016.

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Pneumonia e diarreia matam 1.4 milhões de crianças por ano – mais do que todas as outras doenças infantis juntas

Os líderes mundiais reunidos na COP22 têm a oportunidade de assumir compromissos

que ajudarão a salvar a vida de 12.7 milhões de crianças até 2030

MARRAQUEXE, Marrocos, 11 de Novembro de 2016 – A pneumonia e a diarreia juntas matam 1.4 milhões de crianças por ano. A esmagadora maioria destas crianças vivem em países de baixo e médio rendimento. Estas mortes infantis continuam a ocorrer apesar de ambas as doenças serem amplamente preveníveis através de soluções simples e de baixo custo, tais como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados de saúde primários de qualidade e redução da poluição do ar no interior das habitações.

Estas conclusões fazem parte de um novo relatório da UNICEF lançado hoje –One is Too Many: Ending Child Deaths from Pneumonia and Diarrhoea’ (Uma é demasiado: Pôr fim à morte de crianças devidas à pneumonia e diarreia).

A pneumonia continua a ser a principal causa de morte de crianças menores de cinco anos, tendo ceifado a vida de perto de um milhão de crianças em 2015 – aproximadamente uma criança a cada 35 segundos – e mais do que a malária, a tuberculose, o sarampo e a SIDA juntos. Aproximadamente metade de todas as mortes de crianças por pneumonia estão ligadas à poluição do ar, um facto que os líderes mundiais devem ter bem presente durante o debate em curso na conferência COP 22, sublinha a UNICEF.

“Temos provas claras de que a poluição do ar ligada às alterações climáticas está a prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças, provocando pneumonias e outras infecções respiratórias,” afirmou Fatoumata Ndiaye, Directora Executiva Adjunta da UNICEF.

“Dois mil milhões de crianças vivem em zonas onde a poluição do ar excede os padrões internacionais, e muitas delas adoecem e morrem como resultado. Os líderes mundiais que participam na COP22 podem ajudar a salvar a vida de crianças comprometendo-se a tomar medidas para reduzir a poluição do ar associada às alterações climáticas e acordando em investir na prevenção e nos cuidados de saúde,” disse Fatoumata Ndiaye.

Como a pneumonia, os casos de diarreia entre crianças podem, frequentemente, estar associados a níveis de precipitação mais baixos decorrentes das alteações climáticas. A disponibilidade reduzida de água potável deixa as crianças em risco acrescido de doenças diarreicas e de sequelas ao nível físico e do desenvolvimento cognitivo.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e diarreia desde 2000. Sem maior investimento em medidas-chave de prevenção e tratamento, a UNICEF estima que mais 24 milhões de crianças venham a morrer de pneumonia e diarreia até 2030.

“Estas doenças têm um enorme impacto na mortalidade infantil e o seu tratamento tem um custo relativamente baixo,” afirmou a Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Contudo, continuam a receber apenas uma pequena parcela do investimento global em saúde, o que não faz nenhum sentido. Esta é a razão pela qual apelamos a um maior investimento global para intervenções de protecção, prevenção e tratamento que sabemos que são eficazes para salvar vida de muitas crianças.”

A UNICEF recomenda também um maior financiamento nos cuidados de saúde infantis em geral e que uma particular atenção a grupos de crianças especialmente vulneráveis à pneumonia e à diarreia – as mais pequenas e as que vivem em países de baixo e médio rendimento.

O relatório mostra que:

  • Cerca de 80 por cento das mortes de crianças ligadas à pneumonia e 70 por cento das que estão associadas à diarreia ocorrem durante os dois primeiros anos de vida:
  •  Ao nível global, 62 por cento das crianças menores de cinco anos vivem em países de baixo e médio rendimento, mas representam mais de 90 por cento dos casos de morte devido a pneumonia e diarreia no mundo.

 

 

Autismo pode estar ligado à poluição

Dezembro 15, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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notícia do Sol de 1 de dezembro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The Association of National Air Toxics Assessment Exposures and the Risk of Childhood Autism Spectrum Disorder: A Case Control Study

Shutterstock

Ricardo Nabais

Um estudo da Universidade de Pittsburgh (EUA) associa o aumento da prevalência de desordens relacionadas com o autismo à exposição maior das crianças à poluição atmosférica. De acordo com os especialistas, problemas deste espectro – que compreende um leque variado de sintomas, dos mais intensos aos mais suaves, como a síndrome de Asperger – mostram uma correlação forte com a exposição a compostos como o estireno (usado em plásticos, mas também produto da combustão de gases provenientes de veículos), cianeto (proveniente de escapes ou de cigarros, por exemplo) ou crómio, um metal pesado que serve para o fabrico de aço. 

A experiência, que comparou dois conjuntos de famílias, um com crianças que padecem de desordens do autismo e outro com crianças que não sofrem deste problema, mostrou que os rapazes e raparigas cujas mães viviam em zonas de maior concentração de poluição atmosférica tinham uma incidência maior de autismo.

O estudo ainda não pode ser apresentado como totalmente conclusivo, advertem os cientistas. Mas outros, no passado, já estabeleciam a relação entre o autismo e alguns dos compostos químicos agora nomeados, principalmente o estireno. “Temos encontrado algumas consistências entre os estudos, o que me parece importante”, disse Evelyn Talbott, da Universidade de Pittsburgh, à revista Forbes. “Isso prova que a poluição é uma causa directa? Não. Mas acho que devíamos analisar os resultados melhor”. O problema desta experiência, avisam outros especialistas citados por aquela revista norte-americana, é a falta de uma medição individual da exposição aos químicos poluentes.

De qualquer modo, o Center for Disease Control and Prevention (centro para o controlo e prevenção de doenças dos EUA) já tinha publicado um outro estudo em Setembro, a alertar para o facto de as doenças do espectro autista terem aumentado 30% em apenas dois anos entre as crianças, especialmente as que habitam em centros urbanos.

 

 

 

14% dos casos de asma na infância devem-se a poluição rodoviária

Março 27, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de Março de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Chronic burden of near-roadway traffic pollution in 10 European cities (APHEKOM network)

Lusa

O estudo centrou-se em dez cidades europeias.

14% dos casos de asma crónica na infância devem-se à exposição à poluição existente em estradas com muito tráfego, indica um estudo realizado em dez cidades europeias, divulgado esta sexta-feira.

O estudo, divulgado na edição online da revista da Sociedade Europeia Respiratória, compara dados de saúde com a exposição à poluição do tráfego rodoviário em Barcelona, Bilbau, Bruxelas, Estocolmo, Granada, Liubliana, Roma, Sevilha, Valência e Viena. Para a análise foi considerada a proximidade a estradas com mais de dez mil veículos por dia.

“Calculamos que uma média de 33.200 casos de asma (14% de todas as crianças asmáticas) são atribuíveis a poluentes relacionados com o tráfego rodoviário”, escrevem os investigadores, citados pela agência France Presse. “Ou seja, estes casos não existiriam se ninguém habitasse na ‘zona-tampão’ ou se aqueles poluentes não existissem”, adiantam os investigadores dirigidos por Laura Perez, do Instituto de Saúde Pública suíço.

Um terço da população total daquelas cidades habita a 75 metros de uma estrada com muito tráfego e mais de metade num raio de 150 metros. A percentagem de casos de asma associados à poluição é mais elevada em Barcelona (23%) e em Valência (19%) e menos em Granada e em Estocolmo (7%).


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