15 poemas famosos que as crianças vão adorar escutar

Abril 17, 2020 às 6:00 am | Publicado em Livros, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site Cultura Genial

Carolina Marcello

Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes

A poesia tem o poder de nos emocionar, de nos transportar para outros mundos e de nos educar acerca da complexidade humana.

Por todos esses motivos, e muitos mais, o contato das crianças com a poesia pode ser mágico e potenciar um amor pela leitura que durará a vida toda.

Está procurando poemas curtos para ler com as crianças e inspirar os pequenos leitores? Confira as composições que selecionamos, e comentamos, para você.

1 Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo …
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles (1901 – 1964) foi um notória escritora, artista e educadora brasileira. Considerada uma das maiores poetas nacionais, a autora também se destacou no campo da literatura infantojuvenil.

Alguns dos seus poemas dedicados ao público infantil se tornaram verdadeiros clássicos e continuam sendo muito populares entre leitores de todas as idades.

O poema em análise, publicado na obra homônima Ou Isto ou Aquilo (1964) é, talvez, o mais famoso. A composição contém um ensinamento fundamental acerca do modo como a vida funciona: temos, constantemente, que fazer escolhas.

Isso implica, no entanto, que não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Quando optamos por uma coisa, estamos abrindo mão de outra. A poeta consegue traduzir esse eterno sentimento de incompletude através de exemplos simples, com elementos do cotidiano.

2 Pessoas são Diferentes, de Ruth Rocha

São duas crianças lindas
Mas são muito diferentes!
Uma é toda desdentada,
A outra é cheia de dentes…

Uma anda descabelada,
A outra é cheia de pentes!

Uma delas usa óculos,
E a outra só usa lentes.

Uma gosta de gelados,
A outra gosta de quentes.

Uma tem cabelos longos,
A outra corta eles rentes.

Não queira que sejam iguais,
Aliás, nem mesmo tentes!
São duas crianças lindas,
Mas são muito diferentes!

Ruth Rocha (1931) é uma das maiores escritoras de livros infantis do panorama nacional. Sua composição mais popular é, sem dúvida, O Direito das Crianças, onde a autora enumera as condições para uma infância saudável e feliz.

Neste artigo, contudo, escolhemos analisar o poema Pessoas são Diferentes, pela sua forte mensagem social. Aqui, a autora ensina o leitor a compreender e a aceitar a diferença.

No poema, há a comparação de duas crianças e a conclusão de que contrastam tanto na sua imagem, como nos seus gostos. O sujeito poético deixa evidente que uma não é superior à outra: não existe um jeito certo de ser.

Num mundo que ainda é regido por padrões limitados de beleza e comportamento, Ruth Rocha lembra as crianças (e os adultos) que o ser humano é múltiplo e que todas as pessoas merecem o mesmo respeito.

3 O Pato, de Vinícius de Moraes

Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há.
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela.

Amado pelos adultos, Vinicius de Moraes (1913 — 1980) também foi um poeta e músico muito popular entre as crianças. O Pato faz parte das composições infantis do “poetinha” que foram publicadas na obra A Arca de Noé (1970).

Os poemas, focados sobretudo em animais, foram escritos para os filhos do artista, Suzana e Pedro. Anos mais tarde, em parceria com Toquinho, Vinicius lançou adaptações musicais desses versos.

O Pato é um poema divertido de ler com as crianças, por causa do seu ritmo e das suas aliterações (repetições de consoantes). Os versos contam a história de um pato que estava fazendo um monte de travessuras.

Vamos assistindo, gradualmente, às consequências do seu mau comportamento. Por conta de suas más ações, o pobre pato morre e acaba na panela.

4 O Cuco, de Marina Colasanti

Mais esperto que maluco
este é o retrato do cuco.
Taí um que não se mata
pra fazer um pé-de-meia
e nem pensa em bater asa
pra construir a casa.
Para ele o bom negócio
é morar em casa alheia,
e do abuso nem se toca.
Os seus ovos, rapidinho,
põe no ninho do vizinho
depois vai curtir um ócio
enquanto a vizinha choca

Marina Colasanti (1937) é uma escritora e jornalista ítalo-brasileira, autora de várias obras populares de literatura infantil e infanto-juvenil.

O Cuco faz parte da obra Cada bicho seu capricho (1992), na qual Colasanti mistura o amor pela poesia com o amor pelos animais. Assim, os seus versos observam e descrevem as singularidades de cada bicho, educando o leitor mirim.

O poema em análise se foca no comportamento do cuco, bem diferente da conduta das outras aves. Em vez de construir o próprio ninho, o cuco é famoso por deixar os seus ovos em ninhos alheios.

Assim, os ovos dos cucos acabam sendo chocados por pássaros de outras espécies. Esse fato faz com o animal seja encarado, na nossa cultura, como sinônimo de esperteza e independência.

5 Mãe, de Sérgio Capparelli

De patins, de bicicleta
de carro, moto, avião
nas asas da borboleta
e nos olhos do gavião
de barco, de velocípedes
a cavalo num trovão
nas cores do arco-íris
no rugido de um leão
na graça de um golfinho
e no germinar do grão
teu nome eu trago, mãe,
na palma da minha mão.

Sérgio Capparelli (1947) é um jornalista, professor e escritor brasileiro de literatura infantojuvenil que venceu o Prêmio Jabuti nos anos de 1982 e 1983.

O poeta escreveu várias composições sobre a figura materna e sua ligação intemporal com os filhos. Em Mãe, temos uma declaração de amor do sujeito à progenitora.

Enumerando todas as coisas que vê, ilustra que as memórias e os ensinamentos da mãe estão presentes em cada elemento da realidade, cada gesto do cotidiano.

Deste modo, as palavras doces de Capparelli traduzem um sentimento maior que a própria vida e um laço inquebrável entre mães e filhos.

6 Pontinho de vista, de Pedro Bandeira

Eu sou pequeno, me dizem,
e eu fico muito zangado.
Tenho de olhar todo mundo
com o queixo levantado.

Mas, se formiga falasse
e me visse lá do chão,
ia dizer, com certeza:
– Minha nossa, que grandão!

Pedro Bandeira (1942) é um escritor brasileiro de obras infantojuvenis que venceu o Prêmio Jabuti em 1986. Este é um dos poemas do livro Por enquanto eu sou pequeno, lançado em 2002. O sujeito parece ser uma criança que está transmitindo o seu “pontinho de vista” sobre a vida.

Ele afirma que é visto como pequeno pelos demais e precisa erguer a cabeça para falar com os outros. No entanto, ele sabe sabe que os conceitos não são absolutos e dependem da forma como encaramos as coisas.

Por exemplo, na perspectiva de uma formiga, o eu-lírico é enorme, um verdadeiro gigante. Deste modo, e através de um exemplo acessível para as crianças, Pedro Bandeira dá uma importante lição de subjetividade.

7 Porquinho-da-Índia, de Manuel Bandeira

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…

— O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

Manuel Bandeira (1886 — 1968) foi uma das mais importantes vozes do modernismo brasileiro. Sua poesia de linguagem simples e direta cativou, e continua cativando, leitores de várias gerações.

Porquinho-da-Índia é uma das suas composições adequadas para o público infantil. Lembrando os tempos da infância, o sujeito poético reflete sobre o seu antigo porquinho-da-índia e a relação difícil que mantinha com o animal.

Apesar de oferecer todo o carinho e conforto ao bichinho, ele “só queria estar debaixo do fogão”. Nos versos, o eu-lírico fala sobre a primeira vez que sentiu a rejeição, memória que guardou para o resto da vida.

Por vezes o nosso amor não é correspondido com a mesma intensidade. Mesmo num tom melancólico, o sujeito encara o fato com leveza e sabe que ele faz parte da vida.

8 Menina passarinho, de Ferreira Gullar

Menina passarinho,
que tão de mansinho
me pousas na mão
Donde é que vens?
De alguma floresta?
De alguma canção?

Ah, tu és a festa
de que precisava
este coração!

Sei que já me deixas
e é quase certo
que não voltas, não.

Mas fica a alegria
de que houve um dia
em que um passarinho
me pousou na mão.

Ferreira Gullar (1930 – 2016) foi um poeta, escritor, crítico e ensaísta brasileiro, sendo também um dos fundadores do neoconcretismo.

Em Menina Passarinho, o sujeito se dirige a alguém cujos gestos são leves e delicados. Assim, ele compara a garota a um passarinho, que passa voando e pousa na sua mão.

Esse breve encontro é capaz de alegrar o sujeito, provocando uma festa no seu coração. Mesmo ciente de que esse momento é efêmero, e que provavelmente não voltará a ver a Menina Passarinho, consegue apreciar a sua recordação.

A composição vem lembrar os leitores que as coisas não precisam durar eternamente para serem especiais. Por vezes, os momentos fugazes podem ser os mais belos e também os mais poéticos.

Confira uma adaptação musical na voz de Cátia de França:

9 A Girafa Vidente, de Leo Cunha

Com
aquele
pescoço
comprido
espicha
espicha
espicha
a bicha
até parecia
que via
o dia de amanhã

Leonardo Antunes Cunha (1966), mais conhecido como Leo Cunha, é um jornalista e escritor brasileiro que tem se dedicado principalmente a criar obras para o público infantil.

Em A Girafa Vidente, o poeta se foca numa particularidade bem notória do animal: a sua altura. Como se assumisse o ponto de vista de uma criança, observa o longo pescoço da girafa, que parece quase não ter fim.

Por ser tão alta, o sujeito poético sugere que ela conseguiria ver além, podendo até prever o futuro. Também é engraçado reparar que a própria estrutura da composição (uma torre estreita e vertical) parece replicar o formato do animal.

10 Espantalho, de Almir Correia

Homem de palha
coração de capim
vai embora
aos pouquinhos
no bico dos passarinhos
e fim.

Almir Correia é um autor brasileiro de literatura infantojuvenil que também trabalha com animação. Talvez por isso, o poema Espantalho seja uma composição muito assente em aspectos visuais. Formado por apenas seis versos, o poema pinta uma imagem bastante nítida de um espantalho se desintegrando com o tempo.

Nada disso é descrito de forma triste ou trágica, pois tudo faz parte da vida. O espantalho, cujo propósito é assustar os pássaros, acaba sendo devorado pelos seus bicos.

11  A porta, de Vinicius de Moraes

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão

Conhecido como “poetinha”, Vinicius tinha o dom de conferir uma certa magia a acontecimentos e objetos aparentemente banais. Neste poema, o sujeito poético mostra toda a história que pode estar contida em uma simples porta.

Deste modo, fica claro que cada elemento do cotidiano faz parte da nossa vida e, se falasse, teria muito para contar sobre nós e aqueles que nos rodeiam. Aqui, existe uma personificação da porta, que escolhe se abrir de formas diferentes para cada personagem que aparece.

Escute, abaixo, a versão musicada, na voz de Fábio Jr.:

12 Amarelinha, de Maria da Graça Rios

Maré mar
é maré
mare linha
sete casas a pincel.
Pulo paro
e lá vou
num pulinho
segurar mais um ponto
no céu.

Maria da Graça Rios é uma escritora e acadêmica brasileira, autora de várias obras infantis como Chuva choveu e Abel e a fera. Em Amarelinha, o sujeito poético cria vários jogos de palavras a partir do nome da brincadeira famosa.

Na composição, o eu-lírico parece ser uma criança que está brincando de amarelinha e vai descrevendo os seus movimentos, até o final do jogo.

13 A Boneca, de Olavo Bilac

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
— “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca…

Olavo Bilac (1865 – 1918) foi um célebre poeta do parnasianismo brasileiro que também escreveu composições destinadas às crianças. Em A Boneca, o sujeito conta a história de duas garotas que começaram a brigar porque queriam brincar com a mesma boneca.

Em vez de partilharem e continuarem a brincadeira, cada uma queria a boneca para si. De tanto puxarem, acabaram destruindo a pobre boneca e, no final, ninguém brincou com ela. O poema vem lembrar as crianças que é fundamental aprendermos a partilhar e que a ganância apenas conduz a resultados ruins.

Conheça uma leitura e animação criada a partir do poema:

14 O Pinguim, de Vinicius de Moraes

Bom dia, Pinguim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim.
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu de jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca.

Neste poema cheio de bom humor, Vinícius brinca com a aparência dos pinguins. Por serem pretos e brancos, parecem estar vestidos de um jeito formal, usando uma casaca.

Assim, o sujeito lírico parece ser um garoto que vê o bichinho ao longe e quer se aproximar dele e tocá-lo, tentando não o assustar.

Não perca a versão do poema musicada por Toquinho:

15 Receita de espantar a tristeza, de Roseana Murray

Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua

vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.

Roseana Murray (1950) é uma escritora carioca, autora de obras de poesia e livros direcionados para o público infantil. A escritora publicou o seu primeiro livro, Fardo de Carinho, em 1980.

Em receita para espantar a tristeza, a poeta transmite uma mensagem muito especial de ânimo. Quando estamos tristes, o melhor que podemos fazer é interromper esse processo de sofrimento e procurar alguma coisa que nos faça rir (por exemplo, plantar bananeira).

Algo que também não pode faltar é a amizade: a simples presença de um amigo pode ser o suficiente para mandar a tristeza embora.

A Menina do Mar, 2 a 5 de fevereiro no São Luiz Teatro Municipal

Janeiro 27, 2019 às 6:04 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/208031129882230/

 

Jornadas literárias ’10 de Letra’ 19 abril na SPA, com Eduardo Sá, Luísa Ducla Soares, José Jorge Letria

Abril 18, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://escritores.online/10-de-letra/

Ensinar também é ler

Outubro 17, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 29 de setembro de 2016.

marta-poppe

Marta Poppe

Pergunto-lhe o que acha que faz falta na escola. “Mais do que equipamentos e materiais faz falta uma reflexão mais profunda sobre o que está a acontecer menos bem na escola.”

Texto de Cristina Nobre Soares

Conta-nos que começou a gostar de poesia no dia 25 de Abril de 1974. O pai, ao contrário do que costumava fazer todos os dias, nessa manhã não ligou o rádio. E ela apanhou a camioneta para a escola, como sempre. Sem saber o que estava a acontecer. Ao chegar ao liceu disseram-lhe, a ela e aos outros alunos, que não havia aulas naquele dia porque estava a acontecer uma revolução em Lisboa. Então, a professora de português, Irene Vivas, para que não ficassem na rua, levou-os para uma sala onde lhes leu um texto de Manuel Alegre. Um texto censurado até àquele dia. Era um texto em prosa, diz-nos a professora Ângela Oliveira. Mas tocou-me tanto, mas tanto, que eu tive de ir à procura de mais coisas escritas por ele. E descobri a sua poesia. E depois a de outros. E de outros. Aquela leitura da minha professora abriu-me um mundo que eu não conhecia. A poesia muda-nos a forma de ver o mundo, porque a partir do momento em que a conseguimos interpretar, também conseguimos interpretar o mundo.

A professora Ângela é professora de História e Português, do 2.º ciclo em Óbidos. Conheci-a numa festa de Natal da escola da minha filha. Entrou em palco com uma turma dela e poesia de Marguerite Yourcenar, mais ou menos entre as canções de Natal e a actuação do mágico. Fiquei a pensar que gostaria que ela um dia fosse professora da minha filha. Foi. Tivemos sorte. Olho-a, agora, sentada numas escadas em Óbidos, ao 7.º dia do FOLIO, e enquanto nos fala sobre poesia, com uma emoção que lhe faz perder o ar sério, eu penso que ser professor é isto. É esta passagem de testemunho, quase mágica, que atravessou séculos de humanidade. A professora dela abriu-lhe o mundo da poesia. Ela, por sua vez, abriu esse mundo à minha filha e aos filhos dos outros.

Pergunto-lhe o que acha que faz falta na escola. Pensa um bocadinho e responde: “Mais do que equipamentos e materiais faz falta uma reflexão mais profunda sobre o que está a acontecer menos bem na escola. E a aprendizagem tem de voltar a ser valorizada, porque a escola ainda continua a ser um dos melhores veículos de progressão.”

Pergunta-nos se conhecemos o jardim da Biblioteca Municipal. Eu e a Marta dizemos que não. E enquanto ela nos guia pelas ruas de Óbidos, fala-nos sobre a falta que a leitura pública faz. Que hoje se fala muito em livrarias e pouco em bibliotecas. Que a leitura pública é realmente a mais acessível. E a todos. Porque não depende do poder económico de cada um. Li muitos, muitos, livros de biblioteca, conta-nos. Os meus pais sempre que podiam compravam-me livros, mas, provavelmente não poderiam ter comprado todos os que li. Nem a mim, penso eu.

Antes de terminarmos a conversa, já na Biblioteca Municipal pergunto-lhe se gosta de ser professora. Sorri e diz-me que sim. “Ensinar também é ler, porque a vida é leitura. Lemos tudo. E ao ensinar estou sempre a ler e aprender.”

 

 

Por que é tão importante ler poemas para crianças?

Junho 17, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://ataba.com.br/ de 3 de junho de 2016.

ataba

Denise Guilherme

Segundo Carlos Drummond de Andrade, as crianças são poetas por natureza. Desde pequenas, elas brincam com a linguagem, atentando para o som das palavras, seus significados e intencionalidades.

Quando bebês, embora não entendam muitos dos sentidos das palavras que lhes são ditas, os pequenos apreciam a melodia da voz de seus pais e, freqüentemente, “respondem” com balbucios e outros sons graciosos, estabelecendo uma deliciosa brincadeira com a sonoridade da comunicação humana.

Assim que aprendem a falar, logo começam a criar suas próprias expressões para se comunicar e, com o passar do tempo, descobrem que a linguagem é um jogo onde as palavras podem ser inventadas, ordenadas e faladas de diversas maneiras, dando origem a muitas interpretações. E o que é isso senão poesia?

Pensando na importância da leitura de poemas para a formação desses leitores, listamos alguns motivos pelos quais é fundamental apresentar esses textos às crianças desde cedo:

  1. A poesia contribui para a formação do imaginário, do simbólico e da criatividade. Afinal, nos poemas, as palavras sempre dizem mais!
  2. Poemas expressam a beleza por meio da linguagem literária. “A poesia mostra que a língua que se lê diz mais coisas quando ela é uma língua trabalhada, artesanalmente trabalhada.”*
  3. Os poemas contribuem para o desenvolvimento da sensibilidade estética, construindo uma ponte entre a criança e o mundo real e o simbólico. Por meio deles é possível perceber que as coisas podem ter diferentes representações.
  4. A presença da sonoridade nesse tipo de texto, construída por meio das rimas e repetições, por exemplo, torna a recitação de poemas uma atividade muito prazerosa para os pequenos. Esses recursos linguísticos possibilitam que as crianças memorizem e apreciem esses textos, mesmo que – a princípio – não sejam capazes de compreender todo o seu significado.
  5. Ouvir e recitar poemas ajuda na percepção da melodia da linguagem. Poesia e música andam juntas. Algumas canções de compositores brasileiros trabalham com processos poéticos extremamente refinados. Por isso, apreciar boas canções pode ser um ótimo caminho para aproximar os leitores da linguagem poética.
  6. Poemas possibilitam a construção de imagens, jogos de associações de palavras e metáforas. Eles desenvolvem um olhar curioso sobre o mundo.  “A poesia faz ver, dá a ver os textos, dá a ver o que se lê.”*
  7. A leitura desses textos obriga o leitor a refletir sobre a melodia, a cadência e as pausas na construção de sentido,  ajudando-o a dominar ritmos fundamentais, como o da respiração, por exemplo.
  8. Poemas exploram de maneira muito inteligente a disposição da palavra no espaço do papel. Neles, os leitores podem aprender que nos textos literários não só conteúdo, mas também a forma tem muito a dizer.
  9. A leitura em voz alta de poemas desenvolve a atenção a aspectos da oralidade (entonação, acentuação e ritmo) que são fundamentais nas situações de uso da fala em público.
  10. Por fim, ler poemas pode ser uma ótima oportunidade de mostrar às crianças que as palavras são como brinquedos. E tal qual as peças de um jogo de montar, basta apenas combiná-las de diferentes maneiras para que a magia da linguagem aconteça!

Para conhecer algumas dicas de livros de poemas para leitores de todas as idades, a equipe da Taba preparou uma seleção especial de títulos desse gênero.

Confira clicando aqui.

* JEAN, George. Actes de la scéance. 13-4 juin.1979. In. Coloque de Paris. Apprentissage et pratique de la lecture à l’école. Paris, 1979.p,87.

visualizar as imagens do texto no link:

http://ataba.com.br/por-que-e-tao-importante-ler-poemas-para-criancas-2

 

 

Histórias contadas em poesias inventadas – Comemoração do Dia Mundial da Poesia e Dia Internacional das Florestas – 21 de março na Estufa Fria

Março 18, 2016 às 6:02 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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blx

Comemoração do Dia Mundial da Poesia e Dia Internacional das Florestas
Na próxima segunda-feira, 21 de março 2016 entre as 14H00 às 18hH00 vamos celebrar este grande dia com Histórias contadas em poesias inventadas.

Pelo terceiro ano consecutivo, as Bibliotecas de Lisboa e a
Estufa Fria de Lisboa vão comemorar o Dia Mundial da Poesia e o Dia Internacional das Florestas, a 21 de março, realizando uma série de atividades para escolas, para famílias e público em geral, na Estufa Fria.

A poesia e a natureza fundem-se num lugar mágico e único, onde as palavras e a beleza do espaço originam momentos de lazer, criatividade e prazer. E em cada canto daquele oásis com mais de 300 espécies, plantam-se rimas e contos e descobrem-se plantas.

 

Dia Mundial da Poesia no CCB – 21 de março

Março 19, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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poesia

21 Mar 2015 – 14:00 às 19:00

Entrada Livre

Pelo oitavo ano consecutivo, o PNL e o CCB comemoram o Dia Mundial da Poesia. O programa, a ter lugar no sábado dia 21 de Março, dedica este ano a Maratona de Leitura a Cesário Verde. O evento ocupa diversos espaços do Centro e inclui leituras de obras de poetas portugueses, uma feira do livro de poesia, conferências e espetáculos.
Programa

14:00 – 19:00

Feira do Livro de Poesia | Entrada do Centro de Reuniões – Piso 1 Na entrada e recepção do CCB poderá encontrar o seu poeta preferido, ou último livro de poesia editado. Organização: Bertrand

INCM | corredor Sala Fernando Pessoa Posto de venda de edições e publicações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Organização: Imprensa Nacional – Casa da Moeda

Diga lá um poema | Espaço Amigo CCB Leituras em voz alta abertas ao público. O espaço é montado como um estúdio de gravação, com um estrado e um microfone. O público é convidado a dizer poesia em frente a uma câmara. As gravações são passadas, em diferido, em écran junto á SL.

15:00

Cesário Verde | Palestra | Sala Luís de Freitas Branco Por Fernando Cabral Martins

Poesia Latino Americana | Sala Almada Negreiros – Piso 1  Realizado em colaboração com a Casa da América Latina.

14:30

Boas vindas e apresentação do programa Por Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina

14:40

Leituras Antológicas Poesia e Transcendência aos 90 anos de Ernesto Cardenal Comentário e leituras por José Tolentino de Mendonça

Poetas Diplomatas. Octavio Paz, Pablo Neruda e Vinícius de Morais Comentário e leituras por Luís Filipe Castro Mendes

O regresso à infância com Manoel de Barros Apresentação por Maria Xavier (Casa da América Latina). Leituras por Beatriz Viana, Carlos Baltazar, Duarte Bénard da Costa, Francisco Figueiredo, Gonçalo Albergaria, Inês Faria, Joana Carvalhinho, Joana Flor, Marta Sanches e Violeta D’ Aguiar (Escola Secundária Camões)

16:00

Vozes da América Andrés Ordoñez (México) e Omar Ortiz (Colômbia)  Moderados por Lauren Mendinueta

17:00

Novidades Editoriais Uma visita ao Museu de História Natural, edição bilingue. Apresentação por Nuno Júdice, com Lauren Mendinueta (autora), Ricardo Márques (tradutor) e João Concha (Não edições)

Troco a minha Vida por Candeeiros Velhos Apresentação por Jeronimo Pizarro, com Gastão Cruz (tradutor), João Paulo Cotrim (Abysmo) e Germán Santamaria Barragán, Embaixador da Colômbia.

Antes que a luz trema. Antologia de David Rosenmann-Taub, edição bilingue. Apresentação por Ana Maria Toscano (Universidade Fernando Pessoa) e leituras por Isabel Branco

Ficha Técnica

Coordenação: Maria Xavier, Casa da América Latina

Produção: Diana Lopes, Casa da América Latina

Relações Públicas: Adriana Drago, Casa da América Latina

Comunicação: Patrícia Simões, Casa da América Latina

Coordenação dos alunos: Cristina Duarte, Escola Secundária Camões

15:30

Maratona de Leitura | Cesário Verde | Sala Fernando Pessoa – Piso 2

Cesário Verde dito por diversos convidados Coordenação: Luís Lucas Aldina Duarte, André e.Teodósio, António M. Feijó, Fernando Cabral Martins, Fernando Pinto do Amaral, Gonçalo M. Tavares, Mafalda Lopes da Costa, Nicolau Santos, Paula Bárcia, Tiago Rodrigues.

16:00

De viva voz | Sala Luís de Freitas Branco – Piso 1

Poetas e outras personalidades dizem poesia sua ou de outros. Apresentação: Luísa Cruz António Carlos Cortez, Diogo Vaz Pinto, Filipa Leal, Frederico Lourenço, Joana Emídio Marques, José Luiz Tavares, Manuel Alegre, Maria Teresa Horta, Matilde Campilho, Nuno Júdice, Rosa Oliveira.

17:30

Espetáculo | De Lisboa para o Mundo| Pequeno Auditório

Há uma cidade feita de mil aldeias à beira-Tejo, que por suave milagre se unem, formando uma das mais belas ficções possíveis de viver: Lisboa. Quantas palavras a disseram, quantas não conseguiram dizê-la? Muitas e mais aquelas que ainda estão por vir. Lisboa, desde o seu nascimento, teve o mágico privilégio de ser uma cidade-espelho, onde os olhares se reflectiam e devolviam. E a poesia, que no limite não é mais do que um olhar depurado e quieto, registou esse encanto de uma cidade-porto, segura e insegura, amante ou megera, paraíso ou inferno.

Não há poetas de Lisboa: há seres apaixonados, há estrangeiros deslumbrados, há partidas e regressos que se parecem muito com as paixões. Lisboetas convictos, que se debatem com declarações confusas de amor-ódio, como só é permitido aos verdadeiros apaixonados.

Mas sabemos isto: a cidade sempre foi inspiração para a palavra poética, escrita pelos que estão, pelos que chegam, pelos que partem. Lisboa nunca deixou de receber o mundo a olhar para o mundo. São esses olhares, tão diversos e tão únicos, tão quotidianos e tão intemporais que a Lisbon Poetry Orchestra quer partilhar. Algumas vezes seduzindo pela memória; outras, revelando o que é feito hoje, pelos que vivem e sentem outra vez estas ruas, esta gente, este mistério. O encontro da palavra e da poesia musical que a Lisbon Poetry Orchestra pratica é uma das mil probabilidades de banda sonora que esta cidade permite. E é exactamente por isso que não pode deixar de ser feito: porque a Lisboa poética sempre será feita de descobertas e reencontros. ‘Nuno Miguel Guedes’

Lisbon Poetry Orchestra

Músicos Alexandre Cortez (baixo e programações) / Filipe Valentim (piano, sintetizador e percussões) / Luis Bastos (clarinete, viola e percussões) / Tiago Inuit (guitarra)

Diseurs André Gago / José Anjos / Nuno Miguel Guedes / Sandra Celas / Daniel Rocha Leite / Fernando Pinto do Amaral / Luis Carvalho / Paula Cortes / Pedro Oliveira

Vídeo João Pedro Gomes (JPG from Daltonic Brothers)

Poemas e textos de António  José Forte, Vasco Graça Moura, Alexandre O’ Neill, Plinio o Velho, David Mourão Ferreira, Herberto Helder, Eduardo Lourenço, Al Berto e de (participantes no projecto) Luis Carvalho, Daniel da Rocha Leite, José Anjos

Direcção musical e coordenação do projecto: Alexandre Cortez Apoio editorial de Nuno Miguel Guedes e Fernando Pinto do Amaral Uma produção Festival Silêncio / CTL, Cultural Trend Lisbon para o CCB

14:30 – 19:00

Museu dos Poetas| Performance e Oficinas| Salas e Foyer Sophia de Mello Breyner Performance e oficinas a partir da escolha de poesia portuguesa

O dia da Poesia é também o dia dos poetas e das letras. É o dia da chegada da Primavera. Queremos celebrar a chegada do novo ciclo. O ciclo do Sol que traz a natureza de novo à vida; que faz ressurgir a seiva que nos dá flores e frutos enchendo a atmosfera do seu benéfico calor, dando-lhe fertilidade, estabilidade e prosperidade. Com a garra, a esperança e a alegria de jovens atores evocaremos a grande musa que nos toca com a sua poesia, por vezes até sem palavras, num Museu dos Poetas. Poetas e poetisas portugueses serão pronunciados em voz alta, como grito que ecoa ao longo dos tempos, recordando-nos as raízes e a origem, contando-nos histórias do nosso país, estados de alma intemporais e quimeras que nos fazem ir e rasgar caminho.

Orientação Suzana Branco e Miguel Simões / Com João Cachola, Martim Guerreiro, Margarida Bakker, Vicente Wallenstein, Sofia Fialho, Lara Mesquita, Sílvio Vieira, Rodrigo Tomás, Vasco Barroso, Anabela Ribeiro, Lara Matos.

“Apoio Escola Secundária Eça de Queiroz (Beatriz Fernandes, Miguel Arrifano, Soraia Gomes, Ana Cristina Fernandes, Cristiana Carvalho, Rute Lopes)”

16:00

Entrega de prémios de Concurso “Faça lá um Poema* | Sala Sophia de Mello Breyner Com Teresa Gentil e apresentado por Ana Cloe

Cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do Faça lá um Poema, concurso de poesia, em colaboração com o Plano Nacional de Leitura, dirigido a escolas do 1º Ciclo ao Secundário. A entrega dos prémios terá a participação da compositora Teresa Gentil, que junta musica às palavras dos premiados e de outros poetas portugueses.

Com Teresa Gentil Piano Guitarra, flautas e voz / Ana Cloe Apresentação e voz / Rui Silva Percussões tradicionais / Rita Matias Voz, percussão e guitarra / João Nogueira Contrabaixo e voz *Até ao limite da capacidade das salas

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Produção CCB

 

83.º Aniversário da Biblioteca Municipal Palácio Galveias

Julho 3, 2014 às 3:23 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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programa

http://blx.cm-lisboa.pt/noticias/detalhes.php?id=937

Dia Mundial da Poesia 2014 – Vídeo

Março 21, 2014 às 10:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Literatura/Pages/diamundialdapoesiamarco2014.aspx

 

Dia Mundial da Poesia – 22 de Março no CCB

Março 18, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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poesia

22 Mar 2014 – 11:00 às 18:30  CCB

Centro de reuniões
Entrada Livre sujeita à capacidade de cada uma das salas

Pelo sétimo ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional da Leitura (Ministério da Educação e Ciência e Secretaria de Estado da Cultura) e do Centro Cultural de Belém, comemoramos no dia 22 de Março, o Dia Mundial da Poesia.

A comemoração inclui um programa intenso, que terá inicio às 11h com a exposição Como as Cerejas. Ao longo do dia contaremos com a Feira do Livro de Poesia, com espaços onde a poesia portuguesa é dita por poetas, actores e personalidades – incluindo o já indispensável espaço para os espontâneos, Diga lá um Poema – e um conjunto de Oficinas e Actividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades.

Este ano a Maratona da Leitura é dedicada a Vitorino Nemésio, homenageado também com a exibição do documentário de Maria João Rocha, Viagem (1999).

Contaremos novamente com a Poesia Latino Americana, organizada em colaboração com a Casa da América Latina.

O êxito das primeiras edições leva-nos a dar continuidade ao Concurso de Poesia dirigido às escolas, cuja selecção final terá lugar no Centro Cultural de Belém, com a atribuição de prémios para os melhores poemas.

Os espaços do Centro Cultural de Belém vão ser vividos num ambiente de festa com muita poesia, para todas as idades.

mais informações aqui

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