15 regras para evitar acidentes na piscina: um guia para um verão seguro perto da água

Julho 5, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 22 de junho de 2020.

Nuno de Noronha

O verão é para a maioria das crianças sinónimo de diversão na piscina. Tome nota destas regras.

A melhor forma de evitar acidentes na praia, rio ou piscina é garantir alguns cuidados, que variam consoante a idade das crianças. Até aos 4 anos – ou até a criança aprender a nadar – o mais seguro é usar braçadeiras. A partir dessa idade, coletes e “bolhas” são as opções mais seguras.

O afogamento é uma causa de morte comum, sobretudo em crianças, frequentemente evitável. Bastam 30 centímetros de água para uma criança se afogar. Por isso, ensiná-la a nadar e mantê-la sob vigilância são ações essenciais para evitar afogamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o afogamento é um processo fisiológico de aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão, que pode conduzir a falta de oxigénio nos tecidos (hipoxia) e a paragem cardíaca. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o afogamento é um processo e os sintomas associados podem ocorrer várias horas após a criança ser retirada da água, nem sempre com um desfecho fatal.

Tome nota destas 15 regras e conselhos

  1. Coloque limites em redor da piscina

Cerque a área da piscina e feche o acesso com um portão que não possa ser aberto por uma criança. A criança nunca deve permanecer na piscina sem vigilância.

  1. Cuidado com os objetos flutuantes

Deve ter cuidado com a quantidade e tipologia dos objetos dentro da piscina. Não se esqueça que estes podem impedir ou dificultar o processo de emersão. Não atire roupa, toalhas ou outros objetos semelhantes para dentro de água.

  1. Mantenha as escadas desimpedidas

Mantenha os acessos à piscina livres para que quem esteja dentro da piscina consiga sair facilmente, sem esforços acrescidos.

  1. Atenção à sucção

A água da piscina está em constante filtração. Existe um sistema que leva a água ao filtro através dos orifícios espalhados pelas paredes e fundo da piscina. Por vezes, dependendo dos sistemas, estes podem sugar os cabelos da criança e mantê-las submersas. Controle estes espaços.

  1. Diga ao seu filho que não corra na área da piscina

Os pisos ao redor das piscinas são escorregadios. As crianças só devem entrar e sair da piscina através das escadas.

  1. Atenção às armadilhas submersas

Alguns utensílios podem prender pés, mãos ou mesmo as crianças debaixo de água. Algumas escadas possuem espaços que podem prender uma criança. Por isso, fique sempre atento aos detalhes da sua piscina.

  1. Atenção redobrada

É muito importante para o desenvolvimento da criança que frequente a piscina e pratique desportos como a natação. Ainda assim, é preciso manter atenção especial quando crianças estão na água.

  1. Não mergulhar de cabeça na piscina

Aconselhe-o a não mergulhar em piscinas. Tanto a criança como os pais devem observar bem o piso da piscina antes de mergulhar, para evitar colisão com outros mergulhadores ou bater com o fundo do tanque.

  1. A criança deve estar sempre acompanhada

Mesmo que a piscina tenha a presença de um nadador salva-vidas, é útil fazer-lhe companhia e observá-lo enquanto nada até que tenha segurança para estar sozinho. Lembre-se: é impreterível que ensine ou ponha o seu filho a aprender a nadar.

  1. Ensine o seu filho a ser responsável na piscina e a respeitar as suas limitações

A natação deve ser feita somente na profundidade em que se sinta confortável e seguro.

  1. Boias essenciais

O uso das bóias é importante, mas não se esqueça que elas nunca substituem a supervisão de um adulto.

  1. Se a criança comer, não deve nadar

O ideal é que espere pela digestão. Nadar com a barriga cheia pode causar paragens digestivas e outros transtornos.

  1. Não permita brincadeiras violentas na piscina

Como empurrar, jogar à apanhada ou simular afogamentos. Não é aconselhável brincadeiras de lutas ou “cavalinhos” na piscina. Uma pancada na cabeça pode resultar em afogamento.

  1. Mantenha a piscina sempre limpa e saudável

Ensine o seu filho a tomar duche antes de entrar na piscina. Não mantenha comidas ou bebidas nas imediações da piscina. Além de poderem sujar a água, os copos potenciam o risco de vidros partidos no fundo da piscina.

  1. Equipamento de resgate próximo

Tenha sempre o equipamento básico de salva-vidas próximo da piscina. As boias e cordas são recomendadas. Tenha um telefone por perto e, em caso de acidente, ligue para o 112 e dê indicações precisas sobre o local onde se encontra.

Morte de crianças em piscinas. Associação exige legislação com urgência

Junho 23, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de junho de 2020.

No espaço de 48 horas morrem duas crianças por afogamento. Presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil questiona: “Como é possível não haver legislação?”

A presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil – APSI defendeu esta segunda-feira a criação urgente de uma legislação para as piscinas que obrigue à sua proteção com uma barreira vertical com pelo menos 1,10 metros.

Sandra Nascimento reagia assim em declarações à agência Lusa à morte de duas crianças com uma diferença de cerca de 48 horas por afogamento em piscinas, sublinhando que nos últimos 6/7 anos morreram em média por ano 10 crianças até aos 18 anos.

Na sexta-feira uma criança com 18 meses morreu vítima de afogamento numa piscina da habitação onde vivia, na Póvoa de Varzim, distrito do Porto. No domingo, um menino de dois anos morreu também vítima de afogamento na piscina de um parque de campismo localizado no Pinhal Novo, no concelho de Palmela, distrito de Setúbal.

“A APSI fica sempre chocada com estes casos. Temos conhecimento de dois casos mortais e outro, de um bebé em Monchique (Faro) que acabou por ser salvo. É uma situação que conhecemos demasiado bem e que acontece de forma repetida todos os anos e com mais incidência nos meses de verão, sobretudo julho, que é o mês onde ocorrem mais afogamentos”, disse.

Sandra Nascimento sublinhou à Lusa que todos os anos a APSI alerta para estes casos e para a necessidade de se criar legislação para as piscinas.

“A nossa primeira reação foi mais uma vez dizer como é que é possível não haver legislação. Estes casos vieram mostrar a necessidade de uma legislação que enquadre e que crie requisitos para as piscinas nomeadamente para a sua proteção”, disse.

A presidente da APSI lembrou que no ano passado a associação enviou uma carta aos partidos com assento parlamentar na qual alertava para o problema, a pedir que o assunto fosse tratado de forma séria e que fosse possível já este verão haver legislação, o que não ocorreu.

“O que nós defendemos é que seja obrigatório a criação de uma barreira física vertical, que pode ser uma vedação, um muro, ou outra solução, desde que crie uma barreira que atrase ou dificulte o acesso da criança ao contacto com a água”, explicou.

De acordo com Sandra Nascimento, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a barreira vertical como medida mais eficaz e que pode reduzir em 50% a probabilidade de afogamento em crianças com 4/5 anos, pois é nesta idade que acontecem mais afogamentos.

A presidente da APSI disse também à Lusa estar preocupada com a possibilidade de aumento de aluguer de casas com piscina ou apartamentos na sequência da pandemia de covid-19.

“Com as restrições de acesso às praias, muitas famílias vão procurar mais espaços com piscinas, locais onde existem piscinas próximas como casas particulares ou aldeamento turísticos. É muito importante que as famílias façam uma avaliação prévia do espaço que vão aluguer”, frisou.

A APSI recomenda às famílias com crianças pequenas que verifiquem previamente se existe essa barreira nas piscinas, que deve ter pelo menos 1,10 metros.

“Esta separação é muito importante e pode ser uma piscina ou um tanque. Esta barreira deve ocorrer em qualquer plano de água. Nos poços é diferente: devem ter uma tampa pesada e fechada”, disse.

A recomendação da APSI serve também, segundo Sandra Nascimento, para piscinas insufláveis ou pré-fabricadas.

“A piscina insuflável pequena deve ser esvaziada no fim do dia e voltada ao contrário e nas pré-fabricadas deve ser colocada a barreira física”, disse.

Sandra Nascimento recomendou ainda às famílias uma vigilância muito próxima não só a nadar, mas quando as crianças brincam perto de água.

“Nos últimos 6/7 anos por ano a média de mortes é entre 9 e 10 até aos 18 anos e por cada uma que morreu, em média 2/3 terão sido internadas”, disse, acrescentando que os dados relativos a 2018 serão apresentados em breve.

Afogamento em idade pediátrica: verão após verão a tragédia repete-se

Setembro 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 16 de agosto de 2019.

Estamos no verão! A pior época do ano no que respeita aos afogamentos.

Afogamento, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), define-se por um processo que condiciona insuficiência respiratória em resultado da imersão (pelo menos da face e da abertura da via aérea) ou submersão (todo o corpo) em água/outro líquido, independentemente da sobrevida ou não. Desde o nascimento que o contacto com água torna-se rotineiro e, para a maioria das crianças a água é uma diversão atrativa. Contudo, esta interação acarreta risco e a vulnerabilidade das crianças varia de acordo com a idade, género e estádio de desenvolvimento.

O afogamento é um acontecimento trágico, muito rápido (segundos são suficientes), silencioso (a criança não faz barulho e não pede ajuda) e que pode ocorrer em pequenas quantidades de água (menos de um palmo de água).

Apesar das campanhas anuais de prevenção da morbi-mortalidade por afogamento, as situações fatais ou com consequências devastadoras permanecem.

Em Portugal, o afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças (depois dos acidentes de viação) e a grande maioria poderia ser prevenida. De acordo com o último relatório da Associação para a Promoção e Segurança Infantil (APSI), nos últimos 16 anos ocorreram 247 afogamentos com desfecho fatal e 586 internamentos na sequência de afogamento e, desde há 7 anos que estes números têm vindo a diminuir. Nas crianças hospitalizadas, o prognóstico é geralmente reservado, e as que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas permanentes. No entanto, estes números não devem subestimar este problema de saúde pública. A maioria das crianças e jovens com necessidade de internamento ocorre dos 0 aos 4 anos e a maioria das mortes por afogamento dos 15 aos 19 anos. O género masculino associa-se à maioria dos afogamentos (66%). Quanto aos locais, as piscinas são os planos de água com maior registo de afogamentos, sobretudo na primeira década de vida, seguido das praias e dos rios/ribeiras/lagoas com crianças e jovens mais velhos. Em todos os meses do ano há registo de afogamento, no entanto Junho, Julho e Agosto são os meses onde se verificam mais casos.

É importante conhecer os riscos:
– Vulnerabilidade da idade;
– Género (sobretudo masculino);
– Acessibilidade a planos de água (piscina, praia, rios/ribeiras/lagoas e poços) e ausência de barreiras físicas que impossibilitem o acesso livre à água ou dispositivos de flutuação adequados (braçadeiras e/ou coletes salva-vidas essenciais em ambientes aquáticos). De alertar que as boias e os colchões são falsamente seguros, uma vez que facilmente são deslocados quer pelo vento quer pela ondulação.
– Ausência ou inadequada vigilância (mesmo na banheira): devendo evitar-se qualquer elemento distrativo como exemplo o uso do telemóvel;
– Consumo de álcool e drogas e exposição simultânea a banhos;
– Incumprimento das regras de segurança do local;
– Patologias de base como por exemplo epilepsia.

É fundamental criar ambientes seguros, minimizando os acidentes:

1.  Vigilância ativa: o cuidador deve vigiar as crianças na água ou na sua proximidade, sem distrações (como por exemplo o telemóvel) e de forma atenta e permanente para que possa intervir de imediato sempre que necessário. Com ressalva de que o cuidador deverá saber nadar de forma a evitar colocar a sua vida e das crianças em risco.
2.  Nas férias, vigilância redobrada, com reconhecimento do local e dos planos de água.
3.  Quando em ambiente de festa, com muita gente, estabelecer um sistema rotativo de vigilância, havendo sempre um adulto responsável pelo ambiente aquático.
4.  Esvaziar baldes, alguidares e banheiras, logo após a sua utilização. Não deixar a criança sozinha no banho, sem supervisão e esconder a tampa da banheira para evitar que a criança a encha sozinha.
5.  Colocar barreiras físicas que impossibilitem o acesso à água (piscinas, poços, fossas e tanques). O uso de barreiras não deve substituir a supervisão do cuidador. Outros sistemas de proteção para a piscina existentes no mercado não mostraram benefício. Não deixar brinquedos atrativos perto e/ou na piscina.
6.  Optar por praias e piscinas vigiadas, localizar o nadador salvador e cumprir as regras de segurança e sinalização do local.
7.  Equipamento de flutuação (braçadeiras/coletes salva-vidas ajustados ao corpo) devem ser sempre colocados nas crianças junto aos ambientes aquáticos. No entanto, esta medida não substitui as supramencionadas.
8.  Formação em suporte básico de vida, sobretudo para quem tem piscina no domicílio.
9.  Iniciar aulas de natação e promover comportamentos seguros o mais precocemente possível.
10.  Fortalecer a consciencialização pública e advertir para a vulnerabilidade das crianças.
11.  Alertar para os riscos de mergulhar em zonas com profundidade da água desconhecida ou onde existam rochas submersas ou desníveis.
12.  Incentivar as crianças a permanecerem perto das margens e a nunca entrarem na água sem vigilância.

Prevenir o afogamento está nas nossas mãos!

Ana Ribeiro, com a colaboração de Clara Machado, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.

Os cuidados a ter com os bebés antes de os levar para a praia

Agosto 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto e imagem do site Sapo Lifestyle

Cerca de 22% das crianças com menos de 24 meses tem uma pele muito sensível, apresentando mesmo 8% uma pele atópica. Para proteger os mais pequenos nos meses de maior calor, siga os conselhos do dermatologista David Serra.

Suave, macia, delicada mas… frágil! A estrutura da pele do bebé é muito semelhante à de um adulto, mas a camada córnea é mais fina e as células da epiderme são menos aderentes entre elas. A pele do bebé tem também menos gordura. Por isso, a diminuição de produção de sebo limita a resistência contra o quente ou frio. Mas as diferenças não se ficam por aqui. A pele do bebé tem uma capacidade muito elevada de absorção.

O peso da área da superfície da pele é três a cinco vezes maior em recém-nascidos do que em adultos. Esta diferença significativa implica que o organismo de um recém-nascido absorva concentrações muito mais elevadas do que um produto para adultos para a mesma zona de aplicação. Qualquer produto que entre em contacto com a pele do recém-nascido será, assim, facilmente absorvido, o que não é benéfico.

Desta forma, o risco de toxicidade nesta fase da vida da criança, é elevado e requer o máximo de cuidado na escolha de um cuidado adaptado.

O pH da pele do bebé é diferente do pH da pele do adulto.

Os recém-nascidos têm um pH próximo de 7, neutro, enquanto o pH do adulto é ácido (oscila entre 5,5 e 6,5) proporcionando uma boa proteção da pele contra as bactérias. Esta é a razão pela qual a pele do bebé fica sujeita a infeções, e é mais frágil e delicada.

A pele do bebé é mais suscetível a alergias do que a pele dos adultos. A epiderme do recém-nascido absorve substâncias com mais facilidade. Por isso, os produtos que utilizar, nesta ou em qualquer outra altura do ano, devem ser hipoalergénicos e adaptados à pele sensível do bebé, como recomendam os especialistas. No mercado, são muitas as marcas que investiram em fórmulas que garantem essa segurança.

Guia prático para proteger a pele dos mais pequenos na praia

Para preparar a pele para a praia, David Serra, dermatologista, sugere quais os hábitos que os pais devem abraçar para protegerem a pele dos seus filhos e ainda identifica o tipo de produtos de proteção solar que é mais indicado para a pele infantil. Até aos 12 meses, “é desaconselhada a exposição solar direta prolongada”, começa por referir o especialista. Entre as 11h00 e as 16h00, os mais pequenos não devem apanhar sol.

Esse cuidado deve ser mantido, sempre, “com crianças de pele muito clara, cabelos louros, ruivos ou castanhos-claros, olhos azuis ou verdes e com história familiar de cancro de pele ou com pais com muitos sinais”, acrescenta o especialista. Até aos dois anos, “o protetor solar deve conter apenas filtros físicos”, sublinha ainda David Serra. Filtros que não reagem quimicamente com a pele para proteger a criança.

Antes, formam uma barreira que reflete tanto as radiações UVA, como as UVB, protegendo a pele da criança. No momento de sair de casa, há uma lista de objetos fundamentais a não esquecer antes de ir para a praia, que deve conferir. Deve incluir, além do chapéu, óculos de sol e um guarda-sol. “O vestuário é a forma mais eficaz de proteger a pele do sol”, justifica o dermatologista David Serra

“O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa e renovado regularmente, em função da atividade da criança e se toma banho. A aplicação deve ser uniforme e abranger toda a pele exposta”, recomenda ainda o especialista. No momento de escolher, prefira leites ou loções aos protetores em spray, visto que “obrigam à utilização de maior quantidade de produto e hidratam mais”, refere ainda.

Escolha sempre produtos com fator de proteção “SPF 50+ e o símbolo UVA também deve estar presente”, aconselha David Serra. Depois de saírem da praia ou se os seus filhos estiveram a chapinhar numa piscina com água salgada, lave sempre a pele com água doce. “A exposição ao sol deve ser gradual e não súbita. Deve ser de pouco tempo nos primeiros dias de exposição”, alerta ainda o dermatologista.

Texto: Filipa Basílio da Silva

O meu filho apanhou um escaldão. O que fazer? Como prevenir?

Agosto 20, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site Up to Kids

Publicado por Hugo Rodrigues

O meu filho apanhou um escaldão (queimadura solar). O que fazer? Como prevenir?

O primeiro aspeto a reforçar é que todos as queimaduras solares devem ser evitadas. Isso pode conseguir-se através de uma série de medidas de proteção.

Assim, aqui ficam alguns princípios a seguir para ajudar o seu filho a aproveitar o Sol de uma forma mais saudável:

  • Evite as horas de maior intensidade de radiação (11:00 – 16:00)
  • Coloque-lhe sempre um chapéu, de preferência com abas que lhe protejam as orelhas
  • Vista-lhe uma t-shirt para estar mais protegido
  • Experimente colocar-lhe uns óculos de Sol
  • Use um protetor solar com factor de proteção 50+ (se o seu filho tiver menos de 2 anos, esse protetor deve ser com filtros 100% físicos ou minerais) e aplique-o antes da exposição ao Sol
  • Dê-lhe muita água, para repor os líquidos que ele perde com a transpiração
  • Reponha o protetor solar sempre que saia da água

No entanto, se mesmo assim o seu filho apanhar um escaldão, deve tomar as seguintes precauções:

  • Aplicar um creme pós-solar, que geralmente tem um efeito calmante e reparador
  • Passadas algumas horas pode começar a aplicar um creme restaurador hidratante, de preferência com bastante vitamina A e E (e também zinco); deve aplicá-lo, pelo menos, 2-3 vezes por dia
  • Dar medicação para as dores e/ou comichão, se necessário
  • Usar roupas leves e de algodão (de preferência brancas), para não “irritarem” a pele
  • Dar banhos mais curtos e com água mais tépida (pouco quente)

Mesmo depois de passar a queimadura deve continuar a a hidratar bem a pele, para ajudar na sua regeneração. Lembre-se que um escaldão pode ser bastante doloroso (acho que já todos passamos por isso) por isso seja compreensivo com o seu filho quando este se queixar.

Pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo.

Hugo Rodrigues

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 82 sobre Perigos da Exposição Solar

Agosto 12, 2019 às 2:33 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 82. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Perigos da Exposição Solar.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Este verão, na praia, no rio ou na piscina, ignore o telemóvel. Não ignore a criança

Junho 24, 2019 às 12:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Spots de rádio no SoundClound:

– Spot 1:

https://soundcloud.com/tito-de-morais/sets/campanha-de-prevencao-do-afogamento-infantil-spot-1

– Spot 2:
https://soundcloud.com/tito-de-morais/campanha-de-prevencao-do-afogamento-infantil-spot2

Associação alemã apela: “Larguem os telemóveis e vigiem as crianças na água”

Agosto 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 15 de agosto de 2018.

Desde o início do ano houve 300 afogamentos na Alemanha, dos quais 20 envolveram crianças, e a Associação Alemã de Salva-Vidas (DLRG) diz que é urgente mudar hábitos para travar o aumento dos números. Aquela que é a maior organização do género a nível mundial estabelece mesmo uma ligação direta entre o número de crianças em risco na água e a distração dos pais com os telemóveis.

O caso mais recente aconteceu na semana passada, quando um menino de sete anos se afogou numa piscina da Baviera.

De acordo com o The Guardian, A DLRG lembra que as piscinas não são parques ou jardins-de-infância e aconselha os pais e avós a largarem os telemóveis e a reforçarem a vigilância.

O representante da organização, que conta com 40 mil salva-vidas voluntários em praias, piscinas e lagos da Alemanha, lamenta ainda a forma negligente como alguns adultos se comportam com as crianças hoje em dia.

Os nadadores salvadores culpam ainda o sistema escolar por não ter aulas de natação obrigatórias para os mais pequenos e lembram que os horários das famílias nem sempre são compatíveis com as aulas de natação dos filhos, o que aumenta o problema.

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 71 Segurança Infantil em Meio Aquático

Agosto 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 71. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Segurança Infantil em Meio Aquático.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Brincar e nadar em segurança! Procedimentos que salvam vidas!

Agosto 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Brochura e flyers no link:

http://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-para-cidadania/brincar-e-nadar-em-seguranca-e-folhetos-seguranca-das-criancas

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