Alunos portugueses entre os que mais reprovam

Fevereiro 11, 2016 às 1:30 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 11 de fevereiro de 2016.

ler o relatório citado na notícia no link:

http://www.oecd.org/edu/low-performing-students-9789264250246-en.htm

pedro granadeiro  global imagens

O desempenho dos alunos portugueses em provas internacionais melhorou, mas ainda estão entre os que mais reprovam. A OCDE defende que o país deve mudar de política.

Nos últimos anos, os resultados dos estudantes de 15 anos que realizaram os testes PISA (Programme for International Student Assessment) têm vindo a melhorar a Leitura, Matemática e Ciências, mas ainda existem 13% de jovens que revelam dificuldades nas três áreas, revela o relatório “Low-performing Students: Why they Fall Behind and How to Help them Succeed” (Fraco rendimento dos alunos: Porque ficam para trás e como ajudá-los a ter sucesso).

Cerca de 34% dos alunos que participaram no estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) já tinham reprovado pelo menos uma vez, colocando Portugal em oitavo lugar na lista dos países com mais repetentes.

O relatório revela que em Portugal a retenção é o principal fator de risco na probabilidade de os alunos virem a ter maus resultados e por isso aconselha o país a mudar a sua política.

O estudo analisa o rendimento dos alunos olhando para a família, nomeadamente o seu “background”, a carreira e a atitude perante a escola, mas também analisa as formas de ensinar e as políticas educativas que estão mais associadas ao fraco rendimento dos alunos.

Os últimos dados do Ministério da Educação revelavam precisamente que um em cada cinco alunos chumba ou desiste de estudar no ensino secundário e que é no 12ª ano que o sucesso se revela mais complicado.

Cerca de 35% dos alunos não consegue terminar o 12.º ano com sucesso à primeira, segundo os dados nacionais que analisam os resultados entre os anos letivos de 2009/2010 e 2012/2013.

Um total de 22% dos alunos do secundário inscritos em cursos científico-humanísticos não conseguiram fazer os três anos de escolaridade no tempo previsto, segundo a taxa de retenção ou desistência, que mistura os casos de quem reprova com aqueles que anulam a matrícula, por várias razões como desistirem de estudar ou abandonar o país.

A Confederação Nacional de Associação de Pais (Confap) tem vindo a defender um maior investimento nos alunos para inverter a cultura da retenção (chumbos), que também tem sido considerado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) como o problema mais grave do sistema educativo.

Segundo o CNE, os chumbos atingem cerca de 150 mil alunos do sistema de ensino (público e privado) e representam um custo de cerca de 600 milhões de euros, se se admitir que cada aluno custa ao Estado cerca de quatro mil euros por ano.

 

 

 

Portugal é o país europeu com uma maior associação entre chumbos e pobreza

Janeiro 28, 2016 às 8:19 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 25 de janeiro de 2016.

publico

Clara Viana

Num estudo apresentado nesta segunda-feira insiste-se que a retenção sai cara ao Estado e não traz mais aprendizagens aos alunos.

Portugal é o país da Europa “que mais associa chumbar com um baixo estatuto socioeconómico e cultural da família”, alerta-se num estudo sobre a retenção no ensino básico e secundário apresentada nesta segunda-feira. O estudo foi feito em parceria entre o Conselho Nacional da Educação (CNE) e a Fundação Francisco Manuel dos Santos, no âmbito do projecto aQeduto, que se propõe explicar a evolução dos resultados dos alunos portugueses nos testes PISA. Estas provas são promovidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para avaliar a literacia dos jovens aos 15 anos em matemática, leitura e ciências.

Com base nos inquéritos realizados no PISA de 2012, o último com dados divulgados, os autores do estudo constataram que 87% dos alunos portugueses de 15 anos, que chumbaram pelo menos uma vez, “vêm de famílias de estratos económicos e culturais abaixo da média”, enquanto na Holanda, que também tem uma taxa de reprovações alta, “existe praticamente paridade de chumbo entre alunos de classes sociais mais e menos abastadas”.

Isto significa, frisa-se, que “as escolas portuguesas parecem estar a ser incapazes de fazer um trabalho de nivelamento de oportunidades”, uma das principais missões que tem sido atribuída ao sistema educativo. Por outro lado, a análise dos resultados obtidos pelos alunos que já chumbaram confirmam uma tendência geral detectada nos testes PISA e que é a seguinte: “os alunos que repetiram pelo menos um ano têm resultados muito abaixo dos seus pares que nunca repetiram”.

No concreto, os jovens portugueses de 15 anos sem um percurso com chumbos tiveram, no PISA de 2012, “resultados médios muito acima da média (530), mas os alunos que já repetiram atingem resultados médios muito baixos (411)”. Tendo como base apenas os resultados obtidos em literacia matemática, há também este dado apresentado como “preocupante”: “dos alunos que chumbam apenas 40% conseguem resultados iguais ou superiores ao nível 3 (482,4), ao passo que entre os alunos que nunca chumbaram este número cresce para 74,5%”.

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O desempenho dos alunos no PISA é avaliado de dois modos. Os resultados nacionais dos países participantes são calculados com base numa escala de zero a 1000, sendo que a média geral ronda os 500 pontos (dois terços dos alunos têm obtido entre 400 e 600). Estes resultados são depois distribuídos por seis níveis de proficiência, sendo o nível seis o mais elevado. O nível dois é entendido como o mínimo que os alunos devem atingir. Abaixo dele considera-se que os jovens não têm as competências mínimas necessárias para uma participação activa e eficaz na sociedade, por demonstrarem muitas dificuldades em realizar mesmo as tarefas mais simples do dia-a-dia.

Ora, em Portugal, entre os alunos que já chumbaram, “apenas 14% conseguiram ter um desempenho de nível 3 ou mais nos testes PISA, enquanto os que se ficam por níveis de proficiência de zero ou abaixo de zero atingem os 21% e os 36%, respectivamente”, destaca-se no estudo patrocinado pelo CNE e pela FMMS. No qual se acrescenta que, dos países com maiores tradições de chumbo, apenas a Holanda está a conseguir que estes recuperem o atraso, já que cerca de 50% destes atingiram pelo menos o nível 3 no Pisa de 2012, assinala-se no estudo.

Chumbar sai caro

Estes são algumas das constatações apresentadas numa conferência do projecto aQeduto, realizada nesta segunda-feira no CNE, e que teve precisamente como tema esta interrogação – “Chumbar melhora as aprendizagens?”. A resposta, como se depreende dos dados recolhidos, é negativa, como também foi a do CNE num parecer sobre a retenção escolar no ensino básico e secundário, aprovado em Fevereiro de 2015.

Neste parecer alertava-se que “a prática de reter os alunos parece estar incorporada numa ‘cultura’ de retenção e na crença comum de que a repetição de um ano é benéfica para a aprendizagem dos alunos”. Na altura, o presidente do CNE, David Justino lembrou que todos os anos chumbam em média 150 mil alunos do ensino básico e secundário para considerar de seguida que “esta é talvez a situação mais grave do sistema de ensino em Portugal”.

Tanto a OCDE como a Comissão Europeia têm insistido que a retenção é uma solução “dispendiosa e frequentemente ineficaz” no que respeita à subida dos resultados escolares e da melhoria das aprendizagens. A OCDE já recomendou, aliás, a Portugal que opte pela “eliminação gradual” da prática de retenção, tendo descrito este objectivo como “uma prioridade”.

Entre os alunos de 15 anos, Portugal e Espanha foram, contudo, os únicos países que viram a sua percentagem de chumbos aumentar de 30% em 2003 para perto de 35% em 2012, enquanto a França fez o percurso contrário, reduzindo esta percentagem de cerca de 40% para 28,4%. Na Europa, os países em que mais se chumba são a Holanda, França, Espanha, Portugal, Luxemburgo e Bélgica francófona, sendo as percentagens maiores nestes últimos três. Em posição contrária estão a Finlândia, Suécia ou Polónia, com percentagens de reprovações que rondam os 4%.

No estudo apresentada nesta segunda-feira refere-se ainda outro recorde português, já que “é o país onde mais se chumba no início do percurso escolar, 23% dos alunos repetiram pelo menos uma vez até ao 6.º ano de escolaridade e 20% chumbaram no 3.º ciclo”.

No relatório avalia-se que o custo suplementar por cada aluno que chumba é de 6500 euros, bem superior aos custos estimados com medidas para a melhoria das aprendizagens, como a intervenção pré-escolar (4600 euros) ou o acompanhamento personalizado (750 euros). “Vários estudos internacionais, realizados em diversos contextos sociais e económicos, têm demonstrado que chumbar um ano é a medida mais cara e a que menos traz benefícios aos alunos”, conclui-se.

 

 

Os “desafios” de educar alunos conectados

Novembro 17, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 7 de outubro de 2015.

snews

Usar o computador na escola, de forma limitada, é melhor que não usar. Mas só beneficia o desempenho dos alunos quando o software e a ligação à Internet aumentam o tempo de estudo e a prática, sugere a OCDE.

Andreia Lobo

É comum ouvir dizer que, hoje em dia, as crianças nascem ensinadas a mexer com os tablets e os smartphones dos pais. Por detrás desta observação, os estudos mostram a facilidade com que a tecnologia tem entrado no dia a dia.

O dinheiro gasto pelas famílias e investido nas escolas em computadores, ligações à Internet e recursos educativos tem aumentado muito, nos últimos 25 anos, nota a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Aumentam também as preocupações com a forma como lidamos com os ambientes digitais.

“A sociedade espera que as escolas eduquem as crianças para se tornarem consumidores críticos, ajudando-os a fazerem escolhas informadas e a evitarem comportamentos de risco.” Esta, entre outras recomendações, constam do relatório “Students, Computers and Leraning: Making The Connection” que divulga os resultados do PISA Digital 2012.

No entanto, os resultados do estudo mostram não haver melhorias significativas nos desempenhos dos alunos ao nível da leitura, matemática ou ciência – as áreas avaliadas pelo PISA – nos países que mais investiram nas TIC para a educação.

Uma das explicações pode ser a falta de um ensino que aproveite o máximo da tecnologia. “Adicionar tecnologias do século XXI a práticas de ensino do século XX acaba por diluir a eficácia do ensino.” Por isso, a OCDE recomenda um repensar sobre as pedagogias usadas para o ensinar os jovens. Mas alerta: “A tecnologia pode amplificar um bom ensino, mas uma boa tecnologia não pode substituir um ensino pobre.”

Mais equidade na educação

Entre 2009 e 2012, diminuíram as diferenças no acesso aos computadores entre alunos favorecidos e desfavorecidos. Em todos, menos em três países (Indonésia, Perú e Vietnam) pelo menos 90% dos alunos desfavorecidos têm acesso a computadores. Enquanto na Dinamarca, Finlândia, Hong Kong, Países Baixos, Eslovénia e Suécia mais de 99% dos alunos desfavorecidos têm acesso a um computador em casa, em 12 outros são menos de metade.

Ainda assim, os resultados nos testes feitos em computador mostram que as diferenças socioeconómicas continuam a fazer-se sentir bastante ao nível da habilidade para usar as TIC na aprendizagem, explicada pela diferença observada nas competências académicas mais tradicionais.

A “descoberta mais desapontante”, escrevem os autores, é esta: a tecnologia é de pouca ajuda para diminuir o fosso de competências que separa os alunos favorecidos dos desfavorecidos. Para reduzir as desigualdades no benefício trazido pelo digital, os governos têm primeiro de melhorar a equidade na educação.

Assegurar níveis base de proficiência na leitura e na matemática “parece ajudar mais na criação da igualdade de oportunidades no mundo digital do que pode ser alcançado ao expandir ou financiar o acesso a serviços ou equipamentos tecnológicos”.

Ler online ou em papel requer as mesmas competências base acrescidas de novas. Como as de ser capaz de navegar através de páginas ou ecrãs de textos, filtrar as fontes mais credíveis entre a larga quantidade de informação. Coreia e Singapura estão entre os países com alunos mais competentes a navegar na Internet e com excelentes infraestruturas de acesso. No entanto, não acedem mais à Internet na escola que os colegas da OCDE. Apenas 42% dos alunos coreanos admitiram usar computadores na escola (72% na média da OCDE), em Xangai apenas 38%. E ambos alcançaram o topo da classificação nos testes de leitura e matemática baseados no computador do PISA 2012. Os investigadores acreditam, por isso, que “muitas das competências essenciais à navegação online podem ser ensinadas através de pedagogias convencionas e instrumentos analógicos”.

Pelo contrário, verificou-se que em países onde é mais comum os alunos usarem a Internet na escola para projetos escolares o desempenho na leitura baixou entre 2000 e 2012.

Do papel e lápis para o rato

Em 32 países e economias membros da OCDE, além dos exames tradicionais do PISA 2012, em formato papel, os alunos realizaram testes de leitura e matemática apresentados em computador. Singapura, Coreia, Hong Kong, Japão, Canadá e Xangai obtiveram as melhores classificações nos testes de leitura digital. A Matemática foi o foco do PISA 2012 e, pela primeira vez, foi avaliada em computador.

Singapura, Xangai, seguidos da Coreia, Hong Kong, Macau, Japão e Taipé foram também os melhores na resolução de problemas matemáticos apresentados no computador. Na Coreia e em Singapura, os estudantes obtiveram resultados em média superiores em 20 pontos na leitura digital, quando comparados com os colegas dos restantes países com competências semelhantes na leitura em papel. Nas avaliações dos conhecimentos matemáticos, Austrália, Áustria, Canadá, Japão, Eslovénia e Estados Unidos, Macau, Emirados Árabes Unidos tiveram melhores desempenhos no digital que no papel. O oposto aconteceu na Bélgica, Chile, França, Irlanda, Polónia e Espanha.

Uma escala de 1 a 5 é usada para classificar os conhecimentos dos alunos. Estudantes que obtenham o nível 5 são considerados leitores online competentes. Conseguem avaliar informação de diferentes fontes e a sua credibilidade. Bem como a utilidade do que estão a ler usando critérios estabelecidos por si próprios.

Nos 23 países da OCDE que participaram no PISA digital da leitura em 2012, 8% dos estudantes obtiveram desempenhos deste nível. Em Singapura, mais de um em quatro (27%) obtiveram classificações de nível 5 ou superior. O mesmo em um em cada cinco alunos em Hong Kong (21%) e Coreia (18%).

Uma classificação abaixo do nível 2 significa o domínio de tarefas digitais mais fáceis. Cerca de 18% dos alunos obtiveram maus desempenhos em leitura digital. Na Colômbia e Emirados Árabes Unidos, mais de metade dos alunos de 15 anos teve o mesmo baixo desempenho. As maiores percentagens de estudantes com as mais baixas classificações estão em países como Brasil (37%), Hungria (32%), Israel (31%), Chile (29%) e Espanha (26%).

Pelo contrário, menos de 5% dos alunos desempenharam abaixo do nível 2 no Japão, Coreia e Singapura. De acordo com a OCDE, estes países estão próximos de conseguirem que todos os alunos alcancem níveis básicos de conhecimento e as competências necessárias para aceder e usar a informação que conseguem encontrar na Internet.

Os dados mostram ainda que países com classificações semelhantes nos testes tradicionais de matemática não mostram as mesmas competências no formato digital. Quando não é necessário usar o computador, os alunos franceses e os canadianos obtêm pontuações semelhantes. Completam cerca de 42% das tarefas corretamente. No entanto, no Canadá os alunos têm significativamente mais sucesso do que na França (32% vs.27%) em resolver problemas cuja solução passa unicamente pela utilização de ferramentas no computador.

Habilidades necessárias à navegação

Certas competências são particularmente importantes na leitura em linha e no processamento de texto. Os leitores também devem ser capazes de navegar através de diferentes textos. O relatório do PISA dá algumas pistas sobre o que os alunos precisam de aprender para navegar corretamente na Internet.

Conseguir fazer uma boa avaliação da credibilidade das fontes com base em indícios como o nome explícito atribuído a um link. Predizer o conteúdo provável de uma série de páginas. Ter a capacidade de construir uma representação mental da estrutura do site para navegar entre as diferentes páginas que o compõem. São também alguns dos requisitos necessários para resolver problemas no formato digital. E, em último caso, as pontuações dos testes dependem do tipo de conhecimentos básicos de informática e da familiaridade com os formatos.

 

Faltar às aulas – Estatística da OCDE

Abril 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Skipping school? Who does it, why, & what is the impact? Compare your country http://bit.ly/1GcmgMz

 

 

25 lecciones extraordinarias del sistema educativo de Finlandia (infografía)

Dezembro 10, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site UnitedExplanations de 26 de Novembro de 2013.

Faro

By Lluis Torrent

Claves del mejor sistema educativo del mundo

Desde que la OCDE comenzara en el año 2000 a elaborar su informe PISA, Finlandia ha acaparado los primeros puestos del podio en Europa por su excelente nivel educativo. ¿Por qué? Por estas 25 razones:

 

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1. El profesor

Ser profesor de escuela es una de las profesiones de mayor prestigio en Finlandia.

Para ser profesor hace falta estudiar una carrera de 3 años más 2 años de máster.

Sólo un 10% de los aspirantes consigue entrar en la carrera.

Para estudiar Magisterio hace falta más de un 9/10 en bachillerato y reválida.

Se requiere además una gran dosis de sensibilidad social.

La gente pide consejo al profesor sobre todo tipo de asuntos debido a su alta preparación.

2. El método educativo

Los niños empiezan a estudiar a la edad de 7 años cuando tienen madurez intelectual.

Los 2 primeros años de cologio los alumnos van a clase 4-5 horas al día y tienen pocos deberes.

Hasta 6º de primaria los niños suelen tener en la mayoría de asignaturas el mismo maestro.

Hasta 5º no hay calificaciones numéricas para no fomentar la competencia ni las comparaciones.

La relación con el profesor es muy cercana porque no hay más de 20 alumnos por clase.

No se persigue la memorización sino la curiosidad, la creatividad y la experimentación.

No se quiere transmitir información sino que es más importante aprender a pensar.

Los profesores trabajan en grupo, buscan la participación y la retroalimentación de los alumnos.

El profesor es evaluado y recibe feedback por parte de otros profesores más experimentados.

3. Los centros educativos

Cada colegio tiene autonomía para organizar su propio programa de estudios.

La planificación educativa es consensuada entre los profesores y los alumnos.

El trabajo es integrado en los niveles del sistema educativo (primaria, secundaria y universidad).

4. Cultura educativa

En Finlandia el 80% de las familias van a la biblioteca el fin de semana.

Los finlandeses valoran la cultura luterana de la disciplina y el esfuerzo.

Los padres creen que son los responsables de la educación de sus hijos por delante de la escuela.

5. La política educativa

El gasto en educación en Finlandia fue del 6,8% del PIB en 2009 (5% en España).

La enseñanza obligatoria es gratuita desde el material escolar hasta el transporte.

En Finlandia existe estabilidad en el sistema educativo debido al consenso político existente.

El sistema social dota de numerosas ayudas para la concilación familiar y laboral.

 

 

Relatório PISA 2012

Dezembro 6, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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pisa2012

PISA 2012 Results: What Students Know and Can do : Student Performance in Mathematics, Reading and Science (Volume I)

This report is the first in a series of volumes presenting the results of PISA 2012 that assessed the competencies of 15-year-olds in reading, mathematics and science (with a focus on mathematics) in 65 countries and economies. It provides an introduction to PISA and examines the performance of students in mathematics, reading and science.

Around 510 000 students between the ages of 15 years 3 months and 16 years 2 months participated in the assessment, representing about 28 million 15-year-olds globally.

Alunos portugueses mostram como em pouco tempo é possível melhorar, diz OCDE

Dezembro 6, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Dezembro de 2013.

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Andreia Sanches

Relatório PISA 2012 sobre Matemática, Leitura e Ciências refere que Portugal é um dos exemplos de evolução positiva. Resultados melhoram sobretudo a Matemática.

De três em três anos a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) repete o exercício. E avalia o estado da literacia dos alunos de 15 anos, em três áreas-chave. Os últimos resultados trazem boas notícias para Portugal. O país está a conseguir melhorar os seus resultados a Matemática — à média de 2,5 pontos ao ano. E desde 2009 subiu três posições no ranking da organização, aproximando-se da média internacional.

Mais do que uma comparação entre o que se passou em 2009 e 2012, a OCDE analisa a evolução dos conhecimentos e competências dos alunos de 15 anos ao longo de cerca de uma década. Em 2003, lê-se num relatório divulgado nesta terça-feira, Portugal estava, no que à Matemática diz respeito, abaixo do Luxemburgo, dos Estados Unidos, da República Checa, da França, da Suécia, da Hungria, da Espanha, da Islândia ou da Noruega. Em 2012, “o país alcançou-os”.

A OCDE sublinha ainda que Portugal é um dos que conseguiram, simultaneamente, duas coisas: reduzir o universo dos alunos que se saem muito mal neste tipo de testes de literacia e aumentar o número dos jovens que se destacam muito pelo positiva (os chamados “top performers”). Isto aconteceu tanto na Matemática, como nas Ciências.

Estas são apenas as primeiras conclusões do PISA 2012, um estudo internacional que é repetido de três em três anos. As suas dimensões são, no mínimo, raras: participaram, desta vez, 34 países da OCDE, mais 31 países e zonas económicas que não fazem parte da organização.

No total, foram avaliados 510 mil alunos dos 28 milhões de jovens de 15 anos que frequentam as escolas do universo analisado. Só em Portugal participaram 5700. Todos fizeram os testes em 2012 — provas com perguntas de escolha múltipla e outras que pediam respostas desenvolvidas. Em cada escola que entrou no estudo os alunos foram escolhidos aleatoriamente.

O objectivo essencial do PISA é este: avaliar a forma como os alunos de 15 anos aplicam conhecimentos e competências de Matemática, Leitura e Ciências quando identificam, interpretam e resolvem problemas que os colocam perante situações da “vida real”.

O relatório que tem como título “O que é que os estudantes sabem e podem fazer: desempenho dos alunos a Matemática, Leitura e Ciências” mostra o seguinte: tal como aconteceu na Matemática, também no que diz respeito às competências de Leitura, os alunos portugueses melhoraram — e a OCDE destaca igualmente esse facto logo na introdução do primeiro de seis volumes que aprofundam os resultados.

Mesmo nas Ciências a evolução anual tem sido positiva — ainda que tenha abrandado de 2009 para cá.

Crescimento anual
Um olhar para as posições de Portugal nos rankings das três áreas-chave (ver gráficos) mostra o seguinte: desde a última avaliação que tinha sido feita, em 2009, a pontuação média obtida por Portugal na Matemática manteve-se (487 pontos tanto em 2009 como em 2012); na Leitura baixou de 489 pontos, em 2009, para 488, em 2012; e nas Ciências passou de 493 para 489 pontos. A que se deve, então, tanto destaque para o caso português?

A OCDE põe o foco noutro indicador, que não o da mera comparação das pontuações obtidas em 2009 e em 2012: trata-se da “evolução anualizada”. Basicamente, a organziação tem em conta os resultados dos alunos em todas as levas de testes feitos desde que os países participam no PISA, calculando a evolução ano a ano de cada país. “É uma medida mais robusta do progresso do país/região económica”, do que a comparação dos resultados obtidos nos testes a cada três anos, lê-se no relatório.

É com base neste cálculo da evolução anual que a OCDE diz que há um grupo de países onde os alunos melhoraram a Matemática, desde 2003, mais de 2,5 pontos ao ano (o que aconteceu também na Itália e na Polónia). Em 25 países não houve mudanças e em 14 os alunos estão a piorar.

Na Leitura e nas Ciências, Portugal melhorou cerca de dois pontos por ano em média — desde 2000, no primeiro caso, e desde 2006, no segundo.

Em síntese: “Brasil, Dubai (Emirados Árabes Unidos), Hong Kong (China), Israel, Macau (China), Polónia, Portugal, Qatar, Singapura, Tunísia e Turquia têm melhorado a sua perfomance média a Matemática, Leitura e Ciências, ao longo da sua participação no PISA, o que mostra que mesmo num curto espaço de tempo é possível melhorar de forma abrangente”, diz a OCDE.

Como escolher um carro?
Cada PISA aprofunda uma área de conhecimento e competências. Os testes do PISA 2012 avaliaram sobretudo a Matemática, o que já tinha acontecido em 2003. Uma oportunidade, segundo a OCDE, para fazer comparações sobre o que mudou e de analisar a evolução “no contexto das políticas adoptadas e de outros factores”.

Xangai, na China, tem a pontuação mais alta nos testes de Matemática: 613 pontos. Já no ranking dos melhores resultados da OCDE, o primeiro lugar pertence à Coreia (554 pontos), o segundo ao Japão (536) e o terceiro à Suíça (531). Portugal está em 23.º, com 487 pontos, e aproximou-se da média da OCDE (fica a sete pontos desta quando, em 2009, estava a nove).

À primeira vista, os dados podem surpreender. Afinal, as notas dos exames nacionais feitos em Portugal não têm sido famosas: a média no exame de Matemática do 9.º ano baixou de 57%, em 2009, para 43%, em 2011. Um resultado que se repetiu este ano. Nos exames do secundário (feitos por alunos com mais de 15 anos) a média do exame de Matemática também caiu de 10 valores, em 2009, para 8,2 valores, em 2013.

Mas o que os exames nacionais testam e o que os testes PISA avaliam são coisas diferentes. A OCDE está mais interessada em saber qual a capacidade dos jovens empregarem a Matemática na “vida real”, por exemplo, extrapolando o que sabem para resolver problemas mais ou menos familiares. Um dos exercícios tipo dos teste PISA é este: para diferentes modelos de carros em 2.ª mão são fornecidos dados como o número de quilómetros, a capacidade do motor, o preço, etc e o aluno deve escolher o modelo que se adeque a uma lista de critérios previamente fixados.

A OCDE procura ainda avaliar como utilizam os alunos “instrumentos” ligados à Matemática que são essenciais “nos locais de trabalho do século XXI”, tais como um conversor online de moedas, uma folha de cálculo, uma calculadora, ou um software de cálculo matemático.

Agrupamentos e reforma curricular
Os países da OCDE investem cerca de 230 mil milhões de dólares por ano para melhorar a educação da Matemática nas escolas. “É um grande investimento, mas o retorno é muitas vezes maior”, lê-se no relatório.

Outros estudo recente da OCDE (Survey of Adult Skills, 2013), cita no PISA, mostra que “fracas competências a Matemática limitam de forma grave o acesso dos indivíduos a trabalhos mais bem remunerados” e que pessoas com mais competências nesta área tendem a sentir-se mais capazes de participar politicamente e confiam mais naqueles que as rodeiam.

Os resultados do PISA “mostram que uma surpreendentemente pequena proporção da variação de desempenho entre os países é explicada pela riqueza das nações (21% entre todos os países e economias, 12% entre os países da OCDE)” e que a despesa por aluno só explica “30% das diferenças entre todos os países e economias e 17% entre os países da OCDE” o que, lê-se no relatório, “sugere que o mundo não está mais dividido em países ricos e bem educados, e os pobres e mal educados”.

A OCDE analisa várias reformas políticas introduzidas em países que melhoraram os seus resultados. Políticas que podem ter feito a diferença. No que diz respeito a Portugal, especificamente, destaca-se a reorganização da rede escolar, através do agrupamento de escolas — esta medida, diz a OCDE, “facilita a colaboração entre escolas e a economia de escala”.

A OCDE nota ainda que, em Portugal, como também aconteceu no Japão, se assistiu a uma reforma curricular que “melhora a atitude dos alunos” em relação “à escola, em geral, e à Matemática, em particular” uma vez que, com as mudanças, as matérias ficaram mais “alinhadas com os interesses dos estudantes no século XXI”.

Recorde-se que neste ano lectivo, já depois dos testes do PISA 2012, entrou em vigor um novo programa de Matemática para o ensino básico. E que está em curso uma revisão para o secundário.

Menos desigualdade
A OCDE sublinha, no entanto, que nem todos os países estão em pé de igualdade — e que isso deve ser tido em conta na hora de analisar os rankings. Por exemplo: em Portugal, no Chile, na Hungria e em Espanha mais de 20% dos alunos avaliados pertencem a grupos socioeconómicos mais desfavorecidos. Na Turquia são 69%. Qualquer um destes países, lê-se no relatório, “enfrenta desafios maiores do que, por exemplo, a Islândia, a Noruega, a Finlândia e a Dinamarca, onde menos de 5% dos alunos são desfavorecidos”.

Mesmo assim, como já se disse, Portugal conseguiu reduzir o hiato entre os alunos que pior se saem nos testes (ou seja, dos que estão abaixo do nível 2 numa escala que vai até seis) e os que melhor se saem (nível 5 e 6). Em 2003, 30% dos alunos de 15 anos estavam nos patamares mais baixos de literacia matemática; em 2012, a percentagem foi de 24,9% (uma descida de 5,2 pontos percentuais).

Ao mesmo tempo, 10,6% dos alunos conseguiram ficar no nível 5 ou mais, contra apenas 5,4% em 2003 (uma vez mais, 5,2 pontos percentuais de diferença). Esta evolução teve lugar, sobretudo, no período compreendido entre 2006 e 2009, sublinha o relatório.

Em média, na OCDE, 13% dos alunos estão no nível 5 e 6. A Coreia é o país com mais “top performers” – 30,9%. Fora da OCDE, Xangai destaca-se com 55,4% dos alunos a conseguir obter os resultados máximos nos testes.

 

 

Alunos portugueses mantêm-se abaixo da média

Dezembro 5, 2013 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 3 de Dezembro de 2013.

por Texto da Lusa, publicado por Lina Santos

Portugal mantém-se abaixo dos países que participam no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) nas áreas de leitura, matemática e ciências, destacando a OCDE a melhoria da performance dos estudantes nacionais desde 2003.

Os resultados do relatório PISA 2012, da responsabilidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) foram hoje divulgados, sendo testados os conhecimentos dos alunos de 15 anos de 65 países a nível mundial.

Nas três áreas, Portugal mantém-se abaixo da média, apesar de estar perto deste valor, no caso da Matemática, onde os alunos portugueses obtiveram 487 pontos, sendo o nível da média geral 494.

Na avaliação dos conhecimentos de leitura, os estudantes portugueses conseguiram um resultado médio de 488, enquanto o nível da média geral se fixou nos 496.

Nas ciências, os alunos nacionais obtiveram 489 pontos, sendo a média de 501 nesta área.

No sumário executivo do documento, a OCDE destaca que Portugal faz parte do grupo de países, que participando em todas as avaliações deste 2003, apresenta uma melhoria média em matemática de mais de 2,5 pontos por ano.

Assim, surge o parâmetro “mudança anualizada” (annualised change) que a OCDE considera ser uma medida mais robusta para avaliar as tendências no desempenho, porque se baseia em todas as informações disponíveis e não na diferença entre um ano e outro.

Na matemática, os alunos portugueses verificaram uma mudança anualizada de 2,8, enquanto na ciência obtiveram 2,5 e na leitura 1,6.

Entre 2003 e 2012, Itália, Polónia e Portugal aumentaram a participação de melhores desempenhos e, simultaneamente, conseguiram reduzir a parcela de baixo desempenho em matemática.

O sumário executivo do relatório destaca ainda que Portugal é um dos países da OCDE que melhorou o desempenho em termos de leitura nas várias avaliações do PISA.

Xangai (China), Singapura e Hong Kong (China) ocupam os três primeiros lugares nas três áreas de conhecimento avaliadas pelo PISA.

No PISA 2009, os alunos portugueses tinham conseguido uma classificação de 489 pontos, quase ao nível da média geral, que foi de 493 no parâmetro principal de avaliação, centrado na leitura.

Nos conhecimentos de matemática, os portugueses conseguiram então 487 pontos e na avaliação dos conhecimentos em ciência 493.

Cerca de 510 mil estudantes de 15 anos realizaram a esta prova, que ficou mais a matemática, mas abordou também a leitura e a ciência. Estes alunos representam os cerca de 28 milhões de estudantes de 15 anos que frequentam as escolas dos 65 países participantes no estudo.

O Pisa realizou-se pela primeira vez em 2000 e decorre de três em três anos. A escala utilizada foi construída de forma a que, no conjunto dos países da OCDE, a média fosse de 500 pontos.

OCDE adverte para importância do contexto socioeconómico

Vamos ler-lhes uma história! O Fator Pais na Educação

Junho 5, 2012 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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PISA – Let’s Read Them a Story! The Parent Factor in Education

Education begins at home. The first simple word a parent speaks to an infant opens the world of language to the child and sets the child on the path of exploration and discovery. When formal schooling begins, many parents believe that their role as educators has ended. But education is a shared responsibility of parents, schools, teachers, and various institutions in the economy and in society. New findings from the OECD’s Programme for International Student Assessment (PISA) show that parental involvement in education is pivotal for the success of children throughout their school years and beyond.

The OECD is pleased to present its report, Let’s Read Them a Story! The Parent Factor in Education. The report examines whether and how parents’ involvement is related to their child’s proficiency in and enjoyment of reading — and it also offers comfort to parents who are concerned that they don’t have enough time or the requisite academic knowledge to help their children succeed in school. Many types of parental involvement that are associated with better student performance in PISA require relatively little time and no specialised knowledge. What counts is genuine interest and active engagement.

Jovens Portugueses de 10 a 15 Anos de Idade São Fortes e Sofisticados Utilizadores TIC

Setembro 5, 2011 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia publicada no site da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento no dia 9 de Agosto de 2011.

A utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por jovens portugueses dos 10 aos 15 anos de idade tem aumentado rapidamente nos últimos anos. Pode ter-se uma perspectiva muito completa sobre esta realidade com os dados que se relatam agora de três fontes: (1) o inquérito à utilização de TIC pelas famílias realizado no 1º trimestre de cada ano pelo INE – Instituto Nacional de Estatística em colaboração com a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP; (2) os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online; (3) os inquéritos realizados no âmbito do Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) da OCDE.

Os dados mais marcantes do inquérito à utilização de TIC pelas famílias para os jovens de 10 a 15 anos de idade, relativos ao 1º trimestre de 2010, são:

  • 91% utilizam Internet, tanto raparigas como rapazes, mais 24% do que em 2005. A utilização de Internet é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 84% utilizam Internet em casa, mais 63% do que o dobro de 2005.
  • 74% dos que utilizam Internet declaram utilizá-la todos os dias ou quase todos os dias, quase o triplo de 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam Internet são: pesquisa de informação para trabalhos escolares (97%), mensagens em chats, blogs, websites de redes sociais, newsgroups, fóruns de discussão online ou mensagens escritas em tempo real (86%), correio electrónico (86%), jogos ou download de jogos, imagens, filmes ou música (79%), consulta de websites de interesse pessoal (63%), colocação de conteúdo pessoal num website para ser partilhado (55%), pesquisa de informação sobre saúde (47%).
  • 96% utilizam computador, tanto raparigas como rapazes. A utilização de computador é de 100% nos jovens no 3º ciclo de escolaridade básica.
  • 92% utilizam computador em casa, 62% mais do que em 2005.
  • 77% dos que utilizam computador declaram utilizá-lo todos os dias ou quase todos os dias, mais 66% do que em 2005.
  • As principais actividades dos que utilizam computador são: trabalhos escolares (93%), audição de música ou filmes (84%), jogos (84%), utilização de software educativo (54%).
  • 87% utilizam telemóvel, mais 40% do que em 2005.

Estes dados mostram uma muito elevada utilização de Internet e computadores pelos jovens de 10 a 15 anos de idade (respectivamente, 91% e 96%), mais de 75% superior à respectiva utilização por pessoas de 16 a 74 anos (respectivamente, 51% e 55%). São particularmente acentuados os aumentos de utilização da Internet em casa e da utilização da Internet todos ou quase todos os dias que foram, respectivamente, multiplicada por 2,6 e quase triplicada desde 2005.

Por sua vez, os inquéritos realizados pelo projecto europeu EU Kids Online em 23 países europeus, com entrevistas de jovens dos 9 aos 16 anos de idade realizadas na Primavera e no Verão de 2010, dão uma ideia da natureza e sofisticação da utilização da Internet, em particular:

  • Redes Sociais: 58% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm um perfil em pelo menos uma rede social, um valor maior mas próximo da média dos 23 países europeus considerados (57%), e mais do dobro do obtido para pessoas de 16 a 74 anos (25%) pelo Estudo “A Utilização de Internet em Portugal 2010” no Quadro do World Internet Project elaborado pelo LINI – Lisbon Internet and Networks Institute com apoio daUMICe com dados recolhidos por entrevistas realizadas entre em 14-25 de Maio de 2010. 8,7% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 300 contactos no perfil da rede social que mais utilizam, a 5ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 5,1%), a seguir a Reino Unido (10,4%), Grécia (10,3%), Irlanda (9,3%) e Eslovénia (9,1%). 16,2% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal têm mais de 100 contactos, a 13ª percentagem mais elevada nos 23 países considerados (média 16,5%). Portugal é um dos 4 países onde os jovens dos 9 aos 16 anos com perfil em pelo menos uma rede social têm mais cuidado em não revelar informações pessoais a estranhos.
  • Literacia e Segurança na Internet: 3,7 é a média de respostas positivas dadas por jovens de Portugal entre 11 e 16 anos de idade (6ª maior dos 23 países europeus considerados, em que o máximo foi 4,6 na Finlândia) a 8 perguntas sobre competências de literacia e segurança na Internet: Bookmarking de sítios na Internet, Comparar sítios na Internet diferentes para decidir se a informação é verdadeira, Bloquear anúncios ou correio indesejado, Encontrar informação sobre como usar a Internet em segurança, Bloquear mensagens de desconhecidos, Mudar os níveis de privacidade em perfis de redes sociais, Apagar o registo dos sítios visitados na Internet, Modificar as preferências de filtros de conteúdos.
  • Bullying: 0,2% e 2,3% dos jovens de 9 a 16 anos de Portugal foram, respectivamente, agressores e vítimas de bullying, quando as médias nos 23 países europeus são, respectivamente, 3% e 6%. Portugal tem, respectivamente, o mais baixo valor e o 2º mais baixo valor dos 23 países (médias de 3% e 6).

Finalmente os dados dos inquéritos sobre utilização de TIC realizados no âmbito do PISA da OCDE, relativos a 2009, dão informações interessantes comparativas com outros países para jovens estudantes de 15 anos (ver dados sobre Educação e Formação em TIC da publicação A Sociedade da Informação em Portugal 2010). Destaca-se que, entre os 25 países da UE na OCDE considerados (para alguns indicadores há dados para apenas 17 países embora para a maioria dos indicadores haja dados para mais de 20 países), Portugal é:

  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com colegas sobre trabalhos escolares (54%), muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (34%).
    • afirmam conseguir criar uma base de dados com computador muito bem e sem ajuda (46%), muito acima da média (27%).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação com computador muito bem e sem ajuda (90%), mais 55% do que nove anos antes, e muito acima da média (71%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas, alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado (quartil superior) e alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (quartil inferior). Portugal é o 2º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (18 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 23 pontos percentuais, acima da média (18 pontos percentuais).
    • afirmam conseguir criar uma apresentação multimédia (com som, imagem e vídeo) com computador muito bem e sem ajuda (72%), mais 95% do que nove anos antes, e muito acima da média (54%). Este 1º lugar verifica-se entre rapazes, raparigas e alunos do nível socioeconómico e cultural mais elevado, e o 2º lugar entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo.
  • nos alunos que:
    • usam a Internet em casa para fazer trabalhos escolares (61%), muito acima da média (46%).
    • usam correio electrónico em casa para comunicar com professores (25%), muito acima da média (14%).
  • nos alunos que:
    • usam computadores portáteis na escola (25%), muito acima da média (19%).
    • afirmam conseguir editar fotografias digitais ou outras imagens gráficas em computador muito bem e sem ajuda (76%), muito acima da média (60%).
    • afirmam conseguir gerar um gráfico a partir de uma folha de cálculo em computador muito bem e sem ajuda (68%), mais 30% do que nove anos antes, e muito acima da média (50%). Portugal é o 6º país com menor diferença neste indicador entre os alunos com mais elevado e mais baixo nível socioeconómico e cultural (10 pontos percentuais), muito abaixo da média (14 pontos percentuais); nove anos antes a diferença em Portugal era de 16 pontos percentuais, acima da média (15 pontos percentuais).
  • nos alunos que:
    • têm acesso à Internet na escola (97%), acima da média (93%).
    • usam computador na escola para trabalhos de grupo e comunicar com colegas (28%), acima da média (22%).
    • colocam na escola trabalhos em website da escola (12%), muito acima da média (9%).
  • nos alunos que fazem trabalhos de casa em computador da escola (18%), igual à média (18%).
  • nos alunos que:
    • usaram computador pelo menos uma vez (99,6%), acima da média (99,2%). Esta percentagem em Portugal é maior nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (99,9%) do que nos do nível mais elevado (99,7%).
    • têm computador em casa (98%), mais 73% do que nove anos antes, e acima da média (94%). Também é o 7º neste indicador nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais baixo (94%), mais do quádruplo de nove anos antes, e muito acima da média dos 25 países da OCDE considerados (86%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo foi drasticamente reduzida para apenas 6 pontos percentuais quando nove anos antes era de 73 pontos percentuais.
    • usam Internet na escola para trabalhos escolares (41%), acima da média (39%).
    • carregam, descarregam ou acedem na escola a materiais em website da escola (18%), acima da média (15%).
  • nos alunos que:
    • usam correio electrónico na escola (24%), acima da média (19%).
    • carregam, descarregam ou acedem em casa a materiais no website da escola (27%), acima da média (23%).
    • fazem trabalhos de casa no computador em casa (48%), próximo mas abaixo da média (50%).
  • nos alunos que:
    • usam computador em casa (97%), acima da média (93%). A diferença entre alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e mais baixo é de 6 pontos percentuais muito abaixo da média (15 pontos percentuais).
  • 13º nos alunos com acesso à Internet em casa (91%), quase o quádruplo de 9 anos antes. O crescimento nos últimos nove anos foi de 69% nos alunos do nível socioeconómico e cultural mais alto e de 1771% nos do nível mais baixo. Houve uma enorme redução das diferenças de oportunidades entre os alunos destes dois grupos: a diferença é de 19 pontos percentuais quando era de 54 ponto percentuais nove anos antes.

São resultados muito positivos da utilização de TIC por jovens em Portugal que revelam a eficácia das medidas de estímulo à utilização da Internet e de computadores por jovens em idade escolar, inclusivamente na redução de diferenças entre os grupos de níveis socioeconómicos e culturais mais alto e mais baixo.

Última actualização ( 09/08/2011 )

 

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