Estudo. Recursos das escolas influenciam sucesso dos alunos

Fevereiro 9, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 16 de Janeiro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

DIFERENÇAS REGIONAIS NO DESEMPENHO DOS ALUNOS PORTUGUESES: EVIDÊNCIA DO PROGRAMA PISA DA OCDE

Por Kátia Catulo

Investigadores defendem que as medidas de combate à pobreza são mais eficazes que as políticas educativas para combater as desigualdades

Porque é que nas regiões de Lisboa, Porto ou litoral estão os melhores alunos? E porque é que nas regiões autónomas, no Alentejo ou no Interior Norte estão os estudantes com as piores classificações? Um estudo publicado ontem sugere que os recursos disponíveis nas escolas fazem parte da resposta e pesam tanto como o contexto familiar ou as características próprias dos alunos.

A investigação “Diferenças Regionais no Desempenho dos Alunos Portugueses”, publicada com o boletim económico de Inverno do Banco de Portugal, usa os dados da OCDE de 2009 para tentar perceber que impacto têm as desigualdades regionais no desempenho escolar dos alunos. À partida, é de esperar que as regiões com melhor nível de vida e com maiores índices de habilitações das famílias, como é o caso de Lisboa ou Porto, sejam também aquelas onde se concentram os melhores estudantes. Mas o que este estudo sugere ainda é que a influência da escola é tão decisiva como os pais ou as características dos alunos.

Procurando perceber em que medida as características das escolas explicam as diferenças regionais – Lisboa foi usada como região de referência –, os investigadores concluíram que ter mais ou menos recursos nas escola pode contribuir significativamente para o rendimento académico. Essa relação é particularmente forte no Norte Interior, no Baixo Alentejo e no Centro Interior, onde os “baixos recursos educativos” contribuem para os piores resultados escolares. Tanto a Matemática como a Leitura – duas competências avaliadas no estudo da OCDE – foi possível concluir que um aluno com o mesmo contexto familiar e a frequentar uma escola com características similares teria um desempenho pior nas regiões autónomas e no Norte Litoral que nas restantes regiões portuguesas.

Outra conclusão do estudo é que a maior ou menor rede de escolas numa determinada região parece influenciar também o rendimento. No Porto e no Centro Litoral, aliás, a oferta de escolas parece aumentar a desigualdade no desempenho académico entre os alunos.

Os autores concluem que proporcionar às famílias maior oferta de escolas poderá ter ainda assim efeitos contraditórios. Por um lado, pode aumentar a segregação entre bons e maus alunos, conduzindo a uma maior concentração dos melhores estudantes em certas escolas; por outro, uma maior escolha pode também criar incentivos para subir a produtividade das escolas e ao mesmo tempo alargar o conjunto de escolhas para os estudantes mais desfavorecidos.

As escolas, contudo, não explicam por si só as desigualdades observadas. Os autores, aliás, defendem que a melhor forma de combater as diferenças no desempenho dos alunos passa sobretudo por promover políticas de combate à pobreza. “Para alterar os padrões globais de desigualdade, as políticas que incidam sobre a pobreza e as questões sociais tenderão a ter mais sucesso que as políticas focadas exclusivamente em questões educativas”, remata o documento.

País gasta 46 mil euros por aluno dos 6 aos 15 anos

Março 8, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 16 de Fevereiro de 2012.

Portugal gasta cerca de 46 mil euros com a educação de um aluno dos seis aos 15 anos de idade, segundo um relatório da OCDE divulgado, esta quinta-feira, com dados do PISA de 2009, programa internacional de avaliação de alunos.

No topo da tabela de investimento está o Luxemburgo, com quase 123.200 euros, no entanto, com um nível de aproveitamento inferior na aprendizagem de Matemática e Ciência.

Portugal atinge quase 500 pontos na tabela de literacia, enquanto o Luxemburgo se fica pelos 475 pontos.

Os melhores resultados escolares são obtidos por Xangai-China – acima dos 550 pontos – e um investimento pouco superior a 40 mil euros no percurso escolar em análise.

O relatório diz que a riqueza nacional ou maiores investimentos em educação não garantem uma melhor prestação.

“Entre as economias desenvolvidas, o montante gasto em educação é menos importante do que a forma como esses recursos são usados”, lê-se no texto.

Os autores exemplificam que países que gastam mais de 100 mil dólares por estudante dos seis aos 15 anos, como o Luxemburgo, a Noruega, a Suíça e os Estados Unidos da América, demonstram níveis de desempenho similares a países que gastam menos de metade desse montante por estudante, como a Estónia, a Hungria e a Polónia.

A principal conclusão é que o dinheiro por si só “não pode comprar um bom sistema de educação”.

Os sistemas escolares de sucesso nestas economias, tendem a privilegiar a qualidade dos professores sobre o tamanho das turmas.

“Ao nível dos países, o PISA descobriu que o tamanho das turmas não está relacionado com os sistemas escolares mais bem posicionados”, dizem os relatores.

Os sistemas com melhores prestações no PISA “acreditam que todos os estudantes podem alcançar” resultados e dão-lhes a oportunidade para lá chegar, destaca-se no documento.

O relatório diz ainda que, de um modo geral, os países com um bom comportamento no PISA atraem os melhores alunos para a profissão docente, oferecendo-lhes bons salários e reconhecimento profissional.

Os países que investem em salários mais elevados para os professores tendem a ter classes maiores.

PISA 2009

Janeiro 4, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Recursos educativos, Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar OECD  Programme for International Student Assessment (PISA) 2009


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